Raimundo Eduardo Silveira Fontenele * Otávio Nunes de Vasconcelos ** RESUMO

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1 ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE PROJETOS DE ABASTECIMENTO D ÁGUA: O CASO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DA CIDADE DE MILHÃ, NO ESTADO DO CEARÁ RESUMO Raimundo Eduardo Silveira Fontenele * Otávio Nunes de Vasconcelos ** O presente trabalho investiga a viabilidade financeira e econômica do projeto de abastecimento d água para a sede municipal de Milhã, no Estado do Ceará, localizado no Sertão Central cearense. Explicita-se, sucintamente, um panorama da disponibilidade de água em nosso planeta e no Brasil, que detém cerca de 8% das águas superficiais existentes. Constata-se, porém, que no Brasil a água é mal aproveitada, desperdiçada e poluída. Expõemse, ainda, as políticas e leis voltadas para a melhor administração e uso dos recursos hídricos, a nível nacional e estadual. Projetos públicos, assim como projetos privados, são avaliados para se determinar a viabilidade, racionalizando-se a utilização dos recursos, que são escassos, em virtude das necessidades da sociedade, que são ilimitadas. No contexto dos projetos públicos de saneamento, a avaliação financeira investiga o retorno sobre os investimentos, considerando os custos e receitas, incluindo impostos ou subsídios, enquanto que a avaliação econômica investiga a rentabilidade dos projetos considerando o verdadeiro valor dos bens ou serviços e fatores de produção e os benefícios econômicos do projeto de abastecimento de água para consumo humano. Através do modelo SIMOP, desenvolvido pelo BID, simula-se o investimento em seu horizonte de projeto, de 30 anos, obtendo-se um VPL positivo e uma TIR de 12,73%, superando a taxa mínima de desconto anual de 12%, exigida pelo BID, sendo, portanto, viável economicamente. PALAVRAS-CHAVE: Abastecimento d água; Viabilidade Econômico-Financeira; Projetos Públicos. 1 - INTRODUÇÃO É cada vez mais reconhecido internacionalmente que a água é um recurso escasso, seja decorrente de suas limitações relacionadas à quantidade, seja decorrente às suas limitações relacionadas à qualidade. No Brasil a escassez qualitativa, ligada a poluição dos corpos hídricos, tem sido associada, principalmente, às regiões sul e sudeste do país. No Nordeste semi-árido, a poluição constitui-se não no foco principal, mas em um problema adicional. Mesmo com este problema resolvido, a escassez permaneceria, uma vez que é decorrente da alta variabilidade temporal (intra e interanual) e espacial das precipitações, altas taxas de evaporação e solos predominantemente cristalinos, condições estas agravadas pelas demandas urbanas e industriais crescentes e uso ineficiente. Historicamente, o equacionamento do problema relativo ao desequilíbrio entre demanda e oferta de água, a nível mundial, tem passado invariavelmente pelo aumento do suprimento de água, através da exploração de novos recursos. Entretanto, o aumento da capacidade do sistema também pode, e deve, passar pela conservação e realocação da água, principalmente quando os recursos financeiros e a água, em si, são ambos escassos, e com a construção de obras de grande porte se tornando cada vez menos aceitável sob o ponto de vista ambiental.

2 2 Atualmente, são cada vez mais freqüentes os sinais de escassez de água doce em nosso planeta. O nível dos lençóis freáticos baixa constantemente, lagos e açudes secam. À medida que o crescimento demográfico e o aumento nos padrões de vida multiplicam o uso da água, as necessidades desse recurso na agricultura, na indústria e na vida doméstica não param de crescer. É fato comprovado que em países cada vez mais populosos ou com carência em recursos hídricos, já se atingem o limite de utilização da água. Atualmente vários países, a maioria situada no continente africano, sofrem com a escassez de água. Esses sintomas de crise já se manifestaram até mesmo em países que dispõem de considerável reserva de água. O Brasil detém 8% de toda a água doce superficial do Planeta 1. Essa relativa abundância pode ter motivado os brasileiros a não se preocuparem com esse recurso, postergando medidas e ações de proteção desse bem, gerando desperdício e poluição. É importante ressaltar, porém, que 80% dessa água está localizada na região Norte, onde vivem aproximadamente 5% da população. Os 20% restantes dos recursos hídricos estão nas demais regiões, onde vivem 95% da população brasileira. Atenção especial deve ser dispensada à Região Nordeste, que além de apresentar um volume pluviométrico bastante escasso e disperso durante todo o ano, apresenta um solo tipicamente cristalino 2, tornando-se indispensável recorrer às medidas que visem conter o escoamento e conseqüente evaporação da água que cai, quando chove. O Estado do Ceará tem desenvolvido um extenso programa de recursos hídricos que inclui, além da mobilização de água via perfuração de poços ou em reservatórios, até sua distribuição às populações, através de sistemas adutores, bem como o seu tratamento para torná-la potável. O armazenamento de água para as populações e outros usos no estado, historicamente, é feito através de mananciais artificiais constituídos por barramentos de rios, formando os açudes. No passado a construção destes reservatórios tinha principalmente um caráter emergencial, isto é, eles eram implantados sempre que se instalava uma seca mais prolongada. Nos anos de pluviometria normal, praticamente não se exercia essa atividade de modo continuado. Os açudes públicos eram construídos em locais muitas vezes não estratégicos (fazendas particulares), face à localização dos maiores contingentes de usuários, deixando-se de levar em conta outros fatores importantes, os quais só tiveram maior destaque com a criação, o desenvolvimento e o debate dos aspectos ambientais. Com o crescimento mais acelerado da população do Ceará, a partir da década de 1940, e sua concentração nas cidades, iniciada nos anos 60, o problema do abastecimento de água no estado passou a ser encarado de modo a atender a requisitos mais técnicos, tais como a localização dos açudes relativamente às cidades e às aglomerações rurais. Também tiveram um grande incremento os usos múltiplos da água, a qual passou a ser encarada como um bem econômico, sendo mais largamente utilizada, notadamente na agricultura irrigada, pecuária, piscicultura a nas atividades de lazer. Este aumento de consumo, aliado às irregularidades pluviométricas, induziu o governo do Ceará, a partir do final da década de 80, a instituir programas que tratam a questão hídrica de modo racional, com continuidade e procurando sempre conferir um caráter de sustentabilidade às iniciativas do setor, podendo assim assegurar um desenvolvimento mais equilibrado ao Estado. 1 Agencia de Desenvolvimento da Amazônia - (26/11/2003) 2 Solos cristalinos não permitem a infiltração da água e, consequentemente, excluem a possibilidade de geração de reservatórios subterrâneos.

3 3 No entanto, para que se obtenha sucesso nessa política de gerenciamento das águas, necessário se faz à revisão, definição e implementação de reformas nos aspectos legais, institucionais e administrativos, que visam ao seu adequado gerenciamento e gestão. Isso implica em mudanças nas relações e responsabilidades que envolvem todos os usuários desse bem, isto é, estado, sociedade e indivíduo. O presente trabalho trata da análise financeira e econômica do projeto de abastecimento d água para a sede municipal de Milhã, no Estado do Ceará. Procura demonstrar que o uso da Análise Custo-Benefício (ACB) em projetos de saneamento garante, com boa margem de segurança, que os ganhos sociais fundamentam a decisão de investir, especialmente numa região carente de recursos hídricos e tão dependente da interferência do Estado para promover o desenvolvimento econômico e social, de forma sustentável e permanente. A estrutura do trabalho compreende, além desta introdução, as seguintes seções: na seção 2 mostra-se a metodologia, apresentando uma caracterização e a localização da área de estudo no contexto estadual, além do quadro institucional referente à política e à economia dos recursos hídricos, tanto a nível estadual como nacional. São apresentados ainda os métodos básicos utilizados na análise de investimentos de projetos públicos, terminando por definir a análise de custo-benefício (ACB) como sendo o método mais adequado para a análise de projetos de abastecimento d água, por sua capacidade de organizar os aspectos positivos e negativos de um projeto, sua popularidade no meio técnico e capacidade de priorizar alternativas em um contexto de escassez de recursos; na seção 3, são apresentados os resultados e discussão das análises financeira e econômica, enfatizando-se na primeira, as projeções das despesas e receitas ao longo do horizonte de projeto, bem como a arrecadação proporcionada pelos impactos fiscais e pela venda da água, aliados à redução dos gastos com serviços e obras assistenciais e os resultados da análise financeira. Já com relação à análise econômica, utilizando-se do Modelo SIMOP modelo computacional desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para simular custos e benefícios econômicos decorrentes de um projeto de expansão de sistemas de abastecimento de água obtém-se os resultados do VPL, da TIR e das análises de sensibilidade; na seção 5 são apresentadas, de forma sucinta, as principais conclusões do trabalho, dando ênfase à necessidade de incremento de políticas públicas voltadas para a melhoria do atendimento às populações menos beneficiadas, em especial com relação ao abastecimento humano e animal de recursos hídricos, um bem tão necessário e ao mesmo tempo escasso em localidades periodicamente atingidas pelo fenômeno das secas; e finalmente, na seção 6, apresenta-se a bibliografia consultada na elaboração do presente trabalho. 2 - METODOLOGIA ÁREA DE ESTUDO O presente trabalho estuda o Projeto do Sistema de Abastecimento de Água S.A.A. da sede municipal de Milhã, no Estado do Ceará. Este município localiza-se na região Central do Estado do Ceará, distante cerca de 312 km de Fortaleza, com latitude S e longitude W, ocupa uma área de 525,2 Km 2, com altitude média da sede em torno de 215 m acima do nível do mar. Limita-se ao Norte com Quixeramobim e Banabuiu, ao Sul com Deputado Irapuan Pinheiro e Solonópole, ao Leste com Solonópole e a Oeste com Quixeramobim e Senador Pompeu.

4 4 O projeto do S.A.A. de Milhã-CE faz parte do conjunto de obras a serem executadas pelo Estado do Ceará, sob a égide do acordo de empréstimo N.º BR do PROGERIRH PILOTO/SRH/CE, firmado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento - BIRD, tendo como cliente o Governo do Estado do Ceará e como contratante a Secretaria dos Recursos Hídricos, para fazer face aos pagamentos de contratos do Programa de Gerenciamento e Integração dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará - PROGERIRH PILOTO/SRH/CE QUADRO INSTITUCIONAL Segundo o Instituto Centro de Vida 3, a água doce constitui apenas cerca de 2,5% do total disponível no planeta. Desse total, grande parte concentra-se nas geleiras e, secundariamente, em grandes profundidades, tornando sua captação economicamente dispendiosa. Daí a urgente necessidade de uso racional e de medidas de proteção desse recurso natural. Para BOTELHO apud MACEDO (2000), o Nordeste semi-árido só aproveita 8% da água das chuvas, que alimentam os seus rios, lagos, açudes, sistemas de drenagem, em face a elevada insolação, evaporação e evapotranspiração que leva 92% das águas caídas, diferentemente do semi-árido dos Estados Unidos e Israel, que perdem apenas 45%. Segundo GARJULLI (2001), o Ceará possui cerca de 90% de seu território encravado no semi-árido, apresentando uma pluviometria média anual considerável em comparação às outras regiões semi-áridas, situando-se entre 400 mm no sertão dos Inhamuns e mm na serra da Ibiapaba. Entretanto, por possuir cerca de 70% de seu território formado por rochas cristalinas, a penetração da água das chuvas no solo praticamente não acontece. Os rios cearenses são todos intermitentes, recebendo água somente no período das chuvas, que ocorrem nos primeiros meses do ano. Para suportar o restante do ano, faz-se necessário construir reservatórios que garantam o abastecimento humano e animal, a agricultura, a pesca, o uso industrial, o lazer e demais usos. A situação é agravada pela forma cíclica que ocorre o fenômeno das secas, com média inferior a 5 anos. A questão dos recursos hídricos no Ceará sempre foi uma preocupação. Entretanto, as intervenções governamentais priorizaram a construção de barragens, adutoras, perfuração de poços e implantação de projetos de irrigação, de forma desarticulada entre os diversos setores econômicos. Diante dessa realidade, o governo estadual vem institucionalizando a implementação de políticas públicas destinadas a encaminhar a questão da água. Assim, foram criados a partir da Secretaria dos Recursos Hídricos SRH, a Superintendência de Obras Hidráulicas SOHIDRA e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará COGERH; foram também elaborados o Plano Estadual de Recursos Hídricos PERH e o Fundo Estadual de Recursos Hídricos FUNORH. 3 Instituto Centro de Vida - (25/10/2003)

5 5 A partir de 1992, o estado do Ceará passa a ter uma lei (Lei n , de 24 de julho de 1992), que define a política estadual dos recursos hídricos e institui o Sistema Estadual de Gestão dos Recursos Hídricos (SIGERH). Este modelo tem como princípios básicos a descentralização, integração e participação dos usuários no processo de gestão dos recursos hídricos, define a bacia hidrográfica como unidade de planejamento, explicita como instrumentos de gestão a outorga e a cobrança pelo uso da água, assim como a licença para obras hídricas, e insere em seu sistema organismos colegiados, tais como os Comitês de Bacia e o Conselho Estadual dos Recursos Hídricos. Esses princípios buscam assegurar a oferta de água em quantidade e qualidade para as gerações futuras, assegurando, assim, o desenvolvimento sustentável compatível com a oferta de água no estado do Ceará. Em 08 de janeiro de 1997 foi promulgada a Lei Federal N.º (Lei das Águas), que trouxe novas e importantes contribuições para o aproveitamento deste recurso, adequando a legislação aos conceitos de desenvolvimento sustentável. Instituiu a política nacional de recursos hídricos, criou o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e classificou a água como bem de domínio público, um recurso natural limitado e dotado de valor econômico (art. 1º, I e II). Dita, ainda, as regras de uma nova forma de gerenciamento descentralizado dos recursos hídricos criando comitês para cada bacia hidrográfica (art. 33), bem como incorpora na política de desenvolvimento a gestão dos recursos hídricos com a participação do poder público, dos usuários e das comunidades (art. 1º, VI). Institui também a outorga de direitos de uso de recursos hídrico com o objetivo de assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água (art. 11). Outra inovação é a criação da cobrança pelo uso da água (art. 19), elencando os seguintes objetivos: reconhecer a água como bem econômico, incentivar a racionalização do seu uso e obter recursos financeiros, os quais terão aplicação prioritária na bacia hidrográfica onde foram gerados (art. 22), colaborando-se diretamente para a melhoria ambiental da região. Segundo FONTENELE (1999), para uma melhor racionalização do uso da água, os recursos hídricos deverão ser cobrados levando-se em conta as peculiaridades de cada bacia hidrográfica, com base no que for estabelecido pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CONERH. Os recursos obtidos deverão ser destinados ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos FUNORH (Lei n /92, Art. 3, X e Parágrafo Único). O Artigo 7 da citada Lei estabelece as normas para fixação da tarifa ou preço público pelo uso da água (FONTENELE, 1999): A cobrança pela utilização considerará a classe de uso preponderante em que for enquadrado o corpo d água onde se localiza o uso, a disponibilidade hídrica local, o grau de regularização assegurado por obras hidráulicas, a vazão captada e o seu regime de variação, o consumo efetivo e a finalidade a que se destina; A cobrança pela diluição, transporte e a assimilação de afluentes do sistema de esgoto e outros líquidos, de qualquer natureza, considerará a classe de uso em que for enquadrado o corpo d água receptor, o grau de regularização assegurado por obras hidráulicas, a carga lançada e o seu regime de variação, ponderando-se, entre outros, os parâmetros orgânicos e físico-químicos dos afluentes e a natureza da atividade responsável pelos mesmos.

6 6 Estabelece ainda que os custos das obras de recursos hídricos, de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo deverão ser rateados, podendo ser financiados ou subsidiados conforme critérios e normas a serem estabelecidos em regulamento que deverão atender os seguintes critérios (FONTENELE, 1999): Deverá ser precedida de negociação do rateio de custos entre os setores beneficiados à concessão ou autorização de obras de regularização de vazão, com potencial de aproveitamento público. Quando houver aproveitamento hidroelétrico, a negociação envolverá a União. Dependerá de estudo de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental, com previsão de formas de retorno dos investimento públicos, a construção de interesse comum ou coletivo. No caso das obras a fundo perdido, deverá haver também uma justificativa circunstanciada da destinação de recursos a fundo perdido ANÁLISE FINANCEIRA A avaliação financeira de um projeto investiga o retorno sobre os investimentos, valorando os custos e os benefícios a preços de mercado. Consideram-se, assim, todos os custos (investimentos e operacionais) e receitas, avaliados com base nos preços de mercado, incluindo impostos ou subsídios. Como se trata de uma análise de investimento envolvendo um horizonte temporal os preços devem ser expressos em termos reais, isto é, em relação a um determinado ponto no tempo. Todos os valores dos custos e benefícios são expressos em reais de fevereiro de A rigor, a análise financeira de um projeto ou empreendimento estima o impacto que a sua implementação exercerá sobre a situação atual da empresa, firma ou mercado. A mensuração deste impacto é feita através da ótica incremental. Segundo esta ótica, o impacto do projeto é expresso pela diferença entre a situação com o projeto e a situação sem o projeto. Gera-se, portanto, um fluxo incremental que expressa o impacto do projeto. Desta forma, se o objetivo for mensurar o retorno sobre os investimentos do projeto, cria-se um fluxo de caixa incremental, a partir do qual calculam-se os indicadores de rentabilidade desejados (taxa interna de retorno, relação benefício/custo, valor presente líquido, entre outros). Isto, naturalmente, requer a quantificação de várias variáveis para as situações sem e com o projeto. A análise de viabilidade financeira do S.A.A. de Milhã - CE foi desenvolvida nos moldes de um investimento do setor privado, como apresentado na Figura 1, calculando-se o fluxo de caixa incremental com base nos dados do sistema que atualmente abastece a sede do Município de Milhã e os valores estimados para o Sistema Novo ANÁLISE ECONÔMICA Os benefícios sociais decorrentes da implantação de um projeto de abastecimento de água potável tornam o processo decisório de natureza social, pois, em geral, espera-se que esses projetos possam proporcionar os seguintes benefícios: Redução das taxas de morbidade e mortalidade provocada por enfermidades de origem hídrica; Melhorias dos hábitos e atitudes da população beneficiária, com respeito ao uso da água e disposição final;

7 7 Promoção do desenvolvimento econômico, social e intelectual das comunidades através de melhorias das condições sanitárias. Figura 1 Modelagem da Análise Financeira para o caso do S.A.A. de Milhã-CE POPULAÇÃO (projeção) INVESTIMENTOS TOTAIS Estimativa da DEMANDA Cálculo da TARIFA MÉDIA Estimativa da OFERTA Estimativa de RECEITAS Cálculo dos CUSTOS FLUXO DE CAIXA VP dos CUSTOS VP das RECEITAS T I R Financeira SUBVENÇÃO por Habitante Fonte: Elaboração dos autores. No entanto, em face ao reconhecido problema econômico de escassez de recursos frente às necessidades ilimitadas, a decisão sobre a implantação desses projetos exige a aplicação de critérios econômicos, tendo em vista os objetivos de alocação eficiente dos recursos, de crescimento econômico e de distribuição de renda. É dentro desse contexto do problema econômico que se insere a avaliação econômica de projetos, com o intuito de demonstrar para a sociedade em quanto a implantação de um projeto aumenta o seu bem-estar. Em um país em desenvolvimento, uma boa medida dessa variação de bem-estar coletivo é o incremento de riqueza gerado pelo projeto. É ainda nesse último ponto que aparece uma primeira diferença entre a avaliação financeira e econômica de um projeto. A primeira se preocupa apenas com os empreendedores ou financiadores, enquanto que a última envolve todos os agentes econômicos: consumidores, produtores e governos. Neste estudo de viabilidade econômica foi utilizado o modelo SIMOP Modelo de Simulação de Obras Públicas, desenvolvido pelos técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento BID e recomendado pelo PROGERIRH para este tipo de projeto

8 8 (abastecimento humano). Este modelo calcula os benefícios do projeto com base na máxima disposição a pagar dos usuários por unidades incrementais de água. No cálculo dos benefícios econômicos, estimados através do modelo SIMOP, são consideradas, além do valor relativo à disponibilidade adicional ou incremental de água para os usuários, as economias de recursos resultantes do abandono dos sistemas alternativos de água pelos novos usuários. Quanto aos custos, estes são transformados em econômicos através de fatores de conversão. Além dos benefícios, o modelo estima também os custos e diversos indicadores de rentabilidade econômica e realiza a análise de sensibilidade dos indicadores, considerando diferentes variações nos diversos parâmetros do projeto. Figura 2 Modelagem da Análise Custo-Benefício para o caso do S.A.A. de Milhã POPULAÇÃO (projeção) INVESTIMENTOS TOTAIS Estimativa da DEMANDA Cálculo da TARIFA MÉDIA IMPACTO FISCAL Estimativa da OFERTA Cálculo dos CUSTOS Estimativa dos BENEFÍCIOS FLUXO DE CAIXA IMPACTO SOCIAL VP dos CUSTOS VP das BENEFÍCIOS T I R Econômica FONTE: Elaboração do autores. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ANÁLISE FINANCEIRA Projeção da População e Demanda Atual e Futura A projeção da população alvo para o período de vida útil do sistema novo foi calculada a partir dos dados obtidos junto ao IBGE dos censos de 1991, 1996, 2000 e 2001 do município de Milhã-CE, pelo critério de análise de regressão simples estimando-se uma população de início de projeto em habitantes e a de final de projeto em hab Projeções de Oferta

9 9 A oferta para a situação com projeto foi calculada considerando-se a demanda com projeto e as perdas do sistema atual, estimada com base em informações obtidas junto à operadora atual do sistema. Com o projeto, este nível de perda será gradativamente reduzido, estabilizando-se no nível de 25%, considerado aceitável para as condições operacionais da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE). Para a situação sem projeto, a oferta foi calculada considerando-se as populações ligadas e não ligadas à rede pública de distribuição d água. Para a população ligada, a oferta é igual à demanda adicionando-se as perdas físicas de 25%, mantidas constante durante todo o horizonte de análise. Para os não ligados, considerou-se a oferta igual à demanda Tarifa Média Para a situação sem projeto o cálculo da tarifa média foi calculado dividindo-se a arrecadação total pelo consumo total (consumo medido mais consumo estimado), obtendo-se o valor de R$ 0,45/m3. A tarifa para a situação com projeto foi calculada levando-se em conta a estrutura tarifária atual, o consumo per capita adotado no projeto e a estimativa de 4,5 habitantes por ligação. A tarifa média estimada foi de R$ 0,67/m Receitas O fluxo anual de receitas para a situação com o projeto considera a demanda de água anual com projeto e a respectiva tarifa média, descontando-se as perdas financeiras. No cálculo, foi considerado que o atual nível de perdas financeiras atual seja gradativamente reduzido até atingir o nível de 3% ao ano, conforme sugerido pelo PROGERIRH. Para a situação sem projeto o cálculo das receitas é obtido multiplicando a demanda anual sem projeto da população ligada à rede pela tarifa média atualmente praticada, que é de R$ 0,45/m3, sendo descontado um percentual de 3% referente às perdas financeiras, mantendo-se constante para todo o horizonte de análise do projeto Custos a) Investimentos Os investimentos propostos para o projeto são separados por tipo (Barragem, Serviços Preliminares, Captação, Adução, Reservação, ETA, Estação Elevatória, Desapropriação, Reassentamento etc.) e desagregados em tubos e conexões, obras civis, equipamentos hidromecânicos, equipamentos elétricos, serviços, sendo estimados em R$ 7.746,7 mil. b) Despesas Anuais com Operação, Administração e Manutenção. Para a situação sem projeto, os custos operacionais foram estabelecidos com base nos custos observados nos últimos 12 meses de operação do sistema atual. De acordo com as informações fornecidas pela companhia operadora local do sistema, esses custos, distribuídos em custos fixos e variáveis, somam o montante de R$ Nos cálculos dos custos operacionais para a situação com projeto consideraram-se os custos fixos de manutenção dos investimentos, energia, pessoal e produtos químicos, os quais ocorrem mesmo quando o sistema está parado, isto é, independem do volume de produção anual, e os custos variáveis, que são proporcionais aos níveis de produção.

10 Fluxos de Receitas e Custos e Resultados da Avaliação Financeira No Quadro 1 são apresentados os fluxos financeiros do projeto, constando dos valores relativos às receitas, aos investimentos, aos custos operacionais e aos benefícios líquidos incrementais. Apresenta também os resultados da avaliação financeira, destacando-se a taxa interna financeira de retorno de 1,5%. Trata-se de um resultado normal para projetos

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13 13 com essas características, haja vista ter sido considerado apenas como benefício o suprimento de água doméstico e ter sido incluído nos investimentos os custos da barragem, da desapropriação e do reassentamento. O Quadro 1 demonstra ainda que deveria ser necessário cobrar uma tarifa média de R$ 2,76/m 3 para que a TIR financeira fosse igual a 12%. Sem a cobrança deste nível tarifário, o volume de subsídio líquido é de R$ 2,31/m Custo da Água O custo da água disponibilizada é calculado somando-se o valor presente dos custos (investimento + operação e manutenção) e dividindo-se pela soma do valor presente da água fornecida. O valor foi estimado considerando os dados de custo de investimento e de operação e manutenção, e os dados de volumes de água fornecida do projeto, para o período de 30 anos. A partir do valor presente destas variáveis, obtiveram-se as respectivas anualidades de custo de capital e O&M, as quais fornecem os seguintes valores: Custos de Capital + O&M = R$ 2,75/m 3 e Custos de O&M = R$ 0,31/m Impacto Fiscal Com a implantação de um projeto, ocorre, em geral, o aumento de receitas e despesas. Como conseqüência, o setor público aumentará naturalmente a sua arrecadação através de impostos. Da mesma forma que para as outras variáveis, o impacto fiscal do projeto será calculado pela ótica incremental, ou seja, pela diferença entre a situação com projeto e a situação sem projeto, considerando-se, em ambas as situações, tanto receitas como despesas. Para o cálculo do aumento da arrecadação gerada pelo implementação do S.A.A. de Milhã-CE, foram considerados percentuais médios de incidência de impostos tanto para os itens das despesas como sobre as receitas: (a) Operação e Manutenção: 30% sobre a folha de salários e gastos com manutenção; (b) Energia elétrica: 17% referente ao ICMS; (c) Produtos Químicos: sobre este item incidem dois tipos de tributos - o IPI e o ICMS - estimados, respectivamente, em 10% e 15%; (d) Outras despesas: admitiu-se a alíquota média de 15%; (e) Receitas: sobre as vendas foram considerados a incidência de tributos, tais como ICMS, imposto de renda, PIS e FINSOCIAL, cujo total foi estimado em 15%. Os impactos fiscais incrementais gerados pelo projeto, em termos de valor presente, correspondem a um incremento na arrecadação na ordem de R$ 312 mil. Este valor, apesar de representativo em termos do impacto direto na geração de impostos, pode ser considerado como conservador, pois se limita apenas aos gastos de investimentos e de O&M e receitas pela venda de água e, portanto, não considera o impacto fiscal adicional a ser gerado com o incremento das atividades econômicas proporcionadas pelo projeto nas localidades beneficiadas (efeitos à montante e à jusante). Como conseqüência ainda dos benefícios indiretos pela implantação do projeto, o setor público reduzirá, naturalmente, suas despesas com obras e serviços de assistência social através da redução de gastos em saúde pública gerados pelas doenças de veiculação hídrica e pela eliminação do abastecimento emergencial de água potável às comunidades por meio de carros-pipa principalmente para oferecer fontes alternativas de abastecimento humano e pela redução dos atendimentos médicos provocados pela melhoria da qualidade da água. Desta forma, pode-se concluir que o projeto é financeiramente viável, desde que sejam incluídos nos fluxos de benefícios líquidos, como conseqüência do projeto, todos os impactos fiscais diretos e indiretos.

14 ANÁLISE ECONÔMICA Critérios Básicos Utilizados a) Conversão a Preços de Eficiência Como se trata de um projeto público, e por isso mesmo se requerem valores a preços econômicos 4, são utilizados fatores de conversão para transformar os custos a preços de mercado para preços sociais. Para isso, foram utilizados os mesmos fatores de conversão já utilizados e recomendados pelo PROGERIRH, ou seja: Tabela 1 - Fatores de Conversão a Preços de Eficiência Item Mão de Obra Qualificada Mão de Obra Não Qualificada Materiais Nacionais e Importados Equipamentos Nacionais e Importados Produtos Químicos Energia Elétrica Fator de Conversão Padrão Fonte: ANB/SRH, Fatores de Conversão (F.C.) 0,81 0,46 0,88 0,80 0,83 0,97 0,94 b) Taxa de Desconto Social e Horizonte de Planejamento. A taxa social de desconto empregada e recomendada pelo BID para este tipo de projeto para cálculo do valor presente dos custos e receitas é de 12% ao ano. O horizonte de planejamento é de 31 anos, sendo 01 (um) para implantação do projeto (fase em que ainda não é disponibilizado o abastecimento à comunidade), e 30 anos de geração de benefícios (período de operação do novo sistema de abastecimento de água de Milhã-CE). c) Elasticidade-preço da Demanda Estudos desenvolvidos pelo Banco do Nordeste em 1997, através da empresa PBLM Consultoria Empresarial S/C Ltda., para estimação de funções de demanda de água no Nordeste calculam os custos econômicos (preço por m 3 ) para cada um dos modos alternativos de obtenção de água na região, tais como poços particulares, carros-pipa, buscar água em córregos, chafarizes, vizinhos, comprar água, etc. Identificada à situação base, deve-se em seguida proceder à demanda de água na situação com projeto. A diferença entre a situação sem o projeto e com o projeto do S.A.A. de Milhã-CE define os benefícios do projeto pelo consumo adicional de água. 4 Denomina-se preço econômico, sombra, social, ou de eficiência como aquele que ocorreria em uma economia em equilíbrio, em condições de concorrência perfeita e ausência de distorções de mercado - impostos discriminatórios, subsídios, externalidades etc. Embora o rigor técnico distinga diferenças metodológicas de cálculo desses preços, cabe aqui lembrar que, na prática, a conversão de um orçamento de um projeto a preços financeiros ou de mercado para preços sociais sempre se efetua empregando fatores de conversões, sejam específicos para cada insumo empregado no projeto, ou generalizados: mão-de-obra, insumos importados, energia elétrica, ou componentes nacionais etc.

15 15 Para determinar a demanda com o projeto, deve-se valer de funções de demanda de água, estimadas para esse fim. As formas funcionais usualmente empregadas para ajustar as curvas de demanda de água em função do preço são as lineares e hiperbólicas. No caso do modelo SIMOP 5 a função linear se desdobra em dois outros tipos de curva, tipo I, para as funções de demanda cujo deslocamento ao longo do tempo se processa sem alteração na magnitude da elasticidade, para um dado nível de preço (intercepto constante), e o tipo II, cujo deslocamento da função se processa paralelamente ao longo do tempo (inclinação constante), porém para um mesmo nível de preço a elasticidade vai diminuindo em magnitude absoluta. A função hiperbólica, considerado no modelo SIMOP por tipo III, é a mais recomendada para o consumo humano, por representar um bem em que sempre há um nível mínimo de consumo, independente do preço cobrado. Os gráficos I, II e III abaixo ilustram essas formas funcionais, inclusive os deslocamentos dessas curvas ao longo do tempo. Nos casos ilustrados, a curva Do representa a curva de demanda do ano zero do projeto, enquanto a curva D1 mostra a curva de demanda do ano um, cujo deslocamento ocorre tanto em função do crescimento do número de consumidores, como em função do crescimento da renda per capita dos consumidores, que por sua vez eleva os consumos per capita. Tipo I Tipo II Tipo III P P P Do D1 Do D1 Do D1 Q Q Q As equações que originam essas curvas são mostradas a seguir: Q = a + bp função linear Q = a Pe função hiperbólica, que linearizando-a se torna : Ln Q = Ln A + e Ln P Onde: Q : é quantidade demandada em função do preço, a: é constante da função, P: o preço do m3 da água consumida e e: a elasticidade preço-consumo Salientando-se que no caso da função hiperbólica a elasticidade preço é obtida diretamente da função, que é o expoente da variável preço, enquanto que para a função linear o valor da elasticidade é dado pela seguinte fórmula. e = ( Q/ P ). (P/Q) 5 O SIMOP é um modelo computacional desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID para simular custos e benefícios econômicos decorrentes de um projeto de expansão de sistemas de abastecimento de água. A metodologia e operação do modelo encontram-se no Manual del Usuario Publicação Técnica No , preparado por Terry A. Power.

16 16 Onde: ( Q/ P): corresponde à derivada da função de demanda com relação a preço, (P/Q): razão preço quantidade, que pode ser calculado para um determinado ponto da equação ou para um intervalo de valores, que neste caso deve-se tomar o valor médio da série de preço e da quantidade. Para o abastecimento humano, considerou-se a elasticidade de 0,55021, de acordo com a função de demanda de água do Nordeste (Banco do Nordeste, 1997) 6. d) Custo Alternativo da Água Os consumidores não conectados à rede pública de abastecimento de água em Milhã- CE suprem suas necessidades através de diversas fontes alternativas, tais como poços particulares, carros-pipa, buscam água em córregos, chafarizes, vizinhos e, não raro, compram água, entre outras. Esses custos, em geral, são mais elevados, por unidade de volume, do que os cobrados pelos sistemas públicos de abastecimento. Além disso, os sistemas públicos oferecem água de melhor qualidade. Do cálculo do custo alternativo da água para o Nordeste brasileiro, realizado pelo Banco do Nordeste, estima-se o custo para o município de Milhã-CE: Tabela 2 - Custo Alternativo da Água no município de Milhã-CE, conforme as fontes Tipo de Fontes Preço Médio(R$/m3) Consumo Médio(m3/mês/família). Ligado a rede pública 0,58 17,72 Carro Pipa 0,74 4,82 Poço 0,90 14,31 Busca água 4,38 4,52 Compra água 7,25 3,72 TOTAL 2,07 12,56 Fonte: PBLM Consultoria Empresarial S/C Ltda./BN Agosto/1997. Conforme informações colhidas na localidade de Milhã (sede), as famílias não ligadas à rede pública de abastecimento da comunidade buscam água. Para essa fonte alternativa de água, de acordo com a tabela anterior, os custos são de R$ 4,38/m 3. Desta forma, o custo alternativo da água na comunidade em estudo foi considerado igual a R$ 4,38/m 3. e) Grupos de Usuários Na avaliação econômica do sistema adutor para abastecimento da sede municipal de Milhã-CE foram considerados dois grupos de beneficiários: GRUPO 1 Grupo compreendido pelos atuais usuários da sede municipal de Milhã; GRUPO 2 Grupo compreendido pelos novos usuários da sede municipal de Milhã. 6 Banco do Nordeste/PBLM-Consultoria Empresarial Agosto, 1997.

17 17 f) Custos Econômicos Para obtenção dos custos econômicos, foi utilizada a tabela 1, referente aos fatores de conversão, bem como os respectivos custos financeiros dos investimentos, de operação e manutenção. Em valores econômicos, o valor presente dos custos de investimento atingem o montante de R$ , enquanto os custos de O&M perfazem o total de R$ Com base nestas informações rodou-se o modelo SIMOP, encontrando-se um valor presente líquido positivo, à taxa de desconto de 12% ao ano, de R$ e uma taxa interna econômica de retorno de 12,73%, que é acima da taxa mínima (12%) exigida pelo BID. A TIR de 12,73%, muito embora já demonstre a rentabilidade econômica do empreendimento, pois supera a taxa mínima exigida pelo BID, poderia obter ainda indicadores mais favoráveis, visto que outros tipos de benefícios comuns aos projetos de saneamento não foram incorporados no fluxo econômico (benefícios sociais imensuráveis financeiramente), tais como redução das taxas de morbidade e mortalidade provocada por enfermidades de origem hídrica; melhorias dos hábitos e atitudes da população beneficiária, com respeito ao uso da água e disposição final; e promoção do desenvolvimento econômico, social e intelectual das comunidades através de melhorias das condições sanitárias. A Tabela 3 apresenta, de forma resumida, o valor presente dos benefícios e dos custos (investimentos e O&M) e os indicadores de rentabilidade para o projeto do Sistema de Abastecimento de Água para a sede municipal de Milhã e distrito de Monte Grave, representando os resultados favoráveis financeiramente por meio de um VPL positivo de R$ , e economicamente por meio de uma TIR de 12,73%, além dos benefícios sociais imensuráveis gerados pelo projeto do S.A.A. de Milha-CE. Tabela 3 - INDICADORES DA AVALIAÇÃO ECONÔMICA DISCRIMINAÇÃO RESULTADOS BENEFÍCIOS (R$) CUSTOS (R$) Periódicos Não periódicos Variáveis VALOR PRESENTE LÍQUIDO (R$) TAXA INTERNA DE RETORNO (%) 12,73 Fonte: ANB/SRH, Os resultados relativos às análises de sensibilidade demonstram que a TIR é mais sensível às variações nos coeficientes de elasticidade-preço da demanda pela água que às variações no custo alternativo da água (Tabelas 4 e 5).

18 18 Tabela 4 - SENSIBILIDADE DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) A VARIAÇÕES NO COEFICIENTE DE ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA SIMULAÇÕES TAXA INTERNA DE RETORNO (%) - 0,85 (menos 0,30) 7,75-0,75 (menos 0,20) 9,18-0,65 (menos 0,10) 10,83-0,55 (original) 12,79-0,40 (mais 0,10) 15,21-0,35 (mais 0,20) 18,40-0,25 (mais 0,30) 23,50 Fonte: ANB/SRH, Tabela 5 - SENSIBILIDADE DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) A VARIAÇÕES NO CUSTO ALTERNATIVO DA ÁGUA SIMULAÇÕES TAXA INTERNA DE RETORNO (%) Menos R$ 0,60 17,80 Menos R$ 0,40 15,28 Menos R$ 0,20 13,77 Original 12,73 Mais R$ 0,20 11,97 Mais R$ 0,40 11,37 Mais R$ 0,60 10,89 Fonte: ANB/SRH, CONCLUSÃO Ao analisar-se a viabilidade de projetos de abastecimento de água para localidades carentes desse recurso hídrico, é de suma importância não ater-se a uma leitura simplista dos números. Num Estado como o Ceará, onde a maioria da população não usufrui sequer de instalações sanitárias minimamente necessárias e adequadas em suas residências, o projeto do sistema de abastecimento de água da sede municipal de Milhã vem dar às pessoas beneficiadas o mínimo de condições de higiene e de qualidade da água para consumo humano, contribuindo dessa forma para a melhoria das condições de saúde da população. É muito comum, em estudos na análise de projetos de abastecimento de água, a análise sob a ótica analiticamente financeira, restringindo-se ao fluxo de caixa no horizonte do projeto e a determinação do VPL e da TIR como subsidio à decisão quanto ao investimento. Todavia, o presente trabalho demonstra que a análise custo-benefício (ACB) é o método mais adequado para a avaliação de projetos de abastecimento d água, na medida em que permite acrescentar valores de benefícios sociais à análise do projeto. Para projetos que visem beneficiar uma fatia da população mais carente com o abastecimento de água, não pode-se analisar o projeto somente pela ótica financeira, mas também, e principalmente, pela ótica econômico-social, que privilegie a sociedade e possibilite melhoria nos índices de saúde, proporcionando qualidade de vida mais digna para todos. O resultado obtido com a aplicação da ACB apresenta valores mais significativos para o VPL e a TIR do que na análise financeira, encontrando-se um Valor Presente Líquido

19 19 positivo (à taxa de desconto de 12% ao ano) de R$ e uma Taxa Interna Econômica de Retorno de 12,73%, que é acima da taxa mínima (12%) exigida pelo BID. É necessário esclarecer, porém, que não foram computados os ganhos imponderáveis (ganhos sociais, que não podem ser convertidos financeiramente), como a melhoria da qualidade de vida da população beneficiada, podendo ensejar outros aprimoramentos aos trabalhos já existentes. O estudo de viabilidade financeira e econômica do projeto do S.A.A. da sede municipal de Milhã vem dar subsídios ao governo estadual da importância das políticas públicas voltadas para o bem-estar social da população cearense, pois aquelas comunidades não conectadas à rede pública de abastecimento de água suprem suas necessidades através de diversas fontes alternativas, o que apresenta, em geral, custos mais elevados, por unidade de volume, do que os cobrados pelos sistemas públicos de abastecimento. A rede pública de abastecimento, oferecendo água de melhor qualidade, contribui também para reduzir os gastos com saúde pública relacionados às doenças de veiculação hídrica, proporcionados pela menor demanda de assistência médica, bem como da eliminação dos gastos com suprimentos e obras emergenciais, como carros-pipa e frentes de trabalho, que sempre existiram, mas que em nada modificaram o quadro de calamidade que sempre se instala no Estado do Ceará, quando este é castigado por um período de estiagem mais prolongado. 5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Rodrigo Flecha Ferreira e CARVALHO, Giordano Bruno Bomtempo de. Experiências de Gestão de Recursos Hídricos. Brasília: MMA/ANA, ANA - Agência Nacional de Águas, Disponível em: < >. Acesso em: 18 out ADA - Agencia de Desenvolvimento da Amazônia, Disponível em: <http://www.ada.gov.br/ amazonia.asp>. Acesso em: 18 out BRASIL. Lei n de 8 de janeiro de Institui a política nacional de recursos hídricos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 9 jan BUARQUE, Cristovam. Avaliação Econômica de Projetos. Ed. Campus, Rio de Janeiro, CASAROTTO Filho, Nelson; KOPITTKE, Bruno H. Análise de investimentos: matemática financeira, engenharia econômica, tomada de decisão, estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, CEARÁ. Lei n de 24 de julho de Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos, institui o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos - SIGERH e dá outras providências. Diário Oficial do Estado n (Parte I), p. 1, Fortaleza, CE, 29 jul CLEMENTE, Ademir. et al. Projetos Empresariais e Públicos. 2ª ed., São Paulo, Ed. Atlas, 2002, p.306. CEARÁ. Constituição Estadual do Ceará. Capítulo XI - Da Política Agrícola e Fundiária, Artigos 318, 320, 323, 324 e 325. Fortaleza, CE, FERNANDEZ, José Carreira. Cobrança e preços ótimos pelo uso e poluição da água de mananciais. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza: v. 28, nº 3 p , jul/set FONTENELE, R.E.S. Proposta Metodológica para Implantação do Sistema de Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos no Estado do Ceará. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza: v. 30, n.º 3, p , jul-set 1999.

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