CORRENTES CAPITAL TOTAL RECEITAS DESPESAS

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1 ANÁLISE DO ORÇAMENTO: RECEITA E DESPESA O orçamento para 2014 volta a ser mais contido que o anterior, situando-se em , ou seja menos 4,3% que o de Como se verá mais à frente, o plano de investimentos do Município teve de se ajustar às receitas previsíveis, de modo que é um plano necessariamente mais criterioso e onde alguns dos objectivos estão dependentes da realização de receita ainda não definida, nomeadamente proveniente de fundos comunitários e contratação de empréstimos. Ao nível das receitas há a salientar a importância clara das receitas correntes que superam os 17,5 milhões de euros e não só cobrem a despesa corrente prevista como ainda contribuem para financiar uma boa parte das despesas de capital orçamentadas. Repartição das grandes componentes do Orçamento: CORRENTES CAPITAL TOTAL RECEITAS DESPESAS As despesas correntes aumentam neste orçamento face ao de 2013 em grande parte devido ao aumento previsível dos encargos com aquisição de água à Águas do Noroeste, em virtude da ligação do abastecimento da Sede do Concelho à conduta proveniente da ETA de S. Jorge. Também há um aumento, como se verá adiante, relacionado com as mediadas de apoio social e ainda com os programas de apoio à empregabilidade. Mesmo assim, o orçamento da despesa permanece equilibrado e as despesas de capital contam com 50,1% do total da despesa.

2 As receitas correntes representam 71% do total de recursos a arrecadar em 2014 e continuam a revelar uma dinâmica positiva que confere maior segurança e previsibilidade ao financiamento do orçamento municipal. Espera-se assim que cerca de 5,1 milhões de euros de receitas correntes possam ser afectas à realização de despesas de capital, onde prevalecem as despesas ligadas à actividade de investimento da Autarquia, das Freguesias e outras Instituições do Concelho. Este orçamento contempla uma dotação de 1,5 milhões de euros para transferências financeiras para as Freguesias e Associações/Instituições do Concelho a realizar através de protocolos. Como se poderá constatar no gráfico abaixo, a parte principal dos recursos financeiros da autarquia é proveniente das transferências da administração central, as quais asseguram 54% do orçamento.

3 A receita própria do Município rondará em 2014 cerca de 6,9 milhões de euros, valor este que representa 28% do orçamento e reflecte as receitas municipais que não dependem quer das transferências do Estado, quer de fundos comunitários, quer ainda de empréstimos bancários. Este montante corresponde a cerca de um quarto do orçamento municipal, pelo que três quartos do orçamento deverão ser financiados através das transferências recebidas da Administração Central e ainda de comparticipações comunitárias de projectos co-financiados. Das receitas próprias da Autarquia, são as vendas de bens e serviços correntes que maior peso tem na estrutura de receitas, com 11,5%, seguindo-se os impostos municipais com 10%. As despesas com pessoal representam 21,0% deste orçamento, um pouco abaixo da aquisição de bens e serviços, que, com 5,6 milhões de euros, conta para 22,9% da despesa total. Ainda assim, apesar da redução da actividade de investimento prevista para 2014, este orçamento aloca 39,4% às despesas de investimento. O passivo financeiro tem vindo a diminuir e em 2014 prevê-se que o mesmo não ultrapasse 1,1 milhões de euros, representando a amortização deste passivo, 4,3% da despesa orçamental.

4 RECEITAS VALOR % DESPESAS VALOR % RECEITAS CORENTES ,6% DESPESAS CORRENTES ,9% Impostos Diretos ,0% Pessoal ,0% Impostos Indiretos ,3% Aquisição de Bens e ,9% Serviços Taxas, Multas e Outras ,1% Encargos Correntes da ,4% Penalidades Dívida Rendimentos de Propriedade ,3% Transferências Correntes ,1% Transferências Correntes ,5% Subsídios ,4% Vendas de Bens e Serviços ,5% Outras Despesas ,2% Correntes Correntes Outras Receitas Correntes ,0% RECEITAS DE CAPITAL ,4% DESPESAS DE CAPITAL ,1% Venda de Bens de Investimento ,0% Investimentos ,4% Transferências de Capital ,3% Transferências de Capital ,4% Ativos Financeiros 300 0,0% Activos Financeiros ,0% Passivos Financeiros 0 0,0% Passivos Financeiros ,3% Outras Receitas de Capital 200 0,0% Outras Despesas de Capital 100 0,0% TOTAL GERAL ,0% TOTAL GERAL ,0% No quadro abaixo poderemos avaliar a importância e evolução das principais componentes da venda de bens e serviços correntes: VENDA DE BENS E SERVIÇOS CORRENTES Água Resíduos Sólidos Rendas Mercados e Feiras Saneamento Serviços Desportivos Ramais de Ligação de Água Parques de Estacionamento

5 A actualização dos valores patrimoniais tributáveis de acordo com o Código do IMI, aliado ao fim progressivo das isenções do IMI deixa perspectivar um contínuo aumento das receitas associadas a este imposto nos próximos anos, apesar da opção da Autarquia pelo não agravamento das taxas. Assim, o orçamento para 2014 contempla uma receita a título de IMI de cerca de 1,6 milhões de euros. IMPOSTOS DIRECTOS IMI Imposto Municipal sobre Imóveis IMT Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas Imóveis Imposto Único de Circulação Por sua vez, a degradação das condições económicas do país tem tido reflexo na actividade transaccional ao nível imobiliário, de modo que as receitas relativas ao IMT têm vindo a cair e estima-se que se situem em 2014 pouco acima dos 400 mil euros. O serviço da dívida deverá baixar em 2014 sensivelmente ao verificado em 2013, para aproximadamente 1,1 milhões de euros, concretizada em parte por uma redução ao nível da amortização de capital e menores encargos financeiros, decorrentes da descida que se tem verificado ao nível das taxas de juro.

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