Sistema Setorial de Inovação de Telecomunicações no Brasil: Estrutura e Trajetória

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1 Sistema Setorial de Inovação de Telecomunicações no Brasil: Estrutura e Trajetória Autoria: João Carlos da Cunha, Alvaro Augusto Dossa, Rafael Kuramoto Gonzalez, Andre Luis de Sa Nunes Resumo: O seguinte artigo apresenta uma pesquisa sobre o sistema setorial de telecomunicações, traçando o movimento de evolução do setor na economia global e na brasileira. A pesquisa inclui os principais marcos tecnológicos ocorridos durante a história do setor e a trajetória tecnológica setorial em nível internacional e nacional. Analisa-se a estruturação do sistema setorial de telecomunicações, apontando as principais políticas de apoio ao setor, as principais instituições de apoio (instituições públicas, reguladoras, normas e regras), os centros de pesquisa e P&D (universidades, laboratórios, centros de pesquisa) e as empresas e suas relações com fornecedores, clientes, concorrentes e demais instituições. Ademais, o artigo apresenta o aprendizado tecnológico setorial e as perspectivas de desenvolvimento do sistema setorial de telecomunicações. 1. Introdução Muito do que se encontra a respeito de Sistemas Setoriais são informações técnicas a respeito de valores e tecnologias. Não são facilmente encontradas informações sobre Sistemas Setoriais de Inovação, especialmente no que se refere ao setor de telecomunicações. Dessa forma, este trabalho pretende apresentar a teoria do sistema setorial de inovação de telecomunicações contrastando-a com dados encontrados em relatórios de instituições que estudam o setor. É proposta a apresentação de como se estruturou o Sistema Setorial de Telecomunicações e como ele se apresenta atualmente. Assim, verificar-se-á a estruturação do Sistema Setorial de Telecomunicações, mais especificamente do Subsistema Setorial de Telefonia Móvel e Fixa. Outros objetivos específicos incluem a construção de um histórico evolutivo econômico e tecnológico das telecomunicações, a construção de um paralelo entre o atual momento das Telecomunicações de diversos países do mundo - o bloco conhecido como BRIC Brasil, Rússia, Índia e China e as outras três grandes economias do mundo Estados Unidos, Alemanha e Japão, além da África do Sul e da Austrália para representar os outros dois continentes faltantes. Este trabalho está estruturado da seguinte forma: referencial teórico, apresentando os principais conceitos sobre Inovação, bem como sobre o Sistema Setorial de Telecomunicação. Após, a Metodologia utilizada na construção do trabalho, seguido pela descrição da Trajetória do Sistema Setorial de Inovação das Telecomunicações. O artigo será finalizado com as considerações finais. 2. Referencial Teórico Importante parte no estudo de um Sistema Setorial de Inovação e Produção (SSIP) é a utilização de um conceito completo. Malerba (2002) considera que os SSIP são compostos por diferentes agentes que fazem intercâmbios mercadológicos e não-mercadológicos para a geração, adoção e uso de novas ou estabelecidas tecnologias de forma a criar, produzir e utilizar novos ou estabelecidos produtos de determinado setor. Ressalta-se, ainda, que um SSIP muda por um processo co-evolutivo. O Relatório da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC) de 2005, elaborado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que utiliza a definição presente no Manual de Oslo, define inovação tecnológica pela implementação de produtos (bens ou serviços) ou processos tecnologicamente novos ou substancialmente aprimorados. Essa implementação ocorre quando o produto é introduzido no mercado ou quando o processo passa a ser operado pela empresa. (PINTEC, 2005) 1

2 Nelson (2006) define inovação como sendo os processos pelos quais as organizações dominam e usam projetos de produtos (incluindo também serviços) novos para elas, mesmo que não sejam exatamente novos falando em termos mais amplos. Um conceito adicional que se faz importante é o de Sistema Nacional de Inovação (SNI). SNI é definido como o conjunto de instituições cujas interações determinam o desempenho inovador, no sentido já referido das empresas nacionais. Também é utilizado para designar um grupo de atores institucionais que, em conjunto, desempenha o importante papel de influenciar um desempenho inovador (NELSON, 2006, p. 430). Os desenvolvimentos de novas tecnologias levam ao aprimoramento da trajetória tecnológica. Trajetória Tecnológica é uma atividade normal de solução de problemas determinada por um paradigma e pode ser representada pelo movimento de trade-offs multidimensionais entre as variáveis tecnológicas que o paradigma define como relevantes (DOSI, 2006). Baseado em Schumpeter, Malerba-Orsenigo (1997) e Breschi-Malerba-Orsenigo (1999) apud Malerba (2002) conceituam as duas fases de atividades inovativas. A fase Schumpeter I é caracterizada pela criação destrutiva, com fácil entrada tecnológica e o papel principal é interpretado pelos empreendedores e novas organizações nas atividades inovativas. A fase Schumpeter II é caracterizada pela criação acumulativa, com predominância de grandes e estabelecidas organizações e a presença de barreiras de proteção contra novas empresas empreendedoras Conceitos Utilizados pela PINTEC 2005 Na descrição da Inovação no Setor de Telecomunicações no Brasil, este artigo apresenta diversos dados retirados do relatório da PINTEC Pesquisa de Inovação Tecnológica de Dessa forma, faz-se necessário definir os termos utilizados na descrição do setor, em relação aos dados retirados do relatório supracitado. O Setor de Telecomunicações, no relatório da PINTEC, foi delimitado com base na Classificação Nacional das Atividades Econômicas CNAE 1.0. Em relação à inovação, destaca-se a definição de Produtos Tecnologicamente Novos. Segundo o relatório da PINTEC (2005), são definidos dessa forma, os produtos cujas especificações técnicas, componentes e materiais, software incorporado etc. (as características básicas, portanto), são significativamente diferentes de todos os produtos já produzidos pela empresa. Essa inovação de produto pode ser feita de forma progressiva, de forma a ter um produto previamente existente, com melhor desempenho, por meio de um significativo aperfeiçoamento tecnológico. Excluem-se mudanças puramente estéticas ou de estilo, bem como a comercialização de produtos novos que foram desenvolvidos e produzidos por outra empresa (PINTEC, 2005). A introdução de tecnologia de produção nova ou aperfeiçoada de forma significativa, bem como métodos novos ou aprimorados, definem-se como Inovação Tecnológica de Processo. Entram nesta definição as mudanças na forma de preservar e acondicionar produtos, mudanças logísticas na empresa (softwares, organização produtiva etc.), mudanças de equipamento entre outras. Ressalta-se que não estão presentes dessa definição de Inovação Tecnológica de Processo, as mudanças pequenas ou rotineiras nos processos produtivos existentes e aquelas puramente administrativas ou organizacionais. Nesse contexto, as alterações tecnológicas advindas de processos de verticalização ou desverticalização na estrutura de produção da organização, também não constituem Inovação Tecnológica de Processo. (PINTEC, 2005) O Setor de Telecomunicações: Conceitos Aplicados. 2

3 Segundo Fonseca (2007), a evolução brasileira do setor de Telecomunicações pode ser dividida em três períodos distintos, mas seguindo uma lógica política: i) Império e suas concessões (de 1852 com a invenção do telégrafo até 1962 com o Código Brasileiro de Telecomunicações); ii) Estatização e Nacionalização (de 1973 com a última concessão estrangeira não-renovada, até 1995 com o fim do monopólio estatal); e iii) Privatização e Globalização (de 1998 com o Leilão da Telebrás, até os dias atuais). Durante as últimas cinco décadas, a telecomunicação, que é a transmissão de informações a distância com a finalidade de comunicação, sendo uma atividade humana complexa, com impactos sociais, econômicos e políticos (FONSECA, 2007), sofreu uma revolução estrutural singular, tanto no Brasil como no mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações, em parceria com a TELECO, constituem Serviços de Telecomunicações a transmissão, emissão ou recepção de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza, por fio, rádio, eletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. A prestação dos Serviços de Telecomunicações é feita por agentes que detenham concessão, permissão ou autorização. O sistema setorial das telecomunicações é composto por cinco agentes interrelacionados, conforme Galina (2005): Fornecedores, operadores, governo e órgãos reguladores, usuários e centros de pesquisa e universidades. O IBGE, na Pesquisa Anual de Serviços (PAS 2002), classificou os Serviços de Informação como Serviços de Telecomunicações, Informática e Audiovisuais. Este artigo trabalha os serviços de Telecomunicações, com foco na telefonia Fixa e Celular, não sendo necessária a apresentação dos demais tipos de sistemas de informação. Os Serviços de Telecomunicações incluem Telefonia Fixa, Telefonia Celular, SME (Trunking), Telecomunicações por Satélites, provedores de Acesso à Internet, transmissão e recepção de sinais de TV e Rádio, serviços de instalação e outros. Galina (2005) identifica uma integração bastante grande entre todos esses agentes mesmo que isso ocorra em maior ou menor escala. Por exemplo, os órgãos reguladores governamentais, como a Anatel Agência Nacional de Telecomunicações no Brasil, estabelecem padrões para as operadoras de rede, mas isso interfere diretamente nos produtos fabricados pelos fornecedores. Muitas vezes esses padrões são criados em conjunto com universidades e centros de pesquisa e visam melhorias nos serviços para os usuários. A figura abaixo representa, de forma simplificada, a interligação entre eles. Figura 1: Interligação entre os Agentes do Sistema Setorial de Telecomunicações Redes Operadores Serviços Governo / Órgãos Reguladores Fornecedores de Equipamentos Universidades / Centros de Pesquisa Fonte: GALINA, 2005 Usuários / Consumidores 3

4 3. Metodologia Nesta seção é apresentada a metodologia utilizada no trabalho, o tipo de dados e pesquisa utilizada e os conceitos utilizados nas análises das informações Especificação do problema Os Sistemas Setoriais de Inovação são importantes partes do desenvolvimento de um país, como já explicitado na seção teórica deste trabalho. As informações sobre sistemas setoriais são de difícil acesso, especialmente no que tangem à inovação no sistema setorial e, as que são encontradas, são escassas e pouco estruturadas. As informações mais encontradas são de ordem técnica e contábil-financeira. O Sistema Setorial de Telecomunicações evidencia isso de forma ainda mais clara. Não se encontram trabalhos que ligue a teoria de Sistema Setorial de Inovação com a prática. Dessa forma, o presente estudo considera que a construção de um trabalho sobre a estrutura do Sistema Setorial de Telecomunicações no Brasil, incluindo o histórico evolutivo econômico e tecnológico das telecomunicações é importante. Outro objetivo é a construção de um paralelo entre o atual momento das Telecomunicações de importantes países do mundo: Brasil, Rússia, Índia e China (ou BRIC como foi popularizado esse bloco), além de Estados Unidos, Alemanha e Japão, as três principais economias do mundo, bem como as principais economias dos dois continentes faltantes até agora: África do Sul e Austrália Conceitos utilizados para análise A análise feita neste trabalho referente ao Sistema Setorial de Inovação de Telecomunicações tem uma especificidade que precisa ser ressaltada. Este artigo foca suas análises no sub-setor de Telefonia (móvel e fixa). Contudo, a seção do trabalho que trata das fontes de inovação para o setor, características da tecnologia e demais dados retirados do PINTEC, referem-se ao setor de telecomunicações como um todo. Dessa forma, considerouse que o sub-setor de telefonia acompanha o restante do setor de Telefonia no que tange às características de desenvolvimento de inovação e tecnologia. O sub-setor de Telefonia foi escolhido devido a sua importância em relação ao setor de Telecomunicações como um todo, pois os recursos da telefonia constituem grande parte do total de ganhos do total do setor (conforme indicado na seção sobre o cenário da telecomunicação); além de ser o mais antigo sub-setor de Telecomunicação, haja vista que a telefonia foi inventada em 1876 (mais detalhes sobre o histórico da telefonia na seção seguinte do trabalho), enquanto o rádio apenas em O setor de Telecomunicações pode ser dividido em Serviço e Produto, sendo que este último representa apenas 13,82% do setor como um todo (Anuário Telecom, 2007), por conseguinte, este trabalho foi focado no setor de serviços por representar 86,18% do setor. Os dados utilizados nesse estudo são dados secundários. A principal dificuldade foi referente à filtragem das informações pertinentes, haja vista que a maior parte das informações é de ordem técnica da telefonia ou apenas econômica. O presente trabalho classifica-se como: (i) quanto aos fins: descritivo e exploratório, já que buscou descrever como se estrutura o Sistema Nacional de Inovação de Telecomunicações, onde há uma escassez de estudos anteriores que tratem do tema em questão; e (ii) quanto aos meios pesquisa documental bibliográfica, utilizando, portanto, dados secundários (VERGARA, 2006). Seguindo os estudos de RICHARDSON (1999), considera-se que esse trabalho enquadra-se em uma perspectiva longitudinal, pois levanta informações ocorridas no passado. Ressalta-se também a necessidade de triangulação de dados, já que foram utilizadas diversas fontes de informação (COLLIS & HUSSEY, 2005). Essa pesquisa é limitada pela presença 4

5 apenas de dados secundários. Faltou ao trabalho o levantamento de dados primários, reduzindo o número de informações disponíveis na formulação do estudo. Ademais, essa análise é qualitativa, já que as pesquisas utilizadas como base apresentaram recortes setoriais. Isso torna impossível que novas tendências sejam aferidas. Estudos futuros são recomendados na sessão de considerações finais. 4. A Trajetória do Sistema Setorial de Inovação em Telecomunicações Nesta seção serão abordadas as características, origens, história, mudanças e o sistema institucional de apoio do Sistema Setorial de Inovação em Telecomunicações Classificação, Características e Direções Souza (2007) defende que na trajetória tecnológica do setor, ao aplicarmos a taxonomia de Pavitt (1984), e ao fazer um paralelo com o trabalho de Fransman (FRANSMAN, 2000 apud SOUZA, 2007), o setor de telecomunicações podia inicialmente ser adequado em uma categoria definida pelos setores de produção, de uso e de principal atividade das organizações como sendo iguais, mas deslocaram-se recentemente para a categoria em que a principal atividade dessas organizações e o uso das inovações pertencem aos mesmos setores e a produção da inovação está em outro. Fransman (2000) apud Souza (2007) considera que o setor de telecomunicações pode ser dividido em três camadas: Equipamentos, Rede e Serviço. Souza continua: As camadas de rede e serviços estavam dentro da mesma empresa, a operadora de telefonia, enquanto que os fornecedores de equipamentos estavam organizados em empresas diferentes. Apesar de formalmente separados, operadores e fornecedores estavam umbilicalmente ligados, uma vez que, dada a característica de monopólio natural das operadoras, os fornecedores tinham apenas elas como clientes. Na década de 1980 um novo modelo de desenvolvimento tecnológico do setor se fez presente. As desregulamentações e privatizações do setor (especialmente em 1998) fizeram com que as empresas de rede e prestadoras de serviço passaram a ter uma separação mais clara (contudo, os acordos entre as empresas permitem que elas forneçam os serviços de forma integrada). Esse deslocamento de atividades também modificou o motor inovativo. Agora, essas inovações estão no âmbito dos fabricantes de equipamentos e não mais nas operadoras de telefonia. Assim, há pulverização da capacidade inovativa do setor entre diversos fornecedores de equipamentos (SOUZA, 2007). Dessa maneira, o setor pode ser enquadrado na categoria de organizações de empresas intensivas de produção, mas que se dividiu claramente em operadoras (trajetória tecnológica dominada por fornecedores) e fabricantes (setor intensivo de produção), segundo Souza (2007). Essa afirmação é constatada no relatório Pintec (2005), aonde é caracterizado que a atividade de telecomunicações tem patamares similares a alguns setores industriais de médiaalta intensidade tecnológica. Em relação aos dispêndios totais com atividades inovativas sobre a receita líquida de vendas depreende-se que o setor de telecomunicações realizou esforços inovativos mais intensos que a indústria em 2005 (PINTEC, 2005, p. 41). No setor de serviço de telecomunicações a própria empresa é responsável pelo desenvolvimento tanto da inovação de produto, como a de processo, além de ostentar um dos mais elevados percentuais nos arranjos de cooperação com outras empresas ou institutos (PINTEC, 2005, p. 48). Tabela 1: Responsável pelo Desenvolvimento da Inovação por Atividade 5

6 Atividades selecionadas da indústria e dos serviços Principal responsável pelo desenvolvimento da inovação implementada. A empresa Outra empresa do grupo A empresa em cooperação com outras empresas ou institutos Outras empresas ou institutos Telecomunicações Produto 46,7% 1,8% 20,6% 30,9% Processo 54,2% 2,6% 25,7% 17,5% Adaptado de: Pintec, 2005, pag. 48 As fontes de informação (mecanismos de apropriação) são consideradas um indicador útil para o entendimento do comportamento inovativo, uma vez que na origem de um projeto de inovação existe uma idéia que pode ser proveniente da própria empresa ou de uma fonte externa. Destaca-se a importância das redes de informação informatizada e as informações vindas dos clientes e consumidores. Figura 2: Fontes de Informação para Inovação, segundo Atividades Selecionadas da Indústria e dos Serviços Brasil Setor de Telecomunicações Redes de Informações Informatizadas Clientes e Consumidores Outras Áreas da Empresa 72,00% 70,30% 76,20% Concorrentes Fornecedores 59,70% 57,60% Feiras e Exposições Conferências, Encontros e Publicações especializadas Outras Empresas do grupo Centros de capacitação profissional Departamento de P&D Empresas de consultoria Instituições de teste, ensaios e certificações Aquisição de Licenças, Patentes e Know-How Universidades e Institutos de Pesquisa 36,30% 29,30% 28,70% 28,60% 23,30% 17,50% 16,60% 48,80% 46,80% Adaptado de: Pintec, 2005, pág. 49 A respeito das características da tecnologia, mais especificamente em relação à inovação predominante, entende-se que a maior propensão a inovar ditada nas telecomunicações pelas necessidades de mercados muito dinâmicos e pelas investidas da concorrência não é o único diferencial no padrão da inovação vigente nos serviços de alta intensidade tecnológica quando comparado com a indústria como um todo. Outra característica distintiva é o tipo de inovação. Aspectos tecnológicos deste segmento de serviços fazem prevalecer a estratégia de inovar em produtos e em serviços (PINTEC, 2005, pag. 36). 6

7 Figura 3: Participação Percentual do Número de Empresas que Implementaram Inovações, segundo Atividades Selecionadas da Indústria e dos Serviços Brasil período Setor de Telecomunicações Que implementaram inovações 45,90% Só Processo 5,80% Só Produto 8,40% Produto e Processo 31,70% Adaptado de: Pintec, 2005 pag. 37 Tendo em vista os trabalhos de Souza (2007) e Fransman (2000, apud SOUZA, 2007), a trajetória setorial de inovação das empresas de telefonia fixa e celular são de intensidade e direção da diversificação tecnológica enquadrada como baixa e vertical, na taxonomia de Pavitt (1984). Levando em consideração o antigo debate a respeito das inovações serem empurradas pela ciência, puxadas pela demanda ou sistêmicas, em relação ao Sistema Setorial de Telecomunicações, verifica-se que a desestruturação do sistema Telebrás após a privatização levou as empresas brasileiras do setor a mudar seu foco de pesquisas para a inovação (presentes no sistema Telebrás) para pesquisas voltadas para atender as necessidades dos clientes. Logo, o setor de Telecomunicações, no Brasil, apresenta um direcionamento dado mais pela demanda, do que pela ciência O Cenário da Telefonia Fixa e Móvel em Números O atual cenário da telefonia mundial em relação ao número de telefones por 100 habitantes apresenta uma clara disparidade entre os países. O quadro abaixo apresenta os dados dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), além das três maiores economias do mundo (Estados Unidos, Japão e Alemanha). A tabela 2 apresenta também, Austrália e África do Sul, as maiores economias da Oceania e da África. Em 2006, o número de telefones (fixos e móveis) por 100 habitantes na África, era de Na América, Na Ásia Europa, Oceania, (ITU, 2007). Tabela 2: % de Telefones por 100 Habitantes por País 7

8 País % celular por 100 habitantes % telefone fixo por 100 habitantes % total de telefones por 100 telefones Brasil Rússia Índia China EUA Alemanha Japão Austrália África do Sul (Adaptado de: International Telecommunications Union, 2007) A telefonia constitui grande parte dos recursos do setor de Telecomunicações. Apenas no Brasil, de acordo com o Anuário Telecom 2007, o faturamento líquido da indústria brasileira de Telecomunicações foi de US$ 51 bilhões de dólares em Apenas em serviços, a telefonia fixa apresentou uma receita líquida de US$ 18,9 bilhões de dólares. A telefonia móvel apresentou um faturamento líquido US$ 15,1 bilhões de dólares. Isso representa 66,82% do total do setor A Origem das Tecnologias e Conhecimento Básico Para apresentarmos a estrutura do Sistema Setorial de Inovação de Telecomunicações, se faz necessário apresentarmos um histórico desse setor. Durante o ciclo evolutivo das telecomunicações, o contexto social, econômico, político e legal tem sofrido transformações extensas e ágeis, criando novos padrões de vida e de como se relacionar Raízes das Telecomunicações Para um melhor entendimento desse artigo, considera-se necessário apresentar um histórico desse setor. Durante o ciclo evolutivo das telecomunicações, o contexto social, econômico, político e legal tem sofrido transformações extensas e ágeis, criando novos padrões de vida e de como se relacionar. Ano Acontecimento 1837 Samuel Morse criou o telégrafo 1844 Primeira linha telegráfica nos EUA 1852 Primeira linha telegráfica no Brasil 1866 Primeira transmissão transatlântica de telégrafo 1874 Inauguração do primeiro cabo submarino brasileiro 1876 Graham Bell registrou a apresentou o telefone 1878 Primeiras linhas telefônicas no Brasil 1880 Criada em Boston, EUA, a Companhia Telefônica do Brasil 1882 Primeira ligação interurbana no Brasil 1885 Fundada nos EUA a AT&T 1916 Fundada a The Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company para atuação no Brasil 1923 The Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company mudou o nome para Companhia Telephonica Brasileira CTB 1956 Nacionalização e transferência de sede da CTB para o Rio de Janeiro Adaptado: Pinheiro (2004) Telefonia móvel 8

9 A telefonia móvel apresenta um histórico diferenciado, sendo uma tecnologia muito mais nova que a telefonia fixa. Segue abaixo, um breve histórico. Ano Acontecimento 1974 FCC (Federal Communications Commission) regulamentou a faixa para telefonia celular 1975 Illinois Bell autorizada a desenvolver seu sistema, dando origem à AMPS (Advanced Mobile Phone System), que foi adaptada para o modelo analógico no Brasil 1983 Início do serviço comercial da telefonia nos EUA pela empresa Ameritech 1990 Início da operação de telefonia celular no Brasil, no Rio de Janeiro 1991 Surgimento de tecnologias digitais 1993 Inauguração da telefonia celular em São Paulo 1998 Entram em operação os primeiros celulares digitais no Brasil Adaptado: Pinheiro (2004) Segundo Dutra, Hipólito e Silva (2000), o setor de telecomunicações no mundo inteiro se caracterizou, desde o seu início, por forte presença dos governos, seja envolvendo a propriedade de companhias telefônicas (Europa e América Latina, por exemplo), seja regulamentando as atividades do setor (caso dos Estados Unidos, que impunham, até 1996, limites geográficos à atuação das empresas telefônicas). Contudo, nos últimos anos, tem-se observado uma tendência de proceder-se à desregulamentação e à abertura dos monopólios existentes, trazendo novos desafios, oportunidades e incertezas para as empresas desta indústria, visto que tais medidas incentivam o surgimento de novos concorrentes e novos mercados História política brasileira das telecomunicações Com o objetivo de mostrar a evolução do setor de telecomunicações no Brasil, utilizase a separação feita por Neves (2002), na qual serão detalhadas cronologicamente três etapas relativas ao serviço no Brasil: , e O corte se justifica pelas diferenças na organização industrial e na política governamental para o setor em cada uma das fases Período : O Crescimento Desordenado e a Institucionalização da Ação Governamental Conforme Neves (2002), no final da década de 50, existiam cerca de mil companhias telefônicas, com grandes dificuldades operacionais, sem padronização e, conseqüentemente, sem interconexão, o que reduzia o valor agregado do serviço prestado para bases de assinantes isoladas. Como resultado, observou-se a estagnação das empresas em segmentos cativos, sem efetivas estratégias de crescimento. Segundo estudo de Godinho (1997) apud Neves (2002), o setor teve sua primeira ação governamental com a Lei 4.117, de 27 de agosto de 1962, que instituía o Código Brasileiro de Telecomunicações e disciplinava a prestação do serviço, colocando-o sob o controle de uma autoridade federal, o Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel), órgão subordinado diretamente à Presidência da República. A Lei definiu a política de telecomunicações, a sistemática tarifária e o plano para integrar as companhias num Sistema Nacional de Telecomunicações (SNT); estabeleceu o Contel; autorizou a criação da Empresa Brasileira de Telecomunicações SA (Embratel), que tinha como finalidade implementar o sistema de comunicações de longa distância; e instituiu o Fundo Nacional de Telecomunicações (FNT), destinado a financiar, sobretudo, as atividades da Embratel Período : A Expansão Da Telebrás E O Esgotamento Do Modelo Estatal 9

10 Segundo Siqueira (1997) apud Neves (2002), dando seqüência à política governamental iniciada em 1962, e visando a equacionar os problemas concernentes às operadoras urbanas, o Ministério das Comunicações propôs uma nova estrutura para o setor. Em 1972, foi criada a Telecomunicações Brasileiras SA (Telebrás), vinculada ao Ministério das Comunicações, com atribuições de planejar, implantar e operar o Sistema Nacional de Telecomunicações e seria, também, a grande prestadora estatal dos serviços de telecomunicações. Conforme Neves (2002), na indústria de equipamentos mundial, fortaleceram-se os fabricantes nacionais que vieram a dominar o setor na década de 90. No Brasil, adotou-se a mesma política, com base no modelo de substituição de importações. Iniciaram atividades não só no Centro de Pesquisa de Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), mas também em outras empresas, como, por exemplo, as do setor de engenharia, que vislumbraram oportunidades de negócio na área. Segundo a visão de Neves (2002), do ponto de vista internacional, ao longo dos anos 80, iniciaram-se processos de liberalização em países desenvolvidos, sendo privatizadas as principais operadoras estatais. No Brasil, na primeira metade da década de 90, o evidente esgotamento do modelo e as dificuldades de financiar o setor endossaram a necessidade de rever a estrutura prevista para as telecomunicações Período : A Implantação De Um Novo Modelo Visando A Universalização, Qualidade E Competição Conforme Neves (2002), o ano de 1998 constituiu-se em marco para a história das telecomunicações brasileiras: o Sistema Telebrás foi privatizado em 29 de julho. O processo de transformações teve início com a mudança da Constituição Federal e prosseguiu com a promulgação da Lei Mínima e da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), em 16 de julho de 1997, que criava e implementava o órgão regulador (Anatel) e aprovava o Plano Geral de Outorgas, o Plano Geral de Metas e a reestruturação do Sistema Telebrás, culminando com a venda das ações de propriedade da União. No campo do desenvolvimento tecnológico a desnacionalização de parte dos processos de P&D foi o fato marcante no período, sobretudo pela perda do poder indutor da Telebrás. Por causa da privatização, o CPqD transformou-se em fundação de direito privado e passou a ser empresa provedora de soluções tecnológicas para o mercado em geral (NEVES,2002). Atualmente o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) apresenta 105 grupos de pesquisa em telecomunicações, incluindo aí, todas as esferas do setor, e não apenas o sub-setor de telefonia fixa e móvel. De acordo com Cunha (2004), o cenário atual e a perspectiva de inovações futuras para o setor de telecomunicações residem na convergência de uma mesma plataforma de redes de telecomunicações para transporte de diferentes serviços Mudanças Institucionais no Sistema Setorial de Inovação de Telecomunicações De acordo com Galina (2005), a fase mais recente de reestruturação do setor no Brasil aconteceu a partir de Ela define, entre outros fatores, a quebra do monopólio estatal, a privatização das empresas de telefonia (Sistema Telebrás), o programa de ampliação e recuperação do sistema de telecomunicações com investimentos de U$ 90 bilhões em 8 anos e a substituição do Código Brasileiro de Telecomunicações pela Lei Geral das Telecomunicações (LGT lei 9472), em julho de 1997, que define as linhas gerais do novo modelo institucional para o setor. Essa lei aprova os processos de privatização das operações de telecomunicações no país e promove a abertura da chamada Banda B de telefonia celular ao setor privado, com a divisão do país em regiões. 10

11 As companhias transnacionais (TNCs) se voltaram para o país depois das alterações promovidas pela LGT e da situação de rápido crescimento do mercado. Tal interesse trouxe para o Brasil empresas que atuam como prestadoras de serviços de telefonia e intensificou a presença de empresas globais fabricantes de aparelhos de telecomunicações. Essas últimas são as que mais se enquadram no perfil de empresa traçado para este trabalho, uma vez que são, atualmente, as principais responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico na cadeia produtiva, conforme discutido posteriormente. (GALINA, 2005) No trabalho sobre telecomunicações de Galina (2005), é relatado que a competição global está cada vez mais acirrada e as empresas estão alterando suas configurações organizacionais para serem mais competitivas. Outro fator que tem influência nessas alterações das organizações é o relacionado às mudanças tecnológicas que foram e são extremamente relevantes para o setor, uma vez que elas interferem diretamente na atuação e, conseqüentemente, na posição competitiva das empresas. A era digital, por exemplo, transformou a indústria e teve extrema relevância para que se chegasse ao atual modelo organizacional para o setor, com uma integração bastante acentuada entre as indústrias de telecomunicações e de computação. Um quadro demonstrativo da antiga e da atual configuração do Sistema Setorial de Telecomunicações Brasileiro, em relação à telefonia celular e fixa pode ser montado. O Sistema TELEBRÁS era composto até 1995, ano do fim do monopólio estatal, da seguinte forma: Figura 4: Estrutura do Sistema de Telecomunicações do Brasil 1995 Embratel Ministério das Comunicações (MC) TELEBRÁS Políticas Regulamentações Redes de operadoras internacionais Longa Distância Incumbents: Ex: Telepar Empresas locais: ex: Sercomtel Regional / Estadual Local Empresas prestadoras de serviço. Ex: PAMPA Clientes Prestadores de serviço Estrutura de Apoio Técnico Fonte: Adaptado de: Majumdar, Vogelsang e Cave, 2002 Após 1998, com a privatização do setor de telefonia no Brasil, uma nova configuração do setor foi montada. Com base na capacidade de atuação independente, ou seja, na rede montada por cada organização que possibilita atuar no mercado sem a necessidade de cooperação com outras empresas, o quadro que pode ser montado com a participação de algumas das principais organizações atuantes, é construído da seguinte forma: Figura 5: Rede montada do Sistema de Telecomunicações do Brasil

12 Ministério das Comunicações (MC) ANATEL Agência Nacional de Telecomunicação Embratel Telefônica Brasil Telecom Intelig GVT Empresas prestadoras de serviço. Ex: PAMPA Empresas de Celular Políticas Regulamentações Redes de operadoras internacionais Longa Distância Local Prestadores de serviço Estrutura de Apoio Técnico Clientes Fonte: Adaptado de: Majumdar, Vogelsang e Cave, 2002 Contudo, as empresas do setor de telefonia cooperam entre si para que consigam prestar serviços mesmo onde não possuem rede. Isso significa que, na prática, as empresas atuem como no quadro seguinte: Figura 6: Capacidade de Atuação do Sistema de Telecomunicações do Brasil Atual Empresas de Celular Ministério das Comunicações (MC) ANATEL Agência Nacional de Telecomunicação Telefô nica Embratel Brasil Telecom GVT Intelig Políticas Regulamentações Redes de operadoras internacionais Longa Distância Local Empresas prestadoras de serviço. Ex: PAMPA Prestadores de serviço Estrutura de Apoio Técnico Clientes Fonte: Adaptado de: Majumdar, Vogelsang e Cave, O Sistema Institucional de Apoio à Inovação em Telecomunicações O Sistema Setorial de Telecomunicação no Brasil tem como sua instância mais abrangente, como já demonstrado, o Ministério das Comunicações, que tem como principal atribuição planejar e definir as políticas públicas de comunicações do País, com as seguintes áreas de atuação: Radiodifusão, Telecomunicações e Serviços Postais. Apresenta como estrutura funcional a Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica e a Secretaria de Telecomunicações, que tem como objetivo mais importante para este artigo o de realizar estudos visando a implementação de medidas voltadas ao desenvolvimento industrial, científico e tecnológico do setor de telecomunicações do País, que contemple, dentre outros aspectos, a geração de novos postos de trabalho, o equilíbrio da balança comercial brasileira e a melhoria dos serviços prestados à sociedade. (Ministério das Comunicações, 2008). As políticas de telecomunicação trabalhadas pelo Ministério das Comunicações são divididas em 6 grupos: Políticas relacionadas à Indústria, à P&D, à Inclusão Digital, à Relações Internacionais, à Universalização dos Serviços de Telecomunicação, e à Serviços aos Usuários. As políticas de Indústria e P&D são as que mais se relacionam com o presente estudo. De acordo com o Ministério das Comunicações, a Indústria de Telecomunicações no Brasil possui um passado recente de comprovadas capacidades: 70% do mercado interno de centrais 12

13 digitais telefônicas foi atendido com tecnologias desenvolvidas nacionalmente. A Secretaria de Telecomunicações é responsável por promover estudos e discussões para elaboração de propostas que subsidiem o Ministério na definição de novas políticas para fazer o setor ser competitivo nacional e internacionalmente. Em relação às políticas de P & D, considera-se que essas diretrizes para pesquisa e desenvolvimento tecnológico são parte integrante da política industrial. Destaca-se o papel do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações FUNTTEL. Segundo o Ministério das Comunicações, a Secretaria de Telecomunicações deve dedicar-se ainda mais nas questões de políticas de P&D promovendo (...) maior aprofundamento e consistências das análises técnicas e avaliações dos projetos existentes e/ou das propostas de novos projetos. É importante ressaltar que há uma preocupação para o desenvolvimento de políticas de P&D que possuam um direcionamento mais sistêmico. Um dos projetos de destaque do Ministério das Comunicações é o projeto chamado Cenários Tecnológicos de Telecomunicações, já que visa manter o setor atualizado nas mudanças tecnológicas que estão e irão ocorrer FUNTTEL O Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações FUNTTEL é considerado um dos principais fundos de desenvolvimento tecnológico no Brasil. Objetiva estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital, de modo a ampliar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações. (Ministério das Comunicações, 2008) Segundo a Financiadora de Estudos e Projetos FINEP, os projetos do FUNTTEL atendem tanto as demandas do Ministério das Comunicações, como de outros ministérios, o que aumenta o entendimento de cooperação intergovernamental para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Inovação. Destaca-se a participação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações CPqD na gestão do FUNTTEL. De acordo com a FINEP, o FUNTTEL apóia: O Fomento a projetos de desenvolvimento de tecnologias inovadoras nas telecomunicações, por meio de desenvolvimento tecnológico para o setor de Telecomunicações e Projetos Estruturantes no Setor de Telecomunicações. A FINEP entende como Projetos Estruturantes as iniciativas governamentais que mobilizem diversos atores como centros de pesquisa, universidades, empresas e que tenham como meta grandes mudanças nos paradigmas tecnológicos de um setor econômico ou projetos de forte impacto econômico ou social e competente para dotar o país de um ambiente capaz de responder aos desafios nacionais do setor de telecomunicações. (FINEP, 2008) O FUNTTEL também financia a capacitação tecnológica para o adensamento da cadeia produtiva no Setor de Telecomunicações, procurando favorecer o aumento do índice de nacionalização dos bens e serviços ofertados no setor de telecomunicações, bem como aumentar a densidade inovativa das empresas multinacionais instaladas no Brasil, atraindo para o país atividades de P&D realizadas no exterior. Também fornece apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento no Setor de Telecomunicações de forma a apoiar projetos de pesquisa que estejam situados na fronteira tecnológica do setor, estimulado que as empresas se relacionem com esses centros através de encomendas ou participação no desenvolvimento de inovações (FINEP, 2008). Ainda nessa linha, o FUNTTEL também financia os recursos de capital para pequenas e médias empresas de base tecnológica no Setor de Telecomunicações e busca a ampliação do universo de empresas de base tecnológica capazes de promover e difundir inovações no Setor 13

14 de Telecomunicações e incrementar a capacidade de alavancagem financeira dessas empresas. (FINEP, 2008). O Fundo também financia a capacitação de Recursos Humanos em tecnologia e pesquisa aplicada às Telecomunicações, atuando através de ações dirigidas para a formação de engenheiros, pesquisadores e outros profissionais com conhecimentos específicos voltados a atender à crescente demanda do setor de Telecomunicações, enfatizando o domínio das tecnologias-chave que garantam às empresas acesso e competitividade no mercado global. (FINEP, 2008) CPqD Considerado como o centro de pesquisa em Telecomunicações mais importante do Brasil. Teve, desde o início de suas atividades, atuação considerada estratégica no setor de telecomunicações brasileiro. De acordo com o CPqD, nos primeiros anos de sua existência, voltou-se prioritariamente para as tecnologias emergentes, pesquisando, desenvolvendo e transferindo para a indústria diversos produtos com tecnologias de ponta. Entre os anos de 1976 e 1998 o CPqD era uma instituição estatal que procurava contribuir de forma efetiva para a criação de uma inteligência artificial em telecomunicação e outras áreas correlatas. Em 1998 o CPqD foi privatizado com demais partes do setor de telefonia do Brasil. Como pólo de desenvolvimento tecnológico, colabora na criação da infra-estrutura interna de telecomunicações, inserindo o Brasil no mercado global e beneficiando toda uma geração de brasileiros. (CPqD, 2008). 5. Elementos do Sistema Setorial de Inovação Szapiro e Cassiolato (2003), afirmam que as firmas de telecomunicações desenvolveram três estratégias tecnológicas distintas após as privatizações ocorridas em As organizações entrantes enfatizaram tecnologias importadas de suas matrizes; as empresas multinacionais que já estavam estabelecidas eram parcialmente dependentes de tecnologias locais e externas; por fim, as organizações locais dependiam de tecnologia local, mas abandonariam o P&D no longo prazo. Seguindo as definições sobre o primeiro marco de Schumpeter, em que o autor trabalha o tema de destruição criadora, onde o setor apresenta uma facilidade de entrada de novos concorrentes, bem como o papel importante que os empreendedores e novas firmas de atividades inovativas apresentam, tal etapa do Sistema Setorial de Inovação de telecomunicação foi vista em Silva (2005) com o início das privatizações no Brasil no final dos anos 90. Silva (2005) afirma também que hoje o setor de telecomunicações se encontra no segundo marco de Schumpeter, caracterizado pela acumulação criativa. Há uma consolidação das tecnologias consideradas emergentes. Segundo o autor, sob este enfoque, como atualmente tem ocorrido em telecomunicações, paulatinamente passa a se verificar uma acelerada concentração de mercado que se consolida apoiada em uma nova base técnica a partir da qual emerge. As fornecedoras de telefone celular com maior número de produtos no Brasil hoje, de acordo com sites de venda de varejo pela internet são LG, Samsung, Sony Ericsson, Nokia e Motorola. Assim como os prestadores de serviço, não serão abordadas as especificidades de cada uma. 6. Considerações Finais Este estudo apresentou um breve histórico de como o Sistema Setorial de Telecomunicações foi estruturado. Também abordou a forma como esse Sistema está 14

15 estruturado hoje no Brasil. Restringiu-se esse estudo ao Subsistema Setorial de Telefonia Móvel e Fixa. O artigo proposto apresentou uma construção de um histórico evolutivo, econômico e tecnológico, das telecomunicações, além de ter traçado um paralelo entre o atual momento das Telecomunicações de alguns países do mundo. Aplicou-se, também, as definições dos trabalhos de Mallerba (2002) e Pavitt (1984) em relação ao setor. Diversas novas proposições de estudos futuros são feitas abaixo. Espera-se que, com esse estudo, a teoria que trata de Sistema Setorial de Inovação, tenha sido aproximada da realidade prática do setor de Telecomunicação, mais especificamente, de Telefonia Móvel e Fixa. Esse trabalho pode servir como ponto de partida para novos trabalhos que tratem sobre os outros subsistemas de telecomunicações, ou seja, Internet, Televisão, Rádio etc. Como sugestão para futuras pesquisas, recomenda-se um estudo sobre como se dá o Processo de Aprendizado do Sistema Setorial de Telecomunicações e sobre as Competências e Comportamento Organizacional presentes. Também recomenda-se estudos a respeito dos Regimes Tecnológicos do setor, especialmente a respeito de Oportunidade e Apropriabilidade. Ademais, Pavitt (1984) afirma que a maior parte das empresas inovativas possui um conhecimento que não é de uso geral, não sendo possível que seja facilmente transmitido ou reproduzido, sendo, portanto, um conhecimento tácito. Este artigo considera que o conhecimento das empresas do setor de telefonia pode ser classificado como sendo tácito, contudo, não possuem dados suficientes para apoiar tal visão. Da mesma maneira, não foram encontradas bases teóricas para determinar qual o grau de acessibilidade de conhecimento e qual a cumulatividade do conhecimento do setor. Consideramos que o setor apresenta um grau de acessibilidade interna e externa de conhecimento, mas não há dados para determinar isso com precisão. Da mesma forma, aparentemente, o conhecimento acumulado do passado se mostra evidente. Recomenda-se que próximos estudos analisem a questão do Conhecimento nas Organizações do Sistema Setorial de Telecomunicações. As diferenças dos Setores Nacionais de Inovação de Telecomunicação entre países não foram abordadas nesse trabalho. Novamente, recomenda-se para futuros estudos tal análise a fim de criar um paralelo com o sistema brasileiro para futuras análises. 7. Referências Bibliográficas ANUÁRIO TELECOM Anuário Telecom Disponível em: < df>. Acessado em 07/06/08. BRASIL. Ministério das Comunicações. Disponível em: <http://www.mc.gov.br>. Acessado em 10/04/08. COLLIS, J. e HUSSEY, R. Pesquisa em Administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, CPQD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações. Disponível em <http://www.cpqd.com.br/>. Acessado em 04/04/08. CUNHA, A. B. Convergência nas Telecomunicações no Brasil: Análise das Transformações no Ambiente de Negócios, Estratégias e Competitividade das Empresas de Telecomunicações. Dissertação de Mestrado em Engenharia da Produção Universidade Federal Fluminense - Niterói, RJ, Disponível em: DOSI, G. Technological Paradigms and Technological Trajectories. In: Revista Brasileira de Inovação. V. 5, n.1 Jan/jun Rio de Janeiro, RJ. FINEP,

16 DUTRA, J. S; HIPÓLITO, J. A. M; SILVA, C. M. Gestão de Pessoas por Competências: o Caso de uma Empresa do Setor de Telecomunicações. RAC, v. 4, n. 1, Jan./Abr. 2000: FINEP Financiadora de Estudos e Projetos. Disponível em <http://www.finep.gov.br/>, Fundos Setoriais. Acessado em 04/04/08. FONSECA, J. C. P. História das Telecomunicações Brasileiras. Rio de Janeiro, 2007 Disponível em: <http://www.telebrasil.org.br/materiaoi/história%20das%20telecomunicações%20b rasileiras.ppt>. Acessado em 07/04/08 GALINA, S. V. R. Relatório Setorial Final. Setor de Telecomunicações, FINEP Rede DPP, Disponível em: <http://www.finep.gov.br/portaldpp/relatorio_setorial_final/relatorio_setorial_final_ impressao.asp?lst_setor=32>. Acessado em 08/04/08 ITU - International Telecommunications Union. Disponível em: <http://www.itu.int/>. Acessado em 15/04/08. MAJUMDAR, S.K., VOGELSANG, I., CAVE, M.E. (Eds.), Handbook of telecommunications economics (Vol. 2)-Technology evolution and the Internet. Elsevier, Amsterdam, p.573. MALERBA, F. Sectoral System of Innovation and Production. In: Rechearch Policy, n.31, n. 2 Feb NELSON, R. R. As fontes do Crescimento Econômico: Clássicos da Inovação. Campinas. SP. Editora da Unicamp 2006 Parte IV, Cap. 10. Sistemas Nacionais de Inovação: retrospectiva de um estudo. p NEVES, M. S.. O setor de Telecomunicações, Disponível em <www.bndes.gov.br/conhecimento/livro_setorial/setorial13.pdf>. BNDES 50 anos. Histórias setoriais: Setor de Telecomunicações. Acessado em 07/04/08 PAVITT, K. (1984) Sectorial patterns of technical change: towards a taxonomy an a theory, Research Policy 13 (1984) North-Holland. PINHEIRO, P. R. G. P. Ciclos Evolutivos das Telecomunicações TELECO. Disponível em <http://www.teleco.com.br> Acesso em 08/04/08 PINTEC - Pesquisa de inovação tecnológica Rio de Janeiro: IBGE, p. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/industria/pintec/2005>. Acesso em: 09/04/08 RICHARDSON, R. J. Pesquisa Social: Métodos e Técnicas. 3ed. São Paulo: Atlas, SILVA, M. M. da. Elementos Centrais da Regulamentação em Telecomunicações Parte I. TELECO, Disponível em <http://www.teleco.com.br/tutoriais.asp#>. Acessado em 13/05/08. SOUZA, J.A., (2007) Os efeitos da privatização no setor de telecomunicações, Monografia de Conclusão de Curso de Bacharel em Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade USP. SZAPIRO, M., CASSIOLATO, J. (2003) Telecommunications System of Innovation in Brasil: Development and Recent Challenges. The First Globelics Conference Innovation Systems and Development Strategies for the Third Millennium, Rio de Janeiro, 11/2003. TELEBRASIL. O Setor de telecomunicações no Brasil Uma visão estruturada, Fevereiro, Disponível em <http://www.telebrasil.org.br/saibamais/setor_de_telecomunicacoes_visao_estrutural_2006_tri2_ b.pdf> Acesso em 08/04/08 VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 7ed. São Paulo: Atlas,

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