Qualquer anormalidade detectada no processamento pode ser classificada

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O Movimento ZD no Japão Começou com a disseminação massiva de métodos de CEQ (Deming e Juran) em todos os níveis hierárquicos - baseado em amostragens - pressupõe nível aceitável de defeitos A Detecção de Anormalidades Qualquer anormalidade detectada no processamento pode ser classificada como erro ou defeito - Com o tempo, métodos novos foram desenvolvidos, dependendo menos da estatística Definições Defeito Distanciamento de uma característica de qualidade de seu nível ou estado desejado que ocorre com uma severidade suficiente para levar um produto ou serviço a não satisfazer requisitos de uso normalmente desejados ou razoavelmente previsíveis Definições Erro Execução imperfeita de alguma atividade, capaz de gerar dano ao objeto, aos fatores de produção ou ao planejamento do fluxo de atividades Erro é um defeito em potencial Inspeção Definições É o processo de medição, exame, teste ou qualquer outra comparação do produto com os requisitos aplicáveis. Os princípios da administração científica contribuíram para separar a inspeção da execução, sendo responsabilidade de especialistas Objetivos e Tipos de Inspeção A inspeção pode ser executada com um dos seguintes objetivos: Descobrir defeitos (inspeção por julgamento); Reduzir defeitos (inspeção informativa); Eliminar defeitos (inspeção na fonte).

Inspeção por Julgamento Aplicada aos produtos para classificá-los como defeituosos ou não-defeituosos Inspeção por julgamento As cartas de controle (limites) ajudam a encontrar defeitos Nenhum feedback ou feedback tarde demais Normalmente aplicada a lotes inteiros já processados ou em estágios avançados postmortem Limite superior de controle Cartas de controle Inspeção Informativa Quando um defeito ocorre, as informações a seu respeito são transmitidas ao responsável pelo processo para a adoção imediata de medidas corretivas. Limite inferior de controle Sempre haverá a necessidade de ocorrer pelo menos um defeito antes de iniciada a ação corretiva Tipos de Inspeção Informativa Sistema de Inspeção Sucessiva Princípios do SIS: 1. Sistema de Inspeção Sucessiva (SIS) 2. Sistema de Auto-Inspeção (SAI) Inspeção 100% A pessoa não comprometida com o processamento faz uma avaliação mais objetiva Feedback imediato e ação corretiva instantânea Checar apenas 2 ou 3 atributos (estatística) Parada da linha quando há defeitos A inspeção antes do processamento impede a geração de mais defeitos

Sistema de Auto-Inspeção O trabalhador inspeciona cada peça imediatamente após produzir Feedback mais rápido SAI é sempre preferível ao SIS Os próprios trabalhadores tomam conhecimento dos problemas gerados pelo seu processo A Inspeção na Fonte A idéia central deste método é identificar e manter sob controle as causas geradoras dos defeitos. Pode ser um simples check-list Os erros são detectados e corrigidos rapidamente O feedback ocorre ainda no estágio do erro Exemplo de inspeção na fonte: prateleira sensoreada Impacto da prateleira Prateleira Sensoreada Reclamações do Cliente (Comparação Antes X Depois) 3500 3000 2500 PPM 2000 1500 3040 1000 500 952 0 Vazamento de óleo pelo cárter / retentor traseiro 2336 Outros 714 1728 1632 1280 1152 976 1040 476 0 0 0 0 0 Troca de componentes entre produtos diferentes Torque em parafusos fora do especificado Vazamento de óleo diesel Vazamento de água Falta montagem de casquilhos nas bielas Falta montagem das chavetas do Os Pilares do CQZD Inspeção na Fonte Caráter preventivo, pois a função controle é aplicada na origem do problema e não sobre os resultados; Inspeção 100%, ao invés de inspeção por amostragem; Os Pilares do CQZD Feedback Imediato Redução do tempo entre a detecção de uma anormalidade e a ação corretiva; Reconhecimento de que os trabalhadores não são infalíveis. Uso de dispositivos à prova-defalhas (poka-yoke) fazendo o controle junto à execução.

Poka-Yoke: Sistemas à Prova de Falhas O poka-yoke é um mecanismo de detecção de erros e defeitos que, aplicado em regime de inspeção 100%, dispensa a atenção do operador, impedindo a execução irregular de uma atividade. Pode ser aplicado em conjunto com qualquer método de inspeção Poka-Yoke + Inspeção na Fonte + Ação Imediata Os poka-yokes são tipicamente sistemas de fácil implementação, baixo custo e que dispensam a atenção do operador. Os poka-yokes associados à inspeção na fonte visam a evitar os defeitos através da detecção dos erros e sua correção. 69% são combinações com inspeção na fonte Custo dos Poka-Yokes Classificação dos Sistemas à Prova de Falha 26% com autoinspeção 5% com inspeção sucessiva Adaptado de Shingo, 1986 Função de Regulagem A) Método do Controle O poka-yoke pára a linha ou a máquina, evitando a geração de defeitos em série Operador é forçado a fazer a coisa certa Nenhum (ou quase nenhum) grau de liberdade Barreira física impede produto defeituoso de seguir para o processo seguinte Função de Regulagem B) Método da Advertência O sistema detecta a anormalidade mas apenas sinaliza a ocorrência do desvio através de sinais sonoros e/ou sinais luminosos A atenção dos responsáveis é atraída e as ações corretivas podem ser implementadas

Advertência + SIS Controle + Advertência + Inspeção por julgamento Função de Detecção A) Método do Contato Este método detecta a anormalidade na forma ou dimensão através de dispositivos que se mantêm em contato com o produto na inspeção Função de Detecção B) Método do Conjunto Determina se um dado número de atividades idênticas são executadas Normalmente baseia-se na contagem automática e controle do número de movimentos realizados Função de Detecção C) Método das Etapas Evita que o operador realize por engano uma etapa que não faz parte da operação Troca de peças entre modelos O setor de montagem de bancos da Toyota utilizou este método, eliminando as constantes trocas de estruturas de bancos montadas com capas de outros modelos

Elevador de carga Manutenção dos poka-yokes Onde o Poka-Yoke funciona bem 1. Operações manuais nas quais o operador deve necessariamente manter-se atento 2. Onde mal posicionamento puder acontecer 3. Onde o ajuste for necessário 4. Rotatividade e custo alto de treinamento 5. Em linhas com diversos modelos Onde Poka-Yoke não funciona bem 1. Ensaios destrutivos 2. Onde as cartas de controle são utilizadas eficazmente combinadas com a autoinspeção 3. Pode não ser viável tecnicamente fazer pokayokes para todas as possibilidades de erros e defeitos Regras para implementar os Poka-Yokes 1- Tomar um processo piloto e fazer uma lista dos erros mais comuns cometidos pelos trabalhadores; 2- Priorizar os erros em ordem de freqüência; 3- Priorizar os erros em ordem de importância; 4- Projetar poka-yoke para impedir erros + importantes das duas listas; 5- Analisar freqüência de ocorrência dos erros e o custo antes de decidir se devem ser eliminados por "pokayoke" ou não.

Exemplo de poka-yoke aliado ao CEP Operação: usinagem do diâmetro de 35,00 +/- 0,01 mm da ponta de um eixo de automóvel. Problema: pontas de eixo com diâmetro fora da especificação. Se for > dá para recuperar. Um poka-yoke de medição das peças poderia ter programado o número máximo de peças a serem descartadas e retrabalhadas em um dado período