Discalculia na sala de aula de matemática: Diagnóstico e intervensão.

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1 Discalculia na sala de aula de matemática: Diagnóstico e intervensão. José Marcelo Guimarães Villar 1 GD13 Educação Matemática e inclusão Um dos maiores desafios enfrentados pelos educadores está relacionado com os alunos que não aprendem. A não aquisição de êxito dos estudantes nas aprendizagens pode estar associada, à carência de recursos biológicos e psicológicos. No sentido de um processo de inclusão somando esforços para compreender, envolver, garantir a igualdade de oportunidades, equacionar problemas e buscar soluções nessa perspectiva, o presente estudo tem o objetivo de propor estratégias de ensino para estudantes portadores do distúrbio discalculia na aprendizagem matemática. A pesquisa pretende ser uma contribuição significativa para ampliar as discussões teóricas e aprofundar conhecimentos sobre fatores que causam dificuldades na aprendizagem da matemática, nomeadamente a ligada a Discalculia do desenvolvimento percorrendo uma tragetória do diagnóstico à intervensão pedagógica. Palavras-chave: Discalculia do Desenvolvimento; matemática; distúrbio de aprendizagem. Introdução: A matemática sempre foi ensinada sem levar em consideração quem pretendia aprender: o aluno. (Bicudo 2005, p.14) Em minha trajetória acadêmica, presenciei uma maneira rotineira do meu ensino, à exposição dos conteúdos e a resolução dos problemas modelo, feitos por mim para os alunos acostumados de forma contínua à passividade. Sempre focado em cumprir os conteúdos programados, portanto, não havendo um contado entre professor e estudantes, visando obter uma aproximação, um conhecimento de como eram esses alunos, como viam ou estavam entendendo o conteúdo matemático que lhes era ensinado e quais as suas necessidades. Estes sempre foram tidos como iguais no momento em que transmitia o conhecimento. Dessa forma os conteúdos de Matemática 1 Universidade Federal de Juiz de Fora, orientador: Dr. Marco Aurélio Kistemann Júnior. 1

2 eram aplicados e, quando não ficavam logo entendidos pelos alunos, por muitas ocasiões estes recebiam o atributo de incapazes para matemática, sem que fosse tentado situar as origens dessas dificuldades. Os saberes do professor de matemática têm que ir muito além dos conhecimentos algébricos. Devemos pensar na formação de professores de matemática e entender que são promovidos por sua formação acadêmica muitas vezes limitada. Trabalhando como professor de matemática em uma escola da rede particular, recebia no início do ano letivo o comunicado que possuía em sala de aula alunos portadores de necessidades educacionais especiais e que mereciam atenção especial. Estes alunos necessitavam de atendimento diferenciado para o seu desenvolvimento cognitivo. Mas em virtude de despreparo, mas reconhecendo a minha limitação, continuava adotando práticas educativas descontextualizadas, uma metodologia convencional, não compreendendo, as necessidades e nem os interesses do aprendiz. Portanto, a não obtenção de êxito na aprendizagem matemática associado à carência de recursos biológicos e psicológicos desmotivava esse estudante no seu processo de aprendizagem levando-a um caminho de desânimo e de fracasso escolar. Não há pesquisa sem pesquisa e pesquisa se, ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino contínuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque me indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade. ( Freire, 1996, p.71) É na sala de aula, no encontro entre aluno e professores é que as transformações acontecem. Desde então, na convivência com esses alunos suscitou questionamentos, reflexões e interesse investigativo a respeito de um trabalho educativo que contemplasse os diferentes estilos ensino aprendizagem, diante de uma nova realidade, agora não mais de como se ensina, mas como o aluno aprende, para estar preparado para intervensões adequadas às necessidades desses alunos e superar suas dificuldades em aprender matemática. Um dos maiores desafios enfrentados pela escola está relacionado com os alunos que não aprendem. Os educandos com pouca ou nenhuma motivação para aprender e que, mais cedo ou mais tarde, fracassam diante das demandas conteudistas e acabam por 2

3 adquirir inúmeras dificuldades de aprendizagem. Igualmente, alguns educadores possuem poucas expectativas com relação a esses alunos e se sentem pouco competentes para uma intervenção adequada. A não obtenção de êxito dos estudantes nas aprendizagens pode associar-se, à carência de recursos biológicos e psicológicos necessários para que o aluno aprenda. Problemas maturacionais de certas estruturas cerebrais podem originar transtornos específicos na aprendizagem, definindo como indivíduos com distúrbios ou transtornos de aprendizagem. Zorzi (2004) aponta que no Brasil e também em países desenvolvidos existe um número elevado de crianças em fase escolar com dificuldades no processo aprendizagem. Segundo a autora, 40% da população brasileira de estudantes do ensino fundamental, que vai até o 9º ano, ou seja, 16 milhões de crianças possuem dificuldades de aprendizagem. Dos que apresentam transtornos ou distúrbios de aprendizagem caracterizando dificuldades para ler, escrever e realizar cálculos abrangem em torno de 10% da população brasileira escolar. (GIACHETI, 2002; GARCIA, 2003). Esses transtornos persistentes manifestam-se muito cedo na vida e não decorrem da falta de oportunidade de aprender, de deficiência intelectual ou sensorial ou de doenças adquiridas. Quase sempre, resultam em muito sofrimento para o indivíduo e sua família. Se não houver uma intervenção personalizada e de longo prazo, a defasagem de desempenho na escola aumenta com o passar dos anos, resultando em prejuízos pessoais irreparáveis tais como: abandono escolar, transtornos psico-afetivos, inadaptação social e subemprego, para citar alguns. Segundo Weinstein ( ) estatísticas americanas indicam que 40% dos jovens com TA ou DA não concluem o ensino médio naquele país. Muito se têm discutido sobre inclusão educacional, mas o paradigma da segregação é forte e enraizado na escola, estamos acostumados a trabalhar com a homogeneidade e nunca com a diversidade. A Constituição garante o direito de todos à educação, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. Buscando significado encontramos no dicionário da língua portuguesa (Aurélio 2002) os seguintes termos de a palavra incluir: abranger, compreender, conter, envolver, implicar, introduzir, inserir num ou fazer parte. Diante isso, inclusão tem um sentido amplo, em contra partida no contexto escolar observamos comumente o não cumprimento do significado íntegro da palavra. Sustentado pela desinformação: ignorância, negligência, 3

4 superstição e o medo diversos fatores interferem na inclusão. (Werneck 1997). Os professores e a escola carregam preconceitos e estigmas, frustrações e medo declarando-se incapaz, não sabendo por onde começar, que atitude tomar, quais metodologias eficientes e adequadas, angustias, despreparos e sem ação frente a esse aluno, ou seja, perdido diante de um aluno portador de necessidades especiais. No sentido de um processo de inclusão, com o objetivo de contribuir com ações pedagógicas acerca do distúrbio de aprendizagem a Discalculia, é que a pesquisa tratará de esclarecer conceitos sobre tal distúrbio, sintomas que o mesmo poderá gerar dentro do contexto de ensino, diagnóstico clínico, bem como propor sugestões de ações interventicas. O estudo organiza-se em 6 artigos. Inicialmente é apresentado uma introdução descrevendo o motivo do tema, os objetivos gerais e específicos, a metodologia e a estrutura. O objetivo do 1º artigo traz uma abordagem de como a aprendizagem se dá e se desenvolve. Diferencia, caracteriza e propõem propostas de avaliação diagnóstica aos chamados distúrbios, transtornos e dificuldades da aprendizagem, por fim apresenta os principais distúrbios e transtornos de aprendizagem. No 2º artigo é feita uma revisão bibliográfica acerca do tema principal deste estudo a discalculia, o que é, sua classificação, como se manifesta suas conseqüências e como diagnosticá-la. No 3º artigo é descrita a entrevista com profissionais (professores, psiquiatras, neurologista (as) psicopedagogo (as), psicólogos (as) fonoaudiólogo (as), que tratam de distúrbios ou transtornos de aprendizagem pesquisando que testes padronizados são utilizados para se diagnosticar a discalculia, como é o processo do diagnóstico, quais as impressões e visões destes profissionais. O 4º artigo oferece uma visão das principais idéias da psicologia histórico-cultural e sua relavância para a pesquisa sob o embasamento teórico à luz da Psicologia Histórico Cultural de Vygotsky. O 5º artigo relata o cotidiano escolar e familiar de dois alunos diagnosticados discalcúlicos, descrevendo com detalhes suas ações, como a escola os trata, os ensina e os avalia. 4

5 N 6º artigo segue uma análise dos 4 e 5 com propostas para a inclusão e atividades para alunos com discalculia. A investigação é de cunho qualitativo usando a abordagem metodológica o estudo de caso com dois estudantes de matemática discálculicos diagnosticados, do 6º ano do ensino Fundamental de uma escola pública. A partir das descobertas desta pesquisa, resultará um produto educacional, ou seja, um manual para professores de matemática, com objetivo de conhecerem a Discalculia, seu diagnóstico, intervenções. É imprescindível que professores comprometidos com a educação, tenham subsídio e informação acerca dessa problemática, para realizar seu trabalho com competência e segurança necessárias para conquistar a qualidade da educação, colaborando para a construção da cidadania desses brasileiros. Possibilitando a inclusão desses alunos discalcúlicos que sofrem discriminação por apresentarem comportamentos e organização do pensamento diferentes da maioria. Apresentação: No cérebro é onde se forma a cognição, portanto é o órgão mais organizado do nosso organismo. (Morim 1996) Possui a capacidade em armazenar dados ( engramas ) codificar e decodificar dados para serem utilizados posteriormente mediante a memória. É hoje incontestável a afirmação de que o órgão privilegiado da aprendizagem é o cérebro. Dadas as relações inevitáveis entre o cérebro e o comportamento e entre océrebro e a aprendizagem, da mesma forma essa relação se verifica quando se abordam as Dificuldades de Aprendizagem. (Fonseca, 1995, p. 148) Nos processos neurofuncionais, as diferentes situações de aprendizagem modifica a estrutura física cerebral, estabelecendo ou eliminando conexões entre as células, causando mudanças na quantidade de substâncias químicas (neurotansmissores). Nesses processos é necessário que cada estrutura que exerce uma função específica no processo de aquisição de aprendizagem haja integridade. Se algum fator altera o desenrolar desse processo, acarretará em um problema na aquisição da Aprendizagem escolar. Diante dessa realidade o professor precisa compreender que existem uma biologia, uma anatomia e uma fisiologia no cérebro que aprende. Entretanto, a presença de uma dificuldade na aprendizagem do aluno necessariamente não implica em um transtorno ou distúrbio de aprendizagem, ou seja, disfunções cerebrais. Muitas crianças em fase escolar podem apresentar problemas na 5

6 aprendizagem por diversos motivos, como problemas na proposta pedagógica, capacitação do professor, problemas familiares entre outros. O distúrbio de aprendizagem é uma disfunção do Sistema nervoso central, geralmente a forma que se dá é leve, mas com conseqüências importantes para o futuro social do escolar, alterando o desenvolvimento acadêmico esperado de acordo com sua inteligência normal. É um problema em nível orgânico, mas se incluem dentro das alterações funcionais (disfunções) (Campos Casteló, 2000) Portanto é relacionado ao processo natural da aquisição de aprendizagem, ou seja, na seleção do estímulo, no processamento e no armazenamento da informação e, conseqüentemente, na emissão da resposta. (Ciasca, 2003) de: Para Nichd, (2001) O distúrbio de aprendizagem (DA) é um déficit nas habilidades - linguagem oral (fonologia, morfologia, semântica, sintaxe, pragmática); - leitura (habilidade no uso da palavra, reconhecimento de letras, compreensão); - escrita (soletrar, ditado, cópia), - matemática (habilidades de cálculo básico, raciocínio matemático), e - nas combinações e/ou relações entre elas. Os principais Distúrbios de Aprendizagem são: (Ciasca, 2003) - A Dislexia; - A Discalculia; - A Disgrafia. Das crianças que freqüentam os primeiros anos escolares a porcentagem de DA fica em torno de 5 a 7%, que podem ser confirmado também em países mais desenvolvidos. (Ciasca, 2003) O diagnóstico segundo Zorzi (2003) envolve testes que qualificam e quantificam as habilidades cognitivas e do desenvolvimento escolar na área da leitura, escrita e matemática, esperado para sua idade, escolarização ou nível intelectual. Justificativa de Pesquisa 6

7 O presente projeto de pesquisa pretende investigar a discalculia, termo que foi referido, primeiramente, por Ladislav Kosc (1974) que realizou um estudo pioneiro sobre esse transtorno relacionado às habilidades matemáticas. Para ele, a discalculia ou a discalculia de desenvolvimento é uma desordem estrutural nas habilidades matemáticas, tendo sua origem em desordens genéticas ou congênitas naquelas partes do cérebro que são um substrato anatômico-fisiológico de maturação das habilidades matemáticas. Uma classificação apresentada nos estudos de Kosc (1974) engloba seis tipos de discalculia, afirmando que essas discalculias podem se manifestar sob diferentes combinações e unidas a outros transtornos de aprendizagem, como é o caso, por exemplo, de crianças com dislexia ou déficit de atenção e hiperatividade. Estes subtipos dividem-se em: discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, os números, os termos e os símbolos; discalculia practognóstica: dificuldades para enumerar, comparar, manipular objetos reais ou em imagens; discalculia léxica: dificuldades na leitura de símbolos matemáticos; discalculia gráfica: dificuldades na escrita de símbolos matemáticos; discalculia ideognóstica: dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos; e discalculia operacional: dificuldade na execução de operações e cálculos numéricos. É importante salientar que a discalculia pode manifestar-se em alunos aparentemente inteligentes, potencialmente dotados de capacidades em diversas áreas do conhecimento. No entanto, a criança discalcúlica poderá desenvolver todas as habilidades cognitivas necessárias nas demais disciplinas escolares, mas possuir certa deficiência na matemática. De acordo com Belleboni (apud: GARCIA, 1998), a discalculia é uma dificuldade de aprendizagem evolutiva, não é causada por nenhuma deficiência mental, déficits auditivos e nem pela má escolarização. As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pelos professores. A criança não se interessa pela atividade pelo simples fato de 7

8 não compreendê-la. A discalculia apresenta-se como uma imaturidade das funções neurológicas ou uma disfunção sem lesão. (BOMBONATTO, 2006, [s.p]). Pesquisas recentes demonstram que, por exemplo, a Discalculia (do grego dis+ cálculo significa dificuldade ao calcular) acomete cerca de 4% a 6% da população mundial, com pesquisa realizada somente com crianças, não incluindo os adultos. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, em 2012, revelou que de 5% a 8% dos alunos americanos ou de outras nacionalidades matriculados em escolas americanas são discálculicos, ou seja, em uma sala com 30 alunos, dois ou três apresentam esse transtorno. A partir desses números expressivos, nos questionamos acerca de avaliações padronizadas nas escolas brasileiras, com tem de 50 minutos demarcados, individuais e nas quais os professores desconhecem, em geral, transtornos que podem acometer seus alunos. Em muitos casos, os baixos rendimentos de alguns alunos justificam-se erroneamente pelos professores a seus pais como desinteresse, quando na realidade o aluno está já acometido por um transtorno de aprendizagem. Tal acometimento revela a necessidade de cuidados especiais, bem como avaliações e métodos avaliativos que atendam ao transtorno e propiciem a avaliação da aprendizagem, em detrimento do mero avaliar por notas e rendimentos. Encontra-se na discalculia uma relação muito grande com a dislexia e disgrafia e disgrafia (problemas para formar símbolos). Podemos encontrar algumas características que percebemos nos disléxicos, mas vale ressaltar que a criança pode ser apenas discálculico e não, necessariamente, disléxico. O quadro abaixo, elaborado a partir de Vieira (2004), resume algumas das dificuldades encontradas pelos alunos e como estas são manifestadas. Dificuldades Manifestações O aluno pode trocar os algarismos 6 e 9, Dificuldade na identificação de números 2 e 5, dizer dois quando o algarismo é quatro. Incapacidade para estabelecer uma Dizer o número a uma velocidade e 8

9 correspondência recíproca Escassa habilidade para contar compreensivamente: Dificuldade na compreensão dos conjuntos: Dificuldade na conservação: Dificuldade no cálculo: Dificuldade na compreensão do conceito de medida: Dificuldade para aprender a dizer as horas: expressar, oralmente, em outra. Decorar rotina dos números, ter déficit de memória, nomear de forma incorreta os números relativos ao último dia da semana, estações do ano, férias. Compreender de maneira errada o significado de um grupo ou coleção de objetos. Não conseguir compreender que os valores 6 e ou se correspondem; para eles, somente significam mais objetos. O déficit de memória dificulta essa aprendizagem. Confusão na direcionalidade ou apresentação das operações a realizar. Não conseguir fazer estimativas acertadas sobre algo quando necessitar dispor das medidas em unidades precisas. Aprender as horas requer a compreensão dos minutos e segundos e o aluno com discalculia quase sempre apresenta problemas. Dificuldade na compreensão do valor das moedas: Dificuldade na compreensão da linguagem matemática e dos símbolos: Tem problemas na aquisição da conservação da quantidade em relação à moedas, por exemplo: 1 moeda de 25 = 5 moedas de 5. Adição, subtração, multiplicação, divisão, +, -, x,. O déficit de decodificação e 9

10 Dificuldade em resolver problemas orais: compreensão do processo leitor impedirá a interpretação correta dos problemas orais. Fonte VIEIRA, 2004, p. (116) A discalculia prejudica a socialização do aluno com seus demais colegas, pois este não só apresenta dificuldades em Matemática, mas também com outros relevantes para o seu desenvolvimento pessoal. São características de alunos com discalculia: ficam retraídos, são desorganizados, impulsivos, tem quadros de depressão, baixa autoestima, o que justifica o diagnóstico precoce. Como veremos a seguir nossa questão de investigação estará voltada a estudantes discalcúlicos do ensino fundamental. Questão de investigação Investigar uma proposta de estratégias de ensino diferenciada para estudantes de matemática com quadro de transtorno de discalculia diagnosticada. Nesse ínterim objetivamos criar em nosso produto educacional uma produção textual com o objetivo que professores conheçam o distúrbio, seu diagnóstico e propostas de ensino. Tais propostas devem e almejamos que estejam em consonância com o ritmo e adequadas de acordo com o(s) transtorno(s) apresentado(s) pelo(s) aluno(s). Metodologia Nossa pesquisa caracteriza-se com uma abordagem qualitativa de investigação. (Bogdan & Biklen, 2013). A metodologia a ser usada é do estudo de caso, pela possibilidade de esse tipo de pesquisa qualitativa permitir uma análise aprofundada do objeto de estudo, bem como dos sujeitos envolvidos. A pesquisa de campo será desenvolvida com dois estudantes de matemática diagnosticados discalcúlicos do ensino fundamental de uma escola pública da cidade de Juiz de fora (MG), no período aproximado de seis meses. Com objetivo de identificar qual a melhor proposta pedagógica os para alunos e alunas diagnosticados com o distúrbio de aprendizagem Discalculia. Os instrumentos utilizados na pesquisa Discalculia na sala de aula de Matemática serão observação e entrevista. Os dados coletados serão organizados em categorias e analisados com base da observação e do referencial teórico. Os resultados serão socializados nas escolas pesquisadas não podendo ser generalizados. 10

11 Referências: APA DSM-IV. Manual diagnóstico e estatístico de transtorno mentais, DSM-IV, 4ª Ed., Porto Alegre: Artes Médicas, BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (Org). Educação Matemática. São Paulo: Centauro, BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988 CAMPOS-CASTELÓ, J. (2000). Bases neurobiológicas de los transtornos Del aprendizaje. Revista de neurologia Clínica, 34(1), 1-7. CIASCA, S. M. Distúrbios de aprendizagem: Propostas de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo. Livraria e Editora Ltda., FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1996. GARCIA, J.N. Las dificultades de aprendizage y otros trastornos del desarrollo. In Futuro Eventos (org.) Livro do 6º Simpósio Nacional sobre Distúrbios de Aprendizagem. São Paulo, 2003, GARCIA, José N. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, GIACHETI, C.M. Diagnóstico e intervenção multiprofissional das crianças com dificuldades de aprendizagem. Livro do 6º Simpósio Nacional sobre Distúrbios da aprendizagem. São Paulo, 2002, KOSC, Ladislav. Developmental dyscalculia. Journal of Learning Disabilities, v. 7, p , MORIN, E. Problemas de uma epistemologia complexa. Lisboa: Europa América, MORIN, E. Problemas de uma epistemologia complexa. Lisboa: Europa América, VIEIRA, E. Transtornos na aprendizagem da matemática: número e discalculia. Revista Ciências e Letras, n. 35, p ,

12 WERNECK, Claudia. Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva. Rio de Janeiro: WVA, ZORZI, Jaime Luiz. Os distúrbios de Aprendizagem e os distúrbios Específicos de Leitura e da Escrita. CEFAC, Disponível em < Acesso: 01 abr

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