EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA."

Transcrição

1 EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA, por intermédio de um de seus Promotores de Justiça, vem, perante V. Exa., com fulcro arts. 5º, XXXII, 170, V e 129, III, da Constituição Federal; 25, IV, alínea a, da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público; 6º, VI e VII, e 81 e seguintes do Código de Defesa do Consumidor, propor AÇÃO CIVIL PÚBLICA, COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (URGENTE), segundo o rito ordinário, contra a FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA ASSEFAZ, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / , com sede na SCS, Quadra 04, Bloco A, Ed. ASSEFAZ, CEP nº , Brasília, Distrito Federal, e Gerência Regional na Av. Estados Unidos, n. 528, Ed. Joaquim Barreto de Araújo, 8º andar, Comércio, nesta Capital, pelos fundamentos a seguir expostos: 1

2 DOS FATOS A acionada, entidade sem fins lucrativos, constituiu-se para fins de assistência, através da prestação de serviços na modalidade plano privado de assistência à saúde, enquadrando-se, dessa forma, no conceito genérico de fornecedor de serviço, tal qual previsto no artigo 3 o e seu parágrafo 2 o do Código de Defesa do Consumidor, bem assim no específico conceito de operadora de plano de assistência à saúde, estatuído pelo artigo 1 o, incisos I e II, da Lei Federal nº 9.656/98. Entre as obrigações afetas à demandada está a assunção dos custos com exames e tratamentos de doenças reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde. Todavia, a ASSEFAZ vem restringindo a alguns dos seus consumidores portadores da hepatite C, doença que mata mais do que a AIDS, o acesso ao tratamento com a medicação denominada interferon alfa peguilado, bem como à realização do exame genotipagem do vírus C. A acionada, é importante frisar, vem somente conferindo cobertura dos citados exame e tratamento aos planos celebrados após a vigência da Lei Federal nº 9.656/98 ou àqueles que, celebrados em período anterior, tiveram sua cobertura ampliada através de adaptação contratual, conforme evidenciam as declarações (fls. 62/63 do inquérito civil) da Sra. Ana Cassiara Silva Pereira Moreira, gerente regional da demandada, e o documento acostado aos autos parecer médico pericial, subscrito pela Dra. Edna Maria Queiroz Fernandes, médica perita (fl. 64 do I.C.). 2

3 Em relação aos contratos celebrados antes do advento do aludido Diploma Legal e que não tenham sofrido adaptação, os representantes da acionada apresentaram a justificativa, evidentemente ilegal, de que o tratamento e o exame retrocitados estão inseridos nas disposições expressas de exclusão contratual (fl. 64). O Inquérito Civil que embasa a presente ação originou-se de declarações do Dr. Raymundo Paraná à imprensa, posteriormente confirmadas em audiência realizada nesta Promotoria com o referido médico, que apresentou documentos acerca do fato. O Dr. Raymundo Paraná, especialista em Gastroenterologia e Hepatologia, Professor, Mestre e Doutor pela Universidade Federal da Bahia e membro da Câmara Técnica do Ministério da Saúde, profundo conhecedor da realidade dos portadores do vírus das hepatites B e C, com toda uma vida profissional voltada para o estudo da referida doença, seu diagnóstico e cura, apresentou informações bastante esclarecedoras acerca do assunto, algumas das quais abaixo reproduzidas: - os planos de saúde viram as costas para os portadores de hepatite B e C; - estes pacientes terminam por procurar o Sistema Único de Saúde; - como os pacientes com plano de saúde conseguem realizar alguns exames prévios através de suas operadoras, a exemplo da biópsia hepática, dificuldade que se apresenta maior para os pacientes sem assistência privada, aqueles terminam por ser atendidos no SUS antes destes últimos; - o tratamento com o Interferon Peguilado no serviço público, então, incoerentemente, fica direcionado aos 3

4 pacientes que pagam às operadoras de planos de saúde para terem cobertura de todas as doenças; - na Bahia, cerca de 80% de pacientes com hepatite viral em tratamento no SUS têm contrato de plano de saúde; - são apenas pacientes na rede pública em todo o País, apesar da existência de mais de de brasileiros portadores das hepatites B e C; - algumas operadoras oferecem o tratamento apenas em alguns Estados, sobretudo das Regiões Sul e Sudeste, e outras, como a ASSEFAZ, recusam não só o tratamento, mas também o exame genotipagem do vírus C; - o Interferon Peguilado não pode ser obtido pelos pacientes em farmácias ou drogarias e constitui-se medicamento registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso exclusivamente hospitalar, aplicado sob supervisão terapêutica; - o medicamento também é utilizado, com aplicação de doses muito mais altas, no tratamento de outras doenças, como melanoma e leucemia, e, nestes casos, as operadoras de planos de saúde aceitam custeá-lo; - o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da Hepatite Viral Crônica C aprovado através da Portaria nº 863/2002 da Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde prevê o tratamento mediante aplicação do Interferon Peguilado no SUS. (vide informações constantes nas correspondências de fls. 05 e 06; 13; 19 e 20; 21 a 23; estudo realizado com pacientes em tratamento com interferon peguilado de 1999 a 2003 e no ano de 2004, acostado às fls. 24 a 30 e; Termo de Declarações às fls. 45 e 46). Vale ressaltar que a Portaria nº 863, da Secretaria de Assistência à Saúde (fls. 68 a 84), citada pelo Dr. Raymundo Paraná, ainda está em vigor, e que mesmo a Portaria nº 24, da Secretaria de Vigilância em Saúde (fls. 86 a 95), a qual vigorou por apenas uma semana por força da Portaria nº 25, do mesmo órgão (fl. 97), consagrou, tanto quanto aquela primeira, em seu texto, Critérios de Inclusão para Tratamento com Interferon Alfa Peguilado. Ou seja, o serviço público, com todas as suas limitações e mazelas, autoriza um tratamento, semelhante à quimioterapia, injustificadamente recusado pela 4

5 demandada, apesar da contraprestação pecuniária mensalmente proporcionada pelos seus contratantes consumidores. Quanto ao medicamento multicitado, ainda cumpre frisar que, na própria bula, antes do seu número de registro no Ministério da Saúde , a demonstrar que o produto está plenamente regular no mercado, há a indicação de que sua utilização está restrita a hospitais, numa referência clara a ambiente hospitalar, no qual se incluem clínicas capacitadas para efetuar o tratamento, de forma semelhante ao que ocorre, por exemplo, com a quimioterapia (fls. 16). A advertência na bula, portanto, possui a nítida finalidade de excluir, tão-somente, a aquisição direta e aplicação do Interferon Peguilado pelo próprio paciente em regime domiciliar. DO DIREITO A conduta da demandada, impedindo que determinados portadores da hepatite C tenham acesso ao tratamento da moléstia, para cujo combate é indispensável, seja mediante a utilização do Interferon Peguilado, bem como da realização do exame genotipagem do vírus C, revela-se manifestamente arbitrária, uma vez que a não incidência da Lei Federal nº 9.656/98 sobre os planos celebrados antes da sua vigência não justifica a inoponibilidade do dever de oportunizar tal tratamento. Justifica-se a acionada somente com base no argumento de que esses assistidos aderiram a planos firmados antes do 5

6 advento da Lei Federal nº 9.656/98 ou não submetidos à adaptação legal, olvidando-se de que agiu em severa afronta à legislação então vigente, que disciplinara a sua atividade desde a sua existência, vale dizer, a Lei Federal nº 8.078/90 e disposições do Código Civil revogado, vedatórias de cláusulas potestativas. Sucede, nesse diapasão, que é inconcebível que contratos anteriores à vigência da Lei Federal nº 9.656/98 possam expressamente prever a exclusão da cobertura do tratamento contra a hepatite C, porquanto resultam nulos de pleno direito, seja sob a ótica mesma da Lei Federal nº 8.078/90, o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, vigente desde o ano de 1991, seja em face da Lei Federal nº 3.071/16, o Código Civil revogado, conforme entendimento tranqüilo da jurisprudência. Aliás, o CDC, ao privilegiar o respeito à dignidade da pessoa humana e à boa-fé, reprime a desvantagem exagerada contra o consumidor, circunstância que, sem dúvida, ocorre na hipótese aqui examinada. Eis os dispositivos do CDC acerca do assunto: Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:... V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;... Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:... IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade; 6

7 ... 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vontade que: I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual; III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. STJ à frente: Veja-se o que, a respeito, decidiram os Tribunais, o... Neste agravo interno, argumenta a seguradora que o recurso especial discute matéria exclusivamente de direito, não dependendo do reexame de provas nem da análise de cláusula contratual. No mais, insiste com suas alegações a respeito da validade da cláusula que excluiu a cobertura, aduzindo que seria inaplicável o Código de Defesa do Consumidor, uma vez firmado o contrato antes de sua vigência. De qualquer forma, arremata a agravante que o contrato firmado, especialmente a restrição de cobertura, está em perfeita consonância com as disposições de proteção ao consumidor. É o relatório De qualquer forma, é da jurisprudência deste Tribunal a abusividade de cláusula que, em contrato de segurosaúde, afasta o tratamento de moléstias infectocontagiosas de notificação compulsória, a exemplo da AIDS. A propósito, confira-se a ementa do AgRg/REsp n SP (DJ 19/11/2001), relator o Ministro Pádua Ribeiro, assim ementado: "A cláusula de contrato de seguro-saúde excludente de tratamento de doenças infecto-contagiosas, caso da AIDS, não tem qualquer validade, porque abusiva". 4. Por fim, é de aduzir-se que, no REsp n SP(DJ 4/6/2001), relator o Ministro Menezes Direito, restou decidido que "nos contratos de adesão 'as cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil 7

8 compreensão'. Se assim não está redigida a cláusula limitativa, não tem força para alcançar o consumidor, presente flagrante violação, que merece reconhecida. 5. À vista do exposto, nego provimento ao agravo. (Transcrição de parte do voto lavrado pelo Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira no AgReg no Resp , STJ, 4ª T, decisão unânime, j. 18/09/2003 grifou-se)... CONVÊNIO DE ASSISTÊNCIA MEDICO-HOSPITALAR - PLANO DE SAÚDE - EXCLUSÃO DE COBERTURA À SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS) - INADMISSIBILIDADE - LIMINAR CONCEDIDA A FAVOR DO PORTADOR DO VÍRUS - Não pode o plano de saúde escusar-se da obrigação de prestar ao segurado, portador do vírus HIV, o tratamento médicohospitalar necessário, pois a cobertura deve ser generalizada a todas as patologias, independentemente do contrato firmado pelas partes. (AI /6, TJSP, 1ª C, j. 13/02/1996 grifou-se)... PLANO DE SAÚDE - RESTRIÇÕES CONSTANTES DA APÓLICE DE SEGURO - IMPOSSIBILIDADE DA EXCLUSÃO DE PROCEDIMENTOS MÉDICOS OU CIRÚRGICOS DO ALCANCE DO CONTRATO - ABUSIVIDADE CONTRATUAL CARACTERIZADA - A cláusula que estabelece restrições de cobertura do plano de saúde se caracteriza como abusiva. Cláusula abusiva é aquela que desequilibra a equação contratual e, portanto, nula. A doutrina ensina, a propósito, que "a abusividade de cláusula contratual e o descompasso de direitos e obrigações entre os contratantes, direitos e obrigações típicos daquele tipo de contrato, e a unilateralidade excessiva, e o desequilíbrio contrário à essência, ao objetivo contratual, aos interesses básicos presentes naquele tipo de relação. A abusividade é assim potencial, abstrata, porque ataca direitos e impõe obrigações, lesões, que ainda não aconteceram. A presença da cláusula abusiva no contrato celebrado ou na relação individual é que a torna atual e a execução do contrato que vai esclarecer o potencial abusivo da previsão contratual, é a atividade do intérprete do contrato, do aplicador da lei, que vai identificar a abusividade atual da cláusula." De conseqüência, em exame de cláusula 8

9 restritiva, imperativo se torna assinalar, de pronto, que forte corrente jurisprudencial tem se posicionado, recentemente, no sentido de "o que se não pode admitir é que as entidades que se dispõem a prestar ou assegurar assistência médica-hospitalar, para isso obtendo as autorizações legais, venham a dizer o que desejam e o que não desejam realizar nesse sentido. A sociedade não pode tolerar discriminações do tipo daquelas constantes das restrições do contrato celebrado com as pessoas físicas diretamente, devendo considerar-se tais cláusulas leoninas, potestativas, não escritas, portanto" (conforme Acórdão da 5.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, no Agravo de Instrumento n.º ). O reportado julgado assinala, ainda, que "toda teoria do direito, por mais liberal que seja, encaminha-se no sentido de suprir a hipossuficiência das partes, quer sejam contratantes ou litigantes, dispondo preceitos legais como o artigo 5.º da Lei de Introdução ao Código Civil, que o Juiz deverá aplicar a lei tendo em vista os fins sociais a que ela se dirige e as exigências do bem comum". Nessa diretriz, assim, "o julgamento de um contrato de prestação de seguro ou de serviços médicos, celebrado entre um particular e uma organização, como a ora recorrente, não se pode ignorar tais postulados, nem conjunto de normas derivadas da Constituição da República que, embora genéricas, devem temperar a interpretação de situações que tais, como, verbi gratia, o Código do Consumidor". No mesmo sentido, em considerar a exclusão como cláusula abusiva, anotam-se recentes decisões do TJSP: Agravo de instrumento n.º Ribeirão Preto - Quinta Câmara de Direito Privado - Julgamento: Relator: Marcus Andrade - Votação unânime. Agravo de Instrumento n.º São Paulo - Nona Câmara de Direito Privado - Julgamento: Relator: Ruiter Oliva - Votação unânime. 3. Apelação Cível n.º São Paulo - Sexta Câmara de Direito Privado - julgamento: Relator: Munhoz Soares - Votação unânime. Registra-se idêntica posição em julgado do Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial n.º SP), no sentido de que as empresas contratantes estão obrigadas a garantir o atendimento a todas as enfermidades relacionadas no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde e que é abusiva a cláusula de exclusão. Tornase, com efeito, inequívoca a criação, no contrato, de 9

10 vantagem exagerada para a contratada e de restrição do direito para a contratante e seus dependentes, havendo daí a clausula VI do contrato de serviços de ser declarada nula, segundo o ditame do Artigo 51, inciso IV, da Lei Federal n , de As restrições fazem o consumidor colocado em condição exageradamente desvantajosa, com rompimento do equilíbrio necessário que deve orientar todo e qualquer contrato. Sentença que se confirma por seus próprios fundamentos. Recurso improvido, à unanimidade, respondendo a Recorrente pelas custas processuais e a verba honorária em 10% (dez por cento) do valor atualizado da condenação. (Colégio Recursal das Relações de Consumo do Estado de Pernambuco, REC /1997, Proc /1997, j. 08/08/1997 grifou-se) Importa ressaltar, por relevante, que, mesmo antes da edição do Código de Defesa do Consumidor, cláusulas de tal jaez, potestativas, eram inadmitidas pelo direito brasileiro, uma vez que colidiam com o artigo 115 do Código Civil de Com efeito, a jurisprudência não vinha admitindo negativa da prestação de serviço privado de saúde, invocada pelas operadoras, com base em alegação de cláusula excludente de determinada enfermidade. Nesse sentido, vale conferir o presente aresto, datado de 1971, prolatado muito antes da edição do CDC, oportunidade em que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, lastreado unicamente no Código Civil, decidiu: É nula a condição potestativa e, por isso, tida como não estipulada. (Apelação Cível n.º 1.565, Relator Desembargador Cândido Colombo, julgado em , in repertório informatizado de jurisprudência Informe Jurídico) 10

11 Observa-se, portanto, que o advento da Lei Federal nº 9.656/98 apenas veio a confirmar uma tendência evolutiva da jurisprudência mais abalizada, a qual se formava antes do surgimento da acionada em 1984, pela cobertura, às expensas do plano de saúde, do tratamento no combate à hepatite C. Aliás, significava, antes, uma exigência, decorrente da impositividade inevitável da Classificação Internacional de Doenças reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde, listagem a qual obviamente integra a referida moléstia. De acordo com o texto da Lei n o 9.656/96, em que pese a coexistência do plano-referência de assistência à saúde, previsto no artigo 10, com a faculdade da oferta, da contratação e da vigência de outros produtos (rectius, modalidades de contratos), uma exigência legal é comum a todos: a cobertura às doenças constantes na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde da Organização Mundial da Saúde: Art. 10. É instituído o plano ou seguro-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padrão de enfermaria ou centro de terapia intensiva, ou similar, quando necessária a internação hospitalar, das doenças relacionadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial de Saúde, respeitadas as exigências mínimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto:... Art. 12. São facultadas a oferta, a contratação e a vigência de planos ou seguros privados de assistência à saúde que contenham redução ou extensão da cobertura assistencial e do padrão de conforto de internação hospitalar, em relação ao plano referência definido no art. 10, desde que observadas as seguintes exigências mínimas: 11

12 ... 1 o Dos contratos de planos e seguros de assistência à saúde com redução da cobertura prevista no plano ou seguro-referência, mencionado no art. 10, deve constar:... II - a cobertura às doenças constantes na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, da Organização Mundial da Saúde. (grifou-se) Assim, o consumidor que contratar plano de saúde pode optar por qualquer modalidade prevista na Lei, seja apenas a cobertura hospitalar, apenas ambulatorial, integral, com ou sem obstetrícia, porém, quanto ao conjunto de doenças cobertas, a inteligência da Lei é uma só, todas devem ser abrangidas. Verifica-se, destarte, que o raciocínio jurídico não mudou, apenas aperfeiçoou-se, para atingir a sua reprodução expressa em texto de lei, consolidando-se definitivamente. Em Apelação Cível interposta no ano de 2003, decidindo acerca de contrato celebrado sob a égide da Lei dos Planos de Saúde, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, através da sua Segunda Câmara Cível, acatou o pleito de consumidora contra operadora que se negava a reembolsá-la por despesas com tratamento controverso, adotado com restrições pela Sociedade Médica Internacional. Perceba-se, então, desde já, que o Interferon Peguilado e o exame genotipagem do vírus C não são tratamento ou meio dignóstico controversos, pois totalmente reconhecidos, tanto pelos órgãos públicos de saúde, quanto pelas entidades médicas, nacionais e internacionais. Vale transcrever parte de ementa do acórdão aqui referido: MÉRITO: 12

13 IV - Com base nas regras que orientam o sistema de saúde suplementar (Lei 9656/98 e 9961/00), a mera alegação de falta de cobertura não justifica a recusa de pagamento para determinado procedimento cirúrgico ou medicamento.... a abrangência da cobertura é ampla e geral, incluindo-se os procedimentos que vão sendo estabelecidos pela Medicina em prol da proteção da saúde do cidadão. Afinal, a Medicina, como sói acontecer, é ciência dinâmica, que não pode ser manipulada por limites impostos por normas restritivas, sob pena de infringência ao primado da dignidade da pessoa, princípio vetor e confluente dos direitos fundamentais, a teor do que revela o art. 1º, inciso III, da Constituição Federal pátria vigente. (Ap. Cível n.º , TJ/DF, 2ª CC, Relator J. J. Costa Carvalho) Importante ressaltar que não se pretende aplicar a lei nova, a Lei dos Planos de Saúde, aos contratos que foram celebrados em momento anterior à sua vigência, mas resta bastante claro que o Código de Defesa do Consumidor e mesmo o revogado Código Civil já resguardavam, nos pactos de seu tempo, o direito dos portadores da hepatite C ao exame genotipagem do vírus C e ao tratamento com Interferon Peguilado, pois, na verdade, reconheciam cláusulas abusivas, por configurarem vantagem excessiva para o fornecedor, e, antes disso, cláusulas leoninas, aquelas que excluíam alguma doença ou forma de diagnóstico ou tratamento, enaltecendo o objetivo principal do usuário ao concretizar a avença, consistente em proteger sua saúde de todas as enfermidades que o atingisse, até mesmo de doenças até então desconhecidas, e, por isso, não previstas em contrato. Dentro desse contexto, outro não poderia ser o entendimento da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Autarquia que detém, entre suas atribuições, segundo o parágrafo 1º do artigo 1º 13

14 da Lei dos Planos de Saúde, o poder-dever de normatizar e fiscalizar o segmento. E não é demais lembrar que se trata de atividade somente exercida mediante prévia autorização do Poder Público, ou seja, os fornecedores autorizados pelo Estado hão de submeter-se às normas pertinentes e à ANS. Em resposta ao Ofício nº 1.047/2006, oriundo da Promotoria de Justiça do Consumidor, a aludida Agência, por meio do Despacho nº 020/2007/GGTAP/DIPRO, foi fiel ao espírito da Lei, confirmando que o fornecimento de medicamentos durante a internação hospitalar é obrigatório, bastando serem prescritos pelo médico assistente; que sua Resolução Normativa de nº 82 lista apenas procedimentos médicos de cobertura obrigatória, sem especificar medicamentos utilizados; que o Interferon Peguilado está registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com uso restrito a hospitais, sendo vedada sua compra por pessoas físicas; que, assim, o Interferon Peguilado não se enquadra na exclusão de cobertura de medicamentos, pois sua aplicação não se dá em regime domiciliar (v. fls 102 a 104, I.C.). Como se pode observar, a Portaria 863/2002 estabelece o protocolo para a Hepatite Viral Crônica C, e o seu item 3.2 claramente discorre sobre a Inclusão para Tratamento com Interferon Alfa Peguilado (v. Fls. 137). DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DA LIMINAR 14

15 O artigo 84, 3 o, do CDC, consagra a possibilidade de o julgador, sentindo ser relevante o fundamento da demanda e justificado o receio de ineficácia do provimento final, conceder liminarmente a tutela pretendida pelo autor da ação. No caso dos autos, há necessidade de sustar as práticas abusivas anunciadas, que violam ostensivamente as normas legais acima invocadas e que são, ainda, capazes de causar, mais que prejuízos econômicos aos consumidores contratantes dos serviços da demandada, privações injustas, sofrimento físico agudo e, principalmente, risco de morte. Em situação de tamanha vulnerabilidade, o consumidor está a mercê de constrangimentos que somente a intervenção do Judiciário pode evitar. Impedir que os abusos persistam até o provimento final do Judiciário significa praticar a efetiva prevenção a danos patrimoniais e morais, individuais e coletivos, conforme prescrito pelo legislador no artigo 6 o, VI, da Lei Federal nº 8.078/90. DOS PEDIDOS LIMINARES Desta forma, requer o Ministério Público a concessão de provimento liminar, inaudita altera pars, determinando à demandada que assegure aos seus consumidores, no prazo de dez (10) dias, através da sua rede credenciada, o acesso ao tratamento 15

16 da hepatite C mediante a aplicação da droga denominada interferon peguilado e o exame genotipagem do vírus C, quando solicitados pelo respectivo médico assistente e desde que os contratos correspondentes incluam atendimento hospitalar ou ambulatorial, sob pena de pagamento de multa diária equivalente a R$ ,00 (cem mil reais), valor que deverá ser revertido para o fundo de que trata o artigo 13 da Lei Federal nº 7.347/85. DOS PEDIDOS Finalmente, requer o Ministério Público: presente ação, sob pena de revelia; a) a citação da ré para, querendo, contestar a b) a publicação do edital previsto no artigo 94 da Lei 8.078/90, para conhecimento dos interessados e eventual habilitação no feito como litisconsortes; c) a inversão do ônus da prova (art. 6 o, VIII, do CDC); d) a dispensa do pagamento de custas, emolumentos e outros encargos, desde logo, à vista do que dispõe o artigo 18 da Lei Federal nº 7.347/85 e artigo 87 da Lei Federal nº 8.078/90; e) sejam as intimações ao autor feitas pessoalmente, mediante entrega dos autos com vista, na sede da Promotoria de 16

17 Justiça do Consumidor, situada na Avenida Joana Angélica, nº 1312, Bloco Anexo, 3 o andar, Nazaré, em face do disposto nos artigos 236, par. 2 o, do CPC, 41, IV, da Lei Federal n o 8.625/93, e 199, XVIII, da Lei Complementar Estadual 11/96; f) o julgamento, ao final, da procedência desta ação, para tornar definitivo o provimento liminar requerido, condenando a demandada em todos os seus termos, bem como: 1) declarar a nulidade das cláusulas de todos os contratos da demandada que estabeleçam a exclusão de cobertura para a hepatite C, seja essa exclusão genérica ou restrita a determinados meios diagnósticos ou procedimentos terapêuticos; 2) condenar a demandada a restituir os valores desembolsados pelos consumidores, portadores da hepatite C, que com ela contrataram plano de saúde nas modalidades que incluem atendimento hospitalar ou ambulatorial e que foram obrigados, em face da conduta da ASSEFAZ, acima descrita, a arcar com as despesas para o tratamento da referida moléstia mediante a aplicação da droga denominada interferon peguilado, bem como através do exame genotipagem do vírus C; 3) condenar a demandada a indenizar os consumidores que sofreram danos materiais e morais decorrentes da prática adotada pela demandada, consistente em negar autorização para o tratamento da hepatite C através da aplicação do interferon peguilado, bem como para a realização do exame genotipagem do vírus C. em lei. Protesta provar o alegado pelos meios admitidos 17

18 (quinhentos mil reais). Atribui à causa o valor de R$ ,00 Pede deferimento. Salvador, 27 de setembro de AURISVALDO MELO SAMPAIO 4 o Promotor de Justiça do Consumidor da Capital 18

EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA.

EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA. EXMO.(A) SR.(A) DR.(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA ESPECIALIZADA DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA, por intermédio de um de seus Promotores

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 359 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000557534 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 1043649-38.2013.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante AMIL SAÚDE S/A, é apelado FELLIPE

Leia mais

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica

ACÓRDÃO. Salles Rossi RELATOR Assinatura Eletrônica fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2012.0000382774 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0001561-08.2012.8.26.0562, da Comarca de Santos, em que é apelante PLANO DE SAÚDE ANA COSTA LTDA, é apelado

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000018579 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0142773-50.2009.8.26.0100, da Comarca de, em que é apelante MARITIMA SAUDE SEGUROS S/A sendo apelado LIDIA ZAHARIC.

Leia mais

AÇÃO CIVIL PÚBLICA DOS FATOS

AÇÃO CIVIL PÚBLICA DOS FATOS EXMª. SRª. DRª. JUÍZA DE DIREITO DA CONSUMO DA COMARCA DE SALVADOR - BAHIA. VARA DE RELAÇÕES DE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA, por intermédio de um de seus Promotores de Justiça, vem, perante

Leia mais

Processo: 0016178-37.2012.808.0347 Requerente: FABIANO CEZAR NEVES DE OLIVEIRA, JORGETE NEVES DE OLIVEIRA Requerido(a): UNIMED VITORIA SENTENÇA

Processo: 0016178-37.2012.808.0347 Requerente: FABIANO CEZAR NEVES DE OLIVEIRA, JORGETE NEVES DE OLIVEIRA Requerido(a): UNIMED VITORIA SENTENÇA RIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO VITÓRIA VITÓRIA - 6º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL AVENIDA João Baptista Parra - Ed Enseada Tower. - Sl 1401(Cartório e Sala de Instrução), Sl 1702-A(Sala

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores CHRISTINE SANTINI (Presidente), CLAUDIO GODOY E LUIZ ANTONIO DE GODOY.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores CHRISTINE SANTINI (Presidente), CLAUDIO GODOY E LUIZ ANTONIO DE GODOY. fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000230468 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0015157-53.2013.8.26.0003, da Comarca de São Paulo, em que é apelante SUL AMÉRICA COMPANHIA DE SEGURO

Leia mais

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde Luciana de Oliveira Leal Halbritter Juíza de Direito do TJ RJ Mestre em Justiça e Cidadania pela UGF Sumário: 1. Introdução; 2. Aspectos Gerais;

Leia mais

PROCURADORIA DE JUSTIÇA EM MATÉRIA CÍVEL

PROCURADORIA DE JUSTIÇA EM MATÉRIA CÍVEL APELAÇÃO N.º 0192370-4 APELANTE: SUL AMÉRICA COMPANHIA DE SEGURO APELADO: TEREZINHA ALVES DOS SANTOS CUNHA, representada por MARIA DAS GRAÇAS SANTOS CUNHA ÓRGÃO JULGADOR: TERCEIRA CÂMARA CÍVEL RELATOR:

Leia mais

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde

Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde 1 Os Reajustes por Mudança de Faixa Etária nos Planos de Saúde Publicado em Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro /Cont. de/ RJRJ, Rio de Janeiro, n.80, p. 95-99, jul./set.

Leia mais

lllllll Illlllllll lllll S *02766739*

lllllll Illlllllll lllll S *02766739* .8 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA ^ ACÓRDÃO REGISTRADO(A) SOB N I lllllll Illlllllll lllll S *02766739* ^S APELAÇÃO CÍVEL

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA 1 PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA DECISÃO MONO CRÁTICA APELAÇÃO CÍVEL N" 200.2009.044444-5/001. ORIGEM : 7 Vara Cível da Comarca da

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000073868 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 9141018-46.2006.8.26.0000, da Comarca de Campinas, em que é apelante UNIMED CAMPINAS COOPERATIVA DE TRABALHO

Leia mais

DECISÃO MONOCRÁTICA CONSUMIDOR.

DECISÃO MONOCRÁTICA CONSUMIDOR. DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO Nº. 197021-30/2010-0001 APELANTE: SUL AMÉRICA COMPANHIA DE SEGURO SAÚDE APELADO: ELZA RODRIGUES PARENTE SILVEIRA RELATOR: DES. LINDOLPHO MORAIS MARINHO DECISÃO MONOCRÁTICA

Leia mais

DECISÃO MONOCRÁTICA. A indenização deve ser compatível com a reprovabilidade da conduta e a gravidade do dano produzido.

DECISÃO MONOCRÁTICA. A indenização deve ser compatível com a reprovabilidade da conduta e a gravidade do dano produzido. DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO Nº. 04239-85/2009.0209 APELANTE: AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNANCIONAL LTDA. APELADO: ILTON GAZANO RELATOR: DES. LINDOLPHO MORAIS MARINHO DECISÃO MONOCRÁTICA CONSUMIDOR.

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação n 2 0002156-94.2010.8.26.0297, da Comarca de Jales, em que é apelante LÚCIA ALVES SANT ANA

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação n 2 0002156-94.2010.8.26.0297, da Comarca de Jales, em que é apelante LÚCIA ALVES SANT ANA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 382 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N "03520294* Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação

Leia mais

Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo

Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo 471 Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo Sonia Maria Monteiro 1 O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR NO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE COLETIVO No plano coletivo de assistência à saúde,

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores LUIZ ANTONIO DE GODOY (Presidente sem voto), DE SANTI RIBEIRO E ELLIOT AKEL.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores LUIZ ANTONIO DE GODOY (Presidente sem voto), DE SANTI RIBEIRO E ELLIOT AKEL. ACÓRDÃO Registro: 2011.0000324840 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0068021-37.2009.8.26.0576, da Comarca de São José do Rio Preto, em que é apelante UNIMED - SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL TRIBUNAL DE JUSTIÇA DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL Apelação Cível nº. 0096526-41.2011.8.19.0001 Apelante: Amil Assistência Médica Internacional S/A Apelado: Raul Ricardo Raposo Filho Relator: Des. Elton M.

Leia mais

Reajuste da mensalidade em função da mudança de faixa etária

Reajuste da mensalidade em função da mudança de faixa etária 428 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 6 Judicialização da Saúde - Parte I Reajuste da mensalidade em função da mudança de faixa etária Raquel de Andrade Teixeira Cardoso 1 INTRODUÇÃO Em razão dos baixos

Leia mais

OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO RIO DE JANEIRO. Agravo de Instrumento nº 0040129-28.2012.8.19.0000

OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO RIO DE JANEIRO. Agravo de Instrumento nº 0040129-28.2012.8.19.0000 OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO RIO DE JANEIRO Agravo de Instrumento nº 0040129-28.2012.8.19.0000 Agravante: Waldemar Monteiro Fidalgo Agravado: CABERJ Caixa de Assistência à Saúde

Leia mais

OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO OITAVA CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO APELAÇÃO CÍVEL Nº 2008.001.56923 APELANTE: BRADESCO SAÚDE S/A APELADA: VÂNIA FERREIRA TAVARES RELATORA: DES. MÔNICA MARIA COSTA APELAÇÃO

Leia mais

CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO

CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO 1 CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO 03/09/2013 2 PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR NO COMÉRCIO ELETRÔNICO E AS LIMITAÇÕES DO DECRETO 7.962/2013 3 Conclusões O CDC é mais do que suficiente para a

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 168 SENTENÇA Processo Digital nº: 1087388-27.2014.8.26.0100 Classe - Assunto Procedimento Sumário - Planos de Saúde Requerente: Maria Nazaré de Camargo Pacheco Amaral Requerido: Lincx Serviços de

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores JAYME QUEIROZ LOPES (Presidente), ARANTES THEODORO E PEDRO BACCARAT.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores JAYME QUEIROZ LOPES (Presidente), ARANTES THEODORO E PEDRO BACCARAT. fls. 1 Registro: 2015.0000378701 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0001863-52.2013.8.26.0481, da Comarca de Presidente Epitácio, em que é apelante UNIÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.311.407 - SP (2012/0041104-0) RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA (Relator): Trata-se de recurso especial interposto por PAULO DONIZETI DA SILVA e sua esposa

Leia mais

DECISÃO MONOCRÁTICA. Trata-se de ação revisional proposta por FÁTIMA EUNICE ALVES DOS SANTOS em face do BRADESCO SAÚDE S.A

DECISÃO MONOCRÁTICA. Trata-se de ação revisional proposta por FÁTIMA EUNICE ALVES DOS SANTOS em face do BRADESCO SAÚDE S.A Primeira Câmara Cível Apelante: BRADESCO SAÚDE S.A. Apelado: FÁTIMA EUNICE ALVES DOS SANTOS Relator: Des. MALDONADO DE CARVALHO SEGURO SAÚDE. ASSISTÊNCIA MÉDICO- HOSPITALAR. RELAÇÃO DE CONSUMO. REAJUSTE

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA rr PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA ACÓRDÃO Apelação Cível nq 200.2010.004672-7/001 Origem Relatora Apelante Advogado Apelado Advogada : 3 2 Vara Cível da Comarca da Capital :

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.092.127 - SP (2008/0220476-5) RECORRENTE RECORRIDO REPR. POR : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL LTDA : MARIA CAROLINA SULETRONI E OUTRO(S) : SÉRGIO MELONE OLGAS - ESPÓLIO : NIVEA

Leia mais

ARTIGO: OS PLANOS DE SAÚDE E A LIMITAÇÃO DE ACESSO A TRATAMENTOS ESPECIAIS

ARTIGO: OS PLANOS DE SAÚDE E A LIMITAÇÃO DE ACESSO A TRATAMENTOS ESPECIAIS ARTIGO: OS PLANOS DE SAÚDE E A LIMITAÇÃO DE ACESSO A TRATAMENTOS ESPECIAIS Carlos Roberto Pegoretti Júnior 1 RESUMO: Planos de Saúde. Artigos 6º e 196, da Constituição Federal. Aplicação das normas contidas

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.11.112845-0/003 Númeração 1128450- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Wanderley Paiva Des.(a) Wanderley Paiva 04/12/2013 13/12/2013 EMENTA: AÇÃO

Leia mais

Parte Autora: SIND TRAB EMPR TELEC OPER DE MESAS TELEF DO EST R G N. Parte Ré: FUNDACAO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL DECISÃO

Parte Autora: SIND TRAB EMPR TELEC OPER DE MESAS TELEF DO EST R G N. Parte Ré: FUNDACAO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL DECISÃO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE 11ª Vara Cível da Comarca de Natal Rua Doutor Lauro Pinto, 315, Candelária, NATAL - RN - CEP: 59064-250 Processo: 0807584-66.2015.8.20.5001 Parte Autora:

Leia mais

respeitar a autonomia do médico e do paciente em relação à escolha de métodos diagnósticos e terapêuticos

respeitar a autonomia do médico e do paciente em relação à escolha de métodos diagnósticos e terapêuticos A INTERFERÊNCIA DAS EMPRESAS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE, POR INTERMÉDIO DE SEUS AUDITORES, NAS QUESTÕES RELATIVAS À AUTONOMIA PROFISSIONAL DOS MÉDICOS RADIOTERAPEUTAS As empresas de assistência à saúde cada

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL DE 1ª INSTÂNCIA DECISÃO Nº : /2013 PCTT: 90.07.00.04 PROCESSO Nº: 12980-94.2013.4.01.3200 CLASSE : 1100 AÇÃO ORDINÁRIA/TRIBUTÁRIA AUTOR : ESTADO DO AMAZONAS RÉU : CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DO AMAZONAS CRF/AM

Leia mais

Assinatura do autor por RUI PORTUGAL BACELLAR FILHO:7624 , Validade desconhecida. Estado do Paraná

Assinatura do autor por RUI PORTUGAL BACELLAR FILHO:7624 <rpf@tjpr.jus.br>, Validade desconhecida. Estado do Paraná Assinatura do autor por RUI PORTUGAL BACELLAR FILHO:7624 , Validade desconhecida Estado do Paraná AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1206389-5, DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA

Leia mais

Modelo de Petição inicial para o Juizado Especial Cível (para deferir depósito judicial com percentual de reajuste de 11,75%)

Modelo de Petição inicial para o Juizado Especial Cível (para deferir depósito judicial com percentual de reajuste de 11,75%) Modelo de Petição inicial para o Juizado Especial Cível (para deferir depósito judicial com percentual de reajuste de 11,75%) EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DIRETOR DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA (indicar a

Leia mais

É DEVIDO REEMBOLSO POR CANCELAMENTO DE VIAGEM POR PROBLEMAS DE SAÚDE.

É DEVIDO REEMBOLSO POR CANCELAMENTO DE VIAGEM POR PROBLEMAS DE SAÚDE. É DEVIDO REEMBOLSO POR CANCELAMENTO DE VIAGEM POR PROBLEMAS DE SAÚDE. Apelação cível. Prestação de serviços. Contratação de pacote turístico. Autora que cancelou a viagem poucos dias antes do embarque

Leia mais

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Gabinete dadesembargadora Marilia de Castro Neves Vieira

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Gabinete dadesembargadora Marilia de Castro Neves Vieira VIGÉSIMA CÂMARA CÍVEL Apelação Cível n 0002172-79.2011.8.19.0209 Apelante: CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL CASSI Apelado: IVAN DE CASTRO ESTEVES Relator: Des. Marilia de Castro

Leia mais

ACORDAM, em Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por votação unânime, negar provimento ao recurso.

ACORDAM, em Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por votação unânime, negar provimento ao recurso. ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÂTICA REGISTRADO(A) SOB N III H *02536027* Piano de saúde - Recusa de cobertura de exame prescrito por médico especialista para paciente em

Leia mais

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação

Sentença. 1. Relatório. Relatório dispensado (artigo 38 da Lei 9.099/95). 2. Fundamentação Processo : 2013.01.1.151018-6 Classe : Procedimento do Juizado Especial Cível Assunto : Contratos de Consumo Requerente : CELSO VIEIRA DA ROCHA JUNIOR Requerido : EMPRESA EBAZAR Sentença 1. Relatório Relatório

Leia mais

Agravo de Instrumento n. 2012.002772-8, da Capital Relator: Des. Jaime Luiz Vicari

Agravo de Instrumento n. 2012.002772-8, da Capital Relator: Des. Jaime Luiz Vicari Agravo de Instrumento n. 2012.002772-8, da Capital Relator: Des. Jaime Luiz Vicari AÇÃO COMINATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. PLANO DE SAÚDE. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES. PRETENSÃO

Leia mais

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Sétima Câmara Cível

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Sétima Câmara Cível AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº: 0057782-77.2011.8.19.0000 AGRAVANTE: UNIMED RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO RIO DE JANEIRO LTDA Advogado: Marcelo Neumann Moreiras Pessoa AGRAVADOS: DENISE DA MOTTA CARVALHO

Leia mais

D E C I S Ã O. Vistos.

D E C I S Ã O. Vistos. D E C I S Ã O Vistos Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ECT pretendendo a concessão de liminar nas modalidades initio litis e inaudita altera pars

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO I 4 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL N. 00.2007.08840-2/00 RELATOR: Des. Manoel Soares Monteiro APELANTE: Edney Geovani Dias Agra

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 2 Registro: 2015.0000086160 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0011047-84.2013.8.26.0011, da Comarca de São Paulo, em que é apelante ORDALIA REGINA DA SILVA BUSO, são

Leia mais

DECISÃO MONOCRÁTICA CONTRATO DE SEGURO DE VIDA E INVALIDEZ PERMANENTE EM GRUPO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SEGURADO COM LESÃO NEUROLÓGICA QUE

DECISÃO MONOCRÁTICA CONTRATO DE SEGURO DE VIDA E INVALIDEZ PERMANENTE EM GRUPO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. SEGURADO COM LESÃO NEUROLÓGICA QUE DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO N.º 0402603-95.2008.8.19.0001 APELANTE: SULAMÉRICA SEGUROS DE VIDA E PREVIDENCIA APELADO: FRANCISCO DE SOUZA COELHO JUNIOR RELATOR: DES. LINDOLPHO MORAIS MARINHO DECISÃO

Leia mais

RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014

RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014 Procedimento Administrativo MPF/PR/RJ nº 1.30.001.001245/2013-82 RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República in fine assinado, com fundamento nos

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO APELAÇÃO CÍVEL nº 0007033-40.2009.4.03.6100/SP APELANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADO: UNIÃO FEDERAL RELATORA: Desembargadora

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 864.760 - GO (2006/0145586-0) RELATORA : MINISTRA JANE SILVA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/MG) RECORRENTE : UNIÃO RECORRIDO : SALVADOR LAUREANO DE ASSUNÇÃO ADVOGADO : LÁZARO SOBRINHO

Leia mais

Estado de Mato Grosso Poder Judiciário Comarca de Várzea Grande Juízo da 2ª Vara Cível. Vistos etc.,

Estado de Mato Grosso Poder Judiciário Comarca de Várzea Grande Juízo da 2ª Vara Cível. Vistos etc., Processo Nº. 20271-27.2012 - Código 299671 Vistos etc., 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO promove AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONSUMERISTA C/C LIMINAR em desfavor de SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA. ( SKY

Leia mais

11è 8 3(21 . * ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO

11è 8 3(21 . * ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO 4. * 8 3(21 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL N. 200.2003.018359-0/001 i a Vara Cível da Comarca da Capital RELATOR : Des. MANOEL

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL. Autor: Ministério Público do Estado de São Paulo. Réu: Vivo S/a, Claro S/A, Tim Celular S/A e TNL PCS S/A

PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL. Autor: Ministério Público do Estado de São Paulo. Réu: Vivo S/a, Claro S/A, Tim Celular S/A e TNL PCS S/A Registro nº /2013 Processo nº 0009617-48.2012.403.6109 Autor: Ministério Público do Estado de São Paulo Réu: Vivo S/a, Claro S/A, Tim Celular S/A e TNL PCS S/A DECISÃO Cuida-se de ação civil pública ajuizada

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL \d \w1215 \h1110 FINCLUDEPICTURE "brasoes\\15.bmp" MERGEFORMAT PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL Processo n. 001.08.020297-8 Ação: Ação Civil Pública Autor: Ministério

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA NONA CÂMARA CÍVEL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA NONA CÂMARA CÍVEL TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA NONA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0014455-71.2010.8.19.0209 APELANTE 1: UNIMED RIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO RIO DE JANEIRO LTDA. APELANTE

Leia mais

+, -7+ ''*,.:,,,i Pe", NiBJ1,,1,g..0 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho

+, -7+ ''*,.:,,,i Pe, NiBJ1,,1,g..0 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho , 5 +, -7+ ''*,.:,,,i Pe", NiBJ1,,1,g..0 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL N. 200.2007.752.691-7/001 Comarca de João Pessoa

Leia mais

-"Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde".

-Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL N 200.2010.025285-3/002 RELATOR: Des. Genésio Gomes Pereira Filho APELANTE: UNIMED João

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA SEXTA CÂMARA CIVEL APELAÇÃO CÍVEL Nº 0371286-11.2010.8.19.0001 APELANTE 1: BRADESCO SAÚDE S/A APELANTE 2: VALÉRIA MELLO DA SILVA APELADOS: OS MESMOS RELATOR: DESEMBARGADOR JOSÉ ROBERTO PORTUGAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 467.878 - RJ (2002/0127403-7) RELATOR : MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR EMENTA RESPONSABILIDADE CIVIL. Hospital. Santa Casa. Consentimento informado. A Santa Casa, apesar de ser instituição

Leia mais

ACÓRDÃO. Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 566.553-5/0-00, da Comarca de

ACÓRDÃO. Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 566.553-5/0-00, da Comarca de ACÓRDÃO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REG,ST^.?^.!!I I1.. 1 Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 566.553-5/0-00, da Comarca de SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, em que são apelantes

Leia mais

DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL

DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL DÉCIMA SÉTIMA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL PROCESSO N.º 0045124-85.2009.8.19.0066 APELANTE: TATIANA PRADO MONTEIRO DA SILVA APELADA: UNIMED VOLTA REDONDA RELATOR: DES. WAGNER CINELLI DE PAULA FREITAS Apelação

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 91 Registro: 2014.0000560120 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 4008523-94.2013.8.26.0577, da Comarca de São José dos Campos, em que é apelante ULYSSES PINTO NOGUEIRA,

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL TRIBUNAL DE JUSTIÇA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Agravo Inominado na Apelação Cível nº. 0335220-03.2008.8.19.0001 Agravante: GOLDEN CROSS ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA Agravado: JORGE MEDEIROS FREITAS

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Fórum João Mendes Júnior - 18º Andar, sala 1806, Centro - CEP 01501-900, Fone: 2171-6315, São Paulo-SP

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Fórum João Mendes Júnior - 18º Andar, sala 1806, Centro - CEP 01501-900, Fone: 2171-6315, São Paulo-SP Registro: 2015.0000075537 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso Inominado nº 1008924-47.2014.8.26.0016, da Comarca de São Paulo, em que é recorrente CHAMALEON EVEN EMPREENDIMENTOS

Leia mais

Desembargador SEBASTIÃO COELHO Acórdão Nº 732.640 E M E N T A

Desembargador SEBASTIÃO COELHO Acórdão Nº 732.640 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 5ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20130020148016AGI Agravante(s) SINDICATO DOS ODONTOLOGISTAS DO

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL PROCESSO Nº 0094114-74.2010.8.19.0001 VIGÉSIMA CÂMARA CÍVEL

APELAÇÃO CÍVEL PROCESSO Nº 0094114-74.2010.8.19.0001 VIGÉSIMA CÂMARA CÍVEL APELANTE: WANIA CRISTINA DA SILVA (Autora) APELADO: GOLDEN CROSS ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL DE SAÚDE LTDA (Ré) RELATORA: DES. INÊS DA TRINDADE CHAVES DE MELO APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 0233118-29.2010.8.19

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 0233118-29.2010.8.19 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 0233118-29.2010.8.19.0001 APELANTE: CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - CASSI APELADO:

Leia mais

LORAINE BEATRIZ ELY PINHEIRO A C Ó R D Ã O

LORAINE BEATRIZ ELY PINHEIRO A C Ó R D Ã O APELAÇÃO. SEGUROS. PLANOS DE SAÚDE. GEAP-FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL. AUTOGESTÃO MULTIPATROCINADA. PLANO SAÚDE. REAJUSTE NA MENSALIDADE. ABUSIVIDADE NÃO VERIFICADA. À UNANIMIDADE, DERAM PROVIMENTO AO

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 157.303-4/9-00, da Comarca de

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 157.303-4/9-00, da Comarca de TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N *024022V:* Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO

Leia mais

Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 1ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20130020241390AGI Agravante(s) GOLDEN CROSS ASSISTENCIA INTERNACIONAL

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Decisão sobre Repercussão Geral DJe 18/09/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 06/09/2012 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 651.703 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S)

Leia mais

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro APELAÇÃO CÍVEL Nº 0460569-74.2012.8.19.0001 APELANTE: ALINE ALMEIDA PERES APELADO: INSTITUTO BRASILEIRO DE MEDICINA DE REABILITAÇÃO LTDA RELATOR: DES. FERNANDO ANTONIO DE ALMEIDA APELAÇÃO CÍVEL DIREITO

Leia mais

(6) Apelação Cível nº 0381210-41.2013.8.19.0001 1

(6) Apelação Cível nº 0381210-41.2013.8.19.0001 1 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO VIGÉSIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL CONSUMIDOR APELAÇÃO CÍVEL Nº 0381210-41.2013.8.19.0001 44ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL APELANTE: EDMILSON JOSÉ RUSSEL DO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 447.888 - RO (2002/0084713-3) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS - RONSEG ADVOGADO : ODAILTON KNORST RIBEIRO RECORRENTE : SUL AMÉRICA

Leia mais

Caso prático V exame de ordem unificado

Caso prático V exame de ordem unificado Caso prático V exame de ordem unificado Em 19 de março de 2005, Agenor da Silva Gomes, brasileiro, natural do Rio de Janeiro, bibliotecário, viúvo, aposentado, residente na Rua São João Batista, n. 24,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL EDILSON PEREIRA NOBRE JÚNIOR

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL EDILSON PEREIRA NOBRE JÚNIOR AC Nº 540866/PE (0010598-17.2010.4.05.8300) APTE : UNIMED GUARARAPES - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV/PROC : BRUNO BEZERRA DE SOUZA e outros APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ASSIST MP : ANS - AGÊNCIA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça S EMENTA CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CIRURGIA BARIÁTRICA. PEDIDO MÉDICO. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO. DANO MORAL. DECISÃO

Leia mais

VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS os presentes autos

VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS os presentes autos ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO GABINETE DO DES. SAULO HENRIQUES DE SÁ E BENEVIDES. ACÓRDÃO APELAÇÃO CÍVEL N. 001.2007.024438-7/001 7a Vara Cível da Capital. RELATOR :Des. Saulo Henriques de Sá e Benevides.

Leia mais

Assinatura: RELATÓRIO

Assinatura: RELATÓRIO Gerência/Diretoria: NUCLEO-RJ/SEGER Protocolo nº: 33902.566210/2012-01 Data: 23/11/2012 Hora: 14:33:25 Diretoria de Fiscalização Assinatura: Processo n.º: 33902.113433/2010-08 Demanda/Protocolo: 963822/959019

Leia mais

GUILHERME COUTO DE CASTRO Desembargador Federal - relator

GUILHERME COUTO DE CASTRO Desembargador Federal - relator 292 RELATOR : GUILHERME COUTO DE CASTRO APELANTE : CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRACAO - RJ ADVOGADO : ALESSANDRA CHRISTINA DE MACEDO APELADO : GE CELMA LTDA ADVOGADO : BRENO LADEIRA KINGMA ORLANDO ORIGEM

Leia mais

Nº 70051718773 COMARCA DE LAJEADO A C Ó R D Ã O

Nº 70051718773 COMARCA DE LAJEADO A C Ó R D Ã O Apelação cível. Seguros. Ação de cobrança. Seguro de carga. Agravamento do risco configurado. Negativa de pagamento da cobertura securitária embasada em cláusula contratual que determina a necessidade

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 163 SENTENÇA Processo nº: 1020203-79.2015.8.26.0053 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal Requerente: Comercial Móveis das Nações Sociedade Ltda. (Lojas Marabraz) Requerido:

Leia mais

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34

22/10/2015 https://pje.tjdft.jus.br/pje/consultapublica/detalheprocessoconsultapublica/documentosemloginhtml.seam?ca=e7a42b30ee6f6d0ff5bb5ab6f2d34 Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 2JEFAZPUB 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF Número do processo: 0706261 95.2015.8.07.0016 Classe judicial:

Leia mais

Nº 70033432600 COMARCA DE PORTO ALEGRE

Nº 70033432600 COMARCA DE PORTO ALEGRE APELAÇÃO CÍVEL. LICITAÇÃO E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. CGTEE. CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS JURÍDICOS ESPECIALIZADOS NAS ÁREAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA. TÉRMINO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DO CONTRATO. AUSÊNCIA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.045.616 - DF (2008/0069652-2) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADA : MINISTRO ALDIR PASSARINHO JUNIOR : NEUZA JOSE RIBEIRO : MARCOS ATAIDE CAVALCANTE E OUTRO(S) : BRB CLUBE

Leia mais

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro APELAÇÃO CÍVEL Nº 0035092-08.2012.8.19.0004 APELANTE: BANCO BRADESCO S/A APELADO: BRUNO GARCIA DE SÁ RELATOR: DES. FERNANDO ANTONIO DE ALMEIDA APELAÇÃO CÍVEL DIREITO DO CONSUMIDOR AÇÃO SOB O RITO SUMÁRIO

Leia mais

PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO Nº 85735/2011 - CLASSE CNJ - 198 - COMARCA CAPITAL APELANTE: BANCO VOLKSWAGEN S. A. DIRCE MARIA NONATO DE MORAES

PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO Nº 85735/2011 - CLASSE CNJ - 198 - COMARCA CAPITAL APELANTE: BANCO VOLKSWAGEN S. A. DIRCE MARIA NONATO DE MORAES APELAÇÃO Nº 85735/2011 CLASSE CNJ 198 COMARCA CAPITAL Fls. APELANTE: BANCO VOLKSWAGEN S. A. APELADA: DIRCE MARIA NONATO DE MORAES Número do Protocolo: 85735/2011 Data de Julgamento: 1812012 EMENTA APELAÇÃO

Leia mais

367 PROCESSO ELETRÔNICO

367 PROCESSO ELETRÔNICO DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL PROCESSO ELETRÔNICO (kl) APELAÇÃO Nº. 195804-83/2009-0001 APELANTE: GAMA SAÚDE S. A. APELADO: ALBANO DE SOUZA MARQUES APELANTE: RELATOR: DES. LINDOLPHO MORAIS MARINHO DECISÃO

Leia mais

SENTENÇA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR

SENTENÇA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR fls. 253 SENTENÇA Processo nº: 1020149-49.2014.8.26.0506 Classe - Assunto Ação Civil Pública - Turismo Requerente: ANADEC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR Requerido: VIBE TOUR

Leia mais

Decisão. Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Gabinete da Desembargadora Denise Levy Tredler

Decisão. Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Gabinete da Desembargadora Denise Levy Tredler DÉCIMA NONA CÂMARA CÍVEL ORIGEM: 41ª VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL APELAÇÃO CÍVEL Nº. 0091045-34.2010.8.19.0001 APELANTE: AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL LTDA APELADA: ARACY MONTE RELATOR: DES.

Leia mais

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Empresarial da Comarca da Capital

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Empresarial da Comarca da Capital Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Empresarial da Comarca da Capital O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, por intermédio do Promotor de Justiça que ao final subscreve, vem,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO *02532295*

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO *02532295* #& PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAO PAULO ACÓRDÂO/DECISÂO MONOCRÁTICA ACÓRDÃO REGISTRADO(A) SOB N *02532295* Plano de saúde - Recusa de cobertura do exame de CINTILOGRAFIA DO MIOCÁRDIO prescrito

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 5 TRIBUNAL DE JUSTIÇA São Paulo ACÓRDÃO Registro: 2014.0000527400 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0010031-52.2012.8.26.0554, da Comarca de Santo André, em que é apelante

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 989.380 - RN (2007/0216171-5) RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE RECORRIDO : UNIMED DE NATAL COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADVOGADO : FABIANO FALCÃO DE

Leia mais

Brasília (DF), 25 de novembro de 2013(Data do Julgamento) RECURSO ESPECIAL Nº 1.411.293 - SP (2013/0341500-6)

Brasília (DF), 25 de novembro de 2013(Data do Julgamento) RECURSO ESPECIAL Nº 1.411.293 - SP (2013/0341500-6) RECURSO ESPECIAL Nº 1.411.293 - SP (2013/0341500-6) RELATORA RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRA NANCY ANDRIGHI : MAGALY APARECIDA SALORNO : ANA APULA PICCHI DANCONA VIVIANE DUARTE GONÇALVES E OUTRO(S) : SUL

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 6ª Câmara de Direito Privado ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 6ª Câmara de Direito Privado ACÓRDÃO ACÓRDÃO Registro: 2012.0000638132 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0010183-26.2011.8.26.0008, da Comarca de São Paulo, em que é apelante/apelado ALICE FERNANDES SANCHES, é apelado/apelante

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Federal de Taubaté SP

PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Federal de Taubaté SP 2ª VARA FEDERAL DE TAUBATÉ - SP Autos n 0000406-44.2015.403.6121 - AÇÃO DE PROCEDIMENTO ORDINÁRIO AUTOR: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SUBSEÇÃO DE TAUBATÉ RÉU: UNIMED DE TAUBATÉ COOPERATIVA DE TRABALHO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.280.171 - SP (2011/0144286-3) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO MASSAMI UYEDA : A C DE A : ANNA CRISTINA BORTOLOTTO SOARES E OUTRO(S) : B L C DE A E OUTRO : CLEBER SPERI EMENTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 907.718 - ES (2006/0266103-0) RELATORA : MINISTRA NANCY ANDRIGHI RECORRENTE : LUCIANO DA SILVA MAYRINK ADVOGADO : LUCIANA MARQUES DE ABREU JÚDICE E OUTRO(S) RECORRIDO : ASSOCIAÇÃO DE

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba Gabinete do Desembargador José Ricardo Porto

Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba Gabinete do Desembargador José Ricardo Porto Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba Gabinete do Desembargador José Ricardo Porto DECISÃO MONOCRÁTICA AGRAVO DE INSTRUMENTO N 200.2011.047193-1/001 Capital. itelator : Desembargador

Leia mais