PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017 VIGILÂNCIA SOCIAL MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

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1 PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 2014/2017 VIGILÂNCIA SOCIAL MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO Vânia Guareski Souto Assistente Social - Especialista em Gestão Social de Políticas Públicas

2 Vigilância Socioassistencial = função política Monitoramento = ferramenta (registra, totaliza, verifica incidência, estabelece forma de acompanhamento...) A Vigilância Social tem uma função que utiliza vários instrumentos!

3 Vigilância Socioassistencial A Vigilância Socioassistencial é uma área vinculada à gestão do SUAS e tem como objetivo a produção, sistematização e análise de informações territorializadas sobre situações de risco e de vulnerabilidade que incidem sobre famílias e indivíduos, assim como, de informações relativas aos padrões de qualidade dos serviços socioassistenciais ofertados. FORTALECE O CARATER PREVENTIVO E PRÓATIVO NOB SUAS 2012

4 Vigilância para Proteção e não para punição! -Desafios: - Cultural assistência social não produz informação; - Superação da verticalização da informação; - A informação deve ser construída coletivamente; - Perigo da informação ser locus de poder (apropriação pessoal; individualização da informação ); -Tendência de especialistas da informação com uma linguagem bem específica, criando problemas na comunicação.

5 A Vigilância Socioassistencial estrutura-se em dois eixos: - Vigilância de Riscos e Vulnerabilidades Responsabilizase pela produção, sistematização e análise de informações territorializadas sobre as situações de risco e vulnerabilidade que incidem sobre famílias e indivíduos (DEMANDA). -Vigilância dos Padrões dos Serviços Responsabiliza-se pelas informações relativas ao tipo, volume e padrões de qualidade dos serviços ofertados pela rede socioassistencial (OFERTA)

6 Predomínio ainda da informação desterritorializada: Informação Atenção/ Serviços

7 A informação não é um fim; é um meio e por isso tem que ter um fluxo de ida e volta. INFORMAÇÃO TERRITÓRIO ATENÇÃO

8 VIGILÂNCIA DE PADRÕES E SERVIÇOS A Vigilância de Padrões de Serviços busca sistematizar informações para contribuir com a melhoria da oferta de serviços socioassistenciais. Atualmente, o Censo Suas é a principal ferramenta para a coleta de informações periódicas sobre unidades públicas de referência de prestação de serviços da Assistência Social. Os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas)reúnem dados dimensionados sobre recursos humanos, serviços oferecidos e infraestrutura existente. Eles também promovem a padronização dos registros de atendimento, promovendo um banco de dados uniformizado em todo o País. A partir dessa ferramenta, é possível definir os índices de desenvolvimento e quais as necessidades básicas de cada uma das unidades públicas da Assistência Social. É importante para a Vigilância de Padrões de Serviços a sistematização das informações, executadas através de plataformas próprias. Dentre elas, vale destacar o acompanhamento das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e do ProJovem. A Vigilância de Padrões de Serviços prestados pela rede privada é de responsabilidade do gestor da assistência social no nível municipal. Para isso, é preciso que esse gestor conheça e acompanhe esta rede e desenvolva ações que garantam os padrões de qualidade dos serviços no âmbito do Suas.

9 VIGILÂNCIA DE RISCOS E VULNERABILIDADES A Vigilância de Riscos e Vulnerabilidades deve realizar a identificação de situações de vulnerabilidade e risco dos indivíduos e famílias, permitindo que o Sistema Único de Assistência Social (Suas) desenvolva políticas de prevenção, monitoramento e adequação de serviços socioassistenciais. Para a Assistência Social, é necessário adotar uma noção de fragilidade enquanto conceito multidimensional, não restringindo esta à percepção de pobreza, associada à posse de recursos financeiros. Assim, ao identificar a situação de fragilidade, é tarefa da Vigilância associar as informações de renda, os indicadores referentes à dificuldade de acesso a direitos e a serviços, assim como perceber níveis de autonomia e autoestima das famílias e indivíduos. Uma vez que o conceito de risco é muito abrangente, a Vigilância opta por analisar cada situação de maneira individualizada. Diante dessa necessidade, são consideradas situações de risco às violações de direitos, como casos de violência física, abuso ou exploração sexual, trabalho infantil, etc. Também são atendidos pela Vigilância os casos em houve a ruptura dos laços familiares ou comunitários do cidadão.

10 CADSUAS; SUAS WEB; VIGILÂNCIA SOCIAL CENSO SUAS (CRAS, CREAS, CENTRO POP, GESTÃO, CONSELHO, ENTIDADES); RELATÓRIO MENSAL DO CRAS; RELATÓRIO MENSAL DO CREAS; Construção de diagnósticos territoriais no Município; Análise dos dados do CadÚnico, do Censo; Caracterização das áreas de maior vulnerabilidade (mapa da rede socioassistencial, mapa dos territórios de vulnerabilidade social); Ações de busca ativa orientada por informações Construção de mapas temáticos relativos a situações de vulnerabilidade e riscos; (...)

11 MONITORAMENTO O Monitoramento consiste no acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos serviços, programas, projetos, benefícios e transferência de renda. O Monitoramento se realiza por meio de indicadores construídos a fim de disponibilizar informações e possibilitar a verificação sobre os objetivos e metas atingidos.

12 AVALIAÇÃO Confere / Analiza / Conclui / Emite parecer Costuma ser realizada por meio de estudos específicos que analisam aspectos como: relevância eficácia (objetivos e metas alcançados) eficiência (relação custo-benefício) efetividade (impacto social produzido em termos de resultados)

13 O MONITORAMENTO e a AVALIAÇÃO DO PLANO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL possibilitam o acesso às informações sobre a execução das ações planejadas, as dificuldades encontradas e os resultados alcançados, favorecendo a revisão e a tomada de decisões pelo gestor.

14 Algumas Definições Eficiência A gestão de um projeto será tão mais eficiente quanto menor o custo e maior o benefício introduzido por unidade atingida. Um dos desafios metodológicos neste tipo de avaliação é que custo e benefício nem sempre podem ser mensurados monetariamente; Eficácia avalia o quanto é adequada a relação estabelecida entre meios e fins no desenvolvimento do plano: o quanto foi capaz de atingir objetivos e metas. Ou, o nível de adequação da forma de execução, frente a seus princípios éticos e aos objetivos; Efetividade avalia o quanto o plano foi capaz de produzir mudanças significativas e duradouras no público alvo atingido. Para medir o seu grau de efetividade, torna-se necessária a adoção de uma perspectiva comparativa entre o antes e o depois Carvalho, 1997

15 Algumas Definições Indicadores: Parâmetros previamente definidos, a serem verificados na avaliação dos benefícios, serviço ou programas socioassistenciais. Podem ser: De processo: Identifica a realização das ações e procedimentos; De resultado: Identifica a obtenção do produto de uma ação De impacto: Identifica a repercussão da ação no cenário mais amplo (contexto e longo prazo)

16 Parte de um Plano de Monitoramento e Avaliação; Processo continuado; Transparência de critérios, procedimentos e resultados; Foco na qualidade dos serviços e direitos dos usuários

17 Diagnóstico Municipal Planejamento Plano Municipal de Assistência Social; Orçamento Municipal da Assistência Social; Plano de Ações da Secretaria Municipal; Plano de Trabalho de cada unidade; Monitoramento: Registro de ações; Acompanhamento de indicadores (processo, resultado e impacto); Análise crítica regular e acompanhamento pelos conselhos;

18 Avaliação: Sistematização dos registros e ações de monitoramento; Análise crítica de avanços, dificuldades; Apontamento de Indicativos para o planejamento; Construção do Relatório Anual de Gestão; Aprovação pelo Conselho Municipal de Assistência Social

19 Requisitos: Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais; Articulação em REDE de Serviços por território; Referenciamento no CRAS; Inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social

20 Processo de Monitoramento dos Serviços: Educação Permanente (conforme NOB-RH); Definição coletiva de procedimentos com base na Tipificação; Reuniões territoriais regulares (CRAS); Visitas de monitoramento; Relatórios de monitoramento dos serviços socioassistenciais;

21 FIM

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