PURIFICAÇÃO DE PROTEÍNAS
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- Brian Cortês Gabeira
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1 PURIFICAÇÃO DE PROTEÍNAS O processo de isolamento de uma proteína envolve diversas etapas que vão desde a produção até a obtenção de um extrato que finalmente será submetido à purificação Dependendo do objetivo final do estudo, o processo de purificação pode ser parcial (semi-purificação) ou completo PROPRIEDADES DAS PROTEÍNAS E SEU EFEITO NO DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE PURIFICAÇÃO 1. Tamanho Massa Densidade 2. Carga elétrica 3. Solubilidade ou hidrofobicidade Métodos baseados em afinidade biológica, que exploram a interação entre duas moléculas: 4. Cromatografia de afinidade (pressupõe que uma das moléculas do par que interage é um reagente de fácil obtenção,disponível comercialmente)
2 MÉTODOS DE CONCENTRAÇÃO DE PROTEÍNAS MÉTODO PRINCÍPIO COMENTÁRIO Precipitação por força iônica salting out, com sais inorgânicas (Sulfato de amônio) Precipitação solventes orgânicos (Acetona, TCA) Liofilização Ultrafiltração por Diminuição solubilidade das da proteínas, alteração da solvatação Incremento nas forças de atração entre as proteínas Congelamento seguido de sublimação a alto vácuo Remoção de pequenas partículas sob pressão através de membranas de cortes específicos Inclui etapas sucessivas de precipitação e centrifugação (elevadas velocidades) Rendimento pode ser baixo, caso nao sejam mantidas temperaturas muito baixas (-10 o C) Método muito utilizado com amostras biológicas que podem ser inativadas em altas T a. Amostras devem ter baixos conteúdos de sáis Método rápido, que além de concentrar permite separar frações de diferente MM
3 Proteínas também podem ser precipitadas com adição de solventes ao meio ou quando colocadas em meio com ph próximo ao seu ponto isoelétrico. Proteína P.I. Pepsina <1,0 Ovalbumina galinha 4,6 Albumina sérica humana 4,9 Tropomiosina 5,1 Insulina bovina 5,4 Fibrinogênio humano 5,8 Gama-globulina 6,6 Colágeno 6,6 Mioglobina equina 7,0 Hemoglobina humana 7,1 Ribonuclease A bovina 7,8 Citocromo C equino 10,6 Histona bovina 10,8 Lisozima, galinha 11,0 Salmina, salmão 12,1 Proteínas colocadas em meio com ph igual ao seu PI tendem a precipitar, pois tendo carga neutra, apresentam a camada de solvatação menos organizada. Ponto Isoelétrico de algumas Proteínas
4 PURIFICAÇÃO POR CROMATOGRAFIA TIPO EXCLUSÃO MOLECULAR OU FILTRAÇÃO EM GEL TROCA IÔNICA INTERAÇÃO HIDROFÓBICA AFINIDADE PRINCIPIO Separação física das proteínas em função do tamanho molecular Técnica permite determinar Massa Molar das proteínas estudadas Separação das proteínas em função da sua carga. Através de interações eletrostáticas as proteínas se ligam em forma reversível a um suporte cargado Separação de proteínas em função da interação entre aminoácidos apolares de uma proteína e uma matriz de carácter hidrofóbico Separação de proteínas em função das propriedades de afinidade da proteína de interesse por um ligante específico unido à fase estacionária da coluna
5 Volume de Vazio Espaço total que rodeia as partículas do gel na coluna empacotada que é determinado através do volume de solvente requerido para eluir um soluto que é completamente excluído da Coluna Ex.: Blue Dextran (MM= )
6 CROMATOGRAFIA DE TROCA IÔNICA PROPRIEDADES - As colunas de troca iônica podem apresentar carga (+) ou (-) segundo o grupo funcional ligado à matriz da coluna DEAE-Celulose : dietilaminoetil CM-Celulose : carboximetil - Resina aniônica (+) : troca anions - Resina cationica (-) : troca cátions - Resinas trocadoras podem ser fortes ou fracas - Proteína ligada reversivelmente na resina pode ser eluida da coluna por aumento da força ionica ou mudanças no ph
7 [Proteína] Cromatografia de interação hidrofóbica É um processo de partição que explora a interação entre aminoácidos apolares de uma proteína e uma matriz de carácter hidrofóbico. Proteínas em solução salina concentrada perdem parte da camada de solvatação para os sais, expondo na superfície regiões ricas em aminoácidos apolares, que interagem com uma matriz hidrofóbica matriz hidrofóbica Proteína altamente hidrofílica H P Três estratégias para eluição: 1. diminuir a concentração de sal 2. diminuir a polaridade da fase móvel 3. adicionar detergente Força da interação hidrofóbica aumenta com o tamanho da cadeia de C na resina: Proteína menos hidrofílica camada de H 2 O solvatação P [sal] Fenil (C6-OH) > Butil (C4) > Octil (C8) volume Eficiência dos sais em provocar salting-out varia com a série de Hofmeister: Ânions: PO4-2 > SO4-3 >CH3COO - >Cl - >Br - >NO3 - >ClO4 - >I - >SCN - Cátions:NH4 + >Rb + >K + >Na + >Cs + >Li + >Mg + >Ca + >Ba +
8 Cromatografia de afinidade: Ex: cromatografia de imunoafinidade Partículas de gel recobertas de anticorpos anti-a Adsorção Mistura de proteínas Lavagem Eluição ph 2,0 ou sal Coluna empacotada com ess gel Anti-A interage apenas com a proteína A Complexo Ag-AC é desfeito Desprezar proteínas não retidas Antígeno A puro - Eluição: condições que interferem na ligação da proteína ao ligante, como mudanças no ph e/ou força iônica, ou por competição com o ligante livre
9 Como se avalia se o processo de purificação de uma proteína foi eficiente? Três parâmetros permitem avaliar a eficiência do processo de purificação de uma proteína: Atividade específica (AE): é a razão entre a quantidade da proteína de interesse, medida através de sua atividade biológica, e a quantidade total de proteínas presentes em cada etapa de purificação. Esse índice aumenta ao longo da purificação. - Índice de purificação: indica quantas vezes em relação ao material de partida a proteína de interesse foi concentrada. Calcula-se como a razão entre as atividades específicas inicial (material de partida) e final (proteína pura). - Rendimento: indica quanto (em %) da proteína de interesse ativa presente no material de partida foi recuperado ao final da purificação. Um certo grau de perda é inerente do processo de purificação (em cada etapa só devem ser processadas as frações mais ricas em atividade biológica, desprezando-se aquelas que apresentam pouca atividade). Também podem ocorrer perdas por desnaturação das proteínas devido às diferentes condições (ph, sais, etc) a que são submetidas nas diferentes etapas de purificação. Esperase recuperar o máximo possível da proteína de interesse.
10 TABELA DE PURIFICAÇÃO ETAPA ATIVIDADE (UI) PROTEÍNA (mg) A.E. (U/mg) RENDIM. (%) PURIFICAÇÂO (Vezes) Extrato Inicial Precipitação (Acetona) DEAE- Sepharose Sephacryl S-200 HR Mono S
11 TÉCNICA UTILIZADA COMO CRITÉRIO DE PUREZA ELETROFORESE A eletroforese é uma técnica relativamente simples e rápida e de alto valor informativo, que consiste na migração de molécula ionizadas de acordo com suas cargas elétricas e massa molar, submetidas a um campo elétrico - O suporte mais utilizado para conduzir a eletroforese é o gel de poliacrilamida, em condições nativas (PAGE) e desnaturantes (SDS-PAGE) - Sistema SDS-PAGE serve para a determinação da massa molar das proteínas presentes em uma amostra
12 Eletroforese em Gel de Poliacrilamida (PAGE) catodo Poços para as amostras amostra 1 mm O desenho ao lado mostra o tipo mais comum de cuba para PAGE. Na cuba, o gel é polimerizado entre duas placas de vidro ou plástico, afastadas 1 mm uma da outra. tampão Placas de vidro gel anodo tampão cuba vertical para mini-gel (10 X 8 cm)
13 - O SISTEMA PAGE É USADO PARA A ANÁLISE DO PADRÃO DE PROTEÍNAS NATIVAS PRESENTES NUMA AMOSTRA A quantidade de bandas que aparecem no gel é um indicativo da pureza de uma amostra
14 Sequenciamento de proteínas Etapas: 1) separar as cadeias 2) reduzir os grupamentos dissulfeto 3) hidrólise total 4) determinar os resíduos N- terminal 5) Hidrólise enzimática da cadeia 6) Determinar a sequência
15 fluorescência aminoácido Estrutura primária: é a sequência dos aminoácidos na cadeia polipeptídica. Para determinar a estrutura primária de uma proteína, é necessário primeiro conhecer a composição (número e tipos) de seus aminoácidos. A proteína pura é tratada com HCl 6N fervente para quebrar (hidrólise) as ligações peptídicas. Triptofano é destruído A mistura resultante é submetida a métodos cromatográficos (fase reversa, troca iônica) para separar os diferentes aminoácidos. Tempo de retenção (min) A posição do pico no cromatograma identifica o aminoácido. A área do pico quantifica o aminoácido.
16 Identificação do N-terminal FDNB- 2,4 dinitrofluorobenzeno (Sanger) (Edman) Sequenciadores automatizados fazem todas as etapas, com capacidade para realizar 30 ciclos por dia, a partir de picomoles de proteína.
17 Hidrólise parcial das cadeias polipeptídicas
18 Separação e análise dos peptídeos
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