LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS

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1 1 DIREITO PENAL PONTO 1: LEI PENAL X NORMA PENAL PONTO 2: VIGÊNCIA PONTO 3: FASES DA PERSECUÇÃO PENAL PONTO 4: LEIS PENAIS INCOMPLETAS PONTO 5: APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO PONTO 6: LEIS INTERMINTENTES LEI PENAL X NORMA PENAL Há diferenças? -Para a doutrina Brasileira são expressões indissociáveis o código Penal ora se refere à lei penal (artigos 1,2,3 e etc.), ora à norma penal (artigos 27,35...). -Para Karl Binding a lei penal é a FONTE (instrumento, veículo) e a norma seu conteúdo. VIGÊNCIA -Lei penal é um ato jurídico e como tal, deve vencer todos os PLANOS (existência, validade e eficácia) para que produza seus efeitos. A PERSECUÇÃO PENAL -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: 1.Cominação legal 2.Investigação preliminar 3.Instrução criminal 4.Executação penal 5.Reabilitação -A criação da lei penal é, portanto a primeira fase, estando nesta fase a VACATIO LEGIS ( é o período compreendido entre a publicação de uma lei e a sua entrada em vigor. Na ausência da cláusula de vigência a vacatio legis é de 45 dias). LEIS PENAIS INCOMPLETAS Classificação: a) Tipos Penais Abertos: Exige uma complementação que advém de um juízo valorativo. Exemplo: os crimes culposos. ATENÇÃO: é FALSO dizer que todos os tipos penais culposos são tipos penais abertos. Em determinados casos o próprio legislador descreve o que consiste a culpa.

2 2 OBS: Na lei de drogas existe somente a modalidade culposa no artigo b) Tipos penais em branco Também precisa de complementação, mas ela advém de OUTRA FORMA, LEI OU ATO NORMATIVO. Classificam-se em: B.1.) NORMA PENAL EM BRANCO HETEROGÊNEA: Quando advém de uma fonte diversa. Exemplo: a complementação da lei de DROGAS é dada pela ANVISA (órgão do poder executivo da união). B.2.) NORMA PENAL EM BRANCO HOMOGÊNEA Quando advém da mesma fonte de onde partiu a normal penal em branco. Classificam-se em: B.2.1) HOMÓLOGAS: Estão na mesma fonte e no mesmo veículo (na mesma base legislativa). Exemplo: Crime de peculato só pode ser praticado por funcionário público, o conceito de funcionário é extraído do próprio CP. B.2.2) HETERÓLOGA: Embora a complementação advenha da mesma fonte, ela é encontrada em base legislativa diversa. Exemplo: As regras atinentes ao casamento fundamentais a tipicidade de bigamia são encontrados no Código Civil. B.3) NORMA PENAL EM BRANCO INVERTIDA: Ocorre quando o preceito primário é concreto mas o secundário necessita de complementação, ou seja, tem a pena remetida na medida em que adota a sanção penal de outro tipo incriminador. C) NORMAS PENAIS INCOMPLETAS EM DUPLA FACE (DUPLAMENTE INCOMPLETA): Ocorre quando tanto o preceito primário, quanto o secundário exigem complementação. Exemplo: Art Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 1 Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa.parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente.

3 3 APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO A) Teorias que explicam o tempo do crime (tempus comissi deliciti). Quando ocorreu o crime?? 1. Teoria da atividade (ação da conduta) considera-se praticado o crime, no momento da conduta (ação ou omissão), ainda que outro seja o da produção do resultado. Ex.: Homicídio quando o agente golpeia a vitima. 2. Teoria do resultado Considera-se o momento da consumação (resultado, evento, efeito) desprezando-se o da conduta. Ex.: Homicídio quando a vitima falece. 3. Teoria da ubiqüidade (mista) Considera-se tanto o momento da conduta quanto o da produção do resultado. TEORIA ADOTADA PELO CP: ARTIGO 4º TEORIA DA ATIVIDADE ( TEMPUS REGIT ACTUM ) Reflexos da teoria da atividade: * inimputabilidade da menoridade *idade da vítima *idade do criminoso B) EXTRA- ATIVIDADE DA LEI PENAL Possibilidade de aplicar a lei em fatos ocorridos antes (retroatividade) ou depois (ultraatividade) de sua vigência. C) SUCESSÃO DE LEIS PENAIS NO TEMPO- CONFLITOS E SOLUÇÕES. Lei pior- Lex gravior IRRETROATIVIDADE Lei melhor- Lex mitior RETROATIVIDADE E ULTRA-ATIVIDADE C.1) novatio legis incriminadora é a lei que incrimina determinada conduta. C.2) novatio legis in pejus é a lei penal que de qualquer forma é mais severa (gravosa) que a anterior. Isso ocorre quando aumenta a pena, cria agravante, majorante, qualificadora, vedações ou obstáculos a benefícios penais, bem como quando revoga atenuantes e minorantes. C.3) Abolitio criminis ocorre quando a lei penal afasta por completo determinado fato da orbita penal. Trata-se de cláusula instintiva de punibilidade. C.3.1) Falsa aparência da abolitio criminis. -> Ex.: Revogação do artigo 214 da lei 1215/09, que seguiu o princípio da continuidade normativa. A lei penal tem vigência até que seja revogada. A revogação parcial é denominada de derrogação e a completa de abrogação. Nem sempre que uma lei penal é formalmente revogada se pode concluir que ocorreu a abolitio criminis.

4 C.3.2) APLICAÇÃO DE LEX MITIOR EM CAVATIO LEGIS -> Embora haja precedente, a lei penal em vacatio não é apta a produzir efeitos porque ainda não venceu o plano de eficácia. C.3.3) ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA X VACATIO LEGIS INDIRETA -> Após sucessivas alterações legislativas o prazo para renovação dos registros de arma de fogo anteriores ao estatuto do desarmamento (lei 10826/03) foi fixado em 31/12/09. Assim o tipo incriminador da posse irregular de arma de fogo esteve em vacatio legis até referida data. E antes dela as condutas descritas no dispositivo legal foram abarcadas pelo abolitio criminis. C.3.4) EFEITOS/ CONSEQUÊNCIAS DO ABOLITIO CRIMINIS -> art. 2º caput 2. C.4) NOVATIO LEGIS IN MELLUS C.4.1) COMPETÊNCIA PARA APLICAR: * INSTRUÇÃO: juiz da causa * RECURSO: tribunal respectivo. * EXCECUÇÃO: VEC * Pode ser de ofício, MP ou pelo apenado. D) COMINAÇÃO/ CONJUGAÇÃO DE LEIS PENAIS- FORMAÇÃO DE LEI HÍBRIDA Doutrina e jurisprudência divergem a respeito da possibilidade de o juiz combinar leis penais que contemplem pontos de benefícios ao réu. Há duas correntes: 1. NÃO CABE: pois se assim o fizer, o juiz estará criando uma terceira lei ( Lex tercia ) usurpando função típica do legislativo, ferindo com isso o princípio da separação dos poderes (artigo 2º CF) 2. CABE: pois o juiz é legitimado a fazer a integração das normas. Adotando o princípio da extra-atividade, ou seja, operando a retroatividade de uma e a ultra-atividade da outra. 5) Aplicação da lei penal intermediária Lex intermédia, se entre duas leis penais houver uma mais benéfica, ela será aplicada, mostrando-se retroatividade em relaçãoa primeira e extra-atividade em relação a outra. F) APLICAÇÃO DA LEI PENAL NOS CRIMES PERMANENTES HABITUAIS E CONTINUADOS -> Aplica-se a lei ao término da atividade, ainda que mais grave. Súmula 711 STF. 4 LEIS INTERMITENTES São editadas para reger situações anormais como guerras, epidemias. Classificam-se em: 2 Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de )

5 5 6.1) temporárias: editadas por PRAZO DETERMINADO 6.2) excepecionais: são editadas por prazo indeterminado, ou seja, tem vigência enquanto persistir a situação que autoriza a sua edição. OBS: Ambos são aplicados mesmo depois de revogados. São, portanto ultra-ativas.

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