Dinâmicas de exportação e de internacionalização

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1 Dinâmicas de exportação e de internacionalização das PME Contribuição da DPIF/ Como fazemos? 1. Posicionamento e actuação da DPIF A DPIF tem como Missão: Facilitar o acesso a financiamento pelas PME e empreendedores na concretização de estratégias relevantes, impulsionar o empreendedorismo, a promoção da notoriedade, da transmissão e da revitalização empresarial. Actua numa perspectiva de colmatar falhas de mercado, na concepção e disponibilização de soluções de financiamento e na dinamização (informação, aconselhamento e assistência) visando facilitar o acesso a financiamento de PME e empreendedores. Actuação do lado da oferta o Facilitação do financiamento empresarial, através da promoção de soluções financeiras adaptadas às necessidades das empresas e empreendedores, assumindo como critérios de segmentação do universo empresarial o ciclo de vida das empresas e o seu posicionamento competitivo. Valoriza se a experiência do no desenho de novas soluções de financiamento com partilha de risco pelo Estado com o Sistema Financeiro, em articulação com o sistema nacional de garantia mútua e com o sector de capital de risco. Os produtos financeiros são, duma forma geral, disponibilizadas ao tecido empresarial numa lógica de mercado, através de entidades do sistema financeiro, ou através do directamente ou por via das suas participadas. Actuação do lado da procura o Disponibilização de informação, sensibilização, aconselhamento e assistência, intermediação e encaminhamento de empreendedores e empresas para os adequados instrumentos de financiamento disponíveis (no Mercado), envolvendo processos de capacitação e formação no âmbito de parcerias e ou através da mobilização de competências externas. o Foram implementados programas de dinamização, ajustadas ao ciclo de vida das empresas, envolvendo parcerias com entidades relevantes da envolvente empresarial: Associações Empresariais, Instituições Financeiras; Entidades Regionais e Autarquias, Universidades e I Politécnicos, Incubadoras, etc. Page 1

2 2. Programas de Dinamização: FINICIA (Empreendedorismo e Criação de Empresas) O Programa visa responder a necessidades de financiamento e de assistência técnica de empreendedores actuais e potenciais, e valorização local da oferta de serviços de apoio ao empreendedor. Envolve um conjunto de parcerias com Universidades, instituições financeiras, autarquias, associações empresariais e outras entidades públicas e privadas. FINCRESCE actua na fase de crescimento O Programa FINCRESCE tem como objectivo conferir notoriedade e optimizar as condições de financiamento das empresas com superior perfil de risco e que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva. Para isso lançou o Estatuto PME Líder e PME Excelência através de uma parceria com os principais bancos. FINTRANS Dimensão e Transmissão Empresarial Visa promover o Mercado de Transmissão de Empresas, proporcionando uma maior facilidade em processos de crescimento rápido assente em Fusões e Aquisições, em processos de sucessão e na revalorização de activos em novas cadeias de valor. Envolveu no seu arranque uma parceria com a AEP. Revitalização Empresarial Actua no apoio às empresas em dificuldades económicas e financeiras, promovendo e apoiando a sua recuperação/revitalização, em parceria com entidades terceiras (públicas e privadas, incluindo banca), utilizando os instrumentos disponíveis (SIRME e PEC) Page 2

3 Os responsáveis dos programas/áreas são: Programa FINICIA (Rita Seabra), Programa FINCRESCE (Luís Santos), Programa FINTRANS (André Março) e Revitalização Empresarial (Manuel Arsénio). Iniciativas Relevantes com Entidades Externas com apoio e participação da DPIF De entre os projectos promovidos por Entidades parceiras em que a DPIF intervém e participa de forma directa com ou sem envolvimento financeiro do a iniciar em 2011 salientamse: o FINCENTRO Este projecto, promovido pelo Conselho Empresarial do Centro Câmara de Comércio no âmbito de uma parceria protocolada com o, tem como objectivo principal na Região Centro, a divulgação e promoção do acesso das PME a novas formas de solução de financiamento proporcionadas pela utilização de instrumentos financeiros e envolve a divulgação dos instrumentos disponíveis, detecção de oportunidades e prestação de assistência técnica. É um projecto co financiado pelo Programa Operacional Regional (CCDRC) o NETINVESTE É um projecto de iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros com participação do Ministério da Economia através da AICEP e do que tem por objectivo promover o relacionamento e a realização de negócios entre os empresários portugueses residentes no estrangeiro e as empresas portuguesas. Com este programa (em fase de arranque) que tem uma dotação de cerca de 1,3 milhões co financiado pelo POFC Compete, pretende se estimular o investimento directo em Portugal por empresários portugueses da diáspora e parcerias de negócio viando a sua internacionalização e o acesso a mercados externos. Neste contexto assumem particular relevância as PME Líder e PME Excelência e o programa Fintrans. Page 3

4 Como pode actuar o /DPIF para impulsionar as exportações e promover a internacionalização das PME portuguesas? Uma abordagem que consiste em: Segmentar as empresas quanto á sua posição exportadora Actuar nas vertentes: consolidação, preservação e alargamento da base exportadora e na promoção de processos de internacionalização Mobilizar recursos e actuar no financiamento e na dinamização de processos Consolidar, preservar e alargar a Base Exportadora 1. Desenvolver esforços no domínio da dimensão empresarial A pequena dimensão económica e financeira das PME portuguesas constituem, um forte handicap á sua capacidade para actuar, nos mercados externos, particularmente no actual contexto económico e financeiro. O FINTRANS constitui uma oportunidade para promover fusões e aquisições (frequentemente associadas a processo de sucessão) e dessa forma contribuir para superar a questão da dimensão. No âmbito do programa NETINVESTE, o FINTRANS vai promover oportunidades de negócio (fusões e aquisições,.) entre empresas portuguesas residentes e empresários portugueses da diáspora. Oferece oportunidades de aquisição em Portugal e poderá vir a oferecer oportunidades noutros países (envolvendo a diáspora), a empresas portuguesas. No segmento das empresas em situação económica e financeira difícil, poderá ser relevante a actuação na sua revitalização através dos instrumentos PEC e SIRME 2. Proporcionar uma base fiável de actuação para envolver novas empresas em processos de exportação / internacionalização O Universo PME Líder ( > PME) ao englobar as melhores PME portuguesas, reconhecidas pela BANCA (com rating atribuído), pelo e pelo TP, constitui uma base muito relevante, para suportar um programa de alargamento da base exportadora, envolvendo empresas não exportadoras ou fracamente exportadoras. Page 4

5 Na articulação com o programa NETINVESTE, o Universo PME Líder, constituirá uma base fundamental, para proporcionar contactos e promover negócios, entre empresas portuguesas e empresas da diáspora, na perspectiva do incremento das exportações, da concretização de processos de internacionalização e na captação de investimento directo. 3. Recursos Financeiros Para suportar os esforços das empresas portuguesas, em processos de crescimento, inovação e concentração que visem a exportação e ou a internacionalização, no actual contexto de restrições de mercado e da escassez de recursos financeiros, é vital: a. Reforçar e ou criar Fundos de Capital vocacionados. Releve se a experiência positiva do FACCE. b. Dinamizar o acesso aos 12 FCR, para financiar projectos de Inovação e Internacionalização (geridos por operadores privados e públicos), criados com coparticipação do Compete/QREN (operações subordinadas a regulamentos UE) c. Promover a intervenção articulada dos fundos de capital com participação pública com fundos internacionais. d. Fomentar, facilitar e intermediar o acesso das empresas portuguesas a Fundos Internacionais (organizações multilaterais) nos seus processos de internacionalização. e. É desejável a criação de um FCR para operações de concentração e internacionalização de maior dimensão, eventualmente com a participação de instituições portuguesas e internacionais (FEI). f. Garantir e comunicar a continuidade e se possível melhorar o acesso e a intensidade dos Seguros de Crédito, para os mercados da OCDE e para fora da OCDE, com risco partilhado pela SGM e pelo Tesouro Público. 4. Modelo de Intervenção A intervenção do quer na promoção das exportações quer de processos de internacionalização das empresas portuguesas deverá, na vertente dinamização, ser articulada com outras instituições públicas e com entidades privadas. a. Neste processo, assumem relevância particular a rede externa da AICEP, para facilitar e apoiar as empresas portuguesas no acesso e na presença das empresas nos mercados externos. b. Deverá ainda ser equacionada uma actuação organizada envolvendo as Associações Empresariais (que demonstrem possuir meios, competências e recursos), o e outras Instituições, no sentido de maximizar o efeito de proximidade às empresas. Page 5

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