3ª Aula. Desenvolvimento do Tema: Custos



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3ª Aula Desenvolvimento do Tema: Custos Os participantes poderão apresentar entendimentos e experiências com base em suas atividades cabendo ao professor os comentários pertinentes com destaque dos aspectos mais importantes. Definição de Custos Definições As definições buscam qualificar os custos quanto aos seus elementos: - Definição básica de custo - Custo Primário - Custo de Transformação ou Operacional - Custo Total Definição Básica de Custo Gasto utilizado na prestação dos serviços. É reconhecido no momento da

execução do serviço. Refere-se a mão de obra, materiais e gastos gerais. A mão de obra é a participação do ser humano na prestação do serviço. Regra geral, é o fator preponderante na prestação do serviço e se classifica em direta e indireta. Os materiais são, regra geral, denominados Materiais diretos. Em princípio, são classificados pela natureza (primários) ou pela forma de apropriação (diretos), e compõem a forma física predominante do serviço. Gastos Gerais são os itens que subsidiam, necessariamente ou não, as atividades da mão de obra e ou são necessárias para a utilização dos materiais. Trata-se de itens como mão de obra indireta, luvas de segurança, EPI (equipamentos de proteção individual), energia elétrica, depreciação de equipamentos, etc. Regra geral os seus custos são rateados para fins de apropriação nas atividades beneficiadas. - Custeio Direto - Custeio por Absorção - Custeio Padrão - Custeio RKW - Custeio ABC - Custo de Oportunidade Modalidades de Custeio Custo Primário Soma Mão de Obra Direta e do Material Direto. Não inclui outros materiais.

Critérios de Valorização dos Materiais Para fins de atribuir o custo aos materiais retirados dos estoques para utilização na prestação do serviço, há três critérios. Critérios - PEPS (FIFO em inglês) Primeiro a Entrar Primeiro a Sair (First In First Out) - UEPS (LIFO em inglês) Último a Entrar Primeiro a Sair (Last In First Out) - MÉDIO. Em ambiente de baixa inflação as diferenças podem não ser significativas. Em ambiente inflacionário o critério pela média é mais recomendável. Independente de qualquer situação, o custo médio é o mais utilizado.

Exemplo de Critérios de Valorização dos Materiais Item: Código: 20.010.15 Unidade: peça Data Doc. Qde. V. do Movimento Saldo C. Médio C. Unitário Total Qde. Valor 03.06.11 NF 215 500 0,15 75,00 500 75,00 0,150 10.07.11 NF 410 750 0,17 127,50 1.250 202,50 0,162 12.07.11 Req. 10-600???? 650???? Valor da Requisição: - PEPS (FIFO em inglês) Primeiro a Entrar Primeiro a Sair (First In First Out) 500 x 0,15 = 75,00 100 x 0,17 = 17,00 600 = 92,00 C. Unitário = 0,153 Saldo = R$ 110,50 Custo Médio = 0,170 - UEPS (LIFO em inglês) Último a Entrar Primeiro a Sair (Last In First Out) 600 x 0,17 = 102,00 C. Unitário = 0,170 Saldo = R$ 100,50 Custo Médio = 0,154 - MÉDIO 600 x 0,162 = 97,20 C. Unitário = 0,162 Saldo = R$ 105,30 Custo Médio = 0,162 As virtudes do critério pelo custo médio justificam a sua preferência, ainda que em ambiente de baixa inflação. Há que se considerar também a facilidade do cálculo por este critério. Observa-se que o custo médio somente se modifica pelos efeitos das aquisições e nunca pelas requisições.

Custo Total Soma do Custo Primário (Material Direto + Mão de Obra Direta) e dos Gastos Gerais de Fabricação. Exemplos Considerando os seguintes valores: Material Direto 100,00, Mão de Obra Direta 30,00 e Gastos Gerais de Fabricação 10,00, temos: Custo Primário = M. Direto + M. O. Direta = 100,00 + 30,00 = 130,00. Custo Total = C. Primário + GGF = 130,00 + 10,00 = 140,00. Custo fabril ou Total de produção é a somatória de material direto, mão de obra direta e gastos gerais de fabricação. Conceito muito simples. Cabe observar que a MOD + GG formam o custo operacional, a dedicação do prestador do serviço, visto que o item material é comprado e utilizado sem qualquer transformação, regra geral. Classificação dos Custos

Bases de Classificação dos Custos Os custos podem ser classificados de várias formas. Duas são as bases mais comumente utilizadas para a classificação objetiva dos custos: - Pela forma de Apropriação - Pelo nível de produção Classificação dos Custos Quanto à Apropriação Quanto à forma de apropriação, de reconhecimento, de identificação dos formadores dos custos na prestação dos serviços, os custos podem ser: - Custos Diretos - Custos Indiretos Custos Diretos São aqueles apropriados diretamente, isto é, sem qualquer critério de rateio para atribuição de participação no serviço. O valor atribuído será correspondente à quantidade utilizada, por hora, kg, m, litro, etc. São preponderantes no custo dos serviços. Trata-se da Mão de Obra Direta (salários e encargos), dos Materiais Diretos quando apropriados diretamente, isto é, não rateados.

Custos Indiretos São os custos que dependem de rateio para apropriação nos custos dos serviços. Não se vinculam ao custo primário (Material Direto e Mão de Obra Direta) e sim ao processo produtivo. Os custos indiretos relacionados com a prestação dos serviços são conhecidos como: - CIF Custos Indiretos - GGF Gastos Gerais - DIF Despesas Indiretas Exemplos de custos indiretos: depreciação de máquinas, energia elétrica, mão de obra indireta, etc. Rateio: artifício utilizado para distribuição dos custos. Exemplos de bases de rateio: unidades produzidas, horas de mão obra direta, número de funcionários, hp dos motores elétricos, etc. Classificação dos Custos Quanto ao Nível de Produção Quanto ao nível de unidade de serviços a produzir, executar, de relacionamento com a quantidade a executar, da variação dos custos em decorrência das unidades a realizar, os custos podem ser: - Custos Variáveis - Custos Semivariáveis - Custos Semi-Fixos - Custos Fixos

Custos Variáveis Aqueles que variam diretamente em função da quantidade. Ex.: materiais diretos, mão de obra direta. Custos Semivariáveis Aqueles que sendo variáveis apresentam parcelas fixas que existem mesmo sem utilização. Energia elétrica cuja tarifa mínima é sempre cobrada. Custos Semi-fixos Aqueles que variam em função de faixas quantitativas, em degraus de quantidades. Exemplo: o salário de um supervisor que varia em função de faixas quantitativas de unidades a executar. Custos Fixos Aqueles que não variam em função do nível quantitativo. Exemplos: o custo de manutenção do aterro sanitário ou local equivalente.