Apostila de álgebra linear

Documentos relacionados
Matrizes - Matemática II /05 1. Matrizes

a 11 a a 1n a 21 a a 2n A = a m1 a m2... a mn

Matrizes - ALGA /05 1. Matrizes

São tabelas de elementos dispostos ordenadamente em linhas e colunas.

Matrizes e sistemas de equações algébricas lineares

4.4 Mais da geometria analítica de retas e planos

Notas de Aulas de Matrizes, Determinantes e Sistemas Lineares

Matemática II /06 - Matrizes 1. Matrizes

1, , ,

CÁLCULO VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA Luiz Francisco da Cruz Departamento de Matemática Unesp/Bauru CAPÍTULO 2 VETORES NO PLANO E NO ESPAÇO

Matemática do Ensino Médio vol.2

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ÁLGEBRA LINERAR Luiz Francisco da Cruz Departamento de Matemática Unesp/Bauru CAPÍTULO 2 ESPAÇOS VETORIAIS

Produto de Matrizes. Márcio Nascimento

SISTEMA DE COORDENADAS

Matrizes. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. Abril de 2014

Produto Misto, Determinante e Volume


Álgebra Linear e Geometria Analítica

Unidade 2 - Matrizes. A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa. 9 de agosto de 2013

Um Curso de Nivelamento. Instituto de Matemática UFF

CÁLCULO VETORIAL E GEOMETRIA ANALÍTICA CAPÍTULO 1 VETORES

MATRIZES. Conceitos e Operações

Prof a Dr a Ana Paula Marins Chiaradia

Capítulo 1 - Cálculo Matricial

VETORES GRANDEZAS VETORIAIS

MATRIZES. Álgebra Linear e Geometria Analítica Prof. Aline Paliga

singular GEOMETRIA ANALÍTICA 2º E.M. Tarde Colégio Técnico Noturno Profª Liana (Lista de exercícios elaborada pelo professor DANRLEY)

Exercício Obtenha, em cada caso, o módulo, o argumento e a forma trigonométrica de z: a) z = 1 + i. setor Aula 31. ρ = 1 2 +( 3 ) 2 ρ= 2.

Matrizes e Sistemas Lineares. Professor: Juliano de Bem Francisco. Departamento de Matemática Universidade Federal de Santa Catarina.

RACIOCÍNIO LÓGICO QUANTITATIVO PARA DNIT PROFESSOR: GUILHERME NEVES

Capítulo 1 - Cálculo Matricial

Eduardo. Matemática Matrizes

Geometria: Perímetro, Área e Volume

Generalidades sobres funções. ab, em que a pertence a A e b pertence a B.

Matemática- 2008/ Se possível, dê exemplos de: (no caso de não ser possível explique porquê)

MATRIZES E DETERMINANTES. a, com índices duplos, onde

TICA MECÂNICA VETORIAL PARA ENGENHEIROS: ESTÁTICA. Nona Edição CAPÍTULO. Ferdinand P. Beer E. Russell Johnston, Jr.

Acadêmico(a) Turma: Capítulo 2: MATRIZES

Álgebra Linear e Geometria Anaĺıtica. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares

5. Análise de Curtos-Circuitos ou Faltas. 5.2 Componentes Simétricos (ou Simétricas)

MATEMÁTICA 3 A SÉRIE - E. MÉDIO

Álgebra Linear - Prof. a Cecilia Chirenti. Lista 3 - Matrizes

MATEMÁTICA CADERNO 7 CURSO E. FRENTE 1 ÁLGEBRA n Módulo 28 Dispositivo de Briot-Ruffini Teorema Do Resto

ALGA - Eng.Civil - ISE / Matrizes 1. Matrizes

APÊNDICE. Revisão de Trigonometria

Álgebra Linear I - Aula 14. Roteiro

Elementos de Cálculo 1 - Notas de Aulas I Sistemas Lineares, Matrizes e Determinantes Prof Carlos Alberto S Soares

MESTRADO EM MACROECONOMIA e FINANÇAS Disciplina de Computação. Aula 05. Prof. Dr. Marco Antonio Leonel Caetano

inteiros positivos). ˆ Uma matriz com m linhas e n colunas diz-se do tipo m n. Se m = n ( matriz quadrada), também se diz que a matriz é de ordem n.

é encontrado no cruzamento da linha i com a coluna j, ou seja, o primeiro índice se refere à linha e o segundo à coluna.

Econometria. Operações básicas de vetores. Operações básicas de vetores. Operações básicas de vetores. Independência de vetores

Econometria. Operações básicas de vetores. Operações básicas de vetores. Operações básicas de vetores. Independência de vetores

ANÁLISE DE VARIÂNCIA MULTIVARIADA Carlos Alberto Alves Varella 1

AULA 8- ÁLGEBRA MATRICIAL VERSÃO: OUTUBRO DE 2016

Profs. Alexandre Lima e Moraes Junior 1

Áreas parte 2. Rodrigo Lucio Isabelle Araújo

Revisão: Matrizes e Sistemas lineares. Parte 01

ENGENHARIA ÁLGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALÍTICA 2ª LISTA DE EXERCÍCIOS. (Atualizada em abril de 2009)

Aulas Teóricas de Álgebra Linear

Matrizes e Sistemas Lineares

Álgebra Linear Semana 04

Resolução da Prova de Raciocínio Lógico

CAPÍTULO 02 MOVIMENTOS DE CORPO RÍGIDO. TRANSFORMAÇÕES HOMOGÊNEAS

MP-208: Filtragem Ótima com Aplicações Aeroespaciais

1. Conhecendo-se somente os produtos AB e AC, calcule A = X 2 = 2X. 3. Mostre que se A e B são matrizes que comutam com a matriz M = 1 0

Apostila de Matemática 10 Matriz

1 Módulo: Fatoração. 1.1 Exemplos

Pensamento. "A escada da sabedoria tem os degraus feitos de números." (Blavatsky) Prof. MSc. Herivelto Nunes

Álgebra Linear l. Volume 1 - Módulos 1 e 2 3ª edição. Isabel Lugão Rios Luiz Manoel Figueiredo Marisa Ortegoza da Cunha. Apoio:

Universidade Federal Fluminense ICEx Volta Redonda Introdução a Matemática Superior Professora: Marina Sequeiros

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL CÁLCULO VETORIAL

CAPÍTULO 7: CAPILARIDADE

Componente de Química

Adriano Pedreira Cattai

( ) 10 2 = = 505. = n3 + n P1 - MA Questão 1. Considere a sequência (a n ) n 1 definida como indicado abaixo:

Baseado no Capítulo 2 do livro: Material preparado pelo

Curso Satélite de. Matemática. Sessão n.º 1. Universidade Portucalense

Maria do Rosário Grossinho, João Paulo Janela Universidade Técnica de Lisboa

Mecânica Técnica. Aula 5 Vetor Posição, Aplicações do Produto Escalar. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Slides de apoio: Fundamentos

O Jogo do resta-um num tabuleiro infinito

CIRCUITOS ELÉTRICOS EM CORRENTE ALTERNADA NÚMEROS COMPLEXOS

PROVA COMENTADA E RESOLVIDA PELOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO

REGRESSÃO LINEAR MÚLTIPLA Correlação múltipla

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL - MATEMÁTICA PROJETO FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA ELEMENTAR

Teoria dos anéis 1 a parte 3

1. Vetores, matrizes e sistemas lineares

Transcrição:

Apostila de álgeba linea 1 Matizes e Sistemas de Equações Lineaes 1.1 Matizes Definição: Sejam m 1 e n 1 dois númeos inteios. Uma matiz A de odem m po n, (esceve-se m n) sobe o copo dos númeos eais (R) é uma função que elaciona o conjunto dos paes de inteios (i, j), onde 1 i m e 1 j n com um quado etangula de númeos dispostos em m linhas e n colunas, que usualmente epesentada po: a 21 a 22 a 2n A [ ] a m1 a m2 a mn onde α ij R paa 1 i m e 1 j n. Quando é necessáia uma notação mais compacta, pode se escita como: A [a ij ] ou apenas A [a ij ] O símbolo a ij denota o elemento da matiz A que está na i-ésima linha e j-ésima coluna e seá chamado de entada da matiz A. O conjunto de todas as matizes m n seá denotado po M (R). Exemplo 1: Na matiz A [ 3 1 4 2 0 1 ] podemos nota que A M 2 3(R). obs: uma pática comum é denota matizes usando letas latinas maiúsculas e letas minúsculas paa indica entadas. Alguns tipos de matizes a) Matiz Quadada: Uma matiz A de odem m n é dita quadada quando tem o mesmo númeo de linhas e colunas, ou seja, m n. Quando se diz que uma matiz é quadada de odem n, devemos entende que é do tipo m n. a 21 a 22 a 1 2 0 2n A [ ] Exemplo 2: A [ 4 3 1] é uma matiz quadada pois A M 3 3 (R). a n1 a n2 a 6 3 2 b) Matiz Diagonal: Uma matiz A de odem n é diagonal quando é quadada e seus elementos que não estão na diagonal pincipal são iguais a zeo, ou seja, α ij 0 se i j paa 1 i m e 1 j n ou seja: a 11 0 0 0 a 1 0 0 A [ 22 0 ] Exemplo 3: A [ 0 3 0] é uma matiz diagonal. 0 0 a 0 0 2 c) Matiz identidade: Matiz diagonal I de odem n onde os elementos da diagonal pincipal são todos iguais a 1 ou seja: 1 0 0 1 0 0 I [ 0 1 0 ] Exemplo 4: I [ 0 1 0] é uma matiz identidade. 0 0 1 0 0 1 d) Matiz Linha: Uma matiz A de odem 1 n é dita Matiz Linha pois, é fomada po uma única linha ou seja: A [ ] Exemplo 5: A [1 3 0 2] é uma matiz linha.

e) Matiz Coluna: Uma matiz A de odem m 1 é dita Matiz Coluna pois, é fomada po uma única coluna ou seja: a 11 a 4 21 A [ ] Exemplo 6: A [ 3] é uma matiz coluna. a 2 m1 f) Matiz Nula: Uma matiz O de odem m n é dita nula se as entadas são todas iguais a zeo, ou seja, α ij 0 onde 1 i m e 1 j n ou seja: 0 0 0 0 0 0 O [ 0 0 0 ] Exemplo 7: O [ 0 0 0] é uma matiz nula. 0 0 0 0 0 0 g) Matiz Tiangula Supeio: Uma matiz A de odem n é tiangula supeio quando é quadada e seus elementos abaixo da diagonal pincipal são todos nulos, isto é, α ij 0 se i > j onde 1 i m e 1 j n ou seja: 0 a 22 a 2 5 7 2n A [ ] Exemplo 8: A [ 0 6 8] é uma matiz tiangula supeio. 0 0 a 0 0 1 h) Matiz Tiangula Infeio: Uma matiz A de odem n é tiangula infeio quando é quadada e seus elementos acima da diagonal pincipal são todos iguais a zeo, isto é, α ij 0 se i < j onde 1 i m e 1 j n ou seja: a 11 0 0 a A [ 21 a 2 0 0 22 0 ] Exemplo 9: A [ 1 6 0] é uma matiz tiangula infeio. a n1 a n2 a 3 2 1 i) Matiz Simética: Uma matiz quadada A de odem n é denominada simética se, e somente se, a ij a ji onde 1 i m e 1 j n ou seja: a 12 a 22 a 2 3 5 2n A [ ] Exemplo 10: A [ 3 6 0] é uma matiz simética. a 1n a 2n a 5 0 1 Definição: Duas matizes A de odem m n e B de odem s são iguais se, e somente se possuem os mesmos númeos de linhas (m ) e colunas (n s), e todos os seus elementos coespondentes são todos iguais, ou seja α ij α ij onde 1 i m e 1 j n, logo. A B Definição: Dadas duas matizes A e B, ambas do tipo m n, a soma de A com B é dada po: b 11 b 12 b 1n a 21 a 22 a 2n b A + B [ ] + [ 21 b 22 b 2n ] a m1 a m2 a mn b m1 b m2 b mn a 11 + b 11 a 12 + b 12 a 1n + b 1n a [ 21 + b 21 a 22 + b 22 a 2n + b 2n ] a m1 + b m1 a m2 + b m2 a mn + b mn

Na notação compacta temos que se A [a ij ] e B [b ij ] então: A + B [a ij ] + [b ij ] [a ij + b ij ] Exemplo 11: Sejam as matizes A [ 3 2 1 ] e B [2 4 5 6 1 2 3 ] então A + B [ 3 2 1 4 5 6 ] + [ 2 1 2 3 ] [3 + + 2 1 + 2 4 + 1 5 + 2 6 + 3 ] [5 4 3 5 7 9 ] Teoema 1.1.1: Sejam A, B e C matizes quaisque m n (ou seja, A, B, C M (R)), são validas as seguintes popiedades: 1) associatividade da adição: A + (B + C) (A + B) + C 2) comutatividade da adição: A + B B + A 3) elemento neuto da adição: existe O M (R), tal que A + O A O + A 4) elemento simético da adição: paa cada A M (R) existe ( A) M (R) tal que A + ( A) O ( A) + A Definição: Seja um escala λ R e uma matiz A do tipo m n. O poduto de λ pela matiz A é a matiz fomada pelos elementos de A multiplicados po λ, ou seja: λa 11 λa 12 λa 1n a 21 a 22 a 2n λa λa λ [ ] [ 21 λa 22 λa 2n ] a m1 a m2 a mn λa m1 λa m2 λa mn Na notação compacta temos que se A [a ij ] então: λa λ[a ij ] [λa ij ] Exemplo 12: Seja um escala 5 R e uma matiz A [ 4 6 ] do tipo 2 2. 3 2 5A 5 [ 4 6 3 2 ] [5 4 5 6 30 ] [20 5 3 5 2 15 10 ] Teoema 1.1.2: Sejam A e B matizes quaisque m n (ou seja, A, B M (R)), são validas as seguintes popiedades: 1) λ 1 (A + B) λ 1 A + λ 1 B 2) (λ 1 + λ 2 )A λ 1 A + λ 2 A 3) (λ 1 λ 2 )A λ 1 (λ 2 A) 4) 1 A A 5) 0 A O, isto é, multiplicamos o númeo zeo po qualque matiz, teemos a matiz nula. Definição: Sejam duas matizes A e B do tipo m n. A subtação de matizes é dada po: A B A + ( 1)B A + ( B) Exemplo 13: Sejam as matizes do tipo 2 2, A [ 2 4 5 ] e B [4 A B A + ( 1)B [ 2 4 ] + ( 1) 5 [4 3 1 3 1 2 3 ]. 2 3 ] [2 4 5 ] + [ 4 3 1 2 3 ] [2 4 4 5 1 ] [ 2 3 2 1 3 1 2 ] Definição: Dadas duas matizes A de odem m e B de odem n. O poduto de A com B é a matiz C de odem m n dada po: a 11 a 12 a 1 b 11 b 12 b 1n c 11 c 12 c 1n a 21 a 22 a 2 b AB [ ] [ 21 b 22 b 2n c 21 c 22 c 2n ] C [ ] a m1 a m2 a m b 1 b 2 b n c n1 c m2 c mn

a 1k b k1 a 2k b k1 a 1k b k2 a mk b k1 a mk b k2 a mk b kn [ Na notação compacta temos que se A [a ij ] e B [b ij ] então: a 2k b k2 a 1k b kn a 2k b kn ] AB C [a ij ] m [b ij ] n [c ij ] [ a ik b kj ] Obs: O poduto AB é definido se o tamanho das linhas de A é igual ao tamanho das colunas de B. A quantidade de linhas da matiz AB é igual a quantidade de linhas de A e que a quantidade de colunas da matiz AB é igual a quantidade de colunas de B. Exemplo 14: Sejam as matizes, A [ 2 4 ] do tipo 2 2 e B [2 ] do tipo 2 3, então: 3 1 1 2 3 AB [ 2 4 3 1 ] [ 2 1 2 3 ] [2 2 + 4 1 2 2 + 4 2 + 4 3 + 4 4 + 8 4 + 12 ] [4 3 2 + 1 1 3 2 + 1 2 3 2 + 1 3 6 + 1 6 + 2 6 + 3 ] 8 12 14 [ 7 8 9 ] Teoema 1.1.3: Sejam as matizes A e B de odem m, C odem p e D e E de odem p n, são validas as seguintes popiedades: 1) associatividade da multiplicação: A(CD) (AC)D 2) distibutiva à esqueda da multiplicação, em elação à adição matizes: C(D + E) CD + CE 3) distibutiva à dieita da multiplicação, em elação à adição matizes: (A + B)C AC + BC 4) elemento neuto multiplicativo: existe I de odem, tal que AI A e também existe I de odem m, tal que IA A. Definição: Seja uma matiz A do tipo n sobe um copo K. As potências inteias de A é dada po: A 0 I ou A p AA A p fatoes Exemplo 15: Seja uma matiz A [ 2 4 ] do tipo 2 2, então: 3 1 A 2 AA [ 2 4 3 1 ] [2 4 3 1 ] [2 2 + 4 3 2 4 + 4 1 + 12 8 + 4 12 ] [4 ] [14 3 2 + 1 3 3 4 + 1 1 6 + 3 12 + 1 9 13 ] Definição: Seja uma matiz A do tipo m n sobe um copo K. A matiz tansposta de A é a matiz de odem n m obtida de A tocando as suas linhas pelas colunas coespondentes. Em outas palavas, se a 11 a 12 a 1m a 21 a 22 a 2n A [ ], então A T a 21 a 22 a 2m [ ], a m1 a m2 a mn a n1 a n2 a nm Exemplo 16: Seja a matiz do tipo 2 3, B [ 2 2 1 1 2 3 ], então: BT [ ] 2 3

Teoema 1.1.3: Sejam as matizes A e B de odem m, C de odem n são validas as seguintes popiedades: 1) (A T ) T A 2) (λa) T λa T 3) (A + B) T A T + B T 4) (AC) T C T A T. Definição: Seja uma matiz quadada A de odem n sobe um copo K. O taço de A é definida como sendo a soma dos elementos na diagonal pincipal A, denotado po: n t(a) a kk Exemplo 16: Seja uma matiz A [ 2 4 3 1 ] do tipo 2 2, então: t(a) 2 a kk 2 + 1 3 Execícios 1) Sejam as matizes A [ 3 2 1 2 3 ], B [2 ] e C [1 ] veifique se: 4 5 6 1 2 3 4 5 6 a) A + (B + C) (A + B) + C b) A + B B + A c) existe O M 3 2 (R), tal que A + O A O + A d) existe ( A) M (R) tal que A + ( A) O ( A) + A. 2) Sejam A, B e C matizes m n. Pove as seguintes popiedades: a) associatividade da adição: A + (B + C) (A + B) + C A + (B + C) [a ij ] + ([b ij ] + [c ij ] ) [a ij ] + [b ij + c ij ] [a ij + (b ij + c ij )] [(a ij + b ij ) + c ij ] [a ij + b ij ] + [c ij ] ([a ij ] + [b ij ] ) + [c ij ] (A + B) + C b) comutatividade da adição: A + B B + A A + B [a ij ] + [b ij ] [a ij + b ij ] [b ij + a ij ] c) elemento neuto da adição: A + O A. d) elemento simético da adição: A + ( A) O [b ij ] + [a ij ] B + A 3) Sejam as matizes do tipo 2 2, A [ 4 6 2 ] e B [1 ] veifique se: 3 2 4 5 a) 5(A + B) 5A + 5B b) (5 + 2)A 5A + 2A c) (5 2)A 5(2A) 4) Sejam A e B matizes quaisque m n sobe um copo K e λ 1, λ 2 K escalaes. Pove as seguintes popiedades opeação de multiplicação po escala com elação à adição matizes. a) λ 1 (A + B) λ 1 A + λ 1 B λ 1 (A + B) λ 1 ([a ij ] + [b ij ] ) λ 1 [a ij + b ij ] [λ 1 (a ij + b ij )] [λ 1 a ij + λ 1 b ij ] [λ 1 a ij ] + [λ 1 b ij ] λ 1 [a ij ] + λ 1 [b ij ] λ 1 A + λ 1 B

b) (λ 1 + λ 2 )A λ 1 A + λ 2 A (λ 1 + λ 2 )A (λ 1 + λ 2 )[a ij ] [(λ 1 + λ 2 )a ij ] [λ 1 a ij + λ 2 a ij ] c) (λ 1 λ 2 )A λ 1 (λ 2 A) d) 1 A A [λ 1 a ij ] + [λ 2 a ij ] λ 1 [a ij ] + λ 2 [a ij ] λ 1 A + λ 2 A 5): Sejam as matizes, A [ 2 4 2 ] e B [1 ] do tipo 2 2 e C [2 ] do tipo 2 3, veifique: 3 1 4 5 1 2 3 a) A(BC) (AB)C b) (A + B)C AC + BC c) Se I de odem 2, tal que AI A e IA A. 6) Sejam A de odem m, B de odem p e C de odem p n matizes sobe um copo K. Pove a popiedade associatividade da multiplicação: A(BC) (AB)C A(BC) [a ij ] m ([b ij ] p [c ij ] p n ) [a ij ] m [ b ik c kj ] s [ ( a il b lk ) c kj ] l1 [ a il b lj ] l1 m p p n [ a il ( b lk c kj )] l1 s [c ij ] p n ([a ij ] m [b ij ] p ) [c ij ] p n (AB)C 7) Sejam A de odem m, C e B matizes quaisque n sobe um copo K. Pove a popiedade opeação de multiplicação com elação à adição matizes. A(B + C) AB + AC [ a ik (b kj + c kj )] A(B + C) [a ij ] m ([b ij ] n + [c ij ] n ) [a ij ] m [b ij + c ij ] n [ a ik b kj + a ik c kj ] AB + AC [a ij ] m [b ij ] n + [a ij ] m [c ij ] n 8) Sejam A de odem n e I de odem n matizes sobe um copo K. Pove que I é o elemento neuto multiplicativo de M n n (K): AI A IA. 9) Sejam A de odem n e O de odem n matizes sobe um copo K. Pove a multiplicação de A pela matiz nula é a matiz nula: AO O OA 10) Sejam as matizes A de odem m, B de odem n sobe um copo K e λ K escalaes. Pove a popiedade opeação de multiplicação com elação à adição matizes. λ(ab) (λa)b A(λB) λ(ab) λ ([a ij ] m [b ij ] n ) λ [ a ik b kj ] [ (λa ik )b kj ] [ (λa ik )b kj ] [λ a ik b kj ] [λa ij ] m [b ij ] n (λa)b [λa ij ] m [b ij ] n [ (a ik λ)b kj ] [ a ik (λb kj )] [a ij ] m [λb ij ] n A(λB)

11) Sejam as matizes do tipo 2 2, A [ 4 1 3 2 ] e B [ 2 1 ]. Veifique se a popiedade comutativa 5 1 paa a opeação de multiplicação é válida, ou seja, AB BA. 12) Sejam as matizes, A [ 2 4 2 3 ] do tipo 2 2 e B [2 ] e C [1 ] do tipo 2 3, então 3 1 1 2 3 4 5 6 veifique se: a) (A T ) T A b) (5A) T 5A T c) (A + B) T A T + B T d) (AC) T C T A T 13) Pove que uma matiz quadada A de odem n é denominada simética se, e somente se, A T A. Seja a matiz A de odem n sobe um copo K. 14) Sejam A e B matizes quaisque de odem m n sobe um copo K e λ K escalaes. Pove as seguintes popiedades: a) (A T ) T A b) (λa) T λa T c) (A + B) T A T + B T (A + B) T ([a ij ] + [b ij ] ) T ([a ij + b ij ] ) T [a ji + b ji ] n m [a ji ] n m + [b ji ] n m ([a ij ] n m ) T + ([b ij ] n m ) T A T + B T 10) Sejam as matizes A de odem m, B de odem n sobe um copo K. Pove a popiedade de tansposição com a opeação de multiplicação: (AB) T B T A T (AB) T ([a ij ] m [b ij ] n ) T ([ a ik b kj ] [ b jk a ki ] n m ) T [ a ki b jk ] n m [b ji ] n [a ji ] m ([b ij ] n ) T ([a ij ] m ) T B T A T 11) Pove que uma matiz quadada A de odem n é denominada simética se, e somente se, A T A. Seja a matiz A de odem n sobe um copo K. Se A é denominada então α ij α ji onde 1 i m e 1 j n, ou seja, Po outo lado se, A T A então A T ([a ij ] n n ) T [a ji ] n n [a ij ] n n A [a ji ] n n ([a ij ] n n ) T A T A [a ij ] n n Logo α ij α ji onde 1 i m e 1 j n, potanto a matiz é simética. 12) Seja A uma matiz quadadas de odem n sobe um copo K e s e dois númeos inteios. Pove as seguintes popiedades: a) A s A A s+ b) (A s ) A s Seja A s B logo B (BB B) ((AA A) (AA A) (AA A) ) (AA A) A s fatoes s fatoes s fatoes