Motores de Crescimento na Zona Euro e em Portugal?

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2 Motores de Crescimento na Zona Euro e em Portugal? Vítor Corado Simões ISEG, Universidade Técnica de Lisboa

3 Estrutura da Apresentação 1. Que Europa num Mundo menos Ocidental? 2. Que Motores de Crescimento na Europa? 3. E Portugal? 4. Um Exemplo: Investimento Internacional 5. Factores de Esperança

4 1. Que Europa num Mundo menos Ocidental?

5 1. Que Europa num Mundo menos Ocidental? A Acção não está mais no Ocidente! A Dinâmica da Economia Mundial passou para o Sul, especialmente para a Ásia Taxas de desemprego crescentes na Europa As Multinacionais dos BRIC: Embraer, Vale, Petrobrás; Gazprom; Tata, Unysis, Wipro; Haier, Huawey, Lenovo, Sinopec, ZTE A Multinacionalização de fabricantes sob contrato: Foxconn (CH), Flextronics(SG), Quanta (TW), LG Chem(KO), Hyunday Mobis(KO), Piramal(IND), Jubilant(IND) Aquisições de Empresas Europeias, nomeadamente Mittelstand Alemãs, por grupos Chineses Mas as Multinacionais ocidentais estão beneficiando desta dinâmica: o exemplo da VW na China!

6 Projecções de Crescimento Fonte: IMF (2013)

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8 Onde está o Crescimento no Mundo? Fonte: IMF (2013)

9 E na Europa? Fonte: IMF (2013)

10 Perspectivas de Crescimento Fonte: IMF (2013)

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12 O Desemprego no Mundo Fonte: IMF (2013)

13 Ambições e Desilusões: A Agenda de Lisboa A promessa da Economia do Conhecimento A ambição da ser o espaço mais competitivo do Mundo em 2010 E onde estamos? Mas a lógica da Agenda de Lisboa (conciliar crescimento e coesão social) continua a fazer sentido O grande desafio é como tornar isso realidade num Mundo que mudou!

14 Uma União Desunida Uma União sem Rumo Uma União sem Liderança Uma União sem Coesão Uma União sem factores internos de crescimento Uma União perdendo relevância política e económica

15 Um Futuro Pouco Animador Ausência de Ambição e de Dinâmica Interna Ausência de uma Visão Mobilizadora O peso do Envelhecimento O peso do Desemprego A dificuldade de encontrar motores de crescimento internos

16 Conclusão Uma Europa cada vez menos relevante em termos políticos e económicos!

17 2. Que Motores para o Crescimento na Europa?

18 Motores de Crescimento Procura Interna (Privada e Pública) Investimento (Interno e Externo) Procura Externa Inovação Capacidade de Empreender Capacidade de Mobilizar os Recursos existentes

19 Como se Comportam os Motores de Crescimento na Europa? Procura Interna (Privada e Pública): Anemia Investimento (Interno e Externo): Muito baixo! Procura Externa: Tem sido o único motora funcionar, esp. para a Alemanha (não para todos ) Inovação: Muita parra, pouca uva! Capacidade de Empreender: Insuficiente! Capacidade de Mobilizar os Recursos existentes: Ausência de políticas consistentes, Incapacidade de responder ao problema da dívida soberana e Incapacidade de regulação do Sistema Bancário!

20 Conclusão Os motores estão gripados!!!

21 Implicações Um repensar dos Desafios Europeus Evitar a lógica de fechamento : Não faz sentido a Europa fechar-se a um Mundo Global! Repensar a lógica do Euro forte: Um Euro forte pode ser bom para a Alemanha (por quanto tempo?). É mau para o resto da Europa, esp. para os países do Sul.

22 3. E Portugal?

23 Um País mais Pobre num Espaço em Declínio Um Portugal intervencionado e dependente (Erros múltiplos facilitismo alavancagem não sustentável ideologia ardente incapacidade de gerar uma visão coerente e coesiva) Um Portugal triste e descrente Um Portugal desempregado Um Portugal sem ideias

24 Factores de Mudança em Portugal Uma nova perspectiva da Economia Mobilizar a Capacidade dos Portugueses Estimular a Responsabilidade Colectiva Ter uma política de dinamização do tecido económico: Re-industrializarou Estimular o Emprego Acrescentando Valor? Atrair Investimento Internacional Promover a Mudança e o reforço da Capacidade de Gestão nas Empresas existentes Promover a Inovação Empresarial Estimular o Empreendedorismo (conhecendo os seus limites)

25 4. Um Exemplo: Investimento Internacional

26 Panorama Internacional Fonte: UNCTAD (2012)

27 Fonte: UNCTAD (2012)

28 Portugal face à Europa do Sul: Entrada IDE

29 Portugal face à Europa do Sul: IDE no Estrangeiro

30 Investimento Internacional Precisamos de atrair mais Investimento Estrangeiro para Portugal Precisamos de apoiar a internacionalização das Empresas portuguesas Como interligar as duas vertentes?

31 O Papel Fundamental do IDE em Portugal O IDE como instrumento de mudança estrutural O IDE como alavanca de internacionalização de empresas portuguesas O IDE como polinizador de conhecimentos O IDE como base de empreendedorismo O IDE como exportador O IDE como fonte de emprego

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34 Incapacidade de Atrair IDE Dificuldades associadas à crise da dívida soberana Erros na condução da política Diplomacia económica: Que profissionalismo? Que conhecimento da realidade empresarial? Divergência de percepções de Portugal como local de investimento: visto de dentro é melhor que visto de fora Resultados limitados: IKEA, Pescanova, Embraer, Aquisições chinesas É possível fazer muito melhor!!!

35 Ligação entre as duas vertentes Nascer Internacional : Efacec Aprendizagem com Empresas Estrangeiras em Portugal: Jerónimo Martins; Sonae Acordos Produção Internacional: IKEA-VA Estabelecimento de Redes de Relações: Simoldes-Renault

36 Internacionalizar pela Exportação: Vantagens Resposta a níveis elevados de desemprego em Portugal Manutenção de modos de organização da produção Proximidade de centros de consumo Europeus Portugal como base de prestação de serviços: o Near-Shoring

37 Internacionalizar pela Exportação: Limitações Distância face às economias dinâmicas Necessidade de interacção Concepção, Produção, Marketing, Consumo Políticas dissuasoras de importações Dificuldade de adaptação dos produtos Limitações de escala Custos relativamente elevados: Euro forte Dificuldade de captação de ideias e de tendências

38 Perspectiva Integrada de Política de Internacionalização Conjugar Atracção de investimento + Exportações + Fabricação sob Contrato (in e out) + Investimento Português no Estrangeiro (na distribuição e na produção de bens e de serviços)

39 5. Factores de Esperança

40 Factores de Esperança Pressão das circunstâncias: a necessidade aguça o engenho Capacidade de Adaptação Melhoria dos níveis de Formação Bases internas para sustentar afirmação competitiva Orientação internacional e Abertura ao Mundo Capacidade de Estabelecer Pontes

41 Contrariar os Riscos de Apagada e Vil Tristeza Evitar a queda numa lógica de austeridade sem visão e horizontes de futuro Evitar antagonismos estéreis Promover a mudança, mobilizando a capacidade colectiva Definir uma orientação clara, uma linha de acção para a mudança e envolver a Sociedade Aproveitar os Recursos Actuais e Futuros: Como aproveitar o próximo período de programação?

42 Como aproveitar o próximo período de programação? Uma nova lógica: Smart Specialisation Uma aposta clara na Inovação A necessidade de uma abordagem consistente por parte do nosso País: será compatível com mudanças governamentais a meio percurso? Quatro condições: (1) Estimular a entrepreneurialdiscovery e a variedade relacionada, (2) Reforço da qualificação e gestão das organizações públicas de apoio, (3) Financiamento bancário adequado e (4) Melhores condições de apoio à internacionalização empresarial O desafio regional: estímulo da iniciativa regional Qualificação da Gestão (sobretudo em PME) Aprofundar e melhorar a experiência de clusterização

43 Muito Obrigado pela Atenção!

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