Anexo Versão Final do Projeto Político- Pedagógico da Escola do Povo Xipaya

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Anexo 9.1-8 Versão Final do Projeto Político- Pedagógico da Escola do Povo Xipaya"

Transcrição

1 CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA Anexo Versão Final do Projeto Político- Pedagógico da Escola do Povo Xipaya

2 PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA DO POVO XIPAYA Terra Indígena Xipaya e Aldeia Kujubim Dezembro/2014

3 Sumário 1. Introdução Bases Legais O povo Xipaya e suas comunidades Localização geográfica Histórico das aldeias... 7 A aldeia Kujubim... 7 A aldeia Tukamã e a morada Remanso... 8 A aldeia Tukaya e morada Pitjiptjia Histórico da relação do povo Xipaya com a Escola Objetivos gerais da educação para o povo Xipaya O que a escola precisa para funcionar bem Gestão Escolar Sistema de Ensino Conteúdos e habilidades Calendário Escolar Metodologia de trabalho Sistema de Avaliação Coordenação e Administração Documentação da Escola e do aluno Conselho Escolar Considerações Finais... 29

4 1. Introdução Nós, povo Xipaya, temos hoje três aldeias e quatro escolas. Nós reunimos todas as comunidades para discutir nosso Projeto Político Pedagógico e percebemos a importância de organizarmos esse documento pela necessidade da educação diferenciada. Foi necessário passarmos por diferentes momentos ao longo das últimas gerações em termos de educação escolar para percebermos a importância de hoje termos professores indígenas e estarmos pensando a educação baseada nas nossas necessidades e na realidade do povo Xipaya. Acreditamos ser uma importante conquista a elaboração desse documento, pois garante à nós o cumprimento da legislação, garante nossos direitos. O apoio da Secretaria Municipal de Educação de Altamira e da FUNAI, além do atual momento vivenciado pelo povo Xipaya dentro do processo do licenciamento da UHE Belo Monte, permitiu a união de nossas comunidades para pensarmos um documento que direcione nossas ações para as futuras gerações, respeitando nossos costumes e tradições. Vivemos hoje em dois mundos dentro do contexto de nossas aldeias e no mundo do branco. Isso exige que nós preparemos bem as crianças e jovens para que futuramente possam defender os nossos direitos e buscar cada vez mais melhorar a qualidade da educação em nossas comunidades. Temos que usar o saber, o conhecimento dos não indígenas, como uma ferramenta para nossa vivência na sociedade nacional e também para fortalecer nossa juventude na luta em prol de nossos direitos. O momento em que nos encontramos agora, fechando esse documento, em uma roda de conversa onde todos têm voz, onde os mais velhos são ouvidos e respeitados, representa o que nós entendemos por educação. Essa é a base daquilo que queremos como educação para as futuras gerações. Esse documento representa uma união de esforços, pois pensando conjuntamente uma educação diferenciada, nós fortaleceremos o povo Xipaya. 2. Bases Legais Nesta primeira parte, trazemos os principais aspectos com relação aos direitos dos povos indígenas amparados pela lei. Com isso, esperamos facilitar o diálogo com

5 as diversas instâncias de governo e também garantir que todos os indígenas tenham um rápido acesso a estas informações, já que elas são a base do que hoje se entende por autonomia dos povos indígenas. A Constituição Federal de 1988 formaliza a existência de culturas e línguas diferentes em nosso país, afirmando que (...) são reconhecidos aos índios a sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Em 1996, o governo brasileiro cria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), cujo Artigo 32 assegura, o uso de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem, garantindo assim uma educação diferenciada, de acordo com a realidade de cada povo. No Artigo 79 da LDB encontram-se os objetivos que devem orientar os programas de formação escolar indígena: 1º - fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade indígena; 2º - manter programas de formação de pessoal especializado, destinado à educação escolar nas comunidades indígenas; 3º - desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades; 4º - elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado. As diferenças de carga horária, na forma de organizar o ano letivo e o calendário escolar das escolas indígenas estão garantidas por lei. Por isso o calendário próprio é permitido pela Resolução nº 3 do Conselho Nacional de Educação, de 1999, que diz: Art. 4º As escolas indígenas, respeitados os preceitos constitucionais e legais que fundamentam a sua instituição e normas específicas de funcionamento, editadas pela União e pelos estados, desenvolverão suas atividades de acordo com o proposto nos respectivos projetos pedagógicos e regimentos escolares com as seguintes prerrogativas: I organização das atividades escolares, independentemente do ano civil, respeitando o fluxo das atividades econômicas, sociais, culturais e religiosas; II duração diversificada dos períodos escolares, ajustando-as às condições e às especificidades próprias de cada comunidade.

6 Art. 5º A formulação do projeto político pedagógico próprio, por escola ou por povo indígena terá por base: I as Diretrizes Curriculares Nacionais referentes a cada etapa da Educação Básica; II as características próprias das escolas indígenas, em respeito à especificidade étnico-cultural de cada povo ou comunidade; III as realidades sócio-linguísticas, em cada situação; IV os conteúdos curriculares especificamente indígenas e os modos próprios de constituição do saber e da cultura indígena; V a participação da respectiva comunidade ou povo indígena. 3. O povo Xipaya e suas comunidades Localização geográfica Nós Xipaya éramos um povo populoso e forte nas questões de xamanismo. Nossos antepassados enfrentaram em guerras vários outros povos, entre eles o povo Juruna, vindos da região de São Félix do Xingu. Quando notaram que falavam praticamente a mesma língua e se entendiam, assumiram seu parentesco e os Juruna conviveram com os Xipaya por algum tempo. Com a convivência e confiança, os xamãs Xipaya ensinaram um feitiço forte aos pajés dos Juruna. Em função das constantes guerras entre os povos indígenas pela ocupação dos territórios e do povo Xipaya ser considerado por muitos uma ameaça, os Juruna se voltaram novamente contra nossos antepassados e dizimaram nosso povo através desse feitiço aprendido com nossos próprios pajés. Após essa grande perda na população, nosso povo teve contato com os Kayapó e a perseguição por parte deles foi separando ainda mais os poucos Xipaya que restaram. Antes da dispersão, ocorrida por conta dos constantes ataques dos Kayapó, a maioria do povo Xipaya estava fixo em uma área de terra firme onde hoje é a TI Baú. Com os ataques, nossos antepassados se assustaram e fugiram, tornando-se um povo nômade que passou a viver em praias e não tinha uma única morada, pois estavam sempre com medo de novos ataques. Vivemos então muito tempo dispersos às margens dos rios Xingu, Iriri, Curuá e seus afluentes.

7 Assim, se fôssemos considerar toda a área ocupada tradicionalmente pelos nossos antepassados, teríamos uma terra que seria demarcada desde a TI Baú, ao longo de todo o Rio Iriri e Curuá, pegando parte do Rio Xingu, até a cidade de Altamira. Antigamente nosso povo se dividia em grupos familiares, havia muitas moradas de Xipaya ao longo dos rios Curuá, Iriri e Xingu e os parentes se reuniam sempre nas grandes festas. Hoje, a maioria dos Xipaya vive na cidade de Altamira, mas algumas famílias ainda vivem ao longo do Rio Iriri, as quais batalharam pela demarcação de seus territórios. Outros grupos familiares vivem também fora de aldeias, na condição de ribeirinhos, ao longo dos rios Iriri, Xingu e Curuá. Em Terras Indígenas, vivemos hoje em três aldeias: Kujubim, Tukamã e Tukaya. Há ainda duas moradas, a comunidade Remanso, anexo da aldeia Tukamã e a Pitjiptjia, anexa à aldeia Tukaya. Entretanto, entre 1900 e 1990, não estava estabelecido de fato uma área para nós Xipaya vivermos. Com o retorno de todos os grupos familiares que constituem as atuais aldeias aos locais onde nossos antepassados viveram nos rios Iriri e Curuá, e com o reencontro com os parentes que permaneceram no local, como a família de Maria Ceres Xipaya, nós Xipaya começamos a buscar os direitos de ocupação desses territórios. Os Xipaya então se uniram e decidiram se fixar na região onde viveram seus pais e avós e a lutar pelos seus direitos. A aldeia Kujubim, que recebeu este nome em homenagem ao pai da matriarca Yawaidu, está localizada na margem esquerda do rio Iriri, dentro da TI Cachoeira Seca, a uma distância de 180 Km da cidade de Altamira. Seu acesso por água ou por estrada. Essa aldeia possui hoje 46 moradores, distribuídos em 9 famílias. A aldeia Tukamã, cujo nome significa arco, fica à margem esquerda do Rio Iriri, perto da boca do Rio Curuá, no município de Altamira, a aproximadamente 480 Km da cidade, na TI Xipaya. O acesso à aldeia é feito por via fluvial e leva aproximadamente um dia e meio no inverno e cinco dias no verão a partir de Altamira em um motor 90 Hp. Hoje essa aldeia possui 68 moradores, distribuídos em 21 famílias, das quais duas moram no Remanso. A aldeia Tukaya, cujo nome em português é flecha, fica à margem direita do rio Curuá, próximo à sua foz, também na TI Xipaya e a uma distância de 3 Km da aldeia Tukamã, sendo o acesso à aldeia feito também por via aérea, levando aproximadamente uma hora e meia a partir de Altamira. Esta aldeia possui hoje 83 moradores, distribuídos em 17 famílias. Dentre essas famílias, quatro vivem em uma morada um pouco acima da aldeia, ainda dentro da TI Xipaya, totalizando 14 pessoas em um local conhecido por nome Pitjiptjia, que significa flechal.

8 Nossas principais atividades de subsistência são a roça e a pesca. Outras atividades que variam conforme a época do ano e que também são importantes são a extração da castanha do Pará e a extração de frutos regionais, como açaí, bacaba e cacau. Algumas comunidades também trabalham com extração de óleo de coco de babaçu e possuem projetos para melhorar a produção. Nós também criamos alguns animais, como porcos e aves. Essas diversas atividades, a facilidade na obtenção de recursos da floresta e dos rios e nossa farta produção têm nos permitido negociar com a prefeitura de Altamira para fornecer parte da merenda escolar. Esse fornecimento será realizado via associações e iniciará em Histórico das aldeias A aldeia Kujubim Maria Yawaidu Chipaia nasceu na TI Baú, mas por conta dos ataques constantes dos Kayapó, mudaram-se e vieram fazendo morada ao longo do Rio Iriri, até estabelecer sua morada fixa na praia da Maloca (Tarupa-tepá), ilha localizada na frente da aldeia Kujubim, onde moravam seus parentes Xipaya quando ainda era criança. Até se mudarem para a Morada Velha, que fica um pouco abaixo no Rio Iriri da atual área da aldeia Kujubim, ainda não tinham contato com não indígenas. Yawaidu se casou e seus dois filhos aprenderam tudo com sua família, pois mantinham seus costumes tradicionais de transmissão de conhecimentos ao longo das gerações. Depois de ficar viúva, ela conheceu seu segundo marido, que era um índio Kuruaya, em uma das grandes festas em que os Xipaya reuniam os parentes. Nessas festas, parentes da etnia Kuruaya também participavam, porque eram vizinhos ao longo dos rios Iriri e Curuá, fugindo também dos Kayapó. Após o casamento, nosso avô trabalhou como gateiro e seringueiro na região. Através do contato de nosso avô com os brancos para os quais trabalhava, ele começou a frequentar a cidade e levou Yawaidu para morar com ele em Altamira. Yawaidu teve um irmão mais novo, Durikare Xipaya, conhecido por tio Bené, o qual foi o morador fixo da área onde hoje fica a aldeia Kujubim. Quando nasceu, o tio Bené foi enterrado vivo pela nossa bisavó, Kiripú Kuruaya, e Yawaidu resgatou seu irmão, retirou ele do buraco. Quando nossa avó casou-se pela segunda vez e mudou para a cidade, o tio Bené permaneceu no local, na morada antiga da família às margens

9 do Rio Iriri, próximo à Maloca. As mães dos atuais moradores da nossa aldeia também nasceram na beira do Rio Iriri, em uma localidade onde hoje está demarcada como TI Arara, em um lugar que chamávamos de Alecrim. Até alguns anos atrás, a maioria da família de nossa matriarca Maria Yawaidu Xipaya, que ocupa essa região do rio Iriri desde o início do século passado, encontravase espalhada na cidade de Altamira em função do histórico de guerras da região e do preconceito com os indígenas. Apenas a morada do tio Bené Xipaya existia próximo ao local que hoje encontra-se a aldeia Kujubim. Com o reconhecimento da população indígena Xipaya, um novo movimento dos representantes dessa família começou, resultando no retorno de alguns para as margens do rio Iriri por volta do ano Logo em seguida, a Funai reconheceu a morada desse povo como Comunidade Cupy e os Xipaya que lá viviam começaram a estruturar o local, a fim de atrair o restante da família. Com a chegada da Usina Hidrelétrica de Belo Monte na região de Altamira, nossas lideranças se articularam e começaram a batalhar pelo reconhecimento em Brasília da Comunidade Cupy como aldeia. Por volta de 2010, nossa morada foi reconhecida como aldeia e ganhou o nome de Kujubim. Durante o período do Plano Emergencial, entre 2011 e 2012, a aldeia foi reestruturada. Hoje nossa aldeia possui 14 casas, um posto de saúde, uma escola e 46 moradores. A aldeia Tukamã e a morada Remanso Na mesma época em que Maria Yawaidu estava com sua família pelas localidades próximas ao Kujubim, no Rio Iriri, a família de Aricafu Curuaia e Miudiã Xipaya, pais da matriarca da aldeia Tukamã, desceram da TI Baú para a cidade de Altamira. Logo em seguida, Miudiã faleceu e as filhas do casal ficaram trabalhando em casas de não indígenas na cidade. A única filha de Aricafu que quis sair de Altamira e retornar para o rio Curuá foi a matriarca da aldeia Tukamã, Teresa (Ajumã) Xipaya. Ela e seu marido Antonio Batista de Carvalho moraram por dois anos na aldeia Cajueiro, atual aldeia Curuá, pertencente ao povo Kuruaya. Na descida da aldeia Cajueiro, a família de Ajumã Xipaya estabeleceu, em 1993, sua morada onde hoje é o Remanso. O Remanso é hoje a morada de Vilson Xipaya, um dos filhos do casal. Em 1994, Vilson Xipaya permaneceu na morada do Remanso e o restante da família seguiu com o patriarca, chegando ao porto do local onde hoje é a aldeia Tukamã,

10 indicado por dois antigos moradores do local; este local havia sido ocupação antiga do povo Xipaya. Um desses homens era João Rogério, casado com a indígena Mariazinha Curuaia. O local indicado era utilizado pelos não indígenas para coletar castanha e era chamado de João Martins. A aldeia Tukaya e morada Pitjiptjia Na época em que os antigos da aldeia Tukamã estavam se deslocando entre a TI Baú, Altamira e o retorno ao rio Curuá, os pais da matriarca da aldeia Tukaya, Maria Ceres Xipaya, permaneciam morando em uma região próxima à Terra Indígena Xipaya, em um local chamado Suvaco. Quando se fez a demarcação da TI Xipaya, esse local acabou ficando de fora devido à ocupação ribeirinha na região e à falta de força deste grupo familiar frente às questões políticas na região. No período em que viveram no Suvaco, a região era dominada por gateiros e seringueiros e havia um barracão de comercialização de alimentos na localidade chamada Entre Rios (desembocadura do rio Curuá no rio Iriri). Nesse local, Maria Ceres Xipaya conheceu um seringueiro chamado Salvador Constantino e se casou, mudando para a localidade onde hoje é a aldeia Tukaya. Há um outro morador antigo da região, Dyka Xipaya, que é o patriarca da localidade Pitjiptjia. Ele conta que quando sua família vivia junto, moravam em um local chamado Igarapé Preto e que nessa época o pai dele era um guerreiro e chefe de um grupo que seguia, enfrentava e matava os Kayapó para defender o grupo Xipaya. No Igarapé Preto existiam três ou quatro malocas, com várias famílias vivendo juntas. Moravam em ilhas porque em terra firme eram muito perseguidos pelos Kayapó. Os Xipaya também foram muito perseguidos por outros povos, como os Ikpeng, os Yudjá e os Arupai. Quando saíram dessa região, formaram uma aldeia grande, acima da localidade onde hoje é a aldeia Curuá. Este local se chamava Pitjiptjia, pois era uma localidade onde havia um grande flechal. Dessa aldeia grande, tiveram que fugir por conta de diversos ataques de outros povos e ficavam mudando sempre de morada. Quando estavam próximo ao local onde é hoje a aldeia Tukaya, o velho Kaidjiã Xipaya, junto com sua esposa Djaã Xipaya, pais de Dyka Xipaya, faleceram. Nessa época, Dorico Xipaya, o último pajé do povo, se tornou a liderança. Após sua morte, Manoelzinho Xipaya assumiu a liderança e mudaram-se então para uma localidade chamada Igarapé São Miguel. Ele foi o responsável pelo contato dos Xipaya com o

11 seringalista Chico Meireles. Após a morte de Manoelzinho, a família se dispersou e somente Dyka Xipaya permaneceu na região, morando por muito tempo com os Kuruaya. Suas filhas se criaram nessas localidades, mas mudaram novamente, ficando muito tempo morando em um local chamado Mundo Novo, próximo de onde hoje é a aldeia Kujubim. Em seguida, passaram vários anos viajando entre Altamira e o rio Curuá, vindo a se estabelecer de fato na localidade Pitjiptjia, acima da aldeia Tukaya, por volta Histórico da relação do povo Xipaya com a Escola Antigamente, falaram que o povo Xipaya foi extinto, mas essa informação era falsa, pois, na verdade, nós vivíamos fugindo do povo Kayapó e acabamos nos misturando entre os brancos para sobreviver, inclusive ao preconceito dos não indígenas. Assim, nossos antepassados foram deixando de falar a língua com o passar do tempo e, consequentemente, perdendo seus costumes. Já fomos um povo muito forte em relação à nossa cultura, que era transmitida ao longo das gerações pelos mais velhos. Hoje em dia, estamos reavivando nossa língua e nossa cultura e sentimos muito orgulho disso. Até poucos anos atrás, tínhamos vergonha de dançar e hoje fazemos muitas festas, dançamos, apresentamos para os visitantes a nossa cultura viva em nossas aldeias. Os mais velhos contam que povo Xipaya possuía antigamente uma estreita ligação com os espíritos e muitos dos ensinamentos aos jovens eram repassados pelos xamãs. Todos aprendiam, por exemplo, a enganar a cobra grande quando saiam para as pescarias. Os espíritos protegiam os Xipaya, que faziam cerimônias para fazer uma oferenda em agradecimento. Ainda hoje os espíritos protegem os Xipaya, mas de uma forma diferente, pois não possuímos mais pajés. Hoje, Yawaidu, que mora na aldeia Kujubim, nos conta que nossos antepassados aparecem em sonhos para ela e falam na língua Xipaya, para orientar os moradores da aldeia com relação aos perigos da floresta e dos rios. Yawaidu aprendeu com seu pai, Bitatá Xipaya, as orientações necessárias para ser pajé, mas não quis se envolver com isso; nossa matriarca nos ensinou também esses

12 conhecimentos dos mais antigos, mas hoje temos um certo receio com relação aos espíritos, por isso, não exercemos mais as atividades de pajé. Yawaidu e Dyka Xipaya, nossos dois velhos, falantes fluentes de nossa língua, nos contaram que na época em que nasceram não havia escola e não tinham convivência com não indígenas. O ensinamento era dado através dos mais velhos apenas. Yawaidu conta, por exemplo, que aprendeu a fazer rede com sua mãe: enrolava o algodão para transformá-lo em fio e para trançar a rede, amarrava os fios em pontas diferentes do pé de açaí. O algodão era um cultivo tradicional dos Xipaya, que além de redes e roupas, utilizavam essa linha também para amarrar as pontas das flechas. Em seu segundo casamento, Yawaidu teve seis filhos, os quais já tiveram estudos na escola regular, pois moravam na cidade. Ela lembra que, quando foi para Belém, sentiu falta dos estudos, porque não conseguia acompanhar todas as discussões que foram feitas na universidade na época em que participou de um estudo com uma linguista, por isso, considera a escola muito importante para a atual realidade do povo Xipaya. Como a aldeia Kujubim é nova e seus moradores vieram da cidade (filhos, netos e outros parentes de Yawaidu), a primeira construção erguida pelos indígenas foi a escola, juntamente com o posto de saúde, pois já sentiam a necessidade desta instituição de educação. Hoje temos uma professora indígena na aldeia Kujubim e a escola possui 10 alunos entre 6 e 13 anos de idade. A professora recebe salário como funcionária da rede pública do município de Altamira. Quando a escola foi construída em 2010, as aulas eram ministradas por uma professora não indígena. Segundo a professora Charliane Xipaya, nesse tempo havia mais alunos - por volta de 15 pessoas. A professora não indígena ficou na aldeia entre 2010 e Em 2013, a professora indígena Charliane Xipaya, neta de Yawaidu, assumiu a sala de aula. Na época da outra professora, o foco era a língua portuguesa e o ensino seguia os moldes da escola na cidade; hoje nossa professora indígena ensina a língua Xipaya, ensina cantos e danças, além das matérias comuns à escola na cidade. Antigamente, a escola era uma casinha de palha; hoje, com o auxílio na parte de infraestrutura que recebemos da Norte Energia entre 2011 e 2012, construímos uma escola de madeira, com piso de alvenaria, para ficar um espaço melhor para os alunos. No caso das outras duas aldeias, Tukamã e Tukaya, nossa história com as questões referentes à escola, nos moldes como a conhecemos hoje, apresenta-se em duas situações. Em um primeiro momento, não tínhamos a necessidade da escola, porque todos os conhecimentos necessários para a formação dos jovens eram

13 repassados pela família ou no dia-a-dia da comunidade. Em um segundo momento, a partir de 1997, os moradores mais velhos das atuais aldeias começaram a sentir a necessidade do letramento dos filhos na língua portuguesa, devido às dificuldades que aquela geração enfrentou. Nessa época, tentávamos lutar por nossos direitos de indígenas junto aos órgãos responsáveis pela educação e à FUNAI, mas éramos considerados, por esses órgãos, ribeirinhos e não tínhamos o apoio de ninguém. Quem nos atendeu primeiramente foi o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que deu suporte para levar as lideranças até à secretaria de educação de Altamira para conseguir materiais didáticos para a aldeia Tukamã. Os moradores não indígenas da aldeia se tornaram então os primeiros professores com esses materiais, mas sem receber nenhum salário para tal. Nessa época, a Tukaya possuía apenas uma família, de Maria Ceres Xipaya, que conseguiam materiais didáticos com os regatões e o patriarca Salvador Constantino ensinava seus filhos os conhecimentos do dia-a-dia e dos livros. Passamos então alguns anos lutando pelo nosso reconhecimento como povo indígena, entre 1991 e 1997, e isso direcionou nossos esforços. Por mais que estivéssemos próximos aos velhos de nossas aldeias, às nossas matriarcas e patriarcas, não tínhamos tanto contato com eles e o conhecimento tradicional foi deixado em segundo plano devido à necessidade do aprendizado da língua portuguesa e todos os ensinamentos acabaram voltando-se somente para os conhecimentos de não indígenas. Teve uma época em que algumas pessoas de nossas atuais aldeias começaram a se preocupar em repassar aos mais novos alguns costumes do povo Xipaya, como as danças, cantos, pinturas e outros valores, como a valorização dos mais velhos. Esse movimento se fortaleceu ao longo dos anos, mas nem todos os parentes próximos de nossas famílias se envolveram nesse reavivamento da cultura. Muitos Xipaya vivem na cidade em meios aos costumes dos não indígenas, sem se preocupar com os ensinamentos e a luta do nosso povo. Nossos avós também estavam acostumados com outra realidade quando retornaram para o local das moradas antigas; tinham o pensamento da vida em aldeia, mas já possuíam outros costumes, como uma alimentação baseada em itens industrializados e a dependência da energia elétrica. Isso acabou facilitando a entrada de regatões nas aldeias, que ofereciam as condições e produtos que os velhos se acostumaram na cidade. Por isso nós passamos muitos anos trabalhando para os regatões.

14 Afora isso, o casamento com não indígenas também levou muitos desses costumes de brancos para as aldeias; antigamente, nossos avós não impunham a necessidade do não indígena se adequar aos costumes das comunidades e a cultura do branco acabava prevalecendo. Há poucos anos que começamos a retomar as atividades tradicionais de nosso povo e a organizar nossas comunidades baseadas nos recursos que a floresta nos oferece. Somado à esse esforço de retomar a nossa forma de viver dos antigos, começamos a reaprender nossa língua materna e nossos costumes tradicionais. Isso motivou todos nós que vivemos nas aldeias e fortaleceu nossa identidade como povo indígena Xipaya. 5. Objetivos gerais da educação para o povo Xipaya Revendo nosso histórico com relação à escola, temos hoje uma nova proposta para nosso povo, com a preocupação do ensino da língua materna e das tradições dos antigos Xipaya. Não deixaremos de lado o aprendizado da língua portuguesa e de outros conhecimentos dos não indígenas, porque são necessários para que possamos viver na atual sociedade brasileira, mas nosso maior foco será em cima dos conhecimentos e modos de vida tradicionais. Temos vivos ainda dois velhos que falam fluentemente a língua materna e temos um grupo de estudos da língua Xipaya, que tem buscado aprender a língua e a cultura do povo Xipaya com esses velhos. Nosso objetivo com esse grupo é valorizar os conhecimentos dos velhos e repassar aos demais. No mundo do branco, os museus guardam as histórias; para nós, esses museus são nossos velhos e temos que aproveitar para entender e aprender os costumes de nossos antepassados, para que esse conhecimento não se perca no tempo. Eles próprios tem seus costumes antigos já misturados com os costumes de brancos e boa parte do tempo eles estão na cidade, não ficam direto conosco em nossas aldeias. Isso exige que o grupo se adeque à essa realidade e marque encontros com esses velhos para fazer rodas de conversa, gravações e registre o conhecimento dos mais antigos. Queremos que nossa escola incentive os jovens a valorizar o conhecimento dos mais velhos e valorizar as riquezas do território. A escola do branco abre nossos olhos para a questão financeira e direciona a formação em busca de empregos; queremos

15 que nossa escola abra os olhos de nossos jovens para que valorizem os recursos que temos em nossos territórios e os conhecimentos dos mais velhos, para preservar nossa terra. Esperamos que eles despertem o interesse pelas nossas crenças e costumes e que a escola incentive o jovem a enxergar as alternativas de geração de renda que valorize os costumes e os conhecimentos tradicionais. Esperamos formar na escola Xipaya jovens que sejam atentos às leis e que sejam atuantes nas comunidades, bem como sejam multiplicadores de conhecimento e se envolvam cada vez mais com as questões da educação. Para tanto, nossa escola deve: - Ensinar a língua materna - Resgatar a cultura Xipaya que foi esquecida - Ensinar as crianças desde pequenas os costumes e a forma de viver do povo Xipaya - Ensinar as crianças e jovens a respeitar os mais velhos - Ensinar a forma de organização da comunidade - Ensinar a importância da preservação da cultura e da terra - Reforçar a identidade do Povo Xipaya - Produzir metodologias de ensino diferenciadas - Produzir materiais didáticos adequados à realidade do povo Xipaya - Ensinar sobre legislação, para conhecermos nossos direitos e as ameaças e saber lutar contra elas - Ensinar a história do povo Xipaya - Ensinar a história dos povos indígenas no Brasil, sob o olhar indígena - Ensinar a língua portuguesa e os conhecimentos dos não indígenas - Aprimorar o ensino em cada aldeia, de acordo com a realidade das comunidades 6. O que a escola precisa para funcionar bem Para atingir nossos objetivos, nós consideramos que a escola Xipaya precisa:

16 * estar regularizada como escola indígena (com o próprio nome indígena da escola); * ser autônoma do ponto de vista pedagógico e administrativo; * ter professores indígenas qualificados; * ter escolas construídas e professores indígenas em número suficiente para atender todas as aldeias; * ter formação continuada e cursos complementares para professores indígenas; * ter acompanhamento pedagógico para os professores indígenas; * ter e organizar materiais didáticos e para-didáticos específicos e de qualidade; * ter materiais escolares para todos os alunos e para suporte do trabalho do professor; * possuir um calendário escolar adequado ao calendário tradicional do povo; * possuir um prédio escolar adequado, de acordo com as necessidades da aldeia; * ter merenda escolar específica e de qualidade (regionalizada); * ter equipamentos necessários para as práticas pedagógicas: computadores, internet, filmadoras, gravadores, televisão, DVD, data-show, tela de projeção, impressora, móveis (mesas, cadeiras, arquivos, armários, etc.), energia própria (sistema de energia solar e manutenção), geladeira, freezer, materiais de secretaria (grampeador, perfurador, guilhotina, etc.), rádio de comunicação próprio; * transporte escolar adaptado às necessidades de cada povo (barco, carro, etc.) e combustível (para alunos e professores no cotidiano e para professores nas formações, reuniões, etc.) * transporte dos materiais didáticos e merendas; * os professores precisam ter carteira assinada e uma remuneração condizente com sua categoria (concurso da prefeitura com edital específico para os professores indígenas); * para que o trabalho do professor possa sempre melhorar, inclusive como pesquisador indígena, é necessário apoio dos sabedores e especialistas de cada povo, e também de assessoria de especialistas não indígenas (antropólogos, linguistas, pedagogos, arqueólogos, matemáticos, etc.). * gestão escolar indígena (coordenadores pedagógicos, diretores, etc.)

Programa de Comunicação Indígena UHE Belo Monte

Programa de Comunicação Indígena UHE Belo Monte 1 Programa de Comunicação Indígena UHE Belo Monte Concepção metodológica e textos: Carmen Figueiredo Ilustração: Orlando Pedroso Revisão: Ana Amélia Viana Design gráfico: Anticorp Design 1ª edição 2011

Leia mais

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver.

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver. A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Este trabalho tem o objetivo de discutir a sustentabilidade do território A uwe- Marãiwatsédé, mediada pelas relações econômicas,

Leia mais

CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA. Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara

CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA. Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara CAPÍTULO 2 ANDAMENTO DO PROJETO BÁSICO AMBIENTAL DO COMPONENTE INDÍGENA Anexo 5 27 Projeto revitalização cultura Arara Projeto Resgate do Artesanato Arara do Laranjal Consultor responsável: Francisco Fortes

Leia mais

organização social wajãpi

organização social wajãpi JANE REKO MOKASIA organização social wajãpi Ministério da Cultura JANE YVY nossa terra Antes de fazer contato com a Funai e com outros não-índios, nosso território era muito maior. Nós não ficávamos preocupados

Leia mais

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MÓDULO I Corredor Etnoambiental Tupi Mondé Atividade 1 Conhecendo mais sobre nosso passado, presente e futuro 1. No

Leia mais

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO EDUCAÇÃO INDÍGENA Gonçalves,Emily 1 Mello,Fernanda 2 RESUMO: Falar da educação dos índios nos dias atuais requer uma breve análise histórica deste povo. Precisamos reconhecer que nesses 508 anos, os povos

Leia mais

A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I. Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo

A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I. Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo Áreas de Proteção Ambiental APAs OBJETIVOS: Conciliar o desenvolvimento econômico e a

Leia mais

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB.

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. Otaciana da Silva Romão (Aluna do curso de especialização em Fundamentos da Educação UEPB), Leandro

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA CÍCERO WILLIAMS DA SILVA EMERSON LARDIÃO DE SOUZA MARIA DO CARMO MEDEIROS VIEIRA ROBERTO GOMINHO DA SILVA

Leia mais

9. EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA

9. EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA 9. EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA 9.1 ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INDÍGENA 9.1.1 Objetivos gerais A Constituição Federal assegura às comunidades indígenas o direito de uma educação escolar diferenciada e a utilização

Leia mais

O que é o projeto político-pedagógico (PPP)

O que é o projeto político-pedagógico (PPP) O que é o projeto político-pedagógico (PPP) 1 Introdução O PPP define a identidade da escola e indica caminhos para ensinar com qualidade. Saiba como elaborar esse documento. sobre ele: Toda escola tem

Leia mais

PLANTANDO NOVAS SEMENTES NA EDUCAÇÃO DO CAMPO

PLANTANDO NOVAS SEMENTES NA EDUCAÇÃO DO CAMPO PLANTANDO NOVAS SEMENTES NA EDUCAÇÃO DO CAMPO Alunos Apresentadores:Aline Inhoato; Rafhaela Bueno de Lourenço; João Vitor Barcelos Professor Orientador: Mario Ubaldo Ortiz Barcelos -Email: muobubaldo@gmail.com

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

PROJETO ESCOLA E CIDADANIA

PROJETO ESCOLA E CIDADANIA PROJETO DE AQUISIÇÃO DE KIT ESCOLAR PROJETO ESCOLA E CIDADANIA 1. HISTÓRICO A preocupação com a causa da criança e do adolescente em situação de risco, faz nascer instituições proféticas espalhadas pelo

Leia mais

Com-Vida. Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida

Com-Vida. Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Com-Vida Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Com-Vida Comissao de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Depois de realizar a Conferência... Realizada a Conferência em sua Escola ou Comunidade, é

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

PROGRAMA SESI EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR. Gerência de Educação. Versão Julho_09

PROGRAMA SESI EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR. Gerência de Educação. Versão Julho_09 PROGRAMA SESI EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR Gerência de Educação Versão Julho_09 O SESI (Serviço Social da Indústria) ao longo de seus sessenta anos de história sempre foi fiel à sua missão de promover a qualidade

Leia mais

Dossiê Ensino Fundamental no Brasil. Estudo para a construção do Plano Municipal de Educação de Palmas

Dossiê Ensino Fundamental no Brasil. Estudo para a construção do Plano Municipal de Educação de Palmas Estudo para a construção do Plano Municipal de Educação de Palmas Segundo substitutivo do PNE, apresentado pelo Deputado Angelo Vanhoni, Abril de 2012 Profa. Dra. Rosilene Lagares PPGE/PET PedPalmas Palmas,

Leia mais

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui.

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui. Em 22 de maio de 2014 eu, Rebeca Campos Ferreira, Perita em Antropologia do Ministério Público Federal, estive na Penitenciária de Médio Porte Pandinha, em Porto Velho RO, com os indígenas Gilson Tenharim,

Leia mais

/ / JEITOS DE APRENDER. Índios Yanomami, Roraima

/ / JEITOS DE APRENDER. Índios Yanomami, Roraima / / JEITOS DE APRENDER Índios Yanomami, Roraima Ao longo de toda vida as pessoas passam por muitos aprendizados. Aprende-se dos mais diferentes jeitos e em vários momentos. O que se aprende e com quem

Leia mais

FUNK CONSCIENTIZA. VAI 1 - música

FUNK CONSCIENTIZA. VAI 1 - música PROGRAMA PARA A VALORIZAÇÃO DE INICIATIVAS CULTURAIS VAI SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA São Paulo, fevereiro de 2010 FUNK CONSCIENTIZA VAI 1 - música Proponente Nome RG: CPF: Endereço Fone: E-mail: DADOS

Leia mais

ações de cidadania ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará

ações de cidadania ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará ações de cidadania Onde o sol nasce ONG estimula o protagonismo de jovens para que eles atuem transformando a realidade de região castigada pela seca no Ceará O triste cenário já é um velho conhecido por

Leia mais

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças.

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças. TEXTOS PARA O PROGRAMA EDUCAR SOBRE A APRESENTAÇÃO DA PEADS A IMPORTÂNCIA SOBRE O PAPEL DA ESCOLA Texto escrito para o primeiro caderno de formação do Programa Educar em 2004. Trata do papel exercido pela

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003 Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC ATRIBUIÇÕES DOS GESTORES ESCOLARES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO VERSÃO PRELIMINAR SALVADOR MAIO/2003 Dr. ANTÔNIO JOSÉ IMBASSAHY DA SILVA Prefeito

Leia mais

]ÉÜÇtÄ wt XávÉÄt. Nossas ações durante o ano de 2013. Informativo Anual das ações da ESCOLA MUNICIPAL DR. ANTÔNIO RIBEIRO. Leitura livre.

]ÉÜÇtÄ wt XávÉÄt. Nossas ações durante o ano de 2013. Informativo Anual das ações da ESCOLA MUNICIPAL DR. ANTÔNIO RIBEIRO. Leitura livre. ]ÉÜÇtÄ wt XávÉÄt Informativo Anual das ações da ESCOLA MUNICIPAL DR. ANTÔNIO RIBEIRO. ANO 2013-1ª EDIÇÃO A equipe gestora está sempre preocupada com o desempenho dos alunos e dos educadores, evidenciando

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE

Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE IV. CÂMARA TEMÁTICA DA EDUCACÃO, CULTURA E DESPORTOS Diretrizes: 1. Cumprir as metas do Compromisso Todos Pela Educação- TPE Meta 1 Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; Meta 2 Até 2010, 80% e,

Leia mais

Aula 3 de 4 Versão Aluno

Aula 3 de 4 Versão Aluno Aula 3 de 4 Versão Aluno As Comunidades Indígenas Agora vamos conhecer um pouco das características naturais que atraíram essas diferentes ocupações humanas ao longo dos séculos para a Região da Bacia

Leia mais

A D N E G A 2007 as 4 SÉRIES

A D N E G A 2007 as 4 SÉRIES A G E N D A 2007 as 4 SÉRIES ÍNDICE Proposta da ONU... 04 Compromisso do Brasil... 05 Cada cidade responsável por sua agenda 21... 07 Dia internacional da Água... 09 Dia do Meio Ambiente... 12 Dia da Árvore...

Leia mais

CARTA DO IV SEMINÁRIO DOS POVOS INDÍGENAS E CAMPUS RURAL DE MARABÁ (IFPA/CRMB)

CARTA DO IV SEMINÁRIO DOS POVOS INDÍGENAS E CAMPUS RURAL DE MARABÁ (IFPA/CRMB) CARTA DO IV SEMINÁRIO DOS POVOS INDÍGENAS E CAMPUS RURAL DE MARABÁ (IFPA/CRMB) Nós, lideranças, professores e estudantes dos povos Atikum, Amanayé, Aikewara, Kyikatêjê, Parkatêjê, Akrãtikatêjê, Mbyá-Guarani

Leia mais

Estudos da Natureza na Educação Infantil

Estudos da Natureza na Educação Infantil Estudos da Natureza na Educação Infantil Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil (RCNEI) parte 3 Prof. Walteno Martins Parreira Jr www.waltenomartins.com.br waltenomartins@yahoo.com 2015

Leia mais

ÍNDICE. Apresentação. Participantes da Oficina. Aldeias Guaranis do Litoral Norte. Programação da Oficina

ÍNDICE. Apresentação. Participantes da Oficina. Aldeias Guaranis do Litoral Norte. Programação da Oficina ÍNDICE Encontro de Mulheres Guarani do Litoral Norte do Estado de São Paulo Organização: Selma A. Gomes Projeto gráfico: Irmãs de Criação Fotos: Carlos Penteado Publicado com o apoio da CAFOD Novembro

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz 1 RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz Contrato: AS.DS.PV.024/2010 Empresa: SENSOTECH ASSESSORAMENTO

Leia mais

Plano de Trabalho com Projetos

Plano de Trabalho com Projetos PREFEITURA DE JARAGUÁ DO SUL SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE ENSINO FUNDAMENTAL Plano de Trabalho com Projetos 1. Identificação: Escola Municipal de Ensino Fundamental Renato Pradi Professora:

Leia mais

ESCOLINHA MATERNO- INFANTIL PROJETO 2014

ESCOLINHA MATERNO- INFANTIL PROJETO 2014 ESCOLINHA MATERNO- INFANTIL PROJETO 2014 Justificativa do Projeto Conhecer o corpo humano é conhecer a vida, poucos assuntos são tão fascinantes para os alunos quanto esse. Por menores que sejam as crianças,

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

Centro Educacional Pró-Hope

Centro Educacional Pró-Hope Centro Educacional Pró-Hope A escola da Casa Hope As pessoas que são atendidas pela Instituição sofrem com a carência financeira, a doença e o afastamento da rede familiar e social de apoio. Tudo isso

Leia mais

natural das crianças para esses seres que fazem tão bem às nossas vidas.

natural das crianças para esses seres que fazem tão bem às nossas vidas. Justificativa do Projeto Os animais têm forte presença no dia a dia das crianças, seja de forma física ou através de músicas, desenhos animados, jogos, historias e brinquedos. Além disso, possuem um importante

Leia mais

Roteiro para Apresentação de Projetos (Para sugestões da II OFICINA NACIONAL DE TRABALHO)

Roteiro para Apresentação de Projetos (Para sugestões da II OFICINA NACIONAL DE TRABALHO) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME SEDR - DEPARTAMENTO DE EXTRATIVISMO APOIO A GRUPOS VULNERÁVEIS SESAN COORDENAÇÃO GERAL DE CARTEIRA DE PROJETOS FOME ZERO

Leia mais

Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012

Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012 A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA PARA AS LICENCIATURAS NA AMAZÔNIA: NÃO HÁ ENSINO SEM PESQUISA E PESQUISA SEM ENSINO Saberes e Práticas Docentes na Formação de Professores PROF.DR. FERNANDO RIBEIRO JUNHO/2012

Leia mais

TRABALHOS EXITOSOS EM ATER - 2014 EXTENSÃO RURAL ORGANIZAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL

TRABALHOS EXITOSOS EM ATER - 2014 EXTENSÃO RURAL ORGANIZAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL TRABALHOS EXITOSOS EM ATER - 2014 EXTENSÃO RURAL ORGANIZAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL ESCADA, 2014 EXTENSÃO RURAL CONSTRUIR UM SONHO E LUTAR POR ELE Regional : Palmares PE Municipio: Escada Comunidades: Sitio

Leia mais

Coordenadora Institucional Profª Helenise Sangoi Antunes. Coordenadora Adjunta Profª Liane Teresinha Wendling Roos

Coordenadora Institucional Profª Helenise Sangoi Antunes. Coordenadora Adjunta Profª Liane Teresinha Wendling Roos SONHE Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza

Leia mais

ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D

ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Nome: n.º 3ª série Barueri, / / 2009 Disciplina: ESTUDOS SOCIAIS 1ª POSTAGEM ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Querido aluno, segue a orientação para esta atividade. - Ler com atenção, responder

Leia mais

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APRESENTAÇÃO 1- COMO SURGIU A IDÉIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 2- O QUE SIGNIFICA INCLUSÃO ESCOLAR? 3- QUAIS AS LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 4- O QUE É UMA ESCOLA

Leia mais

JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA

JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA Valinhos, setembro de 2014 1 JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA Relato do Projeto

Leia mais

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO NAs REDES MUNICIPAIS DE ENSINO SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS

Leia mais

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série).

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série). INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A EJA 1- Você se matriculou em um CURSO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA). Esse curso tem a equivalência do Ensino Fundamental. As pessoas que estudam na EJA procuram um curso

Leia mais

Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente

Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente A Prova Docente: Breve Histórico Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente Instituída pela Portaria Normativa nº 3, de

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO Texto:Ângela Maria Ribeiro Holanda ribeiroholanda@gmail.com ribeiroholanda@hotmail.com A educação é projeto, e, mais do que isto,

Leia mais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe

Leia mais

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA

ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA ENSINAR CIÊNCIAS FAZENDO CIÊNCIA Antonio Carlos Pavão Quero saber quantas estrelas tem no céu Quero saber quantos peixes tem no mar Quero saber quantos raios tem o sol... (Da canção de João da Guabiraba

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica.

ENSINO FUNDAMENTAL. De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. ENSINO FUNDAMENTAL De acordo a LDB 9394/96 o Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação básica. Art. 32 "o Ensino Fundamental, com duração mínima de oito

Leia mais

São Paulo, 17 de julho, de 2011. Prezados,

São Paulo, 17 de julho, de 2011. Prezados, São Paulo, 17 de julho, de 2011. Prezados, Em resposta ao processo administrativo 02/2011, recebido no dia 27/06/2011, tendo como proponente o Grupo de Trabalho da Amazônia, a Suzano Papel e Celulose vem,

Leia mais

Viagem ao rio Arapiuns - 05 dias Santarém, Pará, Amazônia 2010

Viagem ao rio Arapiuns - 05 dias Santarém, Pará, Amazônia 2010 Viagem ao rio Arapiuns - 05 dias Santarém, Pará, Amazônia 2010 1º dia, Santarém - Anã café da manhã no barco saída de Santarém as 06:30, em direção a comunidade de Anã (de 3 a 4 horas de navegação) chegada

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA Coordenação-Geral de Ensino Médio Orientações para a elaboração do projeto escolar Questões norteadoras: Quais as etapas necessárias à

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

Prefeitura Municipal de Vitória Secretaria Municipal de Educação. Resolução COMEV Nº. 01/2014

Prefeitura Municipal de Vitória Secretaria Municipal de Educação. Resolução COMEV Nº. 01/2014 Prefeitura Municipal de Vitória Secretaria Municipal de Educação Resolução COMEV Nº. 01/2014 Fixa normas relativas à Organização e Funcionamento do Ciclo Inicial de Aprendizagem do Ensino Fundamental na

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

Indicadores de Belo Monte

Indicadores de Belo Monte Indicadores de Belo Monte Processo de planejamento de gestão ambiental e territorial, por TI Situação em outubro de 2015 O Programa de Gestão Territorial Indígena do PBA-CI contempla uma série de ações

Leia mais

Instruções para Construção dos Sites das Escolas Públicas Estaduais do Paraná

Instruções para Construção dos Sites das Escolas Públicas Estaduais do Paraná SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SEED SUPERINTENDÊNCIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUED Instruções para Construção dos Sites das Escolas Públicas Estaduais do Paraná MARÇO/2008 GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ Roberto

Leia mais

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS DIAGNOSTICO SOCIO-ECONOMICO DA COMUNIDADE SÃO JORGE/RR: UMA EXPERIENCIA ACADEMICA Trabalho

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO Apresentação Esta cartilha representa um grito dos educadores, dos estudantes, dos pais, dos trabalhadores e da sociedade civil organizada em defesa da educação pública de qualidade, direito de todos e

Leia mais

Setembro/2015. Novas Doações do Prof. Charles Bicalho!

Setembro/2015. Novas Doações do Prof. Charles Bicalho! Setembro/2015 Novas Doações do Prof. Charles Bicalho! PRÊMIO Culturas Indígenas. Brasília: Ministério da Cultura; São Paulo: Sesc SP, 2007- v. MÕGMÕKA yõgkutex. Belo Horizonte: INCTI (Instituto de Inclusão

Leia mais

Interação das Escolas do Tocantins

Interação das Escolas do Tocantins SINDICATO DOS PEDAGOGOS DO ESTADO DO TOCANTINS - SINPETO www.sinpeto.com.br Interação das Escolas do Tocantins Palmas 2010. SINDICATO DOS PEDAGOGOS DO ESTADO DO TOCANTINS - SINPETO www.sinpeto.com.br Projeto:

Leia mais

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR?

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? O que dizem as crianças sobre o brincar e a brincadeira no 1 ano do Ensino Fundamental? Resumo JAIRO GEBIEN - UNIVALI 1 Esta pesquisa visa investigar os momentos

Leia mais

PLANO DE AÇÃO - 2014

PLANO DE AÇÃO - 2014 PREFEITURA MUNICIPAL DE QUIXADÁ SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO PLANO DE AÇÃO - 2014 MISSÃO Assessorar as Regionais Educacionais, fortalecendo o processo

Leia mais

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, A Constituição Federal de 1988 reconhece aos povos indígenas suas especificidades étnicas e culturais bem como estabelece seus direitos sociais. Dentre as inúmeras proteções conferidas aos povos indígenas

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT

EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT 269 EXPERIÊNCIAS DO PROGRAMA DO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA KRAHÔ/CAPES/INEP/UFT Joilda Bezerra dos Santos (UFT) joildabezerra@uol.br 1 Raylon da Frota Lopes (UFT) railonfl@hotmail.com 2

Leia mais

OFICINA DE REESTRUTURACÃO DA REABRI Data: 14 de Maio de 2010 UNIDAVI - Rio do Sul

OFICINA DE REESTRUTURACÃO DA REABRI Data: 14 de Maio de 2010 UNIDAVI - Rio do Sul OFICINA DE REESTRUTURACÃO DA REABRI Data: 14 de Maio de 2010 UNIDAVI - Rio do Sul Moderação: Graciane Regina Pereira e Katiuscia Wilhelm Kankerski 13h Apresentação dos objetivos e da metodologia de trabalho.

Leia mais

Programa Viver é Melhor. Categoria do projeto: I Projetos em andamento (projetos em execução atualmente)

Programa Viver é Melhor. Categoria do projeto: I Projetos em andamento (projetos em execução atualmente) Programa Viver é Melhor Mostra Local de: Londrina Categoria do projeto: I Projetos em andamento (projetos em execução atualmente) Nome da Instituição/Empresa: Legião da Boa Vontade (LBV) Cidade: Londrina/PR

Leia mais

Metodologia Para a realização desse trabalho foi analisado o Documento orientador

Metodologia Para a realização desse trabalho foi analisado o Documento orientador FORMAÇÃO CONTINUADA: UMA ANÁLISE DA APLICAÇÃO DO SISMÉDIO NA ESCOLA PROFESSOR JOSÉ SOARES DE CARVALHO- GUARABIRA-PB Gyslâynne Mary dos Santos Hermenegildo Rodrigues EEEFM Professor José Soares de Carvalho

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 324, Toledo PR Fone: 3277-850 PLANEJAMENTO ANUAL NATUREZA E SOCIEDADE SÉRIE: PRÉ I PROFESSOR:

Leia mais

Curso: Pedagogia. Pedagogia: ciência e arte de educar. Educar: ciência e arte de ensinar

Curso: Pedagogia. Pedagogia: ciência e arte de educar. Educar: ciência e arte de ensinar Curso: Pedagogia Pedagogia: ciência e arte de educar Educar: ciência e arte de ensinar Objetivos do Curso Formar o educador e o gestor para mediar processos de ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea.

Leia mais

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA Júlio César Paula Neves Tânia Mayra Lopes de Melo Modalidade: Pôster Sessão Temática 5: Educação e

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA As Histórias do Senhor Urso. 2. EPISÓDIO TRABALHADO A Prima do Coelho. 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Os brinquedos ouvem batidos na porta: é

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURUÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA DE ESCLARECIMENTO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURUÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA DE ESCLARECIMENTO PREFEITURA MUNICIPAL DE CURUÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA DE ESCLARECIMENTO O Município de Curuá, na Administração do Excelentíssimo Raimundo Reis Barbosa Ribeiro, tem uma grande preocupação

Leia mais

AULA 9. Ação pelo Ambiente

AULA 9. Ação pelo Ambiente AULA 9 Ação pelo Ambiente Roberto e o seu grupo do meio ambiente estão se preparando para a Grande Reunião que irá tratar dos problemas ambientais do planeta. Ele pede ajuda à Sofia para bolar um plano

Leia mais

LINGUAGENS DA INFÂNCIA: PROJETO RECICLAR

LINGUAGENS DA INFÂNCIA: PROJETO RECICLAR LINGUAGENS DA INFÂNCIA: PROJETO RECICLAR ANNA PAULA SILVA (PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS), ELIANE FERREIRA PINTO (PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS). Resumo A reciclagem tem como principal foco a conscientização

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Porque [...] temos direito à diferença, quando a igualdade nos descaracteriza. (Boaventura de Souza Santos)

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Porque [...] temos direito à diferença, quando a igualdade nos descaracteriza. (Boaventura de Souza Santos) EDUCAÇÃO INCLUSIVA Porque [...] temos direito à diferença, quando a igualdade nos descaracteriza. (Boaventura de Souza Santos) O QUE É INCLUSÃO? Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças. É

Leia mais

3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS. Ensino Religioso História Geografia. cotidiano

3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS. Ensino Religioso História Geografia. cotidiano 1 TÍTULO DO PROJETO O REGISTRO DE NASCIMENTO 2 CICLO OU SÉRIE 1º CICLO OU SÉRIE 1º CICLO 7 anos 3 BLOCOS TEMÁTICOS PROPOSTOS Ensino Religioso História Geografia Alteridade (O Eu/ EU sou História local

Leia mais

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense 1. DISCRIMINAÇÃO DO PROJETO Título do Projeto Educação de Qualidade: direito de todo maranhense Início Janeiro de 2015 Período de Execução Término

Leia mais

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares C M E CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NATAL/RN RESOLUÇÃO Nº 003/2011 CME Estabelece normas sobre a Estrutura, Funcionamento e Organização do trabalho pedagógico da Educação de Jovens e Adultos nas unidades

Leia mais

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Resolução CME n 20/2012 Comissão de Ensino Fundamental Comissão de Legislação e Normas organização Define normas para a dos três Anos Iniciais do Ensino Fundamental das Escolas

Leia mais

COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR

COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR O USO DO BLOG COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR Isnary Aparecida Araujo da Silva 1 Introdução A sociedade atual vive um boom da tecnologia,

Leia mais

Rastreabilidade da Matriz de Indicadores Comitê Gestor Indígena do PBA-CI

Rastreabilidade da Matriz de Indicadores Comitê Gestor Indígena do PBA-CI Rastreabilidade da Matriz de Indicadores Comitê Gestor Indígena do -CI Rastreabilidade da Matriz de Indicadores - COMITÊ GESTOR INDÍGENA DO -CI - IMPACTOS IMPACTOS E FONTE EXPECTATIVAS Participação indígena

Leia mais

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola.

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Chico Poli Algumas vezes, fora da escola há até mais formação do que na própria escola. (M. G. Arroyo) É preciso toda uma

Leia mais

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ

PROGRAMA JOVEM APRENDIZ JOVEM APRENDIZ Eu não conhecia nada dessa parte administrativa de uma empresa. Descobri que é isso que eu quero fazer da minha vida! Douglas da Silva Serra, 19 anos - aprendiz Empresa: Sinal Quando Douglas

Leia mais

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE)

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) É o chamado do Ministério da Educação (MEC) à sociedade para o trabalho voluntário de mobilização das famílias e da comunidade pela melhoria da

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE BANANAL ESTADO DE SÃO PAULO

PREFEITURA MUNICIPAL DE BANANAL ESTADO DE SÃO PAULO PRIMEIRA RETIFICAÇÃO AO EDITAL DE ABERTURA PROCESSO SELETIVO CLASSIFICATÓRIO N 001/2014 A Prefeitura do Município de Bananal/SP, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no artigo

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz 1 RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz Contrato: AS.DS.PV.024/2010 Empresa: SENSOTECH ASSESSORAMENTO

Leia mais

TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA

TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA TRABALHANDO A CULTURA ALAGOANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID DE PEDAGOGIA Pedro Henrique Santos da Silva - Bianca dos Santos Cristovão - Luciana Maria da Silva* - RESUMO O Programa Institucional

Leia mais