A Propaganda Institucional e as Eleições de Randolpho Martino JúniorJ

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1 A Propaganda Institucional e as Eleições de 2008 Randolpho Martino JúniorJ

2 Propaganda Institucional Definição: é a publicidade destinada a divulgar os atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. p

3 Limites da propaganda institucional a) caráter educativo, informativo ou de orientação social; b) não poderá constar nomes, símbolos s ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. p (art. 37, 1º, Constituição Federal)

4 Princípios da transparência e publicidade X Princípio de Impessoalidade Casos dos informativos impressos e programas de rádio r e televisão.

5 Propagandas institucionais irregulares: a) Uso de símbolos, s frases ou imagens associadas ou semelhantes à campanha ou partido político do administrador; b) Divulgação das obras ou serviços com destaque para o administrador; c) Fotografias em capa de caderno; d) Manifestação de apoio a deputados usando o espaço o da propaganda institucional ou em festas com recursos públicos; p e) Comparação com administrações anteriores (vide decisão do TSE).

6 Considera-se propaganda eleitoral subliminar a publicidade que traça paralelo entre a administração atual e a anterior, despertando a lembrança dos eleitores para as qualidades do administrador candidato à reeleição. (TSE - Ac. no , de , rel. Min. Sepúlveda Pertence.)

7 Penalidades A) Caracteriza ato de improbidade administrativa (Lei n.º 8.429/92 art. 11), como ato violador dos princípios pios da Administração. Conseqüência: Multa, inelegibilidade e ressarcimentos das despesas. B) Caracteriza propaganda extemporânea. Conseqüência: impugnação da candidatura e multa (valor mínimo: m R$ ,00).

8 Recurso Especial n.º (STJ) Não satisfaz mais às s aspirações da Nação a atuação do Estado de modo compatível apenas com a mera ordem legal, exige-se muito mais: necessário se torna que a gestão da coisa pública p obedeça a a determinados princípios pios que conduzam à valorização da dignidade humana, ao respeito à cidadania e à construção de uma sociedade justa e solidária. ria. (Ministro José Delgado)

9 Propaganda Institucional em Período Eleitoral É vedada a propaganda institucional nos três meses que antecedem as eleições.

10 Propaganda Eleitoral (...) Entende-se como ato de propaganda eleitoral aquele que leva ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a candidatura, mesmo que apenas postulada, a ação a política que se pretende desenvolver ou razões que induzam a concluir que o beneficiário é o mais apto ao exercício cio de função pública. Sem tais características, poderá haver mera promoção pessoal, apta, em determinadas circunstâncias a configurar abuso de poder econômico, mas não propaganda eleitoral. (...) (TSE - Ac. nº , de , rel. Min. Eduardo Alckmin).

11 A PROPAGANDA POLÍTICA deverá atender aos seguintes requisitos (Cap. II, art. 4o. e Código C Eleitoral): A propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionar ionará sempre a legenda partidária. ria. Na hipótese de ter sido formada coligação, da propaganda deverá constar obrigatoriamente e de forma legível, sob a denominação da coligação, as legendas de todos os partidos que a integram; Da propaganda para eleição proporcional constará apenas a legenda do partido político sob o nome da coligação. Da propaganda dos candidatos a Prefeito, deverá constar, também, m, o nome do candidato a Vice-Prefeito. A propaganda sós poderá ser feita em língua l nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais.

12 Algumas questões importantes (Com base na Jurisprudência do TSE) 1. Os pré-candidatos entrevistados não poderão manifestar propostas de campanha, cuja veiculação será permitida somente após a escolha em convenção partidária ria e o início da propaganda eleitoral. 2. O prefeito,assim como os chefes do Executivo Estadual e Federal, mesmo se candidatos à reeleição, não necessitam se desincompatibilizar, devendo dar continuidade a seus atos de administração.

13 3. Distribuição de informativo por parlamentar, em data anterior à permitida pela legislação eleitoral, com mensagem dissimulada de futura candidatura, caracteriza propaganda eleitoral antecipada. 4. Desvirtuamentos na prestação de informações aos eleitores podem vir a caracterizar abuso do poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social ou propaganda eleitoral antecipada, mesmo que em benefício de terceiro.

14 5. O aparecimento de parlamentar em programa televisivo em período anterior ao destinado à veiculação da propaganda eleitoral, em circunstância que não revelam caráter nitidamente eleitoral, não constitui abuso de poder ou utilização indevida dos meios de comunicação social.

15 6. Inviolabilidade. Por suas opiniões, palavras e votos, o vereador é inviolável, desde que tais guardem relação com o exercício do mandato. Mas, constitui crime se as palavras tinham como fim único demonstrar o seu apoio político aos então candidatos aos cargos de deputados federal e estadual que promoviam o comício eleitoral.

16 7. Propaganda parabenizando o município pelo aniversário. rio. Não-caracteriza caracterização de propaganda eleitoral. 8. Outdoors contendo mensagem de felicitação pelo Dia Internacional da Mulher. Ausência de menção a eleição ou à plataforma política da possível candidata. Conduta que não se tipifica como ilícita. O ato de promoção pessoal não se confunde com propaganda eleitoral.

17 9. Não configura propaganda eleitoral antecipada, mas sim mero ato de promoção pessoal, a utilização de adesivos em automóveis com apenas o nome e o cargo do parlamentar, ainda que em carros de terceiros.

18 10. Comprovada a responsabilidade ou o prévio conhecimento do beneficiário, a retirada imediata da propaganda irregular não basta para elidir a aplicação da multa prevista no 3o do art. 36 da Lei n.º 9.504/97.

19 Se feito da forma certa: Art. 62. Ninguém m poderá impedir a propaganda eleitoral nem inutilizar, alterar ou perturbar os meios lícitos l nela empregados, bem como realizar propaganda eleitoral vedada por lei ou por estas instruções (Código Eleitoral, art. 248). Art. 63. A propaganda exercida nos termos da legislação eleitoral não poderá ser objeto de multa nem cerceada sob alegação do exercício cio do poder de polícia (Lei nº 9.504/97, art. 41).

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