UM BREVE HISTÓRICO COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio sempre existiu desde que surgiram as sociedades. Ele é dito como o processo de comprar, vender e trocar produtos e serviços. Inicialmente praticado pelos primeiros povos apenas a troca, foram os Fenícios, Árabes, Assírios e Babilônios que o incrementaram, pois com as expedições e a descoberta de novos mundos, utilização de pedras e metais preciosos, o desenvolvimento científico industrial e os meios de comunicação, foram incentivados a compra e a venda. Os primeiros vendedores viajavam semanas, meses e anos para anunciarem seus lançamentos, por isso seus produtos eram vendidos como novos durante um longo período. A partir do século XX produtos eletrônicos começaram a chegar a países, como o Brasil. Graças à rede mundial de computadores, a popular Internet que surgiu nos EUA em 1969 durante o projeto da Arpanet na época da guerra fria e que jamais deixou de evoluir, hoje os diferentes tipos de produtos e serviços chegam simultaneamente em velocidade rápida em todo o mundo. Não há dúvidas que ela seja responsável por disseminar informações e mudanças, juntamente com as características do mercado da informática e sua área de programação que são utilizadas hoje para incentivar e ampliar o comércio pela rede. O Comércio Eletrônico surgiu com a evolução das tecnologias na Internet, com objetivo de complementar o processo de vendas e eliminar intermediários da cadeia de suprimento, a fim de auxiliar na globalização da economia através da parceria e negócios e diminuição de limites geográficos. Ele não é só pela internet através de conexão com computadores, mas por meio de anúncios na televisão e principalmente o uso de aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos. Sua tendência é crescer a cada dia, pois a Internet nunca deixará de evoluir, devido ter surgido por meio dela há a necessidade das empresas e pessoas de se comunicar, interagir e transacionar. E hoje o comércio em geral está partindo para a rede. Acredita-se que é uma das melhores fases de mudança estrutural na sociedade, na verdade é a formação de uma nova sociedade: a Sociedade da Informação, a Era da Digitalização, cujos processos fazem parte de quase todas as atividades do dia a dia de pessoas e profissionais em geral. Pode-se perceber facilmente essa evolução, pois deixamos de escrever cartas, utilizar agendas, papel e caneta para anotações, dinheiro para transacionar mercadorias foi substituído por informações de débito e crédito em contas e cartões. A maior dificuldade desta nova Era são as empresas que não compreendem, e não conseguem se adaptar às mudanças. Com certeza em alguns anos, provavelmente ficarão fora de mercado, bem como as pessoas que não partirem para a área. Além das mudanças estruturais e
profissionais a Internet representa uma revolução cultural dentro das empresas, pois as barreiras geográficas são rompidas e funcionários e dirigentes trocam dados, informações, decisões e conhecimento entre si e com seus fornecedores, revendedores e clientes com muita agilidade criando uma nova cultura digital. Através do contato entre diferentes pessoas e diferentes locais, o tempo e a distância tornaram-se fatores insignificantes, pois além de trabalhar na empresa, é possível trabalhar em casa, bastando para tal ter acesso à rede da empresa. A forma de atendimento ao cliente também foi revolucionada, pois a internet está 24 horas no ar, a alcance global, sempre disponível para trocar informações, a um custo baixo, com um mercado mundial crescente. Os mesmos podem fazer suas compras a qualquer hora, sem precisar enfrentar condições adversas de horários, trânsito e ainda evitar ser mal atendido. É claro que podem ocorrer falhas nas entregas de mercadorias, mas isto com certeza será solucionado, afinal nem tudo é perfeito ainda. O QUE É COMÉRCIO ELETRÔNICO Quando falamos de comércio eletrônico (e-commerce) nos vem quase que instantaneamente em nossas mentes lojas virtuais e a venda de produtos on-line, mas comércio eletrônico é muito mais abrangente e envolve diversos tipos de negócios. O comércio eletrônico se desenvolveu em todo o mundo muito rápido e criou muitas oportunidades de negócios, gerou empregos e mudou a forma de como as empresas fazem suas negociações. Então, por comércio eletrônico entende-se como o processo de se comprar e vender produtos e serviços pela Internet ou por outro meio eletrônico, cujo principal propósito é realizar negócios entre organizações e indivíduos. Comércio eletrônico é a automação das transações comerciais por meio das tecnologias de informática e telecomunicações. A parcela mais visível do comércio eletrônico constitui-se do universo de "lojas virtuais" (sites de compras) disponíveis na internet. Todas as etapas do negócio desde a busca do produto desejado, até sua entrega ao cliente podem ser controladas por meio do computador. A inclusão de um cliente ao banco de dados tem custo marginal baixíssimo, praticamente nulo, e pode ser uma arma estratégica para a fidelização. Mudanças provocadas pela Internet no comércio tradicional Logo que adota o comércio eletrônico como meio de vender seus produtos, toda companhia se torna uma empresa de mídia. O valor de um site é determinado pelo número de acessos e de páginas visitadas.
Empresas não precisam mais ser gigantes para competir no mercado global, uma vez que, com uma loja virtual eficaz, é possível vender para o mundo todo e funcionar 24 horas por dia. O giro de produtos e serviços é incomparavelmente mais veloz que no comércio tradicional por causa do maior poder aquisitivo do público. Mas cuidado. Não basta apenas vender. É preciso entregar os produtos aos clientes, dentro do prazo e com a qualidade requerida. O comércio eletrônico aumentou as chances de fechar negócios pelas empresas. Tornou o processo de venda mais rápido, reduzindo os custos e estimulando a competitividade. O e-commerce incrementou a comunicação do negócio e facilitou a participação da empresa no mercado. Ficou mais fácil ter contato com clientes, fornecedores e distribuidores. Segundo o instituto comscore, a América Latina (AL) teve o maior crescimento em audiência na web com relação ao restante do mundo. A AL representa 8% da audiência global; a África, 7%; Europa, 28%; Ásia Pacífico, 39%; e América do Norte, 17%. O Brasil cresceu 23% no último ano em acessos domésticos ou do trabalho, locais mais utilizados para compras on-line. Dentre as categorias com destaque estão o setor automobilístico, viagens, classificados e varejo. TIPOS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio eletrônico é formado por diversas modalidades. Em qualquer modalidade do comércio eletrônico, o processo sempre será on-line, o cliente visualiza e escolhe seu produto por meio de comparações, coloca no carrinho de compras e passa no caixa para realizar o pagamento. Toda empresa que utiliza o comercio eletrônico possui um gerente que é totalmente responsável pelas relações da empresa na Internet, o mesmo deve ser uma pessoa empreendedora com facilidade de comunicação a fim de manter uma relação direta com o cliente. Além de ter que entender de Marketing e conhecer muito bem a Internet para que suas atitudes e decisões aumentem a satisfação do consumidor, a fim de firmar uma relação custo benefício como objetivo de manter e conquistar novos clientes. Empresa Empresa (Business to Business B2B): O mais utilizado. Consiste na relação de negócios entre empresas, como venda somente no atacado. Não existe a interação com cliente como pessoa física. Normalmente feito entre
fabricantes e lojas. As transações B2B evolvem além de negociação entre empresas, serviços que são disponibilizados apenas para empresas. Empresa Consumidor (Business to Consumer B2C): São transações comerciais entre empresas e consumidores finais. Requer um cuidado especial, pois este vai estar em contato direto com seus consumidores finais e deve ter uma estratégia de marketing mais cuidadosa. Consumidor Consumidor (Consumer to Consumer C2C): Aqui temos negócios entre pessoas. Alguns exemplos são sites de classificados e leilões, geralmente o lucro destes sites é ligado à publicidade e/ou taxas cobradas pelo uso do web site. Consumidor Empresa (Consumer to Business C2B): Pouco usual, mas muito interessante, pois dá a oportunidade para o consumidor contatar a empresa para efetuar a compra. Um exemplo são os leilões reversos onde o consumidor coloca o que quer comprar e as empresas colocam os preços. Empresa Administração (Business to Administration B2A ou Business to Government B2G) Nesta modalidade existe a negociação entre empresas e o estado. Um exemplo é a emissão e consulta de guias. Consumidor Administração (Consumer to Administration C2A ou Consumer to Government C2G): Aqui é o consumidor, ou melhor, dizendo o cidadão com o Estado, um exemplo muito interessante é a Delegacia on-line onde podemos fazer um Boletim de ocorrência sem precisar ir à delegacia. Ponto - Ponto (Peer to Peer - P2P): Consiste em pessoas compartilhando, normalmente de arquivos digitais, sem a necessidade do intermediador. Para isso ambas partes devem ter instalado um software que permita a busca e a posterior transferência dos arquivos.
Este ramo de e-commerce possui baixíssimo retorno financeiro e muitas vezes é associado a pirataria e crimes virtuais. M-Commerce (Mobile Commerce) Esta definição é relativamente nova e consiste em estabelecer uma transação comercial com o uso de um dispositivo móvel (celular, smartphone, tablet, ). Devido ao aumento de venda e utilização desses dispositivos, a consolidação deste tipo de comércio é uma aposta para um futuro próximo. S-Commerce (Social Commerce) Esta é a versão do comércio eletrônico que se preocupa com as redes sociais como forma de atrair e fidelizar o cliente, ou o comércio eletrônico que faz uso da principal qualidade de uma rede social: o relacionamento entre pessoas, seja para opinião de um produto, divulgação de promoções, etc. T-Commerce (Television Commerce) Esta modalidade de comércio eletrônico faz uso da TV Digital como meio de se vender produtos para os telespectadores. O telespectador pode a qualquer momento do programa na TV comprar o produto que está sendo exibido, seja por débito direto no cartão de crédito ou estabelecimento de um contato direto com o vendedor. F-Commerce - Facebook Commerce O crescimento vertiginoso do número de usuários do Facebook despertou o interesse das empresas em estarem presentes nesse canal. É possível criar uma loja virtual dentro do Facebook usando aplicativos de e-commerce. Compra coletiva É quando um grupo de consumidores se reúnem e usam uma velha regra de ouro: não há melhor tática que agrupar pessoas para comprar coletivamente. O comércio eletrônico é um mercado que vem se expandindo cada vez mais, e só tende a crescer, ultrapassando todas as barreiras possíveis. É a evolução do serviço online e do relacionamento com o cliente.