Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira

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3 I 3 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Neste fascículo, serão tratadas as competências 5 e 6, que abrangem as habilidades de 15 a 20 da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Segundo a Matriz de Referência para o ENEM, a competência de área 5 tem por objetivo analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização e estrutura das manifestações, de acordo com suas condições de produção e recepção. Nessa área, estão contidas as habilidades de 15 a 17, que tratam das relações entre o texto literário, seu momento de produção e seus procedimentos de construção. Tratam ainda do reconhecimento da presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional. A competência de área 6 lida com a compreensão e o uso dos sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade. Nela estão contempladas as habilidades 18, 19 e 20, que tratam, respectivamente, de identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização de textos de diferentes gêneros; analisar as funções da linguagem em situações específicas de interlocução; e reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional. O próximo fascículo contemplará itens da área de Matemática e suas Tecnologias. Bons estudos!

4 4 COMPETÊNCIA DA ÁREA 5: Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção. HABILIDADE 15: Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político. C 5 H Dividamos o mundo entre as máquinas! Vêm quinhentos mil escravos no bojo das fábricas. A metade morreu na escuridão, sem ar. LIMA, Jorge de. Poesia completa. 2ª ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980, p A poesia modernista é, em grande parte, fruto da observação do momento sociopolítico e econômico em que foi produzida. Os versos de Jorge de Lima remetem a um fato que se configurou fortemente no Brasil do início do século XX, que hoje é ainda mais vivo na sociedade e que pode ser representado como prática na imagem da opção: a) 1. Texto I Texto II Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! [...] Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida Das horas De minha infância querida Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da Rua de Santo Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais. [...] Casimiro de Abreu. Poesias completas de Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro: Ediouro. p Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade. 4ª. ed. São Paulo: Globo, p. 52. b) c) Disponível em: <http://tinyurl.com/kej98t7>. Disponível em: <http://tinyurl.com/l6ssghm>. Estabelecendo relações entre o texto literário e o momento de sua produção, pode-se inferir que os textos I e II pertencem, respectivamente, às estéticas a) romântica, pelo tom declamativo, e modernista, pela valorização métrica. b) barroca, pela presença da dualidade, e parnasiana, pelo rigor formal. c) romântica, pelo sentimentalismo exagerado, e parnasiana, pelo culto à forma. d) romântica, pelo saudosismo, e modernista, pela liberdade formal. e) simbolista, pelo intenso escapismo, e modernista, pelo prosaísmo cotidiano. Disponível em: <http://tinyurl.com/nweztuo>.

5 5 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira d) Disponível em: <http://tinyurl.com/ppmgrvo>. e) Disponível em: <http://tinyurl.com/lrtp6wu>. HABILIDADE 16: Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário. 3. Cultismo e Conceptismo C 5 H Evocação do Recife Recife Não a Veneza americana Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais Não o Recife dos Mascates Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois - Recife das revoluções libertárias Mas o Recife sem história nem literatura Recife sem mais nada Recife da minha infância A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras mexericos namoros risadas A gente brincava no meio da rua Os meninos gritavam: Coelho sai! Não sai! Manuel Bandeira. Disponível em: <http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/evocacao.htm.>. Acesso em: 8 ago A lírica de Manuel Bandeira é pautada na apreensão de significados profundos a partir de elementos do cotidiano. No poema Evocação do Recife, o lirismo do poeta revela Duas tendências de estilo se manisfestaram no Barroco. São elas: Cultismo: gosto pelo rebuscamento formal, caracterizado por jogos de palavras, grande número de figuras de linguagem e vocabulário sofisticado, e pela exploração de efeitos sensoriais, tais como cor, som, forma, volume, sonoridade, imagens violentas e fantasiosas. Conceptismo (do espanhol concepto, ideia ): jogo de ideias, constituído pelas sutilezas do raciocínio e do pensamento lógico, por analogias, histórias ilustrativas etc. Embora seja mais comum a manifestação do Cultismo na poesia e a do Conceptismo na prosa, é normal aparecerem ambos em um mesmo texto. Além disso, essas tendências não se excluem. Um mesmo escritor, tanto pode pender para uma delas quanto apresentar traços de ambas as tendências. Ao conceituar o Cultismo e o Conceptismo, no contexto da estética barroca brasileira, o texto propõe a) estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando o contexto histórico. b) relacionar informações sobre procedimentos de construção do texto literário. c) reconhecer a presença de valores humanos atualizáveis no patrimônio literário nacional. d) identificar aspectos que comprovem a existência de elementos do passado presentes nas estéticas atuais. e) comprovar as teses de que as características literárias são estanques e não podem repetir-se em períodos distintos. a) a partir do título, uma atitude reverencial a um espaço que só lhe traz infelicidades. b) um olhar mitificador sobre lugares, objetos, paisagens e afetos experimentados pelo interlocutor do poeta. c) Um Recife distinto do factual, envolto numa ficção derivada do processo de reconstituição memorialística. d) Um poeta que parece forçado a reinventar-se a cada instante, na busca de si mesmo, do poema e de uma poesia desvinculada da memória. e) Um Recife recriado e mitificado pelo dizer poético, mas desvinculado de suas lembranças pessoais. 5. A Nosso Senhor Jesus Cristo com atos de arrependimento e suspiros de amor Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade, É verdade, meu Deus, que hei delinquido, Delinquido vos tenho, e ofendido, Ofendido vos tem minha maldade. Maldade, que encaminha à vaidade, Vaidade, que todo me há vencido; Vencido quero ver-me, e arrependido, Arrependido a tanta enormidade. Arrependido estou de coração, De coração vos busco, dai-me os braços, Abraços, que me rendem vossa luz. Luz, que claro me mostra a salvação,

6 6 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira A salvação pretendo em tais abraços, Misericórdia, Amor, Jesus, Jesus. Disponível em: <http://dilsoncatarino.blogspot.com.br/2012/10/poemas-de-gregorio-dematos-guerra-o.html>. Os procedimentos da construção literária no período barroco configuram influências do contexto histórico conturbado do fim do século XVI e de quase todo o século XVII. No poema de Gregório de Matos, percebe-se essas influências a) na religiosidade reta demonstrada pelo poeta, livre de comportamentos que contrastem com sua fé e submissão a Deus. b) na opção do poeta pelo soneto e por rimas interpoladas nos dois quartetos. c) na sequenciação por retomada da palavra final de cada verso no início do seguinte. d) na oposição existente entre pecado e perdão, entre ofensa e submissão. e) no uso de grande número de particípios e na presença do eu em quase todos os versos. 7. Hípica Saltos recordes cavalos da Penha correm jóqueis de Higionópolis Os magnatas As meninas E a orquestra toca chá Na sala de cocktails ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas. In: Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, v. 7, p Disponível em: <http://tinyurl.com/ovcb5z5>. A composição do poema tem influência do Cubismo e, no contexto dessa vanguarda, a fragmentação do todo é que permitia mostrá-lo em suas simultaneidades. Assim, para retratar em sua completude o ambiente onde ocorre uma corrida de cavalos, Oswald de Andrade, no poema hípica, promoveu 6. BARROCO Conflito entre visão antropocêntrica e teocêntrica Quanto ao conteúdo Oposição entre o mundo material e o mundo espiritual; visão trágica da vida Conflito entre fé e razão Cristianismo Morbidez Idealização amorosa; sensualismo e sentimento de culpa cristão Consciência da efemeridade do tempo Gosto por raciocínios complexos, intricados, desenvolvidos em parábolas e narrativas bíblicas Carpe diem Gosto pelo soneto Emprego da medida nova (poesia) Quanto à forma Gosto pelas inversões e por construções complexas e raras; emprego frequente de figuras de linguagem como a antítese, o paradoxo, a metáfora, a metonímia etc. CLASSICISMO Antropocentrismo Equilíbrio Racionalismo Paganismo Influência da cultura greco--latina Idealização amorosa; neoplatonismo; sensualismo Universalismo Busca de clareza Gosto pelo soneto Emprego da medida nova (poesia) Busca do equilíbrio formal Observando o quadro comparativo e relacionando informações sobre concepções artísticas, pode-se inferir que há, entre o Barroco e o Classicismo, a) antagonismo quanto à forma, pelo uso do soneto. b) concordância quanto à questão religiosa e espiritual. c) divergência no que diz respeito ao emprego do decassílabo e do alexandrino, chamados de medida nova. d) convergência em certos aspectos formais e na temática amorosa. e) antagonismo em todos os aspectos já que cada escola nega sua antecessora. a) uma sobreposição de imagens que deslocam o olhar do leitor da pista, onde estão cavalos e jóqueis, para o público entretido pela orquestra, o que resulta em uma imagem multifacetada, composta de fragmentos de diferentes planos da realidade. b) a predominância de nomes sobre verbos, o que confere velocidade às ações da cena e estabelece ambiguidades quanto aos agentes das duas formas verbais. c) o uso do vocábulo chá em contexto em que poderia ser substituído por seu homônimo xá. d) o uso de versos nominais, brancos e livres e a descrição dinâmica da cena. e) o sincretismo de termos de diferentes idiomas, com o emprego de vocábulos vernáculos e de estrangeirismos. 8. Fanatismo Minh alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver! Não és sequer razão de meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida! Não vejo nada assim enlouquecida Passo no mundo, meu Amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida! Tudo no mundo é frágil, tudo passa Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! E, olhos postos em ti, vivo de rastros: Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim! ESPANCA, Florbela. Livro de Soror Saudade. Disponível em: <http://www.prahoje.com. br/florbela/?p=78>. A partir da leitura do poema anterior, da poeta portuguesa Florbela Espanca, nota-se uma expansão do lirismo típico de seu estilo. Tamanho lirismo demonstra também o uso de figuras de linguagem como a hipérbole, que incide quando há demasia propositada num conceito, expressa de modo a definir de forma dramática aquilo que se ambiciona vocabular, transmitindo uma ideia aumentada do autêntico;

7 7 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira o que se pode notar nos versos: a) Passo no mundo, meu Amor, a ler No misterioso livro do teu ser b) Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! c) E, olhos postos em ti, vivo de rastros d) Minh alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver! e) Não és sequer razão de meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida! HABILIDADE 17: Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional. 9. É preciso amar as pessoas Como se não houvesse amanhã Porque se você parar pra pensar, Na verdade não há. Legião Urbana C 5 H 17 Mulher da rua, Mulher perdida, Mulher à toa. Mulher da vida, Minha irmã. CORALINA, Cora. Poemas de Goiás e Estórias Mais, p. 201, Disponível em: <http:// Acesso em: 4 set O poema de Cora Coralina apresenta uma voz lírica feminina que revela a) o quanto o machismo e o conservadorismo ainda estão presentes no discurso poético contemporâneo. b) uma noção de mulher reificada, ou seja, marcada pela autonomia e pela comiseração. c) uma preocupação sobre a interferência dos papéis sociais na segregação das pessoas. d) uma visão poética, mas referencial, sobre o cotidiano das mulheres do baixo meretrício. e) a luta pela igualdade entre os gêneros como algo ultrapassado e antiquado. Disponível em: <http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/pais-e-filhos.html>. A literatura brasileira, em sua evolução, reincide na abordagem de valores sociais e humanos, podendo-se dizer, então, que eles são atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional. Muitos poetas brasileiros estimulam a sensibilidade, como se vê nos versos do Legião Urbana, em que se conclama o amor entre os homens. Essa sensibilidade em relação ao outro e à sua valorização também é perceptível na poesia de Drummond quando afirma: a) Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. b) Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade. c) O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. d) Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. e) O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes, a vida presente. 11. COMPETÊNCIA DA ÁREA 6: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. HABILIDADE 18: Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. C 6 H Mulher da vida Mulher da Vida, Minha irmã. De todos os tempos. De todos os povos. De todas as latitudes. Ela vem do fundo imemorial das idades e carrega a carga pesada dos mais torpes sinônimos, apelidos e ápodos: Mulher da zona, Oi, maninha, td bem? Queria te pedir um favor... A prof de literatura sugeriu a leitura de O cortiço, de Aluisio Azevedo, e O germinal, de Emile Zola e eu fiquei super a fim de ler. Como sei q vc tem uma biblioteca de dar inveja a qq maníaco por livros (rsrsrs), será q vc não tem esses? Se tiver e puder me emprestar, traga-os no fim de semana, falow? Bj do Filipe O é um gênero textual de natureza digital e nasceu na esteira da Revolução Tecnológica do final do século XX. Trata-se de um tipo de texto estruturado e organizado com elementos próprios, tais como: a) linguagem sintética, abreviações vocabulares e marcas de oralidade. b) linguagem prolixa, marcas de hermetismo e erudição vocabular. c) linguagem simples, erudição formal e marcas de oralidade.

8 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira d) linguagem espontânea, marcas de oralidade e preciosismo formal. e) linguagem informal, abreviações vocabulares e vocabulário técnico. c) o pronome relativo que, o qual se refere ao substantivo doenças. d) gerúndio podendo, o qual poderia ser substituído pela conjunção adversativa mas. e) a conjunção portanto, a qual inicia uma conclusão que tem como premissas as três frases anteriores. 12. USO VETERINÁRIO Vermífugo Polivalente à base de Mebendazol para cães e gatos. Frascos com 30 ml AGITE ANTES DE USAR Modo de Usar: Mebencovet deve ser administrado por via oral, com auxílio de uma colher, de acordo com a posologia indicada, preferencialmente antes da alimentação. Precauções: Mebencovet não deve ser administrado a animais prenhes ou que estejam amamentando. Estudos clínicos demonstraram ser, o Mebendazol, embriotóxico e teratogênico. Fórmula - Cada 5 ml contém: Mebendazol mg Veículo aromatizado edulcorado q.s.p.... 5mL Mebencovet é um vermicida à base de Mebendazol, especialmente desenvolvido para cães e gatos, é aromatizado e edulcorado para facilitar sua aplicação em pequenos animais. Apresenta, também, ação sobre os ovos de alguns helmintos. O tratamento de animais com Mebencovet não requer nenhuma precaução especial como, por exemplo, restrições à dieta alimentar ou jejum. Utilização de purgantes ou enemas de limpeza, antes, durante ou imediatamente após o tratamento, não são necessários. Indicações: Mebencovet está indicado nas infestações, em cães e gatos, por nematódeos dos gêneros Toxocara, Toxascaris, Ancylostoma, Trichuris e Uncinaria e por vermes cestódeos dos gêneros Taenia, Echinococcus e Dipylidium. Posologia: Cães e Gatos com até 10 kg: 1 colher das de chá (2,5 ml) da suspensão, diariamente, durante 5 dias consecutivos. Cães com mais de 10 kg: 1 colher das de sobremesa (5 ml) da suspensão, diariamente, durante 5 dias consecutivos. Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução Relatório diz que mudança do clima pode afetar Dados coletados por cientistas brasileiros serão divulgados nesta 2ª (9). Agricultura nacional pode sofrer prejuízo anual de R$ 7 bilhões, estimam. Eduardo Carvalho do G1, em São Paulo Venda sob prescrição do Médico Veterinário. Conservar em local seco e fresco, ao abrigo da luz solar. Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos. A vazão de importantes rios do país e o abastecimento de lençóis freáticos, responsáveis pelo fornecimento de água potável para a população, poderão ser comprometidos se a temperatura subir até 6 ºC nas próximas décadas e o volume de chuvas diminuir, conforme cenário do primeiro relatório de avaliação elaborado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) que considera que os níveis de emissões de gases causadores de efeito estufa permaneçam altos. Propr. e Fabr.: ECOVET Indústria Veterinária Ltda. Av. Cel. Sezefredo Fagundes, A - Cep São Paulo - SP - CNPJ Nº / INDÚSTRIA BRASILEIRA Responsável Técnico: Dra. Alessandra Silvério CRMV/SP - Nº Licenciado no Ministério da Agricultura sob Nº em 02/07/93. Bula é o nome que se dá ao conjunto de informações sobre um medicamento que, obrigatoriamente, os laboratórios farmacêuticos devem acrescentar à embalagem de seus produtos vendidos no varejo. As informações podem ser direcionadas aos usuários dos medicamentos, aos profissionais de saúde ou a ambos. Ao analisar os aspectos do gênero, nota-se que em sua parte conhecida como posologia há um predominante caráter Disponível em: <http://tinyurl.com/mfavcgx>. Acesso em 7 set Essa notícia, publicada em site de grande circulação, apresenta resultados de um relatório de uma pesquisa científica realizada pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza a) b) c) d) e) as suas opiniões, baseadas em fatos. os aspectos objetivos e precisos. os elementos de persuasão do leitor. os elementos estéticos na construção do texto. os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa. 15. missivo. argumentativo. narrativo. injuntivo. coercitivo. 5 atitudes que ajudam a 13. O vírus da aids (HIV), de certa forma, ofuscou a existência de outras doenças. Entre as mais comuns está a HPV (vírus do Papiloma Humano), que pode provocar lesões em praticamente todas as partes do corpo, podendo evoluir para o câncer. Mais uma vez, a vida sexual promíscua está na raiz do problema. Portanto, o uso de preservativo é uma importante arma contra o HPV. Jornal Diário do Nordeste, 13 fev Concorre para a progressão temática, a organização e a estruturação do parágrafo, a) o pronome indefinido outras, cuja presença permite inferir que o HIV é uma doença. b) o artigo definido as na expressão Entre as mais comuns, que, por ser usado para contribuir na referência a um elemento já apresentado ao leitor, dispensa a existência de um novo substantivo para recuperar esse elemento. 8 H alimento e energia no país Disponível em: <http://www.poderososemguerra.blogspot.com>. a) b) c) d) e) C HABILIDADE 19: emagrecer Siga as dicas da nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Associação Brasileira para o Estudo de Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso): 1 2 não idealizar o peso 3 Édosimportante sonhos. Metas realistas são fun- 4 damentais para atingir e manter o peso adequado. 5 Concentre-se na mudança de hábitos, pois a perda de peso é consequência de uma alimentação adequada e de um estilo de vida saudável.

9 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira Viva Saúde, n 59. Em um texto instrucional, onde há a intenção predominante de orientar ou dar conselhos sobre como proceder em determinados contextos, vê-se a proeminência da função da linguagem a) conativa, com predomínio de formas nominais e frases exclamativas. b) referencial, com intuito de valorizar o conteúdo técnico a ser ensinado pelo receptor. c) conativa, com presença de verbos no modo imperativo e frases diretas. d) apelativa, com elementos de natureza metafórica. e) emotiva, com ênfase no emissor e na natureza poética da mensagem. 16. Coesão interfrásica A coesão interfrásica designa mecanismos de sequencialização que marcam diversos tipos de interdependência entre as frases que ocorrem num texto. Basicamente, a conexão interfrásica é assegurada pelos conectores, que podem ser conjunções ou advérbios conectivos. Disponível em: <http://www.prof2000.pt/users/dani/coesao/coesaofrasicaexp.htm>. A função da linguagem predominante no texto anterior é a) a expressiva, visto que ele expressa o significado do termo coesão interfrásica. b) a estética, visto que ele orienta que tipo de coesão deve predominar em textos literários. c) a conativa, visto que ele se concentra no receptor, orientando-o sobre qual tipo de coesão estabelecer em seus textos. d) a referencial, visto que ele trata de uma forma de referenciação coesiva. e) a metalinguística, visto que ele orienta sobre o significado de um termo, configurando-se, assim, a condição da língua de se explicar. 19. Ah! Mulé bagunceira da moléstia, mulé cangaceira... Conheci Karolina num forró que eu tava tocando... Quando eu avistei aquela mulézona diferente no [meio do salão, sem dançar com ninguém, só [mangando dos matutos... Eu pensei comigo... Aquilo deve ser um grande [pedaço de mau caminho Mulé bonita, morena trigueira, cabelo comprido, boa [linha de lombo! AÍ eu comecei a caprichar no fole véio pra ver se ela [dava fé de mim, mas ela nem fé deu! [...] Luiz Gonzaga. A linguagem de um texto pode desempenhar diversas funções, mas, no texto anterior, vê-se marcante apenas a função referencial. Isso se deve ao fato de que a) o narrador se dirige a uma interlocutora na primeira linha: Karolina. b) o narrador se esforça para imprimir, à linguagem, recursos próprios da poesia. c) o narrador relata um episódio dando atenção aos fatos, e não à expressão de sua interioridade ou ao apelo ao receptor. d) o narrador se esforça para interagir com seus interlocutores, tentando prender-lhes a atenção por meio de recursos fáticos. e) o narrador expressa seu eu, revelando o seu sofrimento, devido à perda de Karolina. Divulgação 17. Quando a manhã madrugava Calma, alta, clara Clara morria de amor Faca de ponta Flor e flor Disponível em: <www.vagalume.com.br/caetano-veloso/clara.html>. A função da linguagem que predomina nos versos de Caetano Veloso é a função estética ou poética. A principal intenção do poeta não é a narração do que ocorre a Clara, mas sim a expressão poética, o que se percebe a) no uso da terceira pessoa do discurso. b) na inversão da ordem canônica das orações, visto que uma oração que expressa circunstância temporal antecede ao fato principal. c) na predominância do uso da vogal aberta a para a expressividade fonológica em consonância com o nome Clara e na exploração da palavra clara como substantivo próprio e adjetivo. d) na referência ao amor, tema exclusivo dos textos poéticos. e) na atenção maior à mensagem, e não à forma como é transmitida. 18. Karolina com K Karolina... Karolina foi o maior estrupício que encontrei na minha [vida! Nos textos, em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No anúncio em questão, a função de linguagem predominante é a conativa, pois a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código. b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito. c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem. d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais. e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação. 20. Sinal fechado Olá, como vai? Eu vou indo e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo, correndo Pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe? 9

10 10 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira 21. Quanto tempo... Pois é, quanto tempo... Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios... Oh, não tem de que Eu também só ando a cem Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo, Talvez nos vejamos, quem sabe? Quanto tempo... Pois é, quanto tempo... Tanta coisa que eu tinha a dizer Mas eu sumi na poeira das ruas Eu também tenho algo a dizer Mas me foge a lembrança Por favor, telefone, eu preciso beber Alguma coisa rapidamente Pra semana... O sinal... Eu procuro você... Vai abrir! Vai abrir! Prometo, não esqueço Por favor, não esqueça Não esqueço, não esqueço Adeus... Paulinho da Viola. A função fática da linguagem visa a facilitar conversações, a possibilitar sua continuidade. É perceptível na composição anterior. Essa função se comprova nos versos da opção: a) Olá, como vai? [...] Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios... b) Quanto tempo... Pois é, quanto tempo... c) Oh, não tem de que Eu também só ando a cem Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí d) Por favor, telefone, eu preciso beber Alguma coisa rapidamente Pra semana... e) Prometo, não esqueço Por favor, não esqueça Divulgação Em um texto publicitário, predomina a função conativa ou apelativa da linguagem. Valendo-se de inúmeros recursos persuasivos, os anúncios visam a sedução e o convencimento dos receptores das mais diferentes mensagens. Entre os elementos do cartaz que se enquadram neste comentário, pode-se destacar o(a) a) valorização do padrão formal da linguagem, por ser um texto de largo alcance. b) utilização recorrente de marcadores de oralidade, por ser um texto técnico. c) caracterização do produto a partir dos ingredientes do qual ele é constituído. d) uso de exclamações para destacar as qualidades do produto e da interrogação para um contato sutil com o interlocutor. e) enfoque dado ao produto propriamente dito, sem muitas preocupações com a linguagem, que até se reduziu a onomatopeias. 22. Palavras, palavras, palavras Um amigo erudito, que ocasionalmente vem visitar meu enfisema, como não tem fundos para flores ou presentes, me traz o prazer de sua presença e um papo monólogo ou preleção, a bem dizer sobre seu assunto favorito: vida, paixão e morte das palavras. Sabe que eu tenho o mesmo gosto por elas que ele, embora indigno de beijar seus pés incalustres (obsoleto, português do Brasil: livre de calos). Sempre que posso tomo nota depois de pedir a devida vênia (outro termo nosso em vias de extinção) e fico por uns dias pesquisando e, que me resta?, meditando. Meu amigo, que ensina inglês para emigrantes lusos e brasileiros recém-chegados à Grã-Bretanha (pois é, nem todo mundo está indo embora), gosta de se dizer poliglota, embora mais de uma vez tenha me explicado, e eu sempre esquecendo, a contradição existente na confecção do termo formado por poli + glota. Trata-se de um idiotismo lusitano seiscentista, já me explicou e, tamanha sua verve formal e presença avassaladora, que eu já me esqueci. Em matéria de idiotismos, minha cota já se esgotou. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/bbc/ ivan-lessa-palavraspalavras-palavras.shtml>. Considerando-se a temática central explorada no texto de Ivan Lessa, é possível identificar a predominância da função a) apelativa, já que destaca o receptor. b) emotiva, já que destaca o interlocutor. c) referencial, já que destaca a informação. d) metalinguística, já que destaca o código. e) poética, já que destaca a mensagem. 23. Leia o texto a seguir. Água também é mar E aqui na praia também é margem. Já que não é urgente, aguente e sente, aguarde o temporal Chuva também é água do mar lavada no céu imagem Disponível em: ANTUNES, A.; MONTE, M.; BROWN, C. Água também é mar. Memórias, crônicas e declarações de amor. EMI, Predomina, no texto, a função da linguagem a) metalinguística, porque o autor expressa seu sentimento em relação à necessidade de adaptação. b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação. c) apelativa, porque o texto chama a atenção para os recursos da metalinguagem. d) poética, porque o texto enaltece os aspectos estéticos da criação artística.

11 11 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais. HABILIDADE 20: Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional. 24. Ah, moleque! Pelo Facebook, Hugo Périssé me pergunta: Gabriel, gostaria de saber a etimologia da palavra moleque. Meu caro Hugo, a palavra vem do quimbundo (língua falada em Angola) muleke, garoto, filho. Sobrepôs-se a curumim, de origem indígena, com o mesmo sentido de menino. A palavra moleque, no Brasil, ficou inicialmente associada ao filho do escravo, ao negrinho, e depois ao menino solto, malcriado, travesso. O preconceito promoveu a conotação pejorativa da palavra (com especial força nas discussões entre políticos), designando o adulto irresponsável, vagabundo, ordinário, canalha etc. Curiosamente, moleque, no português moçambicano, não significa criança nem rapazote, mas empregado doméstico ou lacaio. Disponível em: <http://palavraseorigens.blogspot.com.br/>. Acesso em: 8 set Na leitura do fragmento do texto Ah, moleque! constata-se uma discussão interessante sobre a origem das palavras que compõem a língua portuguesa do Brasil. De acordo com o autor, o léxico da língua oficial do Brasil é resultado a) das diversas misturas étnicas e sincretismos culturais que aqui se operaram. b) da implantação mimética da língua portuguesa de Portugal no Brasil. c) do aspecto heterogêneo que circunda a colonização portuguesa na Ásia. d) da homogeneidade lexical trazida pelos africanos para o Brasil. e) de uma realidade linguística europeia invariável e estável. 25. Em seu romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto descreve o protagonista como um idealista, que faz requerimento ao Congresso Nacional pedindo que decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro. (BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. São Paulo, Brasiliense, 1969, 6ª. edição, pág ). O requerimento é recebido com chacota pelos congressistas e pela imprensa, e a redação inadvertida (ou melhor, movida por sua paixão) de um ofício em tupi, provoca uma reação que acaba levando Policarpo ao manicômio. Disponível em: <http://www.labjor.unicamp.br/patrimonio/materia.php?id=215>. O excerto anterior permite inferir que o personagem Quaresma sabia da importância de preservar o patrimônio linguístico e, assim, preservar a memória e a identidade nacional. Vê-se que o que desejou não se realizou no país, mas também se vê que algumas ações foram empreendidas para que, pelo menos, as línguas indígenas não fossem subtraídas do patrimônio histórico e cultural do país. O fato que se configura mais forte para esse fim é o que está descrito em: C 6 H 20 a) É verdade que as línguas faladas pelos diferentes grupos indígenas vêm recebendo atenção especial não apenas de linguístas, mas também de agentes de políticas públicas. b) Fato marcante foi, a partir de 1991, o envolvimento do Ministério da Educação na formação escolar dos povos indígenas, até então sob a responsabilidade da Funai. c) Essa mudança teve como fundamento a Constituição Federal de 1988, que reconhece, com base nos artigos 215, parágrafo 2º, e 231, que os indígenas terão direito a uma educação diferenciada. d) A formação de educadores aptos a ministrar uma educação básica bilíngue tem sido um dos eixos centrais dessa política, ação que certamente contribuirá para a sobrevivência das cerca de duzentas línguas indígenas ainda faladas hoje no Brasil. e) Outro fato marcante nesse sentido foi a promulgação, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde cerca de 90% da população é de indígenas e descendentes, da lei 145/2002, que cooficializa as línguas nheengatu, tukano e baniwa. 26. Texto 1 Patrimônio linguístico: importância e proteção Temos dado muito pouca atenção a uma de nossas mais importantes riquezas nacionais. Trata-se de nosso patrimônio linguístico. Exatamente as línguas ou idiomas e dialetos falados em nosso país. Qual é a sua situação atual e importância? Há proteção legal para eles? É o que tentaremos analisar. Quando falamos em idiomas, logo vêm à nossa mente aqueles mais conhecidos, como o inglês, o francês, o alemão, o espanhol e o nosso português. Porém, há uma imensidão de idiomas ou línguas e dialetos em todo o planeta. Na verdade, a Terra é um grande mosaico linguístico, com cerca de línguas, atualmente, o que forma, hipoteticamente, uma verdadeira Torre de Babel; aliás, é praticamente impossível catalogar todos os idiomas e dialetos existentes, tanto que há muitas divergências em relação aos números e estatísticas. Mas muitos deles se encontram ameaçados de extinção, já que são falados por poucos indivíduos. Isto mesmo, ameaçados de extinção, exatamente como dizemos dos animais e plantas, inclusive seus processos de extinção podem ser parecidos. Disponível em: <http://www.aultimaarcadenoe.com.br/patrimonio-linguistico/> (adaptado). Texto 2 A língua afirma a identidade cultural; simboliza a união de um grupo, pois é uma forma simples e eficiente de solidariedade. Ela permite reconhecer membros da comunidade, diferenciar estrangeiros e transmitir tradições. Assim, pode ser vista como um dos pilares para a delimitação de uma nação. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/identidade_nacional/>. As opções a seguir contêm passagens transcritas do texto 1. A passagem que se relaciona com o comentário do texto 2 é: a) Temos dado muito pouca atenção a uma de nossas mais importantes riquezas nacionais. Trata-se de nosso patrimônio linguístico. b) Quando falamos em idiomas, logo vêm à nossa mente aqueles mais conhecidos, como o inglês, o francês, o alemão, o espanhol e o nosso português. c) Na verdade, a Terra é um grande mosaico linguístico, com cerca de línguas, atualmente, o que forma hipoteticamente uma verdadeira Torre de Babel... d)... aliás, é praticamente impossível catalogar todos os idiomas e dialetos existentes, tanto que há muitas divergências em relação aos números e estatísticas. e) Mas muitos deles se encontram ameaçados de extinção, já que são falados por poucos indivíduos.

12 12 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira 27. Letramento Alfabetização pode ser conceituada como a capacidade de decodificar os sinais gráficos (na leitura), transformando-os em sons, e, na escrita, a capacidade de codificar os sons da fala, transformando-os em sinais gráficos dentro de um processo de ensino- -aprendizagem da leitura e da escrita. No entanto, o aprendizado da escrita não se reduz apenas ao domínio de sons e letras, mas se caracteriza como um processo ativo no qual a criança constrói e reconstrói hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita, compreendida como um sistema de representação. Progressivamente, o termo alfabetização passou a designar o processo não apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação, mas também o domínio de conhecimentos que permitem o uso dessas habilidades práticas sociais de leitura e escrita. É diante dessas novas exigências que surge um novo nome para o termo alfabetização funcional, criado com a finalidade de incorporar as habilidades de uso da leitura e da escrita em situações sociais e, posteriormente, a palavra letramento. Disponível em: <http://edisantiago3.blogspot.com.br/>. Acesso em: 1 o mar b) o respeito e a preservação do português padrão como forma de fortalecimento do idioma do Brasil. c) a valorização da diversidade cultural como patrimônio nacional e forma legítima de identidade da nação. d) a transformação do Brasil em um espaço em que o inglês se torne a primeira língua da nação. e) ironizar o movimento antropofágico que reinou até os anos 1950 na cultura brasileira. Com relação às ideias de alfabetização e letramento, expostas no texto, inferese que a) a alfabetização pode ser conceituada como a capacidade de decodificar os sinais gráficos (na leitura), transformando-os apenas em sons, podendo, na escrita, prejudicar a capacidade de codificar os sons da fala. b) surge um novo nome para o termo alfabetização funcional, criado com a finalidade de incorporar as habilidades de uso da leitura e da escrita em situações sociais com o intuito de desmerecer o termo letramento. c) o termo alfabetização passou a designar o processo não apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação, mas também o domínio de conhecimentos que interferem no uso dos mecanismos de leitura e escrita. d) a criança constrói e reconstrói hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita, compreendida como um sistema de representação a partir do conceito de letramento, tornando a alfabetização um conceito arcaico. e) o aprendizado da escrita se reduz apenas ao domínio de sons e letras e se caracteriza como um processo ativo no qual a criança constrói e produz hipóteses sobre o funcionamento da língua escrita, compreendida como um sistema de representação. 28. Samba do approach Venha provar meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do rush Eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire Meu temperamento é light Minha casa é hi-tech Toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull Hoje me amarro no Slash Minha vida agora é cool Meu passado é que foi trash [...] Zeca Baleiro. Disponível em: <http://letras.mus.br/zeca-baleiro/43674/>. Acesso em: 23 fev As canções de Zeca Baleiro, compositor brasileiro do Maranhão, revelam uma aguçada preocupação do artista com as mudanças político-culturais de seu tempo. Nesse fragmento da música Samba do approach, o artista propõe a) um comportamento xenófobo para os artistas que militam a favor da memória e da identidade nacional.

13 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira Gabarito 1. D 2. B 3. B 4. C 5. D 6. D 7. A 8. E 9. C 10. C 11. A 12. D 13. B 14. B 15. C 16. E 17. C 18. C 19. C 20. B 21. D 22. D 23. D 24. A 25. D 26. A 27. C 28. C Resoluções 01 D Casimiro de Abreu é um legítimo representante da estética romântica brasileira. Trata-se de um poeta da 2 a fase, chamada de ultrarromântica pela exacerbação sentimental e pelo saudosismo em relação ao passado histórico e à infância. Já Oswald de Andrade representa o primeiro momento do modernismo, caracterizado pela ruptura com o passado conservador do país, por meio do uso de formas livres e temáticas associadas ao cotidiano. 02 B Jorge de Lima remete às condições dos trabalhadores da indústria no Brasil do início do século XX. As opções A e B são as únicas que podem ser relacionadas ao processo industrial, visto que há um robô na opção A e um carro na opção B. Elas diferem, porém, pois A mostra apenas um produto do processo fabril, enquanto B mostra um produto e o processo de sua fabricação. Como o enunciado do item se refere a um fato que pode ser representado como prática, deve-se assinalar a opção B. 03 B Ao definir o Cultismo e o Conceptismo e ao contextualizá-los no Barroco, o item entra em consonância com a habilidade 16 da competência de área 5, que trata da relação entre as concepções artísticas e os procedimentos de construção do texto literário. 04 C A memória, que recria experiências no âmbito significativo da poesia, foi alcançada no poema pela experiência do resgate das lembranças de sua infância. 05 D O poeta assume que delinquiu e pede perdão por isso. Assume que ofendeu a Deus e se diz submisso. Deve-se assinalar a opção D. Quanto à opção A, invalida-a o fato de a religiosidade do eu poético não ser reta, pois ele não é livre do pecado. A opção B, por sua vez, é falsa porque a opção pelo soneto e pelas rimas interpoladas antecedeu ao Barroco e não registra a existência de conflitos. Do mesmo modo, não configuram influências do conflito existencial barroco, as características das opções C e E. 06 D O quadro comparativo revela pontos de convergência ou semelhança, entre o Barroco e o Classicismo, quanto à forma, pois ambos cultuavam o gosto pelo soneto. Nota-se ainda uma consonância à temática amorosa, associada ao sensualismo. Nos demais casos, notam-se claras distinções, umas mais acentuadas, como a oposição do cristianismo com o paganismo ou da complexidade com a clareza, outras menos, como o contraste do conflito fé e razão com o racionalismo. 07 A O poema retrata dois ambientes de um todo: a pista de um espaço de corrida de cavalos e uma sala em que há magnatas, meninas e uma orquestra. A multiplicidade de planos é um traço cubista. Quanto à opção B, há nela um erro: os agentes das duas ações verbais são os jóqueis e a orquestra. Não há ambiguidade em relação aos agentes das duas ações, e, caso houvesse, não seria isso que configuraria um traço cubista. As opções C, D e E, embora façam afirmações coerentes, não apresentam traços que caracterizem especificamente o Cubismo. 08 E a) (F) Ocorre apenas uma metáfora. b) (F) Caso de personificação. c) (F) Assíndeto. d) (F) Pleonasmo e gradação. e) (V) O uso do exagero configura nitidamente a presença da figura de linguagem conhecida como hipérbole. 09 C O eu poético diz em todas as opções que se prende à realidade do presente, mas só se refere à necessidade da união que deve se estabelecer entre os homens na opção C ( Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas ). É nesse momento que se pode inferir sua sensibilidade em relação ao outro, estabelecendo-se uma semelhança entre seu verso e os do Legião Urbana ( É preciso amar as pessoas/como se não houvesse amanhã ). 10 C Por meio da observação do cotidiano das mulheres da vida, o eu lírico expressa a sua preocupação sobre a segregação imposta a muitas pessoas por conta das escolhas destas a respeito dos papéis sociais que pretendem interpretar. 11 A O é um gênero textual de natureza digital que pertence ao universo tecnológico chamado de ciberespaço. Nele, os textos digitais circulam por amplos espaços em curtos espaços de tempo. Por uma questão de economia, a linguagem deve ser sintética com abreviações de palavras, expressões e até frases inteiras, contando inclusive com ícones chamados de emoticons que auxiliam na produção de diferentes mensagens. Além disso, faz-se também o uso de coloquialismos, gírias e marcas de oralidade. 12 D Texto injuntivo é o tipo de texto que leva o leitor a mais que uma simples informação, que instrui o leitor. Não é o texto que argumenta, que narra, que debate, mas que leva o leitor à determinada orientação transformadora. O texto injuntivo-instrucional pode ter o poder de transformar o comportamento do leitor. 13 B O artigo definido as contribui para a recuperação do substantivo doenças por elipse. A opção A é falsa porque o outras como pronome adjetivo da palavra doenças permite inferir que a aids, e não o HIV, é uma doença. A opção C é falsa porque o pronome relativo que se refere ao HPV, e não ao substantivo doenças. A opção D é falsa porque o gerúndio podendo poderia ser substituído por e, com supressão da vírgula que antecede a ele, e não por mas. A opção E é falsa porque a conjunção portanto inicia uma conclusão que tem como base apenas a última das frases anteriores. 14 B A função referencial existe na generalidade das mensagens e é determinada pelo contexto: o emissor tem a intenção de informar, de referir, de descrever uma situação, um estado de coisas, um acontecimento. 15 C A função conativa ou apelativa da linguagem está voltada ao convencimento e/ou persuasão ao receptor da mensagem. Ela predomina em textos cujo propósito é aconselhar ou orientar acerca de procedimentos específicos como se vê, por exemplo, no texto-base, que faz uso do verbo no imperativo como em mantenha, mexa-se, concentre-se etc. e períodos simples separados por pontos que revelam o

14 14 Recife 26 de agosto de 2015 quarta-feira teor imperativo e a objetividade do texto. 16 E A função da linguagem que tem como foco o código linguístico é a metalinguística. A função expressiva ou emotiva (opção A) se concentra na expressão do eu, ou seja, do emissor, e não no significado de palavras. A estética ou poética (opção B), na maneira artística de transmitir a mensagem. A conativa ou apelativa (opção C), no receptor. A referencial ou informativa (opção D), na informação sobre elemento que não seja o emissor, nem o receptor, nem o código linguístico. 17 C A fonoestilística faz referência à tentativa de poetas de registrar impressões sonoras que remetam ao contexto de seus poemas. Isso foi feito por Caetano Veloso nos versos da questão, bem como foram exploradas duas cargas de significação para o vocábulo clara. Quanto aos procedimentos citados nas opções A e B, não são exclusivos da linguagem poética. A opção D, por sua vez, contém um erro. O amor é tema recorrente também na prosa, e não só na poesia, especialmente na prosa romântica. A opção E expõe o oposto do que se pode dizer sobre a função poética: é o modo como se transmite a mensagem e não a mensagem em si que configura essa função. 18 C A função referencial não se concentra no eu do emissor nem no receptor, mas no(s) referente(s): Karolina e o episódio que o narrador vivenciou com ela. A opção A é falsa, pois Karolina não é interlocutora. A opção B diz respeito à função poética ou estética. A opção D, à função apelativa, conativa e a opção E, à função expressiva. 19 C A questão avalia a capacidade do aluno de reconhecer a importância do interlocutor para a composição do texto, em que predomina a função da linguagem apelativa ou conativa. Também é importante para o aluno notar o uso do imperativo na construção da mensagem. 25 D As opções D e E são as que fazem referência à preservação de línguas indígenas, mas é a D que se configura mais forte para esse fim, pois alude a uma ação que certamente contribuirá para a sobrevivência das cerca de duzentas línguas indígenas ainda faladas, hoje, no Brasil. Na opção E, há menção à preservação de apenas três línguas. 26 A Considerar a língua como patrimônio e riqueza nacional, pode ter como razões o fato dessa língua afirmar nossa identidade cultural, permitir o nosso reconhecimento e a identificação de estrangeiros e transmitir nossas tradições, o que a faz um dos pilares para a delimitação de uma nação. (texto II) 27 C a) (F) Essa alternativa afirma que há uma restrição quanto ao processo de letramento, ao dizer que há uma transformação apenas em sons. b) (F) Segundo o texto, não ocorre o desmerecimento de termos como letramento ou alfabetização. c) (V) Neste item, tem-se a abordagem da realidade dos processos de aquisição da leitura e da escrita, configurando a temática abordada no texto. d) (F) A definição utilizada no item D privilegia o conceito de letramento como um tipo de alfabetização, e por isso está incorreta. e) (F) Essa abordagem restringe o processo de letramento apenas ao domínio de letras e sons. 28 C Misturando ritmos e vozes, Zeca Baleiro registra a antropofagia cultural contemporânea que se opera no território brasileiro, uma das grandes responsáveis pela consagração da diversidade cultural como uma das mais importantes características da identidade nacional brasileira. 20 B O segundo verso da opção A, ao contrário do primeiro, e os pares de versos das opções C, D e E não têm a função de dar início a um diálogo nem de impulsionar sua manutenção. Já os versos da opção B tentam sustentar um diálogo que começava a encerrar-se. São falas proferidas enquanto os interlocutores resolvem o que continuar dizendo. 21 D O texto apresentado é de natureza publicitária; nele predomina, portanto, a função conativa ou apelativa da linguagem. O uso de exclamações chama a atenção para o sabor apreciável do produto apresentado, enquanto a pergunta ao final do texto tem por propósito buscar uma aproximação com o leitor/receptor da mensagem. Tais traços são típicos em textos onde predomina a função conativa. 22 D Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução é o principal objetivo da questão. No texto, deve-se reconhecer que a função metalinguística é aquela destinada a explicar o próprio código. 23 D Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução. No caso apresentado, tem-se a preocupação com os aspectos estéticos da linguagem na composição poética. 24 A Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional é o principal objetivo da questão. No caso, o aluno deve reconhecer que as diversas misturas étnicas e sincretismos culturais que aqui se operaram foram responsáveis pelo léxico variado e heterogêneo que forma o idioma oficial da nação brasileira.

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