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1 MODELO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 068/2012 2ª FASE NOME DA INSTITUIÇÃO: Prime Projetos e Consultoria Ltda. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL ATO REGULATÓRIO: (Especificar Nome/Tipo, nº e data, caso existam) EMENTA (Caso exista):

2 CONTRIBUIÇÕES RECEBIDAS IMPORTANTE: Os comentários e sugestões referentes às contribuições deverão ser fundamentados e justificados, mencionando-se os artigos, parágrafos e incisos a que se referem, devendo ser acompanhados de textos alternativos e substitutivos quando envolverem sugestões de inclusão ou alteração, parcial ou total, de qualquer dispositivo. TEXTO/ANEEL TEXTO/INSTITUIÇÃO JUSTIFICATIVA/INSTITUIÇÃO Anexo 1. Rendimento nominal da turbina: 91,0% Rendimento nominal do gerador: 97,0% Anexo 1. Indisponibilidade Programada (IP): 3,73% Anexo 1. Perdas hidráulicas: 2% para arranjo compacto e 3% para arranjo com derivação Rendimento nominal da turbina: 91,0% Rendimento nominal do gerador: 97,0%, Somente nos casos nos quais o Agente não apresente documentação de fabricante especializado comprovando rendimentos nominais superiores para os equipamentos. Indisponibilidade Programada (IP): 3%, cabendo a análise de exceções oriundas de otimizações nos projetos de engenharia, que poderão reduzir o valor de referência. Eliminar item (parâmetro sem restrição) O aumento da quantidade de fornecedores de equipamentos e o tratamento diferenciado aos aproveitamentos de pequeno porte têm reduzido a utilização de projetos de prateleira. O projeto e fabricação das turbinas e geradores têm passado por rigorosos procedimentos, possibilitando o aumento da eficiência dos grupos. Em termos nominais, em consonância com a Portaria MME nº 463/2009, é possível alcançar rendimentos superiores. Na página 3 deste documento constam outras justificativas para a proposta de alteração da minuta de Resolução. A definição desse valor depende muito do comportamento hidrológico da bacia e do número de unidades geradoras, cabendo discussões específicas para cada caso. A imposição de um valor único pode resultar na simplificação dos projetos de engenharia, com implantação do número mínimo de unidades em aproveitamentos que poderiam ser bastante otimizados com um número maior de grupos geradores. Na página 4 deste documento constam outras justificativas para a proposta de alteração da minuta de Resolução. Os valores são de fácil determinação nos estudos de engenharia, e não precisariam ser definidos em meios percentuais. Na página 5 deste documento constam outras justificativas para a proposta de alteração da minuta de Resolução. 2

3 Comentários gerais: Os parâmetros destacados no Anexo I da minuta de Resolução são abordados nos itens subsequentes: Rendimento nominal do conjunto turbina/gerador: Insistimos que, ao impor um limite conservador para a eficiência dos grupos geradores, os fabricantes serão demandados para atendimento da norma, e não mais para aumento da eficiência, pois qualquer incremental positivo de rendimento terá custos, e não benefícios. Por que não aproveitar o momento oportuno e criar uma certificação do projeto de PCHs, com entrada antecipada dos fornecedores de equipamentos, com o objetivo de se conseguir a maior eficiência possível? Caso o Agente opte por não fazê-lo, poderia estar sujeito aos valores conservadores propostos pela SGH/SRG. Ressaltamos que para as PCHs de médio porte, com potências instaladas superiores a 15 MW, os fornecedores de turbinas garantem rendimentos nominais superiores a 91,0% na imensa maioria dos casos, e isso é fator muito relevante para a viabilidade econômica do empreendimento. E, ainda, essa reforma não trata apenas de PCHs, mas de usinas hidrelétricas não despachadas centralizadamente. Ou seja, dependendo da uma informação técnica do ONS, usinas com até 50 MW poderão ter seu despacho não centralizado, tendo o cálculo da Garantia Física normatizado pela Portaria MME nº 463/2009. Dentro desses casos, poderemos ter usinas com grupos geradores de eixo vertical (mais eficientes) com parâmetros subestimados desnecessariamente, em função de simplificações normativas. Para evitar que o Agente declare os rendimentos sem compromisso com a implantação e geração, sugere-se que o limite proposto pela ANEEL seja aplicado somente nos casos em que não haja, até o momento da aprovação do projeto básico, um documento de fabricante especializado, garantindo os rendimentos nominais informados no projeto. Sugere-se que, caso haja alteração do fabricante ao longo do processo de implantação da usina, as condições mínimas definidas e utilizadas para o cálculo da garantia física sejam mantidas, sob pena de revisão do valor, nos termos do Art. 6, inciso III da Portaria MME nº 463/

4 IP: Reafirmamos a posição de que há uma separação evidente entre os conceitos de indisponibilidade programada e máquina parada. Uma máquina pode ficar parada em função da falta de disponibilidade hídrica, sem qualquer relação com a manutenção programada. O valor mínimo proposto pela ANEEL é muito elevado para máquinas do porte de PCHs, em sua maioria horizontais, com processos muito simples de abertura, inspeção, manutenção e fechamento. A imposição de um valor tão elevado vai de encontro à otimização dos projetos de engenharia, impondo a implantação de duas máquinas em qualquer usina (menor custo), desde que não haja restrições construtivas. Ou, quem sabe, os Agentes partirão para a implantação de apenas 1 unidade geradora, que seria, em muitos casos, a opção economicamente mais viável, principalmente se as externalidades, como a IP, não forem inseridas no processo. Dependendo das condições de sazonalidade de uma bacia, em alguns meses do ano uma unidade geradora pode ser desligada, pois não há vazão para a sua entrada em operação. Nesse intervalo de tempo, no qual toda a geração possível pode ser atendida sem a necessidade de despachar todas as máquinas, as manutenções programadas podem ser realizadas, sem comprometimento da geração. Para essas bacias, que já são penalizadas naturalmente pelo baixo fator de capacidade, se toda a manutenção programada das máquinas puder ser feita sem qualquer vertimento na usina, o que é fácil de demonstrar, não haveria sentido em destinar valor representativo para as indisponibilidades programadas. Nesses casos, a implantação de uma terceira máquina pode aumentar muito a flexibilidade operacional da usina, com redução das indisponibilidades. Esse item deveria ser discutido caso a caso, por depender muito das condições hidrológicas da bacia e do número de máquinas a serem implantadas. Por isso propõe-se uma discussão mais aprofundada, sem a definição de um valor mínimo por parte da ANEEL para o cálculo da garantia física. Entendemos que ter um valor como referência é importante, mas é preciso também identificar e saber dar o devido tratamento às exceções, que visam, única e exclusivamente, ao aumento da eficiência da usina. 4

5 Perdas hidráulicas: As perdas hidráulicas são de fácil determinação e não precisariam ser também definidas com base em valores percentuais, pois há literatura especializada suficiente para o cálculo e a verificação dos valores. Sugere-se que, na etapa de projeto básico, seja elaborada uma memória de cálculo detalhada das perdas de carga no circuito de adução, com ART específica, que pode ser analisada e/ou discutida pela SGH. Os parâmetros percentuais propostos são oriundos do Manual de Inventário, etapa na qual se pretende definir uma partição de queda, e não otimizar o arranjo de um determinado aproveitamento. Parâmetros percentuais não diferenciam, do ponto de vista de eficiência, uma PCH com 1 km de canal de adução de outra com 5 km de canal de adução, mas com mesma queda bruta, o que seria uma grave inconsistência técnica. Em outro exemplo, um conduto forçado com 100 m de comprimento pode ter uma perda de carga nominal de apenas 0,10 m, desde que a velocidade máxima não exceda 2,5 m/s, ou de 1,00 m (10 vezes maior), se a velocidade máxima for de 6,0 m/s. Se este elemento não for devidamente considerado no projeto de engenharia, poderão ser implantados projetos com menores custos, mas de baixa eficiência. Por esses motivos a engenharia aplicada não pode ser neglicenciada e é elemento preponderante para a maximização energética dos potenciais. Projetos de engenharia bem detalhados, associados a participações antecipadas dos fornecedores dos grupos geradores, contribuirão efetivamente para a certificação da usina. Por essas razões insistimos na proposta de apresentação de memorial de cálculo, com ART específica. Quando da implantação do projeto, o Agente deverá ratificar ou retificar o documento enviado para o cálculo da garantia física, uma vez que poderá haver alterações em relação ao projeto básico. Caso seja verificado aumento no valor definido anteriormente, a GF será revisada nos termos do Art. 6, inciso III da Portaria MME nº 463/

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