Psicogênese da Linguagem Oral e Escrita
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- João Guilherme de Sintra Tomé
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1 Psicogênese da Linguagem Oral e Escrita
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3 Psicogênese da Linguagem Oral e Escrita Compreender a relevância da metalinguagem para a aprendizagem da linguagem escrita Responsável pelo Conteúdo: Profa. Dra. Luciene Siccherino Revisão Textual: Profa. Ms. Fátima Furlan
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5 Unidade Compreender a relevância da metalinguagem para a aprendizagem da linguagem escrita Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos: Compreender a relevância da metalinguagem para a aprendizagem da linguagem escrita Thinkstock/Getty Images Nesta Unidade da disciplina Psicogênese da Linguagem Oral e Escrita: subsídios para Alfabetização e Letramento abordaremos a importância que a metalinguagem possui na linguagem escrita. Vamos destacar em que medida a metalinguagem pode contribuir para o trabalho do professor, fazendo com que as crianças aprendam de forma mais eficiente. Conhecemos a importância da metalinguagem na aprendizagem da linguagem escrita. Nesta unidade, vamos abordar a relevância da metalinguagem para a aprendizagem da linguagem escrita. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) possui todas as informações, materiais didáticos e atividades referentes a esta unidade. Estão à sua inteira disposição diversos recursos, elementos visuais e audiovisuais para auxiliar o seu processo de aprendizagem a fim de torná-lo mais acessível, mais significativo e interativo. Não esqueça de que você pode contar com o auxílio do professor-tutor que, prontamente, tentará sanar suas dúvidas. Se houver problemas técnicos, você tem a possibilidade de contar com a equipe de suporte! 5
6 Unidade: Processos e áreas de conhecimento em Projetos Contextualização Conforme definição do relatório do Grupo de Trabalho - Alfabetização Infantil: os novos caminhos (Brasil, 2005, p.20) escrever consiste na capacidade de codificar graficamente os sons correspondentes a uma palavra. Para o aprendiz, a percepção dos sons pode representar um problema porque existem diferenças linguísticas entre eles. A percepção dos sons é muito importante porque cada som falado tem uma letra certa para simbolizá-lo (Lemle, 2009). Dito de outra forma, ao encontrar as diferenças linguísticas, a criança precisa fazer uma análise e uma distinção consciente para saber quais são os pedacinhos que compõem a fala corrente. Para a aprendizagem da leitura e da escrita, a criança deve ser capaz de perceber a ligação simbólica entre as letras e os sons da fala, conseguir perceber as diferenças entre as letras e ouvir conscientemente os sons da fala, com suas diferenças linguísticas. Daí, a importância da habilidade de reflexão sobre a língua falada (Lemle, 2009). Com isso, podemos dizer que expor a criança apenas ao contato com a linguagem escrita não garante a instalação de habilidades que possibilitem o tratamento desse nível da linguagem. É essencial, no caso do professor alfabetizador, conhecer os aspectos cognitivos envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita, pois assim, o ensino pode caminhar sobre uma estrutura capaz de dar suporte às ações planejadas por ele e auxiliá-lo durante o percurso dessas aprendizagens. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB (Brasil, 1996, Lei 9394, p. 12) traz como objetivo principal do Ensino Fundamental proporcionar aos estudantes a formação básica para a cidadania e por meio da escola, desenvolver a aprendizagem, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura e da escrita e do cálculo. No entanto, os resultados de avaliações realizadas com uma amostra de alunos brasileiros, a despeito de frequentarem a escola, não revelam competência na leitura e na escrita (PISA, 2009; IDEB, 2011; SARESP,2009; INAF, 2011). As pesquisas sobre aprendizagem da leitura adquiriram uma posição indiscutível dentro dos avanços da Psicologia Cognitiva da Leitura. No entanto, as políticas públicas adotadas no Brasil, ainda não estão acompanhando a evolução desses conhecimentos produzidos pela área. Os resultados das pesquisas relacionadas a essa área permitem uma discussão teórica que traz à luz os conhecimentos inerentes aos processos cognitivos envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita (Brasil, 2005). Os especialistas em alfabetização infantil, participantes da elaboração do Relatório (Brasil, 2005), destacam que assim como ocorreu em países como Estados Unidos, Inglaterra e França, o Brasil pode ter resultados muito melhores com a utilização dos conhecimentos gerados pelas pesquisas dentro dessa perspectiva, uma vez que esses conhecimentos podem ter vigor suficiente para respaldar a revisão das diretrizes políticas voltadas à alfabetização. As pesquisas demonstram que é possível desenvolver a consciência fonológica com instruções planejadas em conjunto com as demais atividades curriculares e, que ao ter essa intenção, o professor pode acelerar a aprendizagem da leitura e da escrita (Adams et al., 2006). Fonte: Siccherino, L.A.F. (2013). Primeiras Fases da Alfabetização: como a intervenção em consciência fonêmica ajuda as crianças na aprendizagem inicial da leitura. Tese de Doutorado em Educação: Psicologia da Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. PUC/SP. 6
7 Compreender a relevância da metalinguagem para a aprendizagem da linguagem escrita Consciência Fonológica Reflexão sobre a estrutura fonológica da língua Consciência da segmentação das palavras em sílabas. Exemplo: sa co - la Consciência de rima. Exemplo: PETECA termina com o mesmo som de BONECA Consciência da segmentação das sentenças em palavras. Exemplo: o / pirulito / caiu Consciência da aliteração. Exemplo: PALHAÇO começa com o mesmo som de PAÇOCA. Consciência fonêmica (consciência das menores unidades da fala) Siccherino, 2013 De acordo com o material teórico da unidade três, a consciência fonológica refere-se à habilidade de refletir sobre a linguagem oral de forma intencional, de acordo com as unidades sonoras que a constituem. Dito de outro modo, a consciência fonológica faz referência à conscientização de que a linguagem oral pode ser segmentada e os segmentos podem ser manipulados. Conforme já abordamos no capítulo anterior, a consciência fonológica está inserida na metalinguagem (conforme ilustração) e pode ser entendida como: a habilidade de desempenhar operações mentais sobre o que é produzido por mecanismos mentais envolvidos na compreensão de sentenças. Portanto, a consciência metalinguística envolve tanto a consciência de certas propriedades da linguagem quanto a habilidade de tomar as formas linguísticas como objeto de análise. (Mota, 2009, p.20) A metalinguagem e todas suas habilidades são conscientes, intencionais e precisam da instrução formal e explícita para a aquisição. Para o desenvolvimento da consciência fonológica os professores precisam conhecer, pelo menos, um pouco sobre a estrutura da língua, como a fonologia, que se refere ao estudo das regras inconscientes da produção da fala. Já a fonética refere-se ao estudo de como os sons da fala são articulados (Adams e cols., 2006). 7
8 Unidade: Processos e áreas de conhecimento em Projetos O nosso cérebro faz a classificação e a percepção das menores unidades de som, a que chamamos de fonemas. Os fonemas fazem diferença no significado porque um fonema trocado modifica o significado da palavra, conforme o exemplo: DADO DEDO Imagens: Thinkstock/Getty Images Se trocarmos o fonema /a/ pelo fonema /e/ muda o significado da palavra: a palavra dado muda para a palavra dedo. Dito de outro modo, os fonemas são unidades da fala, mas são representados pelas letras da língua alfabética. Quando uma criança está aprendendo a ler e a escrever deve receber um ensino explícito e sistematizado desses sons e das devidas correspondências com as letras para que se tornem conscientes de como as palavras são formadas. A isso damos o nome de consciência fonêmica. Mas quando deve ser iniciado esse ensino? Na Educação Infantil, as crianças podem ser iniciadas na conscientização da consciência fonológica porque é um trabalho oral e deve ser lúdico e prazeroso. As atividades devem ser bem planejadas e preparadas para que as crianças aprendam brincando, embora já sendo inseridas nesse tipo de tomada de consciência da linguagem. De acordo com Maluf e Barrera: Vejamos alguns exemplos: É durante os anos pré-escolares e início da escolarização que as crianças aprendem a ler e a escrever e desenvolvem a capacidade de prestar atenção à fala analisando-a em seus diversos segmentos, a saber, fonemas, sílabas e palavras. (1997, p. 126). Jogos de escuta Jogos com rimas Consciência de palavras e frases Consciência silábica Consciência fonêmica Introduzindo fonemas iniciais e finais Introduzindo as letras e a escrita 8
9 Jogos de Escuta Os jogos de escuta permitem que as crianças sejam introduzidas na arte de ouvir de forma atenta e analítica os sons da fala. Na escola, a professora pode solicitar que as crianças ouçam diversos tipos de sons: vento, portas batendo, outras pessoas conversando, crianças cantando, entre outros. As crianças podem permanecer de olhos fechados e ir descobrindo de onde vêm os sons, podem ouvir poesias, músicas. A professora pode trocar as poesias e as músicas por trechos incorretos para que as crianças identifiquem qual a parte incoerente com o habitual. Com isso, a professora estará permitindo a inserção das crianças no trabalho metalinguístico de ouvir de forma consciente os sons (Adams e cols, 2006). Jogos com rimas As rimas vão se tornando sensíveis aos ouvidos das crianças com muita facilidade. Os jogos, as músicas, as poesias e o ritmo são excelentes atividades para iniciar as crianças no trabalho com a consciência fonológica. O planejamento da professora deve conter atividades que convidem as crianças a prestarem atenção e a brincar com as diferentes formas de sons que ouvirem. Essas atividades são todas orais, uma vez que são direcionadas às crianças bem pequenas. Conforme as crianças vão progredindo na escolarização da Educação Infantil e conhecendo as letras, a professora poderá introduzir mais palavras nas rimas e mostrar a elas que as formas rimadas são escritas de forma semelhante (Adams e cols, 2006). Exemplo: PETECA BONECA Consciência de palavras e frases Essa habilidade é um pouco mais complexa porque possibilitará que crianças comecem a entender a lógica do sistema de escrita, ou seja, as crianças começam a ter consciência básica das palavras e frases. Essa consciência será aprimorada durante todo o processo de alfabetização, mas as crianças já podem começar a conhecer que as frases que falamos são formadas por uma sequência de palavras com significado e que podem ser faladas e que a ordem das palavras que falamos em uma frase pode alterar o significado. Exemplos: 1) Palavras fora da ordem modificam o sentido da frase, CABELO MENINA PRETO. É O O CABELO DA MENINA É PRETO. 2) As palavras devem ser separadas por espaços em branco quando são escritas. Na fala contínua, esses espaços em branco não são percebidos. A professora pode brincar com as crianças colocando fichinhas para cada pedaço falado. O CABELO DA MENINA É PRETO istock/getty Images 9
10 Unidade: Processos e áreas de conhecimento em Projetos Consciência silábica Depois que as crianças entenderem que as frases são formadas por palavras, a professora pode começar a mostrar que as palavras são formadas por sequências de unidades menores: as sílabas, que não possuem um significado, na maioria das vezes, como no exemplo a seguir: PÉ SÍLABA COM SIGNIFICADO BA SÍLABA SEM SIGNIFICADO Esse trabalho é chamado de consciência silábica. É importante para desenvolver a consciência fonêmica. Os jogos e as brincadeiras podem ser, por exemplo, bater palmas, dar pulinhos, colocar fichinhas. Adams destaca que as palavras devem ser conhecidas pelas crianças para serem utilizadas nos jogos para que elas possam se lembrar dos sons. Exemplo: SAPATO SA PA TO Introduzindo fonemas iniciais e finais Nesse momento, a professora deve elaborar atividades para as crianças começarem a perceber que os fonemas possuem identidades isoladas, como no exemplo: BA /b/ /a/ Os fonemas iniciais das palavras são mais fáceis de serem percebidos em comparação aos fonemas finais e mediais. É importante que a criança comece a perceber que quando os fonemas são trocados as palavras mudam de significado. Veja o exemplo: POTE BOTE /p/ /b/ Conciência Fonêmica Perceber que as palavras são formadas por fonemas significa descobrir e compreender o princípio alfabético. Essa percepção é semelhante ao entendimento de que as frases são formadas por palavras. Contudo, quando se trata de fonemas é mais difícil porque eles não são facilmente percebidos na fala contínua. As palavras e as sílabas são mais fáceis de as crianças perceberem. Essa dificuldade pode ser justificada pelo fato de os fonemas serem as menores unidades da língua e por não terem significado. 10
11 Uma possibilidade para as crianças perceberem os fonemas pode ser a percepção da pronúncia, utilizando espelhos a fim das crianças observarem o movimento das próprias bocas enquanto pronunciam as palavras. Adams e seus colaboradores destacam: As pesquisas demonstram que, uma vez que as crianças tenham dominado a consciência fonêmica dessa forma, geralmente se segue um conhecimento útil do princípio alfabético com bastante facilidade. Isso não é de admirar: tendo aprendido a prestar atenção e a pensar sobre a estrutura da língua dessa forma, o princípio alfabético faz sentido. E tudo o que falta para que ele se torne utilizável é o conhecimento da letra específica pela qual cada fonema é representado. (2006, p 124) Introduzindo as letras e a escrita Até agora as orientações se referem à estrutura da linguagem oral, embora as crianças já começam a conhecer e as reconhecer as letras. Assim, elas passam a aprender a perceber a correspondência entre as letras e seus respectivos fonemas. A professora pode trabalhar com a nomeação, o reconhecimento e a escrita das letras. O trabalho pedagógico deve estar pautado no ensino do funcionamento do alfabeto. Segundo Adams e cols. (2006), a professora deve apresentar, primeiramente, um conjunto limitado de letras e ensinar nas correspondências letras/fonemas. Após a familiaridade com o primeiro conjunto de letras, a professora poderá introduzir outras. Não há a necessidade de ter pressa porque o importante é trabalhar com as crianças de forma consciente e reflexiva (metalinguagem). Outro fator que deve ser levado em consideração é que quando as crianças entendem a natureza do sistema, o avanço e o entendimento delas ocorrerão de forma muito rápida e fácil, uma vez que as crianças já terão entendido o princípio básico: as letras representam sons. Com o início do Ensino Fundamental, a manipulação da escrita torna-se mais sistemática, o que possibilita as aprendizagens implícitas, mas em nada diminui o esforço que a criança faz para a aquisição da linguagem escrita. O que dizem as pesquisas... Pesquisas relacionadas às habilidades metalinguísticas e à aquisição da leitura sugerem que o desenvolvimento da consciência fonológica é um bom indicador de sucesso na alfabetização (Zuanetti, Schneck, & Manfredi, 2008; Siccherino, 2007; Gindri; Keske-Soares & Mota, 2007; Pestun, 2005; Capovilla, Gütschow & Capovilla, 2004; Salles & Parente, 2002; Maluf & Barrera, 1997; Capovilla & Capovilla, 1997; Soares & Cardoso-Martins, 1989). Apontam, também, que programas de intervenção em consciência fonológica são facilitadores para aquisição da leitura e da escrita (Carvalho, 2010; Santos, 2004). Barrera (2003) verificou que os alunos prestam mais atenção no aspecto sonoro e segmental da linguagem oral, no momento de aquisição da linguagem escrita. Para a autora a consciência fonológica representa um facilitador para o processo de aprendizagem da escrita. Vários autores são favoráveis ao trabalho mencionado nesta unidade, de que as atividades pedagógicas que visam o desenvolvimento da consciência fonológica podem ser facilitadoras no desenvolvimento da consciência fonológica em seus vários níveis, promovendo a percepção de palavras enquanto sequências sonoras, possibilitando a análise e síntese dos sons dos quais as palavras são formadas. (Roazzi e Dowker, 1989; Maluf e Barrera, 1997; Adams e colaboradores, 2006). 11
12 12 Unidade: Processos e áreas de conhecimento em Projetos As atividades de intervenção fonológica e fonêmica vêm sendo bastante estudadas na literatura da Psicologia Cognitiva em diversos países. Os estudos sobre essas intervenções mostram de maneira clara que o desenvolvimento da consciência fonológica indica sucesso na alfabetização das crianças. Outros estudos mostram (Dehaene, 2012; Snowling, 2012) que o desenvolvimento da consciência fonológica também é importante para crianças com dislexia, tendo em vista de que essa consciência é uma das habilidades prejudicadas e tem consequências diretas na alfabetização. Concluindo Diante disso, podemos dizer que as crianças, desde pequenas são capazes de utilizar a linguagem como forma de comunicação. Sem um ensino formal e explícito, as crianças vão adquirindo o conhecimento linguístico de forma implícita porque estão inseridas em um meio social no qual as pessoas utilizam a linguagem oral para se comunicar. Entretanto, quando se trata da linguagem escrita, é necessário o conhecimento linguístico que envolve a manipulação intencional da linguagem, como objeto de pensamento. É aqui que podemos citar a metalinguagem, ou seja, a habilidade de refletir sobre os aspectos formais da língua. Desde a década de 1980, vários pesquisadores da área da Psicologia Cognitiva vêm apresentando interesse em estudar os aspectos metalinguísticos. Hoje, há um consenso de que o conhecimento metalinguístico está relacionado à aquisição da linguagem escrita. Os estudos demonstram que para essa aprendizagem deve haver certo grau de reflexão sobre a linguagem. Além disso, os estudos mostram que a reflexão sobre a linguagem é fruto de um ensino explícito, ou seja, de natureza escolar. Sobre a importância da metalinguagem Roazzi e Carvalho destacam: Quanto mais a criança possui experiências com a linguagem e quanto mais reflete sobre seu uso, maior será sua consciência metalinguística. (1995, p. 480). De acordo com a literatura da área e com as pesquisas, podemos afirmar que a metalinguagem e suas diferentes habilidades são essenciais para a aprendizagem da linguagem escrita, especialmente a consciência fonológica, uma vez que ela se refere à reflexão da linguagem em várias unidades: sons, frases, palavras, letras e fonemas. Devemos adquirir cada vez mais conhecimentos a respeito de questões que cercam a aprendizagem da linguagem escrita, os estudos mais recentes e as implicações pedagógicas trazidas por esses estudos. Na medida em que os resultados de pesquisas vão surgindo mais questões técnicometodológicas vão sendo preparadas. Diante disso, mais conhecimentos vão chegando para auxiliar os profissionais da educação a lidar com as questões da alfabetização. Por fim, Maluf e Gombert, (2008, p. 134), afirmam: Pesquisas recentes, realizadas no contexto da teoria cognitiva da leitura, vêm produzindo evidências de que o método de alfabetização mais eficiente é aquele que favorece a instalação de duas competências básicas: consciência fonêmica e o domínio do princípio alfabético. Aí reside a captação da lógica indispensável para aprender a ler e a escrever. As pesquisas e seus resultados podem dar aos profissionais da Educação conhecimentos sobre os processos implicados na aprendizagem da leitura. A partir desses conhecimentos, os profissionais podem desenvolver práticas e procedimentos que possam permitir um ensino mais eficiente e eficaz.
13 Material Complementar Para ampliar seus conhecimentos, leia os dois artigos científicos indicados a seguir: Revista CEFAC Vol. 16, n. 1, pp , Out, 2012 A influência das habilidades em consciência fonológica na terapia para os desvios fonológicos Carolina Lisbôa Mezzomo et.al Psicologia Escolar e Educacional Vol.8 n.2 Campinas Dec O desenvolvimento da consciência fonológica e sua importância para o processo de alfabetização Flavia Lopes - Universidade São Francisco 13
14 Unidade: Processos e áreas de conhecimento em Projetos Referências ADAMS, M. e cols. Consciência Fonológica em crianças pequenas. Artmed DEHAENE,S. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso FARACO,C. A. Linguagem Escrita e Alfabetização. São Paulo: Contexto GUIMARÃES, S. R. K.; Maluf, M.R. Aprendizagem da linguagem escrita: contribuições da pesquisa. Vetor MALUF, M. R.; CARDOSO-MARTINS, C. Alfabetização no século XXI: como se aprende a ler e a escrever.porto Alegre:Penso MORAIS, J. Criar Leitores para Professores e Educadores. Manole A arte de ler. Unesp SNOWLING, M. ; Hulme, C. A Ciência da leitura. Penso PULIEZI, S. Ensinando com sons e letras. Schoba
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