UNIÃO IBÉRICA E INVASÕES HOLANDESAS. Prof. Victor Creti Bruzadelli

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1 UNIÃO IBÉRICA E INVASÕES HOLANDESAS Prof. Victor Creti Bruzadelli

2 A união Ibérica ( ) Morte do rei D. João III (1557); Ascensão de D. Sebastião ao poder; Crises sucessórias: D. Sebastião (1578); Cardeal D. Henrique (1580); Invasão de Felipe II.

3 A união Ibérica ( ) A união de Espanha e Portugal, em 1580, trouxe vantagens para ambos os lados. Portugal era tratado pelos monarcas espanhóis não como uma conquista, mas como um outro reino. Os mercados, as frotas e a prata espanhóis revelaram-se atraentes para a nobreza e para os mercadores portugueses. A Espanha beneficiou-se da aquisição de um porto atlântico de grande importância, acesso ao comércio de especiarias da Índia, comércio com as colônias portuguesas na costa da África e contrabando com a colônia do Brasil. (SCHWARTZ, Stuart B. Da América Portuguesa ao Brasil) Governo de Felipe II: Poucas mudanças administrativas tanto em Portugal quanto no Brasil; Fim do Tratado de Tordesilhas: avanço dos colonos portugueses; Grande quantidades de invasões ao território brasileiro: Franceses no Maranhão; Ingleses em Macapá; Holandeses no Nordeste.

4 As invasões holandesas Postura ambígua da Holanda: Inimiga da Espanha: A independência holandesa em relação à Espanha; Formação da República das Províncias Unidas; Aliada de Portugal: Controlava o comércio de açúcar do Brasil. A contribuição dos flamengos particularmente dos holandeses para a grande expansão do mercado do açúcar, na segunda metade do século XVI, constitui um fator fundamental do êxito da colonização do Brasil. Especializados no comércio intraeuropeu, grande parte do qual financiavam, os holandeses eram nessa época o único povo que dispunha de suficiente organização comercial para criar um mercado de grandes dimensões para um produto praticamente novo, como era o açúcar. (Celso Furtado. Formação econômica do Brasil)

5 As invasões holandesas Estando a Companhia das Índias Ocidentais em perfeito estado, ela não pode projetar coisa melhor e mais necessária do que tirar ao Rei de Espanha a terra do Brasil, apoderando-se dela. As razões para isso são muitas. Desta terra do Brasil podem, anualmente ser trazidas para cá e aqui vendidas ou distribuídas sessenta mil caixas de açúcar. As mesmas sessenta mil caixas de açúcar custam no Brasil aproximadamente as trinta e cinco mil toneladas de ouro, que a Companhia das Índias Ocidentais poderá pagar, em sua maior parte, com mercadorias, lucrando, com isto, ao menos trinta por cento e podendo, ainda, vender bem suas mercadorias com trinta por cento de vantagem sobre os preços que Portugal costuma cobrar. (Jan Andries Moerbeeck, escrito em 1623) Proibição das relações comerciais entre Brasil e Holanda (1605); Criação da Companhia das Índias Ocidentais WIC (1621): Associação entre o governo e comerciantes para explorar colônias atlânticas, sobretudo o Brasil e portos africanos.

6 As invasões holandesas Invasão à Bahia ( ): Conquista apenas da cidade de Salvador; Forte resistência local; Invasão a Pernambuco ( ): Rápida conquista de Olinda e Recife; Continuidade das conquistas nos primeiros 5 anos; Invasão à costa africana (1638): Controle de parte do comércio de escravos. Os habitantes de Pernambuco iniciaram uma guerrilha contra os invasores. As ações estavam equilibradas até que Domingos Fernandes Calabar, nascido em Alagoas, passou para o lado dos invasores e os auxiliou. Aos poucos, toda a costa do Rio Grande do Norte e o campo de Santo Agostinho foram dominados. Em 1635, o governador Matias de Albuquerque ordenou a retirada para Alagoas, onde prendeu e fez executar Calabar. Os invasores conseguiram dominar ainda por alguns anos. (BARBEIRO, Heródoto. Coleção de olho no mundo do trabalho)

7 As invasões holandesas Organizando a exploração: Tolerância religiosa; Empréstimo aos senhores de engenho; Os portugueses serão submissos se forem tratados com cortesia e benevolência; sei por experiência que o português é uma gente que faz mais caso da cortesia e do bom tratamento que de bens. (Maurício de Nassau) Leilão de alguns engenhos; Governo de Maurício de Nassau ( ).

8 As invasões holandesas Medidas de Nassau: Manutenção do sistemas de Plantations; Facilitação de acesso ao escravo; Pacificação da região; Diversas obras: Cidade Maurícia; Drenagem de manguezais; Jardim Botânico e Zoológico; Mecenato de artistas holandeses: Frans Post; Albert Eckhout. Engenheiros, naturalistas, matemáticos e artistas, sob o mecenato de Nassau, investigaram a natureza e transformaram a paisagem nordestina. Recife tornou-se uma das cidades mais importantes da América, com modernas pontes e prédios. Além do incentivo à arte, o governo [de Nassau] promulgou leis que eram iguais para todos, impedindo injustiças contra os antigos habitantes. (RAMINELLI, Ronald. Invasões Holandesa)

9 A restauração pernambucana Guerra de restauração (1640): Guerra de independência de Portugal, liderada por D. João IV, de Bragança; Rei busca negociar suas antigas possessões e firmar uma trégua de 10 anos com os holandeses; Retirada de Nassau do controle de Pernambuco: queda do preço do açúcar e cobrança dos empréstimos; Confrontos entre senhores de engenho e a Companhia das Índias (1643). Aclamação de D. João IV como rei de Portugal, pintado porveloso Salgado

10 Insurreição Pernambucana ( ) Aliança entre diversos grupos: João Fernandes Vieira André Vidal de Negreiros: senhores de engenho; Felipe Camarão: índios potiguares; Henrique Dias: Negros forros; Reconquista de Angola em 1648; Expulsão definitiva dos holandeses (1654).

11 Consequências da expulsão holandesa Crise econômica e política tanto para Portugal quanto para Holanda; Transferência dos investimentos holandeses para as Antilhas: forte concorrência ao açúcar brasileiro; Acordos de Portugal com a Inglaterra: Perda de territórios no norte da África; Fim do exclusivo colonial (presença da manufatura inglesa). Exportação do Brasil para Portugal e seu valor estimado no ano de 1700 Produtos Valores estimados (em Réis) Acúcar Tabaco Ouro Cortumes Pau-brasil (de Pernambuco) Total

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