Concepção estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Concepção estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior"

Transcrição

1 B UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Concepção estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior NOVEMBRO DE 2005

2 Comissão de Trabalho Manuel José dos Santos Silva (Coordenação Geral) CONSULTORES Domingos Vaz Manuel Joaquim Loureiro Maria Eugénia Ferrão Maria Luísa Branco Susana Garrido Azevedo CONSULTORES EXTERNOS Júlio Pedrosa Elsa Justino APOIO TÉCNICO Carlos Deodato I

3 AGRADECIMENTOS Os autores estão gratos à Professora Doutora Helena Alves pela redacção da secção referente à Formação contínua de empresários, executivos e quadros de empresas e à Dra. Isabel Neto pelos esclarecimentos sobre o modelo do curso de Licenciatura em Medicina da Universidade da Beira Interior. II

4 SUMÁRIO EXECUTIVO A contribuição para a formulação de políticas públicas no horizonte 2013, subordinada ao tema Ensino Superior, desenvolve-se em torno de três grandes desígnios: (1) Qualificar a população portuguesa; (2) Construir o Espaço Europeu de Ensino Superior; (3) Aumentar a ligação Ensino-Investigação- Sociedade. Estes desígnios desdobram-se em objectivos gerais e específicos, e em metas a alcançar, considerando os factores críticos e as realizações necessárias para a concretização das referidas metas, tal como está sistematizado no Quadro-Síntese que se apresenta em seguida. O investimento estratégico na formação e na capacitação científica e tecnológica deve ser concebido sob a óptica da empregabilidade e da coesão social. A análise da situação socio-demográfica mostra que Portugal enfrenta a barreira do nível educacional da população e de performance do Sistema Educativo que, no âmbito da Estratégia de Lisboa, tem de ser ultrapassada. A tabela Estatísticas-síntese ilustra a posição do país no contexto europeu e mundial. A divergência entre Portugal e os países desenvolvidos, não apenas no que se refere à escolaridade em geral mas especificamente no que concerne à educação superior, requer o estabelecimento de metas exigentes para o horizonte de 2013, que terão de ser ao mesmo tempo realistas e desafiantes, no sentido de elevar não apenas o nível geral de educação, mas também de promover a empregabilidade e a mobilidade profissional dos portugueses. No contexto da construção de um Espaço Europeu do Ensino Superior é exigida uma importante mudança nos paradigmas de formação, centrando-a na globalidade da actividade e nas competências que os jovens devem adquirir, e projectando-a para várias etapas da vida de adulto, em necessária ligação com a evolução do conhecimento e dos interesses individuais e colectivos. Contudo, se por um lado as reformas estão associadas a aspectos que têm a ver com a docência, também se levantam desafios à melhoria da qualidade da investigação desenvolvida e à formação de novos investigadores. As Instituições de Ensino Superior (IES) e o Governo deverão articular-se para garantir que a melhoria da qualidade da docência não prejudique a qualidade da investigação, isto é, garantir que uma e a outra se reforcem mutuamente. Os novos propósitos colocam o imperativo de repensar a articulação entre ciência, universidade e sociedade, que é hoje assumido por um número crescente de investigadores e de instituições internacionais. Os desafios residem na capacidade de as IES deixarem de actuar de acordo com a lógica que tradicionalmente lhes é reconhecida e procederem a alterações, nomeadamente quanto à missão, aos objectivos e ao modelo organizacional. A existência territorializada de IES de qualidade com capacidade de afirmação constitui uma condição absolutamente necessária para trilhar trajectórias de progresso e de desenvolvimento sustentável numa sociedade cada vez mais cognitiva e numa economia cada vez mais globalizada. A identificação das intervenções prioritárias para o período , resultou, por um lado, da análise do anterior Quadro Comunitário de Apoio (QCAIII), e por outro lado, do estudo de documentação estratégica relevante a nível internacional. O trabalho efectuado conduziu à identificação dos seguintes III

5 domínios estratégicos de intervenção para o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN ): Elevar o nível geral da educação e formação dos portugueses; Promover a empregabilidade e mobilidade profissional; Promover as condições de natureza organizacional, estrutural e metodológica; Promover o sucesso escolar no Ensino Superior; Favorecer a cooperação inter-institucional; Estimular a investigação no ensino superior; Contribuir para a sustentabilidade local e regional. As questões transversais relativas a alguns dos domínios referidos, devem ser devidamente consideradas nas prioridades de outros sectores ou programas, nomeadamente as questões associadas a outros níveis de ensino, à investigação, à reforma da Administração Pública ou à sustentabilidade das actividades económicas. IV

6 DESÍGNIO OG OE METAS Quadro Síntese Concepção estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior BENEFICIÁRI OS FINAIS FACTORES CRÍTICOS REALIZAÇÕES NECESSÁRIAS 1. Qualificar a população portuguesa 1.1. Elevar o nível geral de educação e formação dos portugueses 1.2. Promover a empregabilidade e a mobilidade profissional Fomentar a aquisição de competências avançadas na população activa Incentivar o ensino pós secundário de curta duração Aumentar a participação em aprendizagem ao longo da vida Ampliação dos perfis profissionais Melhorar a inserção no mercado de trabalho estágios profissionais 25 % da população em idade activa com diploma ISCED 5 5 % da população entre os anos com diploma ISCED 4 Pelos menos 20% da população participe com regularidade em acção de ALV Maior adequação da formação às necessidades do mercado de trabalho e do desenvolvimento do país Disponibilização de módulos de formação e cursos de 2ºciclo Avaliação, consolidação e ampliação das medidas em curso Disponibilização de estágios como complementos profissionalizantes e estágios curriculares; Avaliação, consolidação e ampliação das medidas em curso População anos População anos Professores formadores Empresários, executivos e quadros de empresas IES 1 IES 2 e Oferta formativa limitada pelas condições de organização e funcionamento Procura com nível reduzido Excesso de burocracia nos processos FSE Escassez de recursos para criar e desenvolver oferta formativa inovadora e atractiva nas IES Desadequação entre cursos oferecidos e procurados Reduzida participação dos grupos-alvo Ausência de dados acerca das necessidades de formação. Ausência de dados acerca das necessidades de formação. Cursos de 1ºciclo ou unidades curriculares (em concordância com o DL nº 42/2005) mediante contextualização; Pré-selecção de IES no ano de 2006; Estudo para a quantificação de recursos e identificação das áreas prioritárias por região; Alterar quadro legal para aumentar a oferta ISCED4; Promover novos cursos junto dos beneficiários finais; Financiamento dos cursos com enquadramento no plano de desenvolvimento das IES; Formação contínua; Prioridade a acções de mestrado/doutoramento (2º e 3º ciclos) com forte componente de investigação educacional ; Financiamento condicionado à relevância no contexto de desenvolvimento profissional do indivíduo e do centro escolar/formação Financiamento de acções sobre temáticas transversais Prioridade às regiões com piores indicadores de desempenho escolar Inovação de métodos de ensino-aprendizagem com utilização de TIC/e-learning Certificação de ensino à distância Inquérito nacional para a formação (inclui-lo no inquérito ao emprego?). Apoiar a inscrição nos cursos de formação de 2º ciclo ou em unidades curriculares; Promover estudos de planeamento e caracterização das necessidades de formação; Implementar Gabinetes de Apoio ao Aluno, com uma adequada consolidação da valência de Orientação Vocacional. Apoiar a criação de estágios profissionais e estágios curriculares; Apoiar a realização de estudos de planeamento e caracterização das necessidades de formação. 1 Indirectamente diplomados desempregados e outras pessoas para quem as medidas postas em prática representem uma melhoria estratégica para a sua posição face ao mercado de emprego ou mesmo melhoria para o seu estatuto salarial. 2 Indirectamente diplomados desempregados, outras pessoas para quem as medidas postas em prática representem uma melhoria estratégica para a sua posição face ao mercado de emprego e uma melhoria para o seu estatuto salarial. Também os futuros diplomados para quem os estágios curriculares constituem um vertente profissionalizante da sua formação. V

7 DESÍGNIO OG OE METAS 2. Construir o Espaço Europeu de Ensino Superior 2.1. Promover as condições de natureza organizacional, estrutural e metodológica 2.2. Promover o sucesso escolar no ensino superior Formação pedagógica / Inovação no ensinoaprendizagm Estimular a formação avançada Melhorar o ambiente de aprendizagem Melhorar a interface entre ensino secundário e ensino superior Promover a adaptação dos alunos 100% docentes do ES com formação pedagógica/didáctica/metodológica 100% dos docentes do ES universitário de carreira com grau de doutor 50 % dos docentes do ES politécnico com grau de doutor Adaptar e alargar infra-estruturas Implementação de formação em ISCED 4, para apoiar a transição de alunos provinientes do ensino secundário, embora com carácter provisório; Maior integração e coerência curricular entre os diferentes níveis de ensino. Promoção das competências pedagógicas dos professores, destinadas a superar situações críticas de insucesso; Generalização dos gabinetes de apoio psicopedagógico; Favorecimento de medidas de apoio à inserção no mercado de trabalho no decurso da formação Reforço das medidas de apoio social a estudantes desfavorecidos Quadro Síntese Concepção estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior BENEFICIÁRIOS FINAIS Docentes do ensino superior com doutoramento Docentes do ensino superior sem doutoramento e que nunca tiveram apoio de fundos estruturais IES públicas IES IES Públicas FACTORES CRÍTICOS Escassez de recursos humanos qualificados Falta de cultura organizacional Estatísticas desactualizadas Inexistência da caracterização dos recursos instalados Escassez de recursos financeiros Condições de organização, financiamento e cultura individualista que tem caracterizado o exercício da actividade docente A cultura organizacional das IES que não contempla a formação pedagógica dos docentes Problemas de adaptação e de inserção dos estudantes nos ensino superior (falta de hábitos correctos de estudo e falta de apoio ao nível de encaminhamento vocacional) Falta de cultura de emprego de estudantes nas actividades internas das IES (falta de iniciativa dos estudantes para aplicação de tempos livres em actividades renumeradas, nomeadamente no trabalho temporário e grande dependência dos estudantes face ao agregado Falta de cultura de responsabilidade Deficiente desenvolvimento da cultura humanista, da educação para a saúde e do desporto de lazer Escassez de recursos REALIZAÇÕES NECESSÁRIAS Proceder ao estudo de boas práticas. Financiamento de programas de desenvolvimento e inovação no ensino-aprendizagem, que inclua acções de formação pedagógica/didáctica/metodológica para 100% dos seus docentes, incluindo acções que tenham por referência a superação de situações típicas de insucesso. Valorização de dimensões pedagógica e didáctica para o efeito da progressão na carreira docente; Sistema de acompanhamento dos resultados no âmbito de auto-avaliação de IES Criação de gabinetes de formação para a docência Actualização das estatísticas; Continuidade do processo de formação avançada de forma integrada no plano de formação da IES; Estudo prospectivo das necessidades de espaço e equipamentos face ao plano de desenvolvimento de cada instituição; Concretização das adaptações ou alargamentos; Apoio a medidas destinadas a suportar a implementação da formação em ISCED 4 Apoio a medidas para promover estudos e acções destinadas a melhorar a integração curricular entre áreas disciplinares; Medidas de apoio destinadas à promoção das competências pedagógicas dos professores Criação de gabinetes de apoio pedagógico Criação de bolsas de apoio a acções integradas em meio Institucional: dinamizadoras de actividades para o desenvolvimento de prática cultural e desportiva, monitores de apoiam a salas de estudo e bolsas de transporte para apoio a práticas de voluntariado em IPSS Atribuição de subsídios de instalação aos alunos economicamente carenciados ingressados. Apoio a estudantes desfavorecidos com aproveitamento escolar excepcional Apoio a estudantes para participação em actividades culturais e desportivas Apoio a programas ou acções de desenvolvimento da cultura humanista Bolsas de estudo ou apoio à criação de Centro de aprendizagem de línguas estrangeiros e intercâmbios culturais e desportivos Construção, reabilitação ou adaptação de espaços para residências de estudantes, refeitórios, salas de estudo e espaços lúdicos destinados à cultura e ao desporto 2.3. Favorecer a cooperação inter-institucional Desenvolvimento de cursos de mestrado e de doutoramento em rede Promover a mobilidade de estudantes e professores Desenvolver programas de investigação comuns Promoção de graus académicos conjuntos em Portugal e na EU Alcançar o nível de participação média da EU na mobilidade dos estudantes Maior aposta das IES na mobilidade de professores. Melhoria da qualidade da investigação decorrente da criação do Espaço Europeu da Investigação Criação e participação em redes de cooperação tanto nacionais como internacionais IES IES IES Inexistência de certificação/acreditação da qualidade Obstáculos de natureza jurídico-administrativos; Desfasamentos entre calendários escolares nas IES da UE ; Recursos linguísticos entre as IES dos Estados-Membros da EU.; Desequilíbrio entre as actividades de ensino - investigação Financiamento de cursos conducentes à titularização conjunta Adopção generalizada do cartão Europass entre as IES pertencentes à EU. Obtenção de competências linguísticas. Quotas nas residências para estudantes em mobilidade transnacional Cursos de Verão e intercâmbio bilateral ou multilateral. Financiamento para substituição temporária de docentes envolvidos em programas de mobilidade Criar programas de estímulo preconizando a criação de redes nacionais e internacionais. Criar redes de IES a nível regional (e transfronteiriço) VI

8 Quadro Síntese Concepção Estratégica das intervenções operacionais no domínio do Ensino Superior DESÍGNIO OG OE METAS BENEFICIÁRIOS FINAIS FACTORES CRÍTICOS REALIZAÇÕES NECESSÁRIAS 3. Aumentar a ligação Ensino-Investigação-Sociedade 3.1. Estimular a investigação no ensino superior 3.2. Contribuir para a sustentabilidade local e regional Tornar atractiva a profissão e a carreira de investigador Valorizar a componente de investigação educacional Estimular uma cultura de inovação Promover o espírito empreendedor Fomentar a investigação de base regional em áreas estratégicas de excelência Prestação de serviços e valorização social e cultural Acelerar o ritmo de crescimento da produção científica portuguesa Aumentar a produção científica em matéria de investigação educacional Assunção das IES como agentes activos de inovação; Integrar a inovação nos curricula; Utilizar o cumprimento dos direitos de patentes para estimular o investimento em inovação e melhorar a difusão do conhecimento. Reorientações pedagógicas que incentivem uma cultura de não-aversão ao risco; Aumentar em 50% as parcerias em projectos de I&D entre as IES e o sector privado; Introduzir o empreendedorismo em algumas estruturas curriculares; Optimização das dinâmicas de desenvolvimento territorial exige investigação de base regional Dinamizar os serviços de extensão ou transferência tecnológica e de conhecimentos IES e suas unidades de investigação IES e suas unidades de investigação IES IES IES IES Tendência generalizada (EU) para uma perda de interesse pelas carreiras científicas Em 2001 a permilagem da população com idade entre os 20 e 29 anos licenciada em áreas científicas e tecnológicas era de 7.40 quando a média da EU era de 9.4. Ambiguidade existente em torno da figura do investigador A investigação educacional é uma área recente no ensino superior e pouco valorizada Baixo número de patentes registadas, contrastando com valores médios União Europeia: (EU-15) Entidades financeiras pouco avessam ao apoio a iniciativas inovadoras Sistema de ensino tendencialmente magistral Indicador de empenho das empresas em actividades de I&D de Portugal é 0,17 e o da média europeia é 1.28 (EU-15). Contexto cultural com resistências a uma relação de interesse mútuo (empresas/ies) e de objectivos partilhados Défice de cultura académica interdisciplinar Fraca articulação entre a formação pós-graduada e a investigação estratégica para o desenvolvimento regional Falta de multidisciplinaridade ou transdisciplinaridade Sensibilizar os jovens para o estudo das matérias científicas e técnicas; Implementação dos Clubes das Ciências num esquema de parceria IES/ensino básico e secundário; Encorajar os estudantes com capacidades de investigação a prosseguir estudos ao nível do 2º e 3º ciclos; Financiar projectos que envolvam a participação de jovens investigadores Co-financiar a contratação de investigadores de carreira; Apoiar a mobilidade no espaço europeu de ensino como incentivo à carreira de investigação; Criar dimensão europeia nas carreiras de investigação; Criar gabinetes de apoio à investigação para preparar candidaturas e com serviço especializado de tradução. Criar medidas de financiamento para projectos de investigação educacional que optimizem a qualidade de ensino nas diversas áreas científicas Participação regular de alunos e investigadores em estágios de curta duração nas empresas Estratégias por parte das IES que encorajem os alunos para a criação de empresas de alta tecnologia Financiar a investigação estratégica, pois tem potencial impacte na criação de produtos e indústrias inovadoras Gabinete de Transferência Tecnológica para patentear as inovações e fazer a sua comercialização, a assumir no Programa específico de I&D, Inovação e Empreendedorismo Disciplina de empreendedorismo nas áreas das ciências naturais, engenharias, economia e gestão e como formação transversal em outras áreas do conhecimento; Acções de formação aos docentes em empresas com potencial inovador; Apoiar financeiramente o desenvolvimento de material didáctico para a nova disciplina do empreendedorismo; Financiamento de investigação científica de base regional em áreas estratégicas de excelência, através de contratos-programa que contemplem a atribuição de bolsas de formação pós-graduada para a realização de cursos de pós-graduação com ligação àquele tipo de investigação Patrocinar Observatórios das Dinâmicas Regionais Co-financiamento das seguintes actividades: Acções de formação e consultadoria; Realizar cursos, seminários e workshops temáticos diversos; Levar a cabo diagnósticos e projectos de intervenção de apoio à comunidade; Formar opinião pública qualificada para o exercício da cidadania; Publicar monografias e outra documentação diversa VII

9 Estatísticas Síntese Formulação de políticas públicas no horizonte 2013: EDUCAÇÃO Ensino Superior Indicador Portugal Comparação Internacional População com diploma 8,6% 23,0% Média da OCDE de Ensino Superior População com diploma 12,9% 24,3% EU-25 de Ensino Superior População não matriculada 66,0% 55,7% Turquia 70,3%México População saída precoce 44,9% 28,3% Espanha 26,4% Itália Participação ALV 4,8% 9,4% EU-25 Professores do ensino não superior na força de trabalho 3,4% 2,6% OCDE 3,7% Noruega 3,6% Hungria 1,5% Japão 1,4% Coreia Desemprego na pop com 4,9% 3,9% OCDE diploma do Ensino Superior Diploma C&T 16,8% 25,7% EU-15 Mobilidade de estudantes 0,97% 2% EU-15 Despesas do PIB em I&D 0,64% 0,69% EU-15 Permilagem de graduados em 7,4 9,4 EU-25 C&T na pop Despesas das empresas em I&D- I&D das empresas/pib Actividade total de empreendedorismo (TEA) 0,17% 1,28% EU-15 2,68% Finlândia 1,80% Alemanha 0,52% Espanha 0,36% França 7% 11% Hungria 10% Itália 10% Finlândia 9% Noruega 7,3% Espanha 7,2% França VIII

10 Índice INTRODUÇÃO DESÍGNIO I. Qualificar a população portuguesa Elevar o nível geral da educação e formação dos portugueses Fomentar a aquisição de competências avançadas na população activa Incentivar o ensino pós-secundário de curta duração Aumentar a participação em aprendizagem ao longo da vida Promover a empregabilidade e a mobilidade profissional Ampliação dos perfis profissionais ou reconversão profissional dirigidos a indivíduos desempregados qualificados pelo Ensino Superior Melhorar a inserção no mercado de trabalho estágio profissional...43 REFERÊNCIAS Desígnio I DESÍGNIO II: Construir o espaço europeu de ensino superior Promover as condições de natureza organizacional, estrutural e metodológica Formação pedagógica / Inovação no ensino-aprendizagem Estimular a formação avançada Melhorar o ambiente de aprendizagem Promover o sucesso escolar no Ensino Superior Melhorar a interface entre Ensino Secundário e Ensino Superior Promover a adaptação dos alunos ingressados Favorecer a cooperação inter-institucional Desenvolvimento de cursos de mestrado e de doutoramento em rede Promover a mobilidade de estudantes e professores Desenvolver programas de investigação comuns...88 Referências Desígnio II DESÍGNIO III...96 Aumentar a ligação Ensino Investigação - Sociedade Estimular a investigação no ensino superior Tornar atractiva a carreira de investigador Valorizar a componente de investigação educacional no ensino superior Contribuir para o desenvolvimento humano, local, regional e global Estimular uma cultura de inovação Promover o espírito empreendedor Fomentar a investigação de base regional em áreas estratégicas de excelência Prestação de serviços e valorização social e cultural Referências Desígnio III IX

11 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1.1 Projecção da população residente _Toc Tabela 1.2 População com nível de instrução Ensino Secundário...10 Tabela Distribuição dos alunos dos cursos tecnológicos, ano lectivo 2004/ Tabela 1.4 Distribuição dos professores/formadores por nível/tipo de ensino...25 Tabela 1.5 Distribuição dos professores/formadores por nível/tipo de ensino (2001/2)...25 Tabela 1.6 Evolução dos principais indicadores quantitativos de formação profissional... 27_Toc Tabela Evolução do desemprego de diplomados em Portugal nos últimos anos...35 Tabela 2.1 Crescimento ( ) do Ensino Superior na Europa...59 _Toc Tabela Grau académico dos docentes das Universidades públicas e população discente...66 Tabela Grau académico dos docentes dos Institutos Politécnicos públicos e população discente...67 Tabela 2.4 Matriculados e taxa bruta de escolarização superior na faixa etária anos...74 Tabela 2.5 Vagas, candidatos e colocados no ensino superior público...75 Tabela 2.6 Alunos matriculados no ensino secundário, por modalidade de ensino...75 Tabela 2.7 Via de acesso ao ensino superior por tipo de instituição de ensino...76 Tabela 2.8 Níveis de escolaridade do grupo doméstico de origem dos estudantes do ensino superior e comparação com a sociedade portuguesa...76 Tabela 2.9 Despesa pública em acção social escolar e em bolsas de estudo...77 Tabela 2.10 Estimativa de alunos deslocados por NUT em percentagem...78 Tabela 2.11 Dados globais sobre disponibilidades do alojamento por NUT...78 Tabela 2.12 Número de Camas a construir com base nas disponibilidades e nos bolseiros deslocados..79 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1.1 Evolução do número de vagas no ensino superior ( )...8 Gráfico 1.2 Distribuição da população com nível instrução Ens. Secundário,...11 por tipo de frequência, segundo a idade...11 Gráfico 1.3 Trabalhadores em acções de Formação Profissional segundo o grupo profissional...28 Gráfico 2.1 Evolução do número de doutoramentos em Portugal, Gráfico 3.1 Evolução da produção científica portuguesa: número de publicações por ano e por área científica Gráfico 3.2 Nº de diplomados por área de formação ( ) X

12 INTRODUÇÃO O estudo CONCEPÇÃO ESTRATÉGICA DAS INTERVENÇÕES OPERACIONAIS NO DOMÍNIO DO ENSINO SUPERIOR foi desenvolvido pela Universidade da Beira Interior no âmbito do protocolo celebrado entre esta instituição e a Direcção Geral do Desenvolvimento Regional. Na primeira fase do trabalho, reportada no documento intitulado FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS NO HORIZONTE 2013 RELATIVAS AO TEMA EDUCAÇÃO ENSINO SUPERIOR, procedeu-se à revisão dos principais documentos referentes à implementação da Declaração de Bolonha e às acções subjacentes à Estratégia de Lisboa, e definiu-se o quadro de referência para as orientações estratégicas do ensino superior no horizonte de Elegeram-se assim três desígnios: (1) Qualificar a população portuguesa, (2) Construir o espaço europeu de ensino superior, (3) Aumentar a ligação ensino-investigação-sociedade. No presente documento são estabelecidos os objectivos gerais e específicos para os três desígnios, enunciando também as metas a alcançar, os factores constrangedores ou críticos e as realizações necessárias para a concretização das referidas metas. 1

13 1. DESÍGNIO I. Qualificar a população portuguesa A consolidação da Sociedade do Conhecimento acarreta necessariamente a adopção de novos instrumentos e recursos, novos métodos de trabalho, de organização e de aprendizagem, pressupondo a aprendizagem ao longo da vida como um dever de todos os cidadãos. O investimento estratégico na formação e na capacitação científica e tecnológica deve ser definido de forma acrescida, sob a óptica da empregabilidade e da coesão social (Santos Silva et al., 2005; p.19). A caracterização socio-demográfica apresentada em Santos Silva et al. (op.cit., p.23) mostra que a consolidação da Sociedade do Conhecimento em Portugal enfrenta a barreira do nível educacional da população e de performance do Sistema Educativo que, no âmbito da Estratégia de Lisboa, tem de ser ultrapassada até A prioridade de qualificar os portugueses integra também o Plano Tecnológico 3 do XVII Governo Constitucional. O papel das instituições de Ensino Superior é de grande relevância em múltiplas dimensões, tendose estabelecido prioridades de intervenção nomeadamente através dos seguintes objectivos gerais: Elevar o nível geral da educação e formação dos portugueses; Promover a empregabilidade e mobilidade profissional. Estes objectivos inscrevem-se na resposta a dar a um dos mais importantes problemas que impedem o desenvolvimento do país: o da qualificação dos cidadãos. Trata-se de um problema crítico para a competitividade de Portugal, cuja resolução constitui um imperativo para o crescimento da economia, para o emprego e para o aumento dos salários. De acordo com números de 2002, a população portuguesa em idade activa com o diploma de Ensino Superior era apenas de 9%, sendo de 23% na média da OCDE. Todavia, se tivermos em conta que, de acordo com dados do INE reportados a 2004, a taxa de desemprego dos diplomados do Ensino Superior foi de 5,5%, a que acresce o fenómeno da fuga de cérebros 4, verificamos que há uma percentagem 3 O lançamento do Plano Tecnológico ocorreu a 23 de Novembro de 2005, momento em que o presente estudo se encontrava em fase de ultimação. No entanto, pela importância daquele Plano Estratégico para promover o desenvolvimento sustentado de Portugal, os autores fizeram-lhe menção nas medidas/acções de intersecção. 4 De acordo com um relatório do Banco Mundial (Özden, & Schiff, 2005), um quinto dos portugueses com ensino superior não trabalha em Portugal. Este número, segundo aquele relatório que analisa o 2

14 substancial de diplomados do Ensino Superior que não é alvo de um aproveitamento adequado em benefício do desenvolvimento do país. O fosso que separa Portugal dos outros países desenvolvidos no que toca à formação da sua população, não apenas no que se refere à escolaridade em geral mas especificamente no que concerne à educação superior, requer o estabelecimento de metas exigentes para o horizonte de 2013, que terão de ser ao mesmo tempo realistas e desafiantes, no sentido de elevar não apenas o nível geral de educação, mas também de promover a empregabilidade e a mobilidade profissional dos portugueses. fenómeno da fuga de cérebros, refere que Portugal é o país europeu de média/grande dimensão mais afectado pela saída de licenciados e quadros técnicos. 3

15 1.1. Elevar o nível geral da educação e formação dos portugueses Na sequência da Estratégia de Lisboa, em Março de 2001 o Conselho Europeu estabeleceu três metas a atingir até 2010: os sistemas de educação e de formação deverão aliar qualidade, acesso generalizado e abertura ao mundo exterior. O programa de trabalhos Education & Training 2010, aprovado por aquele Conselho em 2002, foi instituído para que os estados membros contribuíssem para o propósito comum de, até 2010, a União se tornar a economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo, de modo a garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos, e maior coesão social. O relatório intercalar Education and Training 2010 The success of the Lisbon Strategy hunges on urgent reforms, datado de Novembro de 2003, refere: todos os países europeus desenvolvem esforços para adaptar os sistemas de educação e formação à sociedade e à economia do conhecimento, mas as reformas empreendidas não estão à altura do necessário e o seu ritmo actual não permitirá à União atingir os objectivos que se propôs. Nas suas conclusões sobre este relatório o Conselho Europeu reafirmou o papel crucial da Educação e Formação no sucesso dos principais objectivos traçados na Estratégia de Lisboa, sublinhando a necessidade de se investir mais, e mais eficientemente, no capital humano como condição para o crescimento económico, produtividade, integração social e inclusão. O Conselho reforçou a necessidade de reformas e investimento adicional nas áreas chave para a sociedade do conhecimento e sustém que todos os estados membros devem adoptar uma estratégia de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) até Considera-se ALV toda e qualquer actividade de aprendizagem, com um objectivo, empreendida numa base contínua e visando melhorar conhecimentos, aptidões e competências. É neste contexto que se elegem os seguintes objectivos específicos: Fomentar a aquisição de competências avançadas na população activa; Aumentar a participação em ALV; Incentivar o ensino pós-secundário de curta duração. 4

16 Fomentar a aquisição de competências avançadas na população activa Segundo o EUROSTAT, em 2001, 21,5% da população portuguesa na idade tinha completado pelo menos o Ensino Secundário, enquanto que a média na UE é de 63,6%. Na mesma faixa etária, 9% dos portugueses têm pelo menos um diploma de Ensino Superior, enquanto a média dos países membros da OCDE é de 23%, destacando-se o Canadá com 43%, EUA com 38% e o Japão com 36% (OCDE, 2004; tabela A3, p.72-73). Considerando a melhoria verificada na tendência recente apresentada pelas taxas de participação e de graduação no Ensino Superior, poderia admitir-se concluir-se que com as coortes mais jovens melhorar-se-á o nível educacional da população activa em Portugal. É verdade, mas está longe de ser suficiente. Há duas razões principais para essa insuficiência: (1) a tendência demográfica, com índice sintético de fecundidade de 1,4 e esperança média de vida à nascença de 76 anos, altera a estrutura da pirâmide etária, verificando-se a redução da proporção de jovens e aumento da população adulta; (2) mantém-se a situação desfavorável face aos parceiros da UE mesmo nos grupos etários mais jovens da população adulta. Enquanto na população com idade a EU- 25 tem 24,3% de habitantes com qualificação ISCED 5 5 ou 6, em Portugal regista-se a percentagem 12,9% (Eurydice&Eurostat, 2005; p.314). Os países onde este indicador tem valores inferiores ao verificado em Portugal são a República Checa (12,5%), a Eslováquia (10,2%) e a Roménia (9,3%). Tal como ficou mostrado em Santos Silva et al. (op.cit., p.23), a diferença entre regiões do país é muito acentuada, sendo a região da Grande Lisboa a que se encontra numa situação mais favorável. Igualmente as regiões do Grande Porto e Baixo Mondego concentravam as maiores percentagens de população que completou o Ensino Superior, com valores que oscilavam entre os 10,8% e os 15,1%. As percentagens mais baixas verificam-se no Tâmega e Pinhal Interior, com valores compreendidos no intervalo [2,8; 3,6] (INE, 2002, p. LXX) Metas/Resultados a Alcançar Com o objectivo específico intitulado Fomentar a aquisição de competências avançadas na população activa pretende-se acelerar a melhoria dos níveis de qualificação académica da população adulta (25-64) aumentando para 25% a 5 International Standard Classification of Education,

17 percentagem da população que detém diploma ISCED 5 ou 6 até As assimetrias regionais devem ser diminuídas através da discriminação positiva das acções a desenvolver e na disponibilização dos respectivos recursos financeiros. A tabela 1.1 contém a projecção da população residente para 2010, cenário base 6 (INE, 2003), segundo as regiões por grupo etário. Ano Tabela 1.1 Projecção da população residente 2010 Grupo Etário Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve Açores Madeira Total Total Um milhão quatrocentos e noventa e quatro mil é o número de indivíduos que deteriam diploma ISCED 5 em 2013 caso a meta fosse alcançada (tabela a1.1 em anexo). O processo de previsão do número de indivíduos a abranger por região requer estatísticas regionais não disponíveis à data. No entanto, pode obter-se uma estimativa grosseira considerando que, se não houvesse qualquer tipo de intervenção, a distribuição da população com aquele diploma em 2001 permaneceria estacionária em Através da diferença entre os dois cenários obtém-se o número previsto de indivíduos a abranger na intervenção operacional, sendo de seiscentos e trinta e três mil indivíduos (tabela a1.3 em anexo). Considerando, nesta fase 7, que o tipo de formação prioritária é a de 1º ciclo, com a duração eventual de três anos, a cada ano lectivo (de 2007/2008 até 2012/2013) deveriam entrar em formação cento e seis (106) mil indivíduos Factores Críticos Perante o cenário acima exposto as IES deparam-se com um desafio ambicioso no contexto nacional, mas ainda muito restritivo face à região da UE. Segundo o Recenseamento da População e da Habitação 2001, a população com Ensino Secundário completo é (tabela 6.05, INE, 2001), representando 14% da população naquele grupo etário. Entre a população com diploma do Ensino Secundário, (14%) indivíduos frequentavam alguma IES e (10%) já tinham frequentado, mas não completaram qualquer curso. Os restantes 76% da população 25-6 Índice sintético de fecundidade 2001 =1,4; Índice sintético de fecundidade 2050 =1,7; Esperança média de vida à nascença: H 2001 =73,2; H 2050 =79; M 2001 =79,8; M 2050 =84,7; Saldo migratório 2050 = Na secção Incentivar o ensino pós-secundário de curta duração há-de defender-se que o incentivo à realização de cursos conferidores do nível ISCED 4 será essencial para tornar esta meta factível. 6

18 64 qualificados academicamente pelo Ensino Secundário nunca tinham frequentado o ensino superior (tabela a1.4). A melhoria da performance do Ensino Secundário, com a consequente diminuição da taxa de saída precoce e redução do desfasamento idade-ano, proporcionará a que no futuro próximo maior número de jovens se encontrem em condições de ingressar no Ensino Superior e assim possam contribuir para alcançar aquela meta. A alteração do quadro legal para a certificação de competências ou para as condições de ingresso no Ensino Superior (exame ad-hoc, por exemplo) poderão ajudar a aumentar a população elegível para a intervenção. A comunicação da Comissão estabelece, entre os factores chave para facilitar o acesso às oportunidades de aprendizagem que, no sector formal, os critérios de admissão, progressão e reconhecimento sejam revistos, tendo em conta a aprendizagem não formal e informal (COM (2001), 678; p.17). O Programa do XVII Governo Constitucional (p.48 e 51) está em sintonia com tal orientação nos seguintes termos: Cumpre-se estender, progressivamente, ao nível do ensino secundário os processos de reconhecimento, validação e certificação das competências adquiridas [ ]. [ ] o Governo alterará a política de vagas no ensino público, de modo a diminuir as barreiras administrativas ao ingresso (numerus clausus) e a adequar a oferta de vagas ao andamento da procura de cursos pelos estudantes e das qualificações respectivas por parte do tecido económico e social, sem nunca esquecer a relevância científica e cultural das formações. O estipulado no artº12º da Lei nº49/2005 dá o enquadramento para a definição de novas condições de acesso ao Ensino Superior. Ainda não está publicado o decretolei que estabeleça tais condições. Adicionalmente, seria benéfico para o sistema de Ensino Superior desenvolver uma experiência piloto de reconhecimento e certificação de competências que pudesse vir a ser generalizado. Nas actuais condições de funcionamento, dificilmente as IES poderiam corresponder favoravelmente ao desafio acima enunciado, em termos da oferta formativa. Observe-se a evolução do número de vagas no Ensino Superior nos últimos anos (gráfico 1.1; tabela a1.5 no anexo I). O número de vagas disponíveis aumentou ao longo da década de 90, tendo atingido as no ano lectivo 1999/2000. Nos anos recentes a tendência tem sido decrescente. 7

19 Gráfico 1.1 Evolução do número de vagas no ensino superior ( ) / / / / / / / / / / /04 Fonte: OCES, No ano lectivo de 2004/5 o número de alunos inscritos pela 1ªvez no 1ºano em IES foi de alunos (OCES, 2005). Comparativamente, os 106 mil indivíduos/ano representam um acréscimo de 128%. Ainda assim, deve levar-se em conta que: Na maioria das IES há lugares discentes disponíveis; Os elevados padrões de qualidade impostos pela concorrência no Espaço Europeu do Ensino Superior contribuirão para reduzir o insucesso escolar e assim, melhorar a eficiência das IES; A reestruturação dos cursos de Ensino Superior associada à implementação da Declaração de Bolonha diminuirá a duração dos cursos que conferem o diploma ISCED Realizações Necessárias Conjuntamente, as três características conjunturais acima enunciadas representam um potencial formativo instalado que é propício à concretização do plano anteriormente traçado. No entanto, é absolutamente necessário prevenir eventuais obstáculos tais como a inércia 8 dos principais actores neste tipo de formação e o excesso de burocracia. A este propósito, o relatório da OCDE sobre educação de adultos em Portugal menciona o seguinte: 8 A flexibilidade desejável tem exemplo na comunidade flamenga da Bélgica que, para atrair pessoas para o Ensino, está a financiar um projecto de formação de professores que consiste no seguinte: alunos com qualificações ou experiência de trabalho em áreas afins (psicologia, trabalho social, etc.) têm a oportunidade de obter um diploma de 1º ciclo (bachelor) em formação de professores do ensino primário num período de tempo muito mais curto do que o que seria usualmente necessário. Também na Noruega, desde 2001, pessoas com idade superior a 25 anos e sem o diploma do Ensino Secundário podem candidatar-se à Universidade. A Universidade determinará se o candidato está ou não qualificado (certificação de aprendizagens não formais) para frequentar um dado curso. Deste modo, muitos adultos começaram programas de formação de professores na Noruega nos últimos anos. 8

20 The first, though possibly erroneous, impression gained by outside observers is of a complex learning system evolving continuously in order to meet the demands of each period and overcome the problems entailed by earlier policies or reforms. It is therefore difficult for the outsider to determine the system s operating principle and its coherence. [ ] Even if one considers just the government agencies responsible for adult education, one is surprised by their diversity and the complexity of their interactions with education providers at the local level: local authorities, businesses, associations of different types, training centres, private welfare institutions, etc. OECD (2001, p.15). O excesso de burocracia usualmente associado aos processos de financiamento FSE podem constituir um forte obstáculo à cooperação das IES que reúnem condições reais de concretização da intervenção. Assim sendo, propõe-se que: Os processos formais para obtenção do financiamento sejam simplificados, por exemplo através da celebração de contratosprograma com IES cujos parâmetros sejam, entre outros, o número de diplomados resultantes da intervenção; As IES envolvidas devem proporcionar horários compatíveis e a matrícula dos beneficiários finais em unidades curriculares nos termos estabelecidos pelo Decreto-Lei nº42/2005 9, de modo a flexibilizar a oferta aos estudantes-trabalhadores; As IES devem optimizar os recursos educativos 10 instalados com o reforço transitório do pessoal docente e não docente para o efeito; Para que o ano de 2007 seja inteiramente aproveitado em actividades efectivas de formação, torna-se premente que ainda no decorrer do presente QCA, isto é no ano de 2006, se proceda à pré-selecção de IES interessadas em participar neste tipo de contratos-programa. Neste contexto torna-se relevante o desenvolvimento de um estudo de especialidade para a quantificação dos recursos envolvidos e áreas de formação prioritárias por região. 9 Aprova os princípios reguladores de instrumentos para a criação do espaço europeu de ensino superior. 10 O desgaste dos recursos laboratoriais e infra-estruturas gerais decorrente de tal volume de formação deve ser passível de elegibilidade financeira através de contratos de manutenção ou substituição quando se faça necessário, a não ser que o contrato-programa ou termo de aceitação seja parametrizado em função do nº de formandos diplomados (forfait). 9

Os Cursos de Especialização Tecnológica Em Portugal Nuno Mangas

Os Cursos de Especialização Tecnológica Em Portugal Nuno Mangas Os Cursos de Especialização Tecnológica Em Portugal Nuno Mangas Fórum novo millenium Nuno Mangas Covilhã, 22 Setembro 2011 Índice 1 Contextualização 2 Os CET em Portugal 3 Considerações Finais 2 Contextualização

Leia mais

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora:

Leia mais

Quadro jurídico no sistema educativo português

Quadro jurídico no sistema educativo português I Simpósio Luso-Alemão sobre a Qualificação Profissional em Portugal - Oportunidades e Desafios Isilda Costa Fernandes SANA Lisboa Hotel, Av. Fontes Pereira de Melo 8, Lisboa 24 de novembro 2014 Contexto

Leia mais

Plano de Atividades 2015

Plano de Atividades 2015 Plano de Atividades 2015 ÍNDICE Introdução 1. Princípios orientadores do Plano Plurianual. Desempenho e qualidade da Educação. Aprendizagens, equidade e coesão social. Conhecimento, inovação e cultura

Leia mais

INVESTIR NO FUTURO CONTRATO DE CONFIANÇA ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL. Janeiro de 2010

INVESTIR NO FUTURO CONTRATO DE CONFIANÇA ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL. Janeiro de 2010 INVESTIR NO FUTURO UM CONTRATO DE CONFIANÇA NO ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL Janeiro de 2010 UM CONTRATO DE CONFIANÇA NO ENSINO SUPERIOR PARA O FUTURO DE PORTUGAL No seu programa, o Governo

Leia mais

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 Factores Determinantes para o Empreendedorismo Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 IAPMEI Instituto de Apoio às PME e à Inovação Principal instrumento das políticas económicas para Micro e Pequenas

Leia mais

CEF/0910/26436 Relatório final da CAE (Univ) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/26436 Relatório final da CAE (Univ) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/26436 Relatório final da CAE (Univ) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

Ensino Superior em Portugal, Que Futuro? Maria da Graça Carvalho 1 de Fevereiro 2013, Lisboa Reitoria UL

Ensino Superior em Portugal, Que Futuro? Maria da Graça Carvalho 1 de Fevereiro 2013, Lisboa Reitoria UL Ensino Superior em Portugal, Que Futuro? Maria da Graça Carvalho 1 de Fevereiro 2013, Lisboa Reitoria UL Índice Investimento público e privado no Ensino Superior Propinas Investimento público e privado

Leia mais

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES

ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES ISAL INSTITUTO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E LÍNGUAS PLANO DE ATIVIDADES 2015 2 Formar gestores e quadros técnicos superiores, preparados científica e tecnicamente para o exercício de funções na empresa

Leia mais

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020 Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020 Universidade de Évora, 10 de março de 2015 Identidade, Competitividade, Responsabilidade Lezíria do Tejo Alto Alentejo Alentejo Central Alentejo Litoral

Leia mais

Grupo Parlamentar. Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO

Grupo Parlamentar. Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO Grupo Parlamentar Projecto de Lei N.º 52/IX ALTERA A LEI DE BASES DO SISTEMA EDUCATIVO O chamado processo de Bolonha não é, por essência, negativo, particularmente se for adoptado numa óptica de estímulo

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 422/VIII

PROJECTO DE LEI N.º 422/VIII PROJECTO DE LEI N.º 422/VIII OBRIGA À DIVULGAÇÃO, POR ESCOLA E POR DISCIPLINA, DOS RESULTADOS DOS EXAMES DO 12.º ANO DE ESCOLARIDADE, BEM COMO DE OUTRA INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR QUE POSSIBILITE O CONHECIMENTO

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

NCE/10/00116 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/10/00116 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/10/00116 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Do Minho A.1.a. Descrição

Leia mais

NCE/10/02916 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/10/02916 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/10/02916 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Instituto Politécnico De Lisboa

Leia mais

Prioridades do FSE para o próximo período de programação 2014-2020

Prioridades do FSE para o próximo período de programação 2014-2020 Prioridades do FSE para o próximo período de programação 2014-2020 Rosa Maria Simões 31 de janeiro de 2013, Auditório CCDR Lisboa e Vale do Tejo Agenda Resultados da intervenção FSE Contributos do FSE

Leia mais

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Gabinete do Ministro CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Breve apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2008 23 de Outubro de 2007 Texto

Leia mais

Conclusões do Conselho sobre o critério de referência da mobilidade para a aprendizagem (2011/C 372/08)

Conclusões do Conselho sobre o critério de referência da mobilidade para a aprendizagem (2011/C 372/08) 20.12.2011 Jornal Oficial da União Europeia C 372/31 Conclusões do Conselho sobre o critério de referência da mobilidade para a aprendizagem (2011/C 372/08) O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, TENDO EM CONTA

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Título Estatísticas da Educação 2008/2009 - Adultos

FICHA TÉCNICA. Título Estatísticas da Educação 2008/2009 - Adultos FICHA TÉCNICA Título Estatísticas da Educação 2008/2009 - Adultos Autoria Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) Direcção de Serviços de Estatística Edição Gabinete de Estatística e Planeamento

Leia mais

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006

O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal. Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O Relatório da OCDE: A avaliação do sistema de ensino superior em Portugal Lisboa, 13 de Dezembro de 2006 O relatório de avaliação do sistema de ensino superior em Portugal preparado pela equipa internacional

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

Plano de Formação. Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015

Plano de Formação. Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015 Plano de Formação Psicologia e Orientação em Contexto Escolar 2014/2015 Enquadramento A evolução tecnológica e a incerteza com que atualmente todas as sociedades se confrontam colocam desafios acrescidos

Leia mais

ÍNDICE ENQUADRAMENTO... 3 1- CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO... 4

ÍNDICE ENQUADRAMENTO... 3 1- CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO... 4 ÍNDICE ENQUADRAMENTO... 3 1- CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO... 4 1.1- DOCENTES:... 4 1.2- NÃO DOCENTES:... 5 1.2.1- TÉCNICAS SUPERIORES EM EXERCÍCIO DE FUNÇÕES... 5 1.2.2- ASSISTENTES OPERACIONAIS EM EXERCÍCIO

Leia mais

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA

ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA ACÇÃO DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA Extracto do PARECER TÉCNICO emitido pelo Especialista da Formação PREÂMBULO O presente Parecer tem como objectivo a análise do Projecto de Investigação

Leia mais

PO AÇORES 2020 FEDER FSE

PO AÇORES 2020 FEDER FSE Apresentação pública PO AÇORES 2020 FEDER FSE Anfiteatro C -Universidade dos Açores -Ponta Delgada 04 de marçode 2015 8EIXO EMPREGO E MOBILIDADE LABORAL > Administração regional Objetivo Específico 8.1.1

Leia mais

SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010

SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010 SECRETÁRIO REGIONAL DA PRESIDÊNCIA Despacho Normativo n.º 69/2010 de 22 de Outubro de 2010 Considerando o Regime de enquadramento das políticas de juventude na Região Autónoma dos Açores, plasmado no Decreto

Leia mais

ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO

ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO Joaquim Mourato (Presidente do CCISP e do IP de Portalegre) XX Congresso Nacional da Ordem dos Engenheiros Centro de Congressos da Alfândega do Porto 18.10.2014 SUMÁRIO

Leia mais

São igualmente tidas em conta situações de pobreza e de exclusão social que necessitam um tratamento específico no âmbito do PRODESA.

São igualmente tidas em conta situações de pobreza e de exclusão social que necessitam um tratamento específico no âmbito do PRODESA. 1. Medida 3.4: Apoio ao desenvolvimento do Emprego e da Formação Profissional 2. Descrição: A Medida Apoio ao desenvolvimento do Emprego e Formação Profissional do PRODESA visa criar as condições para

Leia mais

Auto-avaliação da Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira

Auto-avaliação da Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira Auto-avaliação da Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira Relatório Resumo Junho de 2012 Índice 1. Objectivo... 3 2. Enquadramento... 3 3. Trabalho realizado... 3 4. Dados síntese da Licenciatura

Leia mais

ANÁLISE SWOT DO ENSINO SUPERIOR PORTUGUÊS

ANÁLISE SWOT DO ENSINO SUPERIOR PORTUGUÊS ENCONTRO DA COMISSÃO SECTORIAL PARA A EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CS/11 ANÁLISE SWOT DO ENSINO SUPERIOR PORTUGUÊS OPORTUNIDADES, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE QUALIDADE APRESENTAÇÃO DO TRABALHO GT2 - Ensino Superior

Leia mais

ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE

ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE ACEF/1112/20852 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Fundação Minerva - Cultura - Ensino E Investigação

Leia mais

Protocolo de Acordo entre o Ministério da Educação e o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Secundário

Protocolo de Acordo entre o Ministério da Educação e o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Secundário Protocolo de Acordo entre o Ministério da Educação e o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Secundário Secundário reconhecem que a melhoria da educação e da qualificação dos Portugueses constitui

Leia mais

ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE

ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE ACEF/1112/20967 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Fundação Minerva - Cultura - Ensino E Investigação

Leia mais

AÇÃO 2 COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO E O INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS

AÇÃO 2 COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO E O INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS AÇÃO 2 COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO E O INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS Acção 1 1 AÇÃO 2 COOPERAÇÃO PARA A INOVAÇÃO E O INTERCÂMBIO DE BOAS PRÁTICAS A B Parcerias Estratégicas na área da Educação, Formação

Leia mais

PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS

PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE QUADROS NOTA INFORMATIVA A. Plano Nacional de Formação de Quadros, Instrumento de Execução da Estratégia Nacional de Formação de Quadros 1. Por Despacho de 16 de Novembro

Leia mais

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministério da Educação e Ciência. Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187

SUPLEMENTO I SÉRIE ÍNDICE. Ministério da Educação e Ciência. Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187 I SÉRIE Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Número 187 ÍNDICE SUPLEMENTO Ministério da Educação e Ciência Portaria n.º 292-A/2012: Cria uma experiência-piloto de oferta formativa de cursos vocacionais

Leia mais

UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA

UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA Acção de formação Módulo, curso, curso livre, curso multidisciplinar ou seminário realizado no âmbito da Educação Contínua ou da Aprendizagem

Leia mais

ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE

ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE ACEF/1112/03877 Relatório preliminar da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Da Beira Interior A.1.a. Identificação

Leia mais

1 INFORMAÇÕES SOBRE O TITULAR DA QUALIFICAÇÃO. 1.1 Apelido(s): xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 1.3 Data de nascimento (ano/mês/dia): xxxxxxx

1 INFORMAÇÕES SOBRE O TITULAR DA QUALIFICAÇÃO. 1.1 Apelido(s): xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 1.3 Data de nascimento (ano/mês/dia): xxxxxxx SUPLEMENTO AO DIPLOMA Este Suplemento ao Diploma segue o modelo elaborado pela Comissão Europeia, pelo Conselho da Europa e pela UNESCO/CEPES. A finalidade deste Suplemento é fornecer dados independentes

Leia mais

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020

Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 30 de julho de 2014 Resumo do Acordo de Parceria para Portugal, 2014-2020 Informações gerais O Acordo de Parceria abrange cinco fundos: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional

Leia mais

UNIÃO EUROPEIA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA. Fundos Europeus Estruturais e de Investimento

UNIÃO EUROPEIA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA. Fundos Europeus Estruturais e de Investimento UNIÃO EUROPEIA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA Fundos Europeus Estruturais e de Investimento Capital Humano Sara Estudante Relvas Posicionamento da Região Autónoma da Madeira no contexto nacional e europeu

Leia mais

Instituto de Educação

Instituto de Educação Instituto de Educação Universidade de Lisboa Oferta Formativa Pós-Graduada Mestrado em Educação Especialização: História da Educação (Regime a Distância) Edição Instituto de Educação da Universidade de

Leia mais

QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS

QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS QUADRO DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DE ESCOLAS E AGRUPAMENTOS I Os cinco domínios 1. Resultados 2. Prestação do serviço educativo 3. Organização e gestão escolar 4. Liderança 5. Capacidade de auto-regulação

Leia mais

ENSINO PROFISSIONAL EM PORTUGAL JOAQUIM AZEVEDO. O ensino profissional: uma aposta bem sucedida com quase 25 anos. O passado, o presente e o futuro

ENSINO PROFISSIONAL EM PORTUGAL JOAQUIM AZEVEDO. O ensino profissional: uma aposta bem sucedida com quase 25 anos. O passado, o presente e o futuro ENSINO PROFISSIONAL EM PORTUGAL O ensino profissional: uma aposta bem sucedida com quase 25 anos O passado, o presente e o futuro JOAQUIM AZEVEDO 16 MAR 2012 Uma aposta em quê, em particular? Desenvolvimento

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA REGULAMENTO O Regulamento do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho (CEMT) visa enquadrar, do ponto de vista normativo, o desenvolvimento das actividades inerentes ao funcionamento do curso, tendo

Leia mais

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS As pequenas empresas são a espinha dorsal da economia europeia, constituindo uma fonte significativa de emprego e um terreno fértil para o surgimento de ideias empreendedoras.

Leia mais

ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE

ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE ACEF/1314/21732 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Universidade De Lisboa A.1.a. Outras Instituições

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA I&D EM PORTUGAL

CARACTERIZAÇÃO DA I&D EM PORTUGAL CARACTERIZAÇÃO DA I&D EM PORTUGAL No ano de 2000, o Conselho Europeu, reunido em Lisboa, fixou o objectivo de na próxima década, tornar-se a economia baseada no conhecimento mais competitiva e dinâmica

Leia mais

O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão

O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão 1 2 O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão 3 A origem do Fundo Social Europeu O Fundo Social Europeu foi criado em 1957 pelo Tratado de Roma,

Leia mais

1 INFORMAÇÕES SOBRE O TITULAR DA QUALIFICAÇÃO. 1.1 Apelido(s): xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 1.3 Data de nascimento (ano/mês/dia): xxxxxxx

1 INFORMAÇÕES SOBRE O TITULAR DA QUALIFICAÇÃO. 1.1 Apelido(s): xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 1.3 Data de nascimento (ano/mês/dia): xxxxxxx SUPLEMENTO AO DIPLOMA Este Suplemento ao Diploma segue o modelo elaborado pela Comissão Europeia, pelo Conselho da Europa e pela UNESCO/CEPES. A finalidade deste Suplemento é fornecer dados independentes

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

Fatores Determinantes para o Crescimento do Emprego de Jovens CREJOV

Fatores Determinantes para o Crescimento do Emprego de Jovens CREJOV Fatores Determinantes para o Crescimento do Emprego de Jovens CREJOV THINK TANK 30 de abril de 2013 POAT/FSE: Gerir, Conhecer e Intervir Situação População 15-24 anos- Taxas Dezembro2012 NEETs 18,6 Abando.E.P

Leia mais

Fundo Social Europeu em Portugal. O que é? Para que serve? Como posso beneficiar?

Fundo Social Europeu em Portugal. O que é? Para que serve? Como posso beneficiar? Fundo Social Europeu em Portugal O que é? Para que serve? Como posso beneficiar? Ana O que é o FSE? O FSE (Fundo Social Europeu) é o principal instrumento financeiro da União Europeia para apoiar as pessoas

Leia mais

REGULAMENTO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR 2013 / 2015

REGULAMENTO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR 2013 / 2015 REGULAMENTO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR 2013 / 2015 ÍNDICE 1. Introdução 1 2. Finalidades e objectivos educacionais 2 3. Organização interna do CEAH 2 4. Habilitações de acesso

Leia mais

ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE

ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE ACEF/1112/02397 Relatório preliminar da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Do Minho A.1.a. Identificação

Leia mais

PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação

PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação Versão de Abril de 2014 APRESENTAÇÃO DO PEDIDO A1. Instituição de ensino superior

Leia mais

Seminário Nacional A INDÚSTRIA E O SISTEMA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Contributos para a estratégia 2020

Seminário Nacional A INDÚSTRIA E O SISTEMA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Contributos para a estratégia 2020 Seminário Nacional A INDÚSTRIA E O SISTEMA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Contributos para a estratégia 2020 Painel: Formação em alternância: Que modelo? Empregabilidade, competitividade e sustentabilidade na

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações CENFIC 13 de Novembro de 2009 Elsa Caramujo Agência Nacional para a Qualificação 1 Quadro Europeu de Qualificações

Leia mais

COMISSÃO MINISTERIAL DE COORDENAÇÃO DO PROGRAMA OPERACIONAL POTENCIAL HUMANO

COMISSÃO MINISTERIAL DE COORDENAÇÃO DO PROGRAMA OPERACIONAL POTENCIAL HUMANO Despacho Considerando que os regulamentos específicos do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) são aprovados pela respectiva Comissão Ministerial de Coordenação, nos termos do n.º 5 do artigo 30º

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES. REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. I - Objecto

ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES. REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. I - Objecto ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos I - Objecto O presente regulamento define a organização, desenvolvimento e acompanhamento dos Cursos de Educação

Leia mais

Seminário Ensino Vocacional e Profissional Centro de Formação Ordem de Santiago

Seminário Ensino Vocacional e Profissional Centro de Formação Ordem de Santiago Seminário Ensino Vocacional e Profissional Centro de Formação Ordem de Santiago Isabel Hormigo (Ministério da Educação e Ciência, Lisboa) Setúbal, 7 de fevereiro de 2014 Ciclos de estudos e duração Idade

Leia mais

NCE/11/01396 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/11/01396 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/11/01396 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: E.I.A. - Ensino, Investigação

Leia mais

NCE/10/01121 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/10/01121 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/10/01121 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universitas, Crl A.1.a. Descrição

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

O presente documento suporta a apreciação do ponto 3 da Agenda da reunião da Comissão de Acompanhamento de 13/11/07, sendo composto por duas partes:

O presente documento suporta a apreciação do ponto 3 da Agenda da reunião da Comissão de Acompanhamento de 13/11/07, sendo composto por duas partes: EIXO I COMPETITIVIDADE, INOVAÇÃO E CONHECIMENTO INSTRUMENTO: SISTEMA DE INCENTIVOS À QUALIFICAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DE PME (SI QUALIFICAÇÃO PME) O presente documento suporta a apreciação do ponto 3

Leia mais

Projecto de Lei n.º 54/X

Projecto de Lei n.º 54/X Projecto de Lei n.º 54/X Regula a organização de atribuição de graus académicos no Ensino Superior, em conformidade com o Processo de Bolonha, incluindo o Sistema Europeu de Créditos. Exposição de motivos

Leia mais

Pós-Graduação Conservação e Reabilitação do Edificado

Pós-Graduação Conservação e Reabilitação do Edificado Pós-Graduação Conservação e Reabilitação do Edificado Edital 4ª Edição 2012-2013 Barreiro, Julho de 2012 Pós-Graduação Conservação e Reabilitação do Edificado 1 ENQUADRAMENTO A Pós-Graduação em Conservação

Leia mais

Iniciativa Formação para Empresários Programa de Candidatura

Iniciativa Formação para Empresários Programa de Candidatura Iniciativa Formação para Empresários Programa de Candidatura No âmbito do Contrato de Delegação de Competências do POPH na CCP 1. Enquadramento da Iniciativa A Iniciativa Formação para Empresários tem

Leia mais

Plano de Atividades 2015

Plano de Atividades 2015 Plano de Atividades 2015 Instituto de Ciências Sociais Universidade do Minho 1. Missão Gerar, difundir e aplicar conhecimento no âmbito das Ciências Sociais e áreas afins, assente na liberdade de pensamento,

Leia mais

O Futuro da Política Europeia de Coesão. Inovação, Coesão e Competitividade

O Futuro da Política Europeia de Coesão. Inovação, Coesão e Competitividade O Futuro da Política Europeia de Coesão Inovação, Coesão e Competitividade 20 de Abril de 2009 António Bob Santos Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico Desafios

Leia mais

A difícil concretização do processo de Bolonha no Ensino Superior

A difícil concretização do processo de Bolonha no Ensino Superior A difícil concretização do processo de Bolonha no Ensino Superior O SNESup e o Núcleo de Estudantes de Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra realizaram mais um debate integrado

Leia mais

Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio

Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio Empreendedorismo De uma Boa Ideia a um Bom Negócio 1. V Semana Internacional A Semana Internacional é o evento mais carismático e que tem maior visibilidade externa organizado pela AIESEC Porto FEP, sendo

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres

Leia mais

REGULAMENTO DO XLV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR

REGULAMENTO DO XLV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR REGULAMENTO DO XLV CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR 1. Introdução O Curso de Especialização em Administração Hospitalar (CEAH) da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade

Leia mais

NCE/14/00981 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

NCE/14/00981 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos NCE/14/00981 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos Caracterização do pedido Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Universidade Do Porto A.1.a.

Leia mais

CONTEXTO: Avanços importantes: - Planificação anual conjunta das actividades do sector; -Relatório anual comum de actividades integradas.

CONTEXTO: Avanços importantes: - Planificação anual conjunta das actividades do sector; -Relatório anual comum de actividades integradas. PLANO ESTRATÉGICO INTEGRADO DE ENSINO TÉCNICO, PROFISSIONAL E EMPREGO CONTEXTO: O Governo de Cabo Verde (CV) começou a trabalhar ao longo desta última legislatura na integração dos sectores da formação

Leia mais

REUNIÃO DE TRABALHO PI 10.ii 1 de dezembro, Coimbra CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS

REUNIÃO DE TRABALHO PI 10.ii 1 de dezembro, Coimbra CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS REUNIÃO DE TRABALHO PI 10.ii 1 de dezembro, Coimbra CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS A REGIÃO CENTRO DIAGNÓSTICO DA REGIÃO AMBIÇÃO DA REGIÃO 5 OBJETIVOS: Ser Innovation Follower de acordo com o

Leia mais

DESAFIO PORTUGAL 2020

DESAFIO PORTUGAL 2020 DESAFIO PORTUGAL 2020 Estratégia Europa 2020: oportunidades para os sectores da economia portuguesa Olinda Sequeira 1. Estratégia Europa 2020 2. Portugal 2020 3. Oportunidades e desafios para a economia

Leia mais

1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE

1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE 1º CONTRIBUTO DA UGT O EMPREGO DOS JOVENS INICIATIVA OPORTUNIDADE PARA A JUVENTUDE I. Enquadramento A UGT regista o lançamento da Iniciativa Oportunidade para a Juventude em Dezembro de 2011 e, no âmbito

Leia mais

Senhor Presidente. Senhoras e Senhores Deputados. Senhoras e Senhores Membros do Governo

Senhor Presidente. Senhoras e Senhores Deputados. Senhoras e Senhores Membros do Governo Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhoras e Senhores Membros do Governo O actual momento de crise internacional que o mundo atravessa e que, obviamente, afecta a nossa Região, coloca às

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

Relatório. Turística

Relatório. Turística Relatório anual de avaliação de curso Gestão do Lazer e da Animação Turística 2008 2009 Estoril, Março 200 Francisco Silva Director de Curso de GLAT Conteúdo Introdução... 3 2 Dados do Curso... 3 3 Avaliação

Leia mais

Educação Especial. 2. Procedimentos de Referenciação e Avaliação e Elaboração do Programa Educativo Individual

Educação Especial. 2. Procedimentos de Referenciação e Avaliação e Elaboração do Programa Educativo Individual Educação Especial O Grupo da Educação Especial tem como missão fundamental colaborar na gestão da diversidade, na procura de diferentes tipos de estratégias que permitam responder às necessidades educativas

Leia mais

Vou entrar no Ensino Secundário. E agora? Que via escolher?

Vou entrar no Ensino Secundário. E agora? Que via escolher? Vou entrar no Ensino Secundário. E agora? Que via escolher? A publicação da Lei n.º 85/2009, de 27 de Agosto, estabelece o regime de escolaridade obrigatória para as crianças e jovens em idade escolar,

Leia mais

Escola Superior de Educação João de Deus

Escola Superior de Educação João de Deus Regulamento do 2.º Ciclo de Estudos Conducente ao Grau de Mestre em Educação pela Arte Artigo 1.º Objectivos Os objectivos dos cursos de mestrado (2.º ciclo), da Escola Superior de Educação João de Deus

Leia mais

REDE TEMÁTICA DE ACTIVIDADE FÍSICA ADAPTADA

REDE TEMÁTICA DE ACTIVIDADE FÍSICA ADAPTADA REDE TEMÁTICA DE ACTIVIDADE FÍSICA ADAPTADA Patrocinada e reconhecida pela Comissão Europeia no âmbito dos programas Sócrates. Integração social e educacional de pessoas com deficiência através da actividade

Leia mais

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO::

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO:: ::ENQUADRAMENTO:: :: ENQUADRAMENTO :: O actual ambiente de negócios caracteriza-se por rápidas mudanças que envolvem a esfera politica, económica, social e cultural das sociedades. A capacidade de se adaptar

Leia mais

CTCV. seminários. Programas de apoio no novo Quadro Portugal 2020. Seminário ISO 9001 e ISO 14001 Enquadramento e alterações nos referenciais de 2015

CTCV. seminários. Programas de apoio no novo Quadro Portugal 2020. Seminário ISO 9001 e ISO 14001 Enquadramento e alterações nos referenciais de 2015 23 10 2014 Programas de apoio no novo Quadro Portugal 2020 Seminário ISO 9001 e ISO 14001 Enquadramento e alterações nos referenciais de 2015 Victor Francisco Gestão e Promoção da Inovação 21 de outubro

Leia mais

ACEF/1112/03902 Relatório final da CAE

ACEF/1112/03902 Relatório final da CAE ACEF/1112/03902 Relatório final da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora: Universidade Da Beira Interior A.1.a. Identificação

Leia mais

Plano de Atividades 2014

Plano de Atividades 2014 Plano de Atividades 2014 Escola de Ciências Universidade do Minho 1. Missão A Escola de Ciências tem como missão gerar, difundir e aplicar conhecimento no âmbito das Ciências Exatas e da Natureza e domínios

Leia mais

Perfil Profissional de Treinador

Perfil Profissional de Treinador Programa Nacional de FORMAÇÃO de Treinadores Grau4 Perfil Profissional de Treinador Perfil Profissional - GRAU IV A formação de Grau IV consubstancia o topo da hierarquia profissional da actividade de

Leia mais

Candidatura a Presidente da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique. Programa de Acção. Luis Filipe Baptista

Candidatura a Presidente da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique. Programa de Acção. Luis Filipe Baptista Candidatura a Presidente da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique Programa de Acção Luis Filipe Baptista ENIDH, Setembro de 2013 Motivações para esta candidatura A sociedade actual está a mudar muito

Leia mais

Queres ir Estudar para outro Estado-Membro da União Europeia? Quais as Oportunidades? Quais os teus Direitos?

Queres ir Estudar para outro Estado-Membro da União Europeia? Quais as Oportunidades? Quais os teus Direitos? Queres ir Estudar para outro Estado-Membro da União Europeia? Quais as Oportunidades? Quais os teus Direitos? ESTUDAR noutro país da UE ESTUDAR noutro país da UE ESTUDAR noutro país da UE I. DIREITO DE

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. N. o 184 11-8-1998 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. N. o 184 11-8-1998 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 184 11-8-1998 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A 3907 seguem as atribuições e competências que lhes são conferidas pelos respectivos estatutos, aprovados, respectivamente, pelos Decretos-Leis n. os 74/95,

Leia mais

PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação

PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação PEDIDO DE ACREDITAÇÃO PRÉVIA DE NOVO CICLO DE ESTUDOS (PAPNCE) (Ensino Universitário e Politécnico) Guião de apresentação Versão de Setembro de 2013 APRESENTAÇÃO DO PEDIDO A1. Instituição de ensino superior

Leia mais

Um mar de oportunidades. Mestrado em Gestão Portuária. Mensagem do Presidente da ENIDH Escola Superior Náutica Infante D. Henrique.

Um mar de oportunidades. Mestrado em Gestão Portuária. Mensagem do Presidente da ENIDH Escola Superior Náutica Infante D. Henrique. Um mar de oportunidades Mestrado em Gestão Portuária Mensagem do Presidente da ENIDH Escola Superior Náutica Infante D. Henrique A ENIDH é a Escola Superior pública portuguesa que assegura a formação de

Leia mais