Significado do termo Paisagismo ou Arquitetura Paisagística

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1 Significado do termo Paisagismo ou Arquitetura Paisagística

2 Definição de Paisagem Natural / Cultural 1. Consideramos Paisagem todo o espaço que se abrange num lance de vista, e que é delimitado pela linha do horizonte ou até onde nossa vista pode alcançar.

3 A paisagem Natural é aquela paisagem que não sofreu interferência do homem.

4 2. Haruyoshi Ono define paisagismo como: Arte e ciência de criar e planejar a paisagem dos espaços habitados ou modificados pelo homem. Refere-se o autor à Arquitetura Paisagística Cultural, isto é, a paisagem com a interferência do homem.

5 Paisagem natural e paisagem cultural são sistemas, entretanto a paisagem natural não é formadora de lugar, já o mesmo não ocorre com a paisagem cultural, como por exemplo, um jardim é formador de lugar. Paisagens são manifestações de interação de espaço-tempo do ambiente, totalidade da natureza e cultura. Para Milton Santos (1988) a paisagem é a acumulação desigual do tempo.

6 Ler uma paisagem é temporal. Tudo o que o homem hoje olha, vê e admira numa paisagem, o homem pré-histórico já fez, pois ele instalou-se e fixou-se numa determinada paisagem e ali ele criou o seu espaço.

7 Hoje, geralmente admiramos e preservamos paisagens como: sítios arqueológicos, praças medievais, praças renascentistas e etc., pois são de grande importância para nós, como lugares de memória. Psicanalistas interpretam: o que está enterrado ou o que pertence a uma antiga paisagem, é geralmente o que está enterrado dentro de nós, pois pertenceram aos nossos ancestrais e portanto fazem parte de nossa cultura.

8 Segundo Walter Benjamin (século XIX) Apoderar-se da imagem de sua cidade significa, para ele, flagrar sua própria imagem. O mapa da memória, doeu e o mapa da cidade se sobrepõe, não é possível desenhar um sem o outro.

9 A paisagem é autofágica, isto é, ela está sempre se comendo, pois ela nasce, morre e nasce novamente. Portanto a paisagem é legendária. A paisagem é a consciência humana diante de um ambiente, produto de seu potencial imaginativo e criador, uma contemplação visual formulando significados e novas imagens. Nas cidades os espaços abertos, sejam eles particulares ou públicos, como jardins, praças, parques e etc, correspondem ao enquadramento de paisagens cultivadas pelo homem, logo pertencem também ao imaginário de uma determinada civilização.

10 Devemos levar em conta numa paisagem o: o Valor artístico: espaços para manifestações artísticas ou possuidores de obras de arte significativas.

11 o Valor literário: espaços que através de narrações, contos, crônicas revelam um passado e uma cultura.

12 o Valor arqueológico: espaços indicativos de culturas antigas, sítios arqueológicos.

13 Valor paleontológico: espaços que tratam dos animais e vegetais fósseis e portanto tratam das formações rochosas que abrigam estes restos.

14 Valor legendário: espaços que retratam feitos épicos ou religiosos de um povo e que ao longo do tempo tornam-se lendas.

15 Valor afetivo: espaços que estão próximos de nós. Espaços ou lugares que nos trazem lembranças da infância ou de tempos próximos. É o repertório que cada um de nós traz consigo.

16 Valor mágico / sagrado: espaços que carregam um símbolo místico ou sagrado.

17 Valor religioso: espaços para manifestações religiosas.

18 Valor simbólico: espaço com valores próprios. Cada um traz dentro de si o seu valor simbólico e que varia de povo para povo.

19 Valor étnico: espaço da representação da cultura de cada povo.

20 Valor agropastoril: espaços para demonstração de produtos ligados a produção primária de uma determinada localidade.

21 Definição de Paisagem Natural / Cultural A paisagem urbana pode ser qualificada em três grandes grupos: 1. De caráter arquitetônico: são os espaços abertos ligados diretamente a arquitetura.

22 2. De caráter urbanístico: espaços determinados por resíduos urbanos.

23 3. De caráter paisagístico: espaços criados com finalidade paisagística, para uso de encontros, recreação e ócio de um população.

24 o Intervenção numa área com potencial paisagístico. Deve ser feito uma avaliação que requer um conhecimento e um bom desempenho sobre o tema. Avaliação: 1. Comportamental 2. Técnico-funcional 3. Técnico-estético 4. Conforto ambiental.

25 Subvariáveis: 1. Adequação da escala humana 2. Proximidade 3. Interação 4. Imagem e codificação ambiental 5. Identidade cultural 6. Densidade populacional.

26 Comportamental: 1. Hábitos 2. Origens 3. Elementos de vizinhança 4. Faixa etárias 5. Fator econômico 6. Fator cultural 7. Fator étnico

27 Avaliação técnico-funcional: 1. Dimensionamento dos espaços 2. Fluxos 3. Áreas de lazer e descanso 4. Flexibilidade do espaço 5. Acessibilidade 6. Áreas de esporte 7. Etc.

28 Avaliação técnico-estético: 1. Elementos que compõe os espaços quanto à: Cor Pigmentação Textura Volume Complexidade das formas Ritmo Seqüência Etc.

29 Conforto ambiental: 1. Acústica 2. Radiação 3. Iluminação artificial 4. Águas pluviais 5. Sombreamento 6. Umidade 7. Consorciações vegetais (bosques, jardins, matas)

30 Identificação das condições de planejamento: 1. Levantamento de dados sobre natureza / paisagem. Geologia / relevo do solo / solo Água / hidrologia Clima / ar Vegetação / fauna Imagem paisagística

31 2. Levantamento de uso do solo, desenvolvimento ou processo histórico: Prognóstico de desenvolvimento do uso do solo Áreas de assentamento Indústria / comércio Tráfego / energia Agricultura / pesca Turismo / recreio Gestão / água Reflorestamento Infra-estrutura

32 Os itens 1 e 2 vão dar subsídios para um prognóstico de desenvolvimento da natureza e paisagem. Avaliação da capacidade e de admissão presente para: Conservação de espécies e de biótipos Recreio / imagem paisagística Regeneração do solo / água / clima / ar Avaliação da capacidade e de admissão futura para a conservação da natureza: Programa para conservação da natureza e gestão paisagística.

33 Considerações finais: Conflitos entre uso do solo planejado e objetivos para conservação da natureza e gestão paisagística. Desenvolvimento de alternativas para minimizar conflitos. Estabelecimento de um plano paisagístico ou plano de estrutura paisagística, levando em consideração a conservação da natureza e o desenvolvimento do paisagismo cultural

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