Fique atento às exigências da Legislação Eleitoral

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1 Fique atento às exigências da Legislação Eleitoral Em respeito à Legislação Eleitoral, agentes públicos e seus colaboradores devem observar as regras sobre a suspensão de publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, entre outras regras de conduta específicas para o período eleitoral entre 5 de julho e 5 de outubro de 2014, em caso de 1º turno. Ou 5 de julho a 26 de outubro de 2014, em caso de 2º turno para eleições presidenciais. 1. QUEM PODE SER PUNIDO PELA LEI ELEITORAL Qualquer pessoa que preste serviço ao Ministério da Saúde está sujeita ao controle da legislação eleitoral. As vedações alcançam todos que exercem mandato, cargo, emprego ou função no Ministério da Saúde ou em suas entidades, ainda que de forma transitória ou sem remuneração, mediante eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. Isso significa que as regras de conduta durante o período eleitoral abrangem servidores, consultores, colaboradores, apoiadores, bolsistas, terceirizados e estagiários do Ministério e órgãos vinculados Funasa, Into, Inca, Fiocruz, ANS, Anvisa, INC, Hemobrás e hospitais federais. Penalidade: as condutas vedadas caracterizam atos de improbidade administrativa. Os responsáveis estão sujeitos à multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil e poderão ter o registro ou diploma cassado. 2. CONDUTAS VEDADAS SOBRE A PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS E INAUGURAÇÕES DE OBRAS PÚBLICAS Qualquer gestor pode comparecer a eventos durante o período eleitoral, desde que candidatos não estejam presentes. Cabe ressaltar ainda que o gestor não pode compor mesa com candidatos nem cita-los em seus pronunciamentos. A recomendação é que, antes de confirmar participação no evento, o convidado verifique com o Cerimonial se haverá candidatos na ocasião. Contratar shows artísticos (ao vivo ou gravado) para inauguração de obras ou serviços públicos. Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito (salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo).

2 Veicular, ainda que gratuitamente, propaganda eleitoral na internet, em sítios oficiais ou hospedados pelo Ministério da Saúde. SOBRE O USO DE MOBILIÁRIOS, SERVIÇOS MATERIAIS E DE PESSOAL Uso de bens do Ministério da Saúde espaços físicos, veículos, material de escritório e impressoras em atividade com finalidade eleitoral ou que possa configurar favorecimento a candidatos ou coligação partidária. Não é permitido, inclusive, o uso desses bens para deslocamento até uma atividade eleitoral ou para troca de informações sobre campanha. A mesma orientação vale para o uso de computadores, celulares e s funcionais e até pessoal de computador institucional. Fazer ou permitir o uso promocional de serviços e programas do Ministério da Saúde em favor de candidato, partido político ou coligação partidária. Isso não significa que os programas ou ações devam ser interrompidos, o que se interdita é a utilização em favor de candidato. Ceder servidores e colaboradores do Ministério da Saúde ou usar de seus serviços em atividades de campanha eleitoral, de partido político ou coligação partidária durante o expediente normal. As exceções são para servidores licenciados, de férias ou fora do horário de trabalho ou de suas atividades. SOBRE CONTRATAÇÃO E AUMENTO SALARIAL Nomear, contratar, demitir sem justa causa, exonerar, retirar vantagens ou mesmo dificultar o exercício funcional de servidores e colaboradores durante o período eleitoral até a posse dos eleitos. Fazer revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição. O aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do presidente da República. Nomeação ou exoneração de cargos em comissão ou dispensa de funções de confiança. Nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o dia 4 de julho de Nomeação ou contratação necessária à instalação ou para o funcionamento de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo. SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS Realizar transferência voluntária de recursos do Ministério da Saúde aos Estados, DF e Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito. Apenas podem ser realizadas as transferências de recursos destinados a cumprir

3 obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública. É proibida a operação de crédito por antecipação de receita no último ano de mandato do Presidente da República. É vedado ao Presidente da República, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Transferência de recursos entre órgãos e entidades públicas federais. Exemplo: do Ministério da Saúde para Universidades Federais. Transferência, por meio de Portarias, de recursos previstos em políticas ou programas do Ministério da Saúde, por não se tratarem de transferências voluntárias. Conceitua-se como transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxilio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (cf. art. 25 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000). Transferência, por meio de convênios ou contratos de repasse de recursos do Ministério da Saúde para Estados, DF e Municípios: Se o empenho tiver sido realizado até 04/07/2014, o repasse poderá ser realizado durante o período eleitoral; Se empenho tiver sido realizado após 04/07/2014, o repasse só poderá ser realizado depois do período eleitoral. Repasse de recursos para entidades privadas. Embora não estejam proibidas, as transferências deverão ser analisadas, caso a caso, sob pena de ser considerada ilícita - o que sujeitaria o ato administrativo e o agente público às sanções prescritas no art. 22 da Lei Complementar nº 64, de Repasses de convênios e contratos para obras e serviços em andamento. O Tribunal Superior Eleitoral entende que são considerados em andamento os projetos já fisicamente iniciados. Transferências de recursos destinadas a atender situações de emergência e de calamidade pública. Os recursos deverão ser suspensos após a situação de emergência ou estado de calamidade ser controlada, mesmo que os municípios e estados ainda necessitem de apoio para mitigar os danos decorrentes dos

4 eventos adversos que deram causa à situação de emergência ou ao estado de calamidade. SOBRE A CONDUTA ESPECÍFICA PARA MINISTROS, SECRETÁRIOS E CARGOS DE CONFIANÇA Expor publicamente divergências com outra autoridade administrativa federal ou criticar-lhe a honorabilidade e o desempenho funcional. Fazer promessas em eventos eleitorais, ainda que de forma implícita, cujo cumprimento dependa do cargo público que esteja exercendo, tais como realização de obras, liberação de recursos e nomeação para cargos ou empregos. Exercer, formal ou informalmente, função de administrador de campanha eleitoral. Participar de atividade eleitoral em que haja conflito de interesse com sua função ou cargo público. Participar de evento político-eleitoral em viagens com seus próprios meios, bem como cumprir outros compromissos. 3. AÇÕES DE COMUNICAÇÃO E PUBLICIDADE SOBRE O USO DE MARCAS Utilização da marca do Governo Federal durante o período eleitoral. A aplicação da marca do Governo Federal deve ficar suspensa em publicidade ou qualquer outra forma de comunicação. Ela não poderá figurar, por exemplo, nos meios de atendimento ao público que sejam móveis, volantes ou itinerantes, nas instalações provisórias destinadas ao atendimento do público, em fachadas e laterais de prédios públicos, entre outros. Cartazes nos corredores. Recomenda-se que cartazes, banners e folders com marcas de governo, programas ou serviços sejam removidos. Caso a remoção não possa ser feita, é preciso cobrir as logomarcas com adesivos e garantir que não sejam retirados. Marcas, nomes e siglas do Ministério da Saúde. Toda e qualquer forma de aplicação da marca do Governo Federal deverá ser interrompida, bem como as marcas de programas específicos. Recomenda-se que o nome do órgão, das outras áreas do ministério e vinculadas sejam utilizados na cor preta. Uso de logomarcas de programas e serviços específicos deve ser suspenso durante o período eleitoral. Caso estes sejam considerados, em portaria, como programas ou serviços de utilidade pública, a veiculação pode ser feita, desde que sejam respeitadas as seguintes regras: nome em preto, negrito ou itálico sem identificações, slogans, desenhos e cores. O uso de marcas de governos anteriores também está suspenso. Não será permitida a aplicação de marcas de governo, programas ou serviços específicos em assinaturas de .

5 Para deletar esses símbolos, siga as instruções: 1. Clique em Arquivo, no topo da sua caixa de ; 2. Em seguida, clique em Opções (lado esquerdo da caixa que será aberta); 3. Clique em , do lado esquerdo; 4. Por fim, clique em Assinaturas (terceiro item do lado direito); 5. Edite sua assinatura RETIRANDO as marcas do Governo Federal. Apenas está permitido o uso do selo do Sistema Único de Saúde (SUS) por sua representação institucional. SOBRE AS ATIVIDADES DE COMUNICAÇÃO Fotos, vídeos e infográficos podem ser mantidos nos sites, desde que em área sem destaque e devidamente datados. É necessário comprovar que se trata de conteúdo histórico. Com relação às fotos novas, está permitida a divulgação de fotos e vídeos de autoridades da pasta, desde que não constem candidatos a qualquer cargo. As imagens também não devem apresentar marcas, slogans e símbolos em seu enquadramento. Não é necessário retirar conteúdo noticioso veiculado antes de 5 de julho de É recomendado que o material noticioso seja disponibilizado em área sem destaque e que esteja devidamente datado. O objetivo é comprovar que discursos, entrevistas e pronunciamentos de autoridades que estão concorrendo a um cargo eletivo foram produzidos e divulgados antes do período eleitoral. Os textos jornalísticos poderão ser disponibilizados pela assessoria de imprensa, inclusive no ambiente digital. Entretanto, deve-se evitar análises valorativas de ações e programas, bem como comparação entre governos. Recomenda-se priorizar as informações de interesse direto do cidadão (prestação de serviço). Apenas as páginas institucionais/oficiais do Ministério da Saúde no Facebook, Instagram e Twitter ficarão ativas. Nelas só poderão ser produzidos conteúdos de utilidade pública, relativos à prestação de serviço. Todo e qualquer conteúdo que possa favorecer candidatos deve ser removido dos sites do Ministério da Saúde. Devem ser mantidos nos sítios eletrônicos vinculados ao Ministério da Saúde apenas materiais de utilidade pública que estejam de acordo com as regras citadas acima.

6 Os demais perfis do Ministério em outras mídias sociais deverão ser ocultados. São eles: Flickr, Youtube, Slideshare, Soundcloud e aplicativos. Os posts anteriores a 5 de julho de 2014 podem ser mantidos desde que estejam devidamente datados. Todavia, não devem ser reeditados ou promovidos com o objetivo de voltarem a aparecer em destaque na linha do tempo. Se houver comentário, e por esta razão voltarem a ficar disponíveis em área de destaque, deverão ser ocultados ou excluídos. As áreas de comentários em redes sociais e portais devem ficar suspensas durante o período eleitoral. Deverá ser apresentado texto para orientar os leitores, conforme sugestão: Caro internauta, O espaço para comentários deste canal está temporariamente desabilitado em observância ao que estabelece a legislação eleitoral. Deverão ser retirados dos sites/portais/youtube todas as peças de ações publicitárias.

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