Apresentador JOSÉ EDUARDO CHICARELLI MARTIN Acadêmico do 4º ano de Medicina Orientador Dr. Gustavo Viani Arruda Médico Radioncologista FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA/SP
O presente trabalho foi submetido ao Comitê de Ética da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Registrado no ClinicalTrials.gov (NCT02257827).
Atualmente o tratamento do curativo do câncer de próstata é feito por cirurgia ou radioterapia. Dentre as técnicas de radioterapia: IMRT e RT-3D são mais usadas. CDC, WHO e INCA - 2015
-IMRT e 3DCRT: pode-se trabalhar com doses mais altas; - Metanálises: Dose = Controle Bioquímico do Ca Pr; -Estudos prospectivos e retrospectivos IMRT x 3DCRT evidenciam: 1. IMRT dose radiação para OAR; 2. IMRT toxicidade aguda e tardia; 3. Mesmo com doses mais elevadas ( > 74 Gy).
-HIPOFRACIONAMENTO: 1. Recentes ECR mostram a mesma efetividade que o tratamento convencional; 2. Vantagens: Menor tempo de tratamento; Pode atingir altas doses biológicas efetivas. IMRT mais caro que 3DCRT: < adesão de seguradoras e sistemas públicos de saúde. Não existem ECR que comprovam a superioridade do IMRT sobre o 3DCRT.
-Comparar IMRT x 3DCRT: 1. Existe benefício clínico no uso de IMRT sobre 3DCRT para tratamento de câncer de próstata com RT hipofracionada? 2. Há diminuição das toxicidades agudas e tardias GI e GU?
Período: Novembro/2009 a Janeiro/2013; Amostra: 215 pacientes (dois braços: IMRT e 3DCRT); Local: Departamento de Radioterapia e Oncologia (FAMEMA). Critérios de inclusão: Dx de CaPr por biópsia de qualquer idade; Qualquer grupo de risco (D Amico); Estadiados por CO e TC se necessário; Usando ou não HT. Critérios de exclusão: Sem dx de CaPr; Tratamento prévio com radioterapia ou cirurgia; Presença de metástase óssea ou visceral; Não respeitar as doses de tolerância do reto e bexiga.
Tratamento: -Acelerador linear 6 MV, com colimadores multifolhas 120 6 campos 3DCRT e 5-7 campos IMRT; -Todos simulados por TC dedicada a RT; -Nas TC de simulação - próstata + base da vesícula foram delimitadas; -As doses de restrições recomendadas na literatura foram seguidas em ambos os grupos.
- Dose de irradiação: 70 Gy (EQ2=86Gy) em 25 frações (2.8 Gy/dia); - Avaliação semanal: Efeitos adversos GU e GI; - Radiation Therapist Oncology Group (RTOG); - Controle bioquímico: PHOENIX nadir + 2 ng/dl.
Randomização: Sequência numérica gerada por software estatístico. Poder do estudo: Estudo desenhado para detectar uma diferença de 15% nas toxicidades aguda e tardia. Analise estatística: para as variáveis dicotômicas foi utilizado o teste do quiquadrado e para as variáveis contínuas o teste T Student. Valores de p < 0.05 fora considerados significativos. A análise estatística foi feita pelo SPSS versão 20.0
CARACTERÍSTICAS Valor p VARIÁVEIS IMRT = 109 3DCRT = 106 IDADE 72 71 0, 913 HT 61 60 0, 938 GRUPO DE RISCO B: 48; I: 25; A: 36 B: 25; I: 22; A: 38 0, 872 PSA inicial 18,6 19,2 0, 882 GLEASON > 7: 46; 7: 63 > 7: 44; 7: 62 0, 784 Comorbidades 58 56 0, 985 Volume bexiga 258.0 ± 18.8 260.0 ± 19.6 0, 138 Volume reto 64.8 ± 8.9 63.7 ± 8.7 0, 623 PTV total 164.5 ± 42.5 163.8 ± 45.7 0, 112 Seguimento 46 (12 60) 44 (12 60) NS AUA-IPSS Mediano 5 (0 18) 5 (1 17) 0, 746
P = 0, 0001 P = 0, 0001
P = 0.003 IMRT = 7 3DCRT = 23
P = 0.023 IMRT = 4 3DCRT = 13
-O tempo médio de seguimento foi de 46 meses (variação de 24 60 meses); -O controle bioquímico (bned) em 5 anos foi de 94,6%. O bned em 5 anos para IMRT e 3DCRT foi de 95,4 vs 94,3% (p = 0,693).
-A técnica de IMRT reduz significativamente as toxicidades GI e GU (aguda/tardia) nos pacientes com Câncer de Próstata tratados por RT-HIPO. -Independente da técnica, doses elevadas de RT resultaram em bom controle bioquímico da doença. - O presente estudo confirma os dados de estudos anteriores, a respeito eficácia e superioridade da técnica IMRT. -É possível prever uma diminuição da toxicidade com a adição de IGRT.
OBRIGADO!
EORTC QLQ PR25 Sintomas e Problemas Urinários Sintomas Intestinais Sintomas Relacionados ao Tratamento Função Sexual Atividade sexual 3DRT Escore de base IMRT Escore de base p 3DRT Escore a 6 meses IMRT Escore a 6 meses 11+-14 12+-15 NS 22+-18 12+-16 0.001 4 +-10 5 +-8 NS 9+-11 5+-8 0.02 6+- 8 8 +-9 NS 12 +-12 8+-9 0.04 26 +-21 24 +-20 NS 26 +-20 24+-22 NS 69 +-22 66 +-29 0.07 55+-25 53+-27 NS P
Estudos Pacientes Dose/fração EQ2 para a/b 1.5 Kupellian et al. 166 2.5 Gy/ 28 fx 80 RTOG GI: 23 GU:15 Patel et al. 129 3 Gy/22 fx 81 CTC 3.0 GI: 4% GU: 8% Pollack et al. 100 2.7 Gy/26 fx 84.2 RTOG GI: 18 GU: 48 Presente estudo 215 IMRT=109 3DCRT=106 2.8Gy/25 fx Toxicidade aguda GI/GU grau 2 (%) 86 RTOG IMRT-GI: 7 3DCRT- GI: 24 IMRT-GU: 9 3DCRT- GU: 27
Dose de Restrição DHV Reto: - v50 < 50%; v60 < 35%; v65 < 25%; v70 < 20%; v75 < 15% Hipo: v50 50%; v54 35%; v58 25%; v62 < 15%. DHV Bexiga: - Hipo: v54 50%; v58 35%; v62 25%; v68 < 15%. Porcentagens médias para bexiga e reto utilizadas (pv54, pv58, pv62) foram registradas: - Bexiga: 3DCRT (28,2%; 21,1%; 16,6%) x IMRT (17,5%; 13,6%; 10,3%). - Reto: 3DCRT (28,2%; 23,4%; 16,7%) x IMRT (21,2%; 16,3%; 11,7%). - p < 0,05