Aula 3 - Classificação de sinais

Documentos relacionados
X = 1, se ocorre : VB ou BV (vermelha e branca ou branca e vermelha)

Matemática. Resolução das atividades complementares. M22 Números Complexos. 1 Resolva as equações no campo dos números complexos.

Proposta de resolução do Exame Nacional de Matemática A 2016 (2 ạ fase) GRUPO I (Versão 1) Logo, P(A B) = = = Opção (A)

Capítulo 9 Rotação de corpos rígidos

Notas de Aula de Probabilidade A

2. VARIÁVEIS ALEATÓRIAS

Sempre que surgir uma dúvida quanto à utilização de um instrumento ou componente, o aluno deverá consultar o professor para esclarecimentos.

Eventos coletivamente exaustivos: A união dos eventos é o espaço amostral.

MECÂNICA CLÁSSICA. AULA N o 9. Colchetes de Poisson Simetrias Espaço de Fases Transformações Canônicas (Hamiltoniano)

CAPÍTULO 2 DESCRIÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICA DESCRITIVA

Experiência V (aulas 08 e 09) Curvas características

Amplificadores de Potência ou Amplificadores de Grandes Sinais

Modelagem do Transistor Bipolar

FICHA de AVALIAÇÃO de MATEMÁTICA A 10.º Ano Versão 1

FICHA de AVALIAÇÃO de MATEMÁTICA A 10.º Ano Versão 3

NOTA II TABELAS E GRÁFICOS

Ao se calcular a média, moda e mediana, temos: Quanto mais os dados variam, menos representativa é a média.

Capítulo 24: Potencial Elétrico

M mn (R) : conjunto das matrizes reais m n AnB = fx; x 2 A e x =2 Bg det A : determinante da matriz A

Notas Processos estocásticos. Nestor Caticha 23 de abril de 2012

Flambagem. Cálculo da carga crítica via MDF

Física. Física Módulo 1 Vetores, escalares e movimento em 2-D

Medidas de Dispersão e Assimetria Desvio Médio Variância Desvio Padrão Medidas de Assimetria Coeficiente de Assimetria Exemplos.

Ao se calcular a média, moda e mediana, temos: Quanto mais os dados variam, menos representativa é a média.

VOLUME A A = cm 2 16, 10 1 N= 810. d 16 = = 16 16, 10. d 1 d = Resposta: C

Página 293. w1 w2 a b i 3 bi a b i 3 bi. 2w é o simétrico do dobro de w. Observemos o exemplo seguinte, em que o afixo de 2w não

F-328 Física Geral III

γ = C P C V = C V + R = q = 2 γ 1 = 2 S gas = dw = W isotermico

Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis 10º Ano de Matemática A Estatística

Função par e função ímpar

FICHA de AVALIAÇÃO de MATEMÁTICA A 10.º Ano Versão 4

7 - Distribuição de Freqüências

Aerodinâmica I. Asas Finitas Teoria da Linha Sustentadora Método de Glauert

ANÁLISE DE SINAIS E SISTEMAS

Dinâmica do Movimento de Rotação

CARGA E DESCARGA DE UM CAPACITOR

Curso de Circuitos Elétricos 2 a. Edição, L.Q. Orsini D. Consonni, Editora Edgard Blücher Ltda. Volume I Errata

ELETROTÉCNICA (ENE078)

Despacho Económico-Ambiental de Sistemas de Energia Termoeléctricos Inseridos no Mercado de Carbono

INTRODUÇÃO À ESTATÍSTICA ECONÔMICA 2a. Prova 11/7/2006 Profa. Ana Maria Farias Turma A hs

DEFINIÇÃO - MODELO LINEAR GENERALIZADO

Estatística II Antonio Roque Aula 18. Regressão Linear

NOTAS DE AULA DA DISCIPLINA CE076

NÚMEROS COMPLEXOS (C)

Realimentação negativa em ampliadores

- Eletrônica Analógica 1 - Capítulo 2: Fundamentos dos transistores bipolares de junção (TBJ)

Análise Complexa Resolução de alguns exercícios do capítulo 1

Estudo de Curto-Circuito

Despacho Econômico de. Sistemas Termoelétricos e. Hidrotérmicos

Revisão de Estatística X = X n

1. ANÁLISE EXPLORATÓRIA E ESTATÍSTICA DESCRITIVA

LEI DE OHM A R. SOLUÇÃO. Usando a lei de Ohm

MÉTODOS DE ANÁLISE DE CIRCUITOS RESISTIVOS ANÁLISE NODAL

SINTONIA DE CONTROLADORES P.I.D. João Lourenço Realizado em Janeiro de 96 e revisto em Janeiro de 97

CORRELAÇÃO E REGRESSÃO

PROVA DE MATEMÁTICA DA UFMG VESTIBULAR a Fase. RESOLUÇÃO: Profa. Maria Antônia Gouveia.

Capítulo 2. APROXIMAÇÕES NUMÉRICAS 1D EM MALHAS UNIFORMES

LISTA DE REVISÃO DE MATEMÁTICA 3º ANO 2º TRIMESTRE PROF. JADIEL

Problemas Propostos. Frações mássicas, volúmicas ou molares. Estequiometria.

Curso de extensão, MMQ IFUSP, fevereiro/2014. Alguns exercício básicos

GRANDEZAS ELÉTRICAS CONCEITOS BÁSICOS

Elementos de Estatística e Probabilidades II

Algarismos Significativos Propagação de Erros ou Desvios

Transcrição:

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 Aula 3 - Classfcação de snas Bblografa OPPENHEIM, AV; WILLSKY, A S Snas e Sstemas, a edção, Pearson, 00 ISBN 9788576055044 Págnas -0 HAYKIN, S S; VAN VEEN, B Snas e sstemas, Bookman, 00 ISBN 857307747 Págnas 40-46 6 Classfcação de snas Nas aulas anterores, vmos que um snal, de forma geral é uma função (contínua ou dscreta) do temo Veremos agora como odemos classfcar os snas segundo alguns crtéros como smetra, erodcdade e energa Em cada caso, veremos as defnções ara snas de temo contínuo e dscreto 6 Classfcação baseada na smetra 6 Snas de temo contínuo Um snal de temo contínuo é dto ar se ele satsfzer a condção ( t), ara todo t Um snal de temo contínuo é dto ímar se ele satsfzer a condção ( t), ara todo t Assm, os snas ares são smétrcos com relação ao eo vertcal ou orgem dos temos enquanto que os snas ímares são antsmétrcos em relação à orgem dos temos 3 Os snas t e t são eemlos de snal ar e ímar resectvamente O gráfco destes snas está mostrado a segur

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 Qualquer snal ode ser decomosto numa soma de dos outros snas, um ar e outro ímar, ou seja, com, () + e ( t) rocando t or t na eressão (), temos: ( t) ( t) + ( t) () Resolvendo o sstema ()-() ara e, chega-se a: t t + t t t t ( ) ( ( ) ( )) ( ) ( ( ) ( )) 6 Snas de temo dscreto De forma análoga ao que fo feto em temo contínuo, defnmos snas de temo dscreto ar e ímar como: Snal ar: Snal ímar: [ n] [ n], ara todo n [ n] [ n], ara todo n Demonstra-se também, de forma análoga ao que fo feto antes, que qualquer snal ode ser decomosto em uma comonente ar e numa comonente ímar [ n] ( [ n] + [ n] ) [ n] ( [ n] [ n] ) A fgura segunte mostra eemlos de snas de temo dscreto ar e ímar

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 Eercícos (MIRA, 00; 06) Determne a comonente ar e ímar das sequêncas a segur defndas no ntervalo 3 3 (a) [ n] { 3; ; 0; ; 4; 5; } (b) y [ n] { 0; 7; ; 3; 4; 9; } (c) w [ n] { 5; 4; 3; 6; 5; 0; } n : 6 Classfcação quanto à erodcdade 6 Snas de temo contínuo Um snal é dto eródco quando satsfzer a condção ( t + ) ara todo t e é uma constante ostva O menor valor de que satsfaz esta condção é chamado de eríodo fundamental de O nverso do eríodo fundamental é a frequênca fundamental, que, quando o eríodo é meddo em segundos, é dada em Hertz (Hz) f ambém defnmos a frequênca angular do snal, medda em radanos or segundo como: 3

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 Ω π Quando o snal não aresenta um eríodo mínmo é chamado de aeródco Eercíco (HAYKIN, 000; 37) A fgura a segur mostra uma onda trangular Qual é a frequênca fundamental desta onda? Eresse a frequênca fundamental em undades de Hz ou rad/s Snas de temo dscreto A classfcação de snas em snas eródcos e aeródcos aresentada até agora se alca a snas de temo contínuo Consderaremos a segur o caso de snas de temo dscreto Dz-se que um snal de temo dscreto [ n] é eródco se ele satsfzer a condção [ n] [ n N] +, ara todos os números nteros n e N um número ntero ostvo 4

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 O menor valor de N que satsfaz a defnção anteror é chamado de eríodo fundamental do snal de temo dscreto [ n] A frequênca angular fundamental ou, smlesmente, frequênca fundamental de [ n] é defnda or: que é medda em radanos ω π N, Lembre-se: O eríodo de um snal de temo dscreto é obrgatoramente um número ntero Assm, sua frequênca angular fundamental ω não ode assumr qualquer valor Eercíco 3 (HAYKIN, 000; 78) Determne se os seguntes snas são eródcos Se forem eródcos, encontre o eríodo fundamental (a) [ n] ( ) n (b) [ n] descrto na fgura a segur 63 Snas de energa e otênca 63 Snas de temo contínuo Em sstemas elétrcos, um snal ode reresentar uma tensão ou uma corrente Consdere uma tensão v alcada a um resstor de resstênca R, roduzndo uma corrente A otênca nstantânea dssada no resstor é defnda or 5

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 v ( ) t ou R R Vemos assm que a otênca nstantânea é roorconal à amltude do snal elevada ao quadrado Além do mas, ara é eatamente gual à amltude ao quadrado do snal R Ω, vemos que a otênca Baseado nsso, em análse de snas, costuma-se defnr a otênca nstantânea de um snal como: Lembrando que a energa é o roduto da otênca elo temo, costuma-se defnr a energa total do snal como: ( ) ( ) E lm t dt t dt ambém defnmos a otênca méda de um snal ( t ) como P dt lm Para snas eródcos, odemos calcular a otênca méda tomando a méda aenas num eríodo ao nvés de tomar todo o eo dos temos Para um snal ( t ) eródco de eríodo fundamental, temos: P dt A raz quadrada da otênca méda P é chamada de valor médo quadrátco (RMS Root-Mean-Square) do snal 6

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 63 Snas de temo dscreto No caso de um snal de temo dscreto [ n], as ntegras anterores são substtuídas elas somas corresondentes Dessa forma, a energa total de [ n] é defnda or: E e sua otênca méda é defnda or: n n P lm n N + n N N N Novamente, ara um snal eródco, basta tomarmos a méda de um eríodo ara o cálculo da otênca méda Assm, ara o caso de um snal [ n] com eríodo fundamental N, P N n n 0 N Um snal é chamado de snal de energa se e somente se a energa total do snal satsfzer a condção 0< E< Um snal é chamado de snal de otênca se e somente se a otênca méda do snal satsfzer a condção 0< P < Pode-se mostrar que as classfcações de energa e otênca de snas são mutuamente eclusvas Em esecal, um snal de energa tem otênca méda zero enquanto que um snal de otênca tem energa nfnta 7

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 Eercícos 4 (HAYKIN, 000; 39) Qual a energa total do ulso retangular mostrado na fgura a segur? Resosta: A 5 (HAYKIN, 000; 39) Qual é a otênca méda da onda quadrada mostrada na fgura a segur? Resosta: 6 (HAYKIN, 000; 40) Qual é a otênca méda da onda trangular mostrada a segur? Resosta: /3 7 (HAYKIN, 000; 40) Qual a energa total do snal de temo dscreto mostrado a segur? 8

Processamento Dgtal de Snas Aula 3 Professor Marco Esencraft feverero 0 8 (HAYKIN, 000; 40) Qual a otênca méda do snal eródco de temo dscreto mostrado na fgura a segur? 9