Estado do Rio de Janeiro



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Transcrição:

Julho de 2011

Estado do Rio de Janeiro

Formada por 19 municípios. Área: Estado; 5.318,9 km² - 12% do PIB: R$ 169 bilhões 59% do Estado; População: 11,5 milhões de habitantes 72% do Estado; Dos 10 municípios que mais arrecadam no Estado, 6 pertencem a Região Metropolitana; Região Metropolitana do Rio de Janeiro

A Constituição de 1967 atribuía a criação de regiões metropolitanas ao Governo Federal; A Lei Complementar 20/74 instituiu a fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara e criou a Região Metropolitana do Rio de Janeiro; A Constituição de 1988 transferiu a responsabilidade pela criação e organização das regiões metropolitanas aos Estados.; Hoje, existem no Brasil 35 regiões metropolitanas e 03 regiões integradas de desenvolvimento econômico-ride s; As 38 RM s/ride s comportam 444 municípios distribuídos em 22 unidades da federação; As 38 RM s/ride s abrigam 83 milhões de pessoas (45 % da população brasileira); Evolução da Questão Metropolitana

A renda agregada das 38 RM s/rides s corresponde a 61% da renda nacional; Das 09 regiões metropolitanas criadas pelas Leis Complementares 14 e 20, todas, com a exceção do Rio de Janeiro, mantém em funcionamento entidades de gestão metropolitana; As mais organizadas são as de Belo Horizonte, Recife, São Paulo e Curitiba.; As demais criadas após a Constituição de 1988, possuem organismos de articulação metropolitana; O Estado do Rio de Janeiro, após a extinção da FUNDREM em 1989, eximiu-se do enfrentamento das questões metropolitanas. Evolução da Questão Metropolitana

Programa de Investimentos até 2014: Urbanização Integral da Região Metropolitana R$ 5,3 bilhões; Universalização do Abastecimento de Água da Baixada e Zona Oeste R$ 1,5 bilhões; Urbanização de Favelas R$ 4,3 bilhões; Transbaixada R$ 300 milhões; Via Light R$ 315 milhões; Corredor Metropolitano Leste R$ 105 milhões; Melhoria do Transporte Ferroviário de Passageiros R$ 2,5 bilhões R$ 14,3 bilhões Proposta de Agenda Metropolitana

Região cortada pelo Arco Metropolitano

Ocupação desordenada do solo na região, gerando problemas de circulação, drenagem e saneamento; Concentração dos postos de trabalho na cidade do Rio de Janeiro; Baixo aproveitamento do potencial econômico da região; Malha viária deficiente e ausência de integração das redes de transportes coletivos; Tratamento e distribuição de água insuficientes; Saneamento básico precário; Ausência de processo permanente de planejamento integrado do uso do solo e da infraestrutura urbana ensejando descoordenação entre programas setoriais. Cenário Atual

Percentual população empregada 10% 20% 30% 40% 57% População empregada não residente no mesmo Município

Percentual população empregada 10% 20% 30% 40% 57% 75% destino de viagens Mobilidade

Cobertura do Abastecimento de Água

Cobertura do Abastecimento de Esgoto

Grande número de favelas, ocupando áreas impróprias, inclusive bloqueando linhas de drenagem do território Parcelamento do solo indiscriminado e de baixa densidade. Em apenas um dos municípios da região existem mais de 90 mil lotes vagos. Ambos processos de ocupação do solo geram elevados custos ambientais e de instalação e operação da infraestrutura e dos serviços urbanos Condições Habitacionais Precárias ou Inadequadas

Que cenário futuro desejamos construir? Como aproveitar e potencializar as oportunidades? Que legado deixaremos para a RMRJ? Principais Estratégias do Plano Diretor Entorno do Arco Metropolitano Eixos Estratégicos: Urbano novas centralidades, de ocupação com maior qualidade Ambiental potencial de utilização sustentável da significativa área verde Econômico potencializar as oportunidades com estratégias claras Desafios

Espaço para Expansão Urbana

População (em mil) 9.504 10.498 994 Novas Habitações 398 mil unid. 50% do Déficit Habitacional 190 mil unid. Demanda por área 588 mil unid. 2010 2020 63 hab/ha Densidade da moradia: 2,5 pessoas/unidade Expansão urbana: Adensamento: 117 km 2 117 km 2 Hipótese de Crescimento

Arco Metropolitano (150 km) Potencialidades e Limitações do Uso do Solo

CADEIA SIDERÚRGICA CADEIA NAVAL CADEIA LOGÍSTICA CADEIA PETROQUÌMICA / QUÍMICA Complexo Siderúrgico CSA Estaleiro da Marinha 4Plataforma Logística CSN COMPERJ NUCLEP MAcLAren OiL Porto Sudeste - LLX REDUC Usina Siderúrgica 2 - CSN GERDAU Estaleiro EISA Estaleiro Mauá STX Europe Porto da USIMINAS Porto da Petrobrás CDRJ BAYER COQUEPAR B BRAUN Estaleiro Aliança Setor de Cosméticos Renave Riopol / Transf. de Plásticos Estaleiro Inhaumá Lanxess / Nitriflex CADEIA BENS DE CONSUMO DE MASSA Setor de Alimentos e Bebidas Setor de Vestuário e Calçados Setor Moveleiro CADEIA SETOR IMOBILIÁRIO / CONSTRUÇÃO CIVIL GERDAU CSA / Votorantin Cerâmica Vermelha Pré-fabricados de Concreto Extração de Areia Principais Atividades Econômicas

1600 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 Empregos Formais (em mil) 1.744 919 2010 2020 825 Tx. Crescimento estimada: 6,0% a.a. Tx. Crescimento 2000/2009: 5,6% a.a (RAIS) Potencial de Geração de Empregos

285 Km² (123 Distritos Industriais de Queimados) 144 Km² (62,5 Distritos Industriais de Queimados) Existente Potencial Distrito Industrial de Queimados 2,33 Km² Espaços para Uso Industrial e Logístico

Área potencial industrial (285 km 2 ) Área expansão urbana (117 km 2 ) Adensamento urbano Oportunidades Regionais

Investir fortemente em abastecimento de água; Investir fortemente em saneamento básico; Modernizar a malha rodoviária para transporte de cargas; Modernizar e integrar a malha viária (rodovias, ferrovias e hidrovias) para melhorar significativamente a mobilidade urbana; Viabilizar processos para o aproveitamento de áreas para implantação de grandes projetos habitacionais integrados e autosustentáveis em pontos nodais da região. Desafios em Infraestrutura

Organizar uma política de coordenação das decisões de produção e investimento; Definir diretrizes estratégicas para as cadeias produtivas dos seguintes setores: Naval, Petróleo / Petroquímica / Química (Cosméticos), Siderurgia, Logística, Alimentos e Bebidas, Vestuário e Acessórios, Moveleiro,Turismo, Construção Civil e Transporte; Criar um Organismo de Gestão Metropolitana, apoiada no tripé: corpo técnico extremamente capacitado que se responsabilize pela produção e gestão de projetos de desenvolvimento regional integrado; orçamento próprio substancial ser liderada por reconhecida liderança regional. Desafios em Governança

Julho de 2011