COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES

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1 COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 2014

2 Sumário APRESENTAÇÃO 4 DEFINIÇÃO DE AGENTE PÚBLICO PARA FINS ELEITORAIS 5 CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS 6 PUBLICIDADE INSTITUCIONAL E PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA 6 PUBLICIDADE E O PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE 7 CONTRATAÇÃO DE SHOWS ARTÍSTICOS 7 PROPAGANDA ELEITORAL EM SÍTIOS OFICIAIS 8 BENS, MATERIAIS OU SERVIÇOS PÚBLICOS 9 CESSÃO E UTILIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS 9 USO ABUSIVO DE MATERIAIS E SERVIÇOS PÚBLICOS 10 USO DE BENS E SERVIÇOS DE CARÁTER SOCIAL 10 RECURSOS HUMANOS 11 CESSÃO DE SERVIDORES OU EMPREGADOS 11 RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS 12 TRANSFERÊNCIA VOLUNTÁRIA DE RECURSOS PÚBLICOS 12 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE BENS, VALORES OU BENEFÍCIOS 13 CONDUTAS VEDADAS AO AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL (Tabela) 14 CALENDÁRIO ELEITORAL

3 APRESENTAÇÃO A presente cartilha reúne informações básicas acerca dos direitos políticos e das normas legais que devem nortear a atuação dos agentes públicos municipais no ano das eleições federais e estaduais de A divulgação destas informações tem por objetivo disseminar conhecimento e inibir práticas que possam violar a igualdade de tratamento a todos os candidatos concorrentes às eleições, bem como evitar o uso da máquina administrativa pública direta e indireta em benefício de candidatos. As orientações apresentadas devem ser observadas por todos aqueles considerados como agentes públicos para fins eleitorais, ou seja, qualquer um que exerça, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nos órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional (Lei nº 9.504/97, Art. 73, 1º). Importante ressaltar que a cartilha tem caráter eminentemente informativo e orientador, e não esgota a matéria nem substitui a consulta à legislação, especialmente a Constituição Federal, o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/65), a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar nº 64/90 e alterações), a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), Lei das Eleições (Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997), a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/00) e as Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral. Por fim, observa-se que o Tribunal Superior Eleitoral, no exercício da competência, que lhe é atribuída pelo art. 105 da Lei n 9.504, de 1997, expediu, após ter realizado audiência pública e ouvido delegados ou representantes dos partidos políticos, a Resolução nº , de 27 de fevereiro de 2014, dispondo, em relação às eleições de 2014, sobre a propaganda eleitoral e as condutas ilícitas em campanha eleitoral, e que será observada por esta cartilha. Eventuais dúvidas poderão ser encaminhadas à prefeitura.sp.gov.br. COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 4

4 DEFINIÇÃO DE AGENTE PÚBLICO PARA FINS ELEITORAIS De acordo com 1º do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997: Reputa-se agente público, para os efeitos deste artigo, quem exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nos órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional. Verifica-se que a definição dada pela Lei é a mais ampla possível, de forma que estão compreendidos: IS os agentes políticos (Presidente da República, Governadores, Prefeitos e respectivos Vices, Ministros de Estado, Secretários, Senadores, Deputados federais e estaduais, Vereadores etc.); os servidores titulares de cargos públicos, efetivos ou em comissão, em órgão ou entidade pública (autarquias e fundações); as pessoas requisitadas para prestação de atividade pública (p. ex.: membro de Mesa receptora ou apuradora de votos, recrutados para o serviço militar obrigatório etc.); os gestores de negócios públicos; os estagiários; os que se vinculam contratualmente com o Poder Público (prestadores terceirizados de serviço, concessionários ou permissionários de serviços públicos e delegados de função ou ofício público). 5

5 1. CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS 1.1. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL E PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA Definição de propaganda eleitoral Para o TSE, entende-se como ato de propaganda eleitoral aquele que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a candidatura, mesmo que apenas postulada, a ação política que se pretende desenvolver ou razões que induzam a concluir que o beneficiário é o mais apto ao exercício de função pública. (RESPE nº , de , rel. Min. Eduardo Alckmin; vide, também, entre outros: R-Rp nº , de , rel. Min. Joelson Dias; e AgR-Respe nº , de , rel. Min. Aldir Passarinho Júnior). Conduta: infringência ao disposto no 1º do art. 37 da Constituição Federal, o qual determina que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos (cf. art. 74 da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 43 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Ari Pargendler). Penalidades: sujeição do responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado o seu prévio conhecimento, do beneficiário à multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ ,00 (vinte e cinco mil reais), ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior (cf. art. 36, 3º, da Lei nº 9.504, de 1997). EXCEÇÕES: conforme o disposto no art. 36-A da Lei nº 9.504, de 1997 (com a redação dada pela Lei nº , de 2013), não serão consideradas propaganda antecipada e poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet: (I) a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico; (II) a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária; (III) a realização de prévias partidárias e sua divulgação pelos instrumentos de comunicação intrapartidária e pelas redes sociais, vedada a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão; (IV) a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos; e (V) a manifestação e o posicionamento pessoal sobre questões políticas nas redes sociais. OBSERVAÇÃO propaganda eleitoral antecipada dissimulada: a propaganda eleitoral antecipada ocorre independentemente da presença do trinômio candidato, pedido de voto e cargo pretendido, podendo ser configurada por qualquer meio, até mesmo dissimulado, que leve ao conhecimento do público as razões pelas quais o candidato seria o mais apto ao exercício da função pública (REspe nº , Acórdão de , relatora Ministra Fátima Nancy Andrighi). OBSERVAÇÃO: potencialidade de desequilíbrio do pleito: não é necessária a demonstração de potencialidade para desequilibrar o pleito: O exame da potencialidade não se prende ao resultado das eleições. Importam os elementos que podem influir no transcurso normal e legítimo do processo eleitoral, sem necessária vinculação com resultado quantitativo (RO nº 2.346, Acórdão de , relator Min. Felix Fischer). COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 6

6 OBSERVAÇÃO: promoção pessoal e abuso de poder: no caso de ato de publicidade sem as características que definem a propaganda eleitoral, acima mencionadas, poderá haver mera promoção pessoal aptas, em determinadas circunstâncias a configurar abuso de poder econômico mas não propaganda eleitoral (REspe nº , Acórdão de , relator Min. José Eduardo Rangel de Alckmin) PUBLICIDADE E O PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE Conduta: infringência ao disposto no 1 do art. 37 da Constituição Federal, o qual determina que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos (cf. art. 74 da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 51 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou a conduta vedada (cf. inciso XIV do art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 1990), seja infrator candidato ou não; cancelamento do registro de candidatura ou, se eleito, a perda do diploma (cf. art. 74 da Lei nº 9.504, de 1997). OBSERVAÇÃO - publicidade oficial: segundo o TSE, está configurado o crime de abuso de autoridade quanto aos atos de promoção pessoal na publicidade oficial praticados em campanha eleitoral (AG nº 2.768, de , rel. Min. Nelson Jobim). OBSERVAÇÃO - entrevista: não configura propaganda institucional irregular entrevista que, no caso, inseriu-se dentro dos limites da informação jornalística, apenas dando a conhecer ao público determinada atividade do governo, sem promoção pessoal, nem menção a circunstâncias eleitorais (TSE, Rp nº , Acórdão de , relator Min. Joelson Costa Dias) CONTRATAÇÃO DE SHOWS ARTÍSTICOS Conduta: contratação, com recursos públicos, de shows artísticos para inauguração de obras ou serviços públicos (cf. art. 75 da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 52 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a partir de 5 de julho de 2014 (cf. art. 52 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Penalidades: suspensão imediata da conduta e cassação do registro de candidatura ou do diploma de eleito do candidato beneficiado, seja agente público ou não (cf. parágrafo único do art. 75 da Lei nº 9.504, de 1997, e parágrafo único do art. 52 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e, no caso de configurado abuso do poder de autoridade, inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos oito anos subsequentes à eleição (cf. inciso XIV do art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 1990). 7

7 OBSERVAÇÃO: o dispositivo legal não menciona a circunscrição do pleito a qual deve ser aplicada a norma, a indicar que, mesmo que ocorram eleições federais, estaduais e distritais, como em 2014, os municípios estão proibidos de contratar shows artísticos pagos com o erário. Contudo, é razoável admitir que o poder executivo municipal possa contratar tais shows, se não for para inauguração de obra ou serviços públicos e sem conotação de natureza eleitoral, em prol de candidato, partido político ou coligação. OBSERVAÇÃO: a vedação se aplica também a espetáculos não remunerados, bem como à retransmissão de shows gravados em DVD (TSE, Consulta nº 1.261, Resolução nº /06) PROPAGANDA ELEITORAL EM SÍTIOS OFICIAIS OU HOSPEDADOS POR ÓRGÃOS OU ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA, DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS Conduta: veiculação, ainda que gratuitamente, de propaganda eleitoral na internet, em sítios oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (cf. art. 57-C, 1º, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 20, 1º, inciso I, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ ,00 aos agentes responsáveis e ao beneficiário, quando comprovado o prévio conhecimento deste (cf. art. 57-C, 2º, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 20, 2º, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli), sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes. OBSERVAÇÃO: para o TSE a utilização de página mantida por órgão da administração pública do município, como meio de acesso, por intermédio de link, a sítio que promove candidato, configura violação ao art. 57-C, 1º, II, da Lei nº 9.504/97. O fato de constar da página oficial somente o link do sítio pessoal do candidato, e não a propaganda em si, não afasta o caráter ilícito de sua conduta, uma vez que a página oficial foi utilizada como meio facilitador de divulgação de propaganda eleitoral em favor do representado (AgR-Respe nº , de , rel. Min. Arnaldo Versini). OBSERVAÇÃO - zelo em sítio institucional: para o TSE, os agentes públicos devem zelar pelo conteúdo a ser divulgado em sítio institucional, ainda que tenham proibido a veiculação de publicidade por meio de ofícios a outros responsáveis, e tomar todas as providências para que não haja descumprimento da proibição legal (AgR-REspe nº , Acórdão de relator Min. Arnaldo Versiani Leite Soares). COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 8

8 2. BENS, MATERIAIS OU SERVIÇOS PÚBLICOS 2.1. CESSÃO E UTILIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS Conduta: ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios (...), (cf. art. 73, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso I, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei n 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 5 do art. 50 Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: essa vedação aplica-se ao prefeito, secretários, vereadores, aos dirigentes de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista municipais e quaisquer outros agentes públicos, que não podem ceder ou utilizar os bens públicos municipais em benefício de partido político, coligação ou candidato. Neste sentido, não podem ser cedidos ou utilizados seus edifícios públicos, veículos oficiais ou qualquer material (como equipamentos de informática, celulares, mesas e cadeiras). OBSERVAÇÃO: para a configuração da conduta é necessário que o uso ou cessão do bem beneficie efetivamente determinada candidatura. O que a lei veda é o uso efetivo, real, do aparato estatal em prol de campanha, e não a simples captação de imagens de bem público. Ausente o benefício a determinada candidatura, não há como se ter por violada a igualdade entre aqueles que participaram da disputa eleitoral. (TSE, Rp nº , Acórdão de , Min. Marcelo Henriques Ribeiro de Oliveira). OBSERVAÇÃO: a captação de imagens internas em bens públicos e outros equipamentos municipais deverá ser requerida, por escrito, ao responsável direto pela administração do bem objeto do pedido. OBSERVAÇÃO: publicidade praticada pelo servidor - É vedado ao servidor público o uso de materiais publicitários ou eleitorais com propaganda de candidato ou partido político no âmbito das repartições públicas, como adesivos, broches, botons, bandeiras, indumentárias etc., inclusive em bens e materiais no recinto de trabalho. OBSERVAÇÃO: uso de meios institucionais para campanha eleitoral: computadores, correio eletrônico e telefones funcionais devem ser utilizados apenas para fins institucionais, não devendo ser utilizado para fazer propaganda positiva ou negativa de qualquer candidato, divulgar opiniões, críticas, reuniões políticas, comícios e eventos em geral, relacionados ou não aos candidatos e à campanha eleitoral. Está vedada a utilização das redes sociais, sites de relacionamentos (Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn, etc.) ou particular para promover candidatos durante o horário de expediente. OBSERVAÇÃO - utilização de veículo oficial por autoridade não candidata: há divergência nas decisões do TRE-SP e do TSE sobre a possibilidade de uso de carro oficial de representação. Há quem entenda que a legislação permite expressamente apenas à presidência da república, com ressarcimento das despesas (art. 76, Lei nº 9.504, de 1997), e tal dispositivo não poderia ser interpretado extensivamente aos demais agentes políticos. Compartilhamos o entendimento da decisão mais recente do TSE sobre 9

9 o assunto, que admite o uso de carro oficial por terceiro não candidato, por não caracterizar benefício direto ao candidato: senador da república que se utiliza de carro oficial para ir ao estúdio de gravação de programa eleitoral de candidato, não pratica a conduta vedada pelo artigo 73, inciso I, da Lei n , de 1997, a utilização do transporte oficial não implica, na espécie, em beneficio para o candidato (TSE, Ac. de n o RO 94, rel. Min. Fernando Neves). Exceto para veículos de representação no caso acima descrito, o uso de veículo à serviço do município para qualquer atividade eleitorial ou partidária é expressamente proibido USO ABUSIVO DE MATERIAIS E SERVIÇOS PÚBLICOS Conduta: usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram (cf. art. 73, inciso II, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso II, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 5 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: uso de transporte oficial para locomoção a evento eleitoral, uso de gráfica oficial, remessa de correspondência com conotação de propaganda eleitoral etc. OBSERVAÇÃO - incluem-se na proibição os materiais de expediente e qualquer atividade do Poder Público que possa auxiliar a campanha do candidato, como por exemplo: serviços de limpeza de prédio do comitê; serviço interno de comunicação para mensagens de interesse da campanha; fax, telex e telefonia e de repartições públicas USO DE BENS E SERVIÇOS DE CARÁTER SOCIAL Conduta: fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social, custeados ou subvencionados pelo Poder Público (cf. art. 73, inciso IV, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso IV, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 10

10 candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 5 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: uso de programa habitacional do poder público, por agente público, em período eleitoral, com distribuição gratuita de lotes com claro intuito de beneficiar candidato que está apoiando (RESPE nº , de , rel. Min. José Delgado). OBSERVAÇÃO - interrupção de programas: segundo o TSE, não se exige a interrupção de programas nem se inibe a sua instituição. O que se interdita é a utilização em favor de candidato, partido político ou coligação. (...) (Acórdão nº , de , rel. Min. Luiz Carlos Madeira). Portanto, não há que se falar em suspensão ou interrupção de programas, projetos e ações durante o ano eleitoral, mas nestes não se pode fazer ou permitir o uso promocional em favor de candidato. 3. RECURSOS HUMANOS 3.1. CESSÃO DE SERVIDORES OU EMPREGADOS Conduta: ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado (cf. art. 73, inciso III, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso III, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, 5 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: prefeito, vereador, secretário municipal e dirigente de autarquias, fundações, empresas públicas ou sociedades de economia mista, não podem ceder ou colocar à disposição, gratuita ou onerosamente, qualquer servidor público ou empregado, durante o seu período de trabalho, a candidato, partido político ou coligação. O servidor ou empegado também não poderá prestar serviços para partidos políticos, coligações, ou candidatos durante o horário de expediente normal. Exceção: servidores devidamente licenciados, fora do horário de trabalho ou em gozo de férias (em relação a esta última exceção, vide a Resolução TSE nº , de , rel. Min. Luiz Carlos Madeira). OBSERVAÇÃO horário de expediente: Secretários e Subprefeitos são agentes políticos (Lei Orgânica do Município, art. 69 II) e por isso não se submetem à jornada fixa de trabalho, com horários determinados de expediente, tal como o servidor público stricto sensu. Logo, inexiste vedação legal quanto à sua participação na campanha eleitoral de candidatos que apoia, ressalvados os casos de abuso do poder econômico ou político (TSE, Respe /PA, DJ de , relatoria do Ministro Barros Monteiro). 11

11 3.2. RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS 3.3. TRANSFERÊNCIA VOLUNTÁRIA DE RECURSOS PÚBLICOS Conduta: realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios (...) sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública (cf. art. 73, inciso VI, alínea a, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso VI, alínea a, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a vedação conta a partir de 5 de julho de 2014 (cf. art. 73, inciso VI, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso VI, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 5 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: neste ano eleitoral, a regra atinge União, estados e municípios, na medida em que a União e os estados não podem repassar recursos aos municípios, incluindo os órgãos da Administração Direta e as entidades da Administração Indireta, até a data das eleições, em 5 de outubro. Por consequência, os municípios não podem receber tais transferências, salvo nos casos de recursos provenientes de convênio ou outra obrigação preexistente, execução de obras ou serviços já iniciados, ou casos de emergência e calamidade pública. Exceções: (a) recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço já fisicamente iniciados e com cronograma prefixado (Acórdão nº , de , rel. Min. Gilmar Mendes); (b) para atender situações de emergência ou estado de calamidade pública durante a ocorrência do evento (Resolução nº , de , rel. Min. Peçanha Martins); ou (c) repasses para entidades privadas (Acórdão nº 266, de , rel. Min. Carlos Velloso, e Acórdão nº , de , rel. Min. Costa Porto). OBSERVAÇÃO - conceito de transferência voluntária: Conceitua-se como transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxilio ou assistência financeira. A conduta não abrange as transferências obrigatórias, seja por determinação constitucional ou legal, aos Estados, Distrito Federal e Municípios ao Sistema Único de Saúde (cf. art. 25 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000) ou no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento PAC, nos termos da Lei nº , de OBSERVAÇÃO - atos preparatórios: para a AGU, conforme o Parecer nº AC-12, aprovado pelo Presidente da República, em regra, não há impedimento na Lei Eleitoral com relação às práticas de atos preparatórios necessários para a celebração de contratos, convênios ou outros atos assemelhados no período de três meses que antecedem as eleições, desde que suas cláusulas determinem a transferência voluntária COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 12

12 de recursos após o período pré-eleitoral previsto no art. 73, inciso VI, da Lei nº 9.504, de 1997, sendo, também, este o entendimento do TSE no RESPE nº , de , rei. Min. Jacy Garcia Vieira, e no Acórdão nº 54, de , rel. Min. Fernando Neves. No mesmo sentido, o Parecer nº 03/2008/ MP/CGU/AGU, aprovado pelo Advogado-Geral da União, que concluiu no sentido de que impedimento não há à prática de atos preparatórios às transferências voluntárias, tal como enunciado no Parecer n. AGU/LA-02/98, antes citado, ainda que deva o Administrador tomar as cautelas necessárias. OBSERVAÇÃO - operações de crédito: a AGU se manifestou no sentido de que entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital. Logo, diante disso, todos os entes federados estão sujeitos à aplicação do art. 73, inciso VI, alínea a, da Lei nº 9.504, de 1997, no que se refere a operações de crédito (...) (Parecer da AGU nº AC-12, aprovado pelo Presidente da República). OBSERVAÇÃO: obra ou serviço em andamento: o TSE entende que a exceção de transferência voluntária de recursos para obras e serviços em andamento se refere àqueles já fisicamente iniciados (Consulta nº 1.062, rel. Min. Carlos Velloso; e Acórdão nº , de , rel. Min. Gilmar Mendes). Um dos critérios adotados pelo TSE, é que o início da obra ou do serviço seja facilmente identificável pelo cidadão comum. Não atendem a esse critério atos formais ou operações internas. OBSERVAÇÃO: transferência após situação de emergência ou estado de calamidade: o TSE veda a possibilidade de se liberar recursos para os municípios que não mais se encontram em situação de emergência ou estado de calamidade, mesmo que ainda necessitem de apoio para mitigar os danos decorrentes dos eventos adversos que deram causa à situação de emergência ou ao estado de calamidade (Resolução nº , de rel. Min. Peçanha Martins) DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE BENS, VALORES OU BENEFÍCIOS Conduta: No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa. (cf. 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 9 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Período: durante todo o ano de eleição. Penalidades: suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso; multa no valor de R$ 5.320,50 a R$ ,00 aos agentes responsáveis, aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficiados, sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes (cf. 4 e 8 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 4 e 8 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli); e cassação do registro do candidato ou do diploma do eleito que tenha sido beneficiado, agente público ou não (cf. 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 5 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). Exemplo: o dispositivo legal não menciona a circunscrição do pleito a qual deve ser aplicada a norma. Logo, é possível admitir que mesmo em caso de eleições federais, estaduais e distritais, os municípios estão proibidos de distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios, exceto nas hipóteses previstas em lei. Ainda assim, admite-se que o poder executivo municipal possa instituir programa de caráter eminentemente social voltado a atender às necessidades de sua população, sem conotação de natureza eleitoral. A restrição tem o fim de evitar que o eleitor vote no candidato em razão de doações de cesta básica, de material de construção e de lotes. 13

13 Exceções: nos casos de calamidade pública e estado de emergência ou programas sociais autorizados em lei e já em execução no exercício anterior (cf. parte final do 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e parte final do 9 do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). OBSERVAÇÃO - programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato: estão vedados, no ano eleitoral, os programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida, ainda que autorizados em lei ou em execução orçamentária no exercício anterior (cf. 11 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997, e 10 do art. 50 da Rtesolução TSE nº , de , rel. Min. Dias Toffoli). OBSERVAÇÃO - doação de valores autorizada: o TSE já autorizou, em consulta feita pelo Banco do Brasil, doação feita à Unesco para o Projeto Criança Esperança, entendendo que: a) trata-se de iniciativa compatível com o caráter de absoluta prioridade constitucional à criança, a ser concretizado mediante atuação do Estado, dentre outros atores sociais, de sorte a revelar até mesmo o cumprimento de uma obrigação tão permanente quanto grave e urgente; b) a inexistência de qualquer viés eleitoral no ato em apreço. (Resolução nº , de , rel. Min. Carlos Ayres). Contudo, em casos análogos, aconselha-se consulta ou autorização prévia do TSE. Condutas vedadas ao agente público municipal TIPO PERÍODO EXEMPLO OBSERVAÇÃO LEGISLAÇÃO Autorizar ou veicular publicidade institucional. Desde os três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. Divulgação dos feitos do governo, como, por exemplo, investimentos, obras, construção de escolas e de hospitais e etc. Art. 73, VII, LE Contratar shows artísticos para animar inaugurações. Nos três meses que antecedem as eleições. Gasto de recursos públicos para contratação de shows. Art. 75, LE Propaganda eleitoral na internet. Ano eleitoral Site com link para página de promoção de candidato. Art. 57-C 1º, I, Lei 9504/1997 Ceder ou usar móveis ou imóveis pertencentes à administração pública. Ano eleitoral Uso de veículos oficiais, gráfica, computadores, mobiliário, prédios públicos. Não se aplica a bem público de uso comum (ex.: parques e ruas). Art. 73, I, Lei 9504/1997 COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 14

14 Condutas vedadas ao agente público municipal TIPO PERÍODO EXEMPLO OBSERVAÇÃO LEGISLAÇÃO Usar materiais ou serviços públicos que ultrapassem as previsões dos órgãos. Ano eleitoral Uso de material e serviços para envio de cartas, uso de telefone e institucional para divulgação de campanha. Art. 73, II, Lei 9504/1997 Fazer uso promocional da distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social, custeados pelo Poder Público. Ano eleitoral Distribuição de cestas básicas ou qualquer outro bem ou serviço. Utilização de veículos da prefeitura para ostentar propaganda eleitoral. É vedado o uso promocional em favor de candidato. Art. 73, IV, Lei 9504/1997 Ceder ou usar serviço de servidor ou de empregado público para comitê de campanha. Ano eleitoral Servidores/empregados trabalhando em campanha durante o horário do expediente. Permitido durante férias e licenças do servidor. Art. 73, III, Lei 9504/1997 Realizar transferência de recursos. Desde os três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos. Entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou destinação ao SUS (art. 25, LRF). Exceções: a) obra ou serviço já em andamento; b) calamidade pública; c) emergência. Art. 73, VI, a, Lei 9504/1997 Distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios por parte da administração pública. Ano eleitoral Distribuição de cestas básicas ou qualquer outro bem ou serviço. Exceções: a) programas sociais já em execução; b) calamidade pública; c) emergência. Art. 73, 10º e 11, LE 15

15 CALENDÁRIO ELEITORAL 2014 JULHO Dia 1º terça - Vedada a propaganda partidária gratuita e a propaganda política paga no rádio e na televisão. Dia 5 sábado Vedadas, aos agentes públicos, as seguintes condutas: I - Realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou de serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública. Vedado, aos agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estejam em disputa na eleição: I - com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais e estaduais, ou das respectivas entidades da Administração Indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral; II - fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante, e característica das funções de governo. Vedada, em inaugurações, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. Vedado, a qualquer candidato, comparecer a inaugurações de obras públicas. Dia 6 domingo - Permitida a propaganda eleitoral na Internet; vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga. OUTUBRO Dia 2 quinta - Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. - Último dia para a realização de debate no rádio e na televisão. Dia 3 sexta - Último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução, na Internet, do jornal impresso de propaganda eleitoral. Dia 5 domingo Realização do primeiro turno. - Vedada qualquer espécie de propaganda de partidos políticos, ou de seus candidatos. COMO O AGENTE PÚBLICO MUNICIPAL DEVE SE COMPORTAR NAS ELEIÇÕES 16

16 Dia 6 segunda - Início da propaganda eleitoral para o segundo turno. - Permitida a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som e a promoção de comício ou utilização de aparelhagem de sonorização fixa. - Permitida a promoção de carreata e distribuição de material de propaganda política. Dia 11 sábado - Nenhum candidato que participará do segundo turno de votação poderá ser detido, ou preso, salvo no caso de flagrante delito. - Início do período de propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, relativa ao segundo turno, observado o prazo final para a divulgação do resultado das eleições. Dia 23 quinta - Último dia para propaganda política mediante reuniões públicas ou promoção de comícios. Dia 24 sexta - Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na televisão - Último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral do segundo turno. Dia 25 sábado - Último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som. - Último dia, até às 22 horas, para a distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata, ou carro de som, que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. Dia 26 domingo - Realização do segundo turno. - Vedada qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. NOVEMBRO Dia 4 terça - Último dia para os candidatos, partidos políticos e as coligações, nos estados onde não houve segundo turno, removerem as propagandas relativas às eleições, com a restauração do bem, se for o caso. Dia 25 terça - Último dia para os candidatos, partidos políticos e as coligações, nos estados onde houve segundo turno, removerem as propagandas relativas às eleições, com a restauração do bem, se for o caso. - Último dia para a proclamação dos candidatos eleitos em segundo turno. 17

17 Fontes Consultadas - Legislação Eleitoral - Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (Resolução nº /TSE, de ). - Lei Federal nº 8.429/92 (improbidade administrativa) - Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais em eleições - Eleições 2012 e 2014 Orientação aos Agentes Públicos publicada pela Advocacia Geral da União e disponível no site - Código Eleitoral Anotado e Legislação Complementar - <www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/ codigo-eleitoral>. Resolução /2014 Anexo 1

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