UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES LICENCIATURA PLENA EM LETRAS HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES LICENCIATURA PLENA EM LETRAS HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA PAPA-CAPIM: A REPRESENTAÇÃO DO INDÍGENA BRASILEIRO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SIBELLE PRAXEDES PEREIRA JOÃO PESSOA, AGOSTO DE 2014

2 SIBELLE PRAXEDES PEREIRA PAPA-CAPIM: A REPRESENTAÇÃO DO INDÍGENA BRASILEIRO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Trabalho apresentado ao Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal da Paraíba como requisito para obtenção do grau de Licenciado em Letras, habilitação em Língua Portuguesa. Profª. Drª. Maria Bernardete da Nóbrega Orientadora JOÃO PESSOA, AGOSTO DE 2014

3 Catalogação da Publicação na Fonte. Universidade Federal da Paraíba. Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA). Pereira, Sibelle Praxedes. Papa-Capim: a representação do indígena brasileiro nas histórias em quadrinhos / Sibelle Praxedes Pereira. João Pessoa, f.:il. Monografia (Graduação em Letras com habilitação em Língua Portuguesa) Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Orientadora: Prof.ª Dr.ª Maria Bernardete da Nóbrega. 1. História em quadrinhos. 2. Indígena. 3. Imaginário. 4. Cultura - imaginário. I. Título. BSE-CCHLA CDU 741.5

4 SIBELLE PRAXEDES PEREIRA PAPA-CAPIM: A REPRESENTAÇÃO DO INDÍGENA BRASILEIRO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Trabalho apresentado ao Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Federal da Paraíba como requisito para obtenção do grau de Licenciado em Letras, habilitação em Língua Portuguesa. Data de aprovação: / / Banca examinadora Profª. Drª. Maria Bernardete da Nóbrega, DLCV, UFPB Orientador Profª. Drª. Ana Cristina Marinho Lúcio, DLCV, UFPB Examinador Profª. Drª. Gláucia Vieira Machado, DLCV, UFPB Examinador

5 Dedico ao meu esposo, Alberto. Ao meu pai e a minha mãe. Meus três corações.

6 Agradecimentos Deus, meu melhor e maior amigo. Como agradecer pelo bem que tens feito a mim? A Ti, minha vida, meu ar, meu tudo. Alberto, esposo querido e companheiro. No dia em que eu disse sim, não foi só para desfrutar de uma boa companhia, mas também para me sentir a mais feliz, a mais amada e a mais completa das mulheres. Lia e Paulino, pais não perfeitos, mas os melhores que eu poderia ter. Agora, fora de casa, aquele excesso de cuidado e responsabilidade que eu reclamava o tempo inteiro faz todo sentido nesse momento. Shirlei e Paulino Filho, irmã amiga e irmão querido. Sendo parte de mim, sangue do meu sangue não poderia deixá-los de citar. Com todas as brigas e os desentendimentos, temos mais alegrias do que tristezas juntos, são os amados que eu quero carregar para sempre perto de mim. Sheila, irmã do meio. Minha revisora e crítica favorita. Por me ajudar nos momentos de desesperos acadêmicos e a encontrar o tema que me deu mais prazer do que trabalho. Maria Bernardete da Nóbrega, orientadora amável. Pessoa calma e tranquila, além de educada ao extremo. Foi muito bom o passeio que fizemos juntas na tribo do curumim Papa-Capim, conhecendo e aprendendo um pouco mais da sua cultura e referência. Também não esquecerei o carinho e o amor com que se dedica às suas aulas, ao ponto de sempre perder a hora, mas principalmente, pela sua inteligência e paciência. E isso me inspira. Ana Marinho, professora especial. Com seu jeito simples e calado, agrada e conquista de uma maneira que eu não saberia explicar, talvez pela criatividade, pela escrita fenomenal, pela experiência e pelo conhecimento na sua área e em outras mais. Não poderia e nem gostaria de deixá-la de fora nesse momento, pois foi através do projeto, das aulas e das leituras na sua companhia que conheci melhor os caminhos da literatura.

7 CNPq, pela bolsa do PIBIC. Possibilitou a minha entrada na pesquisa através do projeto Guia de obras de literatura infanto-juvenil para uma educação fundamentada nos Direitos Humanos, orientado pela Professora Doutora Ana Cristina Marinho Lúcio. E me permitiu conhecer com mais clareza a literatura infantil/juvenil, embora tão complexa, tão incrivelmente inesquecível. Gláucia Machado, professora marcante. Simpática, alegre e gentil. São poucos os adjetivos que a descrevam e a definam. As suas aulas dão sempre um gosto de quero mais, pois tem a forma mais linda de ensinar que é também a de aprender. E com toda a diversidade de ideias e pensamentos em sala de aula, mantém a serenidade e o jeito cativante de provocar e instigar o aluno à liberdade de visão e posicionamento. Professores da graduação: Daniela Segabinazi, Expedito Ferraz, Fátima Melo, Ferrari Neto, Graça Carvalho, Leonor dos Santos, Pedro Francelino, Rinaldo de Fernandes, Socorro Pacífico, entre tantos outros. Pelo contágio da alegria de ensinar, pelo incentivo do olhar para a profissão com mais sabor e, sobretudo, pelo compartilhar das leituras e dos conhecimentos. Colegas da graduação: Juliana Carolina (minha madrinha), Juliana Dantas (doçura em excesso), Márcia Carlos (alegria contagiante), Nadilma (mais madura e sensível depois de Heitor), Renata (a risada mais divertida que eu conheço), Sayonara (menina esperta e inteligente). Por compartilharmos dos mesmos sonhos e desejos para a profissão. Foi bom conhecer cada uma, suas histórias, manias, alegrias, decepções e loucuras. Pelos passeios, eventos e encontros, por simplesmente, marcarmos para estudar e só conversar. As especiais, Aline, Angélica e Irany. Pela alegria que me dão quando estamos juntas, pela franqueza e sinceridade nas longas e agradáveis conversas. Por serem as pessoas com quem mais gasto crédito do celular. E não menos importante, o sujeito/objeto deste trabalho, o Papa-Capim. Por me apresentar a sua aldeia, sua turma, seus costumes e suas tradições. E por me fazer refletir mais sobre a minha cultura depois de conhecer a sua.

8 Antes que o homem aqui chegasse Às Terras Brasileiras Eram habitadas e amadas Por mais de 3 milhões de índios Proprietários felizes Da Terra Brasilis Pois todo dia era dia de índio Todo dia era dia de índio Mas agora eles só tem O dia 19 de Abril. Jorge Ben Jor. Todo dia era dia de índio. Álbum Bem-vinda Amizade, 1981.

9 RESUMO Este trabalho se propõe analisar a construção da representação do indígena nas histórias em quadrinhos (HQ) das revistas da Maurício de Sousa Produções, com ênfase no personagem Papa-Capim e sua turma. Delimita como base os pressupostos teóricos formulados por Bhabha (2007), Brostolin; Cruz (2011), Campos (2013), Jobim (2002; 2008), Koch- Grünberg (2006), Larrosa (1994), Nelly Novaes Coelho (1991), Stuart Hall (1997; 2003; 2006), dentre outros. Constitui o corpus desta pesquisa a análise das revistas/almanaques do Chico Bento (nº 43, 72, 87, 345, 346 e 409) e de personagens da Turma da Mônica, como os almanaques do Cascão (nº 43 e 44), Cebolinha (nº 44) e Magali (nº 43), entre o período de 2000 e O gênero quadrinhos, sua linguagem e panorama histórico, bem como o lugar de Maurício de Sousa nessa conjuntura, suscita a retomada das categorias analíticas identidade, cultura, imaginário e representação social, engendradas na própria construção da narrativa da qual Papa-Capim e sua turma são protagonistas. À guisa de inferências finais, esta temática vem provocar um olhar crítico sobre a consolidação de um sistema de representação de identidades no contexto indígena brasileiro, por enfatizar as diversas formas pelas quais o índio no/do Brasil passou a ser representado nas HQ. Palavras-chave: História em Quadrinhos. Papa-Capim. Representação indígena. Imaginário. Cultura. Identidade.

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Imagem 1 - Maurício de Sousa...19 Imagem 2 - Pássaro Coleirinho/a...24 Figura 1 Desenhos/modelos criados com tipos de balões para HQ...17 Figura 2 - Caricatura de Maurício de Sousa...20 Figura 3 - Papa-Capim, personagem de Maurício de Sousa...22 Figura 4 - Nascimento do Cafuné e origem do nome...25 Figura 5 - Caraíba afundando em areia movediça...28 Figura 6 - Papa-Capim e Cafuné, preparando flechas para caçar...34 Figura 7 - Papa-Capim e Cafuné, com arco e flecha...34 Figura 8 - Papa-Capim e o Pajé da sua tribo...34 Figura 9 - Tupã, o deus da tribo de Papa-capim, apartando brigas de tribos rivais...35 Figura 10 - Encontro entre caraíba, Papa-Capim e Cafuné...36 Figura 11 - O caraíba procura convencer Papa-Capim de não caçar jacarés...37 Figura 12 - O caraíba procura convencer Papa-Capim de não caçar micos-leões...37 Figura 13 - O caraíba cuidando do Papa-Capim...38 Figura 14 - Caraíba na floresta sendo salva pelo cacique da tribo...40 Figura 15 Caraíba compara o índio ao herói da selva africana, Tarzan...41

11 SUMÁRIO PARA COMEÇO DE CONVERSA HISTÓRIA EM QUADRINHOS: MAS ESSA HISTÓRIA NÃO É DE AGORA O GÊNERO QUADRINHOS: DA INFORMAÇÃO À IMAGINAÇÃO HISTÓRIA EM QUADRINHOS TAMBÉM TEM HISTÓRIA E ENTÃO MAURÍCIO DE SOUSA ENTRA NA HISTÓRIA PAPA-CAPIM: O CURUMIM DA HQ BRASILEIRA BRINCANDO DE TOPONÍMIA: PORQUE PAPA-CAPIM? PORQUE CAFUNÉ? POR QUÊ? ENTRE CARAÍBAS E CURUMINS, PAPA-CAPIM E A REPRESENTAÇÃO DO INDÍGENA BRASILEIRO NAS HQ PAPA-CAPIM: O PERSONAGEM TIPICAMENTE BRASILEIRO? CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS...46 REVISTAS EM QUADRINHOS ANALISADAS...48 ANEXOS... 49

12 10 PARA COMEÇO DE CONVERSA... Desde a chegada dos europeus, por possuir características geográficas e étnicas tão distintas, o território brasileiro sempre provocou um deslumbramento em viajantes do novo mundo, principalmente cientistas e aventureiros europeus, que transformaram suas aventuras, observações e experiências em relatos que foram recebidos com extrema curiosidade pelo mundo. Além do estudo da natureza, os viajantes registraram a vida social das épocas em que aqui estiveram influenciando grandemente as interpretações do país desde então. Resquícios dessas interpretações são possíveis de serem identificados nas Histórias em Quadrinhos (doravante, apenas HQ 1 ) construídas no Brasil e sobre o Brasil, como é o caso de Tico-Tico (1905), Zé Carioca (1940), Chico Bento (1960) e Turma da Mônica (1963) 2 que adquirem caráter um tanto complexo, especialmente quando direcionadas ao público infantil. Isso porque essas histórias podem se configurar como forma de construção imagética do Brasil na medida em que constituem representações da realidade observada a partir da tentativa de captação do olhar da criança e relacionando-se, com frequência, ao imaginário e ao simbólico. À guisa de esclarecimento, entende-se aqui Representação como um processo de construção simbólica, segundo Stuart Hall (1997, p. 61, traduzido) para quem a representação envolveria a produção de significados através da ligação de três coisas: o que podemos geralmente chamar de o mundo das coisas, pessoas, eventos e experiências; o mundo conceptual os conceitos mentais que levamos em nossa mente; e os signos, arranjados nas línguas que significam ou comunicam estes efeitos. Assim, com o intuito de dar sentido e forma às circunstâncias em que os sujeitos sociais se encontram, as representações são fruto da atividade criadora desses sujeitos, elaborando a realidade social em símbolos. Por meio da circulação do discurso, esses símbolos acabam por se tornar quase tangíveis, cristalizando-se ou renovando-se no 1 Ao longo do texto, utilizaremos a sigla HQ para o singular e o plural do termo histórias em quadrinhos, conforme a maneira adotada por diversos autores neste trabalho. 2 A HQ do Tico-Tico foi lançada pelo jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva, em Em 1930 entrou em decadência, perdendo espaço para outras publicações norte-americanas. Circulou em almanaques ocasionais até a década de Zé Carioca foi criado pelos estúdios Walt Disney no início dos anos 40, inspirado pela técnica de J. Carlos, cartunista brasileiro. Foi mais conhecido no Brasil que nos EUA. Continua circulando em revistas mensais publicadas pela Editora Abril, mas com histórias antigas. A última e inédita de suas narrativas apareceu em Chico Bento foi criado em 1960, por Maurício de Sousa. Em 1963 teve sua publicação como personagem secundário e no ano seguinte, passou a ser o personagem principal das suas narrativas. A revista só foi publicada em A Turma da Mônica foi criada em 1963, também por Maurício de Sousa (inicialmente em tiras de jornais), mas foi lançada em 1970 para HQ.

13 11 cotidiano. Nesse sentido, podemos entender as construções das HQ a que nos propomos estudar neste trabalho como repletas de representações pautadas, muitas vezes, sob a perspectiva do olhar estrangeiro já marcado por um horizonte histórico contextual delimitado por estereótipos há muito instituídos. O interesse pelo tema se deu com a participação, na qualidade de bolsista, no projeto de pesquisa referente ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UFPB/DLCV) cadastrado no grupo de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), no período de agosto de 2012 a julho de 2013 e intitulado Guia de obras de literatura infanto-juvenil para uma educação fundamentada nos Direitos Humanos e com o plano de trabalho intitulado Negociações identitárias na literatura infanto-juvenil: personagens, valores e cotidiano das populações afrodescendentes e indígenas no Brasil. A pesquisa sobre os povos indígenas foi o meu plano de trabalho individual. O projeto, orientado pela Professora Doutora Ana Cristina Marinho Lúcio, objetivava a leitura, a discussão e a análise de livros que contemplassem temáticas no campo de estudos das literaturas africanas, afro-brasileiras e indígenas que tenham um bom material gráficoeditorial e que não possuam um caráter panfletário 3, moralista e estereotipado que é característica de inúmeras obras encomendadas e postas em circulação para satisfação do mercado editorial. Com o andamento da pesquisa, da expansão das leituras e das análises das obras infantis sobre as populações indígenas na literatura infantil/juvenil, desenvolvemos o interesse não só por essa literatura como pela temática, ampliado ainda mais quando das discussões encetadas durante as leituras e os trabalhos apresentados. A partir daí, estava aberto o caminho para a confluência de ideias que começaram a surgir com a leitura das HQ que apresentam como personagem o indígena criado por Maurício de Sousa, o Papa- Capim. As narrativas do Papa-Capim (um menino indígena que protagoniza aventuras junto com sua turma e, principalmente, com o seu amigo Cafuné) constituem o núcleo a partir do qual o autor narra histórias ligadas ao meio ambiente, já que é perfeitamente integrado à sua tribo e à natureza. Vale ressaltar que as histórias do Papa-Capim são situadas num contexto de vida indígena em que tomam parte de um conjunto de práticas que procuram ensinar sobre quem são ou como devem ser os índios, em meio às imagens que foram construídas acerca do indígena. E da mesma maneira, buscam informar sobre quem somos 3 Refere-se a folhetos, escritos em prosa ou em verso e cujo conteúdo, frequentemente de caráter sensacionalista e violento, era dirigido a figuras públicas ou eventos importantes.

14 12 nós ou como devemos ser quando mostram, por exemplo, a preocupação com a natureza, a limpeza dos rios, o cuidado com os animais e com as pessoas. Sob esta perspectiva, procurando entender como se processam e se constroem as imagens presentes nessas narrativas, neste trabalho visamos a discutir a representação do ser indígena brasileiro nas HQ. E, nesse caminho, intentamos relacionar esse sujeito ao território onde esse conhecimento é fornecido. Salientamos, portanto, que as aventuras do Papa-Capim criadas por Maurício de Sousa são endereçadas especialmente para crianças, como uma gama variada de gêneros e personagens em histórias cheias de diversão, brincadeiras e entretenimento, além das ilustrações com cores chamativas e atraentes. Assim, essa percepção de que as histórias em quadrinhos podem ser utilizadas de forma eficiente para a transmissão de conhecimentos específicos, ou seja, tendo uma função utilitária e não somente de entretenimento (VERGUEIRO, 2009, p. 85) levou-nos a tecer reflexões que viam a figura de um índio, o Papa-Capim, construído sob os moldes europeus, constituído de uma imagem de certo modo estereotipada do que supostamente seria a vida indígena. Como afirma Kellner (2001, p. 9), As narrativas e as imagens veiculadas pela mídia fornecem os símbolos, os mitos e os recursos que ajudam a constituir uma cultura comum para a maioria dos indivíduos em muitas regiões do mundo de hoje. E isso colabora para a construção de um modelo do que é ser índio nessas histórias. O que nos parece natural é a construção cultural e faz sentido porque se articula nesta rede de significações que vamos construindo e que nos vão constituindo cotidianamente. Dessa maneira, para melhor esclarecer nossas reflexões e compor esta análise reunimos dez revistas/almanaques com publicações mensais do Chico Bento (nº 43, 72, 87, 345, 346 e 409) e também de outras personagens da Turma da Mônica, como os almanaques do Cascão (nº 43 e 44), Cebolinha (nº 44) e Magali (nº 43), todas de Maurício de Sousa. Essas histórias ainda podem ser encontradas em edições especiais de revistas da mesma linha. Por ser uma obra extensa, seria inviável levantar um acervo muito grande, deste modo, optamos por um recorte menor, visto que se trata de um trabalho de conclusão de curso. Selecionamos e analisamos edições publicadas nessas revistas entre o período de 2000 e 2014, constituindo ao todo mais de 14 anos de publicações, que trazem histórias do Papa-Capim e sua turma. Conforme dados apresentados nas referências dispostas ao fim deste texto. A escolha por esse recorte temporal se deu pelo fato de que a publicação de episódios com aventuras do Papa-Capim é bastante esporádica, o que nos obrigou a

15 13 ampliar o repertório de busca e filtrar, nessa procura, as narrativas que respondiam ao nosso problema de pesquisa: que imagens do índio brasileiro são produzidas nas HQ de Maurício de Sousa, cuja construção narrativa para o personagem Papa-Capim e seu universo indígena elabora representações que podem ser consideradas oriundas de um imaginário europeu há muito enraizado? Para tanto, este trabalho encontra-se dividido em três capítulos: o primeiro capítulo fará uma contextualização do gênero HQ, desde seus primórdios até os dias atuais, destacando as de Maurício de Sousa. O segundo capítulo irá levantar informações sobre as referências do personagem Papa-Capim, isto é, em qual revista aparece, e fazer, ainda, alusões sobre o significado dos nomes dos personagens, de algumas expressões utilizadas na história, sobre a tribo e a sua localidade, numa espécie de brincadeira toponímica. Depois de abordar alguns pontos importantes e relevantes para um melhor conhecimento sobre o gênero indicado, Maurício de Sousa e seu personagem indígena, o terceiro capítulo tratará do estudo das HQ selecionadas, pois a partir da teoria e análise das narrativas apresentadas nas revistas avaliadas, traçaremos elementos teóricos e conceituais ao mesmo tempo em que apresentaremos os dados da pesquisa, através de diálogos e/ou ilustrações. Por fim, o capítulo se encerra com a discussão dessas representações do índio/personagem Papa-Capim no imaginário do público no Brasil. O que se pretende, dadas às limitações de um trabalho de conclusão de curso, é partilhar as provocações que nos foram feitas com a leitura divertida e instrutiva, das aventuras do Papa-Capim e sua tribo. Ainda, é refletir criticamente sobre como, ao intentar formar o universo infantil com histórias sobre os povos primitivos do Brasil, o respeito por eles, seus costumes e tradições, assim como o cuidado com a natureza, o autor traça uma imagem do indígena brasileiro calcada nas descrições feitas pelos viajantes que por aqui passaram, elaborando suas HQ com imagens que de algum modo denotam um olhar estrangeiro (ainda que pretensamente brasileiro, ecológico e politicamente correto) sobre a questão indígena.

16 14 1 HISTÓRIA EM QUADRINHOS: MAS ESSA HISTÓRIA NÃO É DE AGORA... Fonte: Chico Bento, n. 43, 2014, p. 43. Para início de conversa, em se tratando de material direcionado ao público infantil, é preciso ter em mente que, quando bem utilizadas, as HQ podem servir como entretenimento, diversão, exercício à criatividade e à imaginação da criança. Além disso (e principalmente até), ao terem seus enredos construídos e narrados por meio de imagens e textos, de forma sequencial, o caráter informativo dessas histórias, muitas vezes, contribuem para a afirmação ou a negação de estereótipos construídos sobre a nossa cultura, como declara Sonia M. Bibe Luyten (1989, p. 8) para quem, O conteúdo das HQ, muitas vezes é inadequado à nossa realidade. A influência (positiva ou negativa) deste poderoso meio de comunicação, que atinge principalmente o público infanto-juvenil, é um assunto muito sério, tendo em vista os altos índices de consumo. Sob este enfoque, dada a complexidade do material objeto de nossa análise, é que podemos discutir sobre esse meio de comunicação (ou melhor, de difusão de ideias), uma vez que, a forma quadrinizada foi e está sendo amplamente usada como forma de trazer à memória popular a valorização do ser humano (LUYTEN, 1989, p. 9), isto é, da consciência crítica popular. Pois, para entender os processos formadores dessa complexidade, do uso da HQ como meio de comunicação e o porquê dos altos índices de consumo, é necessário voltar um pouco no tempo, numa espécie de retrospectiva ou flashback (na HQ, as lembranças de um personagem costumam vir representadas por meio de um balão em forma de nuvem). Esse retorno ao passado torna-se imperativo pela necessidade de estabelecimento de um horizonte histórico que nos permita melhor entender os contextos em que a HQ se desenvolveu e se insere no Brasil. Isso porque, nós, leitores adultos e infantis, realizamos a leitura em contraponto e comparação com nossas reservas culturais, literárias e visuais. E as interpretações

17 15 realizadas provam que nossa visão possível sobre o presente e o passado, bem como nossas expectativas sobre o futuro, pagam tributo ao horizonte em que nos inserimos (JOBIM, 2002, p. 134). E é nessa retrospectiva que já de antemão buscaremos indício de como Maurício de Sousa, através do seu Papa-Capim, embora pareça defender o ideal rousseauniano 4 do índio intocado, apresenta um índio não mais puro e já marcado pelos efeitos da civilização, nocivas a ele. 1.1 O GÊNERO QUADRINHOS: DA INFORMAÇÃO À IMAGINAÇÃO Hoje, cada vez mais, encontramos os quadrinhos por toda a parte. Na sua maioria, servem para divertir, distrair, entreter, mas também podem conduzir a uma mensagem instrucional, pois procuram transmitir conhecimentos mais educativos e informativos, podendo, por exemplo, serem usados em campanhas sobre a educação no trânsito, a economia de água, cuidados com o meio ambiente, alertas sobre riscos de doenças e outros perigos ou, até mesmo, dar orientações sobre o respeito aos animais e às pessoas. Para Selma Oliveira (2007, p. 23) As histórias em quadrinhos convertem-se em possibilidades de naturalização de valores, modelos e paradigmas que são decalcados na memória coletiva sob a forma de representações, que são absorvidas como normas e verdades e, o que vemos nos quadrinhos é uma gama de diferentes gêneros, o de estilo mais cômico charge, cartum, caricatura e as populares e conhecidas tiras e o que aproxima parte dos gêneros, em especial as charges e as tiras cômicas, da linguagem jornalística (linha apoiada no fato de serem textos publicados em jornal). Daí ter também um teor informativo, inicialmente. Conforme Scott McCloud (2005), o modelo de ilustração baseado em figuras universais presente nos personagens de Maurício de Sousa chama-se cartum e existem motivos bastante lógicos para que ele seja tão utilizado e bem aceito pelos leitores de HQ. Pois para o autor, simplificar personagens e imagens pode ser uma ferramenta eficaz de narrativa em qualquer meio de comunicação. O cartum não é só um jeito de desenhar, é um modo de ver (MCCLOUD, 2005, p. 31). Para Maurício de Sousa, o cartum é como uma forma de amplificação através da simplificação. Ele reduz a imagem excluindo detalhes acessórios, concentrando-se apenas 4 Com base na tese do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau ( ) sobre o homem do estado de natureza (conhecido como bom selvagem ), defende-se que o índio é bom por natureza, pois ainda não foi corrompido pela sociedade, que é má.

18 16 nos elementos específicos da construção do seu significado. Dessa forma, é promovida sua universalização, pois esse estilo de desenho concentra a atenção do observador numa ideia, e não num objeto específico. Ou seja, quanto mais cartunizado o desenho for, mais pessoas conseguirão se identificar com ele. Em outras palavras, através do cartum, é possível fazer com que os leitores fiquem mais envolvidos com a trama, pois eles poderão se reconhecer nas personagens e se imaginar em seus papéis (MARTINS, 2011). Quanto às características formais, a HQ é definida através de dois tipos de linguagens: a gráfica (imagem) e a verbal (texto escrito). Para ter maior compreensão da mensagem nas narrativas, o leitor precisa relacionar os elementos da imagem com os do texto. O diálogo na HQ é feito dentro de balões, quadrados ou retângulos, ou seja, o texto é incorporado à imagem de forma direta. Sonia M. Bibe Luyten, em Histórias em quadrinhos: leitura crítica (1989), nos mostra de maneira clara e simples alguns elementos que compõem a HQ, como os balões, as onomatopeias, a representação dos movimentos e a gestualidade. Os Balões são semelhantes a um círculo onde está o texto com as falas das personagens. O contorno dos balões varia conforme o desenhista, no entanto, alguns são comuns, como os que apresentam linha contínua (a fala em tom normal); linhas interrompidas (a fala é sussurrada); ziguezague (quando há um grito ou uma personagem falando alto); em forma de nuvem (pensamento, lembrança, sonho). Há ainda outros casos em que a fala de uma determinada personagem pode aparecer sem contorno de balão, como uma lâmpada acesa = ideia brilhante; corações = amor; estrelas = tombo, atordoamento, etc. As Onomatopeias representam os sons no quadrinho, pois imita os sons do ambiente, como por exemplo, ploft, tóim, para brigas, pancadas; blam, toc-toc para uma batida; buuuum para uma explosão; chuáá para o som da água. E há os sons produzidos por pessoas e animais (ronc, para mostrar quando se está com fome ou até mesmo roncando; zzzzz, para sono; rrrrrr, para o rosnado de um cão; puf para cansaço; gronch para quando se está comendo, etc.). Na Representação do Movimento a imagem é fixa, mas existem recursos para dar movimento, como por exemplo, a velocidade (linhas retas); a trajetória dos objetos (linhas retas, curvas); tremor (imagem duplicada), etc. E, por fim, a Gestualidade, representada através da expressão facial e corporal: rosto verde e bochechas cheias = enjoo, mal-estar; boca aberta e olhos arregalados =

19 17 espanto, susto; ombros caídos, olhos para baixo = tristeza; corpo trêmulo, cabelos arrepiados, olhos bem abertos, roendo unhas = medo, assombro. Esses elementos encontram-se representados na figura abaixo, extraída do blog Solução Pedagógica (2012), com desenhos criados e apresentados pelo professor Emilson Martiniano para explicar melhor aos seus alunos os tipos e modelos de balões para as HQ, numa espécie de proposta pedagógica para o trabalho com o gênero textual: Figura 1: Desenhos/modelos criados com tipos de balões para HQ. Fonte: <http://solucaopedagogica.blogspot.com.br/2012/01/2-aula-da-discilpina-generos-textuais.html>. Acesso: 02 de abr Para produzir HQ, o desenhista precisa conhecer todos esses recursos gráficos, pois além de dar dinamismo às histórias, concede mais realidade dentro do determinado contexto em que a história acontece, tendo em vista que a eficiência e habilidade dessas circunstâncias representadas nas narrativas, através do movimento dos objetos e das expressões gestuais, dão mais vida não só à história, mas aos personagens. 1.2 HISTÓRIA EM QUADRINHOS TAMBÉM TEM HISTÓRIA A primeira HQ foi criada pelo artista americano Richard Outcault em Os comics, como eram chamados, com os seus quadros e balões de texto, tornaram-se a principal atração nos jornais sensacionalistas de Nova York com o Yellow Kid ( garoto

20 18 amarelo ). Com essa nova manifestação artística, o sucesso das tirinhas de Outcault, causou grande concorrência entre os jornais nova-iorquinos, pois queriam ter o Yellow Kid em suas páginas. Foi no século XIX que as HQ começaram a ser publicadas no Brasil, tomando esse cunho mais cômico. A edição de revistas próprias de HQ no país começou no início do século XX. Como a primeira publicação de quadrinhos de que se tem notícia do Brasil foi O Tico-Tico, em Mas, apesar do Brasil contar com grandes artistas durante a história, as narrativas eram transmitidas ao público brasileiro sem qualquer alteração no seu enredo, pois a influência estrangeira ainda permaneceu por muito tempo nessa área, com o mercado editorial dominado pelas publicações de quadrinhos americanos, europeus e japoneses. Em O Tico-Tico, as personagens Chiquinho e Jagunço, são Buster Brown e seu cachorro Tige, criados por Richard Outcault. Eram desenhos copiados com apenas os nomes modificados, ou seja, mais abrasileirados, pois no enredo, os personagens tinham hábitos e rotinas bem diferentes das nossas. Na década de 1920, surgiu uma nova tendência, as publicações passam a adotar desenhos caricaturais mais fiéis às pessoas e objetos conhecida como comic books, nos EUA, e gibis no Brasil. A expressão Gibi foi utilizada como um título de uma revista em quadrinhos no Brasil em Na época, o termo também significava moleque, negrinho, porém, com o tempo a palavra passou a ser associada a revistas em quadrinhos e, desde então, virou uma espécie de sinônimo no Brasil para as HQ. Na década de 1940, surgiram as primeiras revistas de HQ com desenhos e textos nacionais, sem deixar, ainda, a clara e presente influência de modelos estrangeiros, nesse caso, o modelo americano. Só em 1960, apareceria algo legitimamente brasileiro nos quadrinhos: Pererê, de Ziraldo. A história retrata a figura de saci elemento do nosso folclore, além de nossos costumes e tradições, através de seus enredos. No início da década de 1970, Maurício de Sousa passou a distribuir tiras de quadrinhos com os seus primeiros personagens e a editar suas próprias revistas com a Turma da Mônica. Sendo que a não aceitação dos jornais, dos grandes diretores e do próprio público, justamente pelo costume em digerir material americano há 30 anos, fez com que ele e sua equipe, buscassem a lógica do consumo: histórias que apresentassem os mesmos tipos de enredos que todos estavam habituados.

21 E ENTÃO MAURÍCIO DE SOUSA ENTRA NA HISTÓRIA... Imagem 1: Maurício de Sousa. Fonte: <http://entretenimento.r7.com/bate-papo/mauricio-de-sousa.html>. Acesso: 04 de abr Nascido em Santa Isabel, São Paulo, no dia 27 de outubro de 1935, Maurício de Sousa, é cartunista brasileiro, criador da Turma da Mônica, e vários outros personagens de HQ. O mais famoso e premiado autor brasileiro em quadrinhos. Membro da Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira 24, tornando-se assim o primeiro quadrinista a ser empossado por esta Academia. Em 1959, quando trabalhava com reportagens policiais no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), criou seu primeiro personagem o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha, publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Maurício de Sousa iniciou sua carreira como desenhista. Nos anos seguintes criou diversos personagens Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, etc. Em 1970, lançou a revista da Mônica, sua personagem mais famosa, pela Editora Abril. Em 1986, saiu da Editora Abril e levou seus personagens para a Editora Globo. Só em 2006 saiu da Editora Globo e, atualmente está na Panini Comics, uma multinacional italiana. Em 2007, Mônica foi homenageada Embaixadora do UNICEF. Pela primeira vez um personagem de histórias infantis recebe esse título. Na mesma cerimônia, Maurício de Sousa foi homenageado Escritor para Crianças do UNICEF. Em 2008, o Ministério do Turismo nomeou Mônica Embaixadora do Turismo Brasileiro. Entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 50 países. O autor já chegou a um bilhão de revistas publicadas. Os quadrinhos se juntam a livros ilustrados, revistas de atividades, álbum de figurinhas, CD-ROMs, livros tridimensionais e livros em braile. Além de mais de 100 indústrias nacionais e internacionais são licenciadas para produzir quase itens com os personagens de Maurício de Sousa, entre jogos,

22 20 brinquedos, roupas, calçados, decoração, papelaria, material escolar, alimentação, vídeos e DVDs, revistas e livros. Em 2013, a Turma da Mônica comemorou seus 50 anos. Figura 2: Caricatura de Maurício de Sousa. Fonte: <http://radioativoblog.blogspot.com.br/2009/06/mauricio-de-sousa-parte-1-inspiracao.html>. Acesso: 04 de abr Ao conhecer um pouco mais a trajetória do quadrinista mais famoso do Brasil no mundo das HQ, podemos considerar que para o mercado o fator principal e, provavelmente, o mais lógico de todos é a universalização dos quadrinhos, dado que, tornando-se mais valorizados, são, portanto, mais rentáveis. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em dezembro de , Maurício de Sousa fala que a História em quadrinhos é, antes de tudo, roteiro. Não é desenho: desenho vem na sequência. O que eu busco é roteiro, história, texto. O que nos deixa com a satisfação em saber que além de destacar em seus gibis, suas ilustrações coloridas e bem humoradas, procura associá-las a histórias com o interesse, principalmente, nos personagens, seus diferentes modos de vida e no ambiente em que vivem. Mas o que extraímos dessa liberdade no roteiro das suas narrativas é justamente o que diz Sonia M. Bibe Luyten (1985) em relação ao trabalho do cartunista sobre a falta de retratação da cultura brasileira em suas personagens. A partir disso, esta contextualização faz-se necessária para o corpus deste trabalho, uma vez em que, a análise de um de seus personagens, o Papa-Capim, traz consigo a possibilidade da discussão sobre a representação desse sujeito que faz parte de um cenário já construído, moldado e idealizado pela visão do outro (o estrangeiro), não do índio. Essa representação está ancorada a um tipo de contexto e de cultura alocada como um modelo supostamente adequado. O que nos fez, a partir disso, desmistificar esse olhar 5 SOUSA, MAURÍCIO. Uma conversa com Maurício de Sousa: depoimento. [Dezembro de 1982]. São Paulo: Jornal Folha de São Paulo. Atualmente, o Editor do UOL Tablóide repassa a entrevista em seu site. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/tabloide/entrevistas/2004/03/24/entrevista. jhtm>. Acesso em: 05 de abr

23 21 que se tem sobre o indígena, isto é, sem as influências do seu colonizador, que o coloca com essa imagem geralmente já formada e imposta.

24 22 2 PAPA-CAPIM: O CURUMIM 6 DA HQ BRASILEIRA Fonte: Cebolinha, n. 44, 2014, p. 53. Papa-Capim é um personagem indígena brasileiro, ainda criança, criado em 1970, que se apresenta nas revistas de HQ da Turma da Mônica e/ou nas do Chico Bento da Maurício de Sousa Produções. O Papa-Capim é um índio, ligado à sua tribo e à natureza. Seu sonho é se tornar um adulto sábio como o Pajé da sua tribo. É um menino esperto que não só ama a natureza, mas também entende os animais e está frequentemente caçando, pescando e brincando, geralmente, em companhia do seu melhor amigo, Cafuné (criado em 1967, era o personagem principal de uma HQ criada por Maurício de Sousa. Os demais personagens de apoio só surgiriam em 1970, como o atual personagem principal Papa- Capim). Figura 3: Papa-Capim, personagem de Maurício de Sousa. Fonte: <http://blogmaniadegibi.com/2013/05/50-anos-turma-da-monica-turma-do-papa-capim/>. Acesso: 10 de mai Papa-Capim é protagonista nas suas narrativas e objeto de estudo do nosso trabalho. Para isso, precisamos de subsídio sobre suas origens e os significados de alguns nomes e expressões. Seria uma espécie de estudo dos topônimos, uma vez que se trata dos 6 Nome de origem Tupi que designa menino; criança. De modo geral, assim são chamadas as crianças indígenas.

25 23 significados dos nomes próprios de lugares, da sua origem e da sua ligação com a história e a geografia. Fizemos, portanto, uma breve pesquisa sobre tais referências, a fim de obter subsídios mais precisos para a análise das histórias do curumim. Como as narrativas são exibidas em uma floresta, dentro de uma tribo, tivemos o interesse em conhecer a procedência dessas pequenas e escassas informações que nos são apresentadas, especialmente, às crianças. Em leituras das HQ e pesquisas realizadas em sites da internet, obtivemos, além de poucos, sempre os mesmos resultados a respeito das referências sobre o Papa-Capim e a sua turma. Em uma primeira leitura, inicialmente imaginamos que a ambientação e o surgimento das histórias do menino indígena eram provavelmente nas florestas da Amazônia. Porém, em entrevista concedida a Hugo Silva em novembro de , Maurício de Sousa cita o projeto para novas e futuras personagens para aquela banda (referindo-se ao norte do país) quando declara os planos de uma turma amazônica baseada em tribos deste local tão específico do Brasil e, por isso, bastante diferente, por exemplo, do Papa- Capim. Isso prova que a selva brasileira da qual o indiozinho faz parte não é a amazônica. Para termos uma comprovação mais atualizada, enviamos um 8 à editora da Maurício de Sousa Produções, para buscar novas e mais seguras informações e evitar dúvidas a respeito do assunto. Assim, em retorno às nossas perguntas, originalmente, Papa- Capim e a sua tribo, habitava o sul da Bahia. Mas hoje, são utilizados costumes comuns das nações da parte leste do país. E atualmente, estão estudando novas famílias de indígenas para o lado da Amazônia. 2.1 BRINCANDO DE TOPONÍMIA: PORQUE PAPA-CAPIM? PORQUE CAFUNÉ? POR QUÊ? A toponímia é definida como estudo etimológico dos nomes de lugares. A análise dos topônimos, portanto, costuma se restringir aos aspectos linguísticos e históricos da sua origem sem levar em conta que a denominação dos lugares é, de fato, um processo político-cultural que merece uma abordagem além do nome atribuído a uma localidade. 7 SOUSA, MAURÍCIO. O pai dos planos infalíveis e das coelhadas devastadoras: depoimento. [Novembro de 2003]. São Paulo: Site Universo HQ (atualmente a entrevista está indisponível neste site). Entrevista concedida a Hugo Silva. Disponível em: <http://julianita.oliveira.blog.uol.com.br/arch _ html>. Acesso em: 07 abr Conferir ao final deste trabalho em anexos (p. 49) o enviado à editora da Maurício de Sousa Produções com perguntas sobre a origem, referência e localidade da floresta e da tribo onde se passam as histórias do personagem Papa-Capim e o de resposta enviado por uma das funcionárias responsáveis pela comunicação integrada da editora, Daniela Gomes, com as devidas informações.

26 24 Para Jörn Seemann (2005) em sua pesquisa sobre A toponímia como construção histórico-cultural, a análise e a pesquisa histórica contextualizada dos nomes dos lugares, suas diferentes origens (por exemplo, tupi, português) e sua distribuição espacial, são para revelar a dinâmica da sua denominação e renominação no tempo e no espaço. E sob uma perspectiva histórico-cultural, o autor considera a denominação de lugares como tomada de posse do espaço e como referência e orientação, afirmando que Todos os lugares habitados e um grande número de sítios característicos na superfície da Terra têm nomes frequentemente há muito tempo. A toponímia é uma herança preciosa das culturas passadas. Batizar as costas e as baías das regiões litorâneas foi a primeira tarefa dos descobridores [...]. O batismo do espaço e de todos os pontos importantes não é feito somente para ajudar uns aos outros a se referenciar. Trata-se de uma verdadeira tomada de posse (simbólica ou real) do espaço (CLAVAL, 2001, p. 189 apud SEEMANN 2005, p. 209). A necessidade em encaixar essa breve discussão sobre a toponímia foi por intuito em fundamentar a nossa intenção de comentar sobre os significados e expressões dos nomes e das palavras usadas nas HQ do Papa-Capim, pois é basicamente o que fazemos neste capítulo: uma discussão/explicação sobre as diferentes proveniências dos nomes, resultantes de aspectos geográficos, da fauna, flora ou outras características. O cartunista Maurício de Sousa escolheu para os personagens das histórias de Papa- Capim e de sua turma nomes da fauna brasileira e com significados indígenas. Assim, Papa-Capim é o nome de uma ave brasileira que habita florestas de clima tropical. No Dicionário, o nome faz parte da zoologia brasileira e tem por expressão Coleirinho/a: Ave emberizídea canora, que ocorre no Brasil da BA (Bahia) ao RS (Rio Grande do Sul); papacapim 9. A localidade onde encontramos esse tipo de ave comprova o lugar onde a aldeia do nosso curumim provavelmente estaria situada. Imagem 2: Pássaro Coleirinho/a. Fonte: <http://bulupapacapim.blogspot.com.br/p/fotos.html>. Acesso: 17 de abr Definição do Dicionário Mini Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. 8 ed. Curitiba: Positivo, 2010.

27 25 Além do Papa-Capim, há outros personagens que fazem parte do núcleo principal da história, os chamados personagens coadjuvantes, que são especialmente o Cafuné (que significa carinho na cabeça), um indiozinho muito medroso, narigudo e brincalhão que é o grande e inseparável amigo do Papa-Capim, pois sempre ajuda seu amigo nos deveres e o acompanha nas aventuras pela mata. Na tirinha abaixo, a história que conta a origem do seu nome, determinado por ocasião de seu nascimento: Figura 4: Nascimento do Cafuné e origem do nome. Fonte: <http://duasepocas.blogspot.com.br/2013/10/monica-n-37.html>. Acesso: 19 de abr É interessante verificar em algumas narrativas a existência de uma observação (espécie de nota de fim de quadro) que o autor faz a fim de explicar algo que se faz importante para entendimento da história. No caso da história acima, isso acontece no segundo quadro, à esquerda, em que a necessidade dessa explicação se dá em decorrência de justificar para o leitor, em forma de instrução, sobre o costume indígena de, na hora do parto, o pai ficar na rede gemendo, como se tivesse sentindo dores. Quanto à universalidade desse costume indígena, não acreditamos ser, de fato, comum a todas as tribos brasileiras. Na tira, a observação que Maurício de Sousa faz a essa prática, há, provavelmente, uma espécie de construção de um personagem generalizante. Pois, o que podemos destacar, em pesquisa feita sobre esse costume denominado por

28 26 especialistas de couvade 10, que é comum a alguns povos indígenas na África e na América do Sul. No Brasil, era natural dos índios Tupinambás, que fizeram parte da Confederação dos Tamoios 11, na luta contra os colonizadores portugueses. Atualmente, existem alguns núcleos dos índios Tupinambás, o maior deles fica na Bahia, na aldeia de Sapucaieira, um dos doze núcleos indígenas estabelecidos na região entre Canavieiras e Ilhéus. Com isto, é possível que se encontre a prática de couvade, especificamente em algumas dessas tribos. Outra personagem é Jurema que, embora se mostre pouco sobre a personagem nas tramas, representa a figura feminina dos curumins. Jurema tem com Papa-Capim uma afinidade especial, uns dizem que eles são namorados, outros, que são apenas amigos. O nome da personagem tem origem em uma planta da família das leguminosas, tipicamente nordestina. Há os personagens secundários e/ou auxiliares, como o Pajé, o curandeiro da tribo do Papa-Capim. É um velho índio e o mais sábio da aldeia, pois está sempre inspirando e orientando os índios com os seus ensinamentos sobre a tradição, os costumes da tribo e os segredos da natureza. O Cacique Ubiraci (cujo nome significa madeira boa) é o chefe da tribo, um índio forte e guerreador, também admirado e invejado pelos indiozinhos pela sua força e valentia. Tupã (o Trovão) é o deus dos índios, aparece algumas vezes nas HQ, de cima das nuvens 12, em alguns momentos divertindo-se com os indiozinhos, e em outros momentos, está só para ajudá-los em algumas confusões. Oncinha é uma onça domesticada pelo Papa-Capim quando era filhote. Existem ainda muitos outros personagens, mas estes mencionados são os mais frequentes e, conquanto apareçam poucas vezes nas narrativas, são os mais conhecidos, isto é, são considerados os personagens fixos. Há histórias em que surgem novos personagens que só ilustram algum fragmento na narrativa. 10 Termo oriundo da língua francesa para designar o costume em algumas tribos indígenas do homem em simular o trabalho de parto, repousando após o nascimento do filho, recebendo visitas e presentes. Para a psicologia é chamada de síndrome de couvade, o que não chega a ser considerada uma patologia, mas se refere a homens que sentem uma proximidade emocional com a gestação tão intensa a ponto de apresentar alterações comuns à mulher durante a gestação. 11 Revolta iniciada pelos índios Tupinambás entre 1556 e 1567 no litoral brasileiro, mais precisamente, na capitania de São Vicente (nas proximidades do atual estado de São Paulo). O nome tamoio vem do tupi tamuya, que significa ancião. A revolta englobou também as tribos dos Guaianazes, dos Aimorés e dos Temiminós contra os colonizadores portugueses. Os indígenas se revoltaram contra o governador da capitania, Brás Cubas, pois este queria colonizar a região com a implantação das primeiras plantações de cana-de-açúcar mediante a escravização dos índios. 12 Conferir a ilustração com o deus Tupã no capítulo 3 (figura 9, p. 35).

29 27 Além dos nomes indígenas para os personagens, outras expressões também são usadas, especialmente quando há encontros entre os índios e os caraíbas 13. Geralmente, há algum tipo de conflito que ocasiona quase sempre a expulsão dos caraíbas da floresta (ou são mineradores ou caçadores), quando não, acaba em amizade e até na troca de objetos entre ambos, como por exemplo, um arco e flecha ou uma lança por um espelho, um rádio, entre outros utensílios. Fazendo uma relação aqui com os tempos da colonização (século XVI) desde a descoberta do Brasil e dos primeiros contatos entre os portugueses e os índios. Como o trabalho principal dos indígenas era a extração de pau-brasil, madeira usada para a fabricação de tinturas e essa função era tida como obrigatória, para haver um contrapeso das horas trabalhadas, eles realizavam uma espécie de prática comercial, isto é, trocavam mercadorias. Realizavam, pois, a antiga prática de escambo 14, logo, a troca de objetos aparece como conciliação nas narrativas e é sugerida como uma espécie de amenizadora de conflitos. Em algumas histórias onde Papa-Capim e seus amigos vivem, a tribo indígena está bem próxima da cidade, porém, sem contato algum com o mundo urbano, pois o que notamos é que a cultura e a tradição deles, pelo menos na maioria das vezes, não sofre influência direta dos brancos. Essa aproximação fica clara e evidente que não parte dos índios, mas do homem branco e, se formos discutir essa intrusão nas áreas indígenas, seria entrar na história e falar da série de abusos dos conquistadores europeus, que levaram muitos à extinção ou ao declínio acentuado. Sabemos que existem os direitos dos índios à preservação de suas culturas originais, à posse territorial e ao desfrute exclusivo de seus recursos e que são garantidos constitucionalmente, entretanto, na prática cotidiana a efetivação desses direitos tem se revelado muito difícil e altamente controversa, pois através das notícias em jornais, revistas, a mídia em geral, a questão indígena está sempre cercada de violência, corrupção, assassinatos e, outros crimes, que têm originado inúmeros protestos tanto nacionais quanto internacionais. Claro, que o contato de civilização não precisa ser, necessariamente, predatório. E isso é assunto para outra conversa Nome dado pelos índios nas HQ analisadas neste trabalho, para denominar o homem branco. Vem do tupi Kara ib: sábio, inteligente. A origem do nome caraíba estaria no sul das Índias Ocidentais e na costa norte da América do Sul. Os caraíbas eram povos indígenas das Pequenas Antilhas que deram o nome ao mar do Caribe. 14 Prática utilizada durante o início da colonização portuguesa do Brasil (século XVI), os índios por não conhecerem outra forma de moeda, faziam trocas de mercadorias.

30 28 Quando o homem branco nas narrativas do Papa-Capim aparece, as suas ações são, em regra, contra o meio ambiente, para caçar, poluir ou desmatar, mas, logo são expulsos. Quando o autor quer apresentar uma lição de moral e mostrar uma mensagem ecológica ao final da história, o caraíba mau leva um castigo, se arrepende e depois passa a ajudar os índios a reconstruir a mata que ele destruiu. Outras características que chamam a atenção é que os índios representados nessas HQ de Maurício de Sousa estão sempre usando tangas (como o Papa-Capim que usa uma tanga vermelha) e, frequentemente, utilizam arco, flecha e lanças para caçar, uma vez em que tiram o seu sustento da floresta. Ainda, consultam o Pajé em caso de doenças, dúvidas, receios, tristezas, admiram a Jaci 15, adoram ao deus Tupã, dentre outras expressões da cultura indígena. Em muitas histórias do Papa-Capim, como defesa natural, aparecem pequenos bancos de areia movediça (figura 5) ou seriam pântanos (provavelmente visto como muito comum na região da floresta onde se passa a história, o Sul da Bahia), em que os caraíbas que entram na selva com ou sem más intenções normalmente ficam atolados e, claro, são salvos por Papa-Capim e/ou sua turma. Na figura a seguir, a caraíba perdida na floresta é salva pelo Cacique Ubiraci, quando cai em um banco de areia movediça. O que corrobora com a questão de Rousseau, o bom selvagem que ajuda a mocinha indefesa. Figura 5: Caraíba afundando em areia movediça. Fonte: Chico Bento, n. 43, 2014, p. 43. A razão pela qual tratamos dos demais personagens das tramas de Papa-Capim é essencial para o estudo ficcional, pois eles estão inteiramente vinculados aos fatos, acontecimentos e às ações das histórias, além de possibilitar a leitura e a comunicação com o leitor mirim por meio de sua identificação com o personagem (KHÉDE, 1986). Como bem declara Sonia Salomão Khéde (1986, p. 8), estudamos os personagens a partir de 15 Em tupi guarani significa lua. Nesse caso, Jaci seria o deus Lua.

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