Por que devemos conhecer os Custos?
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- Milena Monteiro Gorjão
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1 Terminologias e Classificação em Custos OBJETIVOS DA AULA: Entender o por que estudar os custos. Explorar a terminologia adotada. Definir e classificá los. Apresentar os elementos básicos. Por que devemos conhecer os Custos? POR QUE ESTUDAR OS CUSTOS? Para atender necessidades gerenciais de três tipos: Informações sobre a rentabilidade e desempenho de diversas atividades da entidade; Auxílio no planejamento, controle e desenvolvimento das operações; Informações para as tomadas de decisões. O principal propósito da gestão de custos consiste em dar suporte ao planejamento e controle de atividades, ao processo decisório e à avaliação de resultados. TERMINOLOGIA EM CUSTOS Despesas com Matéria-prima ou Custos de Matéria-prima? Gastos ou Despesas de Fabricação? Gastos ou Custos de Materiais Diretos? Despesas ou Gastos com Imobilização? Custos ou Despesas de Depreciação? Gastos, Custos e Despesas são três palavras sinônimas ou dizem respeito a conceitos diferentes? Confundem-se com Desembolso? E Investimento tem alguma similaridade com elas? Perda se confunde com algum desses grupos? No meio desse emaranhado todo de nomes e idéias, normalmente o principiante se vê perdido, e às vezes o experiente, embaraçado; por isso, passamos a utilizar as seguintes nomenclaturas: TERMINOLOGIA ADOTADA EM CUSTOS GASTOS, CUSTOS, DESPESAS, DESEMBOLSOS, PERDAS, DESPERDÍCIOS, INVESTIMENTOS, 1
2 GASTO Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Gasto com compra de matéria prima; Gasto com honorários da diretoria; Gasto com compra de equipamentos etc. CUSTOS Gastos relativos a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. CUSTOS EXEMPLOS Indústrias: consumo de matéria prima pela produção, mão de obra utilizada pelo processo produtivo, etc; Comerciais: a própria aquisição das mercadorias; Serviços: a mão de obra utilizada na prestação de serviços. DESPESAS Gasto com bens ou serviços utilizados nas áreas administrativa, comercial e financeira, que direta ou indiretamente visam a obtenção de receita. Impressos e materiais de escritório das diretorias; Folha de pagamento do setor financeiro; Comissões de vendedores, etc. DESEMBOLSO Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. Pagamento de matéria prima; Pagamento de parcela do financiamento de equipamentos; Pagamento de honorários da diretoria. 2
3 PERDA Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Perdas de incêndio; Obsoletismo de estoque; Quebra de matéria prima frágil. DESPERDÍCIOS Gastos incorridos no processo produtivo de bens ou serviços ou de geração de receitas. São gastos que podem ser eliminados ou reduzidos sem prejuízo da qualidade e quantidade da produção de bens, serviços ou receitas. Exemplo: sobra de matéria prima na produção de uma indústria. INVESTIMENTO Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Aquisição de matéria prima; Aquisição de Equipamentos; Compra de Ações. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS POR QUE CLASSIFICAR OS CUSTOS? Melhor gerenciamento dos gastos da empresa; Identificação dos custos; Decisões futuras. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS Um dos grandes problemas nas empresas é a classificação dos custos e sua apropriação adequada aos produtos e serviços, principalmente no que se refere ao rateio dos custos fixos Os custos são classificados considerando os princípios a seguir. Quanto ao grau de medida Quanto à variabilidade Quanto à facilidade de atribuição Vale lembrar que esta classificação é muito importante, pois facilita a forma de visualizar os custos 3
4 Quanto ao grau de medida A medida, na realidade, é a forma como vamos avaliar o custo de um produto: se pelo conjunto de unidades ou de forma individual. Quando se avalia pelo valor dos bens ou serviços consumidos para fabricar um conjunto de unidades de um produto, isso significa custeio total. Por outro lado quando dividimos o custeio total pelo número de unidades produzidas de um determinado produto, obtém-se o custo unitário. Quanto à variabilidade Custo fixo Não variam no período, independentemente da quantidade produzida Tem natureza fixa, ou seja, terão sempre o mesmo valor se a empresa produzir 100 ou 1000 unidades Exemplo: Aluguel, seguro da fábrica, salários, etc. A redução só ocorre no que se refere à variação da atividade em relação ao produto. Num momento, o custo é de R$ 1.000,00 por unidade, no outro, ele passa a R$100,00 por unidade. Custo variável É constante por unidade, isto é, ele flutua no seu total de maneira diretamente proporcional ao volume de atividade variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores dependem diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num determinado período Exemplo: matéria-prima, energia elétrica, comissões, prêmios por produtividade ATIVIDADE EM SALA Tomando como referencia um indústria de confecção de roupas ( calças e camisas de jeans ), que fabrica e vende um produto próprio e outro por meio de licenciamento (franchising), primeiramente classifique em custo (C) ou despesa (D), e quando classificado em custo, reclassifique em fixo (F) ou variável (V). Gasto Custo ou Despesa Fixo ou Variável Tecido Botões Aluguel da fábrica Comissão sobre vendas Mão de obra de costureira Publicidade mensal Salários administrativos. Salário do gerente da fábrica. Conta de água e esgoto da fábrica. Gastos com manutenção de equipamentos. Quanto à facilidade de atribuição Entende-se como facilidade de atribuição a forma como se identifica o custo onde ele ocorre. Identificase esse custo de duas formas: Custo direto Custo indireto 4
5 Custo direto Podem ser diretamente atribuídos aos produtos, bastando apenas que se tenha uma unidade de medida de consumo, como quilo de matéria-prima por produtos, unidades de embalagem utilizadas no produto, horas de mão-de-0bra gastas no produto, etc. Custo indireto São aqueles custos que apresentam um certo grau de dificuldade para serem atribuídos diretamente aos produtos. Como exemplo, podemos mencionar o custo de manutenção das máquinas e equipamentos, óleos lubrificantes utilizados nas máquinas, depreciação, energia elétrica, aluguel da fábrica entre outros. ATIVIDADE EM SALA Classifique os custos em Direto e Indireto Custo Matéria-prima Material de consumo Mão-de-obra Salários da Supervisão Depreciação das Máquinas Aluguel do prédio Direto ou Indireto ELEMENTOS BÁSICOS DE CUSTOS Podemos considerar como sendo 3 os elementos básicos na elaboração de custos: Materiais; Mão de obra; Custos Indiretos de Fabricação (CIF s). MATERIAIS Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em diretos, como sendo aqueles utilizados diretamente nos produtos; e indiretos, aqueles utilizados de forma indireta no produto. Exemplos: Matéria prima; Material intermediário; Material de Embalagem. MÃO DE OBRA Compreende os gastos com o pessoal envolvido na produção da empresa, englobando salários, encargos sociais, refeições, estadias, seguros etc. Exemplos de Mão de Obra Direta: É aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração; Indireta: Mão de obra que atuou indiretamente sobre a produção. 5
6 CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO São os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos, tais como: aluguéis, energia elétrica, serviços de terceiros, manutenção da fábrica, depreciações, seguros diversos, materiais de limpeza, óleos e lubrificantes para máquinas, pequenas peças para reposição, telefones e comunicações etc. FILOSOFIAS DE CUSTEIO Existem três principais filosofias de custeio que são utilizadas por sistemas de custos: custeio total, custeio por absorção e custeio direto. A filosofia de custeio total considera os custos indiretos fixos relacionados com a produção como parte dos custos dos produtos. Todos os custos fixos e variáveis do período são alocados aos produtos baseados no volume de produção. O custeio por absorção também relaciona custos fixos aos produtos, porém baseados no volume normal de produção, ou seja, na utilização eficiente dos recursos produtivos. Assim, se por oscilações de mercado ou outros fatores externos, a empresa não produzir seu volume normal, isto não deverá afetar o custo dos produtos, ao contrário do custeio total que considera como parte dos custos dos produtos as variações de produção. O custeio direto ou custeio variável não considera os custos fixos como parte dos custos produtivos. Esta filosofia de custeio baseia-se no fato de que os custos indiretos fixos não sofrerão alterações, por causa do volume produzido e, portanto, não devem fazer parte do custo dos produtos. Um sistema de custo é composto por uma filosofia de custeio e um método de alocação de custos. O método a ser adotado por uma empresa deve adequar-se a uma filosofia de custeio e às estratégias administrativas da organização. 6
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