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1 MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRECÇÃO-GERAL DO ORÇAMENTO CONTA GERAL DO ESTADO ANO DE 2006 VOLUME I

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3 CONTA GERAL DO ESTADO DE CONTA GERAL DO ESTADO DE 2006 RELATÓRIO Introdução O Orçamento do Estado para o ano de 2006 foi aprovado pela Lei n.º 60-A/2005, de 30 de Dezembro. Por Orçamento do Estado, de acordo com o disposto no artigo 1.º da referida lei, deve entender-se o orçamento da administração central, incluindo o orçamento dos serviços e fundos autónomos e o orçamento da segurança social, bem como o conjunto de mapas avulsos aí identificados. No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei Orçamental e em cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo 43.º da Lei n.º 91/2001, de 20 de Agosto (Lei do Enquadramento Orçamental, alterada e republicada pela Lei n.º 48/2004, de 24 de Agosto), e nos termos da alínea c) do artigo 198.º da Constituição, o Governo aprovou e fez publicar o Decreto-Lei n.º 50-A/2006, de 10 de Março, o qual contém as disposições necessárias à execução do Orçamento do Estado para 2006, relativas ao orçamento dos serviços integrados, aos orçamentos de todos os serviços e fundos autónomos, identificados nos mapas V e VII anexos à Lei Orçamental, e ao orçamento da segurança social. De salientar, ainda, em 2006, no âmbito da gestão orçamental e financeira pública, a publicação da Resolução da Assembleia da República n.º 53/2006, de 7 de Agosto, que criou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, a qual foi incumbida de elaborar estudos e documentos de trabalho técnico, em áreas que vão desde a análise da proposta de lei do Orçamento do Estado, avaliação técnica da Conta Geral do Estado, análise técnica às revisões do Programa de Estabilidade e Crescimento, estudo técnico sobre o impacto orçamental das iniciativas legislativas admitidas, que o Presidente da Assembleia da República entenda submeter à comissão especializada que detenha a competência em matéria orçamental e financeira, a outros trabalhos que lhe sejam determinados pela comissão especializada que detenha a competência em matéria orçamental e financeira, ou que a esta sejam submetidas pelo Presidente da Assembleia da República ou por outras comissões especializadas. Finalmente, ainda no âmbito deste item da Conta Geral do Estado, menciona-se a publicação da Lei n.º 52/2006, de 1 de Setembro, que aprovou as Grandes Opções do Plano para 2007, as quais se inserem na estratégia de desenvolvimento económico e social do País, definida no Programa do XVII Governo Constitucional, nas Grandes Opções do Plano para , no Plano Nacional de Acção para o Crescimento e Emprego (PNACE) e no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).

4 4 VOLUME I A Política Económica em 2006 e a Evolução da Economia Portuguesa EVOLUÇÃO DA SITUAÇÃO ECONÓMICA EM 2006 Enquadramento Internacional Em 2006, e pelo 4.º ano consecutivo, a economia mundial manteve um forte crescimento que foi generalizado a todas as áreas geográficas, tendo o PIB mundial registado um crescimento de 5,2 por cento em termos reais (4,8 por cento em 2005). As grandes economias asiáticas, sobretudo China e Índia, continuaram a evidenciar crescimentos fortes, a economia dos EUA melhorou ligeiramente face ao ano anterior e a União Europeia registou a taxa de crescimento mais elevada dos últimos seis anos. Os preços do petróleo nos mercados internacionais continuaram em alta, mas mais moderadamente do que no ano anterior e os preços das matérias-primas não energéticas aceleraram (sobretudo metais não ferrosos) devido, em parte, à forte procura mundial. A evolução do preço do petróleo contribuiu para acentuar os desequilíbrios globais em De facto, nos países exportadores de petróleo, o excedente da balança corrente voltou a aumentar; enquanto nos países importadores, o défice energético acentuou-se e os termos de troca deterioraram-se. No entanto, a taxa de inflação das economias avançadas manteve-se em 2,3%, para o qual contribuiu a intensificação da concorrência internacional e a continuação da moderação salarial na generalidade dos países. As taxas de juro de curto prazo apresentaram uma tendência ascendente, sobretudo na área do euro e as condições nos principais mercados financeiros internacionais permaneceram globalmente favoráveis. A aceleração marginal da economia dos EUA e o fortalecimento da expansão da actividade na área do euro contribuíram para a apreciação do euro face ao dólar e ao iene, invertendo a situação registada em QUADRO 1 PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA INTERNACIONAL PIB real Procura Interna Volume de Exportações Saldo Global das AP Taxa de desemprego Taxa de inflação (a) (taxa de variação) (taxa de variação) (taxa de variação) (% do PIB) EU-13 1,4 2,7 1,7 2,6 4,2 8,2-2,5-1,6 8,6 7,9 2,2 2,2 EU-27 1,7 3,0 1,9 3,0 5,3 9,2-2,4-1,7 8,7 7,9 2,3 2,3 Alemanha 0,9 2,7 0,5 1,6 6,9 12,5-3,2-1,7 9,5 8,4 1,9 1,8 Espanha 3,5 3,9 5,0 4,6 1,5 6,2 1,1 1,8 9,2 8,6 3,4 3,6 França 1,2 2,0 1,9 2,4 3,1 6,0-3,0-2,5 9,7 9,4 1,9 1,9 Reino Unido 1,9 2,8 1,9 3,0 7,9 11,6-3,1-2,8 4,8 5,3 2,1 2,3 EUA 3,2 3,3 3,3 3,2 6,8 9,0-3,7-2,3 5,1 4,6 3,4 3,2 Japão 1,9 2,2 1,7 1,5 7,0 9,5-6,4-4,6 4,4 4,1-0,3 0,2 Fonte: CE, Economic Forecasts, Primavera (a) IHPC, para os países da UE. AP Administrações Públicas. Nos EUA, o crescimento da actividade manteve-se forte, reflectindo uma evolução mais favorável das exportações, compensando um crescimento mais moderado da procura interna. Na sequência do enfraquecimento do mercado imobiliário, o investimento residencial apresentou uma quebra. O con-

5 CONTA GERAL DO ESTADO DE sumo privado registou uma ligeira moderação, embora tenha continuado forte, sustentado pela evolução favorável do mercado de trabalho e pelo forte crescimento do rendimento disponível real. A Ásia continuou a apresentar-se como uma das regiões mais dinâmicas da economia mundial, destacando-se o desempenho da China e da Índia, com crescimentos reais do PIB de 10,7 e 8,7 por cento, respectivamente, continuando a registar excedentes elevados da balança corrente. A economia japonesa continuou a recuperar, associada, sobretudo, ao reforço do investimento privado não residencial e à aceleração das exportações impulsionadas pela forte procura nos restantes países da Ásia. A economia europeia acelerou para o ritmo de crescimento mais elevado desde 2000, com destaque para o elevado crescimento da Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Espanha e uma actividade mais moderada em França e Itália. O ritmo de crescimento do PIB da generalidade dos Estados membros que aderiu à União Europeia em 2004 continuou a evoluir favoravelmente em 2006, salientandose a Polónia e a República Checa (6,1 por cento) e a Hungria (3,9 por cento). A economia da área do euro apresentou uma recuperação significativa em 2006, impulsionada pelo crescimento robusto do investimento e o fortalecimento das exportações. Num contexto de elevado crescimento do emprego e de aumento do rendimento disponível real das famílias, o consumo privado melhorou. Em parte, associado à aceleração da economia, o défice das Administrações Públicas diminuiu para 1,6 por cento do PIB e a dívida pública desceu para 69 por cento do PIB (70,5 por cento do PIB em 2005). GRÁFICO 1 - PREÇO DAS MATÉRIAS-PRIMAS Dez-03 Mar-04 Jun-04 Set-04 Dez-04 Mar-05 Jun-05 Set-05 Dez-05 Mar-06 Jun-06 Set-06 Dez-06 Fontes: DGGE e FMI. Preço Spot do Petróleo Brent (USD/barril, esc. esquerda) Preços das matérias primas não energéticas (1995=100) Num quadro de aumentos significativos dos preços internacionais das matérias primas não energéticas ao longo do ano e da subida do preço do petróleo durante o primeiro semestre, associados às pressões ascendentes exercidas pela expansão da procura mundial e aos desenvolvimentos desfavoráveis do lado da oferta, no caso do petróleo, assistiu-se, na primeira metade de 2006, ao surgimento de algumas pressões inflacionistas. Esta tendência levou as autoridades monetárias a conduzirem políticas monetárias mais restritivas. O Federal Reserve Board aumentou as taxas de juro de referência, fixando a taxa dos federal funds em 5,25 por cento em Junho, mantendo-a inalterada até ao final do ano (4,25 por cento no final de 2005), e o Banco Central Europeu procedeu ao longo do ano a cinco subidas na

6 6 VOLUME I sua taxa de referência, para se situar no final de 2006 em 3,5 por cento (2,25 por cento no final de 2005). Reflectindo estes aumentos, as taxas de juro de curto prazo apresentaram uma tendência ascendente, tanto nos EUA como na área do euro, tendo a Libor e a Euribor a 3 meses subido para 5,4 por cento e 3,7 por cento em Dezembro de 2006, respectivamente (4,5 por cento e 2,5 por cento em Dezembro de 2005, respectivamente). Igualmente, as taxas de juro de longo prazo subiram nos EUA e na área do euro, situando-se em 4,8 e 3,9 por cento, respectivamente, em média, no ano de GRÁFICO 2 - TAXAS DE JURO A 3 MESES (Valores médios) 5,8 5,3 4,8 4,3 3,8 3,3 2,8 2,3 1,8 1,3 0,8 Dez-03 Mar-04 Jun-04 Set-04 Dez-04 Mar-05 Jun-05 Set-05 Dez-05 Mar-06 Jun-06 Set-06 Dez-06 Fonte: BCE. Área do Euro EUA As condições nos mercados financeiros continuaram globalmente favoráveis, apesar de se ter verificado um período de maior volatilidade nos mercados accionistas nos meses de Maio/Junho, associado a vendas significativas de activos de maior risco. Num contexto de forte crescimento económico, de melhoria dos resultados das empresas e do aumento das actividades de fusões e aquisições, a generalidade dos índices bolsistas valorizaram-se, com destaque para ganhos mais significativos na área do euro. Nos mercados cambiais, a estabilidade do crescimento nos EUA e o fortalecimento da expansão da actividade na área do euro contribuíram para a apreciação do euro face ao dólar. A moeda europeia registou uma apreciação de 4,5 por cento, em termos nominais efectivos, entre o final de 2005 e o de 2006 (depreciação de 6,7 por cento no ano precedente). Evolução da Economia Portuguesa Em 2006 assistiu-se a uma aceleração da actividade económica portuguesa, após um crescimento muito reduzido no ano anterior. O ano de 2006 caracterizou-se ainda pela retoma do crescimento do emprego e pelo avanço significativo do processo de consolidação orçamental. Face ao conjunto da área do euro, a economia portuguesa continuou, no entanto, a evidenciar um diferencial de crescimento

7 CONTA GERAL DO ESTADO DE negativo que se agravou em 2006 e que reflecte, principalmente, a ausência de recuperação do investimento em Portugal. GRÁFICO 3 - CONTRIBUTOS PARA O CRESCIMENTO DO PIB (Taxa de variação homóloga e pontos percentuais) P ro c ura interna (p.p) P ro c ura externa (p.p) P IB (V H ) Fonte: INE. GRÁFICO 4 - PRODUTO INTERNO BRUTO (Taxa de variação homóloga, em volume, %) D iferenc ial (p.p ) P IB UE 13 (V H ) P IB P o rt ugal (V H ) Fontes: INE e Eurostat. O PIB registou um crescimento real de 1,3 por cento em 2006, acelerando 0,8 pp face ao fraco desempenho de Prosseguindo o perfil de crescimento esboçado na segunda metade do ano transacto, a procura externa líquida constituiu o motor da recuperação económica, contribuindo para 1 pp do crescimento do PIB, após dois anos de contributos negativos, enquanto a procura interna continuou a evidenciar uma tendência de abrandamento, registando um crescimento incipiente de 0,2 por cento (0,9 por cento em 2005). O fraco desempenho da procura interna reflectiu a desaceleração do consumo privado e a diminuição do consumo público. O comportamento do consumo privado está associado à evolução desfavorável das condições monetárias ao longo de 2006, num contexto de elevado endividamento das famílias e em que as melhorias no mercado de trabalho se mantiveram moderadas. O consumo público registou uma quebra de 0,3 por cento, que compara com um crescimento de 2,3 por cento em 2005 e que traduz os esforços de consolidação das contas públicas através da redução da despesa pública.

8 8 VOLUME I O investimento (FBCF), ainda que evidenciando alguma melhoria face a 2005, não acompanhou a recuperação da actividade, voltando a registar uma diminuição em 2006 (-1,6 por cento face a 3,2 por cento em 2005). Esta quebra foi determinada pela deterioração do investimento em construção, contrabalançada, apenas parcialmente, pela recuperação do investimento em material de transporte. Por sectores institucionais, o investimento público e das famílias continuou em quebra e o crescimento do investimento empresarial terá sido condicionado pelo fraco dinamismo da procura interna, pelos custos de ajustamento relacionados com a crescente concorrência externa nos sectores tradicionais e pela existência de capacidade produtiva disponível. GRÁFICO 5 - CONTRIBUTOS PARA O CRESCIMENTO DA PROCURA INTERNA (Pontos percentuais) 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0-0,5-1,0-1,5-2,0 Inv e s tim ent o (F B C F ) C o ns um o públic o C o ns um o priv ado Fonte: INE. GRÁFICO 6 - EXPORTAÇÕES DE BENS E PROCURA EXTERNA (Taxas de variação, em volume) E xp o rt a ç õ e s P ro c u ra e xt e rn a Q u o t a s d e m e rc a d o (p.p ) Fontes: INE, Comissão Europeia e Ministério das Finanças e da Administração Pública. Procura Externa: crescimento ponderado das importações dos 17 principais mercados de destino das exportações portuguesas (representando cerca de 85% do total das exportações). As exportações, com um crescimento real de 8,8 por cento (1,1 por cento em 2005) foram a componente mais dinâmica da procura global em 2006, beneficiando da aceleração da procura externa rele-

9 CONTA GERAL DO ESTADO DE vante para a economia portuguesa e reflectindo uma melhoria na evolução das quotas de mercado. A evolução das exportações de bens caracterizou-se por uma importante diversificação geográfica, registando-se uma recuperação em alguns mercados ditos tradicionais (Alemanha, EUA e Espanha) e um forte dinamismo em outros mercados emergentes (Angola, Singapura e Brasil). Por tipo de produtos, continuou-se a registar um maior contributo por parte de produtos de maior valor acrescentado (máquinas e aparelhos e material de transporte), em detrimento dos produtos ditos tradicionais (vestuário e calçado). Em linha com a evolução da actividade económica, as importações aceleraram, mas mais moderadamente do que as exportações, traduzindo-se num desagravamento do défice da Balança de Bens e Serviços para 7,8 por cento do PIB (8,6 por cento em 2005). Contudo, as necessidades de financiamento da economia portuguesa, medidas pelo défice conjunto das Balanças Corrente e de Capital, registaram um novo aumento, para se situarem em 8,7 por cento do PIB (8,1 por cento em 2005), em resultado da deterioração do saldo da Balança de Rendimentos, associada, por sua vez, ao aumento das taxas de juro e à continuada deterioração da posição de investimento internacional da economia portuguesa. A situação do mercado trabalho em 2006, beneficiando de um enquadramento económico mais favorável, caracterizou-se por uma recuperação do emprego e uma quase estabilização da taxa de desemprego. O emprego aumentou 0,7 por cento, após uma estagnação em 2005, reflectindo, principalmente, a retoma do crescimento do emprego na indústria, depois de 5 anos consecutivos de quebras, não obstante o sector dos serviços ter continuado a registar o maior contributo. O desemprego desacelerou significativamente para 1,3 por cento (15,7 por cento em 2005) e a taxa de desemprego situou-se em 7,7 por cento (7,6 por cento em 2005). Após uma evolução desfavorável em 2005, os custos unitários do trabalho (CTUP) desaceleraram em 2006, em resultado da evolução mais moderada das remunerações nominais por trabalhador, uma vez que o crescimento da produtividade se manteve fraco (0,5 por cento), igual ao registado no ano anterior. Ainda que com um diferencial inferior, o aumento dos CTUP em Portugal continuou acima do verificado na União Europeia. A inflação média anual, medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), registou em 2006 uma subida de 0,8 pontos percentuais face a 2005, situando-se em 3,1 por cento. Em 2006, a evolução dos preços foi influenciada por alterações de fiscalidade, nomeadamente, o aumento da taxa normal de IVA em Julho de 2005 e o aumento do imposto sobre o tabaco, do IA e do ISP em Janeiro de Por tipo de produtos, o aumento da inflação deveu-se essencialmente aos bens alimentares (com um aumento de preços anual de 3,7 por cento em 2006, face a 0,1 por cento em 2005), tendo os bens industriais não energéticos verificado também alguma aceleração nos preços (1 por cento e 1,5 por cento, em 2005 e 2006, respectivamente).

10 10 VOLUME I QUADRO 2 - INDICADORES DA EVOLUÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA EM PORTUGAL Designação Unidade Contas Nacionais (a) Produto Interno Bruto Milhões de Euros PIB e componentes da despesa Taxa de variação real (%) PIB -0,8 1,3 0,5 1,3 Consumo privado -0,2 2,5 2,2 1,1 Consumo público 0,2 2,5 2,3-0,3 Formação bruta de capital fixo -7,4 1,2-3,2-1,6 Exportações de bens e serviços 3,9 4,4 1,1 8,8 Importações de bens e serviços -0,9 6,6 1,9 4,3 Mercado de Trabalho População activa Milhares 5460,3 5487,8 5544,8 5587,3 Emprego total Milhares 5118,0 5122,8 5122,6 5159,5 Taxa de emprego (15-64 anos) em % 68,0 67,8 67,5 67,9 Taxa de desemprego em % 6,3 6,7 7,6 7,7 Preços e Salários Taxa de inflação (IPC) Taxa de variação (%) 3,3 2,4 2,3 3,1 Contratação colectiva Taxa de variação (%) 2,9 2,9 2,7 2,7 Índice de custo do trabalho (b) Taxa de variação (%) 2,5 3,4 1,9 1,7 Salário minímo nacional Taxa de variação (%) 2,5 2,5 3,0 4,4 Contas das Administrações Públicas Receita corrente em % do PIB 39,8 39,5 40,1 41,2 Impostos e contribuições p/ segurança social em % do PIB 35,6 34,8 36,0 36,7 Despesa corrente em % do PIB 41,2 41,9 43,3 42,7 Despesa primária em % do PIB 42,7 43,8 44,7 43,3 Saldo global em % do PIB -2,9-3,3-6,0-3,9 Dívida bruta em % do PIB 56,8 58,2 63,6 64,7 Balança de Pagamentos Balança corrente + Balança de capital em % do PIB -4,1-6,1-8,1-8,7 Balança corrente em % do PIB -6,5-8,0-9,6-9,8 Balança de mercadorias em % do PIB -8,1-9,4-10,1-9,8 Balança de capital em % do PIB 2,4 1,9 1,5 1,1 Agregados de Crédito Bancário (c) Crédito ao sector privado não financeiro Variação, em % (Dez) 6,4 6,1 7,7 8,7 Crédito a sociedades não financeiras Variação, em % (Dez) 2,7 2,5 5,0 7,1 Crédito a particulares (inclui emigrantes) Variação, em % (Dez) 9,6 9,2 9,8 9,9 Taxas de Juro Taxa de rentabilidade das OT a taxa fixa a 10 anos em % (Dez) 4,4 3,7 3,4 4,1 Taxa de juro sobre saldos Crédito a sociedades não financeiras em % (Dez) 4,4 4,3 4,4 5,4 Crédito a particulares em % (Dez) 4,7 4,6 4,5 5,5 Depósito a prazo, até 2 ano em % (Dez) 2,0 2,0 2,1 2,7 Fontes: Banco de Portugal, INE, Ministério das Finanças e da Administração Pública e Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. (a) INE - Contas Nacionais Trimestrais. (b) Excepto Administração Pública e corrigido de dias úteis. (c) As taxas de variação anual são calculadas com base na relação entre saldos de empréstimos bancários em fim de mês, ajustados de operações de titularização, e transacções mensais, as quais são calculadas a partir de saldos corrigidos de reclassificações, de abatimentos ao activo e de reavaliações cambiais e de preço. Não inclui a componente titulada. No que diz respeito à evolução dos mercados monetário e financeiro, e em reflexo à política mais restritiva do Banco Central Europeu, assistiu-se, em 2006, a uma ligeira deterioração das condições de financiamento, ainda que se mantivessem globalmente favoráveis. As taxas de juro bancárias nominais evidenciaram uma tendência crescente ao longo do ano, principalmente nas operações activas, atingindo, no final do ano, 5,39 por cento e 4,79 por cento nos empréstimos às sociedades não financeiras e

11 CONTA GERAL DO ESTADO DE aos particulares para aquisição de habitação, respectivamente, cerca de 1 ponto percentual acima do verificado no final do ano anterior. No entanto, as alterações nas condições de oferta de crédito introduzidas pelos bancos, de forma a minorar os efeitos dos aumentos das taxas de juro, terão contribuído para a manutenção de um forte crescimento dos empréstimos no sector privado. De facto, os empréstimos aos particulares aumentaram cerca de 10%, à semelhança do ocorrido em anos anteriores e os empréstimos às sociedades não financeiras aceleraram para 7,1 por cento (5 por cento em 2005). O mercado accionista português registou uma forte valorização em 2006, tendo o índice PSI - Geral aumentado 30 por cento, em termos médios, o que compara com um aumento de 11 por cento em Para esta evolução, contribuíram os desenvolvimentos favoráveis nos mercados internacionais e o anúncio de operações de fusões e aquisições no mercado português. Finanças Públicas em Portugal NO CONTEXTO DAS FINANÇAS PÚBLICAS EUROPEIAS Na Zona Euro, a condução das políticas orçamentais dos diferentes países conduziram em 2006 a uma melhoria global do saldo orçamental em 0,9 pp, (1,6 por cento do PIB), acompanhada pela primeira vez, nos últimos quatro anos, de uma redução do peso da dívida em 1,5 pp, a qual se situa em 69 por cento do PIB. Para o conjunto dos 27 países da União Europeia (UE), o saldo orçamental regista também uma melhoria de 0,7 pp situando-se em -1,7 por cento do PIB. Para este conjunto de países a evolução da dívida regista igualmente uma variação negativa em 1,2 pp, fixando-se em 2006 em 61,7 por cento do PIB. Em 2006, no grupo dos treze países da Zona Euro, apenas dois Estados-membros continuavam a apresentar um valor de défice superior ao limite de 3 por cento imposto pelo Tratado de Maastricht: Itália com 4,4 por cento do PIB e Portugal com 3,9 por cento do PIB. A Grécia, a Alemanha e a França, que em 2005 apresentavam valores superiores ou no limiar dos 3 por cento, corrigiram em 2006 os seus défices orçamentais, respectivamente, para 2,6, 1,7 e 2,5 por cento do PIB. De entre os países que maiores correcções imprimiram ao valor dos seus défices, destacam-se por ordem decrescente a Grécia, Portugal e Alemanha, respectivamente com 2,9, 2,2 e 1,5 pp do PIB. Numa situação igualmente de défice, mas compatível com os compromissos do Tratado de Maastricht, encontravam-se a Áustria (1,1 por cento do PIB) e a Eslovénia (1,4 por cento do PIB), a registarem, respectivamente, uma evolução positiva do défice de 0,5 e 0,1 pp do PIB. Nos restantes países da Zona Euro, seis Estados-membros apresentavam em 2006 uma situação orçamental excedentária, sendo a Finlândia (3,9 por cento do PIB), Irlanda (2,9 por cento do PIB) e Espanha (1,8 por cento do PIB) os países com maior excedente orçamental. Numa posição igualmente positiva, mas com menor expressão, encontravam-se a Holanda (0,6 por cento do PIB), Bélgica (0,2 por cento do PIB) e Luxemburgo (0,1 por cento do PIB).

12 12 VOLUME I GRÁFICO 7 DÍVIDA BRUTA E SALDO DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS NA UNIÃO EUROPEIA NO ANO DE Saldo Orçamental e Dívida Publica Itália Grécia Bélgica Dívida Pública em % do PIB Portugal França UE 13 Alemanha Áustria UE 27 Holanda Espanha Finlândia 20 Eslovénia Irlanda Luxemburgo Saldo Orçamental em % do PIB Fora da Zona Euro, a Dinamarca e a Suécia continuavam em 2006 a registar posições orçamentais excedentárias, respectivamente de 4,2 e 2,2 por cento do PIB, apresentando o Reino Unido (2,8 por cento do PIB) uma melhoria do seu défice em 0,3 pp do PIB. Efectuando a análise comparada da posição do défice orçamental português com o défice da zona euro, verifica-se uma redução da divergência para 2,3 pp do PIB, face ao afastamento de 3,6 pp do PIB que Portugal acusava em No que se refere ao grupo dos doze novos Estados-membros da UE, regista-se no seu conjunto uma melhoria global das posições orçamentais, não obstante a Hungria (9,2 por cento do PIB), Polónia (3,9 por cento do PIB) e Eslováquia (3,4 por cento PIB) apresentarem défices orçamentais acima do limite imposto pelo Tratado de Maastricht. Destes três, a Hungria e Eslováquia continuavam a acusar deterioração dos saldos respectivamente em 1,4 pp e 0,6 pp do PIB, sendo a Hungria o Estado-membro dos 27 a registar maior agravamento deste indicador. Dos restantes novos Estados-membros, apenas a Estónia (3,8 por cento do PIB), Bulgária (3,3 por cento do PIB) e Letónia (0,4 por cento do PIB) registavam situações orçamentais excedentárias, enquanto os outros seis países apresentavam défices orçamentais inferiores a 3 por cento do PIB: República Checa (2,9 por cento do PIB), Malta (2,6 por cento 1 Fonte: Eurostat Euro-indicators, news release 55/

13 CONTA GERAL DO ESTADO DE do PIB), Roménia (1,9 por cento do PIB), Chipre (1,5 por cento do PIB), Eslovénia (1,4 por cento do PIB) e Lituânia (0,3 por cento do PIB). Esta evolução positiva nas posições orçamentais na União Europeia ficou das metas traçadas pelo novo Pacto de Estabilidade e Crescimento que define uma melhoria mínima de 0,5 pp do PIB no saldo ajustado do ciclo. O saldo primário ajustado do ciclo terá registado uma melhoria de cerca de 0,3 pp do PIB. Por seu lado, Portugal registou uma significativa melhoria do saldo primário ajustado do ciclo, de cerca de 2,3 pp do PIB, apresentando também uma redução da despesa pública em percentagem do PIB superior à média comunitária, cerca de 1,3 pp do PIB, que compara com 0,1 pp na média da UE. Comparativamente a 2005, e para o conjunto da Zona Euro, apenas três países registaram aumentos do rácio da Dívida Pública no PIB, sendo Portugal o Estado-membro que maior agravamento registou na evolução da sua Dívida Pública (+1,1 pp do PIB), logo seguido do Luxemburgo (+0,7 pp do PIB) e da Itália (+0,6 pp do PIB). Dos restantes países da Zona Euro, todos reduziram o peso da sua Dívida Pública, com particular destaque para a Grécia (-2,9 pp do PIB), França (-2,3 pp do PIB) e Irlanda (-2,5 pp do PIB) que registaram as maiores diminuições. Não obstante o esforço de redução da dívida da Zona Euro em 1,5 pp, sete Estados-membros continuavam a apresentar rácios da dívida acima do limite imposto pelo Tratado de Maastricht. Permaneciam nesta situação, Itália (106,8 por cento do PIB), Grécia (104,6 por cento do PIB), Bélgica (89,1 por cento do PIB), Alemanha (67,9 por cento do PIB), Portugal (64,7 por cento do PIB), França (63,9 por cento do PIB) e a Áustria (62,2 por cento do PIB). Abaixo do limiar dos 60 por cento, o Luxemburgo (6,8 por cento do PIB) continuava a ser o país com menor dívida pública, seguido pela Irlanda (24,9 por cento do PIB), Finlândia (39,1 por cento do PIB), Espanha (39,9 por cento do PIB) e Holanda (48,7 por cento do PIB). Fora da zona euro, e excluindo os doze novos Estados-Membros, Dinamarca (30,2 por cento do PIB) e Suécia (46,9 por cento do PIB) registaram, respectivamente, reduções de dívida de 6,1 e 5,3 pp do PIB, contrariamente ao Reino Unido (43,5 por cento do PIB) que viu agravada a sua dívida em 1,3 pp do PIB. No conjunto dos doze novos Estados-membros da União Europeia, Malta (66,5 por cento do PIB), Hungria (66 por cento do PIB) e Chipre (65,3 por cento do PIB) continuavam a apresentar rácios de dívida superior aos limites impostos pelo Tratado de Maastricht, sendo que apenas Hungria e Polónia (47,8 por cento do PIB) viram agravados os seus níveis de dívida pública. A Bulgária (22,8 por cento do PIB), Malta, Chipre e Eslováquia (30,7 por cento do PIB) e Roménia (12,4 por cento do PIB) foram os países que maiores reduções produziram na sua Dívida Pública, respectivamente, em 6,4, 5,9, 3,9, 3,8, e 3,4 pp do PIB. AS FINANÇAS PÚBLICAS PORTUGUESAS EM 2006 A obtenção de um défice de 3,9 por cento do PIB permitiu superar o objectivo em 0,7 pp do PIB, tendo em conta o défice de 4,6 por cento previsto no Orçamento de Estado para 2006, o que traduz,

14 14 VOLUME I comparativamente a 2005, um esforço de redução das necessidades de financiamento das Administrações Públicas em 2,2 pp. Comparativamente a 2005, a evolução da despesa corrente acusou uma redução do seu peso no PIB em 0,6 pp, assente essencialmente na diminuição do peso com as despesas com pessoal 0,9 pp 2 ainda que absorvidas pelo comportamento das prestações sociais (+0,4 pp do PIB). A conversão de hospitais do Serviço Nacional de Saúde em Entidades Públicas Empresariais (EPE s) explica parte da redução na rubrica das Despesa com pessoal e, simetricamente, o aumento das Prestações Sociais. Uma outra parcela significativa da redução do peso no PIB das Despesas de Pessoal fica a dever-se às restrições nas admissões, ao congelamento das progressões automáticas, e ao aumento moderado da tabela dos funcionários públicos em 1,5 por cento. Em sentido contrário, mas a evidenciar sinais de desaceleração, as Prestações Sociais, que em 2005 haviam registado um acréscimo de 0,7 pp do PIB, registam em 2006 um aumento de cerca de 0,4 pp do PIB. O crescimento destas despesas é determinado fundamentalmente pelo crescimento das Prestações Sociais do Subsector de Fundos de Segurança Social, que inclui os pagamentos de pensões do Regime Geral e da Caixa Geral de Aposentações. Em ambos os regimes verificou-se uma substancial desaceleração no crescimento das Prestações Sociais, para a qual terá contribuído a desaceleração no crescimento da pensão média, em resultado das alterações entretanto introduzidas nos regimes de pensões. Na parte respeitante às prestações sociais, destaque-se o subgrupo das prestações sociais em espécie, principalmente compostas de bens e serviços de saúde, cuja desaceleração é explicada em grande medida pela Política do Medicamento e em particular pela redução dos preços dos medicamentos e pelo Protocolo estabelecido com a Indústria Farmacêutica. No conjunto da restante despesa corrente primária, o consumo intermédio manteve sensivelmente o seu peso no PIB, enquanto as despesas com subsídios reduziram o seu peso no PIB em 0,2 pp. A despesa com juros da dívida pública aumentou cerca de 0,1 pp do PIB, face a 2005, devido ao aumento do stock da dívida. A elevada proporção de dívida constituída por instrumentos de taxa fixa e algumas amortizações de obrigações a taxas superiores às actuais permitiram manter a taxa de juro implícita praticamente inalterada. Relativamente às despesas de capital verificou-se uma redução de cerca de 0,6 pp do PIB. As restrições impostas através do controlo mais efectivo dos limites ao endividamento municipal, a par do facto de 2005 ter sido um ano de elevado investimento autárquico, explicam em 2006 a quebra em 0,5 pp da Formação Bruta de Capital Fixo. O aumento da receita, em cerca de 0,8 pp do PIB, deve-se, em particular, ao acréscimo da receita fiscal em 0,6 pp do PIB, impulsionado pela receita do Imposto sobre o Valor Acrescentado, reflectindo 2 0,6 pp, caso não se considerasse o efeito que a transformação de um conjunto de Hospitais do Serviço Nacional de Saúde em Entidades Públicas Empresariais, ocorrida em Dezembro de 2005, teve sobre a composição da despesa.

15 CONTA GERAL DO ESTADO DE o facto do aumento da taxa normal em 2005 só ter tido impacto na segunda metade desse ano, pela receita do Imposto sobre o Tabaco, e pelos impostos sobre o rendimento e património que representaram mais 0,3 pp do PIB em O aumento nos impostos sobre o rendimento e património reflecte o impacto de medidas adoptadas no Orçamento de Estado de 2005, como a eliminação de Benefícios Fiscais em sede de IRS e, também, o efeito da melhoria de eficácia da Administração Fiscal, em particular no domínio da cobrança do IRC. O aumento da receita não fiscal em percentagem do PIB ficou a dever-se principalmente à receita de Rendimentos de Propriedade, em particular à receita de dividendos que em 2005 tinha sido anormalmente baixa. No quadro da evolução da dívida bruta consolidada das Administrações Públicas (critério de Maastricht), Portugal apresenta em 2006 um novo agravamento deste indicador. Com um acréscimo de 1,1 pp do PIB face a 2005, o total da Dívida em 2006 ascende a milhões de euros, o que corresponde a 64,7 por cento do PIB. Verifica-se, porém, uma desaceleração significativa do crescimento deste rácio. Esta desaceleração resultou da forte redução do défice primário, da aceleração do PIB e da redução do peso da aquisição líquida de activos financeiros. Conta das Administrações Públicas 2006 (Óptica de Contabilidade Nacional) e Explicação da Passagem da Óptica da Contabilidade Pública para Contabilidade Nacional A estimativa da conta das Administrações Públicas de 2006 na óptica da Contabilidade Nacional, para a notificação de Março de 2007 no âmbito do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), foi elaborada pelo Instituto Nacional de Estatística com a colaboração de um grupo de trabalho formado por técnicos do Departamento de Estatísticas do Banco de Portugal e da Direcção Geral do Orçamento. Este grupo de trabalho foi criado no âmbito do Acordo de Cooperação Institucional celebrado entre as três instituições no domínio da compilação das Estatísticas das Administrações Públicas, com objectivos de melhoria da transparência e qualidade das estatísticas das finanças públicas. A passagem das contas das Administrações Públicas na óptica das Contas Públicas à óptica das Contas Nacionais compreende um conjunto de ajustamentos que se podem agrupar em categorias distintas.

16 16 VOLUME I QUADRO 3 - CONTA DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS (milhões de euros) Administração Fundos de ADM. CONTABILIDADE NACIONAL Código Administração Regional e Segurança Social PÚBLICAS Central Local 1. Impostos sobre a Produção e Importação D , ,1 826, ,0 2. Impostos correntes sobre Rendimento e Património D ,0 990,7 0, ,7 3. Contribuições para Fundos da Segurança Social D ,2 159, , ,0 Das quais: Contribuições Sociais Efectivas D ,3 6, , ,0 4. Vendas (1) 2 037, ,5 28, ,9 5. Outra Receita Corrente D.7r+D.4r+D.39r 2 957, , , ,5 6. Total das Receitas Correntes ( ) , , , ,0 7. Consumo Intermédio P , ,9 213, ,1 8. Despesas com pessoal D , ,1 506, ,5 9. Prestações Sociais (2) 6 975,6 532, , ,3 Das quais: em espécie 5 173,4 378,0 83, ,2 10. Juros D ,3 164,6 1, ,3 11. Subsídios D ,5 168,8 377, ,6 12. Outra Despesa Corrente (3) 9 420,5 550, , ,7 Das quais: Transferências Administrações Públicas D73p 7 353,1 24, ,0 0,0 13. Total Despesa Corrente ( ) , , , ,4 14. Poupança Bruta (6-13) B.8g , ,0 580, ,4 15. Transferências de Capital Receita D.9r 1 355, ,2 23, ,0 16. Total Receitas (6+15) , , , ,0 17. Formação Bruta Capital Fixo P , ,6 43, ,0 18. Outra Despesas Capital (4) 2 873,3 416,0 50, ,4 Das quais: Transferências Administrações Públicas D93p 1 515,0 30,3 19,2 0,0 19. Total Despesa Capital (17+18) 4 077, ,6 94, ,4 20. Total Despesa (13+19) , , , ,8 21. Capacid. (+)/Nec. (-) Financ. Líquido (16-20) B ,8 60,6 509, ,8 (em percentagem do PIB) -4,3% 0,0% 0,3% -3,9% Consumo Final das Administrações Públicas , ,9 830, ,1 Saldo Primário ,5 225,2 511, ,6 Carga Fiscal(Impostos+Prestações sociais Efectivas) , , , ,5 (1): P.11+P.12+P.131 (2): D.62+D.6311+D D (3): D.29p+D.42p+D.43p+D.44p+D.45p+D5.p+D.7p (4): P.52+P.53+K.2+D.9p Com efeito, o conjunto de ajustamentos efectuado reveste-se de natureza diversa, identificando-se, neste domínio os decorrentes: do efeito de registo segundo a especialização do exercício, do ajustamento de diferenças de universo a considerar, outros ajustamentos com impacto no saldo não tipificáveis nas duas categorias anteriores, onde se incluem reclassificações de operações de receita e despesa. Os quadros 2-A, 2-C e 2-D da notificação do PDE de Março de 2007 mostram os ajustamentos fundamentais entre a contabilidade pública e a contabilidade nacional, para cada um dos três subsectores das contas das Administrações Públicas. O quadro abaixo reúne para o ano de 2006 a informação desses quadros para a Administração Central, Administração Local e Regional e Fundos da Segurança Social. Em resultado da consolidação de algumas das operações incluídas nestas categorias, a soma dos subsectores não é igual ao valor do total do sector.

17 CONTA GERAL DO ESTADO DE QUADRO 4 - QUADROS 2 DA NOTIFICAÇÃO DO PDE DE MARÇO DE 2007 Estado Membro: PORTUGAL Valores em milhões de euros Data:27/03/2007 Administração Central 2006 Administração Regional e Local Fundos da Seg. Social Saldo Global incluindo Activos Financeiros (Óptica da Contab. Pública) ,1 111,8 347,2 Operações Financeiras consideradas no Saldo Global incluindo Activos Financeiros 352,2 35,1 368,6 Empréstimos, concedidos (+) 95,9 16,2 0,0 Empréstimos, amortizações (-) -34,0-9,7 0,0 Acções e outras participações + unidades de participação, Aquisição (+) 258,6 38,0 417,3 Acções e outras participações + unidades de participação, Alienação (-) -0,4-2,6-481,5 Outras operações financeiras (+/-) 32,1-6,8 432,9 Outras contas a receber (+) 152,8 2,6-20,5 Ajustamento temporal dos impostos e Contribuições Sociais 239,6 53,4 Neutralidade dos Fundos Comunitários -73,2 Outros -86,8-0,7 Outras contas a pagar (-) 107,8-65,1 0,0 Diferença entre juros pagos (+) e juros vencidos (EDP D.41)(-) -28,2 0,0 0,0 Necessidade (-) Capacid. líq. de Financ. (+) de outras entidades da Adm. Central. 853,3 Ajustamento de Universo -29,2-186,0 Administração Regional (Saudaçor) 2,7 Administração Local (Freguesias, Serv. Fundos Autónomos da Adm. Local) -31,9 Caixa Geral de Aposentações -186,0 Outros ajustamentos (+/-) -548,7 5,4 0,0 Leasing (Novos Contratos - Amortizações) 1,1 8,6 Dívidas assumidas em outros sectores 0,0 Injecções de capital reclassificadas como Despesa não-financeira -71,5 Despesa com Material Militar (Pagamentos - Valor de Entregas) -114,2 Outros -364,1-3,3 0,0 Necessidade (-)/ Capacidade líquida de financiamento (+) (EDP B.9) ,8 60,6 509,4 (SEC 95) Por outro lado, não obstante a padronização dos Quadros 2 da notificação, existe alguma flexibilidade para os Estados-membros na adaptação da sua estrutura de informação a estes quadros. No caso de Portugal, por exemplo, no subsector da Administração Central, o saldo de partida em Contabilidade Pública não é o saldo consolidado da Administração Central, mas antes o saldo do Estado. Diferentemente do tratamento dos outros subsectores, tem-se optado, na discriminação dos ajustamentos para contabilidade nacional na Administração Central, por discriminar somente as referentes ao Estado. Os restantes ajustamentos sectoriais e de especialização do exercício referentes a outras instituições da Administração Central estão condensados na rubrica Necessidade (-) Capacidade de Financiamento de outras entidades da Administração Central. AJUSTAMENTOS DE ESPECIALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO Em 2006, o impacto no saldo do ajustamento à especialização do exercício foi positivo para o Estado em cerca de 232,4 milhões e negativo para a Administração Regional e Local e para os Fundos da Segurança Social, respectivamente em - 62,5 e - 20,5 milhões. De notar, porém, que, como já se referiu, o efeito da especialização do exercício para as outras entidades da Administração Central está implícito no montante de 853,3 milhões de Necessidade/Capacidade líquida de Financiamento de

18 18 VOLUME I outras entidades da Administração Central, o qual inclui ainda o efeito da Neutralidade dos Fundos Comunitários nos Serviços e Fundos Autónomos, no montante de - 9,5 milhões, e os ajustamentos de universo na Administração Central. O ajustamento à especialização do exercício no caso do Estado inclui o impacto positivo do ajustamento temporal dos Impostos, no montante de 239,6 milhões, que visa eliminar os desfasamentos temporais que incidem sobre o IVA, o ISP, o IT e o IABA, aplicando para o efeito o método do caixa ajustado 3. A rubrica Outras contas a pagar apresenta um impacto positivo sobre o saldo do Estado em cerca de 107,8 milhões, sendo este montante o saldo apurado entre despesas pagas de anos anteriores e despesas vencidas e não pagas. Com impacto negativo, destaca-se o abatimento à receita de cerca de 197 milhões recebidos no âmbito do protocolo celebrado com a República de Moçambique relativo à Hidroeléctrica de Cahora Bassa e incluídos na rubrica negativa (- 86,8 milhões) de Outras contas a receber. AJUSTAMENTOS DE UNIVERSO Em relação aos ajustamentos de universo, e como já se referiu, somente se autonomizam nestes Quadros 2 os ajustamentos nos subsectores da Administração Regional e Local e Fundos da Segurança Social. De realçar que o ajustamento no subsector dos Fundos de Segurança Social de milhões, relativo à inclusão da Caixa Geral de Aposentações (CGA) neste subsector, não tem esse impacto no saldo das contas consolidadas das Administrações Públicas (AP s), porquanto esta entidade é reclassificada do subsector dos Serviços e Fundos Autónomos pelo saldo apresentado pela sua Conta de Gerência. Na conta consolidada das AP s o impacto deste ajustamento de universo transforma-se num ajustamento de especialização do exercício. Os restantes ajustamentos de universo na Administração Central não explicitados nestes quadros consistem na inclusão das contas de Instituições Sem Fins Lucrativos das AP s e de unidades designadas de Empresas Não Mercantis, nomeadamente as Estradas de Portugal (EP - EPE), as Sociedades Polis e a Santa Casa da Misericórdia (excluindo o Departamento de Jogos), e na exclusão das contas das unidades de regulação e das unidades designadas Quase-empresas (QEP s), do Universo das AP s. Estas entidades Quase-empresas são consideradas em contabilidade nacional produtores mercantis e como tal integradas no sector das sociedades OUTROS AJUSTAMENTOS Em 2006 o conjunto de outros ajustamentos no subsector Estado, não tipificáveis, com impacto no saldo, atingiu o montante de 548,7 milhões de impacto negativo no saldo da Administração Central. 3 O método caixa ajustado consiste no ajustamento da receita efectivamente gerada num ano, em função do prazo médio de pagamento do imposto.

19 CONTA GERAL DO ESTADO DE Destes ajustamentos destacam-se, do lado da despesa, a reclassificação de 71,5 milhões de injecções de capital na RTP para despesa não financeira (com impacto no saldo em contabilidade nacional), 114,2 milhões de agravamento do saldo devido ao tratamento das aquisições de material militar bélico, em resultado da substituição dos pagamentos pelo valor dos equipamentos recebidos em 2006, e cerca de 200 milhões de OET s reclassificadas para despesa não financeira compreendendo compromissos de 2006 ainda não regularizados por OET s em 2006, mas a pagar em exercícios seguintes, das quais se destacam cerca de 92 milhões de euros de bonificações de juros e de 25 milhões de euros a pagar à PT relativos à assinatura telefónica de idosos, cerca de 49 milhões de regularizações de responsabilidades da Gestnave e 30 milhões relativos a um empréstimo concedido à empresa ENVC. Do lado das receitas salienta-se a reclassificação da receita de superdividendos 4 para receita financeira, o que significa que esta receita de cerca de 170 milhões de euros (referente a dividendos da GALP e da REN) não tem impacto no saldo na óptica das contas nacionais. Conta Consolidada da Administração Central e Segurança Social Na óptica da contabilidade pública, o saldo global da conta consolidada da Administração Central e Segurança Social registou em 2006 um défice de 5.427,0 milhões de euros (correspondente a 3,5 por cento do PIB), valor que relativamente a 2005 representou uma melhoria de 1,5 pp do PIB. Esta evolução positiva é justificada essencialmente pelo comportamento do saldo corrente, que apresentou uma variação positiva de 1,8 pp do PIB, comparativamente ao ano anterior, não obstante o contributo negativo do saldo de capital com uma variação de -0,3 pp do PIB. Para estes resultados, concorreu a diminuição da despesa efectiva total em 1,4 pp do PIB, da qual 1,2 pp é explicado pela redução da despesa corrente primária, e a receita efectiva total apresentou um acréscimo de 0,1 pp do PIB. Em 2006, a receita corrente representou 37,7% do PIB o que representa mais 0,7 pp do PIB relativamente ao ano anterior, reflectindo o aumento da receita fiscal, produto do aumento dos impostos directos em 0,4 pp do PIB e dos impostos indirectos em 0,2 pp do PIB. No caso dos impostos directos, o aumento da eficácia na cobrança dos impostos sobre o rendimento e património, com destaque para o IRC, e a diminuição dos benefícios fiscais em IRS, documentado no Orçamento do Estado para 2005, traduziu-se numa arrecadação acrescida de receitas. No que respeita à colecta de impostos indirectos, nomeadamente do IVA, continua a registar-se o efeito da subida da sua taxa normal que ocorreu já em 4 A expressão Superdividendos refere-se a dividendos distribuídos que não tiveram origem nos rendimentos de exploração do ano (exceptua-se o caso de sociedades que sigam uma política de nivelamento de dividendos ao longo dos anos). Incluem os dividendos distribuídos a partir de venda ou reavaliação de activos e os que resultem de levantamento de reservas; registam-se como operação financeira, por corresponderem a levantamentos de capital.

20 20 VOLUME I meados de 2005, o qual foi no entanto atenuado pela aceleração dos processos administrativos de reembolsos do IVA, que se traduziram num menor crescimento da receita líquida deste imposto pelo aumento do volume de reembolsos. No que respeita à receita não fiscal, o comportamento das outras receitas correntes beneficia da recuperação de dividendos de empresas públicas, que havia decaído em 2005, bem como da arrecadação de juros relativos à Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), assumindo um crescimento total de 0,4 pp do PIB. As contribuições de Segurança Social registaram um decréscimo de 0,3 pp do PIB, motivado pela diminuição das quotas de subscritores e comparticipações para a Caixa Geral de Aposentações. A despesa corrente primária, que representou 36,6% do PIB, diminuiu 1,2 pp do PIB, sendo o maior contributo para esta evolução a diminuição das despesas com pessoal em 0,9 pp do PIB, em resultado das medidas de contenção salarial e de congelamento de progressões nas carreiras que têm vindo a ser aplicadas aos funcionários públicos e, ainda, da empresarialização de 5 hospitais públicos. No mesmo sentido, a aquisição de bens e serviços registou igualmente uma poupança de 0,3 pp do PIB. Em sentido oposto, apenas os juros e outros encargos, em resultado do aumento do stock de dívida pública, e ainda, as transferências correntes, apresentam um acréscimo de despesa de, respectivamente, 0,1 pp e 0,3 pp do PIB, relativamente ao ano anterior. Nas transferências correntes destacam-se as transferências da Segurança Social para as famílias, com um aumento de 0,2 pp do PIB. No que respeita ao decréscimo do saldo capital em 0,3 pp do PIB, comparativamente ao ano anterior, este reflecte uma deterioração da receita de capital em 0,6 pp do PIB e uma redução da despesa de capital em 0,4 pp do PIB. Na receita, as transferências de capital registaram uma quebra, justificada nomeadamente pela contabilização extraordinária de receitas na CGA em 2005, associada às transferências de activos de fundos de pensões. No lado da despesa, o investimento público registou um decréscimo de 0,2 pp do PIB e as transferências de capital de 0,2 pp do PIB. O saldo global apresenta uma evolução positiva no conjunto dos diferentes subsectores, com excepção do subsector dos SFA s em que se regista um agravamento de 0,3 pp do PIB, motivado por uma deterioração do saldo de capital em 0,6 pp do PIB, que se justifica, essencialmente, pela compensação financeira à CGA ocorrida em O Estado apresenta uma melhoria do seu saldo global de 1,5 pp do PIB, tendo para este facto contribuído uma diminuição da despesa total em 0,5 pp do PIB e um acréscimo da receita total, em especial de receita corrente, em 1,0 pp do PIB. O saldo global da Segurança Social foi, em 2006, de 787,4 milhões de euros, cresceu 0,3 pp do PIB relativamente ao ano anterior, reflexo do crescimento das transferências correntes provenientes do Estado, no âmbito do cumprimento da Lei de Bases da Segurança Social e da transferência da receita de IVA consignado à Segurança Social. Corrigindo o saldo das transferências intersectoriais, verifica-se que a melhoria no saldo global se deve exclusivamente à Administração Central (1,4 pp do PIB). O saldo do Estado, excluindo transferências intersectoriais, melhorou 1,7 pp do PIB relativamente a 2005 e o saldo global dos SFA s deteriorou-se em 0,3 pp do PIB.

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