Perguntas & Respostas UTE PAMPA SUL

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1 Perguntas & Respostas UTE PAMPA SUL 1. Quem é a Tractebel Energia, empresa proprietária da UTE Pampa Sul? Com 27 usinas hidrelétricas, termelétricas e de fontes complementares, em 12 estados de todas as regiões do Brasil, a Tractebel Energia é líder em geração privada de energia elétrica no País, totalizando uma capacidade instalada própria de MW. Sediada em Florianópolis (SC) e pertencente ao grupo GDF SUEZ, a Companhia conta com cerca de empregados e tem como maiores clientes distribuidoras e comercializadoras de energia, além de grandes e médias indústrias e empresas. Foi responsável, em 2013, por 7% do suprimento do mercado nacional e uma das líderes em negócios com clientes livres. A Tractebel Energia está listada na bolsa de valores de São Paulo e, entre suas principais certificações, estão ISO 9001, ISO 14001, OHSAS e Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBOVESPA. 2. Quem é a GDF SUEZ? A GDF SUEZ é um player global de energia e um operador especialista em três setores-chave: eletricidade, gás natural e serviços de energia. O Grupo é o maior produtor independente de energia do planeta com 113,7 GW de capacidade instalada em 70 países. A GDF SUEZ está listada nas bolsas de valores de Paris, Bruxelas e Luxemburgo. 3. Qual a experiência da Tractebel energia com Usinas a carvão? A Tractebel Energia possui larga experiência na operação e manutenção de usinas a carvão. Do total de seu portfolio de MW próprios, MW são provenientes de termelétricas. A carvão, a Tractebel Energia opera o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo (SC) com 857 MW e a Usina Termelétrica Charqueadas (RS) que tem 72 MW. Além dessas, a Tractebel opera as Usinas Ibitiúva, Ferrari e Lages, a biomassa, e William Arjona, a gás natural. Todas as Usinas da Tractebel apresentam excelentes índices de performance sendo que as usinas a carvão têm desempenho acima da média nacional mesmo se comparadas a novas usinas que usam carvão importado (de melhor qualidade que o nacional). 4. Por que investir em termeletricidade a carvão? As termelétricas fornecem segurança e estabilidade ao sistema elétrico nacional, pois independem de condições climáticas para gerar energia. Das opções de insumos existentes, o carvão é o de menor custo e maior abundância, pois o gás natural vindo da Bolívia já está 100% comprometido e a biomassa é intermitente, pois depende dos ciclos agrícolas. Há outros argumentos relevantes: falta de grandes projetos hidrelétricos; os reservatórios construídos ao longo dos últimos anos operam a fio d água, ou seja, têm reduzida capacidade de acumulação; a região Sul tem o maior risco de déficit, segundo o ONS e a região Sul é 1

2 atualmente importadora de energia elétrica e enfrenta dificuldades para o atendimento da carga (consumo de energia elétrica) no verão no Rio Grande do Sul. Assim, a instalação de unidades geradoras termelétricas a carvão aumentará o grau de confiabilidade do sistema e reduzirá o risco de déficit de energia e a necessidade de importação de energia proveniente de outras regiões. 5. Por que instalar a Usina em Candiota? A principal razão é que a região de Candiota (RS) possui a maior jazida conhecida de carvão do Brasil e a que apresenta menores custos de produção. Além da proximidade de unidades mineiras, a região apresenta adequada malha rodoviária, solo favorável à instalação das estruturas e proximidade de subestação e de linhas de transmissão. 6. Qual o tamanho das reservas de carvão de Candiota? De acordo com dados da Aneel, as reservas brasileiras ocupam o 10º lugar no ranking mundial, totalizando sete bilhões de toneladas. Desse volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. 7. Qual o investimento que será feito? O total a ser investido na implantação de uma das Unidades da UTE Pampa Sul é de cerca de R$ 1,8 bilhão. 8. Os recursos serão próprios ou financiados? Parte dos recursos será própria (equity) e parte financiada (BNDES e outros bancos ou através de emissão de debêntures). 9. Qual o valor do MW/h que ficou estabelecido no leilão A-5 de 28 de novembro? O preço teto para o leilão de UTEs a biomassa, GNL e carvão era de 209 R$/MWh. A Tractebel Energia comercializou a energia ao preço de 201,98 R$/MWh. 10. Quando começam as obras? As obras somente podem ser iniciadas após a concessão da Licença de Implantação pelo Ibama. Estima-se que as obras devam começar no primeiro semestre de 2015 com a terraplenagem do terreno. No segundo semestre de 2015, as obras civis terão início. 11. Qual o período de contrato da Usina? A energia vendida no leilão A-5 de 2014 foi contratada por um período de 25 anos a partir de 1º de janeiro de 2019, quando a Usina entrará em operação comercial. 12. A Usina será despachada na base do sistema elétrico ou será energia de reserva? 2

3 A Usina foi contratada no leilão A-5 de 2014, que não se trata de um leilão de energia de reserva. Uma usina termelétrica, como Pampa Sul, pode ser despachada por: inflexibilidade, mérito ou razões sistêmicas. Pampa Sul tem uma inflexibilidade de 50%, isto significa que a mesma irá operar pelo menos seis meses por ano a plena capacidade. Os outros despachos dependem da situação do Sistema Interligado Nacional e das decisões do Operador Nacional do Sistema no momento. A nossa expectativa é que, ao longo dos 25 anos de contrato, a Usina opere a plena carga, em média de 8 a 9 meses por ano. 13. Qual a capacidade instalada da Usina? O projeto desta Usina prevê capacidade instalada total de 680 MW, composta por duas unidades geradoras de 340 MW cada uma. No entanto, a Tractebel Energia participou e vendeu no leilão A-5 de 2014 com apenas a primeira fase do projeto, composta por uma unidade de 340MW. 14. Qual a capacidade licenciada? O licenciamento ambiental foi realizado para a capacidade instalada total de 680 MW, compreendendo duas unidades de 340 MW. 15. Por que a Empresa vai implantar somente uma máquina? A Tractebel Energia decidiu instalar uma unidade, pois este é um investimento que exige mobilização de grande quantidade de recursos. A primeira unidade criará uma infraestrutura que facilitará a implantação da segunda unidade, como a conexão ao sistema elétrico. O planejado sempre foi a instalação das unidades em etapas. 16. Qual a tecnologia que será usada na Usina? A principal diferença tecnológica em relação a outras usinas termelétricas a carvão em operação no Brasil é a utilização de caldeira do tipo Leito Fluidizado Circulante (em inglês, Circulating Fluidized Bed CFB), que apresenta uma maior flexibilidade a variações na qualidade do combustível e é a mais adequada ao carvão da região. Este tipo de caldeira resulta em menores emissões de NOx e de SOx. A tecnologia de Leito Fluidizado Circulante está enquadrada como tecnologia de combustão limpa do carvão (Clean Coal Technology). Os demais equipamentos da Usina (turbina, gerador, condensador, torre de resfriamento, bombas, etc.) utilizam tecnologia semelhante às demais usinas a carvão existentes no Brasil. Ressalta-se que, por serem equipamentos mais modernos, apresentam um melhor desempenho operacional. 3

4 17. Como essa tecnologia contribui para o controle de emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), material particulado, óxidos de Nitrogênio (NOx) e Enxofre (SOx)? A caldeira CFB apresenta menores emissões de NOx e SOx, quando comparada com as tradicionais caldeiras de carvão pulverizado (utilizadas nas demais usinas a carvão do Brasil), pelas seguintes razões: a. por ter uma menor temperatura de combustão resulta em menor emissão de NOx b. por ter um maior tempo de reação em função da recirculação do material em reação (carvão + calcário) para a fornalha, via ciclone. A adição de calcário na fornalha junto com o carvão permite a captura de grande parte do enxofre existente no carvão, reduzindo as emissões de SOx. Com relação às emissões de SOx, além da captura citada na caldeira CFB, a Usina ainda conta com um dessulfurizador, onde será feita captura adicional do enxofre, permitindo a redução das emissões de SOx abaixo dos limites estabelecidos. Além disso, filtros de manga e precipitadores eletrostáticos filtram e retêm o material particulado, evitando que cheguem à chaminé. Em relação às emissões de GEE, como essa tecnologia possui uma maior eficiência, teremos um menor consumo de carvão resultando numa menor emissão desses gases. 18. O que é leito fluidizado? Na fornalha (reator) são injetados carvão e calcário e um fluxo de ar previamente aquecido. O fluxo de ar (criado por ventiladores) faz a mistura entre o carvão e o calcário circular continuamente através da fornalha e do ciclone até que suas partículas sólidas sejam totalmente queimadas. Parte dos resíduos sólidos da combustão (cinzas) é removida no ciclone e na fornalha. O fluxo de gases resultantes segue, então, através das superfícies de troca de calor da caldeira e dos dutos de ar e gases, passando pelos diversos filtros (precipitador eletrostático e filtro de mangas, que capturam as partículas menores e mais leves das cinzas, e o dessulfurizador, onde é feita a captura final dos óxidos de enxofre) Por fim, o fluxo de gases vai para o meio ambiente por meio de uma chaminé de 200 metros. 4

5 19. Como funciona? Segue abaixo esquema da caldeira em CFB (leito fluidizado circulante). 20. De onde virá o calcário? O calcário virá de minas existentes na região de Candiota, Hulha Negra e Bagé ou outras regiões do Rio Grande do Sul. 21. De onde virá o carvão? O carvão será oriundo de minas de carvão situadas próximo à Usina e será fornecido pela Copelmi, maior mineradora privada de carvão no País. 22. Como o carvão será transportado das minas à Usina? O carvão será levado por correia transportadora do sistema de britagem da mina até o pátio de carvão na Usina. 23. Onde o carvão ficará armazenado? Na maior parte do tempo, o carvão será produzido na mina e imediatamente consumido na Usina. A UTE Pampa Sul conta com silos de carvão, com poucas horas de capacidade, para acomodar variações no fornecimento. Também haverá um pequeno estoque de carvão em 5

6 uma área contígua à Usina, para permitir o seu funcionamento em determinadas situações (por exemplo, manutenções nas correias transportadoras, início de operação enquanto a mina não começa a produzir, etc.). 24. Onde o calcário ficará armazenado? O calcário ficará depositado em área contígua à Usina. 25. Qual o consumo estimado de carvão? A UTE Pampa Sul operando na sua capacidade máxima nominal consumirá cerca de 245 mil toneladas por mês. Considerando que a Usina irá operar a plena carga de oito a nove meses por ano, o consumo médio de Pampa Sul será de cerca de 160 mil toneladas por mês. 26. Qual o consumo estimado de calcário? Este assunto ainda depende de negociação com o fornecedor dos equipamentos, mas será de aproximadamente 7 mil toneladas/mês. 27. Os equipamentos serão importados? O Brasil não fabrica caldeiras, turbinas e geradores do porte que serão utilizados em Pampa Sul, portanto, parte dos equipamentos seria importada, independente do EPCista selecionado. No caso de Pampa Sul, os principais equipamentos serão importados da China (caldeira), Alemanha (turbina) e Estados Unidos (gerador). Por outro lado, uma parte considerável dos equipamentos, componentes e serviços utilizados para a implantação da Usina será produzida no Brasil. O índice de nacionalização (percentual em termos de custos da implantação da Usina de produtos e serviços de origem nacional) é da ordem de 60%. 28. Como os equipamentos importados chegarão até a Usina? Os equipamentos importados virão de navio a partir dos seus países de origem, entrarão no Brasil pelo Porto de Rio Grande (RS) e serão transportados via rodoviária até a Usina. 29. O que é um EPCista? Chama-se EPCista o fornecedor de um contrato EPC. O termo EPC é um termo inglês que significa engineering, procurement and construction. Isso significa em termos de um projeto deste porte, que a empresa será responsável pelo projeto, aquisição dos equipamentos e montagem/construção e comissionamento da Usina. O empreendedor receberá o projeto pronto, comissionado e funcionando conforme as especificações técnicas anexas ao contrato. 30. Quem é o EPCista? A SDEPCI é uma empresa com larga experiência em mais de 600 projetos consultoria, design e engenharia para geração de energia, totalizando mais de 70 GW. A companhia já atuou como 6

7 EPCista em mais de 50 projetos de usinas tendo implantando uma capacidade instalada total de MW. Desde os anos 80, a SDEPCI está envolvida no desenvolvimento da tecnologia CFB. Até o momento, mais de 40 usinas com essa tecnologia foram implantadas pela parceira da Tractebel Energia em Pampa Sul. 31. Por que um EPCista chinês? Na fase de concorrência foram entregues documentações do projeto para elaboração de propostas para empresas EPCistas com qualificação em projetos similares à UTE Pampa Sul de diferentes países, a saber: Brasil, Espanha, Estados Unidos, Coreia do Sul e China. A seleção do EPCista foi baseada na otimização da equação custo x qualidade, garantindo uma Usina com qualidade e bom desempenho operacional ao mesmo tempo em que permite oferecer ao consumidor um preço razoável. A empresa que apresentou a melhor proposta técnica e comercial foi uma empresa da China. 32. Virão operários da China para a obra? Naturalmente os fornecedores trazem seu pessoal próprio para posições estratégicas e de confiança. Além disso, em função de não ser comum a implantação de usinas a carvão deste porte (e menos ainda de caldeiras de leito fluidizado), para algumas funções qualificadas e especializadas, não existe oferta de mão de obra no mercado nacional. Desta forma, durante a implantação de Pampa Sul haverá alguns trabalhadores estrangeiros chineses e de outras nacionalidades sempre respeitando as leis brasileiras. Entretanto, é necessário ressaltar que a grande maioria dos postos de trabalho criados será ocupada por trabalhadores brasileiros. 33. De onde virá a água para a Usina? A água para a Usina virá do reservatório que será construído no Rio Jaguarão. 34. Qual a área que será alagada pelo reservatório? A área total alagada pelo reservatório será de 382,35 ha, a Área de Proteção Permanente no entorno do reservatório será de 162,75 ha, totalizando 545,1 ha nos municípios de Candiota e Hulha Negra. 35. Por que eram dois reservatórios e somente será construído um? O projeto da UTE Pampa Sul na sua capacidade máxima (680 MW, 2 x 340 MW) demanda aproximadamente 0,52 m³/s de água. Como o projeto será implantado em duas etapas, a demanda inicial será de 0,26 m³/s, que pode ser abastecida por apenas uma barragem. Vale destacar que esta água será destinada predominantemente para o sistema de resfriamento (torres de resfriamento), onde a mesma será evaporada. Em síntese, a maior parte da água consumida será devolvida ao ambiente na forma de vapor. 7

8 Nenhuma rodovia da região, em especial a rodovia que liga a Vila Seival, em Candiota e a localidade de Trigolândia no município de Hulha Negra, será atingida ou interrompida pela barragem. 36. Quanto de mata nativa será suprimida quando do enchimento do reservatório? O estudo de diagnóstico ambiental constante do Estudo de Impacto Ambiental indicou que a mata ciliar a ser suprimida será de 195 ha. No entanto, em função do empreendimento, serão adotadas medidas compensatórias, a exemplo da Compensação Ambiental, que implicarão investimentos em Unidade de Conservação, além do plantio da vegetação no entorno do reservatório. 37. Como essa mata nativa vai ser recuperada? O Estudo de Impacto Ambiental da UTE Pampa Sul apresenta medidas que visam diminuir, controlar ou compensar esses impactos e ainda potencializar os impactos considerados positivos. Essas medidas estão incluídas nos chamados Programas Ambientais. Neste caso, foi proposto o Programa de Reposição Florestal e Monitoramento das Áreas de Preservação Permanente dos Reservatórios. Serão desenvolvidos projetos específicos, nos quais a reposição florestal será contemplada, considerando o plantio de árvores nas áreas a serem recuperadas com a utilização de espécies nativas da região. 38. Quais as medidas mitigadoras que a Companhia vai tomar? Com a identificação e avaliação dos impactos ambientais gerados em decorrência do empreendimento, foram definidos programas de intervenção e controle com o objetivo de mitigar, neutralizar e/ou compensar os impactos adversos e potencializar aqueles considerados benéficos. Segue abaixo a lista dos Programas Ambientais propostos: Plano Ambiental da Construção e seus respectivos subprogramas Inventário Florestal e Programa de Reposição Florestal Programa de Monitoramento de Águas Superficiais Programa de Monitoramento de Águas Subterrâneas Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar Programa de Supressão Vegetal e Limpeza das Áreas de Alague Programa de Controle e Erradicação de Espécies Vegetais Exóticas Invasoras na Área da Usina Programa de Revegetação de Matas Ciliares e Conexão do Corredor Ecológico Programa de Implantação da Cortina Vegetal Programa de Resgate e Afugentamento de Fauna Terrestre Programa de Controle de Insetos Vetores Programa de Monitoramento da Ictiofauna Programa de Comunicação Social Programa de Educação Ambiental Programa de Monitoramento dos Indicadores de Saúde 8

9 Programa de Desapropriação e Indenização de Proprietários Atingidos Programa de Atividades e Responsabilidade Social das Obras 39. O que a Companhia vai fazer com o CO 2 resultante da combustão do carvão? A Tractebel Energia, controladora da Usina Termelétrica Pampa Sul S/A, possui em seu portfólio de usinas em operação, fontes renováveis de energia, perfazendo MW de potência instalada de um parque gerador de MW, o que significa que 87% da energia produzida é proveniente de fontes renováveis. Esse índice é semelhante à média nacional, que também é fortemente baseada em fontes renováveis, como hidrelétricas. Nesse sentido, o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. A Tractebel continuará a investir em fontes renováveis, principalmente eólicas, hidrelétricas e biomassa, e tais fontes equilibrarão a emissão de CO 2 da UTE Pampa Sul S/A. A Tractebel vem desenvolvendo pesquisas em fontes alternativas dando foco na energia solar fotovoltaica, tendo já em operação a maior unidade do Brasil em Tubarão (SC). A UTE Pampa Sul, como qualquer equipamento que tenha combustão de combustível fóssil, como carros, aquecedores de água a gás, fogão a gás, e outros, o CO2 vai para atmosfera. Para elucidar a questão é importante frisar que o setor elétrico brasileiro é responsável por apenas 1,2% das emissões equivalentes de CO2 do Brasil. Segundo o Plano Nacional de Energia PNE 2030, em 2030, o Brasil requererá o triplo da energia elétrica demandada em 2005, ano utilizado como referência, e a participação de fontes renováveis será de 81,4%. Apesar de a geração de eletricidade por fonte hidráulica cair em termos relativos, aumentará a participação de outras fontes renováveis como a geração eólica e a geração termelétrica a biomassa com uso de bagaço de cana. No mesmo período, é esperado o aumento da participação de combustíveis fósseis na matriz elétrica, que passarão de 7,8% para 12,9% (EPE, 2007). Com esse aumento na geração, as emissões de Gases de Efeito Estufa deverão triplicar e em termos relativos à participação do Setor Elétrico para dos 1,2% para 3,2 % do total das emissões de GEEs do Brasil em (Instituto Acende Brasil - White Paper nº 6) 40. O que é a fumaça branca que se vê nas torres de resfriamento? Não se trata de fumaça, mas sim de vapor d água do processo de resfriamento. 41. A UTE Pampa Sul vai poluir o meio ambiente? O Estudo de Impacto Ambiental da UTE Pampa Sul buscou levantar o diagnóstico atual da região de abrangência da Usina, os possíveis impactos negativos a serem causados com sua implantação e operação, além de apresentação das medidas mitigadoras desses impactos através da definição de Programas Ambientais. Os impactos positivos serão potencializados também através de Programas Ambientais. 9

10 Todas as medidas de controle serão adotadas de forma manter os padrões de emissões atmosféricas, lançamento de efluentes, gerenciamento de resíduos, etc., dentro dos limites legais. 42. O que apontam os estudos da bacia aérea de Candiota? O estudo da bacia aérea de Candiota aponta que mesmo com a instalação de todos os potenciais projetos existentes para a região, os limites de qualidade de ar não serão superados na região de máximo impacto da UTE Pampa Sul operando a 100% da carga. A qualidade do ar na área de máximo impacto das emissões do empreendimento é considerada boa, podendo receber novos incrementos, sem apresentar saturação, desde que controlados. 43. A UTE Pampa Sul vai contribuir para o aquecimento global? Considerando o parque gerador de sua controladora, Tractebel Energia, com geração de energia de fontes renováveis, haverá um equilíbrio. A projeção da geração térmica e de fontes renováveis indica que as emissões totais da Empresa diminuirão nos próximos 20 anos. 44. Para onde irão os recursos da Compensação Ambiental definida pelo Ibama? A destinação dos recursos da Compensação Ambiental é uma decisão do órgão licenciador, no caso, do Ibama, que até o momento não apresentou sua decisão. 45. A cinza resultante da queima do carvão poderá ser utilizada na construção civil? A empresa tem como premissa o aproveitamento da cinza na construção civil, inclusive algumas empresas e prefeituras já entraram em contato com a Tractebel Energia visando utilizar esta cinza para tijolos (construções populares) e outras finalidades. Apenas no caso de não ser viabilizado o seu aproveitamento produtivo, como último recurso, a cinza será disposta na cava da mina para recomposição da topografia da área explorada. 46. A Companhia pretende apoiar projetos de uso da cinza na construção civil? Todo projeto que vise dar uma finalidade produtiva para a cinza será avaliado e, se possível, apoiado. 47. A Companhia vai investir recursos da Compensação Ambiental na Unidade de Conservação existente em Candiota? A destinação dos recursos da Compensação Ambiental é uma decisão do órgão licenciador, no caso, do Ibama. 48. A Companhia vai investir recursos da Compensação Ambiental na Unidade de Conservação em implantação em Bagé? A destinação dos recursos da Compensação Ambiental é uma decisão do órgão licenciador, no caso, do Ibama. 10

11 49. A água das barragens poderá ser usada em caso de estiagem na região? A outorga do uso da água das barragens foi concedida à UTE Pampa Sul pelo Departamento de Recursos Hídricos, órgão da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. Qualquer outro uso da água das barragens deverá ser outorgado por este órgão, não tendo a Usina competência legal para tal. 50. Por que o reservatório foi localizado onde há mata nativa? Para a localização da Usina, próxima a jazida de carvão, o rio mais representativo é o rio Jaguarão. Para a definição da localização do reservatório Jaguarão levou-se em consideração a localização de assentamentos agrários e locais com potencial de formação do reservatório. Outros aspectos foram considerados: Bacia hidrográfica: se os barramentos fossem deslocados para montante para evitar a supressão da mata nativa, a bacia de contribuição diminuiria, acarretando uma menor capacidade de reservação. Por outro lado, a jusante dos atuais eixos, há direitos outorgados a outros agentes. É necessária reservação que garanta segurança para que a água não seja um limitador da operação, o que iria de encontro ao propósito do projeto, que é ter capacidade de operar nas mais adversas circunstâncias. PEIXES 51. Quais as espécies animais foram identificadas na área da Usina? Foram registradas 45 espécies de peixes. A maioria dos peixes não possui hábito migratório. Maior interesse para pesca amadora: cascudo, traíra e jundiá. ORGANISMOS AQUÁTICOS Foram avaliados principalmente larvas de insetos, pequenos crustáceos e moluscos (conchas). As espécies encontradas são indicadoras de ambientes já alterados. As espécies mais sensíveis ou raras foram encontradas apenas em tributários do rio Jaguarão, fora da área de barramento. INSETOS Foram realizados inventários para avaliação da diversidade de insetos, salientando-se os insetos vetores de doenças e as abelhas nativas. 11

12 ANFÍBIOS E RÉPTEIS Foram registradas 12 espécies de anfíbios e 7 de répteis. Todos os répteis e anfíbios são comuns na área de estudo e na região. Apresentam grande tolerância à alteração e perturbação nos ambientes em que ocorrem. AVES Foram identificadas 176 espécies de aves. Nas áreas de campo e lavoura são comuns a tesourinha, o tipío, o cardeal e a andorinha-do-campo. Nas áreas úmidas são comuns marrecas, galinholas, maçaricos, perdigões e saracura. Das espécies ameaçadas de extinção são comuns caboclinho-de-chapéu-cinzento, noivinha-de-rabo-preto e coleiro-do-brejo. MAMÍFEROS Foram encontradas 35 espécies de mamíferos. Os mais comuns foram: gambá-de-orelhabranca, tatu-galinha, preá, graxaim e capivaras. Foram registradas sete espécies de mamíferos ameaçadas de extinção: paca, lontra, gato-palheiro, gato-do-mato-grande, gato-maracajá, gato-mourisco e veado-catingueiro. 52. O que a Companhia vai fazer para evitar a extinção dessas espécies? O EIA da UTE Pampa Sul prevê medidas mitigadoras deste impacto com adoção de Programas Ambientais, tais como: Programa de Resgate de Fauna Silvestre, Programa de Monitoramento da Fauna, Programa de Educação Ambiental, Programa de Compensação Ambiental, Programa de Conservação e Uso do Entorno e das Águas do Reservatório. Em síntese, serão adotadas medidas tanto para resgatar a fauna presente nas áreas diretamente afetadas quanto para monitorar sua adaptação em outros ambientes. 53. A vazão do rio Jaguarão será mantida em épocas de seca? Será mantida uma vazão ecológica, calculada considerando-se a manutenção do ecossistema a jusante (abaixo) do barramento em atendimento à legislação específica e conforme a Outorga de Água. 54. A vazão do rio Jaguarão será mantida durante o enchimento dos reservatórios? Mesmo durante do enchimento, será mantida uma vazão ecológica definida pela Outorga de Água, considerando-se a manutenção do ecossistema a jusante do barramento e atendimento da legislação específica. 55. Quais os impactos nos meios físico, biótico e socioeconômicos advindos do enchimento dos reservatórios? 12

13 Os impactos com o enchimento do reservatório foram identificados no Estudo de Impacto Ambiental e foram propostas medidas mitigadoras para cada um desses impactos. Os principais impactos para a fase de implantação são: Alteração na vazão do rio Jaguarão durante o enchimento dos reservatórios; Incidência de processos erosivos nas margens do rio Jaguarão; Alteração no regime fluvial do segmento do rio Jaguarão; Alteração nos organismos aquáticos; Supressão de vegetação; Perda e fragmentação do habitat terrestre; Afugentamento e mortandade de exemplares da fauna; Diminuição da diversidade de espécies; Introdução de espécies exóticas; Usos tradicionais da terra e implicações sociais e culturais; Atividades recreativas. 56. Qual a Área Diretamente Afetada do empreendimento? A Área Diretamente Afetada compreende a área do acampamento, o site da Usina e a área do reservatório. As duas áreas do acampamento e do site situam-se no município de Candiota e medem aproximadamente 155 ha e a área do reservatório está localizada na divisa dos municípios de Candiota e Hulha Negra, ocupando uma área total de 545,10 ha, sendo 382,35 ha correspondentes ao reservatório e o restante a APP (Área de Preservação Permanente). 57. Qual a Área de Influência Direta do empreendimento? A Área de Influência Direta compreende os municípios de Candiota e Hulha Negra. 58. Qual a Área de Influência Indireta do empreendimento? A Área de Influência Indireta compreende os municípios de Bagé, Hulha Negra, Candiota, Herval, Pedras Altas, Aceguá e Pinheiro Machado, todos no Rio Grande do Sul. 59. Para onde o vento vai levar a fumaça da chaminé? A análise da rosa dos ventos da região indica predominância do vento leste, no verão e primavera, portanto indo na direção oeste; e nordeste no outono e no inverno, portanto soprando na direção sudoeste. Dada a tecnologia utilizada na Usina, os níveis de emissões atmosféricas serão muito baixos. Além disso, os estudos (modelagem) matemáticos indicam que os limites de qualidade do ar serão respeitados. 60. O solo pode ser poluído pelo depósito de carvão? Não. O depósito de carvão será impermeabilizado e protegido com canaletas de drenagem para escoamento. 13

14 61. O solo pode ser poluído pelo depósito de calcário? Não. O depósito de calcário será coberto e impermeabilizado, eliminando assim o risco de contaminação do solo. 62. Os efluentes da Usina serão tratados? Sim. Haverá uma estação de tratamento de efluentes gerados no processo e outra estação de tratamento de esgoto sanitário. A Estação de Tratamento de Efluentes gerados no processo industrial tem por finalidade a captação e tratamento dos efluentes líquidos passíveis de contaminação produzidos pela planta geradora, priorizando a sua reutilização e, no caso de excedentes, efetuando o descarte dos efluentes devidamente tratados no rio Jaguarão. 63. O que é Ciclo Fechado de Água? Chamamos de ciclo aberto quando a água é captada no mar, rio ou lagoa e após circular no condensador da usina retorna ao mar, rio ou lagoa. Ciclo fechado é chamado quando a água captada não retorna ao local da sua captação, é resfriada em torres de refrigeração e estocada em tanques ou bacias e retorna para sua utilização. 64. O bioma Pampa vai ser ameaçado? O bioma Pampa não sofrerá ameaças pela implantação da UTE Pampa Sul, pois todos os estudos ambientais anteriores foram realizados e uma série de programas, projetos e ações irá garantir o mínimo impacto. Além disso, na área da Usina e seus reservatórios, o bioma já foi transformado pela ação do homem em área de pastagem e lavoura. 65. A qualidade do ar da região será monitorada? A região possui uma ampla rede de monitoramento da qualidade do ar com sete estações distribuídas em Bagé, Aceguá, Pinheiro Machado, Pedras Altas e Candiota (Aeroporto, núcleo urbano e Três Lagoas). Os Estudos Ambientais da UTE Pampa Sul preveem mais uma estação de qualidade do ar completa. 66. Os arroios e fontes de água próximas da Usina terão o PH alterado? Não, pois não haverá lançamento de efluentes líquidos sem tratamento, ou emissões atmosféricas sem o rigoroso sistema de tratamento de gases. 67. Como a Companhia vai recuperar a flora e a fauna atingidas pela obra? O EIA da UTE Pampa Sul prevê medidas mitigadoras para impacto sob a flora e fauna com adoção de Programas Ambientais, tais como: Programa de Resgate de Fauna Silvestre; Programa de Monitoramento da Fauna; Programa de Educação Ambiental; 14

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