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1 UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOLOGIA DO TRÂNSITO TALITA REGINA TEIXEIRA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DE MOTOBOYS DA CIDADE DE SANTOS MACEIÓ AL 2014

2 TALITA REGINA TEIXEIRA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DE MOTOBOYS DA CIDADE DE SANTOS Monografia apresentada à Universidade Paulista/UNIP, como parte dos requisitos necessários para a conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Psicologia do Trânsito. Orientador: Prof. Manoel Ferreira do Nascimento Filho. MACEIÓ AL 2014

3 TALITA REGINA TEIXEIRA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DE MOTOBOYS DA CIDADE DE SANTOS APROVADO EM / / Monografia apresentada à Universidade Paulista/UNIP, como parte dos requisitos necessários para a conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Psicologia do Trânsito. PROF. DR. MANOEL FERREIRA DO NASCIMENTO FILHO ORIENTADOR PROF.DR. LIÉRCIO PINHEIRO DE ARAÚJO BANCA EXAMINADORA PROF. ESP. FRANKLIN BARBOSA BEZERRA BANCA EXAMINADORA

4 4 DEDICATÓRIA Quero agradecer, em primeiro lugar, а Deus, pela força е coragem durante toda esta longa caminhada. A todos os professores do curso, qυе foram tão importantes no desenvolvimento desta monografia. À minha família, por sua capacidade de acreditar e investir em mim. À minha mãe Josefa, por sеυ cuidado е dedicação que me proporcionaram em alguns momentos а esperança pаrа seguir. Ao meu pai Mário, sυа presença significou segurança е certeza de qυе não estou sozinha nessa caminhada. Dedico esta, bеm como todas as minhas demais conquistas as minhas amadas irmãs Tânia e Telma е aos meus dois preciosos sobrinhos Diego e Felipe meus melhores е maiores presentes.

5 5 AGRADECIMENTOS Аоs meus amigos, pelas alegrias, tristezas е dores compartilhadas; com vocês, аs pausas entre um parágrafo е outro de produção melhora tudo о qυе tenho produzido na vida. Também quero agradecer ao atencioso e humilde Coordenador do curso Prof. Dr. Manoel Ferreira do Nascimento Filho. A todos aqueles qυе de alguma forma estiveram е estão próximos de mim, fazendo esta vida valer cada vеz mais а pena. Agradeço ао mundo por mudar аs coisas, por nunca fazê-las serem da mesma forma, pois assim nãо teríamos о qυе pesquisar ou descobrir, pois através dіstо consegui concluir а minha monografia.

6 Senti que via tua face e lancei meu barco na escuridão. Agora a manhã desperta em risos, e as flores da primavera estão desabrochando. Todavia mesmo que falte a luz e as flores murche, eu continuarei velejando. Quando me fizeste um sinal mudo, o mundo continuava dormindo e a sombra estava nua. Agora os sinos repicam, e o meu barco está carregado de ouro. Todavia, mesmo que os sinos se calem e o meu barco fique vazio, eu continuarei velejando. Alguns barcos já partiram, e outros não estão preparados, mas eu não ficarei me atrasando. As velas se enfunam, e os pássaros vêm da outra praia. Todavia, mesmo que a velas se afrouxem e a mensagem da praia se perca, eu continuarei velejando. (TAGORE, R) 6

7 7 RESUMO Atualmente é inegável que o trânsito se tornou um assunto complexo devido aos diversos fatores que abrange sejam eles físicos ou biopsicossociais, se tornando assim um assunto de saúde pública. Uma das profissões que mais se expandem no Brasil é a dos motoboys profissionais, o que pode aumentar os acidentes de trânsito envolvendo esta categoria. A pressão exercida pelas empresas e clientes por entregas rápidas é fator determinante para a adoção de comportamento de risco no trânsito, tendo o ganho por produtividade menor peso na tomada de decisões. Essas interferências influenciam a saúde destes profissionais devido aos riscos diários em sua rotina que geram estímulos estressores e afetam sua qualidade de vida no trabalho. Este estudo tem como objetivo identificar e analisar a qualidade de vida dos motoboys acerca de aspectos relacionados ao seu trabalho. O resultado desta pesquisa apresentou algumas evidências e sintomas de estresse com relação a estes profissionais tão importantes. Demonstrou que realmente esses sintomas estão afetando sua saúde e ligadas diretamente com o desempenho no trabalho, com a qualidade de vida e com o bem estar psicológico,o que pode trazer nocivas consequências para esses trabalhadores, tanto nas relações interpessoais quanto profissionais. A metodologia utilizada consistiu em uma pesquisa bibliográfica, uma pesquisa de campo e como instrumentos de coleta de dados :um questionário fechado e a aplicação de um inventário de estresse para avaliar os níveis deste ems motoboys atuantes na cidade de Santos. Palavras chave: Motoboys, qualidade de vida, estresse e estresse ocupacional.

8 8 ABSTRACT Currently it is undeniable that the traffic has become a complex issue due to several factors which encompasses both physical and biopsychosocial, thus becoming a matter of public health. One of the professions that more expand in Brazil is the professional couriers, which can increase traffic accidents involving this category. The pressure exerted by the companies and customers for fast delivery is crucial for the adoption of risky behavior in traffic factor, with lower productivity gain per weight in decision making. These interferences influence health professionals due to these risks in their daily routine that generate stressors and affect their quality of work life This study aims to identify and analyze the quality of life of couriers on aspects related to their work. The research result showed evidence of stress, demonstrating significant rate these as important professionals. Actually demonstrated that these symptoms are affecting your health and link directly to job performance, quality of life and psychological well-being, bringing negative consequences for these workers, both in interpersonal and professional relationships. The methodology consist of a literature review, field research and as tools for data collection : A questionnaire and implementation of an inventory to assess stress levels of active couriers in the city of Santos. Keywords: Motoboys, quality of life, stress and occupational stress.

9 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 01 Frequência que os profissionais apresentam sintomas de estresse Gráfico 02 Resultados referentes a carga horária de trabalho Gráfico 03 Resultados referentes a momentos com a família,descontração e afastamento dos problemas do trabalho Gráfico 04 Resultados referente a opinião quanto ao elemento mais estressante em seu ambiente de trabalho? Gráfico 05 Resultados referentes ao desenvolvimento de doenças devido ao intenso ritmo de trabalho Gráfico 06 Distribuição percentual de resultados referente a incidência de acidentes de trânsito sofridos no trabalho Gráfico 07 Desenvolvimento de sintomas de esgotamento como irritabilidade, nervosismo e frustração no ambiente de trabalho Gráfico 08 Distribuição percentual de resultados referente a opinião do que é importante para o combate ao estresse no ambiente de trabalho

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Conceito de Trabalho Histórico da Motocicleta A Saúde do Trabalhador e os Efeitos do Estresse O Estresse Ocupacional Qualidade de Vida no Trabalho O Trabalho do Motoboy e seus Aspectos Positivos e Negativos Estresse Ocupacional dos Motoboys MATERIAIS E MÉTODOS Ética Tipo de pesquisa Universo/Cenário Sujeitos e Amostra Instrumentos Utilizados Procedimento para Coleta de Dados Procedimentos para Análise dos Dados RESULTADOS E DISCUSSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE ANEXOS... 56

11 11 1 INTRODUÇÃO A profissão de motoboy pertencente a empresas de entregas está sujeita a um grande número de riscos no trabalho, que os torna mais expostos a ocorrência de acidentes do trabalho. Essa classe de trabalhadores exercem suas atividades profissionais no espaço da rua, sujeitos a violência e aos riscos de responsabilidade ao seu posto de trabalho. Esses riscos compõem um novo campo de estudo, ainda pouco explorado. Os motoboys são constituídos principalmente por homens jovens desempregados que, em diversos casos, atuam nesse ramo como forma de obter alguma renda. Outro enfrentamento destes profissionais são as condições adversas de trânsito, como alterações climáticas, que dificultam sua visibilidade, a capacidade de avaliar determinadas situações e as condições do tráfego. Deve se salientar que as principais causas são as condições das vias e condições humanas inerentes a ele mesmo. A violência urbana denota outro fator de risco para os mesmos, pois ao exercer sua função dia e noite se expõem a vulnerabilidades como assaltos constantes. A partir daí, percebemos um grande problema enfrentado pelos motoboys que necessita cumprir prazos e entregas e desta forma é levado a condições contínuas de estresse. O estresse surge como consequência de processos psicológicos e mentais do indivíduo desajustados das funções somáticas e viscerais e vice-versa. Caracterizam-se as possibilidades de distúrbios de função, devido ao mau uso, ao efeito degenerativo e descontroles dos processos mentais. O distúrbio pode correr numa família, em diferentes períodos da vida de um indivíduo em certos ambientes de trabalho e até de lazer. Com estas influências sua profissão altera sua qualidade de vida e oferece riscos para sua vida muitas vezes inevitáveis já que se encontram diariamente no trânsito. Com isso é necessário investigar as correlações entre a adaptação no trabalho, trânsito e meio familiar. Nesta adaptação do trabalho identifica se quais alterações são relevantes e prejudiciais quando no exercício de suas funções.

12 12 Além disso, pretende-se focalizar os principais motivos que levaram os motoboys à inserção na profissão, suas condições de trabalho, os riscos a que estão expostos e seu envolvimento em acidentes de trânsito. A pesquisa desse estudo indicará as condições de risco encontradas, o nível de estresse destes profissionais e a partir destas propiciar melhorias nos ambientes de trabalho. Estas podem ser voltadas para programas de redução do estresse, promovendo melhor qualidade de vida visando a promoção e proteção da saúde não apenas de um trabalhador mas de todos que estão na empresa. Iniciamos nossa caminhada com uma revisão da literatura existente sobre stress e sua relação com o trabalho, com o trânsito e sobre a categoria dos motoboys. Com isso, pretende-se apresentar soluções para a consecutiva redução desses sintomas favorecendo sua saúde mental, suas questões familiares e também reduzir os altos índices de acidentes de trânsito, favorecendo esta profissão na cidade de Santos. Participaram da pesquisa 8 motoboys, todos do sexo masculino, com idade entre 23 e 41 anos, escolaridade de nível médio (75%) e o restante com nível médio incompleto (12,5%) e superior (12,5), o horário de trabalho varia entre sete até dez horas ou mais por dia. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sócio demográfico, um questionário fechado e do inventário ISS. A análise dos resultados mostrou que 12,5% dos avaliados apresentaram a existência de sinais da fase de Resistência de estresse (nível elevado).

13 13 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA O trabalho pode tornar-se um agente ativo no processo de degeneração da saúde do trabalhador, tendo em vista, que o mesmo pode vir a perder a condição física adequada para a execução de suas atividades laborais. O profissional deve exercer o trabalho de maneira prazerosa, com os requisitos mínimos para a atuação e para a qualidade de vida dos indivíduos; Nos últimos anos, as manchetes de jornais e notícias veiculadas ao trânsito vêm demonstrando um aumento na prevalência de acidentes com motocicletas e veículos similares no dia a dia das ruas, estradas e rodovias. Esses acidentes vêm ocorrendo em todas as regiões brasileiras. Segundo pesquisa realizada por Dantas (2011) os motivos que levam esses motoboys a sofrerem acidentes, estão relacionados ao stress. Pesquisas revelam que os acidentes envolvendo motocicletas trazem uma séria de consequências negativas de ordem econômica, social, bem como mortes, lesões, danos pessoais e materiais, congestionamento e diversas formas de constrangimentos a que se submetem os usuários de trânsito. Os acidentes envolvendo motociclistas têm inspirado cuidado e preocupação em especialistas da área de trânsito, já que os acidentes acabam gerando efeitos negativos e perdas muitas vezes irreversíveis. A esse respeito, um estudo realizado por Rodrigues (2004), revela que os acidentes envolvendo motocicletas nas vias públicas e rodovias contribuem o aumento da mortalidade juvenil, por isso tornou-se, uma questão de saúde pública que exige respostas rápidas e cuidados indispensáveis à preservação da vida das pessoas que circulam pelas vias públicas. Baseando-se nos aspectos descritos, o presente projeto de pesquisa visa investigar a qualidade de vida, a escolha da profissão, as condições do trabalho, causas e consequências relacionadas a saúde que favorecem o estresse ocupacional destes trabalhadores em São Vicente/SP. A escolha pelo tema foi decorrente de constantes observações no panorama da cidade de Santos e ao que diz respeito as péssimas condições de trabalho destes, o que engloba fatores que vão desde o contrato de trabalho em si, os fatores de risco e os efeitos prejudiciais a saúde conforme supracitado. O tema em estudo é

14 14 pouco investigado na cidade, não há muitas pesquisas sobre ele, por isso a importância de se desenvolver estudos que venham ampliar o número de trabalhos escritos sobre esta temática, servindo de fonte de pesquisa para futuros estudos. O procedimento metodológico utilizado recaiu sobre um levantamento dos referenciais teóricos associados ao tema pertinente. Além disso, foi realizada também uma pesquisa qualitativa com profissionais motoboys, a fim de analisar os aspectos associados a qualidade de vida e ao estresse no trabalho. Com isso, o primeiro capítulo, trata dos aspectos introdutórios do trabalho fornecendo o objetivo geral e objetivos específicos, sendo possível situar a problemática do tema. No segundo capítulo consta a apresentação do referencial teórico, relatando considerações e conceitos importantes acerca da temática escolhida. O terceiro capítulo abrange os aspectos conceituais e causadores do que é estresse cujos tópicos abordam a relação existente entre as correlações motoboys x trabalho x estresse, ressaltando a influência destes elementos na saúde do trabalhador. O quarto capítulo aborda o conceito de qualidade de vida no trabalho e os aspectos positivos e negativos do trabalho dos motoboys. O quinto capítulo apresenta os aspectos e elementos metodológicos da pesquisa de campo, detalhando os procedimentos da mesma, e esclarecendo a amostragem, os instrumentos de coleta de dados e consequentemente a análise das informações coletadas. O sexto capítulo contém a apresentação dos resultados com discussões da pesquisa de revisão integrativa e a pesquisa de campo. O sétimo capítulo contém as informações conclusivas do presente trabalho. 2.1 Conceito de Trabalho Desde os primórdios a palavra trabalho tem um sentido negativo ou depreciativo. Essa conotação provém da necessidade de sobrevivência que era dificultosa e, portanto denominada de trabalhosa. A palavra trabalho passou a ser denominada a motivação da força pessoal de uma pessoa em favor da outra a partir do século XI, passando a fazer parte da vida

15 15 do ser humano, como algo que deve ser conseguido com muito esforço, sendo ela física (alimentos, abrigo) ou a sobrevivência emocional (saúde psicológica), que na vida diária fica muito comprometida pelo bombardeio de estímulos e angústias que ele sofre. Trabalhar para se sustentar desde o princípio já era considerada uma imposição ao trabalhador, algo primordial, sem que tivesse a possibilidade de fazer a escolha entre trabalhar para conseguir uma vida digna ou mesmo para desfrutar dos prazeres que a vida tem a oferecer. (SILVA, 2000). Em Genesis, o trabalho é considerado o castigo no qual o homem terá que se submeter com seu suor e força conseguir o alimento para sua sobrevivência, (SILVA, 2000). No entanto, esse é um entendimento cultural familiar que faz associação entre valores à cultura familiar e a influência de pessoas significativas que estruturam um sentido pessoal entre a obrigação e o prazer de trabalhar. Não se imagina o homem de hoje dando sentido a vida a não ser pelo trabalho, mesmo que seja através de sofrimento, significando o trabalho uma necessidade de razão de vida. Do ponto de vista psicológico, o trabalho provoca diferentes graus de motivação e satisfação, quanto à forma e o meio no qual se desempenha a tarefa. (SILVA, 2000) O significado da palavra trabalho, em uma forma atualizada de uma sociedade capitalista é um desenvolvimento que vem ocorrendo no curso da história cultural, econômica e política da sociedade, nos quais há tempos atrás, o trabalho não se configurava como um esforço penoso, rotineiro que visava o aumento da produção, mas como uma ocupação primordial do homem, que era fonte de dedicação e realizações pessoais promovendo criatividade e capacidade dos trabalhadores, pois esses eram responsáveis pela preparação e desempenho do trabalho. (VOLPATO et al, 2003) Para Silva (2000), trabalho é o local onde os cidadãos cumprem suas atividades laborais, com ou sem remuneração, onde cuja prudência baseia-se na salubridade do meio e na ausência de agentes que comprometem a saúde física e psíquica dos trabalhadores, independente da condição que escolham.

16 Histórico da Motocicleta A história da motocicleta no Brasil começa no início do século passado com a importação de muitas motos europeias e algumas de fabricação americana, juntamente com veículos similares como sidecars e triciclos com motores. No final da década de 10 já existiam cerca de 19 marcas rodando no país, entre elas as americanas Indian e Harley Davidson, a belga FN de 4 cilindros, a inglesa Henderson e a alemã NSU. A grande diversidade de modelos de motos provocou o aparecimento de diversos clubes e de competições, como o raly do Rio de Janeiro a São Paulo, numa época em que não existia nem a antiga estrada Rio- São Paulo. A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi a Monark (ainda com motor inglês BSA de 125 cm (cúbico), em 1951, porém nesta mesma década apareceram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito e no Rio de Janeiro começaram a fabricar a Isso, que vinha com um motor italiano de 150cm3, a Vespa e o Guliver, um ciclomotor. O crescimento da indústria automobilística no Brasil, juntamente com a facilidade de compras dos carros, a partir da década de 60, praticamente paralisou a indústria de motocicletas. Somente na década de 70 o motociclismo ressurgiu com força verificando se a importação de motos japonesas (Honda, Yamaha, Suzuki) e italianas. Surgiram também as brasileiras FBM e a AVL. No final dos anos 70, início dos 80, surgiram várias montadoras como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, motovi (nome usado pela Harley-Davinson na fábrica do Brasil). Nos anos 80 observou se outra retração no mercado de motocicletas, quando várias montadoras fecharam as portas. Foi quando apareceu a maior motocicleta do mundo, a Amazonas, que tinha motor Volkswagen de 1600 cm3. Atualmente a Honda e a Yamaha dominam o mercado brasileiro.

17 A Saúde do Trabalhador e os Efeitos do Estresse A OMS (Organização Mundial de Saúde) define saúde como um status de completo bem- estar físico e mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade (OMS, 1946 apud FLECK, 2008). A natureza humana de acordo com os estudos de Freud (1920) caracteriza se pela insatisfação já que sofre a interferência do princípio do prazer, estando sempre em busca de obter mais prazer e entra em desacordo com o termo completo bem estar A OMS não aceita a saúde como um estado estável, permitindo, assim, que a compreensão de saúde tenha um alto grau de determinação histórica. Então, o fato de dar importância a ter mais ou menos saúde dependerá do referencial e dos valores atribuídos em uma localidade por pessoas determinadas, a uma dada situação, enfim do momento.. Segundo a OMS, entre os fatores determinantes das condições de saúde, estão: 1 as variáveis biológicas caracterizadas como idade, sexo, características pessoais que determinadas pela herança genética; 2 o meio físico, abrangendo condições geográficas, características da ocupação humana, fontes de água para consumo, disponibilidade e qualidade dos alimentos, condições de habitação e: 3 o meio socioeconômico e cultural, expressando os níveis de ocupação e renda, o acesso à educação formal e ao lazer, os graus de liberdade, hábitos e formas de relacionamento interpessoal, a possibilidade de acesso aos serviços voltados para a promoção e recuperação da saúde e a qualidade da atenção por eles prestada. Partindo do fato de que o ser humano deve ser produtivo e trabalhar com qualidade, é necessário que ele seja saudável, mas na maioria das vezes as empresas atuam de forma a errada, levando-o a estado de doenças, de insatisfação e desmotivação. Segundo SILVA (2000), pode-se observar que em função da forma com a qual o individuo dirige sua vida, este pode vivenciar suas próprias experiências no trabalho. As diferenças individuais são um ponto importante que atuam de uma forma ou de outra no trabalho. Pode-se notar que nem sempre existe o ajuste entre pessoa, local de trabalho e empresa, sendo assim, o indivíduo percebe que já não

18 18 dispõe de energia suficiente para enfrentar, surgindo assim o estado de estresse. Essas experiências são negativas tendo consequências graves e muitas vezes irreparáveis tanto para a saúde e bem estar físico, social, quanto psicológico. Conforme historiadores da medicina a saúde do trabalhador teve origem no tempo de Hipócrates (460 anos A.C.), passando, na Idade Média, por Georgius Agrícola. Porém, o momento mais forte das necessidades do trabalhador ter sua condição física preservada aparece após a revolução industrial sucedida na Inglaterra, França e Alemanha. Ocorreram protestos sociais forçando os legisladores e políticos a melhorar as condições de trabalho, com medidas legais. Já no Brasil, um país colônia por mais de três séculos, não existia preocupação com sua mão de obra, por essa ser conseguida com facilidade através do tráfico de escravos e aprisionamento dos índios. As preocupações ocorriam quando graves epidemias aconteciam, pois elas causavam prejuízos devido ao alto índice de mortalidade dos escravos. (DORNELAS, 2006) Os problemas respiratórios, que geralmente aconteciam mais severamente aos mineradores, são exemplos disso. Logo depois, as doenças e outros acontecimentos passariam a ter relação com doenças do trabalho sendo mais adiante equivalentes aos acidentes de trabalho. A partir destes fatos, ao longo dos anos, foram tomadas medidas no sentido de prevenir essas manifestações, passou a tomar grande importância, sendo ponto de pauta conquistado no interesse dos profissionais, provocando nos trabalhadores o desejo de exigir melhores condições de trabalho. (DORNELAS, 2006) A palavra estresse quer dizer "pressão", tensão ou "insistência", portanto estar estressado quer dizer "estar sob pressão" ou estar sob a ação de estímulo insistente. Chama-se de estressor qualquer estímulo capaz de provocar o aparecimento de um conjunto de respostas orgânicas, mentais, psicológicas ou estereotipadas. De acordo com Maslach (1999) a crise atual que estamos vivenciando nos recintos de trabalho, o quanto o trabalhador tem se desgastados fisicamente e emocionalmente por conta da falta de envolvimento que cita algo complicado, haja vista que nos seres humanos ficamos ate mais tempo com os colegas de trabalho do que com a nossa própria família. Marilda Novaes Lipp (2000), durante a padronização do instrumento utilizado no presente trabalho (Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp),

19 19 identificou uma quarta fase além das três propostas por Selye: a de Quase- Exaustão. Desse modo, de acordo com o modelo quadrifásico de Lipp, o stress se desenvolve seguindo as seguintes fases: a) Fase de Alerta: nesta fase a pessoa precisa produzir mais força e energia a fim de enfrentar aquilo que está lhe exigindo maior esforço. Esse processo se inicia com um desafio ou ameaça percebida. As mudanças hormonais que ocorrem contribuem para que haja aumento da motivação, entusiasmo e energia, o que pode, desde que não excessivo, gerar maior produtividade no ser humano. Existe, contudo, uma quebra da homeostase, pois esse maior esforço despendido visa não à manutenção da harmonia interna, mas ao enfrentamento da situação desafiadora. b) Fase de Resistência: neste estágio ocorre um aumento na capacidade de resistência acima do normal. Há uma busca pelo reequilíbrio, acarretando uma utilização grande de energia, que pode ser geradora de uma sensação de desgaste generalizado sem causa aparente e de dificuldades com a memória, dentre outras consequências. A homeostase, quebrada na fase de alerta, volta a ocorrer, ao menos temporariamente, desgastando o organismo que luta pela manutenção do equilíbrio. O processo de stress é interrompido sem sequelas quando o organismo consegue se adaptar completamente e resistir adequadamente ao estressor. c) Fase de Quase-Exaustão: nesta etapa as defesas do organismo começam a ceder e ele já não consegue resistir às tensões e restabelecer a homeostase interna. O indivíduo oscila entre momentos em que se sente razoavelmente bem e tranquilo e momentos de desconforto, cansaço e ansiedade. Algumas doenças começam a surgir demonstrando que a resistência já não está bem eficaz. d) Fase de Exaustão: neste estágio há uma quebra total da resistência e alguns sintomas são semelhantes aos da fase de alerta, embora de maior magnitude. Ocorre aumento das estruturas linfáticas, exaustão psicológica em forma de depressão e exaustão física, na forma de doenças que começam a aparecer, podendo gerar a morte. A fase de exaustão não é, necessariamente, irreversível. O desgaste a que pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho é fator dos mais significativos na determinação de doenças. Várias das patologias hoje estudadas pela Medicina do Trabalho têm íntima correlação com o estresse. A todo instante estamos fazendo atividades de adaptação, ou seja, tentativas de nos ajustarmos às mais variadas exigências, seja

20 20 do ambiente externo, seja do mundo interno, atingindo este vasto mundo de idéias, sentimentos, desejos, expectativas, sonhos, imagens, que cada um tem dentro de si. Selye (1936) demonstrou, em trabalhos publicados, que o organismo quando exposto a um esforço desencadeado por um estímulo percebido como ameaçador, seja ele físico, químico, biológico ou mesmo psicossocial, apresenta a tendência de responder de forma uniforme e inespecífica, tanto anatômica como fisiologicamente. Além dos acontecimentos estressantes da vida, Barlow (1993) sugere a existência de uma vulnerabilidade biológica e uma vulnerabilidade psicológica necessária para a formação de um transtorno de ansiedade; essa corresponde a uma percepção de imprevisibilidade em relação ao mundo, que é aprendida, a partir da relação familiar e das experiências de vida. A vulnerabilidade biológica refere-se a uma tendência herdada a manifestar ansiedade. Algumas pessoas reagem com uma ativação fisiológica maior aos acontecimentos estressantes. Mas essa resposta é pouco específica, não determina por si só, se uma pessoa desenvolverá transtorno de ansiedade ou que tipo de transtorno poderá ocorrer. O estresse não é mais que uma resposta adaptativa do organismo a situações em que seja necessária uma tomada de decisão. Geralmente esta decisão envolve respostas vigorosas, rápidas e que tem por finalidade o retorno ao equilíbrio. Trata se também de uma condição dinâmica, na qual um indivíduo é confrontado com uma oportunidade, limitação ou demanda em relação a alguma coisa que ele deseja e cujo resultado é percebido simultaneamente como importante e incerto. Os limites impedem que a pessoa faça o que deseja e as demandas se referem à perda de alguma coisa desejada. Assim, duas condições são necessárias para que o estresse potencial se torne real. É preciso haver incerteza em relação ao resultado e este deve ser importante. Devemos buscar uma postura onde o Estresse seja um acontecimento positivo e não um empecilho ao desempenho pessoal, à saúde e à felicidade. O ideal seria adquirirmos habilidades para melhorar física e mentalmente nossa resistência ao Estresse, bem como eliminar o Estresse desnecessário. Atitudes assim baseiam-se na modificação de alguns aspectos no estilo de vida nas atitudes. Dessa maneira, pode-se dizer que o estresse é maior para as pessoas que não conseguem saber se vão perder ou ganhar e menor para aquelas que têm certeza da perda ou do ganho. Mas a importância do resultado também é crítica,

21 21 pois se perder ou ganhar não for um aspecto relevante, não haverá estresse (ROBBINS, 2008). O desgaste físico e emocional vem ocorrendo com maior frequência por conta de alguns fatores desequilíbrio entre o individuo e o emprego, o fato das pessoas se sentirem sobrecarregadas talvez por: o excesso do acumulo de trabalho, falta de recursos para os mesmos, pressões sofridas; falta de controle sobre o trabalho, pouco espaço para inovação, o individuo precisa ser alienado aqueles determinados padrões; falta de recompensa ou seja o individuo tem a sensação de que não tem valor nenhum, tanto em forma de recompensa humana quanto financeiro e a falta de união que no ambiente de trabalho. Quanto às dimensões dos desgastes físico e emocional Maslach (1999) ressalta três itens importantes; 1- exaustão, que e o primeiro sinal que o corpo está reagindo ao estresse; o individuo se sente sobrecarregado do esgotamento físico e mental; 2-Ceticismo: é uma maneira de se proteger da exaustão está relacionado a descrença das pessoas em relação aos colegas e ao trabalho, onde uma sensação de indiferença como forma de segurança para si mesma, ou seja e melhor ficar alheio a situações e aos outros para se sentir mas seguro; 3- Ineficiência : e a sensação de falta de capacidade, confiança no que faz. Pensando nos fatores de desequilíbrio e nas dimensões de desgastes físico citados por Christina Maslach e possível entender o que realmente provoca esse desgaste físico e emocional, na pesquisa realizada por ela segundo a sabedoria isso ocorre por um problema ou falhas individuais e para resolve ló e necessário fazer uma mudança ou eliminar o problema, ou seja, as pessoas. Porem a pesquisa aborda outro aspecto e enfatiza que o desgaste físico e emocional se da devido ao ambiente social que as pessoas trabalham pelo fato das empresas imporem uma postura que adequem a elas independente de como as pessoas agem no seu dia a dia, dentro da empresa e às vezes exigem que ate fora dela os trabalhadores tenham determinada postura, aumentado com isso esse desgaste. Os pequenos acontecimentos estressantes, chamados de problemas do cotidiano constituem a segunda categoria e acontecem com maior frequência na vida das pessoas. Na terceira categoria encontram-se os conflitos contínuos da vida como: problemas de casais, desemprego prolongado e dificuldade de educar os filhos. Entretanto, as pessoas diferem quanto à sua forma de reagir aos desafios

22 22 impostos pela vida. Desta forma, as variáveis individuais desempenham um papel decisivo na formação de um problema psicopatológico. 2.4 O Estresse Ocupacional No que diz respeito ao trabalho o estresse ocupacional pode ser definido como as respostas prejudiciais, físicas e emocionais relacionadas a ele. Sucede quando o trabalho não corresponde às capacidades, recursos ou necessidades do trabalhador. Esta questão ganha relevância pois está presente nos locais de trabalho nos dias atuais, onde a segurança do trabalhador pode estar comprometida com a contínua exposição e influência a condições estressantes Em geral, o estresse se instala quando os estressores ocupacionais interagem com as características individuais e resultam em uma interrupção aguda da homeostasia psicológica ou fisiológica. (ROSSI, PERREWÉ e MEURS, 2011). São três categorias de estressores ocupacionais As exigências do trabalho e da tarefa é a primeira delas em si e compreende: carga de trabalho elevada, excesso de trabalho, elevado ritmo de trabalho, trabalho em rodízio, em turnos, noturno, muitas horas extras, tarefas limitadas, fragmentadas, invariáveis, que proporcionam pouca estimulação e que exigem pouco uso das habilidades ou da expressão da criatividade. O baixo controle e o baixo apoio social e a alta exigência de trabalho comprometem o bem-estar e se relacionam positivamente com a tensão. A segunda categoria de estressores se refere aos fatores organizacionais e às exigências de papéis. O conflito de papéis ocorre sempre que os indivíduos enfrentam exigências incompatíveis de duas ou mais fontes. A ocorrência de um transbordamento negativo das demandas de trabalho para a família ou o contrário representa a forma mais comum de conflito de papéis que traduz o conflito entre trabalho e família. A ambiguidade de papel reflete a incerteza que os funcionários sentem acerca do que se espera deles no emprego. Quando o estilo de gestão é intolerante à participação dos trabalhadores na tomada de decisão e há restrições excessivas ao comportamento dentro de um contexto organizacional este também pode ser considerado estressante.

23 23 Esse tipo de situação pode gerar baixa autoestima, baixo nível de satisfação e problemas gerais de saúde física e mental. Relações interpessoais insatisfatórias e lideranças inadequadas são outras causas do problema. As condições físicas como excesso de ruído, temperaturas extremas, ventilação ou iluminação inadequada e ergonomia imprópria caracterizam a terceira categoria. Devido à importância das condições de trabalho para o desenvolvimento do estresse ocupacional, foram desenvolvidas diferentes abordagens de prevenção e intervenção. Segundo Rossi, Perrewé e Meurs (2011) Existem três níveis de intervenção: primária, secundária e terciaria. O objetivo da intervenção primaria é reduzir os fatores de risco dos estressores ocupacionais. Para isso, modificam-se, objetivamente, as condições de trabalho, redefinindo-as como, por exemplo, mudando o conteúdo do cargo, os horários e os processos de trabalho. Pode incluir também uma abordagem psicossocial, que visa a modificar as percepções dos trabalhadores sobre o seu ambiente de trabalho. O objetivo da intervenção secundária é alterar a maneira com que os indivíduos respondem aos riscos ou estressores ocupacionais. As intervenções secundárias geralmente procuram alterar a relação entre estressores e tensões, tanto através do aumento da resiliência individual ao estresse como ensinando técnicas específicas para enfrentar os sintomas da tensão. Este tipo de intervenção pode ser considerado menos eficaz do que a primária, uma vez que é utilizada somente depois que o estresse já ocorreu. Esse tipo de intervenção inclui práticas de relaxamento, como biofeedback, meditação e treinamento de habilidades cognitivo-comportamentais, que podem ajudar as pessoas a reestruturar seus padrões de pensamento através da reestruturação cognitiva. Ao contrário da intervenção primária, elas não visam a alterar as fontes de estresse no trabalho através da modificação do trabalho em si. Já o objetivo da intervenção terciaria é curar aqueles que já foram traumatizados. As intervenções terciárias estão direcionadas ao tratamento das consequências físicas, psicológicas, ou comportamentais causadas pela exposição aos estressores de trabalho. Alguns exemplos de intervenção terciária são os departamentos de medicina ocupacional instalados nas empresas, as técnicas de aconselhamento e psicoterapia. Contudo, existem algumas dificuldades relacionadas

24 24 a essas intervenções, pois, para muitos funcionários, o estigma continua associado a qualquer tipo de tratamento psicológico. Esse temor, aliado a preocupações relacionadas à confidencialidade, podem limitar o uso de recursos para a assistência à saúde mental no local de trabalho. Considerando que nem toda intervenção poderá ser possível ou efetiva para todos os estressores, uma abordagem abrangente do problema deve incluir as três formas de intervenção. O processo de copping (estratégia de enfrentamento adotada pelas pessoas) faz com que a qualidade da resposta emocional de cada um seja variada. Dessa forma, pode-se dizer que o potencial do estresse não está na condição objetiva, mas na interpretação que o funcionário faz desta condição. Portanto, a percepção é um fator decisivo entre a condição potencial do estresse a reação a ela. Além desses fatores individuais, também existem os fatores moderadores que estão ligados a questões da organização. Diante da existência dessas possibilidades, as organizações devem se preocupar com o replanejamento do trabalho para dar aos funcionários mais responsabilidades, tarefas mais significativas, mais autonomia e feedback. Por fim, parece interessante considerar que ninguém pode viver sem nenhum grau de estresse, pois qualquer emoção, qualquer atividade pode provocá-lo. Muitas vezes o estresse pode ser positivo. Em geral, níveis baixos a moderados podem estimular o corpo e aumentar sua capacidade de reagir. Nessas situações, os indivíduos realizam suas atividades com mais qualidade, intensidade e rapidez. O problema parece estar no excesso de estresse quando as demandas e limitações são inalcançáveis, resultando numa piora do desempenho. 2.5 Qualidade de Vida no Trabalho Com relação a qualidade de vida no trabalho a cultura empresarial se torna relevante pois toda empresa é um conjunto sócio cultural complexo, organizado para realização de serviços, fabricação de coisas, transformação ou extração de produtos da natureza. Segundo Lapassade (1983), constitui-se de um sistema de redes, de status e papéis.

25 25 Este complexo de pessoas, com seus modos próprios, transforma e provoca transformações no trabalho que se realiza no espaço empresarial. Suas atitudes visam à satisfação de necessidades organizacionais e individuais, a partir de limites estruturais e tecnológicos, sobre as quais se processam acomodações dentro e fora do espaço empresa. Nesta cultura empresarial sobressaem valores objetivos e impessoais, isto é, não contando com a emoção, vê-se o indivíduo de forma incompleta, com habilidades específicas para a realização de tarefas, isolado das suas características de ser, das suas experiências de vida. Desta forma, durante a relação indivíduo - empresa, há uma cisão do comportamento: de um lado a força de trabalho com subordinação às regras da empresa, de outro o vivenciar emoções nem sempre expressas adequadamente. O processo de firmar contrato de trabalho, na verdade, caracteriza-se por acatar as normas, os valores e os procedimentos utilizados e cobrados de forma coletiva. Implícito a este momento, instala-se o contrato psicológico de trabalho. Este trato não é explicitado de forma direta, mas é fator determinante no processo adaptativo do indivíduo na empresa. Mas agora com a flexibilização das regras, Arendt faz a seguinte reflexão sobre a autonomia da pessoa no seu trabalho: "o anormal laborans pode escapar à sua difícil situação como prisioneiro do ciclo interminável do processo vital, à eterna sujeição, à necessidade do labor e do consumo, unicamente através da mobilização de outra capacidade humana: a capacidade de fazer fabricar e produzir o que é atributo do homem faber, o qual, como fazedor de instrumentos, não só atenua as dores e fadigas do labor como erige um mundo de durabilidade". Codo (1995) destaca que "a sobrevivência de um organismo depende em última instância da capacidade física, biológica e psicológica de transformar o meio a sua imagem e semelhança, portanto, de autotransformar-se à imagem e semelhança do meio". O trabalho legítima as articulações entre interesses individuais, coletivos e empresariais. Formam-se redes de influências com processos relativos à cooperação, competição, conflitos, nível de motivação e pressões externas. Formam-se também, redes de afetos, emoções e sentimentos entre as pessoas com as quais se mantêm variada frequência e intensidade de convivência.

26 26 Segundo Silva (2000) o que pode contribuir para auto realização do individuo e para seu bem estar e o prazer e a satisfação advindos do trabalho por meio das perspectivas de desenvolvimento pessoal e desafiadoras de progresso. Assegura ainda que a saúde do trabalhador esta condicionada com a satisfação no trabalho o teor do trabalho e a fonte de satisfação para o ser humano, o trabalho gratificante realizado com capricho demanda energia capacidade de raciocínio e concentração, provoca desgaste físico e mental refletindo em sua qualidade de vida. Por outro lado o trabalho que não representa sentido nenhum para a pessoa acaba provocando sentimentos de inutilidade desqualificação provocando o cansaço desistência, sentimento de fadiga, agressividade, angustia insatisfação medo e frustração. 2.6 O Trabalho do Motoboy e seus Aspectos Positivos e Negativos. A definição que a Classificação Brasileira das Ocupações (1994) possui para motociclista de transporte de mercadorias afirma que ele conduz uma motocicleta, triciclo motorizado ou veículo similar, manipulando os comandos de marcha e direção no trajeto indicado, segundo as regras de trânsito, para transportar cargas de pequeno volume: dirige o veículo, manipulando os comandos de marcha e direção, seguindo o itinerário e os regulamentos de trânsito, para conduzi-lo ao local de recolhimento ou entrega de cargas; efetua a carga e descarga das mercadorias, retirando-as ou arrumando-as no porta-bagagem do veículo e comparando-as com os documentos de recebimentos ou entrega, para evitar irregularidades e atender corretamente à clientela; efetua a manutenção do veículo, limpando-o, executando pequenos reparos e providenciando seu conserto e abastecimento, para assegurar o bom estado do mesmo. Pode efetuar a cobrança das mercadorias entregues. Adicionando isso ao ambiente de trabalho, que exige que o trabalhador se mantenha em constante atenção e exposto a situações estressantes, longas jornadas de trabalho e trabalho noturno ou em turno. (VIEIRA, 2009) Alguns dos problemas enfrentados são as condições do ambiente de trabalho, sofrendo os inconvenientes do vento, frio, calor, barulho, reflexos da luminosidade, vibrações e a postura, o tempo todo na mesma posição. Se não se pode desconsiderar a reflexão de Spink (2001) sobre risco aventura, definido como disposição em correr como possível motivação para os

27 27 motoboys se inserirem em uma profissão em que velocidade e coragem são características altamente valorizadas, a presente investigação revela que a profissão motoboy surge como uma solução para resolver o problema do desemprego, na falta de melhores opções de trabalho, e não como uma opção por uma profissão que traz emoções, como destacam outros estudos (VERONESE, 2004; DINIZ;ASSUNÇÃO; LIMA, 2005a). Segundo Oliveira e Mendes (1997) houve, no Brasil, um aumento gradativo do número de pessoas que buscam garantir sua subsistência e de seus familiares em ocupações pouco estáveis, no mercado informal de trabalho. Assim, o aumento do uso da motocicleta como instrumento de trabalho pode ser explicado, provavelmente, pelo desemprego entre jovens observado no Brasil na última década. Nesse período, com a estabilização da inflação e queda do nível de atividade econômica, houve aumento da taxa de desemprego, especialmente entre os trabalhadores mais jovens (REIS; CAMARGO, 2005). Ainda na década de 1990, as mudanças econômicas ocorridas com o controle da inflação, com a abertura comercial, com as privatizações e as inovações tecnológicas contribuíram para a elevação do desemprego, da informalidade e da flexibilização das relações de trabalho. Observaram-se redução de postos de trabalho no setor industrial e aumento do emprego no setor de serviços, além do aumento da terceirização de mão-de-obra em busca de relações menos rígidas de trabalho que permitissem, às empresas, redução de seus custos (CHAHAD, 2003; WÜNSCH FILHO, 1999). A baixa escolaridade também foi identificada, pelos motoboys do estudo, como motivo para inserção na profissão, indicando despreparo para o exercício de outras funções que exijam maior qualificação. Segundo Chahad (2003), devido à inserção de novas tecnologias, as empresas exigem maior capacitação dos trabalhadores. Assim, trabalhadores com pouca escolaridade e baixa qualificação vão sendo gradativamente excluídos do mercado formal de trabalho. Dessa forma, o trabalho informal, que inicialmente era um bico, passa a ser uma situação permanente, como pode se observar em relação ao tempo de atuação dos motoboys. Com relação ao vínculo funcional há muitas diferenças entre o serviço do motoboy autônomo e o do funcionário contratado por empresa. Enquanto o motoboy autônomo tem maior liberdade, o vinculado a uma firma tem que obedecer aos

28 28 horários dita dos pela empresa. Nota-se maior satisfação no discurso do trabalhador autônomo, pois conseguem ter mais autonomia e a sensação de serem mais donos de si. No caso de funcionários de empresa, o trabalhador tem uma sensação de maior autonomia em relação à execução de suas tarefas quando comparado a outros tipos de trabalho, talvez devido ao fato de o exercício profissional ocorrer na maior parte do tempo longe do olhar da chefia. O vínculo informal de trabalho é uma característica da profissão e todos os participantes atuavam dentro dessa condição.devido à forma de organização do trabalho vigente, foram relatados a falta de assistência e o não recebimento de qualquer benefício em caso de acidente o que denota constantes prejuízos para o trabalhador. Nesse contexto, direitos garantidos pela legislação trabalhista aos trabalhadores com registro em carteira, como férias, décimo terceiro salário, aposentadoria, seguro desemprego e licença por doença, são sistematicamente negados a esses trabalhadores. Precárias condições de trabalho são observadas, em geral, entre trabalhadores de categorias profissionais não regulamentadas ou pouco organizadas, como é o caso dos motoboys. A falta de regulamentação profissional, aliada à grande oferta de mão-deobra, contribui para a manutenção das más condições de trabalho a que os motoboys são submetidos, situação que os expõe ao desgaste no trabalho e eleva sobremaneira o risco de se envolverem em acidentes de trânsito. Há que se considerar, ainda, que relações precárias de trabalho influenciam diretamente o nível de saúde desses trabalhadores, como evidenciado por Bohle et al. (2004), em Sidney (Austrália), em estudo com empregados de hotéis, no qual se observou que os sem vínculo empregatício tendiam a apresentar longas jornadas de trabalho, combinadas com baixa previsibilidade e pouco controle sobre o processo laboral, o que lhes acarretava maior conflito trabalho-vida pessoal e problemas decorrentes desse conflito, como distúrbios do sono, cansaço, desestruturação dos regimes alimentar e de exercícios. Além disso, o enorme contingente de desempregados contribui para uma maior exploração dos motoqueiros recém-admitidos que se submetem a ritmos intensos e às condições precárias de trabalho que lhes são ofertadas, assumindo maiores riscos para permanecerem no emprego.

29 29 Essa submissão dos novatos acaba impondo, aos motoboys mais experientes, um ritmo de trabalho também mais acelerado. Para eles, o chefe faz constantes comparações a fim de aumentar a produtividade. Assim, o ritmo dos motoboys iniciantes na profissão torna-se uma ameaça à manutenção do próprio posto de quem está há anos neste tipo de trabalho, gerando, nos mais experientes, sentimentos ambivalentes, ora de indignação perante a submissão dos novatos, ora de compreensão ou de pena. O desemprego pode induzir, entre os que conseguem se manter na produção, tanto ao aumento do número de horas trabalhadas como à maior intensidade de trabalho, gerando maior risco de acidentes (WÜNSCH FILHO, 1999). Outros autores apontam, ainda, o caráter destrutivo do capitalismo nas condições objetivas e subjetivas de vida, levando a um determinado modo de viver e morrer (ABRAMIDES; CABRAL, 2003), evidentemente desfavorável à classe trabalhadora, em especial em um contexto de desemprego e baixa escolaridade. Com relação as condições favoráveis e desfavoráveis, as principais vantagens da profissão, segundo os motoboys, são: sensação de liberdade, oportunidade de conhecer novos lugares da cidade, fazer novas amizades e uma sensação de maior autonomia em relação à execução das tarefas. Além disso, a remuneração aparece como condição favorável ao exercício da profissão. Entre as desvantagens, são apontadas: sol, chuva, desgaste físico e emocional, risco de assaltos e, principalmente, o trânsito. Os motoboys relatam também outras dificuldades enfrentadas no dia-a-dia, tais como picadas de marimbondo, mordidas de cães e colisões provocadas pela perseguição da moto pelos animais. A falta de apoio das empresas que os contratam e de garantias trabalhistas em caso de acidente ou doença também é apontada diversas vezes, permeando grande parte da discussão, como grande desvantagem do tipo de trabalho. Esta falta de apoio também se traduz no não fornecimento de produtos como o protetor solar para a realização de entregas sob sol, e na falta de apoio financeiro à manutenção das motos. Os motoboys, neste contexto, comparam-se aos motociclistas dos Correios, os quais, na visão do grupo, têm condições de trabalho ideais, recebendo adicional de periculosidade, protetor solar, jaqueta e bota de cano longo, e equipamentos para a moto, como, por exemplo, o que impede contato do condutor com o cerol das linhas de papagaios de papel, entre outras vantagens. O fato de

30 30 nenhum ter registro do emprego na carteira de trabalho revela situação ainda mais precária do que a notada entre operários da construção civil em Salvador (BA), onde pouco mais de um terço desses trabalhadores referiu ter registro em carteira (SANTANA; OLIVEIRA, 2004). No que diz respeito ao aspecto carga de trabalho e comportamento, a característica principal e inerente à profissão de motoboy é a velocidade na realização de entregas. A pressão patronal e dos clientes por entregas rápidas é citada como a principal causa do comportamento de risco por eles adotado no trânsito. Assim, os motoboys adotam algumas estratégias para reduzir o percurso e andar mais rápido: evitar ruas com semáforos e quebra-molas; passar na beirinha dos quebra-molas (mesmo reconhecendo o risco de quedas); andar na contramão; escolher vias públicas que apresentem sincronia dos semáforos; não ficar parado em sinais vermelhos; costurar no trânsito. O desrespeito às leis de trânsito é justificado pela necessidade de realizar um maior número de entregas em menor espaço de tempo, aumentando assim a produtividade. Os comportamentos arriscados no trânsito não ocorrem apenas pelo fato de os motoboys ganharem por produtividade, mas também, e principalmente, pela grande pressão exercida pelas empresas para a realização de entregas em um curto espaço de tempo, muito aquém do tempo necessário para realizá-las em segurança. Estudos realizados com motoboys atuantes em Minas Gerais (DINIZ; ASSUNÇÃO; LIMA, 2005b) e no Rio Grande do Sul (VERONESE, 2004) apontam a pressão exercida por clientes como fator determinante para a organização do trabalho imposta pelas empresas que os contratam, o que submete a categoria à elevada densidade de trabalho. As exigências de pontualidade, presteza e confiabilidade são o principal fator para adoção de comportamentos de risco no trânsito. Ainda segundo os autores, aliada à pressão por entregas rápidas, aparece a remuneração por produtividade como fator responsável pela adoção de práticas nem sempre seguras na entrega de mercadorias. Os motoboys entrevistados por Veronese (2004) revelaram que, em uma escala de valores, a segurança acaba ocupando posição secundária em relação ao cumprimento das demandas de trabalho e da remuneração por produtividade.

31 31 Este aspecto da relação trabalhador-cliente também é salientado por Minayo- Gomes e Thedim-Costa (1997, p. 27), que referem que, no setor de serviços, o componente de alta significância, definidor de suas atividades, é a relação que se estabelece entre os trabalhadores e os clientes/usuários/consumidores. Portanto, os comportamentos de risco adotados no trânsito são reconhecidos pela categoria como fruto da organização do trabalho e da pressão exercida para entregas rápidas, e não como necessidade particular na busca de fortes emoções, como imagina o senso comum (DINIZ; ASSUNÇÃO; LIMA, 2005a, p. 49). Janssen e Nachreiner (2004) observaram, em investigação realizada em Oldenburg, Alemanha, com funcionários de diferentes tipos de empresa e com usuários de internet, que a alta variabilidade das horas de trabalho, em especial se controlada pela empresa, tem efeitos prejudiciais sobre a saúde e o bem-estar psicossocial. Outro estudo detectou que a maioria (79,8%) dos 348 trabalhadores de enfermagem pesquisados de um hospital universitário de São Paulo trabalhava em sistema de turnos alternados, com efeitos deletérios em sua saúde, como déficits no desempenho físico, distúrbios neuropsíquicos, cardiovasculares e gastrointestinais, além de prejuízos na vida social e familiar (COSTA; MORITA; MARTINEZ, 2000). Em muitas ocasiões os motoboys realizam jornadas de trabalho de até 15 horas sem interrupções e de terem dormido enquanto dirigiam a moto em diversas ocasiões, o que pode gerar acidentes, em geral por quedas ou colisões contra objetos fixos. Em estudo realizado por Veronese (2004), os motoboys atuantes em Porto Alegre referem o fator cansaço, causado pela sobrecarga de trabalho, como provocador de acidentes por falhas humanas, pois, segundo eles, quando cansados, ocorre diminuição dos reflexos e da atenção exigida no trânsito. Outra investigação, em Minas Gerais (DINIZ, 2003), revela que os motoboys se submetem a longas jornadas de trabalho e realizam horas extras para compensar a baixa remuneração obtida, tendo sido relatadas, por muitos deles, jornadas de trabalho de 13 a 15horas diárias. A sobrecarga e a alternância de turnos de trabalho são, portanto, características do cotidiano laboral desses trabalhadores, levando ao desgaste físico e psicológico. Queiroz e Oliveira (2003) consideram que o estresse causado pelas más condições de trabalho contribui para a ocorrência de acidentes de trânsito e que

32 32 os motoboys são vítimas desse estresse, pois, em seu exercício profissional, arriscam-se no trânsito para serem rápidos na entrega de mercadorias. É fundamental ter conhecimento sobre o trabalho e não somente obter a habilitação, pois quanto menor a experiência apresentada, maiores serão as dificuldades enfrentadas no trânsito e para se manter no cargo. Veronese (2004) relatou, em seu estudo, a percepção de motoboys atuantes em Porto Alegre acerca da importância da experiência profissional quanto à adoção de comportamentos de risco no trânsito. Segundo eles, a falta de experiência leva os iniciantes a adotarem altas velocidades e a desrespeitarem as regras de trânsito, na tentativa de compensar o desconhecimento dos endereços das entregas e de atender às demandas profissionais. Por outro lado, segundo esses motoboys, o excesso de experiência também pode ser prejudicial, pois, com o passar do tempo, estes podem desenvolver um modo arriscado de dirigir. Tentam justificar os riscos assumidos no exercício profissional por meio da remuneração obtida. A falta de opções de outros trabalhos igualmente rentáveis para o seu sustento e de suas famílias denota a limitada capacidade de escolha desses trabalhadores, situação que reforça o ponto de vista de Castiel (1996, p. 258): muitas pessoas não elegem estilos para levar suas vidas. Não há opções disponíveis. Na verdade, nestas circunstâncias, o que há são estratégias de sobrevivência. Um aspecto interessante abordado pelos motoboys é o perigo existente em certos locais da cidade nos quais há grande violência urbana. Estes demonstram ter conhecimento e voz ativa na decisão de entregar ou não em áreas desconhecidas pela empresa. É bastante evidente no discurso dos motoboys o medo de assaltos, principalmente à noite. Eles temem, primeiramente, por sua integridade. Algumas transgressões são apontadas como medida preventiva aos assaltos, como furar sinais vermelhos, pois, segundo os motoboys, em caso de total parada no semáforo não dá tempo de arrancar. Diante de inúmeras dificuldades e perigos a que estão expostos os motoboys, são necessários mecanismos de defesa potentes para suprimir o medo e permitir a continuidade do exercício profissional. Talvez sua permanência na profissão, além da possibilidade de obtenção de renda, possa ser justificada pelos mecanismos de defesa desenvolvidos pela categoria ou, em outras palavras, segundo Dejours

33 33 (1992),pela ideologia ocupacional defensiva. Se o medo não fosse neutralizado, os trabalhadores não poderiam desenvolver suas atividades por muito tempo. Em estudo recente realizado em Belo Horizonte e em Uberlândia (MG), por Diniz, Assunção e Lima (2005b), os motoboys demonstram preocupação em relação à ocorrência de acidentes de trânsito e com suas condições de trabalho. Essa preocupação aparece no desenvolvimento de estratégias para atingir os objetivos de produção com segurança, como, por exemplo, no planejamento temporal, na elaboração de rotas que permitam maior agilidade nos serviços e nas negociações sociais visando a melhorias de suas condições de trabalho, com a elaboração de convenção coletiva do trabalho entre sindicato representante da classe e empresários do setor, permitindo que os motoboys prestem serviços de maneira eficiente, mas sem a necessidade de assumir altos riscos no trânsito. Em Santos, a categoria ainda não é organizada, o que colabora para a manutenção das condições adversas de trabalho relatadas pelo grupo estudado. 2.7 Estresse Ocupacional dos Motoboys Atualmente o estresse tem sido a doença mais comum abordada nas relações entre o ambiente psicológico do trabalho e saúde dos trabalhadores ao pesquisar as influencias dos aspectos físicos e sociais sobre o desempenho e saúde dos motoristas comumente o termo estresse ocupacional e utilizado. Pode entender o estresse ocupacional como consequência das relações entre: condições externas ao trabalho, características do trabalhador e as próprias condições de trabalho. (BALERONI, et al, 2002). O trabalho dos motoboys é cansativo, apresentando condições de trabalho inadequadas, com jornadas excessivas, acarretando em muitas noites mal dormidas e consequentemente desencadeando distúrbios do sono, estando exposto também a violência urbana. Observa se que os profissionais que trabalham no trânsito são os que mais sofrem pressões, afinal trabalham com uma rotina de deslocamento continuo de diferentes e inúmeros tipos de pessoas e atuam em um amplo ambiente de trabalho que é o trânsito, através de um pequeno local de trabalho que é a moto.. Estes profissionais estão sujeitos a sofrerem constantemente diferentes variáveis onde

34 34 estão expostos a fatores que podem interferir no rendimento do trabalho e principalmente em sua saúde. A fadiga é reconhecida pelos motoboys como grande causadora de acidentes, pois, como já exposto, Segundo a percepção dos motoboys, seu serviço é arriscado, tanto para eles mesmos, quanto para outros usuários da via pública. Incluídos nesse contexto estão os motoboys, membros de uma classe de profissionais ainda mais rica em estressores externos: os trabalhadores urbanos. Muitas vezes esses estressores apresentam níveis tão altos a ponto de oferecer riscos à sua integridade física e psicológica. Veronese e Oliveira (2006) relatam que, segundo a percepção de motoboys atuantes em Porto Alegre, a sociedade age de forma dicotômica em relação à categoria: ao mesmo tempo em que sua presença é vista como necessária nas grandes cidades, estes recebem críticas quanto ao seu comportamento no trânsito. Os motoboys, apesar de estarem cientes de sua importância, sentem-se socialmente discriminados. Na profissão do motoboy o estresse está associado ao turno de trabalho, ao rendimento financeiro mensal e a média de horas de trabalho por dia. O trabalho realizado por Almeida e Martins (2004) com motoboys dessa cidade mineira entre os meses de outubro e dezembro do ano citado levantou alguns dados assinalados pelos respondentes que nos permitiram acreditar na hipótese da existência de altos níveis de estresse, já que cremos que as variáveis mencionadas são fontes potenciais dessa síndrome, tais como: necessidade de urgência nas entregas, presença de dores musculares devido ao trabalho, prejuízos em relação ao padrão alimentar, baixa renda, insegurança financeira, medo de sofrer acidente de trânsito, medo de ser assaltado, a percepção de que a profissão é desvalorizada, desejo de mudar de profissão. Já dissemos que toda essa síndrome pode ser desencadeada por características pessoais (fatores internos) ou se originar das várias áreas da vida do indivíduo (fatores externos), tais como social, familiar e ocupacional. No que se refere particularmente ao estresse ocupacional, constata-se que as modificações nos processos e na organização do trabalho, além da competitividade organizacional gerada pela globalização, vêm causando um fenômeno de instabilidade emocional e física nos ocupantes dos postos de trabalho, que pode afetar a saúde do trabalhador

35 35 por meio de agentes estressantes lesivos derivados direta ou indiretamente do trabalho. A partir disso, o stress ocupacional passa a gerar preocupação. O trabalho pode ser fonte de reconhecimento, crescimento, independência e sentimento de realização, bem como de insatisfação, irritação, fadiga e outros sintomas típicos de um quadro de stress. O estresse no trabalho prejudica a interação do trabalhador com o contexto em que trabalha. Tal síndrome ocorre nas situações em que o indivíduo percebe seu ambiente de trabalho como ameaçador às suas necessidades de realização pessoal e profissional e/ou a sua saúde física ou mental, à medida que esse ambiente contém demandas excessivas a ele, ou que ele não possui recursos adequados para enfrentar tais situações (FRANÇA, 1999, p. 31). O quadro se torna mais preocupante no caso dos motoboys, porque se trata de um trabalhador urbano, visto que o cotidiano das grandes cidades é, em si, um ambiente propício ao desenvolvimento dessa síndrome. As aglomerações, a urgência, a poluição sonora e visual, são alguns dos fatores que compõem esse cenário. Acredita-se então que os trabalhadores urbanos, profissionais expostos a tal situação durante todo o período de trabalho, estão persistentemente submetidos a fatores estressores capazes de gerar prejuízos psicofisiológicos que repercutem pessoal e profissionalmente. Nesse contexto, destaca-se ainda o trânsito, reconhecidamente um componente estressor do ambiente urbano submetendo os profissionais que nele trabalham a uma situação ainda mais extrema. Quanto ao trabalho no trânsito, sabe-se que o motorista está sujeito a um trabalho extenuante que compromete não só a sua saúde, mas também a segurança de passageiros e pedestres (COSTA; KOYAMA; MINUCCI, 2003 apud COSTA e KOYAMA, 2003). Trabalhando cotidianamente no trânsito estão os motociclistas de transporte de mercadorias ou, simplesmente, motoboys. Essa é uma classe de trabalhadores fruto do mercado de trabalho atual e de suas exigências. Fato facilmente observável nas cidades brasileiras é o aumento progressivo do número desses profissionais. Contudo, esse grupo de trabalhadores permanece ainda pouco estudado, e as consequências geradas pelas particularidades desse trabalho pouco. Além disso, o profissional motoboy se afasta do seu circulo de amizades e de sua família por conta dos horários que o consomem e a estrutura das tarefas.

36 36 No aspecto comportamental, nota se alterações na produtividade e participação no trabalho, diminuição das amizades, abuso de cigarros, álcool e drogas em geral.

37 37 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Ética Antes da aplicação do questionário foi apresentado e assinado pelos participantes, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) no qual estava incluído o significado do termo, o que seria abordado na pesquisa, qual instituição estava vinculada e o nome do pesquisador.a identidade dos sujeitos segue preservada, visto que, não foi necessário identificar se ao responder o questionário. 3.2 Tipo de pesquisa A metodologia deste estudo foi realizada através de uma pesquisa quantitativa, a fim de analisar os aspectos da qualidade de vida dos motoboys e identificar possíveis sintomas de estresse. 3.3 Universo/Cenário O universo da pesquisa está relacionado com profissionais que exercem a função de motoboys. A presente pesquisa partiu da necessidade de se aprofundar na questão qualidade de vida destes. 3.4 Sujeitos e Amostra A amostra foi composta por 8 motoboys ( sexo masculino)cuja média de idade varia entre 23 e 41 anos. 3.5 Instrumentos Utilizados A fim de darmos continuidade a linha de pesquisas sobre estresse em trabalhadores urbanos citada na introdução do presente trabalho fez uso do mesmo Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp (ISSL adaptado) e que identifica três fases do stress de acordo com sua gravidade: alerta, resistência e exaustão.

38 38 Como pretendemos ainda relacionar o stress a outras variáveis do trabalho dos motoboys, nosso questionário contou com questões fechadas em que os sujeitos puderam informar questões diversas além de um questionário sócio demográfico. O ISSL, validado em 1994 por Lipp e Guevara, é aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia, entidade responsável pela regulamentação de testes psicológicos no Brasil. Ele é considerado um instrumento eficaz no reconhecimento da presença de estresse, na identificação da fase em que a síndrome se apresenta no sujeito e na percepção da predominância de sintomas, físicos ou psicológicos. Esse instrumento faz, por si mesmo, uma comparação entre a amostra investigada e uma amostra neutra, utilizada na construção do inventário. 3.6 Procedimento para Coleta de Dados Os dados foram coletados no dia 26 de março de 2014 na sede da empresa em questão, sendo que inicialmente foi solicitada uma autorização junto à empresa a fim de ser realizada a pesquisa. Após isso a pesquisadora iniciou a aplicação dos questionários Procedimentos para Análise dos Dados Os dados foram tabulados e analisados por meio de uma observação sistemática das respostas obtidas afim de apresentar os diagnósticos da pesquisa com realizada com os motoboys.

39 39 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO A primeira questão do questionário sócio demográfico buscou saber a idade dos entrevistados já supracitadas. Na segunda questão com relação ao Estado civil dos motoboys verificamos que 50% são solteiros e 50% casados. Quanto ao sexo dos entrevistados, os 8 motoboys que participaram da pesquisa pertenciam ao sexo masculino, demonstrando uma predominância masculina na profissão exercida. Passamos então aos resultados obtidos no questionário: No gráfico 1 apresenta os resultados referentes a pergunta 1 onde os profissionais foram questionados a respeito da frequência do desenvolvimento do estresse no transito e 50% dos entrevistados afirmaram que sentem se ocasionalmente estressados, 13% por muitas vezes e 37% afirmaram que raramente. Isso denota que mais da metade dos motoboys tem desenvolvido sintomas de estresse. Gráfico 01 Frequência que os profissionais apresentam sintomas de estresse. Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP A carga horária também foi questionada na pesquisa e os resultados encontram-se no gráfico 2, onde verifica-se que todos trabalham em média 9.9 horas diária ( sem intervalo).

40 40 Gráfico 02 Resultados referentes a carga horária de trabalho. Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP.2014 Esses resultados demonstram que os sintomas apresentados de estresse estão associados com a jornada excessiva, com poucas horas de descanso o que causa desgastes físico e emocional nestes profissionais. No gráfico 3 tem-se os resultados quanto a frequência com que passam momentos com a família, de descontração e longe dos problemas do trabalho e está foi considerada acima do esperado. Gráfico 03 Resultados referentes a momentos com a família,descontração e afastamento dos problemas do trabalho Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP.2014

41 41 Estes resultados denotam que os sintomas de estresse identificados não estão correlacionados com a falta destes momentos, o que denota um resultado positivo, tendo em vista que o lazer traz benefícios para estes trabalhadores. Na questão 4 foi possível identificar o elemento mais estressante no ambiente de trabalho dos motoboys e o trânsito congestionado, conforme pode-se observar no gráfico 4 que a resposta que prevaleceu foi o transito congestionado obtendo um índice de 87,5% e somente 12,5% citou o pedestre. Gráfico 04 Resultados referente a opinião quanto ao elemento mais estressante em seu ambiente de trabalho? Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP.2014 Nesta questão pode se inferir que a respostas com relação ao pedestre pode ter correlação com a pressa constante a que estes profissionais são submetidos, fazendo com que o profissional sinta se prejudicado por este fator, já a afirmação prevalente com relação ao trânsito congestionado se refere diretamente a falta de planejamento e as falhas da estrutura viária.. No gráfico 5 apresenta os resultados referentes a questão relacionada as principais doenças desenvolvidas devido ao ritmo de trabalho. Verifica-se que 75% afirmaram a alternativa outros enquanto 12,5% responderam ter adquirido distúrbios gastrointestinais e 12,5% insônia.

42 42 Gráfico 05 Resultados referentes ao desenvolvimento de doenças devido ao intenso ritmo de trabalho. Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP.2014 Essa questão comprova a argumentação referida na revisão bibliográfica com relação ao desgaste físico; que se instala como sintoma inicial de um estresse ocupacional. E ressalta a importância de cultivar o equilíbrio físico e emocional até mesmo com ajuda profissional para que ocorra a prevenção destes sintomas iniciais. Nos resultados do gráfico 6 apresenta os resultados relacionados a quantidade de vezes que os motoboys já sofreram acidentes de trânsito. Verifica-se que 62,5% afirmaram terem sofrido de 1 a 3 acidentes, 25% de 4 a 7 acidentes e somente 12,5% nenhum tipo de acidentes. Gráfico 06 Distribuição percentual de resultados referente a incidência de acidentes de trânsito sofridos no trabalho. Fonte: Dados da Pesquisa. Cidade de Santos /SP.2014

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