1 Introdução. 1.1 Considerações Iniciais

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1 11 1 Introdução 1.1 Considerações Iniciais Na ânsia de sobreviver em um mercado altamente competitivo com diferentes limitações; falta de recursos como mão de obra qualificada, matéria-prima, infraestrutura, entre outros; as empresas acabam se empenhando em fazer o máximo com o mínimo, ou seja; utilizam ao máximo cada um de seus recursos, humanos e tecnológicos. Por fim, acabam negligenciando aspectos importantes para a otimização do seu desempenho, como a segurança de seus colaboradores. Sabe-se que, com as novas exigências de mercado, a Segurança do Trabalho já se encontra verdadeiramente instituída em muitas empresas, embora em outras se faça muito pouco e até as regras mais elementares não sejam cumpridas. (MELO, 2001) O cenário negativo acima acaba aparecendo nas estatísticas sobre acidentes e doenças do trabalho. Segundo Oliveira (2001), no Brasil os números de acidentes, mortes, mutilações e doenças com seqüelas permanentes revelados pelo Sistema de Previdência, informam que no decorrer de vinte anos (1974 a 1994), acidentaramse no Brasil trabalhadores, resultando em mortes, sem contar mutilações que culminaram em invalidez total permanente. Segue abaixo dados mais recentes do Ministério da Previdência Social: FIGURA 01: Acidentes de trabalho ocorridos entre 2010 e Fonte: Site do Ministério da Previdência Social. Entre todos os setores de atividades econômicas, a indústria da Construção Civil ganha destaque como um dos mais desfavoráveis com relação à saúde e segurança do trabalho, apresentando elevadas taxas de acidentes. O mal é reconhecido pela maioria dos envolvidos nas atividades deste sistema empresarial, empregadores e empregados, mas são poucos os que tomam providências efetivas

2 12 para mitigar ou até mesmo eliminar o caráter inseguro das obras de construção. (MELO, 2001) Segundo Cruz (1998), não é preciso que se faça uso de muitas estatísticas para que fique comprovada a importância da indústria da construção para o desenvolvimento sócio-econômico do país. Apenas com os dados de que esta movimenta cerca de 60% do capital bruto do país e emprega aproximadamente 1/3 dos trabalhadores envolvidos em atividades industriais é possível demonstrar sua importância. E não para por ai, o crescimento deste mercado vem se consolidando a algum tempo; segundo Almeida e Reis (2012 apud DIEESE, 2011), a partir de 2004 o setor começou a dar sinais de expansão, com o aumento dos investimentos em obras de infra-estrutura e em unidades habitacionais, inclusive superando as taxas negativas de crescimento, em função da crise econômica financeira internacional de Em 2010, o desempenho do setor de construção civil no Brasil, acompanhou a tendência nacional, com taxa de crescimento de 11,6%, o melhor desempenho dos últimos 24 anos, segundo dados do PIB setorial. Segundo Mawakdiye (1997), caso os investimentos em habitação e infraestrutura continuem crescendo a participação da Construção Civil na economia nacional será ainda maior. Apesar disso, de todo o seu bom desempenho, não se nota qualquer melhoria das condições de trabalho e remuneração dos colaboradores deste setor. Pelo contrário, muitos ainda são submetidos a condições muito precárias. De acordo com Melo (2001), no Brasil, a construção civil, ainda conserva fortes traços tradicionais de organização do trabalho, apresenta, além do caráter nômade das obras, alta rotatividade de mão de obra, condições precárias de trabalho e significativo índice de acidentes de trabalho. Entender estas características e o mercado deste setor é de extrema importância para esta pesquisa; pois a construção civil esta intimamente ligada ao mercado de elevadores; principalmente no que diz respeito a edificações, prédios em geral (hotéis, Shopping Center, hospitais, estádios, edifícios comerciais, públicos e residenciais). Se a economia aquece o mercado da construção, alavanca também a venda de elevadores. Além do mas, os operários de construção e os montadores de elevador, embora tenham atividades distintas, dividem o mesmo ambiente de trabalho. Todo o

3 13 processo de instalação do equipamento, elevador, ocorre dentro de um canteiro de obras. E as semelhanças continuam, o nível de escolaridade é uma delas. É habitual por parte das grandes empresas de elevadores a contratação de terceiros para o processo de instalação, montagem, dos equipamentos. Pessoas com baixo grau de instrução dispostas a executar atividades que exigem um maior esforço físico, geralmente sem nenhuma preocupação com a segurança. Para minimizar estes aspectos inseguros às empresas deste setor, assim como qualquer outra empresa, precisa aprender a trabalhar cruzando a prevenção dos riscos do trabalho com as suas estratégias traçadas nos programas de qualidade. Nada melhor que um eficaz Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho para ajudar a promover uma melhoria do nível de qualidade e segurança, aumentando ainda, a produtividade da empresa. Mas o que é um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho? De acordo com a Norma OHSAS 18001:2007; É aquela parte do sistema de gestão global que facilita o gerenciamento dos riscos de Segurança e Saúde no Trabalho associados aos negócios da organização. Isto inclui a estrutura organizacional, as atividades de planejamento, as responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política de Segurança e Saúde no Trabalho da organização. Segundo Melo (2001), atualmente um SGSST é compreendido como um conjunto de pessoas, recursos, políticas e procedimentos que asseguram a realização das tarefas; alcançando ou mantendo um resultado específico, qual seja, a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, minimizando os riscos para os colaboradores e melhorando o desempenho dos negócios. Para que a implementação de um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho seja bem sucedida, Sampaio (1998) afirma que, o seu conteúdo deve estar estruturado e documentado de modo adequado. Independentemente do setor onde a empresa atue, de seu porte ou seu tamanho, esta precisa ter a documentação apropriada exigida para o sistema, bem como o manual de segurança, os procedimentos, as instruções de trabalho, os planos, registros e auditoria de segurança. Além disso, para que a empresa obtenha resultados positivos a gestão da segurança, deve estar no mesmo patamar e ser desenvolvida com o mesmo empenho que são desenvolvidas a gestão da qualidade, da produtividade, dos suprimentos, etc.

4 14 É possível afirmar, com o contexto acima, que um SGSST pode ser implementado em qualquer tipo de empresa, incluindo uma empresa de elevadores. Basta que esta esteja empenhada em desenvolver a gestão de segurança adequadamente envolvendo a todos, principalmente aos gestores. Reforçando esta idéia, Garcia, Boix e Canosa (2004), afirmam que, o envolvimento dos gerentes é determinante para o desenvolvimento da cultura de segurança, pois consegue envolver os empregados e melhorar sua percepção e suas atitudes nas questões relativas à segurança do trabalho. Atingir uma cultura de segurança segundo Reason (1997), é um processo de aprendizagem coletiva, interação entre os membros da empresa, compartilhamento de pensamentos e gerenciamento comprometido. Enfim, é em um ambiente onde exista uma cultura de segurança que as atitudes e o comportamento de cada um dos envolvidos; empregados, empregadores e terceiros; relacionados à segurança se desenvolvem e persistem. 1.2 Problema de pesquisa No atual mercado, a produtividade e a competitividade entre as empresas acabam se sobrepondo aos aspectos humanos e sociais, causando impacto na saúde e segurança dos colaboradores e conseqüentemente em sua qualidade de vida. Segundo Lima (1995), o trabalhador em geral, é o que menos atenção recebe, com os administradores e empresários subestimando a necessidade de uma preparação adequada para geri-lo. E ao fim, todo este descaso aparece na baixa produtividade, em altos índices de acidentes do trabalho e absenteísmo. Todas estas conseqüências custos humanos, gastos financeiros para colaboradores, para a empresa e para a sociedade em geral poderiam ser evitadas com um bom Sistema de Gestão. De acordo com Viterbo Júnior (1998), os objetivos básicos do Sistema de Gestão são o de aumentar constantemente o valor percebido pelo cliente nos produtos ou serviços oferecidos, o sucesso no segmento de mercado ocupado (através da melhoria contínua dos resultados operacionais), a satisfação dos

5 15 colaboradores com a empresa e da própria sociedade com a contribuição social da empresa. Com base nestes preceitos é possível afirmar que, o problema de pesquisa deste trabalho consiste no fato de que a empresa em estudo não possui um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho implementado em uma de suas áreas que mais sofre com os impactos causados pelo cenário de mercado atual, a área de montagem de elevadores. A definição acima é embasada na citação de Joaquim Severino (2000), que afirma que, para se colocar o problema, é preciso que seja formulado de maneira clara em seus termos, definida e delimitada. É preciso esclarecer os termos, definindo-os devidamente. Marconi e Lakatos (1996), reforçam dizendo que, definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e exatos. Na formulação de um problema deve haver clareza, concisão e objetividade. 1.3 Objetivos Segundo Marconi e Lakato (1996), toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar. É com base nesta afirmação que foram estabelecidos para este trabalho um objetivo geral e seus objetivos específicos Objetivo Geral Propor a implementação de um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, baseado na OHSAS 18001:2007, na área de montagem de uma empresa de elevadores. A definição citada acima se respalda com a citação de Richardson (1999), o objetivo geral define o que se pretende alcançar com a realização da pesquisa.

6 Objetivos específicos De acordo com Richardson (1999), os objetivos específicos definem etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objetivo geral. Seguindo este conceito, foram definidos os objetivos abaixo: Mapear os processos da empresa para identificar o nível de gerenciamento em que esta se encontra, quanto à segurança e saúde do trabalho; e para delimitar o escopo; Definir procedimento para identificação e avaliação de riscos existentes na atividade da empresa; Definir procedimentos para implementação de ações referente ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, utilizando o entendimento da Norma OHSAS 18001:2007; Atender a todos os requisitos descritos na Norma OHSAS 18001: Justificativa do trabalho Cada vez mais as empresas vêm sendo forçadas, pelo mercado, a voltarem suas atenções a novas questões como, qualidade de produtos e serviços, uma consciência ecológica e ainda, aspectos sociais como qualidade de vida que abrange a saúde e segurança dos seus colaboradores. Uma empresa com um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho adequado não só garante sua permanência neste mercado competitivo, como garante uma intervenção favorável na produtividade, na melhoria da qualidade e valor agregado ao seu produto e/ou serviço. De acordo com Miranda Junior (1995), a aquisição da qualidade esta intimamente ligada à melhoria das condições de segurança e higiene no trabalho, pois é muito improvável que uma organização alcance excelência dos seus produtos negligenciando a qualidade de vida daqueles que os produzem. Além disso, um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, se aplicado corretamente, pode proporcionar as empresas uma redução dos acidentes de trabalho, através da prevenção. Segundo Cruz (1998), os custos dos acidentes

7 17 resultam em um aumento no custo do produto final das empresas. Logo, empresas que possuem um Sistema de Gestão implantado ganham financeiramente. E é seguindo estes conceitos de que uma organização pode ter um ótimo retorno investindo em um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho que o presente trabalho é justificado. 1.5 Delimitação do trabalho Segundo Severino (2000), os limites da problematização devem ser determinados, pois não se pode tratar de tudo ao mesmo tempo e sob os mais diversos aspectos. Baseado nisso, definiu-se para este trabalho propor a implementação de um SGSST em apenas uma das áreas da empresa, o setor de montagem de elevadores. Esta área, atualmente, é a que mais gera preocupação para a empresa, pois apresenta maior número de ocorrências de acidentes e onde as mais graves acontecem. É importante informar que, os resultados alcançados neste trabalho são válidos apenas para a empresa em estudo; poderá ser utilizada a mesma metodologia de pesquisa em outros estudos semelhantes, porém sendo necessárias as análises de outras variáveis específicas. Vale também citar que, não pretende-se com este trabalho esgotar o assunto, portanto traz também como limitação a impossibilidade do levantamento de informações em sua totalidade. Assim como, a falta de tempo disponível impossibilita a validação prática da pesquisa, não permitindo a implementação do sistema na empresa. 1.6 Hipótese Geral Segundo Severino (2000), hipótese é o que se pretende demonstrar e não o que já se tem demonstrado evidente, desde o ponto de partida.

8 18 Assim sendo, a hipótese geral deste trabalho é a seguinte: é possível implementar um SGSST, baseado na norma OHSAS 18001:2007, em uma única área de uma empresa de elevadores. 1.7 Estrutura do trabalho O presente trabalho esta estruturado da seguinte forma: Capítulo 1 - É formado pelas considerações iniciais que consiste na parte introdutória da pesquisa, além disso, fazem parte deste capítulo também o problema de pesquisa, a justificativa do trabalho, os objetivos, a delimitação do trabalho, sua hipótese geral e estrutura do trabalho; Capítulo 2 - Apresenta o referencial teórico abordando um breve histórico da Saúde e Segurança do trabalho no Brasil e no mundo, as Normas Regulamentadoras, uma breve revisão teórica sobre Sistema de Gestão, seus conceitos e definições; traz ainda, informações sobre a Norma OHSAS 18001; Capítulo 3 Apresenta o método de pesquisa, a classificação da pesquisa, as técnicas de coleta de dados utilizados e a metodologia para implementação do Sistema de Gestão; Capítulo 4 Traz informações e características da empresa e o resultado da metodologia para implementação do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do trabalho, apresenta a proposta em si; Capítulo 5 Apresenta as conclusões, recomendações e sugestões para futuras pesquisas na área em questão;

9 19 O trabalho é finalizado com as referências bibliográficas e apêndices citados no interior da pesquisa. FIGURA 02: Esquema da estrutura do trabalho Fonte: O próprio autor

10 20 2 Referencial Teórico 2.1 Saúde e segurança do trabalho: Breve histórico O homem conhece o trabalho desde seus primórdios, porém o conceito de saúde e segurança do trabalho veio surgir muito tempo depois. De acordo com Melo (2001), as primeiras pesquisas sobre a relação do trabalho e doenças datam do século XVI, nelas eram evidenciadas as possibilidades do trabalho ser causador de doenças. Porém, o primeiro trabalho de grande importância sobre doenças profissionais foi publicado na Itália em 1700, pelo médico Bernardino Ramazzinni. Segundo Cruz (1998), hoje ele é considerado o "pai da Medicina do Trabalho". Ramazzinni descreve em sua obra, "De Morbis Artificum Diatriba", cerca de 100 profissões diferentes e os riscos específicos de cada uma delas, além de, acrescentar à sua obra perguntas de rotina feitas ao doente pelo médico como por exemplo: "Qual é a sua ocupação?". Mas quando se trata da evolução histórica do conceito de saúde e segurança do trabalho, é imprescindível focar na Revolução Industrial no século XVIII. De acordo com Cruz (1998), "as leis trabalhistas surgiram como conseqüência da questão social e da reação humanista que precedeu a revolução e que se propôs a garantir e preservar a dignidade do ser humano ocupado nas indústrias". A maquinaria introduzida no processo de produção substituindo a força muscular dos homens modificou totalmente suas condições de trabalho. A execução das tarefas pelo trabalhador tornou-se repetitivas. Além disso, não existia critério para recrutamento de mão-de-obra; homens, mulheres e crianças iniciavam o trabalho ainda de madrugada e seguiam até anoitecer, quando não trabalhavam também durante a noite. E não para por ai, as atividades aconteciam em ambientes fechados, com ventilação e iluminação precárias e níveis de ruídos muito altos. Todos estes fatores somados acarretaram num crescimento assustador de acidentes do trabalho. Com isto, houve a necessidade de intervenção na ordem econômica e social por parte do Estado.

11 21 De acordo com Cruz (1998), "na regulamentação jurídica do trabalho pelo Estado predominou, inicialmente, o propósito de proteger o trabalho do menor e da mulher e o de limitar a duração da jornada de trabalho". Nascimento (1992), afirma que, "o emprego da máquina, que era generalizado, trouxe problemas desconhecidos, principalmente pelos riscos de acidente que comportava. A prevenção e a reparação de acidentes, as proteções de certas pessoas (mulheres e menores) constituíam uma parte importante da regulamentação do trabalho". Nascimento (1992), acrescenta que, a maioria das leis editadas nesta época foram dedicadas a estes assuntos, demonstrando um maior intervencionismo por parte do poder público. Por exemplo, a Lei de Amparo aos Pobres, editada em 1601 na Inglaterra, que reconheceu a obrigação do Estado de amparar o indigente nacional. Também na Inglaterra em 1802, segundo Melo (2001), foi aprovada a primeira lei de proteção ao trabalhador, a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes, limitando a jornada de trabalho em 12 (doze) horas diárias, proibindo o trabalho noturno, obrigando os empregadores a manter a higiene do local de trabalho e tornando obrigatória a ventilação destes. Tal lei, embora muito importante na história, não foi eficaz no que diz respeito à redução dos acidentes de trabalho. De acordo com Melo (2001), em 1833 "surgiu na Inglaterra o que deve ser considerado a primeira legislação realmente eficiente no campo da proteção ao trabalhador", a Factory Act. Esta lei foi constituída para proteger os menores e fiscalizar as condições de trabalho das fábricas; proibindo o trabalho de menores de 9 (nove) anos, limitando a jornada diária de menores de 13 (treze) anos à 9 (nove) horas, dos adolescentes de menos de 18 (dezoito) anos à 12 (doze) horas diárias, proibindo o trabalho noturno aos menores de 18 (dezoito) anos, obrigando as fábricas a terem escolas para os menores de 13 (treze) anos, obrigando também a presença de um médico na fábrica e instituindo a nomeação de inspetores de fábrica para fiscalizar o cumprimento das normas estabelecidas. Segundo Cruz (1998), outras medidas como estas foram sendo criadas como a Lei de 1844 que estabeleceu para as mulheres a jornada de 10 (dez) horas diárias de trabalho, as Leis de 1850 e 1853 que afixaram a jornada de trabalho geral dos homens em 12 (doze) horas diárias e a Lei de 1842 que proibiu o trabalho de mulheres e menores de 18 (dezoito) anos em subsolo.

12 22 De acordo com Melo (2001): "Com a introdução do Taylorismo nas fábricas, na passagem do século XIX para o XX, surgiram às noções de higiene e segurança no trabalho. Foram criados grupos de inspeção do trabalho voltados para o controle das condições de higiene e segurança no trabalho principalmente nas situações de trabalho penosas, como o trabalho em minas. Os primeiros países a desenvolverem estes grupos de inspetores do trabalho foram: Inglaterra (1833), França (1850), Alemanha (1870), Itália (1870) e Espanha (1880)." As normas de proteção ao trabalhador foram se estendendo a outras atividades, além da indústria, e penetraram nas Constituições modernas. Cruz (1998), cita a Constituição do México de 1917: A Constituição do México foi a primeira a tratar os direitos trabalhistas, estabelecendo jornada diária de trabalho de 8 (oito) horas, jornada máxima noturna de 7 (sete) horas, proibindo o trabalho de menores de 12 (doze) anos e limitando para 6 (seis) horas de trabalho os menores de 16 (dezesseis) anos. Além disso, foi instituída a obrigatoriedade do descanso semanal, proteção à maternidade, salário mínimo, igualdade salarial, adicional de horas extras, proteção contra acidentes do trabalho, higiene e segurança do trabalho, direito de sindicalização, de greve, de conciliação e arbitragem dos conflitos, de indenização de dispensa e de seguros sociais. Outro marco importante na história da saúde e segurança do trabalho, segundo Melo (2001), foi a criação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) em Esta previa a obrigação da constituição dos serviços de inspeção em todos os países participantes. Além disso, mais tarde adotou o direito de reparação a acidentes de trabalho e doenças profissionais. Enfim, firmou-se em praticamente todos os países o direito trabalhista, independente de sua estrutura econômica, política ou jurídica; como uma necessidade de regrar as relações de trabalho. De acordo com Cruz (1998), o direito do trabalho, no seu contexto contemporâneo, passou a desempenhar além da função de proteger o trabalhador, a função de coordenar os interesses entre o capital e o trabalho. As normas de proteção ao trabalhador passaram a conviver com outras normas, criadas para resolver problemas ocasionados em épocas de crise.

13 Saúde e Segurança do trabalho no Brasil As transformações que ocorriam na Europa e a elaboração de normas de proteção ao trabalhador em diversos países foram fatores externos que influenciaram o direito trabalhista brasileiro. (CRUZ, 1998) Além disso, segundo Nascimento (1992), a aderência do Brasil à OIT (Organização Internacional do Trabalho), criada no Tratado de Versalhes, em 1919, fez com que se tivesse um compromisso de observar normas trabalhistas. Assim como em outros países do mundo, o Brasil vinha buscando uma forma de mitigar os altos índices de acidentes do trabalho. Segundo Cruz (1998): "A partir de 1930, a proteção ao trabalhador ganhou novo impulso no campo político e legislativo. No governo de Getúlio Vargas, houve uma reestruturação da ordem jurídica trabalhista e inúmeras foram as leis editadas, comprovando-se, deste modo, a maior intervenção do Estado. Foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (Dec. nº ), instituiu-se a Carteira Profissional, disciplinou-se a duração da jornada de trabalho no comércio (Dec. nº ) e na indústria (Dec. nº ), o trabalho das mulheres nos estabelecimentos industriais e comerciais recebeu texto especial (Dec. nº A), assim como, o trabalho dos menores (Dec. nº )." No ano de 1934, considerado um marco na história do Brasil, surge a Constituição Trabalhista Brasileira; esta estabeleceu uma regulamentação bastante vasta, no que diz respeito a prevenção de acidentes. Porém, de acordo com Carvalho (2008) um avanço concreto só ocorreu com a nova redação da Lei n 6.514, de 1977, do capítulo 5 (cinco) do titulo 2 (dois) da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); aprovada pelo Decreto - Lei n em 1943 e posteriormente através da Portaria Ministerial n de 1978, que aprovou as Normas Regulamentadoras (NRs) relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. De acordo com Chaib (2005), na década de 70, com a criação da Fundacentro, órgão ligado ao MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego) as primeiras pesquisas sobre saúde e segurança ocupacional foram desenvolvidas. Houve um grande salto na direção de melhores condições de trabalho e as informações acima relatadas mostram uma evolução da Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil. Apesar disso, conforme Godini e Valverde (2001), a realidade era demonstrada por uma tímida atitude prevencionista, iniciada pelos

14 24 primeiros profissionais de saúde e segurança do trabalho e um comportamento punitivo e policialesco por parte dos órgãos fiscalizadores do governo. Para Chaib (2005), uma sensível evolução ocorreu nas décadas de 80 e 90, com as alterações das normas referentes às práticas de SST, principalmente com o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) - NR nº 9 e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) - NR nº 7. Outra evolução ocorreu com a criação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) - NR nº 5. O fato é que, no Brasil nos últimos 20 (vinte) anos aconteceram aproximadamente 24 milhões de acidentes de trabalho; mostrando que apesar das tentativas passadas, leis, decretos, normas e procedimentos referentes à saúde e segurança do trabalhador ainda não atingiram seus objetivos. Contudo, o empregador, nos últimos anos, tem se mostrado preocupado com a segurança de seus colaboradores, devido aos custos diretos e indiretos que um acidente pode proporcionar às empresas. Com esta visão, vem se desenvolvendo de maneira gradativa novos conceitos que relacionam a segurança do trabalho com a qualidade e produtividade; a forte tendência é que estes conceitos continuem se expandindo Legislação de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil A Legislação de SST é formada por convenções, decretos, Instruções Normativas, Leis e Normas Regulamentadoras. Convenção: são tratados multilaterais abertos, de caráter normativo, que podem ser ratificadas sem limitação de prazo por qualquer dos Estados- Membros. (MTE, 2013) Segue abaixo as Convenções existentes, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego: Convenção Nº Segurança e Saúde na Agricultura Convenção Nº Segurança e Saúde nas Minas Convenção Nº Prevenção de Acidentes Industriais Maiores Convenção Nº Produtos Químicos Convenção Nº Asbesto / Amianto

15 25 Convenção Nº Serviços de Saúde no Trabalho Convenção Nº Segurança e Saúde dos Trabalhadores Convenção Nº Segurança e Higiene (Trabalho Portuário) Convenção Nº Meio Ambiente de Trabalho (Contaminação do Ar, Ruído e Vibrações) Convenção Nº Câncer Profissional Convenção Nº Benzenos Convenção Nº Peso Máximo Convenção Nº Exame Médico dos Menores (Trabalho Subterrâneo) Convenção Nº Higiene (Comércio e Escritórios) Convenção Nº Proteção Contra Radiações Ionizantes Convenção Nº Exame Médico dos Pescadores Convenção Nº Proteção da Maternidade Convenção Nº 81 - Fiscalização do Trabalho Convenção Nº 45 - Trabalho subterrâneo Convenção Nº 42 - Doenças Profissionais Convenção Nº 16 - Trabalho marítimo - Exame médico dos menores Convenção Nº 12 - Agricultura - Indenização por acidentes de trabalho Decreto: é uma ordem emanada de uma autoridade superior ou órgão que determina o cumprimento de uma resolução. (MTE, 2013) Segue abaixo os Decretos existentes, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego: Decreto n.º 7.602, de 07/11/ Dispõe sobre a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho - PNSST. Decreto Nº 4.085, de 15 de Janeiro de Promulga a Convenção n.º 174 da OIT e a Recomendação n.º 181 sobre a Prevenção de Acidentes Industriais Maiores. Decreto Nº 1.253, de 27/10/ Promulga a Conversão nº 136, da Organização Internacional do Trabalho, sobre a Proteção contra os Riscos de Intoxicação Provocados pelo Benzeno, assinada em Genebra, em 30 de junho de 1971.

16 26 Decreto Nº 02, de 17/03/ Aprova o texto da Convenção nº 155, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre a segurança e saúde dos trabalhadores e o meio ambiente de trabalho, adotada em Genebra, em 1981, durante a 67ª Seção da Conferência Internacional do Trabalho. Segue abaixo as Instruções normativas existentes, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego: Instrução Normativa N 97, de 30 de julho de Dispõe sobre a fiscalização das condições de trabalho no âmbito dos programas de aprendizagem. Instrução Normativa Nº 88, de 30/11/ Estabelece diretrizes para as análises de acidentes de trabalho efetuadas por Auditor-Fiscal do Trabalho e modelo de relatório. Instrução Normativa Nº 01, de 24/03/ Dispõe sobre o depósito, registro e arquivo de convenções coletivas e acordos coletivos de trabalho nos órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego Instrução Normativa Nº 28 de 27/02/ Estabelece procedimentos para apreensão e guarda de documentos, livros, materiais, equipamentos e assemelhados por Auditor-Fiscal do Trabalho e aprova modelos de Auto de Apreensão, Termo de Guarda e Termo de Devolução de objetos Instrução Normativa Nº 27, de 27/02/ Revogada pela Portaria Nº 76 de 16/04/2004, publicada no DOU de , Seção 1, p.59 Estabelece procedimentos para expedição de certidões e prestação de informações sobre processos administrativos originários de ação fiscal e aprova modelos de certidões Instrução Normativa Nº 7, de 13/01/ Exigência e Informação sobre a existência e o uso de tecnologia de proteção individual em laudo técnico de condições ambientais expedidos por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Instrução Normativa Nº 01 de 11 de abril de Estabelece o Regulamento Técnico sobre o uso de equipamentos para proteção respiratória

17 27 Segue as Leis existentes, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego: Lei Nº 5.889, de 08/06/ Estatui normas reguladoras do trabalho rural. Lei Nº 6.321, de 14/04/ Dispõe sobre a dedução, do lucro tributável para fins de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas, do dobro das despesas realizadas em programas de alimentação do trabalhador. Lei Nº 6.514, de 22/12/ Altera o Capítulo V do Titulo II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo a segurança e medicina do trabalho e dá outras providências. Lei Nº 7.410, de 27/11/ Dispõe sobre a Especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho, a Profissão de Técnico de Segurança do Trabalho, e dá outras Providências. Lei Nº 9.719, de 27/11/ Dispõe sobre normas e condições gerais de proteção ao trabalho portuário, institui multas pela inobservância de seus preceitos, e dá outras providências Normas Regulamentadoras Atualmente existem 36 (trinta e seis) Normas Regulamentadoras (NR-1 a NR- 36) que são de observância obrigatória por parte das empresas públicas e privadas, pelos órgãos públicos de administração direta e indireta, bem como pelos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam colaboradores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e também aos trabalhadores avulsos. De acordo com Carvalho (2008), o órgão nacional competente para coordenar, orientar, controlar, supervisionar e fiscalizar o cumprimento das leis e regulamentos relativos à segurança e medicina do trabalho é a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho (SSST). Mas para ajudar neste trabalho existem as Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) que visam uma descentralização e uma ação mais direta no controle, orientação e fiscalização destas atividades. Carvalho (2008), afirma ainda que, uma vez regulamentadas as normas sobre segurança e medicina do trabalho cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho objetivando prevenir atos inseguros no desempenho do trabalho. Assim como, cabe ao colaborador cumprir todas as leis e regulamentos de

18 28 segurança e medicina do trabalho, incluindo as ordens de serviço emitidas pelo empregador. Seguem abaixo, as Normas Regulamentadoras aprovadas pelo Ministério do Trabalho: NR-1 Disposições Gerais: Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigações do Governo, dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. NR-2 Inspeção Prévia: Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. NR-3 Embargo ou Interdição: Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços, máquinas ou equipamentos, bem como os procedimentos a serem observados, pela fiscalização trabalhista, na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. NR-4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam empregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. NR-5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA): Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais, através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho, eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. NR-6 Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condições de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. NR-7 Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de

19 29 Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. NR-8 Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. NR-9 Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. NR-10 Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, assim como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, observando-se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. NR-11 Transportes, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de infortúnios laborais. NR-12 Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho. NR-13 Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. NR-14 Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção, operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. NR-15 Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades, operações e agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situações que, quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre, e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde.

20 30 NR-16 Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas, estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. Especificamente no que diz respeito a atividades e operações perigosas com explosivo e com Inflamáveis. NR-17 Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. NR-18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organização, que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. NR-19 Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito, manuseio e transporte de explosivos, objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. NR-20 Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento, manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis, objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. NR-21 Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto, tais como, em minas ao ar livre e em pedreiras. NR-22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. NR-23 Proteção contra incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho. NR-24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a: banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. NR-25 Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas, pelas empresas, no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores.

21 31 NR-26 Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho, de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. NR-27 Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funções de técnico de segurança do trabalho, em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal, junto ao Ministério do Trabalho. NR-28 Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho, tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas, como também, no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. NR-29 Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. NR-30 Trabalho Aquaviário : Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros, na navegação marítima de longo curso, na cabotagem, na navegação interior, no serviço de reboque em alto-mar, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento, e embarcações de apoio marítimo e portuário. NR-31 Trabalho na agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e aqüicultura: Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. NR-32 Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde: Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. NR-33 Espaços Confinados: Tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

22 32 NR-34 Condições e meio ambiente para trabalho na indústria da construção naval: tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. NR-35 Trabalho em altura: tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. NR-36 Segurança e Saúde no Trabalho em empresa de abate e processamento de carnes e derivados: tem por objetivo estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR do Ministério do Trabalho e Emprego. QUADRO 01: Normas regulamentadoras. Fonte: Carvalho (2008) e MTE (2013). 2.3 Sistema de Gestão: O que é? Segundo Arantes (1994), um sistema de gestão é um instrumento que a administração da empresa pode usar para facilitar sua tarefa. Este deve ser entendido como um efetivo instrumento de suporte à ação da administração e não como a administração em si. Para Melo (2001), os instrumentos de gestão auxiliam a definir a razão de ser da empresa; a planejar, dirigir, organizar, executar e controlar as atividades; a estabelecer o entendimento e as relações entre as pessoas; a obter as informações para operar e gerenciar o empreendimento, a mobilizar as pessoas para realizar a tarefa empresarial. Para tanto se faz necessário que estes conceitos e técnicas que fazem parte do sistema de gestão sejam entendidos e aplicados de maneira correta de acordo com a natureza da questão. De acordo com Souza (1997), sistema é um conjunto de elementos dinamicamente relacionados entre si, formando uma atividade que opera sobre as entradas e, após processamento, as transforma em saídas, visando sempre atingir um objetivo.

23 33 Já para Frosini e Carvalho (1995), um sistema de gestão é conceituado como o conjunto de pessoal, recursos e procedimentos, dentro de qualquer nível de complexidade, cujos componentes associados interagem de forma organizada para realizar uma tarefa específica e atingem ou mantém um dado resultado. Melo (2001 apud Cicco, 1995), define Sistema de Gestão como a estrutura organizacional, as responsabilidades e os procedimentos, processos e recursos para a organização implementar a sua gestão da qualidade, a sua gestão ambiental ou a sua gestão da segurança e saúde no trabalho. 2.4 Alguns conceitos e definições relacionados ao SGSST De acordo com Cruz (1998), o conceito legal de acidente do trabalho encontra-se no Art. 2º da Lei nº 6367, de , sob a seguinte definição: "Acidente do Trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda, ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho". Definições baseadas na OHSAS 18001:2007. Segurança e saúde do trabalho (SST): trata-se das condições e fatores que afetam, ou podem afetar, a saúde e a segurança dos colaboradores e outros trabalhadores (incluindo trabalhador temporário e pessoal contratado), visitantes, e qualquer outra pessoa no local de trabalho. Melhoria continua: processo de aprimoramento do Sistema de Gestão da SST, visando atingir melhorias no desempenho de Segurança e Saúde do Trabalho global, de acordo com a política de SST da organização. Ação preventiva: ação para eliminar a causa de uma potencial nãoconformidade ou outra situação potencialmente indesejável.

24 34 Perigo: fonte, situação ou ação com potencial para provocar danos em termos de lesão humana ou doença, ou uma combinação destes. Identificação de perigos: processo de reconhecimento que um perigo existe e da definição de suas características. Incidente: evento relacionado ao trabalho que deu origem a uma lesão ou doença ou fatalidade ocorrida, ou que poderia ter ocorrido. Acidente: um incidente o qual originou uma lesão, doença a saúde ou fatalidade. Risco: combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso ou exposição e a severidade da lesão ou doença que pode ser causada pelo evento ou exposição. Avaliação de riscos: processo de avaliação do risco originário do perigo, levando em conta a adequação de qualquer controle existente, e decisão se o risco é ou não é aceitável. 2.5 Análise de perigos e riscos De acordo com Melo (2001), a análise de risco é o processo global de estimar a magnitude do risco e decidir se ele é tolerável ou aceitável. FIGURA 03: Processo de analise de risco Fonte: Melo 2001

25 35 A análise do risco envolve 3 (três) passos básicos: identificar perigos, estimar o risco de cada perigo (a probabilidade e a gravidade do dano) e decidir se o risco é tolerável. Uma das ferramentas mais utilizadas para análise de risco é a APR - Análise Preliminar de Riscos 2.6 Norma OHSAS De acordo com Carvalho (2008): A OHSAS (Occupation Health and Safety Assessment Series 18001) foi desenvolvida por diversos organismos certificadores: Bureau Veritas Quality Internacional (BVQI), Det Norske Veritas (DNV), British Standards Institution (BSI), Lloyds Register Quality Assurance e SGS Yarsley International Certification Services e entidades nacionais de normalização da Irlanda, Austrália, África do Sul, Espanha e Malásia. Essa norma foi oficialmente publicada pela BSI em 15 de abril de 1999 e utilizou como base para sua elaboração o guia BS 8800 o que iria facilitar a sua compatibilidade com série ISO 9000 (Sistema de Gestão da Qualidade) e com a série ISO (Sistema de Gestão Ambiental). A Norma OHSAS é específica para o sistema de gerenciamento de Saúde e Segurança do trabalho e foi elaborada em resposta às necessidades de gerenciar suas obrigações com o SST de forma mais eficiente. Segundo Araujo (2002), a Norma OHSAS é aplicável a qualquer organização que deseje: Estabelecer um Sistema de Gestão da SST para eliminar ou mitigar riscos aos colaboradores e outras partes interessadas que possam estar expostos aos riscos de SST associados as suas atividades; Implementar, manter e melhorar continuamente um Sistema de Gestão de SST; Assegurar-se da sua conformidade com sua política de SST definida; Demonstrar tal conformidade a terceiros;

26 36 Buscar certificação do seu Sistema de Gestão de SST por uma organização externa; ou Realizar uma auto-avaliação e emitir autodeclaração de conformidade com esta especificação. Carvalho (2008 apud Cicco, 1999), aponta alguns benefícios sucedidos da implantação de um Sistema de Gestão segundo a Norma OHSAS 18001: Assegurar aos clientes o cumprimento com uma Gestão de Saúde e Segurança; Manter boas relações com sindicatos e colaboradores; Obter seguros a custos razoáveis; Fortalecer a imagem da empresa junto ao mercado; Reduzir acidentes que impliquem em responsabilidade civil; Facilitar a obtenção de licenças e autorizações; Compartilhar soluções de prevenções de acidentes e doenças do trabalho; Melhorar as relações entre a empresa e os órgãos do governo.

27 37 3 Procedimento Metodológico 3.1 Método da pesquisa Segundo Richardson (1999), o método precisa estar apropriado ao tipo de estudo que se deseja realizar, mas é a natureza do problema ou seu nível de aprofundamento que, de fato, determina a escolha do método. Utilizando uma classificação bastante ampla, é possível dizer que existem dois grandes métodos de investigação científica: o quantitativo e o qualitativo. Para Richardson (1999), o método quantitativo, como o próprio nome indica, caracteriza-se pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. Este método tem como objetivo evitar a infidelidade nas analises e interpretações, sendo sua intenção garantir resultados precisos. Já o método qualitativo difere, em princípio, do quantitativo à medida que não emprega um instrumental estatístico como base do processo de análise de um problema. Não pretende numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas. (RICHARDSON, 1999) Richardson (1999) afirma, ainda, que: "Os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais, contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos." Seguindo este contexto, é possível afirmar que, a presente pesquisa caracteriza-se como de natureza qualitativa. Sendo o objetivo desta, propor a implementação de um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho baseado na Norma OHSAS 18001:2007.

28 Classificação da pesquisa Vergara (2000), afirma que: "As pesquisas podem ser classificadas quanto aos fins e aos meios. Quanto aos fins, a pesquisa pode ser: exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada e intervencionista. Já quanto aos meios de investigação, a pesquisa pode ser: pesquisa de campo, pesquisa de laboratório, documental, bibliográfica, experimental, ex post facto, participante, pesquisa-ação e estudo de caso." Esta pesquisa pode ser caracterizada, quanto aos fins, como descritiva, exploratória e aplicada. Descritiva pois analisa e expõe características de um fenômeno, neste caso, a aplicação de um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho; exploratória pois há pouco conhecimento relacionado ao assunto, voltado ao ramo de elevadores e; aplicada por que motiva -se a resolver um problema de uma empresa tendo finalidade prática, a possível implementação deste sistema. A caracterização acima se respalda nas definições de Vergara (2000): "A pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno. A investigação exploratória é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado que, por sua natureza de sondagem, não comporta hipóteses que, todavia, poderão surgir durante ou ao final da pesquisa. A pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos [...]. Tem, portanto, finalidade prática [...]." Quanto aos meios, esta pesquisa caracteriza-se em bibliográfica e estudo de caso. Bibliográfica pois boa parte foi desenvolvida com base em publicações feitas em livros, revistas eletrônicas e sites de Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, principalmente OHSAS 18001:2007. Estudo de caso pois foi pesquisada, utilizada como população de referência, uma empresa de elevadores. A caracterização acima foi baseada nos conceitos de Vergara (2000): A pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral, onde fornece instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma. O estudo de caso constitui um estudo circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas como uma pessoa, uma família, um produto, uma empresa, um órgão público, uma comunidade ou mesmo um país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou não ser realizado no campo.

29 Técnicas de coleta de dados De acordo com Lakatos e Marconi (1992), as técnicas correspondem à parte prática da coleta de dados; é considerado um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência e como estes são utilizados para obtenção de seus objetivos. Para esta pesquisa foram utilizadas as seguintes técnicas: pesquisa bibliográfica (anteriormente citada), técnicas de observação simples e entrevista. Estas técnicas têm por finalidade atender ao primeiro objetivo específico apresentado pela autora. Segundo Vergara (1997), a forma de observação simples significa o pesquisador ser um espectador não participativo, mantendo certo distanciamento do grupo ou da situação que se pretende estudar, não se empenhando nesta situação. A técnica acima citada foi utilizada durante as visitas à empresa pesquisada e aos canteiros de obras onde esta presta serviço, com a finalidade de verificar o nível de gerenciamento referente à segurança e saúde do trabalho nestes locais. Para estas observações foi utilizado um roteiro que encontra-se no final desta pesquisa (Apêndice II). A técnica da entrevista, de acordo com Melo (2001), é um procedimento individualizado, o contato é direto entre o entrevistado e o entrevistador e tem por objetivo colher informações qualitativa. Sendo uma abordagem mais aprofundada, permite compreender alguns dos comportamentos que não podem ser explicados através das observações. A entrevista foi realizada de maneira estruturada de acordo com um roteiro, contendo perguntas avaliativas ao nível de gerenciamento de SST na empresa (Apêndice III). Utilizou-se também um formulário, com base, nos requisitos da norma 18001:2007 para reforçar esta avaliação (Apêndice I).

30 Metodologia para implementação do Sistema de Gestão A Metodologia de implementação do Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho a ser aplicada baseia-se na norma OHSAS 18001:2007 e OHSAS 18002:2007 (Diretrizes Gerais). Na referente norma são definidos os elementos e procedimentos mínimos que se adequadamente utilizados possibilitaram implementar um SGSST de maneira eficiente. Segue abaixo o esquema que representa os elementos de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho baseado na Norma OHSAS 18001:2007: FIGURA 04: Elementos do Sistema de Gestão Fonte: Norma OHSAS 18001:2007 A norma OHSAS é baseada na metodologia conhecida como Plan, Do, Check, Act (PDCA) / (Planejar, Executar, Verificar, Agir); mesma metodologia que dará um rumo ao resultado desta pesquisa. O PDCA pode ser brevemente descrito da seguinte forma:

31 41 Planejar: Estabelecer os objetivos e processos necessários para atingir os resultados em concordância com a política de Saúde e Segurança do Trabalho da organização; Executar: Implementar os processos; Verificar: Monitorar e medir os processos em conformidade com a política de Saúde e Segurança do Trabalho, objetivos, metas, requisitos legais e outros, e relatar os resultados; Agir: Agir para continuamente melhorar o desempenho do sistema da gestão de SST. (ALMEIDA E REIS, 2012) FIGURA 05: Ciclo PDCA Fonte: Adaptado de Almeida e Reis, 2012

32 42 Segundo Araujo (2002), a OHSAS 18001:2007 fornece os requisitos para um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho permitindo, assim, que uma empresa possa controlar seus riscos de acidentes e doenças do trabalho, bem como melhorar seu desempenho. Abaixo serão apresentados os requisitos necessários para o atendimento da Norma OHSAS 18001:2007; estes requisitos serão um dos norteadores para atender os objetivos deste trabalho, serão seguidos como etapas a serem cumpridas. FIGURA 06: Requisitos do Sistema de Gestão da SST. Fonte: Norma OHSAS 18001:2007

33 Fluxo do procedimento metodológico FIGURA 07: Estrutura da metodologia Fonte: O próprio autor

34 44 4 Características da empresa 4.1 Perfil da empresa Empresa com Sistema de Gestão da Qualidade implementada, certificada na norma ISO Esta presente há mais de 130 anos no mundo e em mais de 90 países, incluindo o Brasil. Atua no mercado de movimentação e mobilidade humana. A empresa desenvolve, fabrica, monta e presta manutenção em elevadores, escadas e esteiras rolantes. São mais de 40 mil colaboradores, além de terceiros, trabalhando para transportar mais de 700 milhões de pessoas por dia. Atualmente, esta entre as cinco maiores empresas neste ramo a nível mundial e entre as três primeiras lembrada no Brasil. Possui duas fábricas no Brasil, que é responsável pelo abastecimento de elevadores, escadas e esteiras rolantes na América Latina; sua matriz esta locada no Rio de Janeiro - RJ e dispõe de várias filiais e postos para atender os mais de equipamentos por ela instalados por todo o país. 4.2 Princípios e valores Integridade / Ética. Assegurar a segurança de Colaboradores e Usuários. Criar valor para o cliente. Compromisso com Desenvolvimento de Pessoas. Contínuo aperfeiçoamento de Produtos e Serviços. Liderança visível. 4.3 Visão Liderança através de serviços.

35 Missão "Vivenciar nossa Visão e Valores 4.5 Organograma funcional FIGURA 08: Organograma Fonte: O próprio autor 4.6 NI (Novas Instalações) - Montagem de elevadores A área em estudo desta pesquisa é formada por 1 (um) supervisor de montagem, 6 (seis) coordenadores de montagem, 6 (seis) back offices, 24 (vinte e quatro) técnicos de regulagem, 15 (quinze) vistoriadores técnicos e aproximadamente 215 (duzentos e quinze) montadores (terceiros).

36 46 Estes colaboradores e terceiros trabalham para entregar em média 96 (noventa e seis) elevadores por mês. Aproximadamente 1200 (mil e duzentos) equipamentos por ano. O processo de instalação é bastante simples, poderemos entendê-lo melhor seguindo o fluxo apresentado abaixo: FIGURA 09: Fluxo do processo NI I Fonte: O próprio autor. Acompanhamento do local: Com base no planejamento do Coordenador de montagem, o vistoriador técnico visita as obras acompanhado da planta de instalação (desenhos) e formulário de acompanhamento do local. Na obra, deverá preencher o formulário indicando a evolução do local e fornecer as orientações necessárias para o cliente, conforme planta de instalação e folders de preparação do local. FIGURA 10: Fluxo do processo NI II Fonte: O próprio autor Liberação para fabricação: O vistoriador técnico confere o local, se o mesmo registrar 70% dos requisitos necessários para instalação do equipamento atendido é liberado a fabricação do elevador.

37 47 FIGURA 11: Fluxo do processo NI III Fonte: O próprio autor Confirmação de remessa de material: Nesta etapa é feito o monitoramento dos despachos de material feitos pela fábrica e o recebimento deste no local de instalação. No local de instalação, é feito a conferência dos materiais enviados pela fábrica. FIGURA 12: Fluxo do processo NI IV Fonte: O próprio autor Instalação (montagem): Os montadores (terceiros contratados) executam a instalação do equipamento conforme orientações recebidas da área de processos. Etapas de montagem: Levar guias (trilhos) através de guincho no poço e começar o içamento; Prender guias; Montar cabina; Pendurar cabina e instalar máquina; Colocar portas; Passar chicotes e fiação do poço; Instalar peças dentro da caixa; Acabamentos e ligação dos conectores. Na seqüência, testes de segurança e regulagem do equipamento são realizados pelos técnicos de regulagem.

38 48 FIGURA 13: Fluxo do processo NI V Fonte: O próprio autor Entrega ao cliente: Obtém-se uma autorização para entrega, para isso são checadas informações financeiras e técnicas. Se autorizada a entrega, é agendada com o cliente uma data para o recebimento do equipamento. 4.7 Relação da empresa com o SST A relação da empresa com o SST apresenta as seguintes características: A empresa possui profissionais de segurança que presta assessoria a área de SST. No Brasil, a empresa possui 2 (dois) engenheiros de segurança, 1 (um) médico do trabalho, 1 (uma) enfermeira do trabalho e 18 (dezoito) técnicos de segurança. A empresa afirma conhecer as NRs a ela aplicáveis e apontam vantagens no cumprimento das mesmas, como: maior segurança do colaborador ou terceiro e diminuição no número de acidentes. A empresa possui PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e faz um relatório de análise de riscos. Possui CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Fornece, de maneira gratuita, EPI s (Equipamentos de Proteção Individual) aos seus colaboradores e terceiros, sendo os principais: capacete, máscara contra poeiras, creme de proteção, calçado de segurança, luvas de segurança, cinto paraquedista, protetor auricular e óculos de segurança.

39 49 Realiza treinamentos com os seus colaboradores e terceiros para utilização do EPI; bem como, os conscientiza a realizar suas atividades com segurança; realiza também, palestras que tratam de segurança e saúde do trabalho. Já ocorreram na empresa acidentes do tipo típico (lesões, cortes, escoriações, fraturas e contusão) e também acidente fatal. A área de maior incidência e gravidade: montagem de elevadores. A empresa possui controle estatístico dos seus acidentes. Estes acidentes são discutidos, afim de evitar novas ocorrências. Principais causas de acidentes na empresa: uso inadequado de ferramenta, ferramenta defeituosa ou com má conservação, excesso de autoconfiança. FIGURA 14: Causas de acidentes Fonte: Intranet da empresa em estudo, 2013 Nas suas estratégias de desenvolvimento a empresa inclui as questões de SST. A empresa possui uma política de segurança e saúde do trabalho e esta é divulgada para os seus trabalhadores.

40 50 5 Resultado da metodologia 5.1 Requisitos gerais Inicialmente, se faz necessário a definição do escopo do SGSST. A empresa tem a liberdade de definir as fronteiras, os limites, de implementação. Para a empresa em estudo, foi definido que a aplicação do Sistema de Gestão será apenas para a área de novas instalações (montagem de elevadores), Regional Sul. 5.2 Política de Saúde e Segurança do Trabalho A empresa já possui uma política de Saúde e Segurança do Trabalho que atende aos requisitos da norma sendo; apropriada à natureza e escala de riscos, inclui comprometimento com a melhoria contínua e atendimento de no mínimo aos requisitos legais aplicáveis, é documentada, é implementada, é mantida e é comunicada a todos os colaboradores da empresa, através da intranet, encartes, folders, etc... Segue abaixo a política: Política de Segurança e Saúde do colaborador: Segurança é um valor fundamental para esta empresa. Está implícita em seus produtos e serviços e na maneira que seus colaboradores trabalham. A empresa não abre mão da segurança e saúde daqueles que trabalham para o seu negócio. A empresa acredita que quaisquer lesões, assim como doenças relacionadas ao trabalho e acidentes podem ser prevenidos; e trabalha para alcançar os mais altos padrões de desempenho em segurança e saúde;

41 51 Sua cultura de segurança é baseada na prevenção, na consciência do risco, na contínua melhoria e no cumprimento dos procedimentos cuidadosamente desenvolvidos; Pela natureza de seu negócio, a maioria das pessoas trabalham de forma independente; assim sendo, a cultura de segurança será totalmente eficaz quando cada um de seus colaboradores, pessoalmente e de forma instintiva, adotá-la e cumpri-la à risca; Toda a empresa no negócio de Elevadores, Escadas e Esteiras Rolantes devem cumprir as leis aplicáveis, assim como esta Política e os Padrões de Segurança da empresa; Todo colaborador é responsável pelas conseqüências do que faz ou deixa de fazer em termos de segurança. QUADRO 02: Política de SST Fonte: Adaptado do original da empresa em estudo, Planejamento controles Identificação de perigos, avaliação de riscos e determinação de A empresa afirma ter programas como: PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e relatórios específicos para identificação de perigos e avaliação e controle de riscos. Porém para atender este item da Norma OHSAS, se faz necessário que a empresa estabeleça, implemente e mantenha procedimentos para identificação contínua de perigos, avaliação de riscos e que determine os controles necessários para garantir a segurança e saúde de seus colaboradores. Para isso, o presente

42 52 estudo elaborou um procedimento utilizando a ferramenta APR - Análise Preliminar de Riscos. O procedimento criado (PROC-01) encontra-se ao final do trabalho no Apêndice IV. É importante frisar que, a APR deverá ser aplicada antes do início das atividades, para assegurar que a ferramenta seja pró-ativa ao invés de reativa. Segue abaixo o resultado da ferramenta, lembrando apenas que, para atingilo foram seguidas todas as etapas apresentadas no procedimento PROC-01 (Apêndice IV). Nota: Análise é do autor.

43 53

44 54

45 55

46 56

47 QUADRO 03: A.P.R Analise Preliminar de Risco. Fonte: O próprio autor. 57

48 Requisitos legais e outros requisitos A empresa estabelece, implanta e mantém procedimento para identificar e ter acesso à legislação e outros requisitos de Segurança e Saúde do Trabalho aplicáveis (procedimento PROC-02, Apêndice V). Para isso, mantém contrato com uma empresa especializada que fornece e controla todas as informações pertinentes e documentos legais aplicáveis ao negócio da empresa. Esta empresa contratada denomina-se Âmbito. FIGURA 15 - Controle de Registros Legais. FONTE: Intranet empresa em estudo Objetivos e programas A empresa estabelece, implanta e mantém objetivos documentados de SST, nas funções e níveis relevantes; e programas para atingi-los. Os objetivos da empresa são baseados em alcançar os mais altos padrões de desempenho; cumprindo com as leis aplicáveis e investindo em uma cultura de segurança baseada na prevenção e conscientização de seus colaboradores. Por isso, estabelece metas de: treinamento, redução de lesões e índices de acidentes e incidentes do trabalho. Esses objetivos e metas são divulgados anualmente em um diretório de dados dentro da rede da empresa, mensalmente seus dados são atualizados pela

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