PATOLOGIA DA ICTERÍCIA OBSTRUTIVA
|
|
|
- Isadora Alcântara Castilhos
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: ICTERÍCIA OBSTRUTIVA 30: , abr./jun Capítulo VI PATOLOGIA DA ICTERÍCIA OBSTRUTIVA PATHOLOGY OF OBSTRUCTIVE JAUNDICE Regina M. C. Leitão Médica Patologista da Disciplina de Cirurgia Experimental e Grupo de Transplante de Fígado; Pós-Graduanda a nível de Doutorado do Departamento de Patologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. CORRESPONDÊNCIA: Av. Dr. Arnaldo, 455, 3º andar Unidade de Fígado Cerqueira César São Paulo - SP. CEP: Tel: LEITÃO RMC. Patologia da icterícia obstrutiva. Medicina, Ribeirão Preto, 30: , abr./jun RESUMO: Neste artigo, são abordados dois aspectos da patologia da icterícia obstrutiva. O primeiro se refere à repercussão, a nível hepático, sendo analisadas as características morfológicas da colestase e seus principais marcadores, com ênfase no diagnóstico diferencial com causas intra-hepáticas e nas situações em que a biópsia hepática está indicada. O segundo destaca a importância do estudo anatomopatológico das doenças causadoras de obstrução extra-hepática, principalmente no diagnóstico diferencial entre colangiopatias inflamatórias e neoplásicas. UNITERMOS: Obstrução das Vias Biliares Extra-hepática. Colestase Intra-hepática. Biópsia. Fígado. Colestasia. Patologia. INTRODUÇÃO Dentro do estudo anatomopatológico da icterícia obstrutiva, podemos distinguir dois aspectos. O primeiro se refere ao estudo das alterações encontradas no tecido hepático, produzidas em reação ao processo obstrutivo, e ao seu diagnóstico diferencial com outras doenças. Neste contexto, é importante a definição morfológica de colestase e a informação obtida através da biópsia hepática, que fornece não apenas dados referentes ao diagnóstico etiológico e tipo de lesão, mas permite, também, a avaliação da duração da colestase, grau de destruição estrutural do fígado, ou seja, o estadiamento da doença e do seu grau de atividade. O segundo aspecto se refere ao diagnóstico de processos causadores de obstrução, envolvendo o estudo anatomopatológico das vias biliares extra-hepáticas. Neste contexto, destaca-se o diagnóstico diferencial entre processos de natureza inflamatória e neoplásica. EXPRESSÃO MORFOLÓGICA NO TECIDO HEPÁTICO Sob o ponto de vista morfológico, podemos definir a colestase em três níveis: macroscópico, microscópico e ultraestrutural. Macroscopicamente, a colestase corresponde à coloração verde da superfície externa e de corte do fígado, ou do fragmento de biópsia. Microscopicamente, é caracterizada pela visualização do pigmento biliar no tecido hepático, preparado através de processamento convencional, para inclusão em parafina. À microscopia eletrônica, a colestase é definida pela presença de alterações típicas a nível do pólo canalicular do hepatócito: dilatação do canalículo, diminuição ou distorção das microvilosidades 1,2, mesmo na ausência de pigmento biliar detectável ou até mesmo na ausência de colestase clínica. Nem sempre a colestase clínica corresponde à colestase morfológica, havendo numerosas situações 209
2 RMC Leitão A icterícia obstrutiva refere-se, caracteristicamente, a processo obstrutivo mecânico da via biliar extra-hepática, envolvendo, portanto, doenças de grandes ductos biliares. As colestases de origem intra-heem que o paciente ictérico não necessariamente apresenta pigmento biliar detectável na biópsia como, por exemplo, na maioria das hepatites agudas virais, que podem levar à colestase clínica, independente da presença de pigmento biliar no tecido. A ausência de pigmento biliar no tecido de pacientes clínica e laboratorialmente colestáticos pode ser, em parte, atribuída à remoção do pigmento pelo processamento para microscopia de luz 3 e, em parte, às próprias características de algumas doenças, nas quais a colestase morfológica aparece tardiamente, como a cirrose biliar primária ou obstrução parcial de grandes ductos biliares. Em alguns animais, como o rato, muito utilizados em modelos experimentais, mesmo com a ligadura do ducto biliar, não ocorre colestase zona III (H&E, 250X). morfológica 4. O patologista deve estar atento para a presença de doenças colestáticas, mesmo na ausência de colestase tecidual. A presença de pigmento biliar na biópsia hepática é melhor definida como bilirrubinostase. O pigmento biliar pode estar localizado a nível intracelular (em hepatócitos ou células de Kupffer), canalicular, formando cilindros que moldam a estrutura do canalículo (Figura 1), ou no interior de ductos biliares neoformados, sob a forma de cilindros calibrosos (Figura 2). A distribuição pode se dar, preferencialmente, em zona III, II ou I, ou ser difusa. 210 Figura 1 - Colestase tecidual (bilirrubinostase) intra-hepatocitária e intracanalicular ( ) em Figura 2 - Reação portal caracterizada por fibrose, edema, infiltrado inflamatório contendo neutrófilos, proliferação ductular (*) e presença de cilindros biliares em ductos neo-formados ( ) (H&E, 400X).
3 Patologia da icterícia obstrutiva pática, por outro lado, estão relacionadas a um amplo espectro de doenças com lesão a nível biliar intra-hepático ou hepatocelular. Geralmente, no adulto, os métodos radiológicos são freqüentemente suficientes para o diagnóstico das colestases extra-hepáticas no adulto 5, sendo a biópsia hepática indicada, predominantemente, nos casos de colestase intra-hepática, nos quais dúvidas quanto à etiologia ou tipo de lesão, bem como sobreposição de quadros, são mais freqüentes. Entretanto, não é raro o confronto do patologista com casos de diagnóstico diferencial entre colestase extra ou intra-hepática. Definem-se, como colestase extra-hepática, as situações nas quais há um bloqueio, em qualquer nível, da via biliar extra-hepática ou no porta-hepatis, à passagem do fluxo biliar, produzido por cálculos, tumores, cistos e estenoses de natureza variada, que constituem as principais causas de icterícia obstrutiva. A seqüência cronológica exata da reação hepática ao processo obstrutivo é difícil de ser estabelecida, admitindo-se a existência de alterações evolutivas, subdivididas em precoces e tardias. Inicialmente, observa-se colestase intracelular e canalicular em zona III, associada a reação portal, caracterizada por edema e infiltrado inflamatório misto, contendo neutrófilos, proliferação ductular e proliferação fibroblástica. Nesta fase, podem-se observar, também, focos isolados de necrose hepatocelular e proliferação de células de Kupffer. A intensidade da reação portal é variável, dependendo, provavelmente, do tipo e localização da obstrução. Com a persistência da obstrução, aumenta a proliferação ductular, originando numerosos ductos neoformados, há aumento do componente neutrofílico do infiltrado inflamatório e fibrose (Figura 2). Na obstrução extra-hepática, a proliferação ductular dá-se, principalmente, através da hiperplasia de células do ducto biliar, que se torna tortuoso 4. Pode ocorrer, também, metaplasia ductular de hepatócitos periportais ou neoformação a par- tir de células primitivas 6. O pigmento biliar passa a ser distribuído em todo o lóbulo, surgindo sob a forma de cilindros castanho-esverdeados, em ductos neoformados. A intensidade da reação portal e a presença de cilindros biliares em ductos neoformados são dados fundamentais para o diagnóstico de obstrução. A presença de pigmento biliar no interior do hepatócito leva a alterações de praticamente todas as organelas, principalmente mitocôndrias, lisossomos, retículo endoplasmático e citoesqueleto, dependentes da duração e da intensidade da colestase, que podem levar à lesão balonização citoplasmática, e morte celular nas áreas colestáticas. Nestas circunstâncias, ocorre uma reação sinusoidal, caracterizada pela proliferação de células de Kupffer que fagocitam o pigmento e hepatócitos necróticos. Portanto, a presença de pigmento em células de Kupffer implica numa certa duração e intensidade da colestase. A nível hepatocelular, pode-se observar, também, aspecto de indução citoplasmática em zona III, devido a hipertrofia do retículo endoplasmático. As alterações a nível do citoesqueleto levam à formação de inclusões intracitoplasmáticas do tipo hialino de Mallory, de distribuição periportal (Figura 3). Nas colestases de longa duração, o acúmulo de sais biliares leva ao aparecimento de colatestase definida pela presença de acúmulos de histiócitos xantomatosos, Figura 3 - Alterações citoplasmáticas hepatocelulares secundárias a colestase crônica: balonização (*) e formação de inclusões eosinofílicas do tipo hialino de Mallory ( ) (H&E, 400X). 211
4 RMC Leitão Figura 4 - Infarto biliar: hepatócitos necróticos substituídos por cilindro biliar envolto por macrófagos epitelióides e xantomatosos (H&E, 650X). a nível lobular e periportal. Este tipo de alteração ocorre mesmo na ausência de pigmento biliar, como nas obstruções parciais ou em doenças intra-hepáticas como a cirrose biliar primária, na qual a bilirrubinostase costuma ser um fenômeno mais tardio. Embora, atualmente, detectado raras vezes, em biópsias hepáticas, devido à intervenção terapêutica cada vez mais precoce, no processo obstrutivo, é altamente característico de obstrução extra-hepática, de longa duração a presença de infartos biliares, isto é, grandes cilindros intralobulares, que levam a focos de necrose hepatocelular e a formação de estruturas granulomatosas, constituídas por macrófagos xantomatosos e por células gigantes multinucleadas, ao redor dos mesmos (Figura 4). Uma complicação da obstrução extra-hepática é o aparecimento de colangite, definida, histologicamente, pela permeação de ductos biliares originais, interlobulares ou septais por células inflamatórias polimorfonucleares. Os eventos decorrentes da obstrução extra-hepática, principalmente a nível portal, são muito bem conhecidos e estudados, experimentalmente, sendo clássicos os modelos experimentais de cirrose e hipertensão portal por meio da ligadura do ducto biliar 4,7. Nas fases iniciais da obstrução, a reação portal é discreta, tornando-se progressivamente mais intensa, com a persistência do processo obstrutivo, que estimula a proliferação de colágeno, e a evolução para cirrose. Em qualquer fase do processo, o alívio da obstrução leva a uma redução da proliferação de colágeno e ao desaparecimento da colestase, mesmo na permanência das alterações estruturais 7. É importante ressaltar que, mesmo nas fases cirróticas de obstrução mecânica extra-hepática, não ocorre desaparecimento dos ductos biliares intra-hepáticos 8. Existe um problema de nomenclatura relacionado à colestase extra-hepática devido ao fato de muitos patologistas denominarem como cirrose biliar secundária qualquer quadro obstrutivo com fibrose portal, independente de ele estar na fase cirrótica ou não. É mais conveniente que o processo seja denominado segundo a fase em que se encontra, fibrose biliar secundária, fibrose biliar secundária em transformação nodular e, finalmente, cirrose biliar secundária. Na Tabela I, encontram-se resumidas as principais alterações lobulares e portais, precoces e tardias, observadas na obstrução extra-hepática. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Do ponto de vista histopatológico, valoriza-se, como marcadores de processo obstrutivo, a intensidade da reação portal, em termos de proliferação ductular, infiltrado neutrofílico e fibrose, e a presença de cilindros biliares em ductos neoformados. A diferenciação entre colestase extra ou intra-hepática pode ser muito difícil, sendo fundamental a correlação com achados clínicos e principalmente radiológicos O estudo anatomopatológico do fígado, na icterícia obstrutiva, apresenta graus diferentes da importância na criança, particularmente no recém-nascido, e no adulto. A biópsia hepática desempenha papel fundamental no diagnóstico da icterícia obstrutiva do re- 212
5 Patologia da icterícia obstrutiva Tabela I - Principais alterações lobulares e portais nas fases precoce e tardia da obstrução extra-hepática PRECOCES TARDIAS LOBULARES bilirrubinostase intracelular e bilirrubinostase difusa canalicular em zona III balonização hepatocelular rosetas hepatocelulares (feathery degeneration) necroses focais colatestase hipertrofia de células de Kupffer hialino de Mallory periportal infarto biliar PORTAIS edema infiltrado inflamatório, contendo infiltrado inflamatório (linfócitos, numerosos neutrófilos neutrófilos) intensa proliferação ductular proliferação ductular discreta, cilindros biliares em ductos podendo conter cilindros biliares neoformados proeminentes proliferação fibroblástica fibrose septos porta-porta transformação nodular cém-nascido, principalmente no diferencial entre hepatite neonatal e atresia de vias biliares. A atresia de vias biliares é o resultado final de um processo inflamatório destrutivo que afeta a via biliar intra e extra-hepática, levando à fibrose e obliteração da via biliar e à cirrose hepática, sendo a causa mais freqüente de colestase crônica da infância e a principal indicação de transplante hepático, no grupo pediátrico 9. A possibilidade de tratamento através da portoenteroanastomose depende fundamentalmente do diagnóstico precoce, nas primeiras semanas de vida, devendo a operação ser realizada, preferencialmente, antes de dois meses de idade e na ausência de colangite. Nas crianças, nas quais se consegue boa drenagem biliar e desaparecimento da icterícia, a sobrevida de dez anos chega a 92% 10. Entretanto, por se tratar de um procedimento não curativo e dependente de numerosas variáveis, a indicação de transplante hepático subseqüente à portoenteroanastomose é freqüente, ocorrendo em cerca de 80% dos casos 11. Os dados laboratoriais e radiológicos são, geralmente, inconclusivos na atresia de vias biliares, desempenhando a biópsia hepática papel fundamental no diagnóstico. Dentre os achados histológicos, destacam-se a presença de reação portal (edema, neutrófilos, fibrose, proliferação ductular) na maior parte dos espaços porta, presentes na amostra, e a presença de cilindros biliares intraductais, independentemente do grau de lesão hepatocelular ou colestase a nível lobular. Em recente trabalho, Zerbini et al. 12 descreveram a importância destes marcadores, aplicados sob a forma de um modelo matemático, com acuracidade diagnóstica de 90.5%, sensibilidade de 100% e especificidade de 75.9%. Os marcadores histológicos associados com pior prognóstico são comprometimento importante da via biliar intra-hepática, a presença de cirrose e alto grau de lesão hepatocelular (componente hepatítico) na biópsia inicial, e a ausência de ductos a nível hilar 13. A evolução, após a portoenteroanastomose, parece estar diretamente relacionada com o tamanho de ductos biliares remanescentes na porção proximal do porta hepatis. A presença de ductos com lúmen maior que 150µ e revestidos por epitélio colunar tem sido associada com bons resultados 14,15. As dificuldades diagnósticas, na obstrução extra-hepática do adulto, ocorrem nos casos de obstrução biliar incompleta, segmentar, subtotal ou intermitente, nas fases iniciais, quando o quadro predominante é colestase em zona III, e nos casos em que os achados radiológicos são inconclusivos ou de difícil interpretação. A obstrução biliar incompleta está freqüentemente associada a pancreatite crônica e neoplasias de evolução lenta. Tipicamente, não cursa com colestase morfológica 16, levando a uma reação portal mais insidiosa, também caracterizada por fibrose e proliferação ductal, tendendo o infiltrado inflamatório a ser predominantemente linfomonocitário e periductal, havendo também alterações degenerativas do epitélio biliar. A colestase intra-hepática compreende um amplo espectro de doenças bastante diferentes entre si, que têm em comum a presença de distúrbio da secreção 213
6 RMC Leitão biliar, decorrente de mecanismo localizado dentro dos limites anatômicos do fígado, a nível hepatocelular, canalicular, colangiolar ou ductular. Excluindo-se o fígado histologicamente normal, que pode ser encontrado em alguns tipos de colestase, e tendo como parâmetro a presença de colestase morfológica, grau de lesão hepatocelular, grau de comprometimento portal e dano estrutural, podemos definir os seguintes padrões morfológicos de colestase intra-hepática: colestase pura, colestase reacional/colangiolar, hepatite colestática, doença hepatobiliar crônica, ativa, ductopênica, e as colangites agudas e crônicas, não ductopênicas. Existe, ainda, a colestase que aparece no decurso de doenças previamente estabelecidas, não primariamente colestáticas. Os principais diagnósticos diferenciais com processos obstrutivos no adulto compreendem: 1 - Colestase pura: Caracterizada pela presença de colestase intracelular e canalicular, predominantemente em zona III, estando os espaços porta e os hepatócitos de áreas não colestáticas minimamente alterados ou preservados 17. Este quadro pode ocorrer em associação ao uso de drogas, principalmente derivados hormonais, como anticoncepcionais e anabolizantes 18 geralmente com evolução benigna e remissão após a suspensão do agente causal, embora exista a possibilidade de evolução para cronicidade, que se caracteriza pelo surgimento de comprometimento portal e fibrose; durante o terceiro trimestre da gravidez, possivelmente relacionado a fatores hormonais e predisposição genética 19 e na colestase familiar recorrente, doença de base genética, na qual ocorrem múltiplos episódios de colestase clínica, laboratorial e morfológica, durante a vida do indivíduo. Tida, inicialmente, como doença não evolutiva, este conceito tem mudado diante do relato de casos com aparecimento de alterações portais e fibrose progressivas Doença hepatobiliar crônica, ativa, ductopênica: Este grupo caracteriza-se pela presença de reação portal proeminente, graus variados de lesão de ductos biliares interlobulares ou septais, com evolução para ductopenia (desaparecimento dos ductos biliares intra-hepáticos), necrose de hepatócitos periportais ou periseptais (placa limitante hepatocelular), e colestase morfológica de aparecimento precoce ou tardio, predominantemente periportal ou periseptal, nas fases cirróticas. A reação portal é caracterizada por fibrose, infiltrado inflamatório, geralmente misto, composto por linfócitos, neutrófilos, eosinófilos e monócitos, proliferação ductular, principalmente a partir de hepatócitos da placa limitante 21. Nas fases tardias, observam-se também as conseqüências da colestase crônica, decorrentes do acúmulo de sais biliares no tecido, como a formação de agrupamentos de células xantomatosas, intralobulares e periportais, e as alterações do citoesqueleto, com o aparecimento de corpúsculos de Mallory, também em localização periseptal. Destacamos, neste grupo, doenças metabólicas, distúrbios de sais biliares e a deficiência de alfa 1 antitripsina; doenças de base imunológica, como a cirrose biliar primária (CBP), colangite esclerosante primária (CEP), e sarcoidose 22 ; e muitas outras, ainda obscuras, como a ductopenia idiopática, do adulto 23. Algumas podem apresentar marcadores histopatológicos específicos, importantes para o diagnóstico diferencial, como os granulomas periductais da CBP, ou a fibrose concêntrica ductal da CEP. Entretanto, mais do que um diagnóstico específico, que depende de outros dados para ser concluído (presença de anticorpos antimitocôndriais na CBP e quadro colangiográfico na CEP), a biópsia é fundamental para definir o estadiamento e o grau de atividade da doença. As doenças hepatobiliares crônicas, ductopênicas evoluem para cirrose e constituem indicação de transplante. 3 - Colestase reacional/colangiolítica: Caracteriza-se pela presença de cilindros biliares no interior de colangíolos dilatados, podendo ou não haver colestase intra-hepatocitária e canalicular. Este padrão de colestase é observado no decurso de infecções graves, septicemia, nutrição parenteral prolongada, choque, e na icterícia pós-operatória 24,25. A colestase colangiolar também pode ser decorrente de necrose hepática extensa, ocorrendo na fase de regeneração de hepatites agudas graves. Devido à freqüente associação com infecções, este quadro foi, inicialmente, denominado colangite lenta 26, nome que consideramos impróprio, por não se tratar realmente de colangite. Presume-se que tenha importância, na gênese deste quadro, uma alteração do conteúdo de água da bile secundária, à ação de toxinas, choque ou outras causas, resultando numa bile mais espessa, com tendência a deposição a nível colangiolar 26. A evolução do quadro colestático vai depender da gravidade da doença de base, havendo regressão na maioria dos casos. 214
7 Patologia da icterícia obstrutiva 4 - Hepatite aguda colestática: Nestes casos, observa-se lesão hepatocelular difusa, associada a colestase intracelular ou canalicular, geralmente em zona III. Embora, virtualmente, qualquer hepatite aguda possa cursar com colestase, como as de etiologia viral, principalmente pelos vírus das hepatites C e E, este quadro é mais freqüentemente produzido por drogas, tais como anestésicos, propiltiuracil, eritromicina, etc 18,26. Independente da presença de colestase tecidual, hepatites agudas, quer sejam virais, metabólicas ou tóxicas, levam à colestase clínica. Nas hepatites agudas graves, com necrose confluente ou necrose hepática submaciça, sempre se observa colestase tecidual, principalmente, na fase de regeneração. As hepatites colestáticas também são passíveis de evolução para a cronicidade, através de formas colangíticas ou ductopênicas. 5 - Colangite aguda: Caracteriza-se pela permeação de ductos biliares interlobulares ou septais por neutrófilos, acompanhada de reação portal. A colangite aguda é classicamente associada à infecção ascendente da via biliar, decorrente de obstrução. Entretanto, ela nem sempre se acompanha de evidências histopatológicas de obstrução extra-hepática ou colestase morfológica 19. Ocorre, também, associada a choque endotóxico 27 e a drogas, havendo, neste grupo, relato de casos com evolução para ductopenia Colangite crônica: Caracteriza-se pela presença de inflamação crônica de ductos biliares intra-hepáticos com infiltrado inflamatório misto, fibrose, e proliferação glandular periductal, evoluindo com surtos de colangite supurativa, que podem levar a quadros graves de septicemia. A colestase morfológica pode ou não estar presente. Apresentam este padrão de lesão a colangioepatite oriental, descrita nas parasitoses de vias biliares intra-hepáticas como a clonorquíase e, em nosso meio, a ascaridíase 29, a doença de Caroli, e a litíase intra-hepática. Embora a lesão da via biliar seja importante, não costumam cursar com ductopenia. 7 - Colestase no decurso de doenças previamente estabelecidas: Geralmente, o aparecimento de colestase morfológica, em doenças não primariamente colestáticas, está associado a agravamento da doença. Isto é observado na esteatoepatite alcoólica, onde a presença de colestase, associada à metaplasia ductular, que freqüentemente ocorre nesta doença, pode levar à confusão diagnóstica com doença hepatobiliar; nas cirroses de etiologia viral, no decurso de descompensação por infecção, choque ou desenvolvimento de neoplasia; nos surtos de atividade da hepatite autoimune ou seroconversão AgHbe/AntiHBe, na hepatite crônica, ou cirrose pelo vírus da hepatite B, sendo, nestes dois últimos casos, acompanhada por alto grau de lesão hepatocelular. ESTUDO ANATOMOPATOLÓGICO DAS VIAS BILIARES EXTRA-HEPÁTICAS Em termos gerais, podemos dividir as doenças da via biliar extra-hepática em colangiopatias congênitas, que incluem a atresia de vias biliares, já abordada anteriormente, e o cisto de colédoco; colangiopatias inflamatórias, tais como colangite esclerosante primária, doenças parasitárias e estenoses iatrogênicas, e colangiopatias neoplásicas, que compreendem os adenocarcinomas, originados em diferentes níveis da via biliar. As neoplasias benignas de ductos biliares extra-hepáticos são extremamente raras, havendo relatos de casos de adenomas e tumor de células granulosas 30,31. O estudo anatomopatológico das vias biliares extra-hepáticas é importante no contexto da definição do diagnóstico do processo obstrutivo, principalmente no diferencial entre colangiopatias inflamatórias e neoplásicas. O cisto de colédoco é constituído por uma dilatação focal fusiforme ou esférica do ducto biliar comum, que pode conter, na cavidade, grandes quantidades de bile um a dois litros, obstruindo secundariamente outros ductos ou o duodeno. Pode estar associado a outras más-formações congênitas da via biliar ou de outros locais, ou a doença hepática do grupo das doenças hepatobiliares fibropolicísticas. Geralmente, é diagnosticado por métodos radiológicos, principalmente ultra-sonografia, e, embora seja a causa mais comum de icterícia obstrutiva na infância, pode se manifestar em qualquer idade. Macroscopicamente, apresenta parede fibrosa, estando a extremidade distal geralmente estenosada. O aspecto histológico depende da idade do paciente na época da ressecção. No recém-nascido, mostra-se revestido por epitélio colunar, com inflamação escassa; em crianças maiores, nota-se maior grau de inflamação e erosões, com descontinuidade do epitélio; em adultos, nota-se intensa inflamação e destruição epitelial, e a presença de estruturas glandulares intramurais metaplásicas. Pode ocorrer, também, em adultos, associação com papiloma e adenocarcinoma 32, e, mais raramente, com tumores carcinóides e de origem muscular 33,
8 RMC Leitão No grupo das colangiopatias inflamatórias destaca-se a colangite esclerosante primária, por ser uma doença progressiva, na qual ocorre uma fibrose progressiva dos ductos biliares, de causa desconhecida, que leva a episódios recorrentes de colangite aguda, à colestase crônica e à cirrose hepática, fortemente associada com o desenvolvimento de colangiocarcinoma, podendo ser considerada uma doença pré-neoplásica. A prevalência da CEP é estimada em pelo menos dois a sete casos por cem mil habitantes 35. Cerca de 70-80% dos casos de CEP apresentam associação com doença intestinal inflamatória crônica, principalmente retocolite ulcerativa 35. Observa-se, também, aumento da incidência de neoplasias colorretais, em pacientes portadores de RCUI, que desenvolvem CEP 36. Embora comprometa a via biliar como um todo, 15 a 20% dos pacientes apresentam predomínio de estenoses extra-hepáticas, principalmente hilares 37. Como já referido, o aspecto radiológico é característico e considerado o gold standard diagnóstico. Entretanto, na presença de estenose localizada é necessário excluir-se a possibilidade de colangiocarcinoma. O exame histológico de ductos biliares extra-hepáticos, na CEP, mostra espessamento fibroso da parede e a presença de infiltrado inflamatório, geralmente, linfomonocitário, que tende a se tornar mais denso ao redor das glândulas periductais. Tais achados são inespecíficos e podem estar presentes também em estenoses iatrogênicas. O termo colangiopatias neoplásicas referese a adenocarcinomas originados nos ductos biliares intra ou extra-hepáticos, a partir de colangiocitos ou de glândulas periductais, denominados, genericamente, de colangiocarcinomas e classificados, quanto ao local de origem, como periféricos, originados em ductos intra-hepáticos, e extra-hepáticos, que podem ser proximais (ducto hepático comum, direito ou esquerdo), mediais (ducto hepático comum entre o cístico e o pâncreas) e distais (região periampular). Existe uma predileção quanto à origem em áreas de bifurcação e região periampular. O termo tumor de Klatskin ou hilar é utilizado para tumores originados na bifurcação dos ductos hepáticos direito e esquerdo. Cerca de 99% dos colangiocarcinomas são extra-hepáticos, dos quais 4% multicêntricos, 50% hilares, 25% mediais e 20% distais. Incide mais freqüentemente no sexo masculino (1.3 a 2.4) e em torno da quinta década. A icterícia é a manifestação clínica mais freqüente, estando presente em 90% dos casos, geralmente acompanhada de prurido, emagrecimento, anorexia e desconforto abdomi- nal. Cerca de um terço dos pacientes apresenta evidências de episódios de colangite aguda. Uma forma rara, porém importante, de apresentação do colangiocarcinoma extra-hepático é o complexo atrofia-hipertrofia, que ocorre quando o tumor obstrui o fluxo biliar de um dos lobos hepáticos. O lobo afetado evolui com atrofia e o lobo contralateral desenvolve hipertrofia compensatória que pode se manifestar como massa abdominal e aumento de fosfatase alcalina 38. Existem fatores de risco bem documentados para colangiocarcinoma, cujo denominador comum parece ser a estase e inflamação crônica da via biliar. O fator de risco mais importante, pelo menos no Ocidente, é a CEP. Cerca de 10 a 30% dos pacientes com CEP desenvolvem colangiocarcinoma 39. O aparecimento da neoplasia, geralmente, se associa à deterioração clínica. Um método importante para diagnóstico de colangiocarcinoma, no contexto da CEP, é a dosagem do marcador tumoral CA 19-9, que, na presença da neoplasia, pode atingir níveis muito elevados 39. Muitas vezes, o tumor só é detectado durante a dissecção para transplante hepático, contra-indicando a realização do mesmo, ou no exame anatomopatológico do fígado retirado, restringindo o prognóstico do paciente após o transplante. A retocolite ulcerativa idiopática, à qual, freqüentemente, a CEP está associada, também é considerada um fator importante, sendo o risco relativo, nos pacientes portadores desta doença, estimado em trinta vezes o da população normal 35. Ainda não é bem estabelecido se a RCUI constitui um fator de risco independente ou se este se relaciona ao desenvolvimento de CEP. Outros fatores de risco incluem a infestação da via biliar por parasitas como a clonorquíase, prevalente no extremo Oriente, calculose intra-hepática, doença de Caroli, e cisto de colédoco. Histologicamente, os colangiocarcinomas são adenocarcinomas com graus variados de diferenciação, freqüentemente bem diferenciados, e intensamente desmoplásicos, sendo o padrão típico representado por estruturas glandulares discretamente atípicas, em meio a grande quantidade de colágeno (Figura 5). Devido a esta forma característica, apresentam crescimento difuso ao redor da parede e ao longo dos ductos biliares, não constituindo nódulos ou massas. Esta forma de apresentação tem implicações importantes, diagnósticas, terapêuticas e prognósticas. Existe uma forma conhecida como colangiocarcinoma papilar, intraductal, de crescimento limitado e melhor prognóstico, após ressecção, quando comparada com o tipo difuso. 216
9 Patologia da icterícia obstrutiva Figura 5 - Colangiocarcinoma: estruturas glandulares neoplásicas dispostas em estroma conjuntivo denso, caracterizando desmoplasia (H&E, 450X). DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL O diagnóstico diferencial entre colangiopatias inflamatórias e neoplásicas é, muitas vezes, difícil de ser feito, mesmo com a utilização de vários métodos. O estudo anatomopatológico pode ser feito pela análise citológica de amostras obtidas através de aspiração ou escovado biliar, por via endoscópica. Os critérios citológicos que favorecem o diagnóstico de neoplasia são irregularidades do contorno nuclear, cromatina densa e aumento da relação núcleo-citoplasmática 40. Em geral, os procedimentos citológicos possibilitam colheita de material adequado em cerca de 70% dos casos 41. As amostras obtidas através de escovado, nas áreas suspeitas, possibilitam maior sensibilidade diagnóstica, variando entretanto de 44 a 100% 40. As biópsias endoscópicas transpapilares têm mostrado sensibilidade em torno de 88% 42. No caso de biópsias, são critérios importantes da malignidade: a presença de heterogeneidade celular, isto é, células aparentemente normais ao lado de outras com alterações nucleares, dentro de uma gândula; aumento da relação nucleocitoplasmática; proeminência nucleolar e deposição concêntrica de colágeno ao redor das glândulas. Há sobreposição de aspectos histológicos entre processo inflamatório, intensamente ativo, que leva a alterações degenerativas e regenerativas importantes, e lesões muito bem diferenciadas, sendo importante, nestas circunstâncias, a procura de evidências de invasão perineural ou vascular. A utilização de marcadores imuno-histoquímicos, disponíveis para utilização de rotina, acrescenta poucas informações às obtidas pelo aspecto morfológico, destacando-se, neste sentido, o padrão de positividade ao CEA, que, nas células neoplásicas, tende a ser citoplasmático, difuso, enquanto que, no epitélio normal, apresenta positividade luminal 43. LEITÃO RMC. Pathology of obstructive jaundice. Medicina, Ribeirão Preto, 30: , apr./june ABSTRACT: In this article extrahepatic cholestasis was seen by two point of view.: liver changes induced by cholestasis and pathological study of extrahepatic colangiopathies. Hepatic morphological changes and the main markers of extrahepatic obstruction were analized and compared with differential diagnosis spectrum of intrahepatic cholestasis. Pathological evaluation of extrahepatic cholangiopathies include main aspects of specific diseases and differential diagnosis of inflammatory and neoplastic ones. UNITERMS: Bile Duct Obstruction, Extrahepatic. Cholestasis, Intrahepatic. Biopsis. Liver. Cholestasis. Pathology. 217
10 RMC Leitão REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 - DESMET VJ. Morphologic and histochemical aspects of cholestasis. In: POPPER H & SCHAFFNER F eds. Progress in liver disease. Grune and Stratton, New York, p , PHILLIPS M et al. The liver: An atlas of ultrastructural pathology. Raven Press, New York, DESMET VJ et al. A clinical and histochemical study of cholestasis. Gut 11: , KANTOURAS J et al. Prolongade bile duct obstruction: a new experimental model for cirrohosis in the rat. Br J Exp Pathol 65: , SCHIFF E R & SCHIFF L. Needle biopsy of the liver. In SCHIFF L & SCHIFF E R. eds. Diseases of the liver. J. B. Lippincott, Philadelphia, v. 1, p , DE VOS R & DESMET V. Ultrastructural characteristics of novel epithelial cell types identified in human pathologic specimens with chronic ductular reaction. Am J Pathol 6: , ZIMMERMANN H et al. Reversibility of secundary biliary fibrosis by biliodigestive anastomosis in the rat. Gastroenterology 103: , LEITÃO RM et al. Histological and inmunohistochemical markers of vanishing bile duct syndrome in primary billiary cirrhosis (PBC) and primary sclerosing cholangitis (PSC). Hepatology 12: A428, OTTE JB et al. Sequential treatment of biliary atresia with Kasai portoenterostomy and liver transplantation: a review. Hepatology 20: 41S-48S, MOWAT AP et al. Earlier identification of biliary atresia and hepatobiliary disease : selective screening in the third week of life. Arch Dis Child 72: 90-92, LAURENT J et al.long-term out-come after surgery for biliary atresia: Study of 40 patients surviving for more than 10 years. Gastroenterology 99: , ZERBINI MCN et al. Liver biopsy in neonatal cholestasis: a review of the problem on statistical grounds. Mod Pathol. In Press BALISTRERI WF et al. Biliary atresia: Summary of a Symposium. Hepatology 23: , CHANDRA RS & ALTMAN RP: Ductal remnants in extrahepatic biliary atresia: a histopathological study with clinical correlation. J Pediatr 93: , TAN CEL et al. Does the morphology of the extrahepatic biliary remnants in biliary atresia influence survival? A review of 205 cases. J Pediatr Surg 29: , COOPER AB et al. Selective biliary obstruction: a model for the study of lipid metabolism in cholestasis. Gastroenterology 66: , GAYOTTO LCC. Cell changes in cholestasis - A computer assisted morphological and morphometric analysis of light microscopic alterations. Thesis. Royal Free Hospital School of Medicine, London, LEITÃO RMC. Doença hepática induzida por droga. In: I Jornada de Patologia del MERCOSUR, Oficina del Libro AEM, Montevideo, PHILLIPS MJ et al. Mechanisms of cholestasis. Lab Invest 54: , BERNARD R et al. Benign recurrent intrahepatic cholestasis: report of 26 cases. J Clin Gastroenterol 11: , AYRES RC et al. New monoclonal antibodies reacting with bile ducts: further insights into the pathogenesis of bile ductular proliferation in biliary diseases. J Pathol 165: , DEVANEY K et al. Hepatic sarcoidosis. Clinicopathologic features in 100 patients. Am J Surg Pathol 17: , LUDWIG J. Idiopathic adulthood ductopenia: a cause of chronic cholestatic liver disease and billiary cirrhosis. J Hepatol 7: , BALISTRERI WF & BOVE KE. Hepatobiliary consequences of parenteral hyperalimentation. In: POOPPER, H. & SCHAFFNER, F. eds. Progress in liver disease. W.B. Saunders, Philadelphia, v. 9, p , LEFKOWITCHI JH & MENDEZ L. Morphologic features of hepatic injury in cardiac disease and shock. J Hepatol 2: , LEFKOWITCH JH. Bile ductular cholestais: an ominous histopathologic sign related to sepsis and cholangitis lenta. Hum Pathol 13: 19-25, ISHAK KG & ROGERS WA. Cryptogenic acute cholangitis - association with toxic shock syndrome. Am J Clin Pathol 76: , ECKSTEIN RP et al. Flucloxacillin induced liver disease: histopathological findings at biopsy and autopsy. Pathology 25: , GAYOTTO LCC et al. Hepatobiliary alterations in massive biliary ascariasis. Histopathological aspects of an autopsy case. Rev Inst Med Trop São Paulo. 32: 91-95, ALBORES-SAAVEDRA J et al. Primary papillary hyperplasia of the gallblader and cystic and common bile ducts. Hum Pathol 21: , EISEN RN et al. Granullar cell tumor of the biliary tree. A report of two cases and a review of the literature. Am J Surg Pathol 15: , OHITA H et al. Biliary papillomatosis with the point mutation of k-ras gene arising in congenital choledochal cyst. Gastroenterology 105: , UEYAMA T et al. Carcinoid tumor arising in the wall of a congenital bile duct cyst. Arch Pathol Lab Med 116: , PATIL KK et al. Embryonal rhabdomyosarcoma within a choledochal cyst. Can Assoc Radiol J 43: , OLSSON R et al. Prevalence of primary sclerosing cholangitis in patients with ulcerative colitis. Gastroenterology 100: ,
11 Patologia da icterícia obstrutiva 36 - ROSE CB et al. Cholangiocarcinoma complicating primary sclerosing cholangitis. Ann Surg 213: 21-25, LEE JG et al. Endoscopic therapy of sclerosing cholangitis. Hepatology 21: , HADJIS NS et al. Nonoperative approach to hilar cancer determined by the atrophy-hypertrophy cancer. Am J Surg 157: , RAMAGE JK et al. Serum tumor markers for the diagnosis of cholangiocarcinoma in primary sclerosing cholangitis. Gastroenterology 108: , COHEN MB et al. Brush cytology of extra-hepatic biliary tract: comparison of cytologic features of adenocarcinoma and benign biliary strictures. Mod Pathol 8: , DESA LA et al. Cytodiagnosis in the management of extrahepatic biliary stricture. Gut 32: , SUGIYAMA M et al. Endoscopic transpapillary bile duct biopsy without sphincterotomy for diagnosing biliary strictures: a prospective comparative study with bile and brush cytology. Am J Gastroenterol 91: , NAKAJIMA T & KONDO Y. Well differentiated cholangiocarcinoma; diagnostic significance of morphologic and immunohistochemical parameters. Am J Surg Pathol 13: , Recebido para publicação em 05/05/97 Aprovado para publicação em 28/05/97 219
e38 CAPÍTULO Atlas de Biópsias Hepáticas CAPÍTULO e38 Atlas de Biópsias Hepáticas Jules L. Dienstag Atul K. Bhan 38-1
CAPÍTULO e38 Jules L. Dienstag Atul K. Bhan CAPÍTULO e38 Figura e38.1 Hepatite aguda com inflamação lobular e turgência hepatocelular (H&E, ampliado 10x). Embora as características laboratoriais e clínicas
HISTOPATOLOGIA DA HEPATITES VIRAIS B e C. Luiz Antônio Rodrigues de Freitas Fundação Oswaldo Cruz (CPqGM Bahia) Faculdade de Medicina da UFBA
HISTOPATOLOGIA DA HEPATITES VIRAIS B e C Luiz Antônio Rodrigues de Freitas Fundação Oswaldo Cruz (CPqGM Bahia) Faculdade de Medicina da UFBA HEPATITES CRÔNICAS RACIONAL PARA INDICAÇÃO DE BIÓPSIA HEPÁTICA
HISTOPATOLOGIA DA DHGNA Esteatose x Esteato-hepatite Indice de atividade histológica
HISTOPATOLOGIA DA DHGNA Esteatose x Esteato-hepatite Indice de atividade histológica Luiz Antônio Rodrigues de Freitas Fundação Oswaldo Cruz (CPqGM Bahia) Faculdade de Medicina da UFBA DEFINIÇÃO DE NAFLD/
ENFERMAGEM DOENÇAS HEPÁTICAS. Profª. Tatiane da Silva Campos
ENFERMAGEM DOENÇAS HEPÁTICAS Profª. Tatiane da Silva Campos - Consideradas por muitos profissionais da área da saúde como pouco expressivas. - Porém, são altamente prevalentes na população e algumas como
Bases para Ac Ursodeoxicólico na Hepatologia
Bases para Ac Ursodeoxicólico na Hepatologia R. PARANÁ Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Unidade de Gastro-Hepatologia Ac Ursodeeoxicolico é o Ac Biliar predominante na Bile do Urso Preto
Imagem da Semana: Colangioressonância
Imagem da Semana: Colangioressonância Imagem 01. Colangiorressonância de abdome, corte axial. Imagem 02: Colangiorressonância de abdome. Imagem 03: Colangiorressonância de abdome. Paciente do sexo feminino,
Ultrassonografia abdominal. Análise de Imagens
Ultrassonografia abdominal Análise de Imagens Imagem 1: Ultrassonografia abdominal evidenciando vesícula biliar (delimitada em vermelho) com dimensões bastante reduzidas, mesmo após jejum, medindo nos
Hemangiomas: Quando operar e quando observar Orlando Jorge M.Torres Nucleo de Estudos do Fígado F - UFMA
Hemangiomas: Quando operar e quando observar Orlando Jorge M.Torres Nucleo de Estudos do Fígado F - UFMA Lesões Benignas do FígadoF Tumores Epiteliais Hepatocelular Hiperplasia nodular focal Hiperplasia
Hemangioma hepático: Diagnóstico e conduta. Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Núcleo de Estudos do Fígado
Hemangioma hepático: Diagnóstico e conduta Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Núcleo de Estudos do Fígado Lesões benignas do fígado Tumores Epiteliais Hepatocelular Hiperplasia nodular
Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Serviços de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático Departamento de Cirurgia UFPR - HC
E CONTRA Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Serviços de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático Departamento de Cirurgia UFPR - HC E CONTRA Anos 60/70 Método experimental realizado em muito
Neoplasias. Benignas. Neoplasias. Malignas. Características macroscópicas e microscópicas permitem diferenciação.
- Neoplasias- Neoplasias Benignas Neoplasias Malignas Características macroscópicas e microscópicas permitem diferenciação. Neoplasias Neoplasias Benignas PONTO DE VISTA CLÍNICO, EVOLUTIVO E DE COMPORTAMENTO
Métodos de imagem. Radiologia do fígado. Radiologia do fígado 12/03/2012
Radiologia do fígado Prof. Jorge Elias Jr Radiologia do fígado Revisão anatômica Métodos de imagem na avaliação do fígado Anatomia seccional hepática pelos métodos de imagem Exemplo da utilização dos métodos:
DISCIPLINA DE PATOLOGIA GERAL
DISCIPLINA DE PATOLOGIA GERAL INFLAMAÇÃO CRÔNICA PARTE 4 http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2013 INFLAMAÇÃO CRÔNICA Inflamação de duração prolongada na qual a inflamação
Diagnóstico e tratamento da Colangite IgG4. Claudia Alves Couto HC- UFMG
Diagnóstico e tratamento da Colangite IgG4 Claudia Alves Couto HC- UFMG Diagnóstico e tratamento da Colangite IgG4 Conceito de Doença Sistêmica associada à IgG4 Conceito de Colangite associada à IgG4 Etiopatogenia
TRATAMENTO DA COLANGITE ESCLEROSANTE PRIMÁRIA
DA COLANGITE ESCLEROSANTE VII WORKSHOP INTERNACIONAL DE ATUALIZAÇÃO EM HEPATOLOGIA Curitiba, 29 a 30 agosto de 2014 Leila MMM Beltrão Pereira MD PhD Prof. Titular de Gastroenterologia FCM Chefe do Serviço
Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética
Imagem da Semana: Ressonância nuclear magnética Imagem 01. Ressonância Margnética do Abdomen Imagem 02. Angiorressonância Abdominal Paciente masculino, 54 anos, obeso, assintomático, em acompanhamento
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE
Hospital do Servidor Público Municipal DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE ERIKA BORGES FORTES São Paulo 2011 ERIKA BORGES FORTES DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA HEPATITE AUTO- IMUNE Trabalho
CIRURGIA DO PÂNCREAS
UNIFESP CIRURGIA DO PÂNCREAS PANCREATITE CRÔNICA Educação Continuada - 2007 Cirurgia Geral CBC-SP EJL PANCREATITE CRÔNICA Alterações pancreáticas parenquimatosas e ductais evolutivas e de caráter irreversível
Caso Clínico. Paciente do sexo masculino, 41 anos. Clínica: Dor em FID e região lombar direita. HPP: Nefrolitíase. Solicitado TC de abdome.
Caso Clínico Paciente do sexo masculino, 41 anos. Clínica: Dor em FID e região lombar direita. HPP: Nefrolitíase. Solicitado TC de abdome. Apendicite.
Alterações do Crescimento Celular
Alterações do Crescimento Celular Profa. Tópicos da Aula A. Adaptações do Crescimento e Diferenciação Celulares B. Alterações do Crescimento I C. Alterações do Crescimento II D. Alterações de Adaptação
SUS A causa mais comum de estenose benigna do colédoco e:
USP - 2001 89 - Paciente de 48 anos, assintomática, procurou seu ginecologista para realizar exame anual preventivo. Realizou ultra-som de abdome que revelou vesícula biliar de dimensão e morfologia normais
- Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90
INTRODUÇÃO - Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90 - Caracterizada pela infiltração de eosinófilos na mucosa esofágica - Pode ser isolada ou como manifestação
4- RESULTADOS Avaliação Macroscópica da Bolsa Algal e Coxim Plantar. inoculados na bolsa jugal, a lesão do local de inoculação era evidente e se
4. RESULTADOS 4- RESULTADOS 4.1. Avaliação Macroscópica da Bolsa Algal e Coxim Plantar A partir das 20 horas p.i, na maioria dos animais inoculados na bolsa jugal, a lesão do local de inoculação era evidente
GABARITO PROVA TEÓRICA QUESTÕES DISSERTATIVAS
CONCURSO PARA TÍTULO DE ESPECIALISTA EM PATOLOGIA Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo SÃO PAULO/SP Departamento de Patologia, 1º andar, sala 1154 20 e 21 de MAIO DE 2016 GABARITO PROVA TEÓRICA
Profª. Thais de A. Almeida
Profª. Thais de A. Almeida Acometimento inflamatório crônico do TGI Mulheres > homens Pacientes jovens (20-30 anos) Doença de Crohn Retocolite Ulcerativa Causa idiopática: Fatores genéticos; Resposta imunológica
Ultra-sonografia nas Lesões Hepáticas Focais Benignas. Dr. Daniel Bekhor DDI - Radiologia do Abdome - UNIFESP
Ultra-sonografia nas Lesões Hepáticas Focais Benignas Dr. Daniel Bekhor DDI - Radiologia do Abdome - UNIFESP Hemangioma Típico Prevalência: 1 a 20%. F: M até 5:1 Assintomático. Hiperecogênico bem definido
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DO PACIENTE COM DHGNA VICTORINO SPINELLI TOSCANO BARRETO JCPM,
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DO PACIENTE COM DHGNA VICTORINO SPINELLI TOSCANO BARRETO JCPM, 09-06-2011 Doença Hepática Gordurosa Alcoólica (DHGNA) Conceitos básicos Primária( Expressão hepática da síndrome Metabólica
Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM)
Imagem da Semana: Ressonância magnética (RM) Imagem 01. Ressonância Magnética de abdome ponderada em T1 após injeção do contraste, em fase arterial. Imagem 02. Ressonância Magnética de abdome ponderada
Universidade Federal do Ceará Módulo em Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Tumores das Glândulas Salivares. Ubiranei Oliveira Silva
Universidade Federal do Ceará Módulo em Cirurgia de Cabeça e Pescoço Tumores das Glândulas Salivares Ubiranei Oliveira Silva 1. INTRODUÇÃO Glândulas salivares maiores / menores Embriologicamente: Tubuloacinares
Paciente de 80 anos, sexo feminino, com dor abdominal, icterícia progressiva e perda de peso não quantificada há 08 meses.
INTRODUÇÃO: A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o procedimento de escolha para a drenagem da via biliar comum, no caso de obstruções distais. Contudo, em aproximadamente 5% de todos
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA PLANO DE ENSINO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA PLANO DE ENSINO COMPONENTE CURRICULAR CARGA HORÁRIA PERÍODO: Anatomia Patológica I Teórica Prática Total 5 36 12 54 PROFESSOR RESPONSÁVEL: Maria Auxiliadora Peixoto Peçanha
Processos Inflamatórios Agudo e Crônico
Processos Inflamatórios Agudo e Crônico PhD Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula Inflamação Resposta inflamatória aguda Resposta inflamatória crônica Resposta inflamatória inespecífica Resposta
ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS. Parte 2. Profª. Tatiane da Silva Campos
ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS Parte 2 Profª. Tatiane da Silva Campos Doenças comuns no intestino: - Úlcera Duodenal: semelhante à gástrica; Sintomas: Dor epigástrica que alivia com os alimentos
HEPATOPATIAS TÓXICAS. DISCIPLINA SAÚDE E TRABALHO 2006/1 Profa. Carmen Fróes Asmus
HEPATOPATIAS TÓXICAS DISCIPLINA SAÚDE E TRABALHO 2006/1 Profa. Carmen Fróes Asmus TOXICIDADE HEPÁTICA Hepatotoxinas naturais produtos de plantas e minerais Produtos da indústria química ou farmacêutica
Cistos e cavidades pulmonares
Cistos e cavidades pulmonares Gustavo de Souza Portes Meirelles 1 1 Doutor em Radiologia pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP 1 Definições Cistos e cavidades são condições em que há aumento da transparência
Tumores renais. 17/08/ Dra. Marcela Noronha.
Tumores renais 17/08/2017 - Dra. Marcela Noronha As neoplasias do trato urinário em crianças quase sempre são malignas e localizam-se, em sua maioria, no rim. Os tumores de bexiga e uretra são bastante
Patologia da mama. [Business Plan]
Patologia da mama [Business Plan] Maria João Martins Março 2014 Estudo macroscópico Tipos de abordagem diagnóstica/terapêutica Biópsias por agulha Por tumor Por microcalcificações Ressecção de galactóforos
PÂNCREAS ENDÓCRINO. Felipe Santos Passos 2011
PÂNCREAS ENDÓCRINO Felipe Santos Passos 2011 LOCALIZAÇÃO Região epigástrica e hipocondríaca esquerda Nível de L1 L3 Transversalmente na parede posterior do abdome LOCALIZAÇÃO Retroperitoneal Relações Anatômicas:
Funções da Vesícula Biliar
Funções da Vesícula Biliar Concentra e estocar bile (pool para o jejum). Absorção de sódio, cloreto e água (epitélio altamente especializado). Contração e eliminação da bile em resposta à colecistocinina.
Colangiocarcinomas. 2ª Jornada Piauiense do CBCD Capítulo do Piauí Teresina, de Junho de Orlando J. M. Torres
2ª Jornada Piauiense do CBCD Capítulo do Piauí Teresina, 15-16 de Junho de 2012 Colangiocarcinomas Orlando J. M. Torres Professor Livre-Docente UFMA Núcleo de Estudos do Fígado Carcinoma do ducto biliar
Anatomia patológica da rejeição de transplantes
Anatomia patológica da rejeição de transplantes Transplantes de Órgãos e Tecidos Aspectos inflamatórios e imunológicos da rejeição Daniel Adonai Machado Caldeira Orientador: Prof. Nivaldo Hartung Toppa
DOENÇA TÓXICA DO FÍGADO
DOENÇA TÓXICA DO FÍGADO DISCIPLINA SAÚDE E TRABALHO Profa. Carmen Fróes Asmus REFERÊNCIA: Livro Doenças Relacionadas ao Trabalho. Manual de procedimentos para os Serviço de Saúde. Ministério da Saúde:
PROGRAMA DE DISCIPLINA
PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: PATOLOGIA GERAL Código da Disciplina: NDC112 Curso: Medicina Veterinária Semestre de oferta da disciplina: 5 período Faculdade responsável: Núcleo de Disciplinas Comuns
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA ICTERÍCIA OBSTRUTIVA NA EMERGÊNCIA
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA ICTERÍCIA OBSTRUTIVA NA EMERGÊNCIA UNITERMOS ICTERÍCIA; OBSTRUÇÃO DAS VIAS BILIARES. Gilda Guerra Lucas de Medeiros Corbellini Angélica Maria Lucchese Plínio Carlos Baú KEYWORDS
UNIPAC. Universidade Presidente Antônio Carlos. Faculdade de Medicina de Juiz de Fora PATOLOGIA GERAL. Prof. Dr. Pietro Mainenti
UNIPAC Universidade Presidente Antônio Carlos Faculdade de Medicina de Juiz de Fora PATOLOGIA GERAL Prof. Dr. Pietro Mainenti Disciplina: Patologia Geral I II V conceitos básicos alterações celulares e
Alterações do Crescimento Celular
Alterações do Crescimento Celular Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da Aula A. Adaptações do Crescimento B. Alterações do Crescimento I C. Alterações do Crescimento II D. Alterações de Adaptação
COLECISTITE AGUDA TCBC-SP
Colégio Brasileiro de Cirurgiões Capítulo de São Paulo COLECISTITE AGUDA Tercio De Campos TCBC-SP São Paulo, 28 de julho de 2007 Importância 10-20% população c/ litíase vesicular 15% sintomáticos 500.000-700.000
Aluna: Bianca Doimo Sousa Orientador: Prof. Dr. Jaques Waisberg. Hospital do Servidor Público Estadual
Hospital do Servidor Público Estadual Programa de Iniciação Científica em Gastroenterologia Cirúrgica EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DO RECEPTOR DE FATOR DE CRESCIMENTO EPIDÉRMICO (EGFR) NO CARCINOMA COLORRETAL:
Prostatic Stromal Neoplasms: Differential Diagnosis of Cystic and Solid Prostatic and Periprostatic Masses
Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina Departamento de Diagnóstico por Imagem Setor Abdome Prostatic Stromal Neoplasms: Differential Diagnosis of Cystic and Solid Prostatic and Periprostatic
Pneumonias - Seminário. Caso 1
Pneumonias - Seminário Caso 1 Doente do género masculino, de 68 anos, com quadro de infecção das vias aéreas superiores. Posteriormente desenvolve tosse e expectoração purulenta, febre alta, resistente
RELATO DE CASO Identificação: Motivo da consulta: História da Doença atual: História ocupacional: História patológica pregressa: História familiar:
RELATO DE CASO Identificação: V.L.G.E., 38 anos, branca, casada, natural e procedente de Canoas (RS). Motivo da consulta: diarréia e dor abdominal intensa. História da Doença atual: Paciente procurou o
Os tumores neuroendócrinos retais expressam marcadores como cromogranina e sinaptofisina, embora nem sempre sejam positivo.
Os tumores neuroendócrinos (TNE) retais correspondem a 34% dos tumores neuroendócrinos do TGI, ficando atrás em incidência apenas dos TNE de delgado. A incidência de tumores neuroendócrinos retais tem
Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética qual a melhor opção para cada caso?
Abordagem diagnóstica de um nódulo hepático o que o cirurgião deve saber? Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética qual a melhor opção para cada caso? Maria Fernanda Arruda Almeida Radiologia
PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Aspectos cirúrgicos no tratamento de tumores hepatobiliares caninos: uma revisão
PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Aspectos cirúrgicos no tratamento de tumores hepatobiliares caninos: uma revisão Marcel Vasconcellos Médico Veterinário, Zootecnista, discente do
Seminário Grandes Síndromes ICTERÍCIA
Residência Clínica Médica Seminário Grandes Síndromes ICTERÍCIA R1 - Paloma Porto Amorim R2 Mirla de Sá Magalhães Pires Preceptor: Dr. Fortunato Cardoso Definição Coloração amarelada da pele, escleras
HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO IV. Professor: Drº Clayson Moura Gomes Curso: Fisioterapia
HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO IV Professor: Drº Clayson Moura Gomes Curso: Fisioterapia Doenças de Hipersensibilidade Classificação de Gell e Coombs Diferentes mecanismos imunes envolvidos Diferentes manifestações
D.P.O.C. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
D.P.O.C. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica Prof. João Luiz V Ribeiro Introdução Bronquite Crônica e Enfisema Pulmonar Coexistência Mesma síndrome funcional Hábito do tabagismo como principal fator etiopatogênico
Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC)
Imagem da Semana: Tomografia computadorizada (TC) Imagem 01. Tomografia computadorizada multislice abdominal, em corte axial, após administração de contraste iodado oral e endovenoso. Fase venosa portal
ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 14. Profª. Lívia Bahia
ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA Parte 14 Profª. Lívia Bahia Controle do câncer do colo do útero e de mama na Atenção Básica Controle do câncer da mama O câncer de mama é o mais incidente em
Perfil Hepático FÍGADO. Indicações. Alguns termos importantes
FÍGADO Perfil Hepático glândula do corpo quadrante superior direito do abdômen Funções do FígadoF Receber os nutrientes absorvidos no intestino transformar a estrutura química de medicamentos e outras
Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia
Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia Curitiba, 7 e 8 de abril de 2006 CIRROSE BILIAR PRIMÁRIA: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO João Galizzi Filho Belo Horizonte, MG Hepatopatia crônica colestática
TUMORES HEPÁTICOS GIGANTES NA CRIANÇA
TUMORES HEPÁTICOS GIGANTES NA CRIANÇA RESUMO Os autores apresentam uma série de patologias do ponto de vista cirúrgico que acometem o sistema hepático e chamam a atenção para o diagnóstico precoce, pode
Ressecção vs transplante para Hepatocarcinoma. Como selecionar?
Ressecção vs transplante para Hepatocarcinoma. Dr. Mauricio Alves Ribeiro Médico Assistente do Serviço de Emergência e do Grupo de Fígado e Hipertensão Portal do Departamento de Cirurgia da ISCMSP Prof.
Resposta reparadora decorrente da exposição progressiva da mucosa do esôfago ao conteúdo gástrico (refluxo ácido, alcalino ou misto).
DEFINIÇÃO Substituição do epitélio escamoso estratificado do esôfago pelo epitélio colunar com células intestinalizadas (metaplasia intestinal). Resposta reparadora decorrente da exposição progressiva
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: CIRROSE X ESQUISTOSSOMOSE
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: CIRROSE X ESQUISTOSSOMOSE Leticia Martins Azeredo A cirrose e a esquistossomose hepatoesplênica são hepatopatias crônicas muito prevalentes e são as principais causas de hipertensão
14/03/2016. Letícia Coutinho Lopes 1. Características Alterações Celulares Adaptativas Mecanismos Bioquímicos
Alterações do Crescimento Celular Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da Aula A. Adaptações do Crescimento B. Alterações do Crescimento I C. Alterações do Crescimento II D. Alterações de Adaptação
TGO, TGP, GAMA GT E BILIRRUBINAS
TGO, TGP, GAMA GT E BILIRRUBINAS A dosagem da AST e ALT, também conhecidas pelas siglas TGO e TGP, são ferramentas essenciais para o diagnóstico das doenças do fígado. Estas enzimas fazem parte do hepatograma,
Fígado Professor Alexandre
Fígado Professor Alexandre O que se usa para ver fígado é USG, TC e RM. Relação com estômago, vesícula, diafragma, adrenal direita, rim e duodeno. São pontos de referência anatômica: o Vesícula biliar
Lâmina 32 Neoplasia Benigna (Simples) Leiomioma Uterino Neoplasia benigna constituída pela proliferação de fibras musculares lisas, dispostas em
Lâmina 32 Neoplasia Benigna (Simples) Leiomioma Uterino Neoplasia benigna constituída pela proliferação de fibras musculares lisas, dispostas em diversas direções. Apresenta áreas de hialinização (áreas
Prova Objetiva Médico Anatomia Patológica
01 Um homem de 52 anos de idade apresenta, há cinco meses, linfadenomegalia generalizada. O exame histopatológico do linfonodo mostra destruição da arquitetura, presença de população monomórfica de linfócitos
AVALIAÇÃO DA IMUNOEXPRESSÃO DE PROTEÍNAS DA VIA DE SINALIZAÇÃO WNT CANÔNICA E NÃO CANÔNICA NO ADENOCARCINOMA GÁSTRICO
AVALIAÇÃO DA IMUNOEXPRESSÃO DE PROTEÍNAS DA VIA DE SINALIZAÇÃO WNT CANÔNICA E NÃO CANÔNICA NO ADENOCARCINOMA GÁSTRICO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC DO IAMSPE ACADÊMICO: PEDRO AUGUSTO SOFFNER CARDOSO
Adaptações Celulares. Processos Patológicos Gerais Profa. Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes Enf./2 o sem
Adaptações Celulares Processos Patológicos Gerais Profa. Adriana Azevedo Prof. Archangelo P. Fernandes Enf./2 o sem Estímulo Lesivo Célula Normal Estresse Fisiológico/ Patógeno Lesão Celular Incapacidade
Ingestão de cáusticos - avaliação de factores preditivos de gravidade. Ver PDF
POSTERS I Ingestão de cáusticos - avaliação de factores preditivos de gravidade. Ver PDF Termocoagulação com argon plasma no tratamento da protopatia rádica hemorrágica. Ver PDF Perfil clínico, imagiológico
Fibrose cística. Alterações hepatobiliares
Fibrose cística Alterações hepatobiliares IV Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia Curitiba 15/05/09 16/05/09 Gilda Porta Unidade de Hepatologia Pediátrica Fibrose cística Doença de herança
Sessão TOMOGRAFIA. Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS
Sessão TOMOGRAFIA Diego S. Ribeiro Porto Alegre - RS Caso 1 Feminino, 48 anos, história de HAS, DM e pancreatite prévia recente (há 1 mês), reinternou com dor abdominal, náuseas e vômitos. Nega história
CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE
CÂNCER DE BOCA E OROFARINGE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR LOCAIS MAIS FREQUÊNTES DAS LESÕES PRECOCES Mashberg e Meyer LESÕES PRE- CANCEROSAS CAMPO DE CANCERIZAÇÃO FOCOS MÚLTIPLOS MAIOR PROBABILIDADE DE ALTERAÇÕES
Glomerulonefrites Secundárias
Doenças sistêmicas nfecto-parasitárias Nefropatia da gravidez Medicamentosa doenças reumáticas, gota, mieloma, amiloidose, neoplasias SDA hepatite viral shistossomose Doenças Reumáticas Lupus eritematoso
Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada
Introdução Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada BI + Albumina Hepatócitos Bilirrubina Direta (BD) ou conjugada Canalículos biliares Duodeno
Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina
Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina CÓDIGO RCG0432 Sistema Digestivo NOME DA DISCIPLINA Período(s) de oferecimento PRESENCIAL ESTUDO DIRIGIDO TOTAL 6º semestre 195 horas
Campus Universitário s/n Caixa Postal 354 CEP Universidade Federal de Pelotas.
ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS PULMONARES DIAGNOSTICADAS NO SETOR DE RADIODIAGNÓSTICO DO HCV-UFPel NO PERÍODO DE FEVEREIRO DE 2003 A AGOSTO DE 2006. XAVIER 1 *, Fernanda da Silva; SPADER 1, Melissa
Abordagem prática para o diagnóstico histopatológico de carcinoma pulmonar na Era da Medicina Personalizada
Abordagem prática para o diagnóstico histopatológico de carcinoma pulmonar na Era da Medicina Personalizada [palestra ministrada pelo Dr. José Vassallo em 07/12/2016 aos Oncologistas de Campinas, SP, em
Lesões simuladoras de malignidade na RM
Objetivo Lesões simuladoras de malignidade na RM Fabiola Procaci Kestelman Através da discussão de casos avaliar causas frequentes de lesões simuladoras de malignidade na RM Tipo de mama Qualidade do exame
