Thin Clients com LTSP Linux Terminal Server Project Uma Alternativa de Sucesso em Ambientes Corporativos

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1 FACULDADE LOURENÇO FILHO CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO ARTUR LOPES BEZERRA Thin Clients com LTSP Linux Terminal Server Project Uma Alternativa de Sucesso em Ambientes Corporativos FORTALEZA 2009

2 ARTUR LOPES BEZERRA Thin Clients com LTSP Linux Terminal Server Project Uma Alternativa de Sucesso em Ambientes Corporativos Monografia apresentada à Faculdade Lourenço Filho como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciência da Computação. Orientador: Prof.: Msc. William de Araújo Sales. FORTALEZA 2009

3 Thin Clients com LTSP Linux Terminal Server Project Uma Alternativa de Sucesso em Ambientes Corporativos ARTUR LOPES BEZERRA Monografia Apresentada ao curso de Bacharelado em Ciências da Computação da Faculdade Lourenço Filho, como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências da Computação. Composição da Banca Examinadora Prof. MSc. William de Araújo Sales. (Orientador) Prof. Dr. Antônio Luiz Oliveira Barreto Prof. MSc. Carlos Alberto Manso Aprovado em / /

4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus pais Rômel Carvalho Bezerra e Maria do Socorro Lopes pelo amor, carinho e compreensão. A Eveline Barroso Aragão por me fazer acreditar que tudo é possível pelo apoio e incentivo.

5 AGRADECIMENTOS A Deus, por me dar saúde, coragem, paz e por me iluminar nos momentos difíceis. A minha família, em especial aos meus pais Rômel Carvalho Bezerra e Maria do Socorro Lopes, por todo amor carinho e compreensão e incentivo. A minha namorada Eveline Barroso Aragão que vem me dando força para continuar seguindo em frente e nunca desistir. A meu grande amigo Sandro Luiz da Paixão Xavier que foi como um irmão nas horas difíceis, sabendo usar as palavras corretas para me proporcionar a paz e a tranquilidade de que precisava para continuar. A Vanessa Barroso Aragão e família que me receberam de braços abertos e apoiaram a concluir este trabalho. A meu orientador, Prof. Msc. William de Araújo Sales, exemplo de dedicação, a quem aprendi a admirar pelo seu profissionalismo e pela forma como conduziu esta pesquisa. Ao Dr. Antônio Luiz Oliveira Barreto e Msc. Carlos Alberto Manso, componentes da banca de qualificação e defesa da monografia, pelas preciosas contribuições para aprimoramento deste trabalho. Ao amigo Alexandre Cavalcante Alencar pela oportunidade de aprendizado profissional e ensinamentos sobre o tema abordado. Considero oportuno agradecer a todos que me ajudaram e contribuíram para que chegasse ao final deste curso, porém seria necessário enumerar uma lista muito extensa de todos que me ajudaram durante esse período. A todos os professores da Faculdade Lourenço Filho pelo profissionalismo, paciência e incentivo.

6 O desejo é a autodeterminação do poder de um sujeito pela representação de um fato futuro, que seria o efeito desse poder. Immanuel Kant

7 RESUMO O trabalho aqui apresentado tem como objetivo principal mostrar, através de um estudo de caso, a implantação de thin clients com o LTSP na ASPEC LTDA. e explicar o porquê de seu sucesso, suas vantagens, bem como explorar a economia de energia originada pela implantação da computação baseada em thin clients e explicar o funcionamento do LTSP, deixando como contribuição uma fonte de pesquisa para implementação de projetos LTSP. A ASPEC Informática é uma empresa que atua no desenvolvimento e comercialização de software para o setor público, em Fortaleza. O trabalho apresenta um breve histórico do LTSP, suas características técnicas, funcionamento e estimativa de economia com energia elétrica, utilizando-se thin clients e monitores Liquid Crystal Display (LCD), ao invés de desktops e monitores de tubo de raios catódicos. Complementando estas fundamentações teóricas é apresentado um estudo de caso de implantação do projeto LTSP e clientes thin clients na empresa pesquisada. As metodologias utilizadas foram a da pesquisa bibliográfica, que consistiu na pesquisa de várias fontes a respeito do LTSP e thin clients juntamente com análise e comparações das informações encontradas e o do estudo de caso, que consistiu na participação da análise e implantação do LSTP na empresa referida, bem como a descrição de todo este processo. A partir dos dados colhidos, foi possível constatar que antes da adoção dos thin clients na ASPEC o consumo de energia com equipamentos de TI representava a maior parte dos gastos de energia da empresa. Na medida em que os desktops eram substituídos por thin clients, o consumo de energia foi reduzindo proporcionalmente ao progresso da implantação. Foi percebida uma relação de proporção entre a adoção dos thin clients e a redução dos PCs na companhia. De acordo com um comparativo feito do número total de máquinas que existiam em 2009 verificou-se o quanto seria gasto se fossem utilizados desktops ao invés de thin clients. Com a adoção de thin clients a empresa, reduziu sua "pegada de carbono" deixando de emitir 3.73 toneladas de CO 2 na atmosfera somente no ano de 2009, uma contribuição considerável para retardar os efeitos do aquecimento global. Conforme o cálculo do custo total sobre propriedade (TCO) realizado estima-se que ao adotar a computação baseada em thin clients obteve-se uma economia por volta de R$ 153 mil em apenas um ano. Palavras-chave: LTSP Linux Terminal Server Project. Software Livre. Thin clients. ASPEC. Custo Total de Propriedade (TCO). "pegada de carbono".

8 ABSTRACT The present study's main objective is to show, through a case study using the Linux Terminal Server Project LTSP with thin clients in business and explain the reasons behind their success, their advantages and explore its configuration, making a contribution a resource for project implementation LTSP. The research presents a case study applied to the ASPEC Computers, a company operating in developing and marketing software for the public sector, in Fortaleza. This paper presents a brief history of LTSP, its technical features, such as installation, configuration and operation, estimated savings on electricity, using thin clients and monitors Liquid Crystal Display (LCD) instead of desktops and monitors tube cathode. Complementing these theoretical predictions is presented a case study of implementation of the project LTSP thin clients and customers the company analyzed. The methods used were the literature, which consisted of research from various sources about the LTSP with analysis and comparisons of information found and the case study, which was the participation of the analysis and implementation of the LTSP in the company and description of the process. From the data collected, it was established that before the adoption of thin clients on the psychological aspects of manage energy consumption in IT equipment accounted for most of the spending power of the company. To the extent that the desktops were replaced by thin clients, power consumption was reduced in proportion to the progress of deployment. Was a perceived relationship of proportion between the adoption of thin clients and the reduction of PCs in the company. According to a comparison made of the total number of machines that existed in 2009 it was found how much would be spent if they were used thin clients instead of desktop. With the adoption of thin clients the company have been reduced carbon footprint leaving emit 3.73 tons of CO 2 into the atmosphere only in As the calculation of Total Cost of Ownership (TCO) performed estimated that by adopting computer-based Thin clients obtained a saving of R$ 153 thousand for a period of one year. Key words: LTSP Linux Terminal Server Project. Free Software. Thin clients. ASPEC. Total Cost of Ownership (TCO). Carbon Footprint.

9 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS CAL CEO CPU CRT DHCP DNS FIC GNU GPL HD IETF IT ITIL KVM LCD LDM LTSP MTBF NBD NFS ONG OS PC PXE RAID RAM RDP RFC ROI ROIC SBC SO SSH TC TCO TFTP TI UDP USB VPN WTS XDMCP Microsoft Client Access Licence Chief Executive Officer Unidade Central de Processamento Cathode Ray Tube Dynamic Host Configuration Protocol Domain Name System First Internacional Computer GNU is not Unix General Public License Hard Disks Internet Engineering Task Force. Information Tecnology Information Technology Infrastructure Library. Keyboard, Video and Mouse Liquid Crystal Display LTSP Display Manager Linux Terminal Server Project Mean Time Between Failures Network Block Devices Network File System Organização Não Governamental Operacional System Personal Computer Pre-Execution Environment Redundant Array of Independent Disks Random Access Memory, Remote Desktop Protocol Request for Comments Return of Investiment Retorno Sobre Capital Investido Server Based Computing Sistema Operacional Secure Shell Thin Client Total Cost of Ownership Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da informação User Datagram Protocol Universal Serial Bus Virtual Private Network Windows Terminal Service X Display Manager Control Protocol

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Logotipo do Linux Terminal Server Project...19 Figura 2 - Thin client da Intel...20 Figura 3 - Mini thin client...21 Figura 4 - Arquitetura cliente-servidor...22 Figura 5 - Relação dos TCOs...41 Figura 6 - Relação dos TCOs...42 Figura 7 - Estrutura do Userful Multiplier...53 Figura 8 - Dispositivo Userful Multiplier...53 Figura 9 - Programa ABCDigital...55 Figura 10 - Topologia LTSP...60 Figura 11 - O processo de inicialização de um thin client...66 Figura 12 - FIC Genesis II...69 Figura 13 - Connec EZ Figura 14 - Connec EZ1000i...69 Figura 15 - LTSP na ASPEC...71

11 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados...42 Gráfico 2 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados...43 Gráfico 3 - Consumo de TI em porcentagem...77 Gráfico 4 - Consumo Total x Consumo de TI...77 Gráfico 5 - Quantidade de TCs X PCs e SRVs montados X SRVs Dell...78

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem...41 Tabela 2 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem...43 Tabela 3 - A evolução da adoção dos thin clients e servidores Tabela 4 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) dos Ativos de TI analisados...72 Tabela 5 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 6 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 7 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 8 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 9 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 10 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 11 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em Tabela 12 - Simulação de um comparativo de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 69 estações...79

13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO LINUX TERMINAL SERVER PROJECT E THIN CLIENTS Introdução ao LTSP Thin Client Computação baseada em thin client Os benefícios do uso dos thin clients Desvantagens Servidores LTSP Segurança O que é Computação Verde O LTSP, uma tecnologia verde Custo-benefício do uso do LTSP Total Cost of Ownership - TCO Estudos de Análise de TCO Retorno sobre o Investimento - ROI Gerenciamento Controle de custos CASOS DE SUCESSO Xerox Brasil Universidade Sullivan ProInfo Casa Brasil Associação Cearense do Rock Infocentros em São Paulo Infocentros na Bahia Projeto Cauã Construído para a educação, governo e empresas FUNCIONAMENTO E CONFIGURAÇÃO DO LTSP Configuração do servidor LTSP Funcionamento do LTSP Passo a passo do início de um thin client no ambiente LTSP O processo completo de inicialização de um thin client ESTUDO DE CASO: IMPLANTAÇÃO DOS THIN CLIENTS COM LTSP NA ASPEC Porque utilizar thin clients com LTSP na ASPEC? Adequação do ambiente corporativo Passos para a Implantação Métricas Redução de mão de obra Redução de consumo de energia Análise dos resultados Simulação Impacto ambiental Cálculo de TCO CONCLUSÃO...81 REFERÊNCIAS...84

14 INTRODUÇÃO 14 Atualmente os computadores pessoais são descartados em um curto espaço de tempo devido à demanda cada vez mais crescente de recursos computacionais exigidos pelos novos softwares. Para empresas isto representa perdas significativas a longo prazo. Algumas empresas vêm buscando alternativas para solucionar este problema, desenvolvendo soluções que permitam o aproveitamento das máquinas que seriam descartadas ou o uso de um dispositivo computacional de baixo custo e recursos limitados chamado de thin client. Quando as máquinas recicladas ou desktops comuns, são utilizados como terminais, são chamados de fat clients, pois não são tão otimizados quanto os thin clients para economia de energia. Como uma alternativa para solucionar esta problemática, James McQuillan desenvolveu uma ferramenta na forma de um serviço para servidores GNU/Linux chamada de Linux Terminal Server Project (LTSP), de código aberto, a disponibilizou sob a licença GNU GPL, possibilitando colaborações pelo mundo todo. O LTSP é um pacote de software para o Linux, mantido por diversas distribuições. Seu objetivo é fornecer ferramentas para proporcionar um ambiente de trabalho remoto para estações de trabalho de baixo custo, onde possibilita que computadores e thin clients sejam conectados a servidores, de forma a utilizar todo o poder de processamento que o mesmo dispõe, conforme Balneaves et al. (2009) e Mcquillan (2000), permitindo assim que quaisquer dispositivos computacionais que sejam capazes de iniciar pela rede sejam utilizados como thin clients. Qualquer empreendimento prima pela economia e eficiência em seus negócios, sempre é necessário maximizar os lucros e minimizar as perdas. Este trabalho mostra que o uso de thin clients em conjunto com o projeto LTSP proporciona uma gama de economias que pode ser percebida desde a obtenção dos equipamentos, por serem mais baratos, até a colaboração com o meio ambiente por não se emitir tanto gás carbono na atmosfera. Neste estudo, apresenta-se um breve histórico do LTSP, suas características técnicas, como instalação, configuração e funcionamento, estimativa de economia com energia elétrica, utilizando-se thin clients e monitores Liquid Crystal Display (LCD), ao invés de desktops e monitores de tubo de raios catódicos, cathode ray tube (CRT). Após estas fundamentações teóricas, é apresentado um

15 15 estudo de caso de implantação de thin clients em conjunto com o projeto LTSP em uma determinada empresa. Este trabalho se propõe a mostrar, através de um estudo de caso, a implantação de thin clients com o LTSP na ASPEC LTDA e explicar o porquê de seu sucesso, suas vantagens, bem como explorar a economia de energia originada pela implantação da computação baseada em thin clients e explicar o funcionamento do LTSP, deixando como contribuição uma fonte de pesquisa para implantação de projetos LTSP. A adoção do LTSP com thin clients em uma empresa pode gerar resultados significativos como exposto em Anavitarte (2006) e Grosse (2008), em contrapartida a implantação desta solução não é trivial, podendo gerar grandes custos com pesquisas e consultoria. O LTSP é um projeto que traz consigo vantagens estratégicas para as empresas, proporcionando benefícios práticos, como por exemplo a economia gerada pelo investimento em estações de trabalho de baixo custo, a economia gerada pelo baixo consumo de energia consumida pelos equipamentos; conseqüentemente, menos gastos com condicionadores de ar, redução da mão de obra em manutenção de equipamentos, como também no gerenciamento dos recursos computacionais. Por se tratar de um projeto Open Source (Código Aberto), vem sendo melhorado diariamente pela comunidade de Software Livre no mundo todo, proporcionando uma plataforma segura, confiável, estável e livre. Como resultado prático para as empresas, a implantação do LTSP favorecerá a obtenção de um maior retorno sobre o investimento, em um curto espaço de tempo, sendo possível redirecionar esta redução nos gastos, para melhoria da empresa, influenciando, assim, em maior competitividade no mercado (LOWBER, 2001). As metodologias utilizadas foram de pesquisa bibliográfica, que consistiu na pesquisa de várias fontes a respeito do LTSP e thin clients juntamente com análise e comparações das informações encontradas, e o do Estudo de Caso, que consistiu na participação da analise e implantação do LSTP em uma determinada empresa, bem como a descrição de todo este processo. Parte dos dados usados para desenvolver este trabalho foram extraídos do próprio ambiente corporativo, como por exemplo o número de estações de trabalho de 2003 a 2009, bem como as contas de energia deste período.

16 16 Através da observação destes dados após a implantação de thin clients com LTSP na empresa, serão realizadas análises dos mesmos. O presente trabalho está dividido em cinco capítulos, sendo que o primeiro faz-se uma fundamentação teórica sobre o LTSP e thin clients, bem como benefícios associados à implantação dos mesmos, focando no retorno sobre o investimento. O capítulo 2 descreve os casos se sucesso, com a implantação de thin clients ao problema proposto. O capítulo 3 descreve o funcionamento do LTSP. O capítulo 4 descreve o caso de estudo em questão. Por fim, as conclusões e sugestões para trabalhos futuros são descritas no capítulo 5.

17 1 LINUX TERMINAL SERVER PROJECT E THIN CLIENTS 17 O presente capítulo apresenta fundamentação teórica sobre o LTSP e thin clients, bem como benefícios associados à implantação dos mesmos, focando no retorno sobre o investimento. 1.1 Introdução ao LTSP O Projeto de Servidor de Terminais Linux 1 ou Linux Terminal Server Project (LTSP) é um projeto em código aberto licenciado pela GNU Acrônimo para GNU is not Unix GPL 2 - General Public License, comumente chamado de GNU GPL, fundado e mantido por James McQuillan. Agrupa várias ferramentas administrativas e protocolos, com a finalidade de proporcionar um ambiente de trabalho remoto para estações de trabalho de baixo custo como terminais gráficos ou em modo texto de um servidor GNU/Linux, segundo Balneaves et al. (2009). O LTSP é um pacote 3 de software suplementar para o sistema operacional GNU/Linux, mantido por diversas distribuições. Permite que estações de baixo poder de processamento, possam se conectar ao servidor usufruindo dos recursos computacionais do mesmo, sendo transparente para o usuário. O LTSP é uma solução de custo-benefício flexível que permite que escolas, empresas e organizações em todo o mundo instalem facilmente e implantem estações de trabalho. Um número crescente de distribuições GNU/Linux incluem LTSP fora do pacote básico de instalação, porém o disponibilizam em repositórios, para fácil instalação. Computadores pessoais antigos e sucateados podem ser reaproveitados e serem utilizados da mesma forma que os thin clients. Onde existe a possibilidade de serem usados para navegar na Web, enviar , criar documentos, e executar 1 Linux é um sistema operacional livre parecido com o Unix originalmente criado pelo Finlandês Linus Torvalds com o apoio de desenvolvedores em todo o mundo. Este termo é geralmente usado para designar qualquer Sistema Operacional SO que utilize o núcleo Linux. Desenvolvido sob a GNU General Public License, o código fonte para Linux está disponível gratuitamente a todos. Fonte:<http://www.gnu.org/gnu/linux-and-gnu.html> 2 GNU GPL ou simplesmente GPL, é a designação da licença para software livre idealizada por Richard Stallman no final da década de 1980, no âmbito do projeto GNU da Free Software Foundation (FSF), cujo conteúdo pode ser conferido em:<http://www.fsfla.org/svnwiki/trad/gplv3> Fonte:< 3 Pacote é o método de distribuição e instalação de softwares. Nos sistemas operacionais baseados em Unix, o pacote é um artefato onde estão encapsulados diversos arquivos, como por exemplo: bibliotecas, manuais, scripts, executáveis e etc. Fonte:<http://pt.wikipedia.org/wiki/Pacote>

18 18 outras aplicações desktop. O LTSP por si só proporciona várias vantagens, pois sua adoção praticamente obriga a utilizar-se de boas práticas de gerência em infraestrutura. Quando o LTSP é implantado com thin clients seus benefícios são ainda mais potencializados, permitindo atingir níveis altíssimos de economia em vários aspectos diretamente e indiretamente influenciados pela adoção da solução. Permite um Retorno do Investimento, do inglês Return of Investiment ROI, em curto espaço de tempo, como também permite um baixo Custo Total de Propriedade (Total Cost of Ownership TCO). Mas, o mais importante é que agrega valor sobre soluções de computação tradicionais, como por exemplo, reutilizar os desktops antigos. Estações de trabalho LTSP podem executar aplicações a partir de servidores GNU/Linux e Windows 4. Maiores detalhes serão apresentados no decorrer do trabalho. Uma das principais idéias do LTSP é utilizar o Linux como um servidor completo de terminais, com alto nível de gerenciamento, permitindo que fat clients e thin clients sejam utilizados como estações de trabalho completas usufruindo de todos os recursos de um desktop comum, tendo todo o poder de processamento sendo compartilhado entre as estações conectadas ao servidor. Dependendo o quão robusto 5 é o servidor, através do LTSP os terminais poderão executar programas que exigem alta performance ou somente programas de escritório comum. Isto só é possível porque o poder de processamento do servidor será compartilhado com os terminais, o que é imperceptível para o usuário, que irá desfrutar todos os recursos computacionais que o servidor dispor. No entanto, quanto mais usuários conectados ao servidor LTSP mais robusto o servidor deverá ser, consequentemente, mais será investido. O LTSP não deve ser visto apenas como um utilizador de sucatas. Até mesmo porque reutilizar o hardware antigo dispende-se de muita mão-de-obra. Para se montar um cliente simples e funcional pode-se gastar mais horas do que se imagina. Após montado, sabe-se que o desktop que está tentando se recuperar utiliza um hardware antigo, propenso a defeitos. Além disso seu hardware não é otimizado para economia de energia, diferente dos thin clients. 4 Windows é marca registrada da Microsoft Corporation <http://www.microsoft.com> Acesso em 20 de ago Neste contexto a robustez refere-se ao poder de processamento e capacidade do servidor, quanto mais robusto melhor é o hardware do servidor.

19 19 Figura 1 Logotipo do Linux Terminal Server Project Fonte: <http://www.ltsp.org> Acessado em: 02 ago James McQuillan conta que iniciou o projeto LTSP em 1999 para suprir a necessidade de um de seus clientes em Detroit, Michigan USA, Binson's Home Health Care Centers. O cliente necessitava de um método barato e funcional que permitisse adicionar 35 novos usuários à sua rede e acessassem uma aplicação baseada em servidores Unix em um servidor IBM AS/400 (MCQUILLAN, 2000). O LTSP é utilizado, atualmente, com sucesso, nos projetos de inclusão digital. Também é usado na área comercial, em grandes empresas e corporações, em várias esferas do governo federal, estadual e municipal, em escolas e universidades, proporcionando redução de custos com hardware, software/licenciamento, energia elétrica, gerenciamento e manutenção. Estes são alguns dos benefícios proporcionados pelo uso de thin clients com o LTSP e GNU/Linux, onde posteriormente serão mostrados maiores detalhes. É distribuído sob a GNU GPL, ou seja, é livre e permanecerá sendo. O LTSP também conta com suporte profissional abrangente e livre como também é desenvolvido por uma comunidade muito ativa ao redor do mundo conforme Balneaves et al. (2009). Além disso,o LTSP permite iniciar muitos thin clients a partir de um único servidor. 1.2 Thin Client Um thin client é um computador cliente em uma rede de modelo clienteservidor, o qual tem poucos ou nenhum aplicativo instalado. Trata-se de um dispositivo projetado apenas para fornecer as funções que são úteis para programas de interface de usuário. Thin client é um termo genérico para um dispositivo que na grande maioria das soluções necessita de um servidor para operar. O mesmo provê

20 20 um vídeo, mouse, teclado e possui um poder de processamento básico para interagir com o servidor. Existem modelos que vem de fábrica com um mini sistema operacional embarcado em um flash card, que pode trazer programas de conexão remota, como por exemplo, um programa que implemente alguma versão cliente do Protocolo de acesso Remoto a desktop, do inglês Remote Desktop Protocol RDP 6 ou do X Display Manager Control Protocol XDMCP 7, de modo que depende primariamente de um servidor central para o processamento de atividades. Frequentemente tais dispositivos não possuem alguns componentes internos comparado com um desktop, como por exemplo coolers e/ou discos rígidos, sendo denominados de diskless, que é justamente um dos fatores que caracteriza um thin client. Eles são muito leves, pequenos e de custo reduzido, por isso o termo thin client. Proposto a fazer apenas o papel de terminal, deixando todo o processamento e armazenamento para o servidor, apresentando ao usuário o mesmo visual e comportamento de um desktop tradicional. O tempo de vida de um thin client é bem maior que a de um desktop. Um aspecto chama a atenção em termos de atualização comparando-se com os desktops. Muitas vezes, não se justifica atualizar a arquitetura baseada em desktops pelo custo benefício, pois, ao invés de expandir todo seu parque de desktops, será preciso expandir apenas seus servidores na arquitetura baseada em thin clients. Figura 2 - Thin client da Intel Fonte:<http://www.thinclient.org/archives/2009/06/intel_enables_t.html#more> Acessado em 21 out Remote Desktop Protocol RDP é um protocolo de comunicação multi-canal baseado no protocolo da International Telecommunication Union ITU T.Share ou T.128, que permite que um determinado usuário conecte a um computador rodando o Microsoft Termial Services. <http://support.microsoft.com/default.aspx? scid=kb;en-us;q186607> <http://www.itu.int/rec/t-rec-t i/en> Acessados em 21 jul XDMCP é o mesmo que X Display Manager Control Protocol, este protocolo é usado para comunicação entre um terminal X e uma estação de trabalho baseada em Unix, ou servidor X, servidor gráfico do GNU/Linux.

21 21 Na figura 2 podemos ter idéia de como é um thin client. Como dito anteriormente, um thin client caracteriza-se por ser pequeno, leve, por possuir entradas para mouse, teclado e vídeo,além de portas USB, uma CPU com médio poder de processamento, em torno de 1.3GHz, com até 2GB de memória RAM 8, com baixo consumo de energia, para este thin client especificamente 6 watts. Este thin client pode ter um SO simples embarcado em uma flash card 9 com aplicações básicas e de conexão com o servidor. Esta opção, dependendo da forma que é utilizada, pode ser tanto uma vantagem como uma desvantagem. Será uma vantagem caso seus recursos locais sejam usados em paralelo com o servidor e caso tenha uma forma prática e automatizada de atualizações sem interação com o usuário. Já desvantagem seria o caso contrário. Também será uma vantagem caso o servidor de terminais esteja temporariamente indisponível, pois assim poderá inicializar pelo próprio thin client e o usuário poderá fazer alguma tarefa que não necessite do servidor de terminais. Esta fatalidade só ocorrerá se a entidade não tiver um plano de contenção de desastres ou redundância no servidor de terminais. Sua desvantagem é justamente o suporte e manutenção ao SO local e suas aplicações, pois irá minimizar uma das principais vantagens da computação baseada em thin clients, que seria a centralização da manutenção, administração e atualizações, que traria um ganho significativo no gerenciamento, neste caso podendo ser comprometido, pois seria como um desktop. Figura 3 - Mini thin client Fonte:<http://www.osnews.com/story/18498/The-Ndyio-Nivo-Ultra-Thin-Client> Aessado em 21 out Random Access Memory RAM ou memória de acesso aleatório volátil é um tipo de memória que permite leitura e escrita, utilizada como memória primária em sistemas eletrônicos digitais. 9 Uma memória digital muitas vezes chamada de flash card ou flash memory, que nada mais é que um chip de memória não volátil, que pode ser eletricamente apagada e reprogramada.

22 22 Na figura 3 apresenta-se um mini thin client., percebe-se que este é um exemplo extremamente simplificado de um thin client, onde é dotado apenas de um dispositivo de rede, entrada para mouse, vídeo e teclado, com apenas um chip com capacidade mínima para gerenciar tais controladores. 1.3 Computação baseada em thin client 10 Segundo Balneaves et al. (2009) o termo thin client computing ou computação para terminais leves está em constante ascensão, um dos motivos é a minimização do crescente problema de gerenciamento dos desktops, e introduziu uma grande economia no suporte, hardware e custos de upgrade. Este termo também vem rondando o mundo dos sistemas operacionais baseados em Unix 11 há um longo tempo. Embora a implementação tenha evoluído, o conceito tem-se mantido o mesmo, a arquitetura é cliente-servidor onde ao invés de executar aplicações localmente em desktops com todos os seus custos e desafios associados, as aplicações são executadas do servidor e processadas no mesmo, distribuindo somente atualizações de teclado, vídeo e mouse (do inglês Keyboard, Video and Mouse KVM), e atualmente o áudio também. A figura 4 ilustra um exemplo de uma arquitetura cliente-servidor para que se possa ter um melhor entendimento de como é estruturada. Figura 4 - Arquitetura cliente-servidor Fonte:<http://www.javaworld.com/javaworld/jw /jw-1019-jxta.html> Acessado em 22 out Do inglês Thin Client Based Computing 11 Unix é um sistema operacional originalmente criado por Ken Thompson, nos laboratórios da Bell Labs da AT&T em 1969

23 23 Várias corporações, as quais fizeram a migração para thin clients, estão colhendo os benefícios, que serão citados posteriormente. Eles se fundamentaram nos princípios da computação baseada em servidor, server-based computing (SBC) uma tecnologia a qual aplicações são implantadas, gerenciadas, suportadas e executadas no servidor e não no cliente resolvendo o mais fundamentais problemas associados com gerenciamento de aplicações no próprio cliente. 1.4 Os benefícios do uso dos thin clients David (2002) conclui que a computação baseada em thin clients é uma opção importante a considerar na estratégia de negócios de qualquer organização. Quando implantada corretamente, ela pode reduzir significativamente seus custos operacionais, aumentar a qualidade de seu suporte e reduzir o seu risco de downtime, que define-se como o tempo em que os usuários ficam sem trabalhar por conta de problemas técnicos. Para se obter sucesso é necessário avaliar e planejar a sua implantação corretamente. Uma das vantagens mais atrativas do uso de thin clients é o corte de custos. Este mesmo estudo mostra que com a implantação de thin clients as empresas podem economizar até 70% de seus custos com TI. De qualquer maneira, a computação baseada em servidores oferece muitos outros benefícios além de simplesmente reduzir custos: Acesso direto a arquivos de trabalho e aplicações empresariais A computação baseada em thin clients aumentou a produtividade por permitir que os usuários acessem o seu ambiente de trabalho de qualquer lugar no mundo. Redução da administração e suporte ao usuário final thin clients são altamente simples de gerenciar e tendo um único ponto de administração reduz, sobretudo, os custos com a administração. Gerenciamento e Manutenção Menores custos de manutenção são obtidos, pois as atualizações de aplicativos, antivírus e patches podem ser executados apenas no servidor. Alta confiabilidade: MTBF Longo -Thin clients não tem tantas peças extras comparando

24 24 com os desktops, como por exemplo discos rígidos e ventoinhas, isto proporciona um tempo médio entre falhas muito maior que um PC comum. No caso de um desastre natural, como os dados e aplicações não são residentes no dispositivo cliente não há perda na continuidade do negócio, basta substituir o thin client por outro. Devido à sua concepção de estado sólido, os thin clients tem uma vida útil mais longa que os desktops comuns, podendo chegar até 10 anos de uso, sendo altamente rentável. São ideais para ambientes inadequados para computadores tradicionais como pó, remoto ou ambientes com pouquíssimo espaço. Eles podem ser montados por detrás de um monitor de tela plana e ficarem imperceptíveis, sob o balcão ou em qualquer lugar. Vida útil maior Sem um disco rígido, ventoinha ou outras partes moveis, eles têm uma vida útil muito mais longa do que os computadores padrão e uso de energia significativamente menor. Ressalta Davis et al. (2008, p.4): Ao contrário de PCs e notebooks, que geralmente têm seu ciclo encerrado em três ou quatro anos, os thin clients tem média de uso de sete anos. Eles escapam também da inevitável obsolescência tecnológica porque têm poucos pontos de falha e raramente precisam de atualizações. Maior segurança: menor risco de vírus O uso de thin clients permite que os administradores possam restringir o acesso à dispositivos de armazenamento local como flash cards, floppies, cartões de memória USB e CD ROMS. É possível também prevenir os usuários que carreguem aplicações estrangeiras aos dispositivos, isto incrementa o nível de segurança e virtualmente elimina vírus e malware 12. Também é uma ótima solução para um possível uso de trabalho em casa, já que nenhum dado corporativo pode ser copiado nem contaminado com vírus, onde os computadores de casa são mais propensos a vírus. Ao contrário de um desktop tradicional ou notebook, não existem aplicações ou dados que estejam sendo armazenados localmente no thin client. Isso os torna fácil de substituir, se perdidos, roubados ou danificados. 12 O termo malware é proveniente do inglês malicious software; é um software destinado a se infiltrar em um sistema de computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar algum dano ou roubo de informações

25 25 Reduz o risco de roubo de dados Tendo todos os dados armazenados nos servidores centrais o risco dos dados de uma importante companhia cair em mãos erradas diminui, comparando com um notebook ou um desktop, no caso de serem perdidos ou roubados. Ao se trabalhar de casa, não é necessário transportar nenhum dado diretamente entre o trabalho e a casa em discos ou pendrives. Disco rígido e Segurança da informação Thin clients não tem um disco rígido, permitindo uma maior capacidade de armazenamento seguro de dados e aplicativos do servidor. Na verdade, as teclas digitadas, os eventos de mouse e as imagens da tela são todos enviados entre o cliente e o servidor. Isto torna o dispositivo muito mais seguro que um desktop padrão ou notebook. Recuperação de desastres: é mais seguro e fácil de fazer backup dos dados Se um terminal falhar, nenhum dado será perdido, simplesmente será armazenado no servidor. Tendo um sistema de armazenamento dos dados centralizado permite backups fáceis e rápidos como também uma eficiente recuperação de desastres. Em quebra ou falha, adicionar ou substituir Em caso de quebra ou falha, adicionar ou substituir thin clients é muito simples, requer simplesmente substituir o thin client por outro. Baixo consumo de energia: Economiza eletricidade e gera menos calor Um thin client usa somente um terço da energia que um PC dispende e gera pouquíssimo calor e barulho, resultando em uma economia substancial, oferecendo economias significativas em energia elétrica ao longo do uso em comparação aos tradicionais desktops. A economia de energia se estende até o uso dos condicionadores de ar, permitindo às empresas atingir metas de poupança de energia e reduzir a necessidade de substituição de equipamentos. Pequeno: economiza no espaço Os thin clients geralmente são menores que os PCs o tamanho de um modem externo ou um pequeno vídeo cassete. Seu tamanho compacto permite ficarem ocultos diante de um desktop ou pregados em paredes ou sobre a mesa. Fácil gerenciamento de licenças e conformidade com os requerimentos legais Próprio para a centralização, licenciamento de software torna-se mais fácil para monitorar e gerenciar. Somente os servidores precisam ser auditados, não o

26 26 thin client. Conformidade legal com leis de proteção de dados como a UK's Data Protection Act e America's HIPPA, também fica convenientemente fácil para o dado ser centralizado. Protegendo gravações pessoais e a privacidade fica bem mais simples que com dados clientes/servidores distribuídos. Isto é também fácil e barato para responder qualquer questão legal ou casos, desde que potenciais evidencias sejam centralizadas. Reduz o dispêndio de capital em hardware computacional Thin clients são mais baratos para adquirir que PCs. Não é necessário mais poder de processamento e pode ser usado por um longo período de tempo, conforme disposto anteriormente. Também é possível estender o tempo de vida de um PC convertendo-o para fat client, um Pentium II já é aceitável como um. Menor custo total de propriedade O aumento na segurança, o tempo de vida útil mais longo, confiabilidade e facilidade de gerenciamento contribui para um menor custo total de propriedade sobre os thin clients. Ao se optar pela computação baseada em thin clients, que é uma arquitetura baseada em servidores proporciona uma grande facilidade da inserção de um ambiente gerenciado ao negócio, implicando em grandes ganhos associados a um ambiente gerenciado, como por exemplo, redução de downtime causado por instalação de software indevido. Thin clients se conectam a servidores através de navegadores web ou software de desktop remoto. Dependendo da funcionalidade que o usuário precisa, thin clients podem ter uma aplicação bem simples e específica como um quiosque de check-in (MARGEVICIUS e SILVER, 2006). Os thin clients podem ser configurados em poucos minutos, dependendo de quem for configurar e permitem fácil implantação de novos usuários em locais remotos, também, podem ser configurados e gerenciados remotamente (BALNEAVES et al., 2009). 1.5 Desvantagens Conforme desvantagens apontadas por Davis et al. (2008, p.5-6), os thin clients não funcionam bem para rodar aplicativos complexos e também não servem à mobilidade. Além disso, eles se encaixam melhor a profissionais de call center,

27 27 finanças e recursos humanos do que a equipes de vendas ou desenvolvedores de software. Realmente deve-se fazer um estudo de aplicabilidade para um projeto completo, pois é possível utilizar normalmente thin clients em conjunto com servidores virtualizados, proporcionando todos os benefícios associados à virtualização. De fato quanto mais usuários se conectarem ao servidor LTSP mais recursos computacionais o servidor terá que dispor. Necessitando muitas vezes um investimento massivo em servidores. Ao mesmo tempo que é um ponto positivo centralizar para facilitar, revela-se um ponto negativo por concentrar um ponto de falha, tornando-se quase indispensável um plano de contingencia, consequentemente haverá um maior gasto pertinente a prevenção de falhas. Segundo a pesquisa de Davis et al. (2008, p.5-6), as empresas que pretendem realizar migração irão encontrar resistência dos usuários. Nas palavras dos autores: Usuários habituados a um ambiente livre de gerenciamento, onde os desktops são configurados de acordo com suas preferências pessoais, costumam ver o thin client como perda de controle pessoal. Da mesma forma o estudo de Margevicius e Silver (2006), chegou a conclusão que PCs gerenciados não são viáveis para muitas organizações, pois muitos usuários não podem trabalhar dentro das limitações de um PC com políticas de acesso e bem gerenciado, também podem ser pobres candidatos a thin clients por causa da compatibilidade dos aplicativos ou questões culturais relacionadas com a experiência do usuário de PC. Ao se centralizar tudo em um único lugar deve-se tomar muito cuidado com a disponibilidade, pois haverá um único ponto de falha. Por exemplo, se o administrador centralizar tudo em um único servidor, caso o servidor falhe, todos os funcionários que dependem do servidor ficarão sem trabalhar, gerando prejuízo para a empresa e um alto índice de downtime. Pois, a empresa está pagando a funcionários que não estão trabalhando e talvez, dependendo do ramo, terão um prejuízo. Para este problema existe uma solução, que se chama redundância. Seu objetivo é proporcionar uma alta disponibilidade do serviço oferecido. Este assunto será melhor abordado no próximo tópico, servidores LTSP.

28 1.6 Servidores LTSP 28 O servidor executa todas as aplicações e contém todos os dados de todos os usuários. Todas as manutenções regulares como as atualizações de software e administração são realizadas no servidor, sendo feita regularmente de forma centralizada e única. O número de thin clients que um servidor pode suportar é proporcional à potência do mesmo. Para se ter uma idéia é possível ter vários clientes com hardware antigo (Pentium a 90Mhz, com 16MB de RAM e placa gráfica de 2MB) a ter um desempenho equivalente ao do servidor (que poderia ser um Pentium 4 a 3GHz com 1GB RAM e placa gráfica de 2MB), segundo (LTSP, 2009) Em um ambiente de computação baseada em thin clients, a estabilidade do servidor é fundamental. É importante ter a certeza de que o servidor tenha uma boa capacidade de suportar aplicações robustas, e dependendo do quanto é necessário a disponibilidade, fontes de alimentação redundantes podem ser utilizadas, ou até mesmo servidores e switchs redundantes ou outras soluções de prevenção de falhas. Para o caso de armazenamento, esse também é um investimento que deve ser estudado, dependendo do quanto é necessário a disponibilidade, pode-se decidir em investir até mesmo em um storage utilizando Redundant Array of Independent Disks RAID 13, e outras opções que podem ser necessárias em um ambiente de alta disponibilidade. No entanto, cada aplicação tem suas particularidades, onde o nível de disponibilidade do serviço precisa ser analisado de acordo com os recursos disponíveis para o investimento, assim como em qualquer planejamento de infraestrutura. Para aplicações em micro-empresas, escolas, laboratórios, empreendimentos de baixo risco e baixa disponibilidade, certamente não é preciso que eles ou boa parte destas soluções de alta disponibilidade, estejam em todos os ambientes. Conforme Stallman (2007), o GNU/Linux proporciona uma alta qualidade em todos os meios, mesmo nos ambientes mais exigentes. 13 RAID - também denominado Redundant Array of Inexpensive Drives ou ainda em português: Conjunto Redundante de Discos Independentes ou também Conjunto Redundante de Discos Econômicos, é um meio de se criar um sub-sistema de armazenamento composta por vários discos individuais, com a finalidade de ganhar segurança e desempenho.

29 1.7 Segurança 29 Muitas organizações, empresas e escolas carecem de pessoas especializadas em TI ou de tempo de para uma melhoria na infra-estrutura, na segurança e manutenção preventiva de computadores. Para o projeto LTSP e administradores, a segurança tornou-se um desafio fundamental, sempre em constante melhoramento. Por ser executado em ambiente Unix-like 14 herda uma das vantagens do Linux que é a segurança. Como seu código é aberto, pessoas no mundo todo podem fazer correções e melhorias constantemente. Isto se traduz em maior qualidade de código, onde este ambiente é pouquíssimo afetado por spywares 15 e vírus (BALNEAVES et al., 2009).. Também conta com uma rigorosa política de segurança pró-ativa, o que significa que muitos problemas comuns, tais como portas abertas ou softwares mal configurados, nunca serão feitos na versão do LTSP liberada. Os sistemas baseados em LTSP são verdadeiros sistemas operacionais multi-usuário, tornando fácil a permissão para que os usuários executem suas tarefas de modo prático, sem ter um nível de acesso que possa comprometer o sistema. Além disso, deve-se levar em conta os benefícios de segurança quando se fala em computação baseada em thin clients, por serem diskless. Caso um ladrão leve um thin client, ele não terá acesso a dados críticos, pois os mesmos ficam gravados remotamente. Justamente por estarem no servidor, é mais seguro e confiável ter backup dos dados pelo administrador de backups, assim as informações não dependerão do usuário se lembrar ou não de fazer backup. Normalmente, em empresas e corporações onde os dados armazenados tem alto nível de relevância, existem políticas de backup, onde frequentemente são feitos backups diários e mantido uma cópia semanalmente, mensalmente, trimestralmente e anualmente, de acordo com sua importância. 14 Sistemas operacionais baseados em Unix. 15 Programa mal intencionado que atua como um espião, extraindo informações sorrateiramente.

30 1.8 O que é Computação Verde 30 A Computação Verde, do inglês Green Computing é o termo utilizado para o estudo e práticas do uso eficiente dos recursos computacionais. Seu objetivo principal é satisfazer o equilíbrio no desenvolvimento de três pilares: econômico, social e ambiental. Com foco na sustentabilidade da tecnologia da informação, engloba todas as ações de responsabilidade corporativa como: a redução de consumo energético, desenvolvimento de sistemas e componentes de baixo consumo, reciclagem, redução de resíduos, produção de componentes atóxicos, entre outros (AMARAL, 2009). Os pilares da computação verde são tão necessários quanto viáveis. A necessidade do planeta em reduzir emissões de gases do efeito estufa e administrar melhor os resíduos sólidos e as consequências do aquecimento global, vão ao encontro dos benefícios da adoção da computação baseada em thin clients. A simples adoção da computação baseada em thin clients já é suficiente para uma considerável economia de energia e diminuição de CO 2 na atmosfera (AMARAL, 2009). Um exemplo do sucesso da economia energética causada pela computação verde pode ser percebido no provedor de acesso à internet discada Orolix, que investiu aproximadamente US$ 150 mil em servidores Dell com componentes de baixa tensão, softwares para virtualização e migração de sua infra-estrutura para o data center Terremark possuidor do selo verde The Green Grid (LIMA, 2008). A Orolix, empresa desenvolvedora de software e provedora de acesso a internet, efetuou investimentos de aproximadamente 150 mil dólares em servidores Dell com componentes de baixa tensão, low-voltage, softwares para virtualização e migração de sua infra-estrutura para o datacenter Terremark, que possui o selo verde The Green Grid 16, que resultou em uma economia de mais de US$ 15 mil anuais somente com energia, além de demonstrarem um compromisso com o meio ambiente (LIMA, 2008). Acionistas e clientes estão mais preocupados na formação de um marketing verde como uma demonstração de responsabilidade ambiental, mas grande parte do 16 Consórcio global dedicado a aprimorar a eficiência energética nos sistemas de computação empresariais que define métricas, padrões de desenvolvimento, processos e tecnologias novas para melhorar o desempenho dos data centers.

31 31 progresso em direção à organizações mais verdes ou ecologicamente corretas passa pela redução de custos associados a economia de energia. O maior desafio é a incorporação de parâmetros ambientais tal como a quantificação de emissão de gases de efeito estufa (THINCGREEN, 2009a). A exigência dos consumidores na co-responsabilidade ambiental no ambiente empresarial acaba levando-as a assumirem essa postura O LTSP, uma tecnologia verde Algumas questões nas áreas de informática e tecnologia thin client em geral estão finalmente sendo respondidas. Segundo Gloge (2008), que comparou o consumo de energia de uma arquitetura baseada em thin client, (levando-se em conta também o servidor) e o consumo de energia de um PC normal, onde concluiu que thin clients usam metade da energia das tradicionais estações de trabalho, que não só auxiliam na redução de custos como também são ecologicamente eficazes para evitar os resíduos eletrônicos e de altas emissões de carbono, sendo estas questões que muitos gestores de TI enfrentam hoje, esta pesquisa revelou por cálculos em laboratório que o uso de 40 terminais thin clients, por um período de um ano, deixam de gastar aproximadamente US$ 500 a US$ 800 somente em economia de energia elétrica. A produção de thin clients, sua montagem e logística custam muito menos e requerem menos energia que a tradicional fabricação de um PC. Da mesma forma, a reciclagem de máquinas antigas que o uso do LTSP proporciona, também ajuda o meio ambiente, tornando-o uma solução verde. DAVIS et al. (2008, p.1) concluiu que migrar de PC para thin client pode gerar economia de 25% em energia elétrica para uma empresa. Esta potencial redução de gastos energéticos está levando os executivos de TI a reconsiderarem a possibilidade de migração. Este estudo aponta, como descrito anteriormente, que a economia de energia deve-se ao fato que os thin clients consomem de 6 watts a 50 watts, bem menos que a média de 150 watts a 350 watts utilizada pelos tradicionais PCs. Com menos consumo de energia teremos menos emissão de carbono, o que torna-se notável para empresas ecologicamente conscientes. Para calcular o quanto de energia e CO 2 serão economizados na adoção de

32 32 Thin Clients ao invés de PCs, pode-se consultar os seguintes sites: Thincgreen 17, Sun 18, Microsoft. 19, Carbonify 20. O consumo de energia quando em operação foi de até 50% a menos que os PCs convencionais, enquanto os PCs consomem cerca de 85W em média, os thin clients, incluindo o seu servidor, obtiveram um consumo entre 40W a 50W. Tendo em vista as alterações climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de CO 2, este é um fator muito importante. (GLOGE, 2008). Gloge (2008) realizou a pesquisa com thin clients da Igel Technology GmbH na Alemanha, e os totais supõem que 10 milhões de PCs no Reino Unido poderiam ser substituídos por thin clients. Tendo como base oito horas de uso por dia, 220 dias por ano, os pesquisadores estimaram que os custos de um PC moderno é de 15 por ano em eletricidade, versus 7,30 para uma instalação com thin clients e servidores. Constata que a economia de eletricidade também representa uma redução anual de emissões de CO 2 de cerca de 50 kg por desktop. Também informa que, além disso, há reduções de carbono e energia no transporte, tendo em vista que os thin clients são mais leves e menores que computadores pessoais. Foi comcluído que os negócios britânicos podem economizar 78 milhões, cerca de R$226 milhões em eletricidade e reduzir as emissões de CO 2 em 485 mil toneladas por ano, simplesmente adotando os thin clients em vez de PCs. Gloge (2008) mensurou inclusive o custo extra de energia dos servidores necessários para a computação baseada em thin client, a uma média de 20 estações de trabalho por servidor. 1.9 Custo-benefício do uso do LTSP Com o crescente aumento de demanda nos orçamentos de empresas, e principalmente com a crise econômica que o mundo está enfrentando hoje, a tecnologia dispendiosa é muitas vezes o último item da lista. O LTSP é uma boa alternativa para reduzir gastos a longo, médio ou curto prazo, dependendo de sua aplicação. Outra vez herda uma vantagem do GNU/Linux, por ser um SO de código 17 <http://thincgreen.com/solutions-co2.php> Acesso em: 18 ago <http://www.sun.com/software/whitepapers/wp-tei-sunray sgd/wp_tei_sr_sgd.pdf> Acesso em: 18 ago <http://www.microsoft.com/environment/greenit/preview.aspx? type=desktop> Acesso em: 18 ago <http://www.carbonify.com/carbon-calculator.htm> Acesso em: 18 ago. 2009

33 33 aberto e livre, pode ser instalado, usado e modificado. Somente pela adoção de um Sistema Operacional livre já economiza-se muito em licenças de softwares. Porém, se ainda não é possível desvincular-se de sistemas operacionais pagos, não causará complicações, pois o Windows e o Linux podem coexistir sem problemas (STALLMAN, 2007). O LTSP proporciona facilidade na manutenção e gerenciamento do ambiente de trabalho. Como o SO, aplicações e dados estão concentrados no servidor, proporcionando uma redução considerável da mão-de-obra do administrador de redes e do administrador de backups. Quando houver necessidade de instalar e configurar uma aplicação para um setor ou usuário, basta fazer uma vez. Os upgrades e updates são realizados somente uma única vez por servidor, replicando de forma transparente aos usuários, também não existe preocupação com gerenciamento de licenças, pois os softwares relacionados são livres, viabilizando assim o suporte por diversas empresas que atuam no ramo, não deixando a instituição atrelada apenas uma. O GNU/Linux com o LTSP também pode proporcionar uma boa economia com custos de hardware, permitindo-lhe reimplantar velhas máquinas como fat clients, utilizando a tecnologia LTSP. Se você optar por configurar muitos laboratórios menores com alguns servidores LTSP, ou seja, vários servidores trabalhando em conjunto para gerenciar os usuários e aplicações, em uma configuração de carga balanceada LTSP, a redução de custos serão sempre enormes (BALNEAVES et al., 2009) Total Cost of Ownership - TCO Com o objetivo de verificar até que ponto as organizações estavam ou não obtendo ganhos de produtividade com o uso de novas tecnologias, o conceito de TCO foi criado por Bill Kirwin do Gartner Group (DAVID, SCHUFF e LOUIS, 2002 apud CAPPUCIO, KEYWORTH e KIRWIN, 1996). O TCO entrou no vocabulário da Tecnologia de Informação em 1987, onde foi aplicado pela primeira vez aos computadores pessoais. Desde então, tornou-se um conceito muito popular que vem aparecendo em artigos de diversas áreas,

34 34 principalmente sobre gestão da Tecnologia de Informação, sendo largamente utilizado como uma forma de proporcionar um significado quantitativo para se entender o desempenho qualitativo da organização, ou seja, serve como uma ferramenta de apoio na tomada de decisão e priorização do gerenciamento estratégico nas organizações, focada na redução de custos sem deixar a qualidade de lado. Conforme Degraeve, Roodhooft, Doveren (2005) o TCO é uma métrica originalmente criada para medir custos em TI e que considera os custos diretamente relacionados ao processo de aquisição, recepção, posse, utilização e descarte. Quanto maior o número de itens mensurados, mais próximo o mesmo estará do TCO real. De acordo com o encontrado em diversos trabalhos, sugere-se a necessidade de diferentes condutores de custo para se estimar com exatidão o TCO de diferentes produtos e serviços, conforme Ellram (1996); Degraeve e Roodhooft (1999); (DAVID, SCHUFF e LOUIS, 2002). O simples funcionamento de um computador na rede de uma empresa apresenta diversos encargos financeiros associados, tais como o custo do hardware, do sistema operacional, das aplicações, da energia utilizada, da manutenção e gerenciamento do conjunto em utilização, dentre outros fatores que podem estar associados. Ao total destes encargos, podemos chamar TCO do posto de trabalho. O TCO também inclui os valores intangíveis, como ao uso ou gozo de um bem ou serviço em seu máximo potencial, sendo estes itens como treinamento de usuários, manutenção, auditoria, avaliação, implantação, pós-venda e gerenciamento dos processos. Segundo Degraeve, Roodhooft, Doveren (2005) existe um conjunto de metodologias e ferramentas já desenvolvidas para ajudar na medição do TCO, o que permite gerenciar e reduzir os custos de maneira a otimizar o valor total dos investimentos. Cada vez mais o TCO é usado como fomento para boas práticas e gerência de TI. Para que o gerenciamento de serviços de TI possa iniciar a adoção de uma postura proativa em relação ao atendimento das necessidades da organização, é necessário alocar adequadamente os recursos disponíveis e gerenciá-los de forma integrada, fazendo com que a qualidade do conjunto seja percebida pelos seus clientes e usuários. Para tanto, a tática que vem sendo adotada é o conjunto de

35 35 melhores práticas a serem aplicadas na infra-estrutura do TI mais utilizado no mundo, a fim de se entregar serviços com qualidade ao cliente, é o Information Technology Infrastructure Library (ITIL 21 ). (MAGALHÃES, 2007, p.29) Apenas 20% dos TCOs de empresas residem nos custos de aquisição inicial. O resto está na administração (DAVID, SCHUFF e LOUIS, 2002 apud CAPPUCIO, KEYWORTH e KIRWIN, 1996). Portanto, torna-se necessário mensurar tais gastos para saber a que tecnologia aderir antes de seu uso ou para saber onde melhorar na organização. (DAVID, SCHUFF e LOUIS, 2002 apud CAPPUCIO, KEYWORTH e KIRWIN, 1996) elaborou uma tabela que ajuda a visualizar os custos tangíveis e intangíveis ou não orçados e verificar em que tipos de despesa esses se enquadram. São agrupados da seguinte forma: Custos diretos (são os custos visíveis, tangíveis ou orçados): São medidas referentes às despesas diretas como as atividades do negócio e serviços de informação realizada pela organização (ativos, força de trabalho e taxas). Hardware e Software: Gastos com a aquisição de Hardware (monitores, servidores, impressoras, PCs, thin clients e outros) e Software (sistemas operacionais, sistema gerenciador de banco de dados e quaisquer licenças de software), assim como, taxas de leasing dos mesmos, quando for o caso. Custos de Administração, são dois: os custos de controle e os custos de operação. Custos de Controle Centralização: Especializada em hardware (tais como a automonitoramento inteligente componentes que notificam um console de gerenciamento da rede quando ocorre um problema) e software (como o diretório serviços e interfaces de gerenciamento de desktop) são necessários para implementar e manter um sistema centralizado. O pessoal do suporte tem que ser capacitado para utilizar estes sistemas. Padronização: Inicialmente, hardwares e softwares fora dos padrões podem ter de ser substituídos por hardwares e softwares em conformidade com os padrões selecionados. Usuários podem ter que ser capacitados sobre o 21 ITIL é marca registrada do Office of Government Commerce.Trata-se de um conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infra-estrutura, operação e manutenção de serviços de TI.

36 36 padrão de software e hardware. Tal processo pode ser mais caro que o hardware padronizado. Custos de Operação Avaliação: Novas atualizações de softwares, sistemas operacionais e hardware são constantemente publicadas. Antes de instalar as novas versões é necessário avaliá-las para responder a diversas perguntas, tais como: a nova versão é o compatível com o ambiente atual de TI? Auditoria: Este é o custo de manter o controle dos ativos de uma empresa de tecnologia. Computadores trocam muito de setores, especialmente em grandes corporações. Para determinar em qual departamento está o ativo, algum tipo de registro é necessário. Custo relacionado a responder a pergunta: qual equipamento que cada funcionário faz uso e onde este está? Capacitação: Permite ao usuário obter melhor desempenho dos equipamentos. Consumo de energia: Publicações estimam que o consumo de energia elétrica de uma estação de trabalho por ano é de US$240. Além disso, os computadores geram calor, o que pode aumentar os custos de condicionador de ar. Downtime: Não acontece apenas quando ocorrem falhas de hardware ou software, mas também quando ocorrem instalação ou upgrades de software ou de hardware. Quando um sistema falha, gera custos para a organização pelos empregados não puderem trabalhar até o momento em que o sistema é reparado novamente. Fator Futz: Ocorre quando um usuário utiliza a tecnologia corporativa para fins pessoais, ou seja, para atividades não relacionadas ao trabalho (acesso à conta bancária, entre outros). Instalação: Após uma nova tecnologia ser avaliada, deve-se instalá-la. Um detalhe é que os upgrades de hardware e software são relacionados, pois geralmente, novas versões de softwares necessitam de hardwares mais poderosos. Suporte: Gasto direto com a equipe de trabalho (salários e gratificações) e

37 37 taxas com serviços operacionais terceirizados (limpeza, consumo de energia, suporte técnico, entre outros). Vírus: São responsáveis por aumentar o TCO. Eles tanto podem destruir dados importantes e caros para recuperar, como causar downtime por inutilizar completamente um computador. Os custos diretos são considerados tangíveis, ou seja, há facilidade em mensurá-los. Já os custos indiretos são difíceis de se mensurar, uma vez que não ocorrem em tempo de aquisição, e por isso geralmente são negligenciados nos orçamentos. O TCO é formado pela soma dos custos diretos e indiretos. O TCO não tem uma fórmula ou equação definida, mas é uma análise sistemática ou método de gestão, que serve para determinar o custo total de tecnologias de informação de uma empresa em longo prazo. A aplicação do TCO pode ser realizada em quaisquer tipos de empresas: públicas ou privadas; pequeno, médio ou grande porte; setor primário, secundário ou terciário; e atuantes nos mais distintos ramos de atividade. O TCO [ ] não é um modelo exato, mas uma sugestão de princípios que permitirá à organização usuária de Informática fazer a montagem de um sistema de consumo de recursos, que poderá resultar na priorização de medidas estratégicas no sentido de redução de custos (JAMIL, 2001, p.386) Existem vários sites com modelos de cálculo de TCO, dois principais sites são: Alinean 22, Google Postini Services 23, estes disponibilizam um aplicativo para calcular uma média do custo total de propriedade. Calculadores de TCO que farão a comparação da infra-estrutura dos desktops em relação a de thin clients podem ser acessados em ThincGreen 24 e Netvoyager Estudos de Análise de TCO Segundo Margevicius e Silver (2006), em artigo publicado pelo instituto de pesquisa Gartner 26 Inc. sob o título TCO Comparison of PCs With Server-Based 22 <http://www.alinean.com/p_tcocalculator.asp> Acesso em: 18 jul <http://www.google.com/postini/tco_calculator.html> Acesso em: 18 jul <http://thincgreen.com/solutions-tco.php> Acesso em: 18 ago <http://www.netvoyager.co.uk/general/tcocalc.html> Acesso em: 02 ago Garter Group Inc. atualmente uma das empresas mais conceituadas mundialmente em assessoria na área de

38 38 Computing, quando a computação baseada em servidores é implementada corretamente pode ajudar a reduzir o custo total de propriedade da computação baseada em thin clients, oferecendo uma alternativa à computação tradicional baseada em PCs. Respaldado por suas análises de TCO, afirma que o hardware do thin client em conjunto com uma arquitetura baseada em servidores, pode reduzir substancialmente o TCO, quando comparado com um não gerenciado ou com uma administração típica de PC. No entanto, quando comparado com um PC bem gerenciado, as economias são mais modestas. Até a data em que foi publicado seu estudo (2006) os custos diretos de uma solução baseada em thin clients pode ser mais alta se comparada com os PCs tradicionais bem geridos, embora os custos indiretos sejam significativamente mais baixos. Em geral, seu modelo mostra que o TCO de um thin client é de 9 a 12 por cento menor do que o de um PC tradicional bem gerido. Em seu estudo analisou cinco cenários: PCs não gerenciados com Windows XP, PCs tipicamente gerenciados com Windows XP, PCs bem gerenciados com Windows XP, terminais baseados em Windows (32 bits) e terminais baseados em Windows (64 bits). Quando comparou o TCO dos terminais baseados em Windows com o dos PCs tipicamente gerenciados e não gerenciados, obteve de 38 a 48 por cento a menos. Um dos principais fatores da diferença do TCO entre os terminais baseados em Windows e dos PCs bem gerenciados ter sido pequena é justamente devido a maiores custos de hardware e software necessários para os servidores, tanto para o servidor principal como para o redundante, backup e licenças software. associadas a De uma forma geral, Margevicius e Silver (2006) mediu e comparou a economia anual de TCO dos thin clients nos cinco cenários supracitados e evidenciou-se: 75% a menos de downtime por usuário; 40% de economia de custo de capital; 18% a menos com custos de operações como serviços técnicos, planejamento e gerenciamento de processos; tecnologia da informação. Mais informações disponíveis no site oficial: <http://www.gartner.com/technology/about.jsp> Acesso em: 22 ago

39 39 48% menor em seu TCO global. Em artigo publicado com o mesmo título, Troni, Margevicius e Silver (2008), informam que: Ao se implantar a computação baseada em servidores instaura-se uma arquitetura madura para terminais que gera uma economia substancial de TCO quando implementada nas circunstâncias corretas com o grupo correto de usuários. (TRONI, MARGEVICIUS e SILVER, 2008). A análise de Troni, Margevicius e Silver (2008) baseou-se em seis cenários, os quais foram: computação baseada em servidores SBC 27 com Windows Terminal Service - WTS e Citrix, WTS, desktops com políticas de acesso e bem gerenciados, desktops moderadamente gerenciados, desktops pouco gerenciados, desktops sem gerenciamento ou largamente abertos, onde chegaram a conclusão que o TCO de uma implantação SBC é: 48 a 52% menor do que o cenário de desktop não gerenciado; 42 a 47% menor que alguns cenários de desktop gerenciados; 35 a 40% menor que a do cenário de desktop moderadamente gerenciado. No cenário do SCB com WTS encontrou-se um custo geral de hardware, software e das instalações de 10 a 16% inferiores em comparação com os praticados pelos PCs. Quando um produto estiver ligado com a Citrix XenApp, ele será usado e suas economias de custos serão parcialmente compensadas. Os custos de hardware e manutenção do mesmo, em ambos os cenários SBC, são 70% menores do que nos cenários de PC, isto porque é assumido o uso de dispositivos menos caros com um ciclo de vida mais longo que os PCs, os quais tem em média de quatro a seis anos de durabilidade. Os custos de software aumentam inversamente à medida que a Microsoft adiciona licenças de acesso ao cliente (CAL 28 ) para Terminal Services e, no segundo cenário de SBC, para as taxas de licença de software ao adicionar gerenciamento de produtos, tais como o Citrix XenApp. Os custos administrativos nos cenários de SBC são 37% menores em comparação com o cenário de PC bem gerido, com atualização de hardwares menos frequentes e menos ciclos de atividades relacionadas com fornecedores e 27 Do inglês Server Based Computing SBC, computação baseada em servidores 28 Do inglês Microsoft Client Access Licence CAL, licença de acesso para cliente Microsoft

40 40 com gestão de ativos. Os custos diretos ou orçamentados são os de hardware, software, instalação, operações com TI e de administração. São frequentemente a única parte da TCO considerado por muitas organizações. O subconjunto de custos diretos que recebe mais controle, ou seja, os custos de capital (custos associados a hardware e software de organizações), tendem a ser os mesmos para desktops e para aqueles que implementam SBC. Segundo estudos, a economia de custo de capital de ambientes SBC variam entre 6 e 16%. Em geral, os custos de usuário final, que entram na categoria de custos indiretos, em ambas as implementações de SBC, diminuíram 11 e 23% respectivamente, em comparação com a implantação de um PC bloqueado e bem gerido. As economias globais de TCO permanecem substanciais em relação ao cenário de desktop não gerenciado, comparado com o de desktop bem gerenciado, no intervalo de 40 a 44% de economia. Comparado com o cenário de desktop bloqueado e bem gerido, a SBC economiza entre 4 a 10%. Embora a utilização de uma ferramenta no gerenciamento de software SBC aumente o custo direto em 7%, esta ainda oferece uma redução ligeiramente menor sobre todos os TCO de 3%. O custo por usuário em relação ao servidor e ao software de infra-estrutura necessário para entregar 50% dos pedidos através da SBC, oferece 3% de economia no TCO em comparação com um cenário de desktop não gerenciado. Estas economias ocorrem em: operações de TI com redução de 15%; administração com redução de 10%; custos para o utilizador final com redução de 5%. Conforme evidenciado no gráfico realizado por Margevicius e Silver (2006, p.5), podemos ver claramente uma diferença de TCO significativa entre os desktops não gerenciados e os cenários de WTS.

41 41 Figura 5 - Relação dos TCOs Fonte: Margevicius e Silver (2006, p.5) Após realizadas análises sobre os dados contidos em Margevicius e Silver et al. (2006), obtivemos dados significativos pela economia proporcionada ao se implantar a SBC em declínio da computação baseada em desktops não gerenciados. Conforme a tabela e o gráfico a seguir: Tabela 1 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem Economia proporcionada (%) Hardware e Software 16,38% Operações 18,75% Administração 2,10% Operações dos usuários finais 74,95% Custos anuais de downtime por usuário 79,02% TCO 47,79% Fonte: O autor, baseado em Margevicius e Silver (2006, p.5-6)

42 42 Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem TCO Custos anuais de downtime por usuário Operações dos usuários finais Economia proporcionada (%) Administração Operações Hardware e Software 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 Gráfico 1 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados Fonte: O autor, baseado em Margevicius e Silver (2006, p.5-6). Da mesma forma, mostrado por Troni, Margevicius e Silver (2008, p.3), evidencia-se baixíssimos custos na adoção da computação baseada em servidores comparada com os demais cenários. Figura 6 - Relação dos TCOs Fonte: Troni, Margevicius e Silver (2008, p.3) Após realizadas análises sobre os dados contidos em Troni, Margevicius e

43 43 Silver (2008), obtivemos dados expressivos pela economia proporcionada ao se implantar a SBC em declínio da computação baseada em desktops não gerenciados ou largamente abertos. Conforme a tabela e o gráfico a seguir: Tabela 2 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem. Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem (%) Hardware, Software e terceirizações 6,25% Operações de IT 42,95% Administração 16,35% Custos de Usuário Final 64,89% TCO 44,19% Fonte: O autor, baseado em Troni, Margevicius e Silver (2008, p.4) Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem TCO Custos de Usuário Final Administração Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados em porcentagem (%) Operações de IT Hardware, Software e terceirizações 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 Gráfico 2 - Economia proporcionada pela adoção da SBC em declínio de desktops não gerenciados Fonte: O autor, baseado em Troni, Margevicius e Silver (2008, p.4).

44 44 Os dois trabalhos mostram resultados expressivos quanto a economia causada ao se adotar a computação baseada em servidores Retorno sobre o Investimento - ROI O Retorno sobre o Investimento (ROI) é um conceito para a quantificação do valor de um investimento. Seu uso e significado nem sempre são precisos. Ao lidar com agentes financeiros, o ROI significa muito provavelmente ROIC (retorno sobre capital investido), uma medida de desempenho empresarial. Quando tratamos boas práticas na gestão de TI, o ROI é utilizado como uma medida da capacidade de utilizar recursos para gerar valor agregado. No sentido mais simples, é o lucro líquido de um investimento dividido pelo valor líquido dos ativos investidos. O resultado é expresso como uma porcentagem ou uma relação, o mesmo pode ser aplicado para qualquer top de linha adicional de receita ou a eliminação da linha de baixo custo (ITIL, 2007). O ROI é atraente porque é percebido de uma forma muito evidente. Muitas vezes não está compreendido como um critério numérico. O desafio é quando é preciso calcular o ROI com foco no curto prazo, além disso, existem muitas dificuldades em quantificar as complexidades envolvidas nas implementações (ITIL, 2007). Lowber (2001) concluiu que a implantação de thin clients oferece um rápido ROI, afirmando que o retorno sobre o investimento para os thin clients ocorre em um período de três meses. O cálculo para o retorno do investimento, e portanto, a definição, pode ser modificado para se adequar à situação. Tudo depende do que se inclui, dos retornos e custos. Por exemplo, um comerciante pode comparar dois produtos diferentes, dividindo as receitas que cada produto tem gerado pelas suas respectivas despesas de marketing. No entanto, um analista financeiro, pode comparar os mesmos dois produtos de forma totalmente diferente utilizando um cálculo de ROI, talvez dividindo o lucro líquido de um investimento pelo valor total de todos os recursos que foram empregados para produzir e vender o produto. Esta flexibilidade tem um lado negativo, conforme os cálculos do ROI podem

45 45 ser facilmente manipulados para servir aos propósitos do usuário, e o resultado pode ser expresso de muitas formas diferentes. Ao usar essa métrica, certifique-se de compreender o que as entradas estão usando. O objetivo deste trabalho não é o aprofundamento sobre o ROI, este tópico serve apenas como embasamento teórico para seu entendimento, seria muito enriquecedor para este trabalho calcularmos o ROI, porém não dispomos de dados suficientes Gerenciamento Como administradores e especialmente departamentos de TI de muitas organizações, empresas e núcleos educacionais implantam e gerenciam um grande número de computadores, sendo difícil encontrar tempo para gerenciar máquinas individuais. A tecnologia do LTSP com thin clients, torna a implantação e gestão simples e fácil. Um único servidor é tudo o que é necessário para criar, gerenciar e administrar uma rede inteira. Caso alguns dos serviços que o LTSP precisa já estejam em funcionamento em outro ou outros servidores, não há problema, pois é possível separar ou modularizar os serviços do LTSP em distintos servidores. Para grandes aplicações é até melhor, pois irá distribuir melhor a carga de alguns serviços. O LTSP foi aperfeiçoado para se configurar e personalizar facilmente de acordo com as necessidades específicas de quem irá implantar (BALNEAVES et al., 2009). Além das vantagens ecológicas já mencionadas anteriormente, os thin clients podem comprovadamente reduzir as visitas de profissionais de suporte às salas dos usuários para a manutenção de equipamentos, assim o tempo gasto com correções seja em sistema operacional, seja em aplicativos, é significativamente menor comparado com os desktops. Na arquitetura baseada em servidores e thin clients as visitas dos profissionais de suporte não serão mais necessárias ou haverá uma redução drástica no número de chamados, o que antes seria feito individualmente máquina a máquina, agora deverá ser feito apenas no servidor, configurando somente uma vez, servindo para todos os usuários conectados a ele, os aplicativos serão executados nos servidores centrais, aos quais os clientes estão conectados. Em alguns casos, o servidor central pode ser simplesmente um PC,

46 dependendo do objetivo do negócio Controle de custos A tarefa de implantar e manter uma grande infra-estrutura de gerenciamento, a grande quantidade de chamadas ao suporte técnico e a atualização de máquinas são fatores que aumentam significativamente o orçamento dos departamentos de informática e adicionam sobrecarga de trabalho às equipes de suporte, o que vem aumentar o Custo Total de Propriedade. Reduzir o TCO é, além de uma prioridade, um desafio contínuo para praticamente toda empresa. Como já citado anteriormente neste trabalho, Troni, Margevicius e Silver (2008) assegura que uma economia substancial de TCO é gerada ao se implantar a computação baseada em servidores de forma correta. Da mesma forma, Davis et al. (2008, p.1) em suas análises constatou que os thin clients economizam até 25% em consumo energético. Já Gloge (2008), constatou que a arquitetura baseada em thin clients consome 50% a menos que PCs convencionais, ou seja, o consumo de energia de thin clients em conjunto com o seu servidor é proporcionalmente menor que a de um desktop tradicional. Conforme Margevicius e Silver (2006), o cálculo de um TCO global é 48% a menos quando se adota a computação baseada em servidores ao invés de desktops não gerenciados. Já conforme Troni, Margevicius e Silver (2008), o TCO global é de 48 a 52% menor quando comparado com um cenário de desktop não gerenciado. Pela internet é possível encontrar aplicativos para simular o cálculo de TCO e informar o quanto se economizaria. Um exemplo pode ser conferido no seguinte site da Netvoyager (2009). Neste aplicativo compara-se quanto seria gasto caso fossem adotados desktops por um período de cinco anos e o quanto seria economizado com a adoção da computação baseada em thin clients de acordo com um determinado número de estações de trabalho. Em entrevista a Revista Linux Magazine, o Sr. João Tappis, Gerente do Departamento de Homologação da Connec 29, diz que seus clientes buscam em 29 A Connec é uma empresa que atua no segmento de tecnologia com especialização em soluções thin client. Site oficial <http://www.connec.com.br> Acesso em 25 ago. 2009

47 47 primeiro lugar com Linux embarcado a economia, pelo fato de não ter que pagar por licenciamento, e informou ainda que os clientes realizam um estudo de TCO antes de adquirir uma solução baseada em thin clients e invariavelmente concluem que o modelo de computação baseada em servidores e thin clients tem menor custo a médio prazo, pois o custo inicial pode ser mais alto se for migrar completamente a infra-estrutura existente (HESS, 2007, p.23). Observamos que cada vez mais as organizações estão optando por thin clients de uma forma bem embasada, com análises de custo e também optando por uma tecnologia livre. O LTSP também apresenta uma enorme vantagem por se tratar de um projeto de código aberto e livre. Diante desse contexto, no capítulo 2 descreve-se os casos de sucesso, com a implantação de thin clients ao problema proposto.

48 2 CASOS DE SUCESSO 48 No Brasil e no mundo existem vários casos de sucesso de implantação computação baseada em thin clients. Neste capítulo serão vistos alguns destes casos, inclusive em conjunto com LTSP. 2.1 Xerox Brasil A necessidade de reduzir custos de insumos de informática levaram a Xerox Brasil a adotar thin clients para sua organização inteira no Brasil, convertendo custos de operacionalização e velhos sistemas de informática em terminais burros. Houve também o inicio de uma nova cultura de uso, com a redução de ameaças de segurança e a flexibilidade de upgrade. Isso foi baseado no entendimento do valor de arquitetura baseada em servidores, uma tecnologia que não é bem entendida e valorizada em regiões como a América Latina, por conta da carência de informação, afirma Anavitarte (2006). Havia necessidade de migrar 1100 PCs velhos Pentium II e III para Windows XP. Como haviam varias restrições ao orçamento e analisando os custos, decidiu-se pela experiência inovadora de migrar seus antigos desktops para um tipo de arquitetura PC nova, os thin clients. Segundo o autor, para o momento da migração, era uma arquitetura tão nova, que apesar de os thin clients estarem começando a ganhar popularidade no Brasil, Xerox Brasil não tinha nenhuma referencia de sucesso ou fracasso dos thin clients no Brasil ou na América Latina. A Xerox precisou superar uma cultura sem restrições de acesso, na qual os usuários eram relativamente livres para carregar seus sistemas com conteúdos pessoais, para uma arquitetura gerenciável, controlada e com restrições de acesso para usuários comuns. A empresa estava em uma encruzilhada, e pegou a rota correta. Ela definiu as novas necessidades de PC e decidiu que não poderia investir em substituição de sistemas. Discutiu usar uma arquitetura de informática baseada em servidores. Essa foi a maior mudança da empresa e representou o risco adicional de interromper o fluxo normal de negócios se alguma coisa não desse certo durante o processo da mudança. Tentaram inicialmente realizar a mudança

49 49 para a arquitetura thin client em residência para manter os custos baixos, mas como não tinha capacidade para tal, a alternativa foi importar a conversão. Decidiu-se pela solução Citrix e pelo sistema operacional Linux, porque Linux suporta Citrix em velhos sistemas, estendendo consideravelmente a vida útil dos PCs. A nova arquitetura requereu o gasto de 370 mil dólares somente para as licenças Citrix. O uso do sistema operacional Linux possibilitou os trabalhadores da Xerox a acessarem as informações e aplicações de qualquer lugar com segurança. Secure gateway uma função de segurança na arquitetura Citrix que cria uma conexão VPN durante o processo de autenticação. Xerox também optou por 13 IBM Windows 2000 servers com a apresentação do servidor Citrix. Esse aplicativo continua a ser uma escolha para muitos clientes com implementações maiores e mais exigentes, porque seu recurso permite uma administração mais fácil, publicação de aplicações, melhor impressão e uma gerência de console mais granular do que os terminais Microsoft. Além disso, a Xerox Brasil estava opondo-se ao requerimento corporativo para usar Windows XP, o que resolveu um conflito potencial com as políticas corporativas ao redor do mundo. Os servidores thin clients foram carregados com Windows XP. A empresa encontrou uma solução que cortou custos, aumentou a segurança e flexibilidade e ainda satisfez o requerimento do OS corporativo mundial. De uma perspectiva econômica, a mudança para thin clients economizou dólares em despesas de operação/capital e TCO durante o primeiro ano da arquitetura thin client. Xerox esperava que o custo da mudança fat client para o Windows XP custasse dólares com o TCO do primeiro ano de de dólares, o que incluía toda a gerência da terceirização, migração, amortização dos softwares, pagamento anual pelas licenças dos softwares e custos de manutenção do hardware. A adoção thin client custou com a seguinte discriminação: gastos com hardware: dólares; gastos com software: dólares. Os custos de migração foram de , incluindo hardware do usuário, uploading e donwloading no servidor e a solução de engenharia. Despesas de capital foram de dólares para comprar servidores storage, software da AddIT (parceira da Citrix no Brasil) baseado em Linux e licenças Citrix. O que foi

50 50 economizado no investimento em novos hardwares foi usado na conversão e produção de sistemas para terminais burros. Licenças Citrix representaram 25% do total dos gastos. Somadas: dólares. O custo do TCO de cada thin client mensalmente foi de 90 dólares com custo total de dólares por 1 ano. Considerando o custo mensal de cada fat client de 210 dólares e anual de dólares, a economia foi de dólares. Como exposto anteriormente pelos estudos de Margevicius e Silver (2006) o TCO da computação baseada em servidores varia entre 12 e 48% a menos comparando com os PCs. Como também PCs tradicionais bem administrados o que incluem desktops com políticas de restrições de uso, o que não era o caso da Xerox Brasil. Essa variação fica entre 9 e 12%. A perspectiva técnica dos resultados foi ótima. A complexidade foi substancialmente reduzida pela adoção de uma única imagem a ser carregada de sistema operacional, Xerox foi capaz de organizar a tecnologia thin client sem perdas além do downtime. Aplicações críticas e dados corporativos não foram perdidos e a interação com os parceiros Xerox e com os canais permaneceram ininterruptos. Segurança em TI e todo gerenciamento foram otimizadas. De uma perspectiva de cultura corporativa, os usuários da Xerox levaram cerca de 4 meses para sincronizar com a nova arquitetura, o status quo 30 e a politicas IT. Como a xerox não possuía uma política restrição de uso antes, este foi um aspecto cultural difícil, mas foi finalmente aceito pelos usuários. A economia também foi percebida quando a companhia mudou de espaço físico. Com desktops, a mudança da companhia custa 45 dólares por terminal, mas com os terminais thin clients não custa nada. Os fatores críticos de sucesso durante esse processo foram o consenso da equipe de TI da Xerox, o cuidadoso processo de planejamento da mudança e a colaboração dos usuários do sistema (ANAVITARTE, 2006). 2.2 Universidade Sullivan Os thin clients foram usados primeiramente na Universidade Sullivan no laboratório que apoiava os programas de treinamento para administradores de faculdade, e também em uma de suas salas de aula. Rentabilidade, baixo custo, segurança, padronização fácil, onde a Universidade Sullivan encontrou inúmeras 30 uma expressão do latin que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for.

51 51 razões para iniciar a transição para thin clients. Em 2008 fizeram testes com 20 unidades de thin clients da HP e até a data da publicação deste artigo existiam 135 thin clients da HP em uso na Universidade de Sullivan. Confiabilidade é uma grande preocupação em um ambiente de TI complexo. A Universidade Sullivan é um conglomerado de três instituições distintas: Universidade Sullivan, Faculdade Spencerian e Instituto Tecnológico Louisville. Todas as três escolas focam na educação empresarial e preparação da carreira para a Microsoft e a Cisco, habilidades em graus em uma variedade de áreas. Um total de estudantes freqüenta os três colégios espalhados por seis campos localizados em Louisville, Lexington e Fort Knox. Embora não se tenha realizado nenhum cálculo formal de ROI, o custo foi um fator importante na decisão de implantar thin clients. "O custo de um thin client é de pelo menos 20% menor que a compra de um PC com configuração semelhante." O custo total de propriedade de thin clients também é menor que os PCs, pois, sem partes móveis, duram mais tempo diz Grosse (2008). A durabilidade também contribui para a facilidade de gerenciamento que, segundo Grosse (2008), é a maior vantagem da tecnologia. Tudo que é necessário ao preparar os thin clients para os usuários é levando em uma imagem de desktop centralizado que é carregado pelos dispositivos de modo que eles possam acessar aplicativos apropriados no servidor. Rápida configuração, a freqüência com que falham é bem menor, instalar ou atualizar o software é totalmente executado no servidor, sem a necessidade de ter que ir localmente até os usuários e reconfigurar seus computadores, a facilidade de padronização em todos os dispositivos são vantagens que Grosse (2008) ressalta. Muitos dos problemas associados com o uso precoce de thin clients podem ser percebidos como redes lentas em que as organizações estão tentando executar os dispositivos. "A tecnologia thin client é muito dependente de rede e largura de banda. [...]Existem softwares muito bons para gerenciamento de conexões de rede, mas é ainda uma questão a ter em conta." disse Bob O'Donnell, analista do IDC (GROSSE, 2008). Ter uma conectividade de rede para suportar um número adequado na thin clients é uma questão essencial para qualquer instituição de ensino superior, considerando a tecnologia.

52 52 Apesar das vantagens que os departamentos reconhecem em thin clients, a reação do usuário ao mudar de PC pode ser um grande obstáculo à implantação bem-sucedida. A mudança para thin clients significa que os usuários têm significativamente menos controle sobre seus desktops, e gerentes de TI têm de estar preparados para algumas reclamações (Grosse, 2008). Também afirma que o futuro da tecnologia está na virtualização. Um monte de instituições como a nossa estão indo em direção a ter um desktop virtual hospedado em um servidor". "Todo o processamento acontece no servidor de forma mais eficiente do que seria em um desktop. Então, um thin client seria o veículo perfeito para acessar a área de trabalho virtual. (GROSSE, 2008) De muitas maneiras, a solução usada por Grosse (2008) (desktop virtual machines) combinada com as vantagens de manutenção e gestão do servidor de terminais thin client e da agradável flexibilidade da infraestrutura com usuários de PC totalmente configurável. Se as políticas o permitirem, os usuários podem personalizar os desktops virtuais e carregar seus próprios aplicativos, enquanto os departamentos de TI podem ainda gerir centralmente nos servidores. 2.3 ProInfo O Ministério da Educação - MEC, lançou licitação para fornecimento de desktops, através do Programa Nacional de Tecnologia Educacional Proinfo. O Proinfo foi desenvolvido pelo MEC e tem como objetivo a inclusão digital dos alunos de escolas públicas, levando computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais às escolas. Quem ganhou a licitação foram as empresas Userful e ThinNetworks. Tais empresas se sobressaíram sobre as demais por conseguir um baixíssimo custo por desktop. Cerca de US$50,00 por estação. Chegaram a este custo por se utilizarem de virtualização de desktops e SO GNU/Linux. A virtualização de desktop segue os mesmos princípios básicos da virtualização de servidores, que consiste em utilizar o mesmo hardware para executar vários sistemas operacionais, com uma pequena diferença, cada usuário tem sua própria máquina virtual (LAUREANO e MAZIERO, 2008).

53 53 O produto que foi comprado pelo MEC foi o Userful Multiplier que consiste em uma solução composta por um computador instalado com o SO Linux e que é capaz de compartilhar os recursos deste hardware para mais 9, transformando um computador em 10 estações de trabalho (figura 7), através de um dispositivo específico produzido pela Userful (figura 8). Figura 7 - Estrutura do Userful Multiplier Fonte:<http://www2.userful.com/products/userful-multiplier/how-its-done> Acesso em: 23 fev Figura 8 - Dispositivo Userful Multiplier Fonte:<http://www2.userful.com/company/news-and-reviews/press-kit/photos> Acesso em: 23 fev Com este projeto o Proinfo pretende-se atingir escolas do Brasil. Em escolas rurais, mais de 18 mil máquinas já estão funcionando e sendo utilizadas. Através desta solução, segundo as empresas supracitadas, gerou-se uma economia de 60% nos custos iniciais em hardware e 80% a menos em energia por ano. Além disso, esta iniciativa é consciente ambientalmente, pois diminui a emissão de carbono em cerca de 170 mil toneladas anuais, ou o equivalente a 28 mil carros, além de diminuir o lixo eletrônico (LAI, 2009).

54 2.4 Casa Brasil 54 A Casa Brasil, projeto interministerial do Governo Federal, com execução coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, tem por finalidade levar a comunidades carentes tecnologias livres associadas a cultura, arte, entretenimento, articulação comunitária e participação popular. Dentre vários módulos que o Casa Brasil disponibiliza existe o laboratório de informática, que propicia um ambiente para repassar o conhecimento de montagem e manutenção de equipamentos de informática que possibilita a exploração de microcomputadores e de seus componentes para desenvolver atividades que tratem de recondicionamento e reciclagem das máquinas, proporcionando uma capacitação profissional para os alunos. Esta iniciativa resulta em vários benefícios para as comunidades que são assistidas pelo projeto. Dentre os benefícios deste módulo específico existe um retorno imediato para as instalações do próprio Casa Brasil, pois a medida que máquinas são doadas como sucata, vários componentes são reaproveitados e postos em operação novamente. Em Fortaleza (CE), com a Semana do Meio Ambiente, a rede Casa Brasil Ceará em parceria com a unidade do Serpro, dentre discussões e oficinas, uma gincana foi feita para arrecadar equipamentos para as unidades do Ceará. Na ocasião foram arrecadadas mais de uma tonelada de equipamentos como mostrado no artigo CASABRASIL (2009). Fomentando assim, material para as oficinas e bibliotecas de repositórios. Por conta de projetos como este o Casa Brasil tornou-se referência no Estado quando se trata em lixo eletrônico. Pois com o reaproveitamento de resíduos tecnológicos contribui com a sociedade e o meio ambiente retardando a contaminação dos lençóis freáticos com metais pesados contidos nestes equipamentos. Também foi destaque no Seminário Estadual em Gestão de Resíduos Tecnológicos, avançando nas discussões devido ao empenho de trazer a participação das comunidades. Como as doações que o projeto recebe pelo Brasil, quase que em sua totalidade se compõem de computadores e peças antigas, tais máquinas são recicladas na forma de fat clients, que poderão inclusive proporcionar novos

55 55 telecentros 31. Uma das finalidades do projeto é disseminar tecnologias livres, onde o LTSP é muito utilizado por várias unidades pelo Brasil com sucesso. 2.5 Associação Cearense do Rock A Associação Cultural Cearense do Rock (ACR) consiste em uma entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é promover o rock como um elemento de música, comportamento e transformação, planejada por bandas locais. Através de projetos de caráter social como eventos musicais e seminários, a ACR vem se desenvolvendo no Ceará, e em outros estados do Brasil. Uma de suas realizações é o programa ABCDigital, trata-se de um espaço equipado com sete computadores com software livre conectados à Internet cuja proposta educacional encontra-se pautada no desenvolvimento de potencialidades humanas, habilidades artísticas e intelectuais dos moradores das comunidades do Monte Castelo, Morro do Ouro, Pirambu, Jacarecanga e adjacências em Fortaleza (CE), através do conhecimento e aprofundamento no uso de novas tecnologias de comunicação e informação, conforme disposto em Sales (2007). Figura 9 - Programa ABCDigital Fonte: <http://accrock.vilabol.uol.com.br/img_diversas/fotos/abcdigital/fotos/2004_07.jpg> Acesso em: 24 fev A infraestrutura tecnológica foi construída através de doações e trabalho voluntário de profissionais da área de TI, que disponibilizaram um ambiente com computadores muito antigos, que seriam descartados e foram reutilizados como fat clients, conectados a um servidor LTSP, que agora estão sendo usados para um propósito social, contribuindo com a diminuição da exclusão digital. Segundo Accrock (2010) com este programa somente em dezesseis meses 31 Se constitui em local de livre acesso da população com equipamentos conectados à internet, através dos quais poderá ser disponibilizada uma série de serviços [ ] <http://www.diaconia.org.br/index.php? option=com_content&task=view&id=659&itemid=250> Acessado em: 24 fev. 2010

56 56 obtiveram resultados como a alfabetização digital de cerca de mil e quinhentas pessoas, mais de dez mil acessos livres à internet, assim como a capacitação de moradores das comunidades locais que atualmente atuam como colaboradores e agentes replicadores. 2.6 Infocentros em São Paulo Com o propósito de reduzir custos e facilitar a manutenção, a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo - Prodesp migrou os equipamentos dos Infocentros 32 para thin clients. No ano em que foi publicado este artigo (COMPUTERWORLD, 2006) existiam 387 Infocentos no estado de São Paulo, para as localidade que já existiam desde 2001 também fizeram outra mudança, adotaram o GNU/Linux, em vez do Windows, que já era operante. Por optarem pela computação baseada em thin clients, aliada ao software livre, como resultado obtiveram uma economia de 50%, face ao que seria gasto pela solução de desktops tradicionais com o SO Windows, além de 40% a menos com gastos em manutenção e suporte, pois neste modelo é realizada remotamente. 2.7 Infocentros na Bahia Assim como no estado de São Paulo a Bahia também tem seu programa de inclusão digital, seu nome é Cidadania Digital, instalados em diversas cidades, através de uma iniciativa do governo do estado. Com cerca de 1000 Infocentros ou Centro de Cidadania Digital CDC que foram instalados em cidades da Bahia, este programa tem a finalidade de incluir digitalmente pessoas de baixa renda, dando oportunidades de conhecimento e qualificação profissional aos cidadãos, permitindo o acesso público a informática, onde os computadores podem ser usados para diversos fins (CIDADANIADIGITAL, 2009). Todos os CDCs trabalham com o Berimbau Livre, desenvolvido para 32 Os Infocentros são salas públicas de acesso à Internet, equipadas com microcomputadores e equipamentos de comunicação disponíveis para oficinas, capacitações e cursos de qualificação voltados para toda a comunidade local. Interliga órgãos estaduais, instituições de ensino e pesquisa e unidades do governo, etc.

57 57 GNU/Linux. Em analogia com o instrumento musical formado por uma adaptação de materiais como arco de madeira, arame e cabaça, o Berimbau Livre também é uma adequação de recursos. Com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação - Secti, o sistema é baseado no Debian-BR-CDD, que utiliza LTSP, Gnome e uma série de programas e configurações adicionais. (AREDE, 2009 e BERIMBAULIVRE, 2009) A infraestrutura dos CDCs é dotada de 10 a 20 microcomputadores com softwares livres que estão conectados a internet. Todas as estações são fat clients conectados a um servidor LTSP (CIDADANIADIGITAL, 2009 e TIAGOVAZ, 2004). 2.8 Projeto Cauã Foi apresentado no FISL10 e no Free Software Bahia o projeto de Jon Maddog Hall, presidente da Free Software Foundation, o Projeto Cauã, um modelo sustentável de inclusão digital. O projeto é baseado na utilização de thin clients, substituindo o desktop convencional como forma de diminuir custos e o consumo de energia elétrica, dando oportunidade de acesso a internet por meio de softwares livres e arquitetura baseada em thin clients, para comunidades carentes, pagando uma pequena taxa simbólica por este serviço, além de suporte técnico. Isso proporciona diminuição de custos e do consumo de energia elétrica (FISL10, 2009). Dividiu em três bases, segundo Maddog, a primeiro base do projeto é o baixo custo do hardware, um thin client. O equipamento não possui disco interno ou ventoinhas para resfriá-lo, causando uma diminuição do consumo de energia. O sistema operacional utilizado, Linux, apenas se conecta a um servidor, que realiza todo o processamento. O thin client e o servidor não possuem patentes e qualquer industria pode produzi-los. A segunda base do projeto é a rede. Cada um dos thin clients utilizados também funciona como um roteador e compartilha parte de sua banda de rede com os outros usuários, formando uma grande rede sem fio. O empreendedor é a terceira base, responsável por adquirir os equipamentos necessários, e realizar todo o processo de implantação da tecnologia e a manutenção da rede. O projeto não conta com recursos governamentais e pretende ser autosustentável (HALL, CONRAD e FRANCIOSI, 2009).

58 empregos. 58 Ainda pretende obter como resultado somente para o Brasil até 3 milhões de Como o projeto não conta com recursos governamentais e depende do interesse corporativo ou de empreendedores em custear as despesas iniciais, de compra de equipamentos, implantação, configuração e de manutenção dos equipamentos e da rede. Este projeto é apenas uma idéia em processo de amadurecimento. 2.9 Construído para a educação, governo e empresas O LTSP está cada vez mais disponível e integrado para várias distribuições Linux, possuindo tradução para diversos idiomas, o que permite que pessoas de variadas localidades possam usá-lo. Da mesma forma podem contribuir com melhorias, pois seu código é livre. As mais diversas distribuições Linux esforçam-se para aprimorar características de acessibilidade a fim de oferecer qualidade para utilizadores com deficiência, permitindo ainda que seja explorado para além da inclusão digital, a inclusão social também. O advento do software livre proporcionou inúmeras vantagens para a sociedade de uma forma geral, permitindo o que antes nem imaginava-se ser possível, competitividade com gigantes da informática por um software feito por comunidades, sobretudo com a qualidade alcançada e o mais espantoso de tudo, sem se cobrar nada de ninguém, praticamente uma afronta ao regime capitalista. Apesar de tudo o software livre vem crescendo cada vez mais proporcionando programas de qualidade como o LTSP, agregando valor com todos seus benefícios e características sociais envolvidas. Maioria das distribuições Linux possuem Live CDs 33, o que permite verificar qual se adequaria melhor a determinada situação. Da mesma forma usuários podem usar no trabalho, por exemplo, os mesmos softwares e aplicações que usam em casa através de uma inicialização direta no Live CD ou no pendrive USB. Hoje em dia é muito fácil criar seu Live CD personalizado, com as aplicações que se desejar. Além disso, é possível que, automaticamente, os arquivos no trabalho sejam 33 O Live CD nada mais é que uma imagem de um sistema operacional gravada em um CD convencional que por ela é possível inicializar o mesmo sem precisar instalá-lo, sendo carregado e executado diretamente na memória principal do computador, memória RAM. É mais comum encontrar Live CD de distribuições GNU/Linux.

59 59 sincronizados em computadores portáteis, podendo ser utilizados para a conexão com um thin client. O LTSP permite aos administradores, gestores de TI e professores a criação de um laboratório de baixo custo, sendo necessário somente um computador e terminais (thin clients ou fat clients) para o acesso dos usuários. Os terminais do laboratório podem adaptar-se a fim de se ajustarem ao negócio ou estabelecimento de educação envolvido. Como por exemplo, o disco rígido e os dados ficam em um ou mais servidores, já que os mesmos não precisam de disco rígido e dados, facilitando assim a manutenção. Dessa forma, o LTSP pode ser aproveitado com estações novas a fim de facilitar o gerenciamento da rede. O LTSP pode ser usado pelo governo, prefeituras, bibliotecas públicas e em grandes empresas como também por escolas, telecentros, ONGs, dentre muitos outros lugares. Mostrou-se uma excelente solução para inclusão digital, e ótima para reaproveitamento de computadores antigos para serem usados como fat clients.

60 3 FUNCIONAMENTO E CONFIGURAÇÃO DO LTSP 60 configurado. Serão descritos neste capítulo detalhes de como o LTSP funciona e como é 3.1 Configuração do servidor LTSP Balneaves et al. (2009) recomenda que se o servidor LTSP possuir mais que 20 usuários deve-se conecta-lo a um switch através de uma porta Gigabit Ethernet, onde os usuários se conectarão ao mesmo. Figura 10 - Topologia LTSP Fonte: O autor. Existem quatro serviços principais cujo LTSP depende. São eles: 1) DHCP - Protocolo de configuração de host 34 dinâmico - Dynamic Host Configuration Protocol, é um protocolo de serviço TCP/IP 35 que oferece configuração dinâmica de terminais, com concessão de endereços IP de host e outros parâmetros 34 Denomina-se por host qualquer ativo de rede. 35 Trata-se da junção de dois protocolos de comunicação entre computadores em rede, o TCP - Transmission Control Protocol ou protocolo de controle de transmissão (sob a RFC 793) e o IP - Internet Protocol ou Protocolo de Interconexão (sob a RFC 791)

61 61 de configuração para clientes de rede. Especificado pela IETF - Força de Tarefa de Engenharia na Internet, do inglês Internet Engineering Task Force através da Request For Comments - RFCs 1534, 2131 e As referências da IETF são usualmente publicadas em documentos denominados RFCs, sendo que a própria IETF é descrita pela RFC ) TFTP Protocolo de Transferência de Arquivo Trivial ou Trivial File Transfer Protocol é largamente utilizado para transferir pequenos arquivos entre hosts em uma rede local. Utiliza a porta 69 UDP 36 para transferir os arquivos sem nenhum tipo de verificação de erros, além de não possuir nenhum mecanismo de autenticação e encriptação dos dados. No LTSP, o TFTP é utilizado para transferir de forma rápida e eficiente os arquivos de inicialização dos clientes. O TFTP é descrito através da RFC 1350, que foi atualizada pelas RFC 1782, RFC1783, RFC 1784, RFC 1785, RFC 2347, RFC 2348 e RFC ) NFS ou NBD 3.a) NFS - Network File System ou sistema de arquivos pela rede é um sistema de arquivos distribuído desenvolvido inicialmente pela Sun Microsystems Inc., a fim de compartilhar arquivos e diretórios entre computadores conectados em rede, especificado pelas seguintes RFCs: RFC 1094, RFC 1813 e RFC b) NBD - Network Block Devices ou dispositivo de bloco de rede é um projeto que permite disponibilizar um dispositivo de blocos via rede de forma a compartilhá-lo para outras máquinas. 4) SSH - Secure Shell Shell 37 remoto seguro, é ao mesmo tempo, um programa de computador e um protocolo de rede que permite a conexão com outro computador na rede, de forma a executar comandos de uma unidade remota. Possui as mesmas funcionalidades do TELNET 38, com a vantagem da conexão entre o cliente e o servidor ser criptografada. É descrito pela RFC O arquivo de configuração principal do serviço LTSP está contido no arquivo /opt/ltsp/i386/etc/lts.conf 36 UDP protocolo de datagrama de uauário ou User Datagram Protocol é um protocolo simples da camada de transporte. Definido através da RFC Trata-se de um intérprete de comandos que faz uma interface entre o utilizador e o núcleo do sistema operacional. Reveste todo o núcleo, daí o seu nome, em inglês shell significa casca. 38 Telnet é um protocolo cliente-servidor usado para permitir a comunicação entre computadores ligados numa rede especificado através da RFC 854. Este protocolo fornece as regras básicas para permitir ligar um cliente a um intérprete de comando

62 3.2 Funcionamento do LTSP 62 Como exposto no capítulo um, o servidor de terminais LTSP, concentra conexões de vários tipos de dispositivos computacionais, que podem ser por exemplo: notebooks, microcomputadores, PCs de baixa capacidade computacional ou thin clients. O sistema operacional que é carregado para o usuário é o mesmo do servidor de terminais, assim como as aplicações nele contidas, o ambiente que é carregado para o usuário é apenas uma sessão do servidor. Ao usar este ambiente, as aplicações são executadas no servidor e somente as atualizações de vídeo, entradas do teclado e eventos de mouse são trocados entre as estações e o servidor. Logo cada terminal abrirá uma sessão de trabalho remota, que irá usar os recursos computacionais do servidor de terminais, onde serão centralizadas as atenções com segurança, backup, atualização, manutenção e outras. Um dos motivos da computação centralizada estar ressurgindo hoje é um dos mesmos para a virtualização de computadores, trata-se do aproveitamento e divisão dos amplos recursos computacionais modernos disponíveis (OLIVEIRA, 2007 apud BARHAM et al., 2003). Da mesma forma que foram observadas várias vantagens na centralização, também detectamos um único ponto de falha crítico. O qual pode ser contornável com redundância, como também pode-se utilizar a técnica de virtualização de servidores ou combinar as duas soluções. [...]A esta representação de vários sistemas completos sendo executados sob um mesmo hardware físico dá-se o nome de virtualização de software.[...] O conceito de máquina virtual dá-se à abstração de um hardware convencional atribuindo a maior parte, ou em alguns casos, toda a sua funcionalidade ao software. (OLIVEIRA, 2007 apud BARHAM et al., 2003). O LTSP é um conjunto de serviços que transforma um GNU/Linux normal em um servidor de terminais. Isto permite que computadores antigos de baixo poder computacional sejam usados como terminais. Caso uma solução de terminais remotos com thin clients exija que cada cliente tenha um software pre-instalado localmente a fim de se conectar ao servidor de terminais. O qual poderia ser um sistema operacional completo ou um sistema operacional mínimo que simplesmente fornecesse uma interface para se conectar ao servidor. Sistemas como este

63 63 geralmente requerem mais manutenção e administração, e como é um software local que inicializará pelo thin client poderá vir com erros ou corrompido, o que requer mais atenção. O LTSP, por outro lado, não requer software no lado do cliente. Exige apenas uma interface de rede com Pre-Execution Environment - PXE habilitado, que muitos thin clients e PCs já têm embutido em seu firmware 39 ou BIOS 40. O PXE é um protocolo de boot 41 remoto desenvolvido pela Intel 42, que consiste em um pequeno software, gravado na ROM 43 da placa de rede ou na placa mãe, que permite que o PC realize boot através da rede. O protocolo PXE é especificado através da RFC Isto significa que você não precisa absolutamente de nenhum suporte para dispositivos físicos de armazenamento local (seja disco rígido, flash compacto ou outros), para inicializar um thin client pelo LTSP. Além de reduzir significativamente o gerenciamento necessário para manter a sua rede funcionando, pois todo gerenciamento encontra-se centralizado no servidor. 3.3 Passo a passo do início de um thin client no ambiente LTSP Para transformar um computador em um terminal, precisamos executar uma versão reduzida do GNU/Linux na estação de trabalho, no caso um thin client. Ele precisa iniciar esta versão reduzida do GNU/Linux através da rede, já que provavelmente não terá um disco rígido próprio. Esta versão localiza-se no servidor. A versão reduzida GNU/Linux é customizada para que a inicialização através da rede seja eficiente. Você pode ter várias versões com base em diversas arquiteturas de CPU. Elas normalmente estão localizadas em /opt/ltsp no servidor, com os subdiretórios para cada uma das arquiteturas. Por exemplo, se você tem um laboratório completo com Power PC Mac e mais PCs, você terá um diretório /opt/ltsp/ppc e outro /opt/ltsp/i386 no servidor. Esta é a área preferencial do projeto LTSP para armazenar o local que 39 Firmware é o conjunto de instruções operacionais programadas diretamente no hardware de um equipamento eletrônico. É armazenado permanentemente num circuito integrado (chip) de memória de hardware. 40 BIOS - Basic Input Output System ou Sistema Básico de Entrada e Saída consiste em um programa de computador pré-gravado em memória permanente executado por um computador quando ligado. Ele é responsável pelo suporte básico de acesso ao hardware, bem como por iniciar a carga do sistema operacional. 41 Boot é um termo em inglês para o processo de iniciação do computador que carrega o sistema operacional quando a máquina é ligada. 42 Intel Corporation ou Integrated Electronics Corporation, empresa multinacional de origem americana fabricante de circuitos integrados, especialmente microprocessadores. 43 ROM - Read Only Memory denominação para uma Memória Apenas de Leitura

64 64 servirá como diretório raiz dos thin clients. No entanto, diferentes distribuições que suportam o LTSP estão livres para alterar esta configuração. Para cada distribuição existe uma documentação do LTSP específica que informa onde o diretório raiz LTSP está armazenado. Este diretório também pode ser chamado como um ambiente chroot, que é um comando do GNU/Linux com a função de alterar o diretório raiz. O diretório servirá para definir a raiz da distribuição que será carregada pelos thin clients para /opt/ltsp/<arquitetura específica>. Deste diretório compartilhado no servidor, uma versão reduzida da distribuição Linux é carregada no thin client. Isto significa que, para você gerenciar o chroot, e executar aplicativos tais como atualizações, tudo que você precisa fazer é usar o comando chroot para mudar a raiz de sua instalação e então você poderá usar todas as suas ferramentas, como você normalmente faria. fases: O processo simplificado de inicialização de um thin client se dá em quatro 1) O thin client inicia através do protocolo PXE. 2) O PXE solicita um endereço IP de um servidor DHCP local. 3) O servidor DHCP passa parâmetros adicionais para o TC, o qual faz download de uma imagem Linux (initramfs 44 filesystem) via TFTP para a memória RAM no próprio cliente. 4) O thin client então inicia pela imagem baixada, detecta o hardware e conecta ao servidor LTSP, abrindo uma sessão X (normalmente tratados pela LTSP Display Manager LDM) O processo completo de inicialização de um thin client Para que se tenha um melhor entendimento, os passos que descrevem a inicialização de um thin client serão detalhados logo em seguida. Após o passo 1 do tópico anterior e o initramfs baixar o kernel, o mesmo é montado como o sistema de arquivos raiz (root). Este carrega e auto detecta os módulos necessários para placa de rede, mouse, som, teclado e etc. Uma vez que o módulo da placa de rede é carregado, é realizada uma 44 initial ramdisk ou initrd ou initramfs é um sistema de arquivos temporário comumente usado no processo de boot do kernel Linux. É tipicamente usado para fazer preparações antes que o sistema de arquivos raiz real possa ser montado.

65 65 segunda requisição DHCP, o qual informa ao cliente o seu endereço IP, máscara de rede, gateway 45, servidor DNS - Sistema de Nomes de Domínios ou Domain Name System - e ponto de montagem da base NFS. O DNS é um sistema de gerenciamento de nomes hierárquico e especificado através da RFC O kernel que está sendo executando no momento monta a base compartilhada do servidor via NFS em modo somente leitura para o thin client. Em seguida o kernel do thin client realiza um chroot para a raiz do diretório que foi montado. O thin client agora tem um kernel Linux iniciado e um sistema de arquivos raiz, tal qual qualquer sistema Linux. A partir de agora, quando falamos do sistema de arquivos base (root) no cliente, nós estamos atualmente falando sobre o sistema de arquivos base montado como somente leitura do servidor. O sistema de arquivos base montado pelo thin client não é o mesmo sistema de arquivos base que o servidor utiliza, mas é um especialmente preparado para thin clients e é compartilhado para todos os thin clients conectados ao servidor (localizado em /opt/ltsp/<arquitetura> no servidor). O initramfs chama o programa /init, as configurações do servidor gráfico X são auto-detectadas e o gerenciador de login LTSP, chamado de LDM, é iniciado. LTSP Display Manager - LDM ou gerenciador de login LTSP atua no próprio thin client, permitindo que o mesmo tenha várias opções de como irá configurar sua conexão. A partir daqui, todas as operações, tais como autenticação de seu usuário e senha, o lançamento de aplicações, e a visualização de sites são realmente tratadas no servidor LTSP e não no TC. O servidor LTSP transfere todos os gráficos informações para o TC sobre a rede. Isso permite thin clients com baixíssimo poder de processamento, utilizando o poder de processamento do servidor para todas as operações. Permite também implantações em larga escala, pois proporciona uma redução da utilização de todos os recursos em geral. Por exemplo, se 50 clientes estivessem todos executando o OpenOffice sob diferentes sessões, seria necessário memória RAM suficiente para apenas uma única instância do mesmo (excluindo configuração por usuário, que é mínima). O servidor compartilha a memória entre as sessões de usuário, as bibliotecas para aplicativos são carregadas apenas uma vez e referenciadas para cada sessão do usuário (BALNEAVES et al., 2009) 45 Gateway ou porta de ligação é um computador intermediário geralmente destinado a interligar redes, separar domínios de colisão, ou mesmo traduzir protocolos.

66 abaixo: 66 Os passos descritos acima podem ser melhor compreendidos na Figura 11, Figura 11 - O processo de inicialização de um thin client Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Ficheiro: LTSP_boot.jpg> Acesso em 13 ago O embasamento teórico deste capítulo teve o objetivo de entender o funcionamento e configuração do LTSP, para isso descreveu o processo de inicialização de um thin client no ambiente LTSP. Nesse contexto constata-se a hipótese deste projeto trazer consigo vantagens estratégicas para as empresas, proporcionando benefícios práticos na economia e gerenciamento dos recursos computacionais. Assim relata-se no capítulo 4 o estudo de caso na empresa ASPEC Informática, onde durante três anos foram implantados os thin client com o LTSP.

67 4 ESTUDO DE CASO: IMPLANTAÇÃO DOS THIN CLIENTS COM LTSP NA ASPEC 67 O estudo realizou-se baseado em dados de demonstrativos de consumo de energia elétrica da ASPEC Informática. A ASPEC Informática desenvolve e comercializa sistemas para gestão pública no norte e nordeste do país, como também ministra treinamentos em diversas áreas do setor público. 4.1 Porque utilizar thin clients com LTSP na ASPEC? Em 2002, a ASPEC tinha em seu parque de máquinas 20 desktops e 6 servidores. Já neste mesmo período, sua estrutura de rede de computadores era orientada à arquitetura cliente-servidor. Tendo em vista que seu parque de máquinas encontrava-se em plena expansão, neste momento percebeu-se o ressurgimento dos terminais "burros" e vislumbrando alguns de seus benefícios como, por exemplo: Redução de consumo de energia e geração de calor, que consome mais energia para resfriamento; Redução de ocupação de espaço nas mesas de trabalho; Redução de ruído nas salas de trabalho; Redução de chamados de suporte para resolver problemas de hardware e software local; Eficiência e eficácia nos investimentos em recursos de TI, focando em infraestrutura de servidores e redes, trazendo benefícios para toda a empresa para qualquer investimento realizado; Redução de lixo eletrônico gerado, uma vez que o ciclo de vida de um thin client é de 5 a 10 anos; Estes eram alguns dos principais benefícios percebidos no momento da decisão da adoção de uso dos thin clients. A ASPEC decidiu começar a fazer testes com esta tecnologia a fim de observar se a mesma se adequava ao seu negócio. Para que fosse possível o uso de thin clients na arquitetura da ASPEC, era necessário um serviço que disponibilizasse a integração dos terminais com o servidor e que fosse de código

68 68 aberto. Nesta época, um dos poucos projetos nesta área era o LTSP. Quando a ASPEC decidiu optar por esta tecnologia, basicamente existia apenas o LTSP. Algum tempo depois surgiu o PXES 46. O LTSP era o mais simples e flexível para implementar, sendo este o principal motivo da escolha. Neste período, a ASPEC tornou-se um colaborador ativo do LTSP, e inclusive ajudou a traduzir grande parte do manual do LTSP para português do Brasil. Portanto, a escolha da computação baseada em thin clients em conjunto com o LTSP vinha para agregar valor às regras de negócio da ASPEC. 4.2 Adequação do ambiente corporativo A ASPEC teve que adequar poucos serviços para a implantação do LTSP. O LTSP depende de quatro serviços: DHCP, TFTP, (NFS ou NBD) e SSH, como vimos no capítulo anterior. Na estrutura existente da época da implantação dos thin clients a ASPEC já dispunha de um servidor para o serviço DHCP e SSH nas máquinas que serviriam o LTSP. Houve apenas a necessidade de configurar mais dois serviços: o de TFTP e o de NFS, que foi o serviço escolhido para compartilhar o sistema de arquivos pela rede. Houve adaptações no que diz respeito a sistemas para o uso em terminal service, pois alguns sistemas não estão preparados para políticas de segurança e modelo cliente-servidor. Mudanças também ocorreram na infra-estrutura de servidores. A ASPEC teve que obter servidores mais robustos, que fossem expansíveis e fáceis de gerenciar. Neste momento decidiu-se como uma boa prática de TI homogeneizar o parque tecnológico a partir de então. No início da implantação a ASPEC comprou um thin client de uma filial da indústria tailandesa First Internacional Computer - FIC no modelo Gênesis para avaliar seu comportamento na infra-estrutura da companhia. Com o passar do tempo, as máquinas legadas, ou seja, as máquinas antigas que seriam descartadas foram reaproveitadas como fat clients. O processo de implantação foi a longo prazo, aos poucos os desktops defasados eram reaproveitados com fat clients e para 46 PXES é um sistema operacional para thin clients de código fonte aberto somente iniciado pela rede. Este projeto atualmente encontra-se descontinuado. Fonte: <http://pxes.org> Acessado jan. 2010

69 69 novas necessidades de aquisição de estações de trabalho seriam comprados thin clients. Os novos dispositivos foram comprados da Connec desde então, distribuidor da FIC no Brasil. Alguns dos thin clients que estão em uso pela ASPEC podem ser conferidos nas figuras logo abaixo: Figura 12 - FIC Genesis II Fonte:<http://www.genesissolutio ns.com.br/> Acesso em: 25 out Figura 13 - Connec EZ1000 Fonte:<http://www.connec.com.b r/site/> Acesso em: 25 out Figura 14 - Connec EZ1000i Fonte:<http://www.connec.com. br/> Acesso em: 25 out Dos thin clients exibidos acima foram implantados em ordem cronológica da esquerda para a direita. O thin client da figura 14 é usado atualmente com um suporte na parte de trás do monitor, liberando ainda mais espaço na mesa de trabalho do usuário. Logo abaixo será descrito em forma de tabela, ao longo dos anos, a evolução da adoção dos thin clients em detrimento do abandono do uso dos desktops, consolidando assim o uso dos thin clients, como também o número de servidores alocados durante este intervalo de tempo. Tabela 3 - A evolução da adoção dos thin clients e servidores Ano TCs PCs Servidores (~450Wh por server) (+4Dell Power Edge1800) (+4Dell Power Edge1800) (+4Dell Power Edge1800, 1Dell Power Edge2950) (+4Dell Power Edge1800, 1Dell Power Edge2950, 2 Dell Power Edge 2950) , sendo(3~650wh, 4~550Wh) 2SRVs físicos com 8VMs e 5 SRVs com SO local Fonte: O autor.

70 4.3 Passos para a Implantação 70 Foi realizado um piloto de 3 fases, assim constituídas: Primeira fase: Foram feitos testes para alguns usuários de diferentes setores, justamente para detectar possíveis problemas a fim de resolvê-los. Antes de uma grande mudança é necessário analisar os riscos com cautela. Neste caso, foi necessário avaliar o funcionamento correto de todos os aplicativos utilizados pelos usuários e observar seu funcionamento. Houve pequenas adaptações necessárias por parte dos mesmos aplicativos, sendo algumas dessas adaptações feitas no próprio aplicativo por meio de configuração. Outras mudanças seriam necessárias por meio de programação, pois alguns aplicativos estavam preparados para uma infraestrutura modularizada e com restrições para usuários comuns. Esta dificuldade deve-se a um despreparo por parte de algumas empresas, por não adequarem-se a um ambiente com políticas de segurança e restrições de uso como, por exemplo, a execução do software em um ambiente de terminal service. Segunda fase: Os computadores, aos poucos, foram transformados em fat clients e substituindo o desktop que seria descartado, pois já eram obsoletos e o conserto seria inviável. Neste momento todos os usuários já estavam inseridos no ambiente de computação baseada em thin clients. Terceira fase: Posteriormente, os fat clients foram substituídos completamente por thin clients. Como representação parcial de caráter ilustrativo e sem detalhes da infraestrutura utilizada pela ASPEC, a figura 15 exibe um esboço de parte da solução de LTSP. A ASPEC começou a adotar, praticamente no mesmo período que iniciou-se a migração para o LTSP, o WTS. A ASPEC apresenta um ambiente composto por Servidores de Terminal Windows e Linux.

71 71 Figura 15 - LTSP na ASPEC Fonte: O autor. 4.4 Métricas À medida que era realizada a implantação, percebeu-se claramente uma redução total dos upgrades anuais de computadores desktop. A redução de chamados para manutenção de desktops também caiu drasticamente, acompanhando a evolução de upgrades. À proporção que se transformava os desktops em fat clients, reduzia-se também as chamadas de suporte para desktops. As chamadas de suporte para thin clients são muito raras, poupando tempo para o setor de suporte podendo o mesmo aplicar este tempo em melhorias de sua infraestrutura. Outro grande destaque está no upgrade feito somente nos servidores. Este upgrade é usufruído por todos os usuários conectados ao servidor, não sendo necessário fazer upgrade individualmente para cada estação de trabalho.

72 4.5 Redução de mão de obra 72 Antes da mudança para thin clients, o suporte via-se completamente preenchido de tarefas de manutenção de desktops, seu tempo era quase que totalmente para este fim. Percebeu-se que à medida que fosse crescendo o parque de máquinas seria necessário também mais mão-de-obra para a manutenção deste parque. Porém, com o uso de thin clients isto não é verdade. Ampliou-se o parque de máquinas consideravelmente e o número de funcionários para gerenciar esta infra-estrutura não seguiu as mesmas proporções. 4.6 Redução de consumo de energia Para realizar um estudo detalhado do consumo de energia referente ao uso dos thin clients no período de implantação, foi necessário obter o histórico desde 2002, pois pode-se ter uma aproximação do consumo de energia antes, durante e depois da implantação da arquitetura baseada em thin clients. Para a realização deste trabalho, solicitaram-se as contas de energia desde Para que se possam extrair informações úteis tem-se que fazer alguns cálculos para obter consumo de energia por thin clients, por servidores e por monitores até o ano de Na tabela seguinte apresenta-se uma estimativa do consumo energético em watts/hora por equipamento que serve de fomento para a realização dos cálculos. Tabela 4 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) dos Ativos de TI analisados Descrição do Ativo W TC FIC Genesis 10 TC EZ TC EZ TC EZ TC EZ1000i 60 PC NORMAL 280 SRV Montados 450 SRV DELL POWER EDGE SRV DELL POWER EDGE Monitor CRT Monitor LCD Fonte: O autor.

73 73 Será realizada uma estimativa do consumo de energia mostrada na tabela 5 de acordo com a tabela 4. No ano de 2003 existiam 21 estações de trabalho com 21 monitores CRT e 6 servidores montados. Descrição do Ativo Tabela 5 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2003 Monitoretotatidadtotavidade por W W Sub- Quan- Sub- Nº Horas em Ati- Mês Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + CRT PC NORMAL CRT SRV Montados Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2003 dos equipamentos de TI estima-se em 3351,6 kwh, ou seja, no ano de 2003 estima-se um gasto total de 40219,2 kwh. Analisando as contas de energia de 2003, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 72,7%. No ano de 2004 existiam 29 estações de trabalho com 29 monitores LCD e 8 servidores montados. Descrição do Ativo Tabela 6 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2004 Monitoretotatidadtotavidade por W W Sub- Quan- Sub- Nº Horas em Ati- Mês Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + LCD TC EZ LCD PC NORMAL LCD SRV Montados Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2004 dos equipamentos de TI estima-se em 4027,4 kwh, ou seja, no ano de 2004 estima-se um gasto total de 48328,8 kwh. Analisando as contas de energia de 2004, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 79,4%.

74 74 No ano de 2005 existiam 31 estações de trabalho com 31 monitores LCD e 4 servidores montados e 4 servidores Dell Power Edge Descrição do Ativo Tabela 7 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2005 Monitoretotatotavidade por Mês W W Sub- Quan Sub- Nº Horas em Ati- tidade Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + LCD TC EZ LCD TC EZ LCD PC NORMAL LCD SRV Montados Dell Power Edge Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2005 dos equipamentos de TI estima-se em 3916,6 kwh, ou seja, no ano de 2005 estima-se um gasto total de 46999,2 kwh. Analisando as contas de energia de 2005, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 65,5%. No ano de 2006 existiam 38 estações de trabalho com 38 monitores LCD e 5 servidores montados e 4 Dell Power Edge Descrição do Ativo Tabela 8 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2006 Monitoretotatidadtotal W W Sub- Nº Horas em Quan- Sub- Atividade por Mês Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + LCD TC EZ LCD TC EZ LCD PC NORMAL LCD SRV Montados Dell Power Edge Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2006 dos equipamentos de TI estima-se em 3936,8 kwh, ou seja, no ano de 2006 estima-se um gasto total de 47241,6 kwh. Analisando as contas de energia de 2006, o consumo de energia total pela empresa foi de 82883

75 75 kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 56,9%. No ano de 2007 existiam 56 estações de trabalho com 56 monitores LCD e 3 servidores montados, 4 Dell Power Edge 1800 e 1 Dell Power Edge Descrição do Ativo Tabela 9 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2007 Monitoretotatidadtotal W W Sub- Nº Horas Quan- Sub- em Atividade por Mês Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + LCD TC EZ LCD TC EZ LCD TC EZ LCD PC NORMAL LCD SRV Montados Dell Power Edge Dell Power Edge Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2007 dos equipamentos de TI estima-se em 4040,8 kwh, ou seja, no ano de 2007 estima-se um gasto total de 48489,6 kwh. Analisando as contas de energia de 2007, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 57,8% No ano de 2008 existiam 65 estações de trabalho com 65 monitores LCD com 6 servidores, sendo 3 Dell Power Edge 1800 e 3 Dell Power Edge Tabela 10 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2008 Monitoretotatidadtotal W W Sub- Nº Horas em Quan- Sub- Atividade por Mês Descrição do Ativo Subtotal W/h por mês TC FIC Genesis 10 + LCD TC EZ LCD TC EZ LCD TC EZ LCD TC EZ1000i 60 + LCD PC NORMAL LCD Dell Power Edge Dell Power Edge Total Fonte: O autor.

76 76 O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2008 dos equipamentos de TI estima-se em 3774,8 kwh, ou seja, no ano de 2008 estima-se um gasto total de 45297,6 kwh. Analisando as contas de energia de 2008, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o maior gasto da empresa com energia deve-se aos equipamentos de TI, em torno de 53,3%. No ano de 2009 existiam 69 estações de trabalho com 69 monitores LCD e 6 servidores sendo, 3 Dell Power Edge 1800 e 3 Dell Power Edge Tabela 11 - Estimativa de consumo de energia em Watts/hora (W/h) em 2009 Descrição Monitoretotatidadtotal W W Sub- Nº Horas Quan- Sub- em Atividade por Mês do Ativo 3 TC FIC Genesis 10 + LCD Subtotal W/h por mês TC EZ LCD TC EZ LCD TC EZ LCD TC EZ1000i 60 + LCD PC NORMAL LCD Dell Power Edge Dell Power Edge Total Fonte: O autor. O consumo aproximado de energia, como mostrado na tabela anterior, por mês para o ano de 2009 dos equipamentos de TI estima-se em 3615,4 kwh, ou seja, no ano de 2009 estima-se um gasto total de 43384,8 kwh. Analisando as contas de energia de 2009, o consumo de energia total pela empresa foi de kwh, percebemos que o gasto da empresa com energia dos TI, estima-se em torno de 50,63%. 4.7 Análise dos resultados Antes da adoção dos thin clients, o consumo de energia com equipamentos de TI representava a maior parte dos gastos de energia da empresa. Naturalmente, à medida que os desktops eram substituídos por thin clients, o consumo de energia foi reduzindo proporcionalmente ao progresso da implantação. No gráfico a seguir é

77 77 notável a redução da representação do consumo de energia dos ativos de TI em relação ao consumo total de energia da empresa. Desta forma, apresentamos um demonstrativo total de redução de gastos proporcionalmente ao consumo total de energia na empresa. Gráfico 3 - Consumo de TI em porcentagem Fonte: O autor O mesmo pode ser percebido no gráfico abaixo, a relação entre o consumo de energia total da companhia e o consumo total de TI estimado por ano. Gráfico 4 - Consumo Total x Consumo de TI Fonte: O autor.

78 78 Também percebeu-se uma relação de proporção entre a adoção dos thin clients e a redução dos PCs na companhia, naturalmente devido a substituição dos mesmos e em paralelo à substituição dos servidores montados por aqueles que proporcionassem uma maior estabilidade e um maior acordo de nível de serviço com o fornecedor, ou seja, a empresa tem um contrato de garantia 24x7x4 que significa se houver algum problema com o hardware do servidor pode-se acionar a substituição da peça defeituosa a qualquer hora do dia, a qualquer dia da semana e com atendimento em, no máximo, 4 horas. Gráfico 5 - Quantidade de TCs X PCs e SRVs montados X SRVs Dell Fonte: O autor. 4.8 Simulação Como a infra-estrutura da ASPEC veio crescendo durante este mesmo período, fica difícil detectar uma economia, embora ela tenha mudado sua infraestrutura por equipamentos mais eficientes energeticamente. Por esta razão, faz-se uma simulação como se ela tivesse um número constante de estações de trabalho. Foi feito um comparativo do número total de máquinas que existiam em 2009 e vê-se quanto seria gasto se fossem utilizados desktops ao invés de thin clients. Simulando um gasto de energia com 69 estações de trabalho - desktops ao invés de thin clients - com 69 monitores LCD e 7 servidores, sendo 4 Dell Power

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