Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais

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1 Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais

2 Bases legais Constituição Federal Lei das Eleições (Lei 9.504/97) Lei das Inelegibilidades (LC 64/90) Código Eleitoral Resoluções do TSE

3 Finalidade da Legislação Garantir o sufrágio popular Garantir a liberdade de escolha Garantir a igualdade de condições entre os candidatos

4 Agente Público Todo aquele que exerce ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação ou qualquer natureza sem vínculo atividade na Administração Pública Direta e Indireta (Artigo 73, 1º,ª da Lei nº 9.504/97)

5 Agente Público Presidente da República Governadores Senadores Comissionado Cargo eletivo Estagiário Terceirizado Servidor público Prestadores de serviços Ministros

6 Princípio básico das vedações Proibidas as condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais (art. 73, caput, da Lei nº 9.504/97)

7 Publicidade Oficial x Princípio da Impessoalidade É vedada a publicidade oficial com caráter de promoção pessoal, não devendo constar nomes, símbolos ou imagens (art. 37, 1º, da CF/88 e art. 74 da Lei nº 9.504/97). Envolve uso de fotos, nomes ou símbolos que permitam a identificação do candidato, por isso a retirada da marca País rico é País sem pobreza.

8 Publicidade Institucional Nos três meses anteriores à eleição, não é permitida publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos da administração direta e indireta. Exceções: Propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado; caso de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral.

9 SECOM IN nº 06, 14/03/2014 Veda uso da marca País rico é País sem pobreza Orienta cobrir/retirar materiais colocados pelo Ministério e orientar (com comprovação) aos parceiros para fazê-lo No âmbito do MDA: cobrir a marca nos nossos ambientes de trabalho, materiais e atividades externas. Cada área deve oficiar seus parceiros acerca desta orientação.

10 Publicidade IN SECOM-PR nº 5 (6/6/2011) a) Publicidade de Utilidade Pública: a que se destina a divulgar direitos, produtos e serviços colocados à disposição dos cidadãos, com o objetivo de informar, educar, orientar, mobilizar, prevenir ou alertar a população para adotar comportamentos que lhe tragam benefícios individuais ou coletivos e que melhorem a sua qualidade de vida; b) Publicidade Institucional: a que se destina a divulgar atos, ações, programas, obras, serviços, campanhas, metas e resultados dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, com o objetivo de atender ao princípio da publicidade, de valorizar e fortalecer as instituições Públicas, de estimular a participação da sociedade no debate, no controle e na formulação de políticas públicas e de promover o Brasil no exterior;

11 Gastos com publicidade Não pode haver um aumento nos valores utilizados para essa finalidade, que excedam a média dos últimos 3 anos que antecedem o pleito ou do ano anterior ao das eleições (prevalecendo o que for menor - art. 50, VII, da Resolução TSE nº , de 27/02/14, relator Min. Dias Toffoli) Exceções: Propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado; campanhas de interesse da população, casos de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral. (Notas nº AGU/LS-02/2002 e AGU/AS-01/2002)

12 É vedado o comparecimento de candidatos em lançamentos e inaugurações, mesmo que este não seja citado ou fale. Neste caso o prejuízo será do próprio candidato, por isso é importante conhecermos a vedação. São vedados shows vinculados à campanha, ao vivo ou não, remunerados ou não. Não podem ser feitos pronunciamentos em rádio e televisão.

13 Sites, s, redes sociais Não podem fazer qualquer vinculação com candidaturas nem referir-se ao processo eleitoral, mesmo que seja para responder a questões elencadas em horário eleitoral. Observações: Lembramos que o institucional não pode ser utilizado para atividades referentes ao processo eleitoral. Não é permitido, em horário de trabalho, enviar s ou manifestar-se acerca do processo eleitoral, em redes sociais, mesmo que pessoais. O uso de equipamentos do Ministério (computador, celular, tablet)para comunicações referentes ao processo eleitoral é vedado em qualquer horário.

14 Outras vedações Os candidatos não podem associar seu nome a órgãos ou símbolos públicos. Ex: João da DFDA, José do MDA,... Nenhum bem ou serviço público pode ser utilizado em atividades de campanha (computador, , impressora, celular do MDA, veículo oficial, servidor,...). EXCEÇÃO: Apenas para a Presidenta e sua comitiva presidencial é possível o uso de transporte oficial (art. 76 c/c art. 73, 2º) para comparecimento a atos de campanha, mediante ressarcimento no prazo e na forma prevista na lei, pelo partido ou coligação.

15 ATENÇÃO Nenhum bem ou serviço público pode ser utilizado em atividades de campanha (computador, , impressora, celular do MDA, veículo oficial, servidor,...). Isso quer dizer que não podem ser acessadas páginas de candidaturas, enviados s,... de equipamentos do Ministério. Os veículos próprios ou locados pelo MDA também não podem ser utilizados para nenhuma ação que envolva campanha.

16 Uso de bens e serviços de caráter social Sementes Alimentação animal Cestas básicas Segundo o TSE, não se exige a interrupção de programas nem se inibe a sua instituição. O que se interdita é a utilização em favor de candidato, partido político ou coligação (EREspe nº , Acórdão de , relator Min. Luiz Carlos Lopes Madeira).

17 As ações podem e devem continuar acontecendo. Só precisamos atentar para aspectos como: não distribuir material publicitário, não utilizar a marca País Rico é País sem Pobreza, não fazer referência a candidaturas nas atividades e não comparar governos nas falas.

18 Cessão de servidores ou empregados Veda-se que o serviço prestado pelos servidores ao candidato ou coligação seja custeado pelos cofres públicos. Ocupantes de DAS, em relação aos quais podem haver extravasamento do horário de expediente, devem evitar comparecer ou trabalhar em evento de campanha nesse horário ou identificando-se como agente público. Esta orientação indica a vedação de vincular a participação em atos de cunho eleitoral ao cargo o agente público ocupa, ou seja, se a presença for citada é o nome da pessoa que pode ser dito, não o cargo no governo.

19 Comissão de ética pública Resolução nº 7, 14/02/2002, Art. 3º: I - A autoridade deverá abster-se de se valer de viagens de trabalho para participar de eventos político-eleitorais. III exercer, formal ou informalmente, função de administrador de campanha eleitoral Art. 4º Veda prometer, em ação político-eleitoral, ações vinculadas às atribuições do seu cargo

20 Nestes itens aparece vedação a agentes públicos com diárias e passagens (ou veículo), em atividade pelo MDA, no horário de expediente ou fora dele, participar de atividade relacionada ao processo eleitoral. A outra vedação é para o caso de, em atividade regular de campanha, fazer referência a ações a serem implementadas que dizem respeito ao seu cargo, como: entregar mais máquinas, distribuir sementes, assentar agricultores sem terra,...

21 Vedada a nomeação, contratação, admissão, demissão S.J.C e revisão geral de remuneração Exceções (art. 73, V): (a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança; (b) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o dia 4 de julho de 2014; (c) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo; (d) a transferência ou remoção de ofício de militares, policiais civis e de agentes penitenciários Obs.1: não se proíbe a realização de concurso público, mas a nomeação de servidor ou ato de investidura. Obs. 2: As contratações e demissões de servidores temporários também são vedadas no prazo da restrição.

22 Transferência voluntária de recursos públicos Vedados os repasses de recursos de convênios da União para os Estados e Municípios. Exceções: (a)recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço já fisicamente iniciados e com cronograma prefixado (b) para atender situações de emergência ou estado de calamidade pública durante a ocorrência do evento (c) repasses para entidades privadas sem relação com o processo eleitoral

23 Aqui salientamos que todos os procedimentos referentes ao conveniamento podem ser realizados, exceto pagamento. Contratos administrativos, como ATER, compras, contratações e aquisições não estão incluídos nas vedações. Emendas não serão pagas no período.

24 MDA

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