Teoria da Informação. Profa. Lillian Alvares Faculdade de Ciência da Informação Universidade de Brasília

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1 Teoria da Informação Profa. Lillian Alvares Faculdade de Ciência da Informação Universidade de Brasília

2 Claude Elwood Shannon, 1948 Autor que estabeleceu os fundamentos da Teoria da Informação

3 Teoria da Informação A Teoria da informação ou Teoria Matemática da Comunicação é voltada aos estudos de: Sistemas de Comunicação Transmissão de Dados Criptografia Codificação Ruído Correção de Erros Compressão de Dados Entre Outros

4 Teoria da Informação A cada mensagem está associada uma certa quantidade de informação. O processo de comunicação consiste em estabelecer o fluxo de informações entre fonte e destinatário, o que é feito através da transmissão dos símbolos que compõem a mensagem.

5 M E N S A G E M FONTE CANAL DESTINO

6 Teoria da Informação A Teoria Informacional é essencialmente uma Teoria da Transmissão.

7 Teoria da Informação A Teoria da Informação é, sobretudo, uma teoria matemática que trata de três conceitos básicos: A medida da informação A capacidade de um canal de comunicações transferir informação A codificação, como meio de utilizar os canais com toda a sua capacidade

8 Teoria da Informação A Teoria da Informação operou, no âmbito dos fenômenos comunicacionais, uma distinção entre Forma (aquilo que transporta uma matéria) Conteúdo (a natureza do que é transportado)

9 TEOREMA FUNDAMENTAL

10 Teorema Fundamental Dada uma fonte de informação e um canal de comunicação, existe uma técnica de codificação tal que a informação pode ser transmitida por meio do canal [...] com uma frequência de erros arbitrariamente pequena apesar da presença do ruído.

11 Ruído Semântico Ruído Semântico Sinal Transmitido Fonte Transmissor Canal Receptor Destino Sinal de Entrada Ruído Físico M e n s a g e m

12 Sinal Transmitido Fonte Transmissor Canal Receptor Destino Sinal de Entrada Ruído

13 Teorema Fundamental O aspecto inovador deste teorema é a possibilidade de uma codificação adequada permitir uma transmissão sem erros pelo canal afetado pelo ruído. A codificação é, assim, usada para adaptar a fonte e o canal para a máxima transferência de informação.

14 Teorema Fundamental O processo de transmissão de informações envolve: Emissor Destinatário Código Canal Codificação Decodificação

15 Emissor Mensagem Transmissor Codificação Sinal Transmitido Fonte de Ruído Sinal Captado Receptor Mensagem Destinatário Decodificação

16 Modelo Do emissor para o destinatário dá-se uma transferência de informação. Do transmissor para o receptor, efetua-se uma transferência de energia. O emissor procede a uma codificação da sua intenção de sentido num sistema de formas. O receptor realiza a decodificação das formas para reencontrar o sentido.

17 Teorema Fundamental Conhecer a intensidade das mudanças promovidas pela informação. O texto de um informador tem por objetivo mudar o comportamento de seu receptor.

18 Informação x Comunicação Teoria da Informação Estuda a estruturação da mensagem Teoria da Comunicação Estuda o relacionamento mensagem-fonte-receptor Centrada no código Centrada no conjunto mensagem-homem É o sistema Conjunto de elementos e suas normas de combinação É o processo Seqüência de atos espaçotemporalmente localizados

19 ELEMENTOS

20 FONTE

21 Fonte É o ente que produz a informação

22 CÓDIGO

23 Código O código pode melhorar a transmissão de informação O código não contempla o significado da mensagem Só importam: A resistência à distorção provocada pelo ruído; A facilidade de codificação e de descodificação; A rapidez de transmissão.

24 Código A distinção entre forma e conteúdo levou a uma importante tomada de consciência: a comunicação humana não se processa somente com base em signos verbais, orais ou escritos, mas igualmente de gestos, de ícones e de símbolos que os podem substituir.

25 MENSAGEM

26 Mensagem Mensagem é um grupo finito e ordenado de elementos de percepção ordenados e tirados de um repertório unidos em uma estrutura cuja finalidade é modificar o receptor.

27 Mensagem A mensagem é uma realização que se caracteriza por apresentar configurações variáveis ao longo do tempo e, também, para um observador externo à fonte, por apresentar símbolos de um modo aleatório.

28 Mensagem Uma mensagem terá mais valor quanto for o número de modificações que pode provocar

29 REPERTÓRIO

30 Repertório Repertório é uma espécie de vocabulário, de estoque de signos conhecidos e utilizados por um indivíduo. Uma mensagem será ou não significativa (terá mais ou menos mudanças) conforme o repertório dessa mensagem pertencer ou não ao repertório do receptor.

31 Repertório A significação de um repertório, para quem o possui, é função de suas condições de existência, de uma história pessoal. Repertório é, além dos conhecimentos técnicos específicos, todos os valores éticos, estéticos, filosóficos, políticos, a ideologia do indivíduo, do grupo ou da classe social.

32 Repertório Quanto maior o repertório de uma mensagem, menor será sua redundância e vice-versa.

33 Repertório Uma mensagem é elaborada pela fonte com elementos extraídos de um determinado repertório e será decodificada por um receptor que, nesse processo, utilizará elementos extraídos de um outro repertório. Para que se estabeleça o fluxo da comunicação, para que a mensagem seja significativa para o receptor, é necessário que haja uma intersecção entre os repertórios da Fonte e do Receptor.

34 Repertório Comum Repertório da Fonte Repertório do Receptor

35 Repertório Se ambos os repertórios forem absolutamente idênticos, aquilo que chega ao receptor não altera o comportamento. Casos de repertórios tangentes, o receptor verá a mensagem como algo intrigante, portanto algo a desvendar.

36 Repertório do Receptor Repertório da Fonte

37 ORIGINALIDADE

38 Informação e Originalidade Quanto maior a taxa de novidade de uma mensagem maior o seu valor informativo, sendo maior a mudança de comportamento provocada

39 Informação e Originalidade + originalidade = - presibilidade = + informação + previsibilidade = - originalidade = - informação Trouxe uma nova concepção que valoriza o espaço da criação, da inovação

40 Informação e Originalidade A informação ideal tende para o máximo de originalidade Quanto mais imprevisível for, menos será passível de apreensão por um receptor médio, para o qual as mensagens surgem dependentes de uma ordem O original surge como desordem, confusão, complexidade

41 Informação e Originalidade Total previsibilidade (originalidade mínima) = nenhuma informação Imprevisibilidade total (originalidade máxima) = nenhuma informação A mudança no comportamento do receptor de uma mensagem depende do caráter de novo desta mesma mensagem. Mas, o valor da informação comunicada está na possibilidade de desencadear processos de modificações significativas nos repertórios, nos acervos dos conhecimentos estabelecidos.

42 ENTROPIA

43 Entropia É a medida da quantidade de informação presente num evento Quanto maior a quantidade de informação, maior a entropia.

44 Informação e Entropia A informação totalmente original possui entropia máxima, apresentando a entropia como a medida da desordem introduzida numa estrutura informacional.

45 Quantidade de Informação. É possível medir? SÓ CONHECEMOS REALMENTE UM FENÔMENO QUANDO PODEMOS MEDÍ-LO E COMPARÁ-LO ( DARWIN )

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