RESUMO DA 3ª AVALIAÇÃO

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1 UNIPAC UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBERLÂNDIA. RESUMO DA 3ª AVALIAÇÃO Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo Disciplina: Comércio Exterior 14 - FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO DIRETA A forma direta de comercializar é aquela em que o exportador conduz todo o processo de exportação, desde os primeiros contatos com o importador até a conclusão da operação de venda. Nesse caso, o exportador cuida de todos os detalhes, desde a comercialização e entrega do produto até a cobrança, o que exige maior atenção administrativa, empenho de recursos humanos e de tempo. Embora mais ambiciosa, essa modalidade pode ser a mais lucrativa e propiciar um maior crescimento no mercado internacional. CONTATO DIRETO DO EXPORTADOR COM O IMPORTADOR Identificado o comprador estrangeiro - o que pode ser feito por meio de câmaras de comércio, consulados, embaixadas, participação em feiras e missões no exterior ou mesmo por iniciativa do importador - o próximo passo é a troca de correspondências para negociação das condições de venda: preço, forma de pagamento, prazo de entrega e responsabilidades de cada parte, dentre outros aspectos. Essa modalidade requer do exportador um mínimo de conhecimento sobre a forma de se realizar uma exportação. É preciso, também, que o exportador estruture sua empresa para esta tarefa ou contrate os serviços de profissionais experientes na área. VENDA POR INTERMEDIÁRIO DE AGENTE DE EXPORTAÇÃO OU REPRESENTANTE DO IMPORTADOR Nesse caso, a prospecção de mercado e o contato comercial é realizado por uma pessoa externa aos quadros da empresa exportadora, que promove ou comercializa seus produtos em troca de remuneração correspondente a um percentual sobre o valor da negociação concretizada. A figura do agente é especialmente recomendada quando a empresa não tem conhecimento da cultura comercial do mercado-alvo ou de aspectos relativos à legislação comercial local e a barreiras alfandegárias, como forma de evitar gastos com pesquisa de mercado e eventuais transtornos na concretização da exportação.

2 FILIAL DE VENDAS NO EXTERIOR É a extensão das atividades da empresa no mercado de destino, isto é, no país do importador. VENDAS PELOS CORREIOS Esta modalidade restringe-se, atualmente, à remessa de pequenos volumes, de valor até US$ , por meio do sistema logístico dos Correios. É especialmente indicada para empresas sem tradição em comércio exterior e que comercializam seus artigos em pequenas quantidades. Com esse serviço, o exportador evita os trâmites operacionais para registro da exportação e desembaraço aduaneiro no País e, se possível, também no país de destino. Além disso, o exportador pode receber o pagamento da venda pela sistemática de câmbio simplificado. Para obter mais informações sobre esta modalidade de exportação, consulte o site do Exporta Fácil. COMÉRCIO ELETRÔNICO O crescimento das operações comerciais via internet, conhecido como e-commerce ou comércio eletrônico, vem gerando significativas modificações nas relações comerciais em geral. A utilização desta modalidade proporciona atendimento direto ao consumidor de modo mais rápido e simples, a um custo reduzido. FORMA DE COMERCIALIZAÇÃO INDIRETA Nesse caso, a empresa utiliza os serviços de uma outra, cuja função é encontrar compradores para os seus produtos, em outros mercados. Esta modalidade requer a participação de uma empresa mercantil, que adquire mercadorias de indústrias ou produtores no mercado interno para posterior exportação. CONSÓRCIO EXPORTAÇÃO Caracteriza-se, geralmente, pela união de micro, pequenas e médias empresas com o objetivo de atingir um determinado mercado. Além da redução de custos, os consórcios possibilitam um aumento na capacidade de oferta de um ou mais produtos. Essa união deverá ser regida por uma entidade estabelecida juridicamente, sem fins lucrativos, na qual as empresas exportadoras vão trabalhar em conjunto, com o objetivo de melhorar a oferta. Para obter mais informações sobre consórcio, entre em contato com a agência mais próxima do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, ou acesse os sites do próprio SEBRAE. e Agência de Promoção de Exportações APEX - VENDA A EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS E A "TRADING COMPANIES" Modalidade de venda em que o produtor vende seu produto a empresas comerciais exportadoras, aí incluídas as denominadas trading companies. As empresas comerciais exportadoras podem facilitar o acesso a mercados já estabelecidos, em vista de seu know how e de seus contatos. Mesmo assim o exportador ainda retém uma grande parcela do controle do processo e pode usufruir benefícios oriundos da negociação (tais como estabelecer contatos e relações comerciais com concorrentes internacionais; aprender mais sobre as novas tecnologias etc.). Além disso a operação equipara-se, para fins de benefícios fiscais e de acesso a financiamentos na fase pré-embarque, a uma venda direta. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 1

3 VENDA NO MERCADO INTERNO PARA OUTRAS EMPRESAS QUE EXPORTAM POR SUA CONTA Do ponto de vista do fabricante, estas vendas não diferem das normais. Não foi a própria empresa produtora - mas sim uma outra - que percebeu o potencial do produto para ser inserido no mercado internacional. Ela, então, corre todos os riscos envolvidos e se encarrega de todos os detalhes referentes à exportação, em muitos casos sem a ciência do próprio fabricante. (muitas empresas, na verdade, só se interessam pela possibilidade de exportar quando descobrem que os seus produtos já estão sendo vendidos no exterior). REPRESENTANTES DE COMPRADORES EXTERNOS, LOCALIZADOS NO MERCADO INTERNO Existem várias empresas que compram produtos no mercado nacional para enviar para o exterior. Estes exportadores constituem um amplo mercado para uma grande variedade de bens e serviços. Neste caso, a empresa sabe que o seu produto está sendo exportado, mas continua sem participar do processo de exportação. MODALIDADES DE PAGAMENTO A escolha da modalidade de pagamento é feita de comum acordo entre o exportador e o importador e vai depender, basicamente, do grau de confiança comercial existente entre as partes, das exigências do país importador e das disponibilidades das linhas de financiamento. As principais modalidades de pagamento utilizadas no comércio internacional são: PRINCIPAIS MODALIDADES Pagamento Antecipado Remessa sem Saque Cobrança Documentaria Carta de Crédito PAGAMENTO ANTECIPADO O importador remete previamente o valor da transação, após o que, o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. Do ponto de vista cambial, o exportador deve providenciar, obrigatoriamente, o contrato de câmbio, antes do embarque, junto a um banco, pelo qual receberá reais em troca da moeda estrangeira, cuja conversão é definida pela taxa de câmbio vigente no dia. Esta modalidade de pagamento não é muito freqüente, pois coloca o importador na dependência do exportador. REMESSA SEM SAQUE O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque, sem o saque; promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e, posteriormente, providencia a remessa da quantia respectiva diretamente para o exportador. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 2

4 Esta modalidade de pagamento é de alto risco para o exportador, uma vez que, em caso de inadimplência, não há nenhum título de crédito que lhe garanta a possibilidade de protesto e início de ação judicial. No entanto, quando existir confiança entre o comprador e o vendedor, possui algumas vantagens, entre as quais: agilidade na tramitação de documentos; isenção ou redução de despesas bancárias. Cobrança Documentaria Ao contrário das duas modalidades anteriores, a cobrança documentária é caracterizada pelo manuseio de documentos pelos bancos. Os bancos intervenientes nesse tipo de operação são meros cobradores internacionais de uma operação de exportação, cuja transação foi fechada diretamente entre o exportador e o importador, não lhes cabendo a responsabilidade quanto ao resultado da cobrança documentária. O exportador embarca a mercadoria e remete os documentos de embarque a um banco, que os remete para outro banco, na praça do importador, para que sejam apresentados para pagamento (cobrança à vista) ou para aceite e posterior pagamento (cobrança a prazo). Para que o importador possa desembaraçar a mercadoria na alfândega, ele necessita ter em mãos os documentos apresentados para cobrança. Portanto, após retirar os documentos do banco, pagando à vista ou aceitando (assina, manifestando concordância) a cambial para posterior pagamento, o importador estará apto a liberar a mercadoria. Alguns documentos utilizados nesse tipo de operação: Fatura Comercial Conhecimento de Embarque Saque Apólice de Seguro CARTA DE CRÉDITO A carta de crédito, também conhecida por crédito documentário, é a modalidade de pagamento mais difundida no comércio internacional, pois oferece maiores garantias, tanto para o exportador como para o importador. É um instrumento emitido por um banco (o banco emitente), a pedido de um cliente (o tomador do crédito). De conformidade com instruções deste, o banco compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro (o beneficiário), contra entrega de documentos estipulados, desde que os termos e condições do crédito sejam cumpridos. Por termos e condições do crédito, entende-se a concretização da operação de acordo com o combinado, especialmente no que diz respeito aos seguintes itens: valor do crédito, beneficiário e endereço, prazo de validade para embarque da mercadoria, prazo de validade para negociação do crédito, porto de embarque e de destino, discriminação da mercadoria, quantidades, embalagens, UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 3

5 permissão ou não para embarques parciais e para transbordo, conhecimento de embarque, faturas, certificados, etc. A carta de crédito é uma ordem de pagamento condicionada, ou seja, o exportador só terá direito ao recebimento se atender a todas as exigências por ela convencionadas INCOTERMS Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) servem para definir, dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador, estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras, como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria, quem paga o frete, quem é o responsável pela contratação do seguro. Enfim, os Incoterms têm esse objetivo, uma vez que se trata de regras internacionais, imparciais, de caráter uniformizador, que constituem toda a base dos negócios internacionais e objetivam promover sua harmonia. Na realidade, não impõem e sim propõem o entendimento entre vendedor e comprador, quanto às tarefas necessárias para deslocamento da mercadoria do local onde é elaborada até o local de destino final (zona de consumo): embalagem, transportes internos, licenças de exportação e de importação, movimentação em terminais, transporte e seguro internacionais etc. Um bom domínio dos Incoterms é indispensável para que o negociador possa incluir todos os seus gastos nas transações em Comércio Exterior. Vale ressaltar que as regras definidas pelos Incoterms valem apenas entre os exportadores e importadores, não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas, tais como: despachantes, seguradoras e transportadores. ORIGEM Os Incoterms surgiram em 1936, quando a Câmara Internacional do Comércio - CCI, com sede em Paris, interpretou e consolidou as diversas formas contratuais que vinham sendo utilizadas no comércio internacional. O constante aperfeiçoamento dos processos negocial e logístico, com este último absorvendo tecnologias mais sofisticadas, fez com que os Incoterms passassem por diversas modificações ao longo dos anos, culminando com um novo conjunto de regras, conhecido atualmente como Incoterms SIGLAS Representados por siglas de 3 letras, os termos internacionais de comércio simplificam os contratos de compra e venda internacional, ao contemplarem os direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto às tarefas adicionais ao processo de elaboração do produto. Por isso, são também denominados "Cláusulas de Preço", pelo fato de cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria, adicionais aos custos de produção. SIGNIFICADO JURÍDICO Após agregados aos contratos de compra e venda, os Incoterms passam a ter força legal, com seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. Assim, simplificam e agilizam a elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 4

6 CATEGORIAS E de Ex (Partida - Mínima obrigação para o exportador) EXW - Ex Works Mercadoria entregue ao comprador no estabelecimento do vendedor. F de Free (Transporte Principal não Pago Pelo Exportador) FCA - Free Carrier FAS - Free Alongside Ship FOB - Free on Board Mercadoria entregue a um transportador internacional indicado pelo comprador. C de Cost ou Carriage (Transporte Principal Pago Pelo Exportador) CFR - Cost and Freight CIF - Cost, Insurance and Freight CPT - Carriage Paid To CIP - Carriage and Insurance Paid to O vendedor contrata o transporte, sem assumir riscos por perdas ou danos às mercadorias ou custos adicionais decorrentes de eventos ocorridos após o embarque e despacho. D de Delivery (Chegada - Máxima obrigação para o exportador) DAF - Delivered At Frontier DES - Delivered Ex-Ship DEQ - Delivered Ex-Quay DDU - Delivered Duty Unpaid DDP - Delivered Duty Paid O vendedor se responsabiliza por todos os custos e riscos para colocar a mercadoria no local de destino. EXW Ex Works: o produto e a fatura devem estar à disposição do importador no estabelecimento do exportador. Todas as despesas e quaisquer perdas e danos a partir da entrega da mercadoria, inclusive o despacho da mercadoria para o exterior, são da responsabilidade do importador. Quando solicitado, o exportador deverá prestar ao importador assistência na obtenção de documentos para o despacho do produto. Esta modalidade pode ser utilizada com relação a qualquer via de transporte. FCA - Free Carrier: o exportador entrega as mercadorias, desembaraçadas para exportação, à custódia do transportador, no local indicado pelo importador, cessando aí todas as responsabilidades do exportador. Essa condição pode ser utilizada em qualquer tipo de transporte, inclusive o multimodal. FAS Free Along Ship: as obrigações do exportador encerram-se ao colocar a mercadoria, já desembaraçada para exportação, no cais, livre junto ao costado do navio. A partir desse momento, o importador assume todos os riscos, devendo pagar inclusive as despesas de colocação da mercadoria dentro do navio. O termo é utilizado para transporte marítimo ou hidroviário interior. FOB Free on Board: o exportador deve entregar a mercadoria, desembaraçada, a bordo do navio indicado pelo importador, no porto de embarque. Esta modalidade é válida para o transporte marítimo ou hidroviário interior. Todas as despesas, até o momento em que o produto é colocado a bordo do veículo transportador, são da responsabilidade do exportador. Ao importador cabem as despesas e os riscos de perda ou dano do produto a partir do momento que este transpuser a amurada do navio. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 5

7 CFR Cost and Freight: o exportador deve entregar a mercadoria no porto de destino escolhido pelo importador. As despesas de transporte ficam, portanto, a cargo do exportador. O importador deve arcar com as despesas de seguro e de desembarque da mercadoria. A utilização desse termo obriga o exportador a desembaraçar a mercadoria para exportação e utilizar apenas o transporte marítimo ou hidroviário interior. CIF Cost, Insurance and Freight: modalidade equivalente ao CFR, com a diferença de que as despesas de seguro ficam a cargo do exportador. O exportador deve entregar a mercadoria a bordo do navio, no porto de embarque, com frete e seguro pagos. A responsabilidade do exportador cessa no momento em que o produto cruza a amurada do navio no porto de destino. Esta modalidade só pode ser utilizada para transporte marítimo ou hidroviário interior. CPT Carriage Paid to...: como o CFR, esta condição estipula que o exportador deverá pagar as despesas de embarque da mercadoria e seu frete internacional até o local de destino designado. Dessa forma, o risco de perda ou dano dos bens, assim como quaisquer aumentos de custos são transferidos do exportador para o importador, quando as mercadorias forem entregues à custódia do transportador. Este INCOTERM pode ser utilizado com relação a qualquer meio de transporte. CIP Carriage and Insurance Paid to...: adota princípio semelhante ao CPT. O exportador, além de pagar as despesas de embarque da mercadoria e do frete até o local de destino, também arca com as despesas do seguro de transporte da mercadoria até o local de destino indicado. O CIP pode ser utilizado com qualquer modalidade de transporte, inclusive multimodal. DAF Delivered At Frontier: o exportador deve entregar a mercadoria no ponto e local designados na fronteira, antes porém da linha limítrofe com o país de destino. Este termo é utilizado principalmente nos casos de transporte rodoviário ou ferroviário. DES Delivered Ex Ship: modalidade utilizada somente para transporte marítimo ou hidroviário interior. O exportador tem a obrigação de colocar a mercadoria no destino estipulado, a bordo do navio, ainda não desembaraçada para a importação, assumindo integralmente todos os riscos e despesas até aquele ponto no exterior. DEQ Delivered Ex Quay: o exportador deve colocar a mercadoria, não desembaraçada para importação, à disposição do importador no cais do porto de destino designado. Este termo é utilizado para transporte marítimo ou hidroviário interior, ou multimodal. DDU Delivered Duty Unpaid: o exportador deve colocar a mercadoria à disposição do importador no local e ponto designados no exterior. Assume todas as despesas e riscos para levar a mercadoria até o destino indicado, exceto os gastos com pagamento de direitos aduaneiros, impostos e demais encargos da importação. Este termo pode ser utilizado com relação a qualquer modalidade de transporte. DDP Delivered Duty Paid: o exportador assume o compromisso de entregar a mercadoria, desembaraçada para importação, no local designado pelo importador, pagando todas as despesas, inclusive impostos e outros encargos de importação. Não é de responsabilidade do exportador, porém, o desembarque da mercadoria. O exportador é responsável também pelo frete interno do local de desembarque até o local designado pelo importador. Este termo pode ser utilizado com qualquer modalidade de transporte. Trata-se do INCOTERM que estabelece o maior grau de compromissos para o exportador. Livro: Incoterms ª edição Ed. Aduaneiras UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 6

8 16 - LOGÍSTICA INTERNACIONAL A LOGÍSTICA COMO FERRAMENTA COMPETITIVA NO COMÉRCIO EXTERIOR Introdução As atividades de comércio e a necessidade de interação com outras localidades revelam a importância do transporte de mercadorias e pessoas no desenvolvimento de uma região. A zona produtora precisa distribuir seus produtos para a zona de consumo. A utilização racional dos meios de transportes oferecida a preços razoáveis, influi significativamente na competitividade dos produtos comercializados. O comércio exterior demanda eficiência na produção e na negociação das mercadorias. A colocação de produtos no mercado externo exige o aproveitamento adequado dos meios de transporte disponíveis. O transporte internacional é fator fundamental na definição do custo final da mercadoria e no atendimento das condições pactuadas com o importador de prazo e condições de entrega. Natureza da carga transportada Na identificação das características da carga devemos observar aspectos como: perecibilidade, fragilidade, periculosidade, dimensões e pesos considerados especiais. A carga pode ser classificada basicamente em: a) Carga Geral: carga embarcada, com marca de identificação e contagem de unidades, podendo ser soltas ou unitizadas; Soltas (não unitizadas): itens avulsos, embarcados separadamente em embrulhos, fardos, pacotes, sacas, caixas, tambores etc. Este tipo de carga gera pouca economia de escala para o veículo transportador, pois há significativa perda de tempo na manipulação, carregamento e descarregamento provocado pela grande quantidade de volumes. Unitizadas: agrupamento de vários itens em unidades de transporte; b) Carga a Granel (sólida ou líquida): carga líquida ou seca embarcada e transportada sem acondicionamento, sem marca de identificação e sem contagem de unidades (exemplos: petróleo, minérios, trigo, farelos e grãos, etc.); c) Carga Frigorificada: necessita ser refrigerada ou congelada para conservar as qualidades essenciais do produto durante o transporte (exemplos: frutas frescas, pescados, carnes, etc.); d) Carga Perigosa: aquela que, por causa de sua natureza, pode provocar acidentes, danificar outras cargas ou os meios de transporte ou, ainda, gerar riscos para as pessoas. É dividida pelo IMCO (Organização Marítima Consultiva Internacional) segundo as e) Neo-granel: carregamento formado por conglomerados homogêneos de mercadorias, de carga geral, sem acondicionamento específico, cujo volume ou quantidade possibilita o transporte em lotes, em um único embarque (exemplo: veículos) PREPARAÇÃO DA CARGA A SER TRANSPORTADA UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 7

9 EMBALAGEM Você deverá estar atento para alguns aspectos importantes quando da preparação da mercadoria para exportação. Merece atenção especial o controle da qualidade das embalagens utilizadas, seja a embalagem para transporte ou aquela que será apresentada ao consumidor final. São vários os motivos para isso, dentre os quais se destacam: exigências do mercado internacional, tanto sob o aspecto de cumprimento da legislação dos países importadores, quanto da adaptação da aparência externa de seu produto ao gosto do consumidor; imagem do país no exterior, pois a sua mercadoria estará sendo uma espécie de "cartão de visitas" de nosso país. Via de regra, as mercadorias devem ser embaladas pelo vendedor, tendo em vista a proteção durante transporte, movimentação, armazenagem, comercialização e consumo. FORMA DE SE EMBALAR UMA MERCADORIA UNITIZAÇÃO Corresponde à alocação de um conjunto de mercadorias em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de armazenamento e movimentação da carga sob forma mecanizada. Não constitui propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento ou transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos armazenados. PRÉ-LINGAGEM (AMARRAÇÃO OU CINTAMENTO) FORMAS MAIS COMUNS DE UNITIZAÇÃO Envolvimento da carga por redes especiais (slings) ou cintas com alças adequadas à movimentação por içamento. PALETIZAÇÃO Utilização de plataforma de madeira ou estrado destinado a suportar carga, fixada por meio de cintas, permitindo sua movimentação mecânica com o uso de garfos de empilhadeira. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 8

10 CONTEINER Colocação da carga em contêiner (cofre de carga), que é um recipiente construído de material resistente o suficiente para suportar uso repetitivo, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com segurança, inviolabilidade e rapidez, permitindo fácil carregamento e descarregamento e adequado à movimentação mecânica e ao transporte por diferentes equipamentos. Carga geral Carga a granel Carga frigorificada Carga perigosa Neo-granel ROTULAGEM E MARCAÇÃO DE VOLUMES Outros procedimentos importantes são a marcação dos volumes (capítulo XVI da Portaria Secex nº15) e a rotulagem da mercadoria. A rotulagem tem a função de transmitir a imagem da empresa, observando as regras de identificação do produto de acordo com a legislação do país importador. Sendo assim, você deve se informar acerca dessa legislação antes de criar os rótulos para o seu produto. A marcação dos volumes, feita pelo próprio exportador, é a identificação das mercadorias e do lote a ser embarcado. Esse procedimento tem a função de individualizar as mercadorias, facilitando sua identificação por parte do importador e das autoridades alfandegárias e fiscais, tanto no embarque quanto no desembarque. Veja abaixo alguns símbolos utilizados internacionalmente para identificar mercadorias com características especiais: UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 9

11 TRANSPORTE INTERNACIONAL O transporte é responsável pela maior parcela dos custos logísticos, tanto numa empresa, quanto na participação dos gastos logísticos em relação ao PIB em nações com relativo grau de desenvolvimento. Por essas razões, existe uma preocupação contínua para a redução de seus custos. Dentro dessas iniciativas, cabe destacar a integração entre os diversos modais de transporte, e o surgimento de operadores logísticos, ou seja, de prestadores de serviços logísticos integrados, capazes de gerar economias de escala ao compartilhar sua capacidade e seus recursos de movimentação com vários clientes. Papel do Transporte na Estratégia Logística O transporte é uma das principais funções logísticas, tem papel fundamental no desempenho de diversas dimensões ao Serviço ao Cliente. Representa, em média, cerca de 60% das despesas logísticas. As principais funções do transporte na Logística estão ligadas basicamente às dimensões de tempo e utilidade de lugar. Mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível. Entre os principais trade-offs que afetam a função transporte, destacam-se os relacionados ao Estoque e ao Serviço ao Cliente. O gestor de estoques possui comumente o objetivo de minimizar os custos com estoque, sem analisar todos os custos logísticos. Esse tipo de procedimento impacta de forma negativa outras funções logísticas, como, a produção, que passa a necessitar de maior flexibilidade, uma gestão de transporte caracterizada pelo transporte mais fracionado, que aumenta, de forma geral, o custo unitário de transporte. Dependendo do modal escolhido, o transit time poderá variar em dias. A escolha dependerá do nível de serviço desejado pelo cliente, e dos custos associados a cada opção. Para produtos de maior valor agregado, pode ser interessante o uso de modais mais caros e de maior velocidade. O serviço ao Cliente é um componente fundamental da Logística Integrada, as principais exigências do mercado geralmente estão ligadas à pontualidade do serviço à capacidade de prover um serviço porta a porta, à flexibilidade, no que diz respeito ao manuseio de uma grande variedade de produtos, ao gerenciamento dos riscos associados a roubos, danos e avarias e à capacidade de o transportador oferecer mais que um serviço básico de transporte, tornando-se capaz de executar outras funções logísticas. As respostas para cada uma dessas exigências estão vinculadas ao desempenho e às características de cada modal de transporte. ESTRUTURA DE CUSTOS PARA CADA MODAL Ferroviário Altos Custos Fixo em equipamentos, terminais, vias férreas etc; Custo Variável Baixo. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 10

12 Rodoviário Custos Fixos Baixos (rodovias estabelecidas e construídas com fundos públicos); Custo Variável Médio. Aquaviário/Marítimo Custo Fixo Médio (navios e equipamentos); Custo Variável Baixo (capacidade para transportar grande quantidade de tonelagem). Dutoviário Custo Fixo mais Elevado (direitos de acesso, construção, requisitos para controles das estações e capacidade de bombeamento); Custo Variável mais Baixo (nenhum custo com mão-de-obra de grande importância). Aeroviário Custo Fixo Alto (aeronaves e manuseio e sistemas de cargas); Alto Custo Variável (combustível, mão-de-obra, manutenção etc.). Características Operacionais A velocidade refere-se ao tempo decorrido de movimentação em data rota, também como transit time. A disponibilidade é a capacidade que um modal tem de atender a qualquer par origem-destino de localidades. A confiabilidade refere-se à variabilidade potencial das programações de entrega esperadas ou divulgadas. A capacidade refere-se à possibilidade de um modal de transporte de lidar com qualquer requisito de transporte, como tamanho e tipo de carga. A preferência pelo transporte rodoviário é em parte explicada por sua classificação de destaque em todas as cinco características. No Brasil, ainda existe uma série de barreiras que impedem que todas as alternativas modais, multimodais e intermodais, sejam utilizadas da forma mais racional. Impactos da Internet sobre o Transporte A Internet tem gerado necessidades específicas e também criado novas oportunidades para o planejamento, o controle e a operação das atividades de transporte. Entre essas, poderíamos citar a crescente demanda por entregas mais pulverizadas, o surgimento de portais de transporte e o potencial para rastreamento de veículos em tempo real. Pulverização de entregas Entrega Direta pelos Fabricantes. Por meio da internet, tornou-se possível para fabricantes de produtos de elevado valor agregado, a comercialização direta para os consumidores, eliminando da cadeia de suprimentos a necessidade de intermediários como distribuidores e varejistas. Surgimento de Portais Estão sendo estruturados portais na internet que fazem a intermediação entre transportadores e embarcadores. Caracterizado pela contratação de transporte spot. O portal busca um transportador que se interessa pelo transporte da carga, que tenta ao mesmo tempo obter as melhores condições para o embarcador. Rastreabilidade de Carregamentos: Uma das grandes vantagens que a internet oferece na melhoria da qualidade de serviço é a possibilidade de rastrear carregamentos. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 11

13 Vantagens Competitivas e Estratégias no Uso de Operadores Logísticos A utilização de operadores logísticos é, sem dúvida nenhuma, uma das mais importantes tendências da logística empresarial moderna, tanto global, quanto localmente. Comparação das características dos operadores logísticos com prestadores de serviços logísticos tradicionais. OTM OPERADOR DE TRANSPORTE MULTIMODAL O Operador de Transporte Multimodal é a pessoa jurídica contratada como principal para a realização do Transporte Multimodal de Cargas da origem até o destino, por meios próprios ou por intermédio de terceiros. Transporte Multimodal de Cargas é aquele que, regido por um único contrato, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino, e é executado sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal - OTM. Regulamentado desde 2000, somente a partir de 2005, as primeiras Habilitações, a atividade de OTM começa a se tornar realidade, mas ainda há alguns entraves a serem superados, como a questão do seguro e da cobrança do ICMS. O OTM é um dos principais elos do comércio globalizado, otimizando as Operações pela combinação dos modais mais adequados. MODELO OPERACIONAL (NORMAL) Armador Empresa Empresa Japã Marítim o Santo s Ferroviári o Udi Rodoviári o Cat MODELO OPERACIONAL ( OTM ) OTM Armador Empresa Empresa Japã Marítim o Santo Ferroviári o Udi Rodoviári o Cat UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 12

14 INTERMODALIDADE Conceito transporte intermodal é aquele que requer tráfego misto ou múltiplo, envolvendo mais de uma ou várias modalidades de transporte, é indicado para atingir locais de difícil acesso. Por exemplo, o transporte de cargas pode ter início dentro de uma cooperativa de produtores de grãos, ainda na cooperativa o grão é industrializado e embalado por embalagens primária (sacos plásticos) e secundária (fardos de papel pardo), após isso o transporte é iniciado com uso de caminhões que levam o produto nestas embalagens até um terminal ferroviário sendo a mercadoria acondicionada em container que por sua ves descarrega em outro terminal ferroviário em um grande centro onde para a sua entrega ao consumidor será novamente necessário um novo meio de transporte capaz de desenvolver a entega com agilidade e precisão. Assim tivemos primeiramente um transporte rodoviário, após um ferroviário e por fim outro transporte rodoviário constituindo um transporte intermodal (modalidades de transporte). Qual a diferença entre transporte Intermodal e Multimodal? Resposta - A multimodalidade e a intermodalidade são operações que se realizam pela utilização de mais de um modal de transporte. Isto quer dizer transportar uma mercadoria do seu ponto de origem até a entrega no destino final por modalidades diferentes. A intermodalidade caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para cada modal, bem como pela divisão de responsabilidade entre os transportadores. Na multimodalidade, ao contrário, existe a emissão de apenas um documento de transporte, cobrindo o trajeto total da carga, do seu ponto de origem até o ponto de destino. Este documento é emitido pelo OTM, que também toma para si a responsabilidade total pela carga sob sua custodia. (Resposta baseada na literatura intitulada: Logística de Transporte Internacional, de autoria de Samir Keedi). A REVOLUÇÃO Contêiner de 40pés UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 13

15 HUB PORTS PORTOS CONCENTRADORES Como funciona os portos concentradores de carga? São portos, onde os navios de grande porte, saem do exterior com destino para atracar nestes portos já nomeados, onde descarregam seus contêineres e retornam para o exterior. E os navios de pequeno porte retiram estes contêineres e faz distribuição nos portos brasileiros e nos países do mercosul, que não tem capacidade para receber os navios de grande porte (figuras 1 e 2). Configurando as operações de Cabotagem e Feeder (alimentadores). O que é operação de Cabotagem? É a operação dos navios que atracam somente nos portos brasileiros e nos portos dos países do Mercosul. O que operação Feeder (alimentadores)? É a operação dos navios que atracam somente nos portos brasileiros. Menor número de escalas Operações interestaduais Menores barreiras alfandegárias Mercados comuns áreas de livre comércio Operações internacionais Forte impulso à cabotagem Forte impulso ao feeder Desburocratização imperiosa Multimodalidade imprescindível! Figura 1 UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 14

16 OPERAÇÃO CABOTAGEM OPERAÇÃO FEEDER (alimentadores) Figura TRATAMENTO TRIBUTÁRIO Dentro do princípio mundialmente aceito de não se exportar tributos, o governo brasileiro tem procurado desonerar das exportações os tributos nacionais, permitindo às empresas ofertarem seus produtos a preços competitivos no mercado internacional. A desoneração fiscal ao longo da cadeia produtiva tem uma importância fundamental na composição final do preço de exportação. Por isso, é aconselhável que o exportador acompanhe continuamente a legislação referente ao assunto. Os principais tributos são: IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO (IE) O I.E., previsto na Constituição Federal, art. 153, inciso II., incide sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados, entendidos como sendo produtos de procedência estrangeira que foram importados a título definitivo. Cabe ao Poder Executivo relacionar os produtos sujeitos ao imposto. A regra é a não incidência, a isenção ou a alíquota zero para o IE, tendo em vista que a incidência desse tributo diminuiria a competitividade do produto nacional no mercado internacional. ICMS Imposto sobre a circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 15

17 Por força constitucional (Art. 155, inciso X-a da Constituição Federal), o ICMS não incide sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi-elaborados definidos em lei complementar. A Lei Complementar nº 87/96 de 13/09/96, conhecida como Lei Kandir, teve impactos positivos na cadeia produtiva, pois desonerou da cobrança do ICMS, as exportações de produtos primários e semi-elaborados, a aquisição de bens de capital, a energia consumida e os bens de uso e consumo das empresas. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI) Por força de imunidade constitucional (Art. 153, 3º, inciso III da Constituição Federal), o IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. Para saber mais sobre o Imposto de Produtos Industrializados, acesse o site da Secretaria Receita Federal. Lá você poderá obter informações sobre Leis, Decretos, Instruções Normativas, Atos Declaratórios, Regulamentos e Incentivos a Exportação relacionados a esse imposto. COFINS A COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) é uma contribuição social que se destina ao exclusivo financiamento das despesas com atividades-fim das áreas de saúde, previdência e assistência social. O PIS (Programa de Integração Social) é uma contribuição destinada a financiar o programa de seguro-desemprego e o abono anual aos empregados. Para saber mais sobre a COFINS e o PIS, acesse o site da Secretaria da Receita Federal. Lá você poderá obter informações sobre Leis, Medidas Provisórias, Decretos e Instruções Normativas, Atos Declaratórios, Portarias e Incentivos Fiscais relacionados a esses tributos RISCO CAMBIAL Com a entrada do EURO nas nossas vidas também desapareceu, entre os países aderentes, o Risco Cambial. Este palavrão econômico não representa mais que a incerteza em relação a variações futuras da taxa de câmbio. Por exemplo, se uma empresa francesa utilizava um preço de venda dum determinado produto e havia uma empresa nacional interessada em comprar esse produto era feita uma encomenda com uma data de entrega e era acordado um preço em francos. Se na data de entrega o franco tivesse sofrido uma apreciação face ao escudo a empresa nacional poderia sofrer grandes prejuízos. O inverso também é verdade, isto é, se o franco depreciasse a empresa nacional teria receitas extraordinárias. Para evitar estes sustos as empresas recorriam frequentemente a instituições financeiras para cobrir o risco, ou seja, funcionava como um seguro. Então, no fim, as empresas pagavam as taxas de conversão da moeda e, adicionalmente, os serviços de cobertura de risco às instituições financeiras. Com o EURO estas taxas e serviços deixaram de ser necessárias sobrando apenas as taxas (que já existiam) de transferência de dinheiro. O fim do Risco Cambial nas operações comunitárias torna as operações mais eficientes mas isso não significa que as vantagens sejam claras quando olhamos para um país em particular. Países com Balanças Comerciais desequilibradas, ou seja, com mais incidência de importações que exportações tendem a ter mais dificuldades num mercado com trocas mais eficientes. Note-se que haver mais segurança e menos custos nas transacções não é sinónimo de melhoria da Balança UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 16

18 Comercial porque se esta está inicialmente desequilibrada é natural que as importações cresçam mais depressa que as exportações num período inicial de aumento de trocas comerciais. Globalmente há vantagens mas há um enorme choque nas economias pouco competitivas. Não defendo mecanismos de compensação artificiais mas há que criar condições para que a coesão seja uma realidade porque senão os ganhos de eficiência são mal distribuídos. O fim do Risco Cambial significa que hoje há um preço fixo e conhecido em relação a uma operação futura. Significa que as trocas comerciais são mais seguras, menos sujeitas a especulação, que há mais confiança e taxas muito (mas muito) menores. Isto tudo com menos brurocracia. O senão é que não é de menosprezar. As economias menos produtivas tendem a cavar mais fundo o fosso entre importações e exportações enquanto não criarem condições de competitividade. Mas como os ganhos globais são positivos (e isso é indiscutível) eu considero possível, com um esforço de coesão, que todos ganhem. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 17

19 Referências Bibliográficas ADUANEIRAS, Disponível em acesso em 01/09/2008. ADUANEIRAS; Ltda, Regulamento Aduaneiro - O Decreto nº 6.759, publicado no Diário Oficial da União de 6 de fevereiro de 2009 [ internet 22/02/ :34:00. APEX, Disponível em acesso em 01/09/2008. BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Planejamento, Organização e Logística Empresarial. Tradução de Elias Pereira. 4.ed. Porto Alegre: Bookman, 2001, 532p. BRAZIL TRADE NET, Disponível em acesso em 14/07/2007. DORNIER, Philippe-Pierre, ERNST, Ricardo, FENDER, Michel, KOUVELIS, Panos. Operações Globais: textos e casos. São Paulo. Atlas Logística e G77, Disponível em acesso em 12/07/2007. KEEDI, Samir. A B C do Comércio Exterior: abrindo as primeiras páginas. 3.ed. São Paulo: Aduaneiras, p. LANZANA, Antonio Evaristo Teixeira. Fundamentos e Atualidades da Logística. 2. ed, São Paulo. Atlas, MF, Disponível em acesso em 03/02/2006. MALUF, Sâmia Nagib. Administrando o Comércio Exterior do Brasil, Ed. Aduaneiras MDIC, Disponível em acesso em 16/08/2007. SEBRAE, Disponível em acesso em 09/09/2008. SRF, Disponível em acesso em 16/01/2006. SRF, Disponível em htm; acesso em 14/07/2008. TAVARES, Mauro Calixta. Planejamento Estratégico. A opção entre o sucesso e o fracasso empresarial. São Paulo. Harbra, VIEIRA, Aquiles. Teoria e Prática Cambial: exportação e importação. 2.ed. São Paulo: Lex, p. UNIPAC Prof. Esp. Romoaldo J S do Carmo 18

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