Análise Gerencial da Operação, Desempenho das Ações e dos ADRs e Demonstrações Contábeis Itaú Unibanco Holding S.A.

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1 Análise Gerencial da Operação, Desempenho das Ações e dos ADRs e Demonstrações Contábeis 2011

2 Demonstrações Financeiras 2011

3 Sumário 3 Análise Gerencial da Operação Desempenho das Ações e dos ADRs Relatório da Administração Administração e Diretoria Demonstrações Contábeis Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Relatório dos auditores independentes Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria Parecer do Conselho Fiscal Glossário de termos estrangeiros

4 Análise Gerencial da Operação

5 Análise Gerencial da Operação 5 O ano de 2011 O ano de 2011 Resultado O lucro líquido recorrente acumulado no ano de 2011 alcançou o montante de R$ milhões, 12,4% maior em relação ao ano anterior. Esse resultado deve se principalmente ao aumento de 14,5% da Margem Financeira com Clientes, de 11,4% das Receitas de Prestações de Serviços e de Tarifas Bancárias e de 29,3% do resultado de seguros, previdência e capitalização. Nesse período, observamos também o crescimento de 25,6% do Resultado dos Crédito de Liquidação Duvidosa e o incremento de 9,5% das Despesas não Decorrentes de Juros. O ativo total em 31 de dezembro de 2011 alcançou R$ 851,3 bilhões, uma evolução de 13,3% em relação ao final do ano anterior. Destacamos o aumento das operações de crédito (sem avais e fianças) de 17,1% em relação a 2010, alcançando R$ 345,5 bilhões e das aplicações interfinanceiras de liquidez de 34,4% quando comparado a 2010, atingindo R$ 116,1 bilhões. No passivo e patrimônio líquido, destacam-se os crescimentos do patrimônio de 17,2% no ano, alcançando R$ 71,3 bilhões; o aumento em recursos de aceites e emissão de títulos em 101,5%; das dívidas subordinadas em 15,2%; dos depósitos a prazo em 24,1% e o das obrigações por empréstimos e repasses em 19,6%, quando comparados com o ano anterior. O retorno recorrente anualizado alcançou 22,3% no acumulado do ano. No ano de 2011, alteramos a forma de cálculo do retorno para adequá-lo à nova dinâmica de provisionamento de dividendos. O patrimônio líquido de 31 de dezembro de 2011, que compõe a base de cálculo de nossos retornos anualizados sobre o patrimônio líquido médio foi ajustado em R$ milhões, valor do dividendo proposto pelos órgãos de administração que ultrapassa o mínimo obrigatório, e que conforme determinação da Carta- Circular 3.516/11 do Banco Central do Brasil, deve ser mantido em nosso patrimônio enquanto não aprovado pela assembleia de acionistas. Para fins comparativos, nossas demonstrações financeiras anuais consolidadas, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram ajustadas devido a algumas alterações nos critérios de consolidação dos nossos resultados. Esses ajustes estão refletidos nas informações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010 neste relatório e em nossas demonstrações financeiras aqui apresentadas adiante, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de As informações financeiras apresentadas neste relatório referentes ao exercício findo em 2009 não refletem esses ajustes. Lucro Líquido R$ milhões Retorno Anualizado Sobre o Patrimônio Líquido Médio ROE % ,3% 21,4% 24,1% 23,5% 22,3% 22,3% Lucro Líquido Lucro Líquido Recorrente ROE ROE Recorrente

6 Análise Gerencial da Operação 6 O ano de 2011 Apresentamos, na tabela abaixo, os principais indicadores financeiros do para os anos de 2011 e 2010: Destaques R$ milhões (exceto onde indicado) Demonstração do Resultado do Período Lucro Líquido Recorrente Lucro Líquido Produto Bancário (1) Margem Financeira Gerencial (2) Ações (R$) Lucro Líquido Recorrente por Ação (3) 3,23 2,87 Lucro Líquido por Ação (3) 3,23 2,94 Número de Ações em Circulação no final do período em milhares Valor Patrimonial por Ação 15,81 13,40 Dividendos/JCP Líquidos (4) Dividendos/JCP Líquidos (4) por Ação 0,97 0,86 Market Capitalization (5) Market Capitalization (5) (US$ milhões) Índices de Desempenho (%) Retorno Recorrente sobre o Patrimônio Líquido Médio anualizado (6) 22,3% 23,5% Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio anualizado (6) 22,3% 24,1% Retorno Recorrente sobre o Ativo Médio anualizado (7) 1,8% 2,0% Retorno sobre o Ativo Médio anualizado (7) 1,8% 2,0% Índice de Basileia Consolidado Econômico Financeiro 16,4% 15,4% Taxa Anualizada com Operações de Crédito 13,0% 14,1% Taxa Anualizada da Margem Financeira com Clientes (8) 11,4% 12,2% Taxa Anualizada da Margem Financeira de Crédito com Clientes após Risco de Crédito (8) 8,1% 9,4% Índice de Inadimplência (90 dias) 4,9% 4,2% Índice de Cobertura (PDD/Operações vencidas há mais de 90 dias) 153% 177% Índice de Eficiência (IE) (9) 47,7% 49,1% Índice de Eficiência Ajustado ao Risco (IEAR) (9) 70,3% 70,1% Balanço Patrimonial 31/dez/11 31/dez/10 Ativos Totais Total de Operações de Crédito com Avais e Fianças Operações de Crédito (A) Fianças, Avais e Garantias Depósitos + Debêntures + Obrigações por TVM + Empréstimos e Repasses (B) (10) Índice Operações de Crédito/Captações (A/B) 71,9% 75,5% Patrimônio Líquido Dados Relevantes Ativos sob Administração Colaboradores do Conglomerado (indivíduos) Colaboradores Brasil (individuos) Colaboradores Exterior (individuos) Quantidade de Pontos de Atendimento Número de Agências (unidades) Número de PABs (unidades) Número de Caixas Eletrônicos (unidades) (11) Índices Macroeconômicos Principais Indicadores Risco País (EMBI) CDI Taxa do Período (%) 11,6% 9,8% Dólar Cotação em R$ 1,8758 1,6662 Dólar Variação do Período (%) 12,6% -4,3% Euro Cotação em R$ 2,4342 2,2280 Euro Variação do Período (%) 9,3% -11,1% IGP-M Taxa do Período (%) 5,1% 11,3% Poupança Taxa do Período (%) 7,5% 6,9% (1) Produto Bancário é a soma da Margem Financeira Gerencial, das Receitas de Prestação de Serviço e Rendas de Tarifas Bancárias, das Outras Receitas Operacionais e do Resultado de Seguros, Previdência e Capitalização antes das Despesas de Sinistros e de Comercialização; (2) Detalhada na página 8; (3) Calculado com base na média ponderada da quantidade de ações em circulação no período; (4) JCP Juros sobre Capital Próprio. Valores pagos/provisionados e declarados após 31/12/2011 (Nota 16 b II das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis); (5) Quantidade total de ações em circulação (ON e PN) multiplicado pela cotação média da ação preferencial no último dia de negociação do período; (6) O cálculo do retorno foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido Médio. O quociente dessa divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice anual. Adicionalmente, a partir do quarto trimestre de 2011, alteramos a forma de cálculo do retorno recorrente anualizado para adequá-lo à nova dinâmica de provisionamento de dividendos. (7) O cálculo do retorno foi efetuado dividindo-se o Lucro Líquido pelo Ativo Médio. O quociente dessa divisão foi multiplicado pelo número de períodos no ano para se obter o índice anual; (8) Não inclui Margem Financeira com o Mercado. Veja detalhes na página 8; (9) Maiores detalhes das metodologias de cálculo do Índice de Eficiência e do Índice de Eficiência Ajustado ao Risco na página 12; (10) Conforme detalhado na página 6; (11) Inclui PAEs (posto de atendimento eletrônico) e pontos em estabelecimentos de terceiros.

7 Análise Gerencial da Operação 7 O ano de 2011 Demonstração do Resultado Gerencial O Relatório de Análise Gerencial da Operação está baseado na Demonstração do Resultado Gerencial que, por sua vez, decorre de reclassificações realizadas na demonstração do resultado contábil. Basicamente, os efeitos fiscais do hedge dos investimentos no exterior originalmente contabilizados nas linhas de despesas tributárias (PIS e Cofins) e de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido são reclassificados para a margem financeira. Adicionalmente, são feitas reclassificações entre linhas no intuito de possibilitar uma melhor demonstração dos resultados gerenciais. Nossa estratégia de gestão do risco cambial do capital investido no exterior tem por objetivo não permitir efeitos decorrentes de variação cambial no resultado. Para alcançarmos esta finalidade, o risco cambial é neutralizado e os investimentos são remunerados em reais, por meio da utilização de instrumentos financeiros derivativos. Nossa estratégia de hedge dos investimentos no exterior também considera o impacto de todos os efeitos fiscais incidentes. Ressalta-se que em 2011 tivemos depreciações de 12,6% do Real em relação ao Dólar norte-americano e de 9,3% em relação ao Euro. Conciliação entre o Resultado Contábil e o Gerencial 2011 R$ milhões Itaú Unibanco Contábil Efeitos não Efeitos Fiscais Recorrentes do Hedge Gerencial Produto Bancário Margem Financeira Gerencial Margem Financeira com Clientes Margem Financeira com o Mercado Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias Resultado de Operações com Seg., Prev. e Cap. antes das despesas com Sinistros Outras Receitas Operacionais Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação (15.936) - - (15.936) Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.912) - - (19.912) Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo Despesas com Sinistros (1.512) - - (1.512) Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (37.689) 802 (118) (37.005) Despesas não Decorrentes de Juros (33.018) (32.587) Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras (3.722) - (118) (3.839) Despesas de Comercialização de Seguros (989) - - (989) Resultado de Participações em Coligadas Resultado Operacional Resultado não Operacional Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (2.855) (782) (2.224) (5.861) Participações no Lucro (192) - - (192) Participações Minoritárias nas Subsidiárias (814) - - (814) Lucro Líquido Conciliação entre o Resultado Contábil e o Gerencial 2010 R$ milhões Itaú Unibanco Contábil Efeitos não Efeitos Fiscais Recorrentes do Hedge Gerencial Produto Bancário (598) Margem Financeira Gerencial (598) Margem Financeira com Clientes Margem Financeira com o Mercado (598) Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias Resultado de Operações com Seg., Prev. e Cap. antes das despesas com Sinistros Outras Receitas Operacionais Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação (11.519) (1.573) - (13.092) Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (14.121) (1.573) - (15.693) Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo Despesas com Sinistros (1.608) - - (1.608) Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (35.214) (34.122) Despesas não Decorrentes de Juros (30.864) (29.772) Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras (3.770) - - (3.770) Despesas de Comercialização de Seguros (1.003) - - (1.003) Resultado de Participações em Coligadas Resultado Operacional (569) (510) Resultado não Operacional Resultado antes da Tributação e Participações (569) (510) Imposto de Renda e Contribuição Social (5.886) (5.106) Participações no Lucro (261) - - (261) Participações Minoritárias nas Subsidiárias (866) - - (866) Lucro Líquido (300)

8 Análise Gerencial da Operação 8 O ano de 2011 Demonstração de Resultado R$ milhões Variação Produto Bancário ,8% Margem Financeira Gerencial ,6% Margem Financeira com Clientes ,5% Margem Financeira com o Mercado (244) -6,1% Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias ,4% Resultado de Operações de Seg., Prev. e Cap. antes das Despesas com Sinistros e das Despesas de Comercialização ,7% Outras Receitas Operacionais (136) -25,7% Perdas com Créditos e Sinistros Líquidas de Recuperação (15.936) (13.092) (2.844) 21,7% Despesas de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.912) (15.693) (4.219) 26,9% Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo ,4% Despesas com Sinistros (1.512) (1.608) 96-6,0% Margem Operacional ,4% Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (37.005) (34.122) (2.882) 8,4% Despesas não Decorrentes de Juros (32.587) (29.772) (2.815) 9,5% Despesas Tributárias de ISS, PIS, Cofins e Outras (3.839) (3.770) (70) 1,9% Despesas de Comercialização de Seguros (989) (1.003) 15-1,5% Resultado de Participações em Coligadas (13) -3,0% Resultado Operacional ,2% Resultado não Operacional Resultado antes da Tributação e Participações ,7% Imposto de Renda e Contribuição Social (5.861) (5.106) (754) 14,8% Participações no Lucro (192) (261) 69-26,4% Participações Minoritárias nas Subsidiárias (814) (866) 52-6,1% Lucro Líquido Recorrente ,4% Eventos não Recorrentes (20) 300 Reversão Parcial da Provisão Adicional para Créditos de Liquidação Duvidosa (a) Contingências Fiscais (b) - (380) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais - Lei nº /09 (c) Ajuste a Valor de Mercado - BPI (d) (244) - Provisão para Contingências - Planos Econômicos (e) (285) (467) Benefícios a Empregados - Pronunciamento Técnico CPC 33 (f) - (35) Lucro Líquido

9 Análise Gerencial da Operação 9 O ano de 2011 Eventos não Recorrentes de 2011 e de 2010 a) Reversão Parcial da Provisão Adicional para Créditos de Liquidação Duvidosa No quarto trimestre de 2010, a provisão para créditos de liquidação duvidosa passou a refletir o modelo de perda esperada adotado na gestão do risco de crédito da instituição, baseado no conceito amplo de Basileia II, que considera inclusive as perdas potenciais para créditos rotativos. Este modelo substitui o anterior, que continha, além da perda esperada, o conceito de provisão anticíclica, a qual passou a ser tratada como colchão de capital segundo os preceitos de Basileia III. A adoção deste modelo resultou em uma reversão de R$ milhões, antes de impostos, no quarto trimestre de (b) Contingências Fiscais (d) Ajuste ao Valor de Mercado - Investimento BPI Efeito de avaliação do investimento mantido no Banco Português de Investimento pelo valor de mercado de suas ações nas respectivas datas de fechamento. (e) Provisão para Contingências - Planos Econômicos Constituição de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de (f) Benefícios a Empregados - Pronunciamento Técnico CPC 33 Impacto na contabilização dos benefícios pós-emprego no resultado de 2010 no contexto do atendimento ao pronunciamento técnico CPC 33. Provisão para contingências fiscais relacionadas a eventos não recorrentes. (c) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais - Lei nº /09 Efeitos complementares da adesão do Itaú Unibanco Holding e suas controladas ao Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais em Este programa inclui débitos administrados pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

10 Análise Gerencial da Operação 10 O ano de 2011 Balanço Patrimonial Ativo R$ milhões 31/dez/11 31/dez/10 Variação dez/11-dez/2010 Circulante e Realizável a Longo Prazo ,4% Disponibilidades ,3% Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,4% Títulos Mobiliários e Inst. Financ. Derivativos ,7% Relações Interfinanceiras e Interdependências ,3% Operações de Crédito, Arrendamento e Outros Créditos ,1% (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (25.772) (22.018) 17,0% Outros Ativos ,5% Carteira de Câmbio ,5% Outros ,5% Permanente ,5% Investimentos ,4% Imobilizado de Uso e de Arrend. Merc. Operacional ,8% Intangível e Ágio ,1% Total do Ativo ,3% O ativo total em 31 de dezembro de 2011 alcançou R$ 851,3 bilhões, uma evolução de 13,3% sobre o ano anterior. Destacamos o aumento das operações de crédito (sem avais e fianças) de 17,1% em relação a 2010, alcançando R$ 345,5 bilhões e das aplicações interfinanceiras de liquidez de 34,4% quando comparado a 2010, atingindo R$ 116,1 bilhões. Balanço Patrimonial Passivo R$ milhões 31/dez/11 31/dez/10 Variação dez/11-dez/2010 Circulante e Exigível a Longo Prazo ,2% Depósitos ,7% Depósitos à Vista ,4% Depósitos de Poupança ,0% Depósitos Interfinanceiros ,1% Depósitos a Prazo ,1% Captações no Mercado Aberto ,4% Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,5% Relações Interfinanceiras e Interdependências ,4% Obrigações por Empréstimos e Repasses ,6% Instrumentos Financeiros e Derivativos ,3% Provisões Técnicas de Seg., Prev. e Capitalização ,8% Outras Obrigações ,3% Dívida Subordinada ,2% Carteira de Câmbio ,8% Diversos ,8% Resultados de Exercícios Futuros ,2% Participações Minoritárias nas Subsidiárias ,1% Patrimônio Líquido ,2% Total do Passivo ,3% No passivo e patrimônio líquido, destacam-se os crescimentos do patrimônio de 17,2% no ano, alcançando R$ 71,3 bilhões, o aumento em recursos de aceites e emissão de títulos em 101,5%, das dívidas subordinadas em 15,2%, dos depósitos a prazo em 24,1% e das obrigações por empréstimos e repasses em 19,6% no ano.

11 Análise Gerencial da Operação 11 O ano de 2011 Carteira de Crédito com Avais e Fianças A carteira de crédito, incluindo operações de avais e fianças, alcançou o saldo de R$ milhões em 31 de dezembro de 2011, com acréscimo de 19,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segmento de pessoa física, tivemos como destaques os crescimentos nas carteiras de crédito imobiliário, de cartão de crédito e de crédito pessoal, com evoluções de 66,7%, 18,0% e 47,0% em relação a 2010, respectivamente. Vale ressaltar no segmento de pessoa jurídica, o desempenho da carteira de grandes empresas com crescimento de 21,3%, e de micro, pequenas e médias empresas, que cresceram 13,0% no período de 12 meses, impulsionado pelo crescimento da carteira de médias empresas. O saldo de avais e fianças atingiu R$ milhões em 31 de dezembro de 2011, com acréscimo de 34,3% nos últimos 12 meses influenciado, principalmente, pelo aumento das operações de grandes empresas, que cresceram 34,5% em relação a 31 de dezembro de R$ milhões 31/dez/11 31/dez/10 Variação dez/11 dez/10 Pessoas Físicas ,0% Cartão de Crédito ,0% Crédito Pessoal ,0% Veículos ,0% Crédito Imobiliário (*) ,7% Pessoas Jurídicas ,9% Grandes Empresas ,3% Micro, Pequenas e Médias Empresas (**) ,0% Argentina/Chile/Uruguai/Paraguai ,6% Total com Avais e Fianças ,1% Total Varejo - Brasil (***) ,1% Saldo de Avais e Fianças ,3% Pessoas Físicas ,7% Grandes Empresa ,5% Micro, Pequenas e Médias Empresa ,9% Argentina/Chile/Uruguai/Paraguai ,8% Crescimentos ajustados pelos efeitos da variação cambial 17,2% (*) Não considera o saldo de R$ 534,2 MM da cessão de crédito imobiliário com coobrigação. Se fosse considerado, o crescimento do saldo no ano teria sido de 73,4%; (**) Inclui Crédito Rural Pessoas Físicas; (***) Inclui Pessoas Físicas e Micro, Pequenas e Médias Empresas. Obs.: A carteirva de crédito consignado adquirida é considerada como risco de grandes empresas. As carteiras de crédito imobiliário e crédito rural do segmento pessoa jurídica encontram-se alocadas de acordo com o porte do cliente. Desconsiderando o efeito da variação cambial em Grande Empresas, o crescimento registrado nesta carteira seria de 18,1% em 12 meses. Evolução da Carteira de Crédito Abertura por moeda R$ bilhões ,0 36,3 278, ,3 43,1 333, ,8 64,2 397,0 Moeda Local Moeda Estrangeira Em 31 de dezembro de 2011, uma parcela de R$ 64,2 bilhões do total dos nossos ativos de crédito era denominada ou indexada a moedas estrangeiras. A desvalorização do Real em relação a essas moedas, em especial ao dólar norteamericano, contribuiu para o crescimento do saldo total das operações de crédito em 2011.

12 Análise Gerencial da Operação 12 O ano de 2011 Margem Financeira Em 2011, a margem financeira gerencial cresceu 12,6% em relação a 2010, decorrente do aumento de 14,5% da margem financeira com clientes, reflexo do aumento verificado na carteira de crédito e da alteração do mix de empréstimos e financiamentos. Para permitir uma análise mais detalhada das variações da margem com clientes, segregamos as suas operações em dois grupos distintos: a margem financeira das operações sensíveis à variação da taxa de juros e a margem das operações sensíveis à variação dos spreads. A margem financeira das operações sensíveis à variação da taxa de juros somou R$ milhões no ano de 2011, com crescimento de 30,5% em relação a 2010, devido principalmente, ao acréscimo do saldo médio das operações sensíveis à variação na taxa de juros e à elevação da taxa básica de juros. A margem financeira das operações sensíveis a spreads realizadas com clientes atingiu R$ milhões em 2011, uma elevação de 11,9% em relação ao ano anterior. Este crescimento deveu-se, basicamente, à elevação do saldo médio das operações de crédito. A margem financeira das operações realizadas com o mercado, decorre, basicamente, das operações da tesouraria que compreendem o gerenciamento dos descasamentos entre ativos e passivos (ALM Asset Liability Management) e a gestão das carteiras proprietárias. No ano de 2011, a margem financeira com o mercado somou R$ milhões, uma redução de R$244 milhões em relação ao anterior, devido ao menor resultado em posições proprietárias, que foi provocado pelas condições de mercado R$ milhões Saldo Médio Margem Financeira Taxa Média (a.a.) Saldo Médio Margem Financeira Taxa Média (a.a.) Operações Sensíveis à Variação na Taxa de Juros Realizadas com Clientes (A) ,3% ,4% Operações Sensíveis a Spreads (B) ,7% ,9% Net Interest Margin Margem Financeira com Clientes (C = A+B) ,4% ,2% Margen Financeira com o Mercado. (Tesouraria) (D) Margem Financeira (E = C+D) Evolução da Margem Financeira Net Interest Margin com Clientes X CDI R$ bilhões , ,0 5,6 4,0 42,7 44,0 11,8% 12,2% 11,6% 9,9% 9,8% 11,4% ,8 3,8 49, Margem Financeira com Clientes Margem Financeira com o Mercado NIM com Clientes CDI

13 Análise Gerencial da Operação 13 O ano de 2011 Receitas de Prestação de Serviços e de Tarifas Bancárias Em 2011 as receitas de prestação de serviços e de rendas de tarifas bancárias, alcançaram R$ milhões, crescimento de 11,4% em relação a Considerando o resultado com operações de seguros, previdência e capitalização, as receitas atingiram R$ milhões, com aumento de 13,3% em relação ao ano anterior. As receitas de administração de recursos somaram R$2.608 milhões, crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior. Os ativos sob nossa administração totalizaram R$ milhões, uma evolução de 11,0% em relação a 2010, proveniente do crescimento das carteiras. As receitas decorrentes dos serviços de conta corrente atingiram R$ milhões, mantendo uma evolução positiva em relação ao ano anterior. Mesmo com o aumento da base de clientes, houve migração de clientes para pacotes de serviços que possibilitam uma maior utilização de serviços sem que haja incidência de cobrança. As receitas de operações de crédito e garantias prestadas cresceram 17,1% em 2011, impulsionadas pelo maior volume de operações de financiamento de veículos para pessoas físicas. As receitas relacionadas aos serviços de recebimento mantiveram-se praticamente estáveis em relação ao ano anterior. As receitas com cartões de crédito totalizaram R$ em 2011, aumento de 18,1% em relação a 2010, influenciadas, principalmente, pelas maiores receitas de interchange e anuidades de cartões. Na linha de outras de receitas houve um crescimento R$172 milhões em 2011, evolução de 10,3% em relação ao ano anterior, devida, principalmente, ao aumento dos serviços de assessoria econômica e financeira, ocasionado pela maior atividade das áreas Corporate e Banco de Investimento. O resultado da operação de seguros, previdência e capitalização alcançou R$ milhões em 2011, aumento de 29,3% em relação ao ano anterior, devido ao aumento nos prêmios ganhos e redução na sinistralidade. R$ milhões Administração de Recursos ,5% Serviços de Conta Corrente ,1% Operações de Crédito e Garantias Prestadas ,1% Serviços de Recebimentos ,6% Cartões de Crédito ,1% Outros ,3% Receitas de Prestação de Serviços ,4% Resultado com Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (1) ,3% Total ,3% (1) Receitas de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (-) Despesas com Sinistros (-) Despesas de Comercialização de Seguros, Previdência e Capitalização. Evolução das Receita de Serviços e Resultado de Seguros, Previdência e Capitalização R$ milhões Composição das Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias ,9% 28,9% 29,3% ,5% 12,5% 12% 11,4% 8,7% 10,9% 13,0% 12,8% ,4% 6,1% 15,1% 33,1% 6,9% 14,6% Rec. Prest. Serviços e Tarifas Bancárias + Result. Seg., Prev. e Cap.) (Rec. Prest. Serviços e Tarifas Bancárias + Result. Seg., Prev. e Cap.)/Produto Bancário Cartões de Crédito Operações de Crédito e Garantias Prestadas A relação entre o total de receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias e o produto bancário que considera além destas receitas, a margem financeira gerencial, a receita de operações com seguros, previdência e capitalização e outras receitas operacionais atingiu 29,3%. Serviços de Recebimentos Outros Resultado com Operações de Seguros, Previdência e Captalização Serviços de Conta Corrente Administração de Recursos

14 Análise Gerencial da Operação 14 O ano de 2011 Resultado de Créditos de Liquidação Duvidosa O resultado de créditos de liquidação duvidosa totalizou R$ milhões em A despesa com provisão de créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ milhões no ano, com aumento de R$ milhões em relação ao ano anterior, devido ao crescimento da carteira de crédito e aumento da inadimplência, especialmente no primeiro semestre no segmento de micro e pequenas empresas e no segundo semestre no segmento de pessoas físicas. A receita de recuperação de créditos anteriormente baixados como prejuízo somou R$ milhões, devido a maiores esforços de cobrança ao longo do ano. A partir do quarto trimestre de 2010 foi revisto o critério de Provisionamento Complementar para Créditos de Liquidação Duvidosa, passando a refletir o modelo de perda esperada adotado na gestão do risco de crédito da instituição, baseado no conceito amplo de Basileia II, que considera inclusive as perdas potenciais para créditos rotativos. Este modelo substitui o anterior, denominado provisionamento adicional, que continha, além da perda esperada, o conceito de provisão anticíclica, a qual passa a ser tratada como colchão de capital segundo os preceitos de Basileia III. R$ milhões Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.912) (15.693) (4.219) 26,9% Receita de Recuperação de Créditos Baixados como Prejuízo ,4% Resultado de Créditos de Liquidação Duvidosa (14.424) (11.484) (2.940) 25,6% PDD e Carteira de Crédito Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 9,8% 7,4% 7,5% 5,9% 7,5% 6,0% 6,9% 5,9% 5,9% 6,2% 4,3% 4,5% Saldo de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (R$ milhões) Saldo da PDD Complementar modelo perda esperada (R$ milhões) Saldo da PDD Adicional modelo perda esperada + provisão anticíclica (R$ milhões) Saldo da Carteira de Crédito em classificação H Saldo da PDD Específica + Genérica + Complementar / Carteira de Crédito Saldo da PDD Específica + Genérica / Carteira de Crédito Despesa de PDD (R$ milhões) Resultado de Créditos de Liquidação Duvidosa (R$ milhões) Despesa de PDD / Carteira de Crédito (*) RCLD/Carteira de Crédito (*) (*) Saldo médio da carteira de crédito considerando os dois últimos trimestres. Em dezembro de 2011, o saldo da carteira de crédito sem avais e fianças evoluiu R$ milhões em relação ao ano anterior, alcançando R$ milhões, enquanto o saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa aumentou R$ milhões, atingindo R$ milhões. A proporção do saldo de provisões frente à carteira de crédito manteve-se estável em relação a A relação entre a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa e a carteira de crédito atingiu 6,2% em 2011, aumentando 0,3 ponto percentual em relação ao patamar do ano anterior.

15 Análise Gerencial da Operação 15 O ano de 2011 Índice de Inadimplência (acima de 90 dias) Índice de Inadimplência (15 a 90 dias) 7,4% 5,6% 4,0% 5,8% 4,2% 2,9% 6,6% 4,9% 3,5% 7,7% 4,6% 2,1% 6,5% 3,9% 1,8% 6,9% 4,4% 2,4% Pessoas Jurídicas Total Pessoas Físicas Pessoas Jurídicas Total Pessoas Físicas O gráfico acima apresenta as evoluções dos índices de inadimplência acima de 90 dias da carteira de crédito total, da carteira de crédito para pessoas físicas e da carteira de crédito para pessoas jurídicas. Em 2011, a inadimplência das pessoas físicas aumentou 0,8 ponto percentual e das pessoas jurídicas 0,6 ponto percentual. No ano de 2011, o índice de inadimplência de curto prazo (medido pelo saldo de créditos em atraso entre 15 a 90 dias sobre a carteira de crédito) apresentou um aumento de 0,5 ponto percentual. O segmento de pessoas físicas aumentou 0,4 ponto percentual e o de pessoas jurídicas aumentou 0,6 ponto percentual. Índice de Cobertura (90 dias) 174% 177% 153% 44% 37% 30% 36% 51% 35% 94% 90% 88% Cobertura pela PDD Específica Cobertura pela PDD Complementar Cobertura pela PDD Genérica Cobertura pela PDD Adicional O índice de cobertura da carteira com atrasos acima de 90 dias alcançou 153% em 2011, influenciado pelo crescimento da carteira de crédito em atraso. O saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ milhões nesse ano, com crescimento de 17,0% em relação ao ano anterior.

16 Análise Gerencial da Operação 16 O ano de 2011 Despesas não Decorrentes de Juros No ano de 2011, as despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ milhões, crescimento de 9,5% em relação a 2010, em função, principalmente, do crescimento de R$ milhões das despesas operacionais e de R$ 958 milhões das despesas de pessoal. As despesas de pessoal aumentaram 7,7% em relação a 2010, impactadas pelo aumento das despesas com desligamento de funcionários, devido à reestruturação da área de crédito ao consumidor e ao crescimento das despesas com processos trabalhistas, influenciadas pela revisão no processo de cálculo do custo médio. Contribuíram também para essa variação, os reajustes de 9,0% em 2011 e 7,5% em 2010 relacionados a Convenção Coletiva do Trabalho firmados nos meses de setembro. As despesas administrativas apresentaram crescimento de 3,7% em relação a 2010, impulsionadas pelas maiores despesas com serviços de terceiros, em virtude do aumento das despesas com honorários advocatícios, assessoria e consultoria e desenvolvimento de sistemas; pelo crescimento das despesas com processamento de dados, devido ao maior nível de atividade operacional no ano e pelo aumento das despesas com instalação, em função das reformas para o novo padrão Itaú Unibanco, que somou R$ 303 milhões no ano de As despesas operacionais em 2011 apresentaram uma evolução de R$1.295 milhões, 37,4% maior que em 2010, influenciadas, principalmente, pelo aumento das despesas de provisão para contingências, devido ao aumento do custo médio das ações cíveis e tributárias e pelo crescimento das despesas com sinistros, devido ao aumento da quantidade de cartões de crédito no período, parcialmente compensado pela introdução de novos controles para a redução das fraudes com cartões. R$ milhões Despesas de Pessoal (13.357) (12.399) (958) 7,7% Despesas Administrativas (14.100) (13.598) (502) 3,7% Despesas Operacionais (4.760) (3.465) (1.295) 37,4% Outras Despesas Tributárias (1) (370) (311) (59) 19,0% Total (32.587) (29.772) (2.815) 9,5% (1) Não inclui ISS, PIS e Cofins Evolução das Despesas não Decorrentes de Juros R$ milhões Colaboradores (2) (27.878) (29.772) (32.587) (4.193) (11.593) (3.776) (13.598) (5.130) (14.100) (12.092) (12.399) (13.357) (2) Para empresas sob controle do Itaú Unibanco, consideramos 100% do total de colaboradores. Para as empresas com controle compartilhado, consideramos 50% do total de colaboradores. Para empresas sem o controle do Itaú Unibanco, nenhum colaborador é considerado Despesas de Pessoal Outras Despesas Operacionais e Tributárias Outras Despesas Administrativas O número de colaboradores passou de em 2010 para em 2011, devido, principalmente, à reestruturação da área de crédito ao consumidor. Essa reestruturação tem como objetivo a integração dos sistemas e processos em uma única plataforma, capturando sinergias entre as estruturas operacionais e revisando a estratégia de alguns negócios.

17 Análise Gerencial da Operação 17 O ano de 2011 Índice de Eficiência Em 2011, o índice de eficiência alcançou 47,7%, com uma melhora de 1,4 ponto percentual em relação ao ano de A disseminação das práticas relacionadas ao projeto eficiência foi responsável pela forte atuação no controle de nossas despesas e teve papel determinante para esta melhoria. Se compararmos o quarto trimestre de 2011 com o mesmo período do ano anterior, o referido índice apresentou uma melhora de 4,6 pontos percentuais. Evolução do Índice de Eficiência 75,2% 70,1% 70,3% Índice de Eficiência Ajustado ao Risco 47,2% 49,1% 47,7% O índice de eficiência ajustado ao risco em 2011 atingiu 70,3%, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação a 2010, devido, principalmente, ao crescimento das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa, parcialmente compensado pelos fatores que impactaram o índice de eficiência Índice de Eficiência Ajustado ao Risco Índice de Eficiência 2011 R$ milhões Despesas não Decorrentes de Juros (A) (32.587) (29.772) (2.815) 9,5% Despesas com Comercialização de Seguros (B) (989) (1.003) 15-1,5% Margem Financeira Gerencial ,6% Receita de Prestação de Serviços e. de Tarifas Bancárias ,4% Resultado de Operações com Seguros, Previdência e Capitalização antes das Despesas ,7% com Sinistros e Comercialização Outras Receitas Operacionais (136) -25,7% Produto Bancário (C) ,8% Despesas Tributárias com ISS, PIS, COFINS e Outras (D) (3.839) (3.770) (70) 1,9% Índice de Eficiência [ E = (A + B) / (C + D) ] 47,7% 49,1% -1,4 p.p. Despesa de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.912) (15.693) (4.219) 26,9% Receita de Recuperação de Créditos. Baixados como Prejuízo ,4% Despesas com Sinistros de Seguros (1.512) (1.608) 96-6,0% Perdas com Créditos e Sinistros (F) (15.936) (13.092) (2.844) 21,7% Índice de Eficiência Ajustado ao Risco [G = (A + B + F) / (C + D) ] 70,3% 70,1% 0,2 p.p.

18 Análise Gerencial da Operação 18 O ano de 2011 Desempenho das ações e dos ADRs em Bolsas de Valores A abertura de capital do Itaú Unibanco ocorreu em 1944, e atualmente possui ações listadas nas bolsas de valores de São Paulo (ITUB3 e ITUB4), Nova Iorque (ITUB) e Argentina (ITUB4), sendo os certificados negociados no exterior lastreados em ações preferenciais (ITUB4). O valor de mercado do Itaú Unibanco - calculado a partir da cotação média da ação preferencial (mais líquida) no último dia de negociação do período e o total de ações em circulação (ordinárias e preferenciais) - chegou a R$ 152,8 bilhões em 31 de dezembro de Quando comparado com o valor de mercado de 2000, o Itaú Unibanco cresceu o equivalente a 7,2 vezes, enquanto o Ibovespa apresentou um crescimento de 3,9 vezes. De acordo com a Bloomberg, no final de dezembro de 2010 o Itaú Unibanco ocupava a 8ª posição no ranking de valor de mercado mundial de bancos, sendo o segundo ano consecutivo em que o Banco permanece entre os 10 maiores bancos mundiais. Confira abaixo a evolução das cotações das ações do Itaú Unibanco. (R$) (R$) (US$) Ações PN ITUB4 Ações ON ITUB3 Cotação de Fechamento em 31/12/ ,79 31,00 24,01 Máxima no ano 40,65 32,63 24,77 Média no ano 33,76 28,47 20,40 Mínima no ano 25,15 21,51 14,47 Cotação de Fechamento em 31/12/ ,99 27,01 18,56 Variação em ,6% -12,9% -22,7% Volum e Financeiro Médio Diário Negociado 2011 (milhões) ADRs ITUB Valor de Mercado x Índice Ibovespa 175,1 179,6 CAGR : 19,62% 152,8 CAGR : 13,21% 140,5 115,3 80,8 107,9 63,9 68,6 69,3 41,2 54,5 44,4 59,9 21,3 19,6 23,8 22,2 26,2 33,4 37,5 15,3 13,6 11, ibovespa (mil pontos) Valor de Mercado (bilhões) Cotação média da ação preferencial (mais líquida) no último dia de negociação do período x total de ações em circulação.

19 Análise Gerencial da Operação 19 O ano de 2011 Em 2011, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) mantiveram o quarto lugar no ranking de volume financeiro médio negociado na BM&FBOVESPA. No mesmo período, o ADR (American Depositary Receipt) do Banco foi o sexto mais negociado na NYSE (Bolsa de Valores de Nova Iorque) e o primeiro no ranking entre os bancos estrangeiros com negociação nos EUA. Volume Médio Diário Negociado (BM&FBovespa+NYSE) R$ milhões CAGR : 25,91% CAGR : 23,33% ,38% CAGR : 27,67% ,30% 3,61% NYSE (ADR) BM&FBOVESPA (ON + PN) Participação nos Índices de Mercado A participação nos índices de mercado serve de referência para investidores avaliarem a representatividade de uma companhia no mercado de ações. Participação (%) Posição Índices Nacionais IFNC (Índice Financeiro) 20,35 1º ICO2 (Índice Carbono Ef iciente) 14,52 1º ITAG (Índice de Ações com Tag Along Diferenciado) 13,11 1º IGC (Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada) 7,47 2º IBrX-50 9,80 3º IBrA (Índice Brasil Amplo) 8,24 3º IBrX (Índice Brasil) 8,09 3º Ibovespa (Índice Bovespa) 4,66 4º ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) 5,68 5º Índices Internacionais BRIC Select ADR Index 5,61 5º Latin America 35 ADR Index 4,44 4º Emerging 50 ADR Index 4,79 6º ADR Composite Index 0,92 37º GS Sustain 1,43 N/A No setor bancário, o Itaú apresenta a maior participação nos índices IBrX, IBrX-50, IBrA, IGC, ISE e Ibovespa.

20 Análise Gerencial da Operação 20 O ano de 2011 Convergência com as normas Internacionais de Contabilidade - IFRS O Itaú Unibanco passou a divulgar suas demonstrações contábeis consolidadas também em acordo com as normas internacionais de contabilidade IFRS (International Financial Reporting Standards), a partir de 31 de dezembro de 2010 em conformidade com o requerido pelo Conselho Monetário Nacional. As demonstrações contábeis consolidadas completas estão para consulta no site de Relações com Investidores na seção (www.itauri.com > Informações Financeiras > Demonstrações Contábeis > IFRS). Recompra de Ações Próprias pela Tesouraria Desde novembro de 2004, o Itaú Unibanco, de forma pioneira, passou a divulgar espontaneamente suas transações com ações próprias realizadas pela Tesouraria. No ano de 2011, adquirimos ações preferenciais no montante de R$ 1,3 bilhão, ao preço médio de R$ 31,79. Maiores detalhes sobre a política, regras operacionais e histórico das negociações com ações próprias, estão disponíveis no site de RI (www.itauri.com > Governança Corporativa > Recompra de Ações). Dividendos/Juros sobre Capital Próprio (JCP) O Itaú Unibanco remunera seus acionistas por meio de pagamentos mensais e complementares de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP). O Itaú Unibanco pagou ou provisionou no ano de 2011 R$ milhões em dividendos e JCP, líquidos de impostos. Este montante representa 30,0% do lucro líquido do período, sendo que, conforme estabelecido no Estatuto Social, os acionistas tem direito a receber no mínimo 25% do lucro líquido ajustado. Grupamento e Desdobramento de Ações Conforme aprovado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 25 de abril de 2011, anunciado por comunicado enviado à CVM na mesma data e em homologação do Banco Central, concluímos em 30 de novembro de 2011 a operação para ajuste da base acionária, realizada via grupamento e desdobramento simultâneo de ações, grupamento feito na proporção de 100 para 1 seguido de um desdobramento na mesma proporção. Esta operação, que contou com ampla divulgação através de comunicados aos acionistas por carta, pelo site de Relações com Investidores e CVM, é importante para trazer maior eficiência aos sistemas de registro e controle de ações escriturais, reduzindo assim custos operacionais e administrativos, pela eliminação de valores abaixo de 100 ações da base. Relações com o Mercado O Itaú Unibanco foi a empresa de capital aberto que mais realizou reuniões públicas APIMEC pelo Brasil em Aproximadamente 3,7 mil pessoas estiveram presentes nas 22 reuniões realizadas, aumento de 52% no número de participantes presenciais em relação a De forma inédita, realizamos 7 reuniões APIMEC nas feiras Expomoney, inovando e buscando cada vez mais sinergia no relacionamento com o investidor brasileiro pessoa física. Em 2011, participamos de todos os eventos Expo Money (exposição voltada para educação financeira), disponibilizando profissionais de Relações com Investidores, Itaú Corretora e especialistas em produtos de investimento para atender investidores, acionistas e interessados. Para visualizar as apresentações e webcasts, acesse o site de Relações com Investidores (www.itau-unibanco.com.br/ri). Quanto aos fundos e demais investidores institucionais, atendemos a aproximadamente investidores através de 26 conferências e roadshows nacionais e internacionais, reuniões presenciais, teleconferências e s. Manual de Ações do Investidor Pessoa Física Lançamos o Manual de Ações para o Investidor Pessoa Física durante a feira Expomoney São Paulo. Este material é uma introdução ao mercado de ações e instrui o investidor individual como proceder ao iniciar seus investimentos em títulos e valores mobiliários, além de destacar os diversos canais de atendimento que o Itaú disponibiliza para este público. O Manual está disponibilizado em nosso site de Relações com Investidores (www. itau-unibanco.com.br/ri > Ações do Itaú Unibanco > Manual de Ações para o Investidor Pessoa Física).

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