CIDADES: CENÁRIOS LITERÁRIOS DA MODERNIDADE

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1 DOI: /4cih.pphuem.560 CIDADES: CENÁRIOS LITERÁRIOS DA MODERNIDADE Jury Antonio Dall Agnol Mestrando UFSC I. Primeiras Palavras Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes a arte de flanar. João do Rio A cidade, com toda a sua complexidade heterogênea, exuberante e caótica sempre foi um tema sedutor aos olhos do escritor. Em suas veias, ruas e calçadas sujas, correm o bem e o mal, a oportunidade e o infortúnio. Uma novela em tempo real, onde cada habitante encarna o seu próprio personagem e, onde, o roteiro se desenrola no fluxo insondável dos acontecimentos, findando, muitas vezes, em um desfecho inesperado. Essa experiência urbana, esse cenário literário vivenciado no dia-a-dia pelos citadinos é a musa inspiradora de escritores como João do Rio e Roberto Arlt. Sob os olhos dos escritores, através das relações entre o indivíduo e a urbe, surgiram representações literárias da cidade do Rio de Janeiro e de Buenos Aires que se tornaram um campo fértil para dedilhar abordagens sobre o imaginário coletivo e o conjunto de experiência de seus habitantes no início do século XX. Logo, cruzar a porta de entrada para o estudo de uma época onde a modernidade adentrava a chutes e pontapés, revelada pela rica potencialidade da literatura e por meio da multiplicidade de olhares e percepções do escritor é, de certa forma, poder ver a inserção do homem como ser social no tempo e no espaço. Essa gama de olhares, registrados em crônicas, romances e contos, com um valor histórico próprio, datação definida e riqueza de detalhes do período, permite uma rica conversação das representações literárias com as histórias das cidades. Como bem lembra Lucilia de Almeida Neves Delgado (2007, p. 160): Nesses escritos o tempo e a memória das cidades, em inter-relação, tecem uma trama complexa em que se fundem essas diversas representações e nas quais se evidenciam as fontes para a produção do conhecimento histórico sobre as próprias cidades.

2 3336 É um tema proveitoso, porém complexo para o historiador. O retrato de um momento histórico de uma determinada sociedade requer demarcar ações, costumes, comportamentos e evoluções na tentativa de explicar um acontecimento. Nesse contexto história e literatura podem ser um meio de reflexão na medida em que refletem sobre os problemas sociais e mostram os interstícios de uma outra história, geralmente marginalizada e esquecida pela historiografia oficial, e que na obra de João do Rio e Roberto Arlt pode ser vista na singularidade com que descrevem os lugares, os fatos e as pessoas. Segundo Delgado (2007, p. 160): Desse modo, a literatura constrói diferentes representações que, com certeza, apresentam estreita interseção com realidades concretas da urbe, tais como: vida cotidiana; topografia; traçados de ruas, avenidas e praças; ambientes urbanos; mapas afetivos; planta social; monumentos; atividades econômicas; e locais de vivência de diferentes sociabilidades, como bares, cafés, escolas, igrejas, livrarias e clubes. As cidades de Buenos Aires e Rio de Janeiro são descritas como parte das pessoas: é assim que Arlt e João do Rio vêem e percorrem o urbano ao longo de suas crônicas e mostram através da interlocução entre indivíduo e urbe as imagens literárias de um caos estabelecido pela metropolização em fluxo. Segundo Pesavento, sendo a cidade, por excelência, o lugar do homem, ela se presta à multiplicidade de olhares entrecruzados, que, de forma transdisciplinar, abordam o real na busca de cadeias e significados (1999, p. 09). Desse modo, a conversação entre a história e a literatura fornece ao historiador uma forma de acesso ao imaginário da cidade. Por meio de registros históricos e representações literárias, os historiadores, assim como os estudiosos da literatura, possibilitam através das potencialidades entre o diálogo histórico e literário uma produção de conhecimento no campo da história cultural que versa sobre as relações das pessoas entre si e sobre as relações das pessoas com a cidade no qual estão arraigadas. Assim, diz Lucilia de Almeida Neves Delgado (2007, p. 160): O diálogo entre história e literatura não é novo. Todavia, a adoção da literatura como fonte de pesquisa pelos historiadores é uma inovação que ganhou legitimidade ao longo do século XX. Essa abordagem também abriu perspectivas para a incorporação de novos temas, problemas, metodologias e fontes ao vasto universo que é a produção do conhecimento histórico. As representações literárias urbanas, tal como as tecidas por Roberto Arlt e João do Rio, dão sentidos às cidades e contribuem para a produção de interpretações e análises sobre uma área de conhecimento que ousamos denominar como história cultural urbana. Além

3 3337 disso, as obras dos autores possibilitam por meio do imaginário, do contexto histórico e dos modos de vida da cidade relevantes registros da memória social urbana de duas importantes capitais latino-americanas. Resgatam e apresentam ao leitor os cenários citadinos, com seus múltiplos personagens sociais, que na narrativa literária são para a pesquisa histórica o principal conteúdo capaz de conferir símbolos e significados aos lugares da urbe. II. Cidades, história e literatura João do Rio e Roberto Arlt ficaram famosos por seus múltiplos olhares sobre a cidade que se urbanizava. Em suas obras registraram os diferentes tipos de sub-empregos bem como seus obreiros mais afamados: (...) ladrões, prostitutas, malandros, desertores do exército, da Marinha e dos navios estrangeiros, ciganos, ambulantes, trapeiros, criados, serventes de repartições públicas, ratoeiros, recebedores de bondes, engraxates, carroceiros, floristas, bicheiros, jogadores, receptadores, pivetes (...). (CARVALHO, 1998, p. 18). Adotaram como temática fundamental o sentimento de entrada na modernidade. O enfoque era o progresso metropolitano através das observações da miséria, o que causava certo desconforto na elite da cidade, pois, esquivava-se da face civilizadora a qual pregavam. Porém, seu modelo preferido para a criação era justamente esse lado contrário: a face destruidora dos tempos modernos que separa e distingue. Unindo os fragmentos de uma cidade em transformação, na qual coabitam personagens e espaços inseridos em um novo projeto de cidade civilizada, os autores, granjearam palco na escrita sobre aspectos contrários desta civilidade, deste modo, ganha vez o símbolo e o estigma dos males sociais, ou seja, a cidade do vício. Criava-se então, a partir de suas obras, um imaginário peculiar sobre a população das capitais federais Buenos Aires e Rio de Janeiro, imagens estas que percorrem até os dias de hoje, e que podem ser analisadas através do brilho de suas narrativas. Nicolau Sevcenko fixa a importância dessa literatura do início do século XX para compreensão do período da seguinte forma: As décadas situadas em torno da transição dos séculos XIX e XX assinalaram mudanças drásticas (...). Mudanças que foram registradas pela literatura, mas sobretudo mudanças que se transformaram em literatura. Os fenômenos históricos se reproduziram no campo das letras, insinuando modos originais de observar, sentir, compreender, nomear e exprimir. A rapidez e profundidade da transfiguração que devassou a sociedade inculcou na produção artística uma inquietação diretamente voltada para os processos de mudança, perplexa com a sua intensidade inédita, presa

4 3338 de seus desmandos e ansiosa de assumir a sua condução. Fruto das transformações, dedicada a refletir sobre elas e exprimi-las de todo o modo, essa literatura pretendia ainda mais alcançar o seu controle, fosse racional, artística ou politicamente. Poucas vezes a criação literária esteve tão presa à própria epiderme da história tout court. (SEVCENKO, 2003, p. 286/287). Destarte, todo o mundo encantador das ruas ganha o respeito e atenção dos dois escritores. Desde as alamedas que abordam as pequenas profissões dos biscateiros que perambulam pela cidade na virada do século e que carecem de compreensão e vivência até os hotéis de luxo que hospedam a figura mística do rato de hotel. São diversos personagens e distintas formas de atuar na cidade. Não possuíam nenhum tipo de preconceito, escreviam sobre um dono de botequim bem como de um encarcerado da Casa de Detenção com a mesma igualdade. Para eles, o espaço urbano, a rua, era, pois, um dos pilares de construção da figura do homem moderno. João do Rio, em sua obra a Alma encantadora das ruas, assim se refere sobre a relação indivíduo/rua: Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia, Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua. (RIO, 1997, p. 45). Desse modo, enxergavam nitidamente a cidade protagonista do desenvolvimento sob os olhos dos personagens que andavam a margem esquerda, pelos meandros do corpo urbano. Em uma crônica das Águas-Fortes Portenhas de Roberto Arlt de 04/09/1928, intitulada Filosofia do homem que precisa de tijolos, esse sujeito que anda as margens aparece bem caracterizado como um sujeito nem bom, nem mal: Há um tipo de ladrão que não é ladrão, segundo nosso modo de ver, e que legalmente é mais gatuno que o próprio Saccomano ou mesmo um Meneghetti. Este ladrão, e homem decente, é o proprietário que rouba tijolos, que rouba cal, areia, cimento e que não passa disso. O roubo mais audaz que pode fazer este honrado cidadão consiste em duas chapas de zinco para cobrir a armação do galinheiro. (RIBEIRO, 2001, p. 163). Assim, problematizar a escrita de João do Rio e Roberto Arlt com os acontecimentos históricos do início do século XX é, correlacionando com as idéias de Sandra Jatahy Pesavento, admitir:

5 3339 (...) que a literatura é fonte de si mesma enquanto escrita de uma sensibilidade, enquanto registro, no tempo, das razões e sensibilidades dos homens em um certo momento da história. Dos seus sonhos, medos, angústias, pecados e virtudes, da regra e da contravenção, da ordem e da contramão da vida. A literatura registra a vida. Literatura é, sobretudo, impressão de vida. (PESAVENTO, 2006, p. 23). Andavam pelas ruas captando não só os aspectos físicos, mas também a aura dos sujeitos e dos lugares. Torna-se então mais interessante e pitoresca a obra dos repórteres, principalmente quando eles esmiúçam os personagens. Os autores conseguem com riqueza de detalhes decodificar cada figura dramática ante suas relações com a vida, com o trabalho, com a política, com o amor. História e literatura se unem em um trabalho árduo de reconstituição, de reelaboração de vida, de lembranças que muitas vezes fogem do perímetro individual e só são encontradas no circuito do coletivo. Para João do Rio (1997, p. 48): Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopéia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. Já Arlt na crônica a Cadeira na calçada de 11/12/1929: Os velhos, funcionários públicos da carroça, da pá e do escovão, ficam de conversa fiada sobre erogoyenismo, um ego presidencial. Algum moço foragido reflexiona num umbral. Alguma criollaza gorda, pensa amarguras. E este é outro pedaço do nosso bairro. Esteja tocando Cuando llora la milonga ou a Patética, pouco importa. Os corações são os mesmos, as paixões as mesmas, os ódios os mesmos, as esperanças são as mesmas. (RIBEIRO, 2001, p. 201). Como profissionais da imprensa, João do Rio e Arlt trabalhavam numa simbiose de documental e ficcional, realizando assim, em suas obras, o gênero jornalístico/literário chamado de fait divers 1. Usando dos artifícios da flanerie, os autores caminhavam pela cidade captando o tom mundano e indefinido do cotidiano, registrando os personagens e espaços para depois com perícia literal em suas narrativas, revelar uma série de transformações da vida do Rio de Janeiro e de Buenos Aires. Escreviam assim, através da formulação de uma psicologia urbana que fecundou o imaginário carioca e porteño, a sociedade através do reflexo tumultuário que o projeto modernizador de uma elite dominante, (...) que achava possível efetivar a substituição do mundo da superstição pelos valores racionais do nacionalismo (...) (GUIMARÃES, 2002, p. 06), caminhando assim, indubitavelmente, para uma ordem e um progresso. Mesmo enfrentando a problemática da (i) legibilidade da cidade que se modernizava sob os auspícios dos donos da República, João do Rio e Arlt, fundindo fato e ficção, 1 Segundo Valéria Guimarães, fait divers é a realidade contada com recursos do melodrama.

6 3340 conseguiram relatar uma série de tipos sociais e estigmas que apareciam estereotipados no Rio de Janeiro e Buenos Aires do início do século XX, e que percorriam o imaginário da época. Foi com nascimento da República que aconteceram várias transformações rápidas e cruciais nas instituições e no estilo de vida da população brasileira e argentina. O Rio de Janeiro e Buenos Aires, então capitais federais de seus países, passavam por mudanças bruscas e se viam, agora, atormentadas com um forte movimento migratório e imigratório que adentrava os dois países. No Brasil, a derrubada do então Imperador do Brasil Dom Pedro II, a proclamação da república e a acidentada construção de novas formas de autoridade civil, junto à expansão do consumo de artigos produzidos pelas indústrias européias e norte-americanas, associada ao incipiente surgimento de um parque industrial, mudou hábitos e costumes no país. A população cresceu rápida e diversificadamente, alimentada pelas correntes migratórias nacionais e estrangeiras, modificando assim a face das cidades. Segundo José Murilo de Carvalho (1998, p. 16), Alterou-se a população da capital em termos de número de habitantes, de composição étnica, de estrutura ocupacional. A abolição lançou o restante da mãode-obra escrava no mercado de trabalho livre e engrossou o contingente de subempregados e desempregados. Também na Argentina, com a consolidação do Estado Nacional argentino e a federalização de Buenos Aires em 1881, ocorre uma desenfreada migração e imigração e um salto econômico no contexto internacional que opera uma expansão demográfica e urbana na capital federal chegando à década de 20 a soma de dois milhões de habitantes. Nada comparado ao final do século XIX (1895), quando beirava aproximadamente 680 mil habitantes. Segundo Beatriz Sarlo, é nesse momento que Buenos Aires começa a se tornar uma metrópole: Na medida em que Buenos Aires se altera, frente aos olhos de seus habitantes, numa aceleração que pertence ao ritmo das novas tecnologias de produção e de transporte, a cidade é pensada como condensação simbólica e material da mudança. Assim é celebrada, e desde essa perspectiva é julgada. A idéia de cidade é incindível das posições suscitadas pelos processos de modernização e é inseparável também de outra idéia: conseguiu-se, finalmente, colocar Buenos Aires na perspectiva que havia animado os projetos institucionais do século XIX: a cidade venceu o mundo rural, a imigração proporciona uma base demográfica nova, o progresso econômico sobrepõe, ao modelo, a realidade. (SARLO, 1990, p. 32).

7 3341 Poucos escritores conseguem ligar essas mudanças radicais a suas obras quanto Arlt e João do Rio. Seus romances, contos e novelas são a porta de entrada para o fascínio e também para a desorientação que as transformações desta época causaram nas pessoas. A literatura dos dois escritores certamente ocupa um lugar de destaque no conjunto de estudos que buscam desvendar as mudanças sociais e políticas que a modernidade causou na população das cidades do Rio de Janeiro e de Buenos Aires. A presença da massa urbana na escrita dos autores acende diferentes interpretações sobre as sensibilidades que se atravancavam nos anos iniciais do novecento latino-americano. Tanto a escrita ficcional literária quanto a história estão presentes na obra dos autores, é um exemplo claro da fusão real-imaginário. Um modelo claro são as obras Memórias de um rato de hotel (1912) de João do Rio e El Juguete Rabioso (1926) de Roberto Arlt. Ambas possuem resquícios de subjetividade e objetividade que se misturam e reinventam uma nova forma de contar a história. Segundo Mônica Pimenta Velloso a história serviria (...) como matéria inspiradora para a ficção, reinvenção da realidade (1988, p. 259). Os reflexos da abolição, a queda da monarquia, a república, a modernidade, as dissensões políticas e sociais, a marginalização e a miséria das camadas populares são fatos que se entrecruzam com as vivências íntimas dos autores, e tornam-se material para a escrita. Um testemunho ocular que na (...) reconstituição da memória é subjetiva (VELLOSO, 1988, p. 259). Todo esse painel vivo de massas e multidões, todas essas turbulências urbanas, nos mostra que os autores partem de uma referência histórica vivida para escrever suas ficções, de suas ocupações como flanêurs para oferecer um retrato de época. Esses dois personagens de inspiração baudelaireana à solta pelas ruas de suas respectivas cidades captaram através da escrita todo o sentido metropolitano assumido pelas duas capitais. Desse modo, denotaram a compatibilidade entre história e literatura, sem que sejam negligenciadas as especificidades dos respectivos discursos. Segundo Pesavento (2006, p. 13/14): História e Literatura correspondem a narrativas explicativas do real que se renovam no tempo e no espaço, mas que são dotadas de um traço de permanência ancestral: os homens, desde sempre, expressaram pela linguagem o mundo do visto e do não visto, através das suas diferentes formas: a oralidade, a escrita, a imagem, a música. Também Paul Veyne (1992, p. 11) lembra que, como o romance, a história seleciona, simplifica, organiza, faz com que um século caiba numa página (...). Dessa forma o historiador também se aproxima da ficção, reinventando o tempo.

8 3342 João do Rio e Arlt não eram historiadores, nem tampouco suas obras objetivavam descrever os acontecimentos com máxima fidelidade de dados. No entanto, para um historiador que procura indícios sobre a época da qual os autores participaram, suas obras literárias, podem ser de grande valor. Como bem lembra Sandra Jatahy Pesavento: A sintonia fina de uma época fornecendo uma leitura do presente da escrita pode ser encontrada em um Balzac ou em um Machado, sem que nos preocupemos com o fato de Capitu ou do Tio Goriot e de Eugène de Rastignac terem existido ou não. Existiram enquanto possibilidades, como perfis que retraçam sensibilidades. Foram reais na verdade do simbólico que expressam não no acontecer da vida. São dotados de realidade, porque encarnam defeitos e virtudes dos humanos, porque nos falam do absurdo da existência, das misérias e das conquistas gratificantes da vida, porque falam das coisas para além da moral e das normas, para além do confessável, por exemplo. (2006, p. 15). Assim, a leitura dos anos iniciais do século XX na obra literária de João do Rio e Roberto Arlt pode ser percebida através: (...) do efeito de real fornecido pelo texto literário que consegue fazer seu leitor privilegiado no caso, o historiador, com o seu capital específico de conhecimento divisar sob nova luz o seu objeto de análise, numa temporalidade passada. Nesta dimensão, o texto literário inaugura um plus como possibilidade de conhecimento do mundo. (PESAVENTO, 2006, p. 22). Tal caminho de investigação dispara um minucioso entendimento sobre as diferentes possibilidades de leitura dos escritos dos autores. Suas obras dão acesso às formas e as sensibilidades de se ver um outro tempo. Como afirma Pesavento (2006, p.22), o texto literário revela e insinua as verdades da representação ou do simbólico através de fatos criados pela ficção. Desse modo, a temática insere-se assim, nos domínios da história cultural que, a partir de Roger Chartier (1990, p. 16/17) entende-se (...) por principal objeto identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade social é construída, pensada, dada a ler. Essa lógica nos leva a compreender através da escrita da cidade, as experiências e choques entre as camadas da população que metamorfoseavam e criavam seus espaços. Formas que vigoravam naquela sociedade e que para João do Rio e Arlt eram o laço de afeto entre eles e suas escritas. A Belle Époque latino-americana permitiu aos autores interpretações sobre as sensibilidades da época, interpretações que no caso aqui em discussão se configura como a forma de:

9 3343 (...) capturar a impressão de vida, a energia vital, a enargheia presente no passado, na raiz da explicação de seus atos e da sua forma de qualificar o mundo. E estes traços, eles podem ser resgatados na narrativa literária, muito mais do que em outro tipo de documento. (PESAVENTO, 2006, p. 23). Como um pequeno fragmento de estudo do material de João do Rio e Roberto Arlt, este artigo, por meio das obras dos dois escritores, objetivou mostrar que, através da literatura é possível enxergar as evidências e as transformações que se mostram a todo instante nas ruas das cidades cosmopolitas do Rio de Janeiro e Buenos Aires, e que são registros ricos para a pesquisa historiográfica. João do Rio e Arlt faz-nos redescobrir as paisagens de suas cidades, que foram e que são símbolos de movimento urbano constante, mergulhando-nos nelas através da literatura. Uma poética urbana calcada em visões literárias, históricas e sociais que mostram o misto de fascinação e terror que as transformações bruscas da modernidade causaram na mente do homem na virada do século XIX para o século XX. Referencias Bibliográficas BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, CARVALHO, J.M. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a república que não foi. 3ª ed. São Paulo: Companhia das letras, CHARTIER, Roger. A história cultural Entre práticas e representações. Lisboa: Difel, DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Memória, história e representações literárias. Belo Horizonte: Revista do Arquivo Público Mineiro, v. 43, n. 02, mês Jul./Dez., GUIMARÃES, Valéria. Paixão que Mata - leitura popular no início do século XX em São Paulo. Klepsidra. Revista Virtual de História, net, v. III, SARLO, Beatriz. Modernidad y mezcla cultural. El caso de Buenos Aires, in BELLUZZO, Ana Maria Moraes (org.). Modernidade. Vanguardas Artísticas na América Latina. São Paulo, Memorial/Unesp, VELLOSO, M. P. A Literatura como Espelho da Nação; A Crítica Literária No Estado Novo. Revista de Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p , PESAVENTO. Sandra Jatahy. O imaginário da cidade: visões literárias do urbano Paris, Rio de Janeiro, Porto Alegre. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.

10 3344. História & Literatura: uma velha-nova história In: Literatura e história: identidades e fronteiras / Clélia Botelho da Costa, Maria Clara Tomaz Machado. (org.). Uberlândia, EDUFU, PINTO. Júlio Pimentel. Uma memória do mundo: ficção, memória e história em Jorge Luis Borges. São Paulo: Estação Liberdade: FAPESP, RIBEIRO. Maria Paula Gurgel. Tradução de águas fortes portenhas, de Roberto Arlt. Dissertação de Mestrado, apresentada ao Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Área de Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano Americana. São Paulo, RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Organização de Raul Antelo. São Paulo: Companhia das Letras, RIO, João do. Memórias de um rato de hotel. Rio de Janeiro, Dantes, SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na primeira República. 2ª ed. São Paulo. Companhia das Letras, VEYNE, Paul. Como se escreve a história. Brasília: UnB, 1992.

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