DIREITO PENAL GERAL ROTEIRO DE CURSO AUTOR: RODRIGO COSTA COLABORAÇÃO: ADRIANA VIDAL DE OLIVEIRA E MARCELA SIQUEIRA MIGUENS 4ª EDIÇÃO

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1 DIREITO PENAL GERAL AUTOR: RODRIGO COSTA COLABORAÇÃO: ADRIANA VIDAL DE OLIVEIRA E MARCELA SIQUEIRA MIGUENS 4ª EDIÇÃO ROTEIRO DE CURSO

2 Sumário Direito Penal Geral I. INTRODUÇÃO...3 II. PLANO DE AUlAS Aula 1: Introdução ao Direito Penal e ao Processo Penal Aulas 2 e 3: Fontes do Direito Penal e sua relação com outras disciplinas jurídicas; Princípios... Constitucionais e Direito Penal Aula 4: Aplicação da Lei penal e processual penal no tempo e no espaço Aula 5: Conceito de crime Aula 6: Teorias da ação e a omissão penalmente relevante Aula 7: Nexo de causalidade e imputação objetiva do resultado Aula 8: Dolo e culpa Aulas 9 e 10: Exclusão da ilicitude Aula 11: Culpabilidade / Imputabilidade Aula 12: Teoria do erro e exigibilidade de conduta diversa Aula 13: Iter criminis, tentativa, crime consumado, desistência voluntária, arrependimento... eficaz, arrependimento posterior e crime impossível Aula 14: Concurso de pessoas Aula 15: Das penas: espécies, cominação. Pena Privativa de liberdade Aulas 16 e 17: Penas restritivas de direito e pena de multa Aula 18: Execução Penal Aulas 19 e 20: Prisão Aula 21: Concurso de Crimes Aula 22: Suspensão condicional da pena, do processo, transação penal e livramento condicional Aula 23: Das medidas de segurança Aula 24: Extinção da punibilidade Aula 25 e 26: Processo Penal...151

3 I. INTRODUÇÃO O presente curso da disciplina Direito Penal Geral tem o objetivo de apresentar não só matérias que tradicionalmente tratam os cursos de Direito Penal, mas mostrar uma perspectiva multidisciplinar que visa à integração das vertentes material e processual com o escopo de permitir ao aluno a visão integrada necessária à resolução dos conflitos do cotidiano. Para isso, tendo em mente que o estudante ainda não teve qualquer contato com a disciplina, estruturou-se o curso em blocos de modo a propiciar a construção de um raciocínio lógico por parte do aluno, de forma que ao final deste semestre inicial esteja familiarizado não só com os conceitos da disciplina, bem como com a habilidade específica para o desenvolvimento dos trabalhos solicitados. Um primeiro bloco introdutório será realizado para que o aluno se acostume não só com os conceitos preliminares do Direito Penal, mas também com as divergências e interseções com o Processo Penal. Um segundo bloco será realizado em torno do conceito de crime. A chamada Teoria do Crime engloba parcela significativa do Direito Penal e a compreensão do que é crime, e a apreensão dele como uma tomada de decisão histórica, portanto variável de acordo com os valores adotados por um determinado macro-cosmo social. A terceira parte do curso será destinada à pena. Característica exclusiva desse ramo do Direito, a pena ganha relevo, principalmente a mais conhecida delas, a privativa de liberdade, diante do quadro que nosso sistema prisional apresenta. A noção de pena, suas conseqüências, sua forma de aplicação e seus efeitos, são noções fundamentais que devem ser apreendidas pelos alunos ao longo desta parte do curso. Por fim, reserva-se a parte final do curso para um olhar mais aprofundado a certos temas do processo penal. É de se ressaltar que, de acordo com o planejamento já realizado, os conteúdos de processo penal, de forma mais específica, serão diluídos ao longo dos três períodos do curso, o que permitirá uma familiaridade maior do aluno com a disciplina e, também, possibilitará uma melhor distribuição do conteúdo. Cabe observar que, em face deste objetivo, pretende-se compor as aulas que têm conteúdo primário referentes ao Direito Penal com noções de Processo Penal. Com isso, supõe-se que ao final do curso, o aluno já esteja familiarizado com boa parte desse conteúdo. A metodologia utilizada será aquela adotada pela escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas Rio, com ênfase no método participativo. Será necessária a leitura prévia da bibliografia básica encaminhada para cada aula. Tal leitura poderá se dar em qualquer dos manuais indicados, restando a escolha a critério do aluno. Ademais, serão partes integrantes do curso as seguintes atividades as quais poderão acarretar a atribuição de até um ponto extra: I Na primeira prova, através da elaboração de um júri simulado com base no livro O caso dos exploradores de caverna de Lon L. Fuller, onde serão 3

4 utilizados os ensinamentos ministrados em sala de aula em atividade semelhante à prática. II Na segunda prova, através da elaboração da sentença faltante referente ao processo que será objeto de estudo. A avaliação será feita por meio da realização de duas avaliações escritas e dissertativas valendo 10,0 (dez pontos) cada uma delas. 4

5 II. PLANO DE AUlAS 1. Aula 1: Introdução ao Direito Penal e ao Processo Penal 1.1. Introdução Segundo Fragoso 1, Direito Penal é o conjunto de normas jurídicas mediante as quais o Estado proíbe determinadas ações ou omissões, sob ameaça de característica sanção penal. Assim, logo se percebe que, com o próprio nome já destaca, a pena é talvez a mais importante característica deste ramo do Direito. E é a partir da pena que se pode estabelecer a especificidade própria do Direito Penal. Isto porque é ela que vai diferenciar o Direito Penal e estabelecê-lo como a mais grave forma de intervenção estatal na vida do cidadão. Ocorre que a simples caracterização de uma conduta como criminosa não implica que alguém seja punido por essa conduta. Isso porque é necessária a instauração de um processo penal para que E, ao contrário do que se pensa, não basta noticiar-se o crime na delegacia para que se dê por iniciado um processo penal. Esquematicamente, quando alguém vai a uma Delegacia de Polícia comunicar a prática de um delito é gerado um registro de ocorrência. Esse registro de ocorrência gera um inquérito policial, que é uma investigação onde a polícia, sob a supervisão do Ministério Público (promotor de Justiça) vai verificar se houve crime e quem foi que cometeu esse crime. Chegando a polícia a conclusão de que houve um crime e identificando o possível autor dessa infração, o promotor responsável vai preparar uma denúncia (a petição inicial do processo penal), onde estará formalizada a acusação contra um determinado indivíduo. Sendo formulada a denúncia, essa será encaminhada ao juiz competente que, julgando estarem ali presentes elementos mínimos que provem a existência do crime e sua provável autoria, receberá a mesma dando início, aqui, a um processo penal. No processo penal, em regra, serão ouvidos o acusado, as testemunhas de acusação (arroladas pelo promotor na denúncia) e as de defesa (arroladas pelo acusado após o seu interrogatório), em três audiências diferentes. Depois disso, e da manifestação tanto da acusação quanto da defesa, o juiz poderá dar a sentença. Ressalte-se que daí pode haver uma série de recursos, e um sujeito só poderá ser considerado culpado após o trânsito em julgado de uma sentença penal condenatória, ou seja, após a sentença tornar-se imutável. Assim, percebe-se as diferenças iniciais, bem como a intersecção existente entre o Direito Penal e o Processo Penal. Mas, certamente algumas dúvidas fazem-se presentes. E, com base no caso, pergunta-se: é necessária a proposição de um processo penal para que se possa punir alguém? Qual a diferença da pena para as sanções existentes nos outros ramos do Direito? 1 FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de Direito Penal. Parte Geral 1 ª ed. At. Fernando Fragoso. Rio de Janeiro: Forense, 2004, p. 3. 5

6 1.2. O Caso Renato era um jovem de 23 anos, morador de uma comunidade carente da Zona Sul carioca, que trabalhava como entregador numa farmácia perto de sua casa. O jovem namorava Brenda, 16 anos, sua vizinha, e, como um casal jovem, tinha suas instabilidades emocionais. Numa dessas crises Renato termina o relacionamento com Brenda que, desesperada, chega em casa chorando e revela a sua mãe sua raiva e desapontamento com o jovem, alegando que apenas praticou relações sexuais com Renato, desde os seus 13 anos, em face de suas juras de amor. Chocada, Deise, mãe de Brenda, liga para José, pai da mesma relatando o fato e exigindo providências. Com o boato se espalhando, a comunidade se revolta e invade a casa de Renato tentando linchar o rapaz. Desesperado, Renato consegue se desvencilhar da turba, mas é impedido de prosseguir sua rota de fuga, pois é capturado pelos integrantes da facção criminosa que domina sua comunidade, outrora alertada pela mãe de Brenda. Os meliantes, destinados à resolução da causa, realizam uma espécie de tribunal. Ouvem a suposta vítima, o suposto autor do crime e as testemunhas do fato: os pais de ambos e os amigos mais próximos que viveram o relacionamento. Ao final dessa apuração chegam os julgadores à conclusão de que, apesar de não haver propriamente um culpa por parte de Renato, este deveria Ter se precavido nessa relação. Assim, decidem que o rapaz deve imediatamente deixar a comunidade onde vive. Abalado por tudo, e ciente da sua inocência, Renato, sem ter a quem recorrer, acata a decisão e vai em busca de uma nova vida. O que o rapaz não esperava é que, três meses depois do fato, um policial o visitasse em casa com uma intimação para que este prestasse esclarecimentos sobre o episódio com Brenda. Isto ocorreu já que José, pai da menina, foi à Delegacia de Polícia do bairro e registrou a ocorrência competente, o que findou por levar Renato a, posteriormente, responder a uma ação penal como réu pelo crime de estupro (Art. 213, c/c 224, c, CP) Bibliografia Obrigatória PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, p BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. Parte Geral. 10ª ed. São Paulo: Saraiva, 2006, p FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de Direito Penal. Parte Geral. At. Fernando Fragoso. 16ª ed., Rio de Janeiro: Forense, p Bibliografia Complementar BATISTA, Nilo. Introdução Crítica ao Direito Penal Brasileiro. RJ: REVAN,

7 BUSATO, Paulo César; HUAPAYA, Sandro Montes. Introdução ao Direito Penal: Fundamentos para um Sistema Penal Democrático. Rio de Janeiro: Lumen Juris, Direito Penal Conceito, funções e caracteres Direito Penal objetivo e Direito Penal subjetivo Direito Penal comum e Direito Penal especial Dogmático penal, política criminal e Direito Constitucional Direito Penal e outros ramos do ordenamento jurídico: delimitação 1. Conceito: a) formal previsão de condutas delitivas e cominação de penas ou medidas de segurança; b) material referênciaa comportamentos danosos a bens jurídicos fundamentais. 2. Funções: a) proteção de bens jurídicos; b) garantia 3. Natureza: constitutiva e sancionatória. 4. Caracteres: normativo, público, cultural, valorativo e finalista. 1. Direito Penal objetivo: normatividadade criadora de delitos e de sanções. 2. Direito Penal subjetivo: direito de punir do Estado. 1. Direito Penal comum : Código Penal (Parte Geral e Parte Especial). 2. Direito Penal especial: leis penais extravagantes. 1. Dogmático penal: interpretação, sistematização e aplicação lócico-racional do Direito Penal. 2. Política criminal: análise crítica do Direito Penal posto. 3. Criminologia: estudo causal- explicativo do fenômeno criminal. Direito Constitucional Direito Administrativo Direito Processual Penal O Direito Constitucional, por estabelecer os princípios fundamentais que garantem a liberdade perante o Estado e Salvaguardar bens jurídicos essenciais do individuo e da comunidade, apresenta estreita ligação com Direito Penal. A lei constitucional, fonte material da lei penal, contempla uma série de normas de direito público, dentre as quais se destacam as referentes às garantias e direitos individuais. Delito e infração administrativa têm um conteúdo material semelhante e idêntica, estrutura lógica. Penas criminais e sanções administrativas encontram justificação na magnitude da lesão a um bem jurídico determinado e na sua necessidade de imposição, como ex-pressão de um juízo desvalorativo éticosocial. Entre crimes e infrações administrativas existem apenas diferenças quantitativas. Incumbe ao legislador traçar os limites entre ilícito penal e ilícito administrativo, pautando-se pela gravidade das infrações do ponto de vista material e por considerações de ordem político-criminal. Somente através de processo penal é que se pode aplicar praticamente o Direito Penal; ele é seu único instrumento de execução para os casos concretos. Enquanto o Direito Penal enumera as condutas puníveis e as respectivas sanções a elas cominadas, o Direito Processual Penal disciplina o processo, isto é, a atividade desempenhada pelos órgãos estatais com o escopo de estabelecer se a lei penal foi violada e qual pena deve ser imposta ao autor da transgressão. 7

8 Direito Privado Muitos conceitos do Direito Privado são úteis ao Direito Penal, por serem indispensáveis à correta interpretação e aplicação de seus preceitos. O Direito Penal também presta significativa contribuição ao Direito Privado ao tratar das indenizações civis ex delicto, tornando-as consectários obrigatórios da condenação. Em sede comercial, constata-se a proteção penal do cheque, das duplicatas, da emissão de warrants e a cominação de penas para a fraude mercantil e para as especulações abusivas. Ainda, na decretação da falência, a tutela penal é meio eficaz de coibir os abusos sobre as garantias do crédito mercantil. Enciclopédia das ciências penais Filosofia e Historia Ciências causal explicativas (criminologia) Ciências penais Ciências de investigação Ciências auxiliares Filosofia do Direito Penal História do Direito Penal Legislação penal comparada Antropologia e biologia criminais Psicologia criminal Sociologia criminal Penologia Direito Penal (dogmática penal) Direito Processual Penal Direito Penitenciário Política criminal Criminalística Política científica Estatística criminal Medicina legal Psiquiatria forense 8

9 2. Aulas 2 e 3: Fontes do Direito Penal e sua relação com outras disciplinas jurídicas; Princípios Constitucionais e Direito Penal 2.1. Introdução É de se observar que o Direito Penal, assim como todo e qualquer ramo do Direito, deve ser entendido a partir dos seus princípios. Além de facilitar o raciocínio do operador, inegavelmente estes permitem realizar aquela que talvez seja a grande missão do Direito Penal. Isto porque, nunca é demais repetir, permitem poder diferenciar Direito Penal, enquanto disciplina, e o poder de punir. O exercício de poder punitivo nas mãos do Estado ocorre por edição de uma série de normas de natureza criminal. Ao editar tais normas, o legislador, a princípio, encontraria-se livre de quaisquer amarras, podendo arbitrariamente determinar as incriminações que bem desejasse. Os princípios fundamentais do Direito Penal vêm socorrer não só o operador do Direito (juiz, promotor, advogado, professor, estudante etc...), mas também o próprio legislador, ao instituir parâmetros a serem seguidos desde a elaboração da norma penal até sua execução. Assim, não é de se espantar a denominação que costuma-se conferir a tais princípios não só como princípios fundamentais do Direito Penal, mas também como princípios limitadores do Poder Punitivo. Há de se destacar, que majoritariamente costuma-se conferir a estes um conteúdo meramente programático, a exceção daqueles que contém base normativa. Mesmo assim, observa-se a sua importância como vetor interpretativo na solução dos conflitos de natureza penal. Contudo, o Direito Penal não resta isolado em sua torre de marfim do ordenamento jurídico. A sua autonomia não é afetada pela interdependência que este mantém com um sem número de disciplinas jurídicas que não só auxiliam a sua concretização, mas também permitem uma melhor compreensão do fenômeno criminal. Assim, que princípios podem se extrair do caso que ora se apresenta? 2.2. O Caso HC nº SP (furto de R$ 25,00 praticado por jovem desempregado) 9

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13 2.3. Jurisprudência HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA EVIDENCIADA DE PLANO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFI- CÂNCIA. APLICABILIDADE. FURTO DE PEQUENO VALOR TENTADO. BEM SUBTRAÍDO. PANELA DE PRESSÃO. 1. O pequeno valor da res furtiva não se traduz, automaticamente, na aplicação do princípio da insignificância. Há que se conjugar a importância do objeto material para a vítima, levando-se em consideração a sua condição econômica, o valor sentimental do bem, como também as circunstâncias e o resultado do crime, tudo de modo a determinar, subjetivamente, se houve relevante lesão. 2. Consoante se constata dos termos da peça acusatória, o valor da res furtiva pode ser considerado ínfimo, tendo em vista, outrossim, as condições econômicas da vítima. Além disso, o fato não lhe causou qualquer conseqüência danosa, uma vez que a Paciente foi presa em flagrante antes de consumar o delito, de posse da coisa, justificando, assim, a aplicação do Princípio da Insignificância ou da Bagatela, ante a falta de justa causa para a ação penal. Precedentes. 3. Vislumbra-se, na hipótese, verdadeira inconveniência de se movimentar o Poder Judiciário já tão assoberbado na tutela de bens jurídicos mais gravemente lesados. 4. Ordem concedida para determinar o trancamento da ação penal por falta de justa causa. (HC / SP ; HABEAS CORPUS 2004/ Relatora:Ministra LAURITA VAZ; Órgão Julgador: QUINTA TURMA STJ) RECURSO ESPECIAL. PENAL. FURTO QUALIFICADO PELO CONCUR- SO DE AGENTES. VIOLAÇÃO AO ART. 155, 4º, INC. IV, DO CÓDIGO PE- NAL RECONHECIDA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE AUMENTO DE PENA PREVISTA PARA O ROUBO PRATICADO EM CONCURSO DE AGENTES. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. PENA AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. ATENUANTES. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 231 DO STJ. RECURSO PROVIDO. 1. O estatuto repressivo prevê como qualificado o furto cometido por dois ou mais agentes, estabelecendo no 4º do art. 155 do Código Penal a pena de 2 (dois) a 8 (oito) anos como limite à resposta penal. 2. Fere o referido dispositivo legal o decisum que, em nome dos princípios da proporcionalidade e da isonomia, aplica ao furto qualificado o aumento de pena previsto no 2º do art. 157 do Código Penal, haja vista que, em obediência ao princípio da reserva legal, não cabe ao julgador criar figuras delitivas ou aplicar penas que o legislador não haja determinado. 3. A incidência de circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal (Súmula n.º 231/STJ). 4. Recurso provido. (REsp / RS ; RECURSO ESPECIAL 2005/ ; Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA; T5 QUINTA TURMA; STJ, Data do julgamento: 06/10/2005; DJ p. 400) 13

14 2.4. Questões de Concurso I O Supremo Tribunal Federal, julgando RHC n /SP, 10 Turma, rel. Min. Ellen Gracie, rel Acórdão Min. Sepúlveda Pertence, j , DJU , assim decidiu: Porte consigo de arma de fogo, no entanto, desmuniciada e sem que o agente tivesse, nas circunstâncias, a pronta disponibilidade de munição: inteligência do art. 10 da Lei nº 9437/97: Atipicidade do fato. Da ementa acima, observa-se que o STF levou em consideração a teoria moderna que dá realce aos princípios da necessidade da incriminação e da lesividade do fato criminoso, ainda que se trate de crime de mera conduta. Nesse contexto, comente a referida decisão. (Concurso para Juiz de Direito Substituto MG / 2005) 2.5. Bibliografia Obrigatória PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. 5ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, p BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. Parte Geral. 10ª ed. São Paulo: Saraiva, 2006, p FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de Direito Penal. Parte Geral. At. Fernando Fragoso. 16ª ed., Rio de Janeiro: Forense, p Bibliografia Complementar ZAFFARONI, Eugenio Raul. Derecho Penal Parte General. Buenos Aires: Ediar. Segunda parte, teoria do delito. Capítulos III e V CERNICCHIARO, Luiz Vicente e COSTA JR., Paulo José da. Direito Penal na Constituição. 3 ed. São Paulo, RT, LUISI, Luiz. Os princípios constitucionais penais. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris,

15 Princípio da Legalidade Formulação Não há crime (infração penal), nem pena ou medida de segurança (sanção penal) sem prévia lei (stricto sensu). Garantias criminal e penal A lei formal, e tão-somente ela, é fonte criadora de crimes e de penas, de causas agravantes ou de medidas de segurança, sendo inconstitucional a utilização em seu lugar de qualquer outro ato normativo, do costume ou do argumento analógico in malam partem exigencia de lei escrita (nulla poena sine lege scripta). Garantias jurisdicional e penitenciaria ou de execução Expressa-se nos arts. Garantias e conseqüências 5º, XLVIII, XLIX, LIII, LVII, E 92 da Constituição e 2º da Lei de Execuções Penais. Princípio da irretroatividade da lei e sua execução Trata-se de restringir o arbítrio legislativo e judicial na elaboralção ou aplicação retroativo de lei prejudiacial. Princípio da taxatividade ou da determinação Significa que o legislador deve redigir a disposição legal de modo suficientemente determinado para uma mais prefeita descrição do fato típico (lex certa). Princípio da dignidade da pessoa humana Conceito A dignidade da pessoa humana, como dado inerente ao homem enquanto ser, é guindada à condição de princípio constitucional insculpido no artigo 1º, III, da Constituição Federal. Nesse princípio reside o limite minimo a que está subordinada toda e qualquer legislação. Antecede, portanto, o juizo axiológico do legislador e vincula de forma absoluta sua atividade normativa, mormente no campo penal. Daí por que toda lei que viole a dignidade da pessoa humanadeve ser reputada inconstitucional. Princípio da culpabilidade Conceito Postulado basilar de que não há pena sem culpabilidde (nulla)poena sine culpa) e de que a pena não pode ultarpassar a medida da culpabilidade proporcionalidade na culpabilidade. Principio da exclusiva proteção de bens jurídicos Conceito O escopo imediato e primordial do Direito penal reside na proteção de bens jurídicos essenciais ao indivíduo e à comunidade- dentro do quadro axiológico contitucionalou decorrente da concepção de Estado de Direito democrático. Princípio da intervenção mínima Conceito Segundo a intervenção mínima, a lei penal só deverá intervir quando for absolutamente necessário para a sobrevivência da comunidade, como na ultimata ratio e, de preferência, só deverá fazê-lo na medida em que for capaz de ter eficácia. Princípio da fragmentabilidade Conceito Segundo o princípio da fragmentariedade, só devem os bens jurídicos ser defendidos penalmente diante de certas formas de agressão, consideradas socialmente intoleráveis. Princípio da pessoalidade da pena 15

16 Conceito Só o autor d infração penal pode ser apenado. Impede-se a punição por fato alheio. Princípio da individualização da pena Conceito O julgador deve fixar a pena conforme a cominação legal e determinar a forma de sua execução. Princípio da proporcionalidade da pena Conceito Deve sempre haver uma medida de justo equilíbrio entre a gravidade do fato praticado e a sanção imposta. Princípio da proporcionalidade Conceito Com relação à proporcionalidade entre os delitos e as penas (poena debet commensurari delicto), deve existir sempre uma medida de justo equilíbrio abstrata (legislador) e concreta (juiz) entre a gravidade do fato ilícito praticado, do injusto penal (desvalor da ação e desvalor do resultado), e a pena cominada ou imposta. A pena deve estar proporcionada ou adequada à intensidade ou magnitude da lesão ao bem jurídico representado pelo delito e a medida de segurança à periculosidade criminal do agente. A noção de proporcionalidade vem a ser uma exigência de justiça e não somente de prevenção (geral/especial). Princípio da humanidade Conceito Em um Estado de Direito democrático vedam-se a criação, a aplicação ou a execução de pena, bem como de qualquer outra medida que atentar contra a dignidade humana. Princípio da adequação social Conceito Para o princípio da adequação social, apesar de uma conduta se subsumir ao modelo legal, não será considerada típica se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente condicionada. Princípio da insignificância Conceito O princípio da insignificância postula que devem ser tidas como atípicas as ações ou omissões que afetem infimamente um bem jurídico-penal. 16

17 3. Aula 4: Aplicação da Lei penal e processual penal no tempo e no espaço 3.1. Introdução Para que a lei possa ser aplicada, é fundamental o estabelecimento de alguns parâmetros. Isso porque, o julgador, ou qualquer outro operador do Direito, deve poder nortear-se por determinados critérios fundamentais para que dúvidas não surjam no tocante à lei aplicável ao caso concreto. Se observada a quantidade exorbitante de legislação penal produzida pelo Legislativo, pode-se perceber que, por vezes, conflitos podem surgir. É de se notar que a produção de leis penais não é necessariamente danosa. Por vezes, isto se apresenta como verdadeira necessidade do modelo de Estado a que aderiu o país. Mas a utilização meramente simbólica do Direito Penal pode redundar num fato curioso: num mesmo processo, que costuma durar alguns anos, várias leis podem versar sobre um mesmo assunto. Nesse caso, o estabelecimento de critérios para a aplicação da lei penal no tempo é fundamental para o socorro do operador. Todavia, este não é o único conflito que pode surgir. Torna-se imperiosa a determinação de critério para a aplicação da lei penal no espaço. Isto porque, com a criminalidade transnacional cada vez mais se fazendo presente, uma série de dúvidas podem surgir quanto a aplicação, ou não, da lei brasileira. Uma bomba colocada numa aeronave brasileira que decola de Buenos Aires, destinando-se ao Rio de Janeiro, e explode numa escala em Montevidéu matando todos os passageiros, pode fazer com que a lei brasileira seja aplicável ao autor desse crime? Mais do que isso: será que os critérios utilizados para a aplicação da lei penal no tempo e no espaço, podem também ser absorvidos quando tratar-se da aplicação da lei processual penal no tempo e no espaço? 3.2. O Caso Lei de Crimes Hediondos A lei n.º 8072/90, conhecida como lei de Crimes Hediondo, tem interessante história que no trecho abaixo acaba sendo esclarecido. Em 2003 o senador Demóstenes Torres apresentou projeto de lei no sentido de, dentre outras medidas, tornar qualificado, e portanto hediondo, o homicídio praticado por alguém que se prevaleceu da condição de familiar ou das relações de coabitação com a vítima. Numa entrevista à época concedida o parlamentar justifica a Lei de crimes hediondos e também o seu projeto. AT Os juristas criticam que a inclusão do homicídio na Lei dos Crimes Hediondos ocorreu no curso de enorme consternação por conta do crime que vitimou 17

18 a jovem atriz Daniela Peres, assassinada pelo ex-namorado e também ator, ambos contracenando em uma novela de grande audiência da Rede Globo. Dizem os críticos que a lei resultou numa imperfeição jurídica, a ponto de a simples qualificação de hediondez, embora mesmo não provada, obsta a concessão de liberdade provisória, contrariando princípios constitucionais, como o da presunção de inocência. Destino idêntico não poderá ocorrer com o seu projeto? Demostenes Torres A Lei que criou os Crimes Hediondos, foi promulgada em julho de 1990, antes da morte de Daniela Perez. Na verdade, a lei à qual você se refere foi criada em decorrência do sequestro do empresário Rubem Medina, no Rio de Janeiro. O crime de homicídio passou a ser considerado hediondo no mês de setembro de 1994 após intensa mobilização social no País, que teve à frente a novelista Glória Perez, mãe da atriz assassinada, anos depois do crime. O projeto que apresentei realmente torna qualificado, e portanto, hediondo o homicídio praticado por alguém que se prevaleceu da condição de familiar ou das relações de coabitação com a vítima, e a idéia é exatamente esta. É intolerável que alguém que cometa crime tão grave fique em liberdade, enquanto a família, desolada, sepulta seu ente querido. E nenhum juiz decreta a prisão preventiva de qualquer pessoa sem estarem presentes a certeza da autoria e da materialidade do crime. (Retirado de shtml?x=42) 18

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21 3.3. Jurisprudência PENAL. CONFLITO DE LEIS PENAIS NO TEMPO. NOVATIO LEGIS IN PEJUS. APLICAÇÃO DA LEI VIGENTE AO TEMPO DOS FATOS. MAIS BE- NÉFICA. 1 Se a lei nova entra em vigor no decorrer do processo, agravando a pena de quem praticara conduta delituosa descrita no anterior diploma legal, inexiste abolitio criminis, mas novatio legis in pejus, conflito de leis penais no tempo, que se resolve pela aplicação da lei mais benéfica, vigente ao tempo dos fatos, em obediência ao princípio tempus regit actum. 2 Ordem denegada. (HC /RS, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, SEXTA TURMA; STJ, julgado em , DJ p. 177) RHC. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚN- CIA. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO DO PROCESSO NOS TERMOS DO ARTIGO 366 DO CPP. FATO ANTERIOR À LEI 9.217/1996. PRISÃO QUE DECORRE DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. RÉU NÃO ENCON- TRADO NO ENDEREÇO CONSTANTE DO INQUÉRITO POLICIAL. CI- TAÇÃO POR EDITAL. REGULARIDADE. Na hipótese dos autos, a novatio legis prevê, além da suspensão do processo, a suspensão do prazo prescricional, sendo prejudicial ao réu. Em situações tais, descabe a retroatividade da lei penal in pejus para alcançar infração penal cometida em momento anterior a sua vigência. Legitimidade da citação editalícia, se esgotados os meios disponíveis para a localização do réu. Precedentes desta Corte e do Excelso Pretório. O recorrente, preso preventivamente, foi pronunciado, mantendo-se seu encarceramento. Diante da sentença de pronúncia, a sua custódia, que era da preventiva, passou a ser conseqüência natural da sentença de pronúncia. Precedentes. Recurso desprovido. (RHC /SP, Rel. Ministro JOSÉ ARNALDO DA FONSECA, QUINTA TURMA; STJ, julgado em , DJ p. 288) PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. APLICAÇÃO DA LEI BRASI- LEIRA. COMPETÊNCIA JURISDICIONAL. CRIME INICIADO EM TERRI- TÓRIO NACIONAL. SEQÜESTRO OCORRIDO EM TERRA. IMPOSSIBI- LIDADE DE REEXAME PROBATÓRIO. CONDUÇÃO DA VÍTIMA PARA TERRITÓRIO ESTRANGEIRO EM AERONAVE. PRINCÍPIO DA TERRITO- RIALIDADE. LUGAR DO CRIME TEORIA DA UBIQÜIDADE. IRRELE- VÂNCIA QUANTO AO EVENTUAL PROCESSAMENTO CRIMINAL PELA JUSTIÇA PARAGUAIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. ORDEM DENEGADA. 1. Aplica-se a lei brasileira ao caso, tendo em vista o princípio da territorialidade e a teoria da ubiqüidade consagrados na lei penal. 21

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