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1 REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Popular Nacional Lei n.º 2/88 Manda executar o Orçamento para o ano de 1988 A Assembleia Popular Nacional, usando da faculdade conferida pela alínea c) do artigo 32.º da Constituição, adopta o seguinte: CAPÍTULO I Aprovação do Orçamento Artigo 1.º Aprovação 1. Pela presente Lei são aprovados e mandados por em execução a partir de 1 de Janeiro de 1989, para o mesmo ano económico: a) Orçamento Geral do Estado; b) Os programas e Projectos anuais e plurianuais de Investimentos Públicos; c) Os orçamentos privativos da Segurança Social e do Refeitório do Trabalhador. 2. Os impostos directos e indirectos e os demais rendimentos e recursos do Estado no ano de 1989 são avaliados em Dbs ,00 Sendo Dbs ,00 respeitantes às contas de ordem conforme o Anexo I que faz parte integrante da presente Lei. 3. São fixadas as despesas Ordinárias, e Extraordinárias, correntes e de capital do Estado incluindo as relativas ao PIP e às Contas de Ordem, para o ano económico de 1989 na importância de Dbs ,00, sendo a Ordinárias e Extraordinárias de Dbs ,00 e as Contas de Ordem de Dbs ,00, conforme os Anexos nºs II e IV, que fazem parte integrante da presente Lei. Artigo 2.º Orçamentos Privativos Os serviços fundos autónomos, e outras instituições que disponham de orçamentos privativos não incluídos no Orçamento Geral do Estado ficam autorizados a aplicar as suas receitas próprias na realização das despesas que legalmente lhes competem. 1

2 CAPÍTULO II Empréstimos e Comparticipação Artigo 3.º Empréstimos 1. O Governo, pelo Ministério de Economia e Finanças fica autorizado a recorrer ao crédito externo para fazer face ao défice do Orçamento Geral do Estado, até ao montante máximo de ,0 mil contos, observadas as seguintes condições: a) Inserirem-se nas condições decorrentes do mercado em matérias de prazos, taxa de juros e demais encargos; b) Inserirem-se em condições que não sejam mais desfavoráveis do que as correntes no mercado internacional de capitais em matérias de prazos, taxas de juros e mais encargos. 2. O Governo informará a Assembleia Popular Nacional acerca do montante, condições entidade financiadora e destino de todos os empréstimos contratados ao abrigo deste artigo Artigo 4.º Garantia de empréstimos Fica o Governo autorizado a garantir, nas condições correntes nos respectivos mercados, os empréstimos internos e externos requeridos pela execução de empreendimento de reconhecimento interesse económico e social para o País. CAPÍTULO III Execução Orçamental Artigo 5.º Execução do Orçamento Geral do Estado 1. Carecem de aprovação da Assembleia Popular Nacional as alterações orçamentais que impliquem modificações dos limites fixados nos Anexos I, II, III e IV. 2. O governo tomará medidas necessárias à rigorosa contenção das despesas públicas de forma a alcançar possíveis reduções do défice Orçamental bem como à canalização preferencial dos recursos públicos para despesas de investimentos. Artigo 6.º Regime de duodécimos das despesas 1. Durante o ano de 1989 não ficam sujeitas à regra de duodécimos as seguintes dotações: 2

3 a) De valor até Dbs ,00; b) Encargos fixos mensais ou as que vençam em data certa; c) As importâncias dos reforços que tenham de ser aplicados sem demora ao fim para que foram concedidas. 2. Mediante autorização do Ministro de Economia e Finanças podem ser antecipados, total ou parcialmente, os duodécimos de quaisquer outras dotações, incluindo os duodécimos vencidos. Artigo 7.º Fundos permanentes Os Fundos permanentes a constituir no ano de 1989 ficam dispensados da autorização ministerial a que refere o n.º 2 artigo 65.º da Lei n.º 1/86, de 31 de Dezembro, desde que as entidades ou comissões administrativas responsáveis sejam as mesmas e a importância não seja superior a que foi autorizada no ano de Artigo 8.º Verbas Globais 1. Fica expressamente proibido realizarem-se quaisquer despesas por conta de verbas globais inscritas no Orçamento Geral do Estado sem que previamente se façam publicar no «Diário da República» os correspondentes despachos de distribuição que autorizam as dotações em que tais verbas devam desdobrar-se, conforme o disposto no artigo 48.º da Lei n.º 1/86, de 31 de Dezembro. 2. Exceptuam-se do disposto no número anterior as verbas consignadas às forças armadas, de segurança e ordem interna. Artigo 9.º Autorização das despesas 1. É expressamente proibido a celebração de contratos com empresas nacionais ou estrangeiras, sediadas ou não do País envolvendo a efectivação de pagamentos em moeda convertível, sem prévia autorização do Governo. 2. Não podem ser autorizadas quaisquer despesas por conta do Orçamento Geral do Estado, dos planos financeiros das empresas estatais, instituições autónomas e fundos especiais, sem serem precedidas do respectivo cabimento na correspondente dotação orçamental, nem antes de se certificar da necessidade imperiosa e inadiável da sua realização. 3

4 Artigo 10.º Requisições de material e prazo para liquidação das despesas 1. O fornecimento de quaisquer materiais aos organismos da administração central do Estado só poderá fazer-se em face de requisições definitivas, despachadas pelas autoridades competentes, sob para de as respectivas importâncias não poderem ser reclamadas ao Estado; 2. Todas as despesas orçamentais serão obrigatoriamente liquidadas dentro dos meses a que respeitarem ou que derem entrada nas estações processadoras, os respectivos documentos justificativos, sendo passíveis de procedimento disciplinar os responsáveis pela execução do serviço que não cumpram o determinado neste número; 3. Nenhuma despesa autorizada e liquidada por conta do Orçamento Geral do Estado para 1989 poderá ser paga depois do dia 30 de Dezembro do referido ano. CAPÍTULO IV Política Fiscal Artigo 11.º Medidas Fiscais Durante o ano de 1989 o Governo deverá prosseguir as actuações tendentes a tornar mais equitativa a carga tributária e combater a evasão e a fraude fiscais ao mesmo tempo que se continuará a promover a melhor adaptação do sistema fiscal aos objectivos da política de desenvolvimento económico e social. Artigo 12.º Regime fiscal das empresas estatais 1. Até a definição do seu regime fiscal especial, as empresas estatais continuarão sujeitas ao pagamento de todas as contribuições, impostos e taxas que legalmente incidam sobre as, actos e contratos consequentes do seu exercício em condições idênticas àquelas em que são tributadas as empresas privadas similares. 2. OS directores das empresas estatais são solidariamente responsáveis pelo pagamento das dívidas ao Estado provenientes do não cumprimento do disposto no número anterior e no artigo 13.º da presente Lei. 4

5 Artigo 13.º Comparticipação do Estado nos lucros das Empresas Estatais Para o ano de 1989, é fixado em 80 por cento o valor da comparticipação do Estado nos lucros das empresas estatais e instituições financeiras. Artigo 14.º Isenções fiscais Durante o ano 1989, o Governo procederá à revisão da legislação que regula a concessão de inserção fiscais no sentido de serem revogadas as que se não justifiquem, ou reconheçam contrárias aos interesses nacionais, sem prejuízos da manutenção das isenções já concedidas, ao abrigo da legislação em vigor, ou de contratos assinados pelo Estado, até ao termo dos respectivos prazos. CAPÍTULO V Disposições finais Artigo 15.º Situação financeira dos Organismos da Administração Central do Estado junto do Banco Nacional de S. Tomé e Príncipe 1. A Direcção das Finanças deverá preceder à analise de todas as contas de depósitos de Instituições Públicas abertas no Banco Nacional de S. Tomé e Príncipe e propor ao Ministro da Economia e Finanças, em colaboração com o Banco um programa de consolidação da situação financeira dos mesmos e a sua transferência para o Tesouro Público e acordo a celebrar com aquela instituições, se necessário; 2. O Banco Nacional de S. Tomé e Príncipe, a Direcção de Finanças e a Inspecção de Finanças ficam obrigados a proceder à identificação de todas as dívidas dos fundos, instituições autónomas e empresas estatais e elaborar a respectivas propostas de reembolso sob o aval do Estado. Artigo Fundo especial resultante da venda das casas do Estado Deverá ser criado um fundo especial autónomo, destinado ao financiamento de projectos de desenvolvimento urbanístico e habitacional, constituído pelo produto da alienação dos bens imóveis do sector estatal. Artigo 17.º Entrada em vigor A presente lei entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de

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