Roseanne Iamarino Marin

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1 Roseanne Iamarino Marin Produção em laboratório do agente de controle biológico Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) criado em Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Pyralidae) Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos São João da Boa Vista, SP, 2004

2 Roseanne Iamarino Marin Produção em laboratório do agente de controle biológico Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) criado em Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Pyralidae) Nome do orientador: Msc Giuliano Buzá Jacobucci Monografia apresentada como requisito da disciplina Estágio Supervisionado, do Curso de Ciências Biológicas Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos São João da Boa Vista, SP, 2004

3 Data da defesa: / / Membros da banca Giuliano Buzá Jacobucci Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos Maria Auxiliadora de Godoy Oriani Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos Arthur Ziggiatti Güth Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos

4 Agradecimentos: À minha família que sempre me apoiou durante todo o curso, me dando forças para continuá-lo. Ao meu tio Paulo Roberto Iamarino e às pessoas que se disporam a me ajudar no meu trabalho. A todos os alunos do curso de Ciências Biológicas que, junto comigo, passaram por todos os obstáculos, superando-os e vencendo mais uma etapa da vida que é concluir o curso. Em especial, as amigas: Bárbara Angélica, Bárbara Letícia, Maraísa, Letícia e minha irmã Marianne que me mostraram uma valiosa amizade. Aos funcionários da Usina em que fiz estágio, que com toda a paciência solicitaram informações valiosas que contribuíram para a conclusão desse trabalho. Aos profs. Msc. Arthur Ziggiatti Güth e Dr. Maria Auxiliadora de Godoy Oriani que grande satisfação convide-os a fazerem parte da banca examinadora. Em especial, ao prof. Msc Giuliano Buzá Jacobucci que muito gentilmente dispôs de seu tempo e conhecimento para me orientar no trabalho.

5 RESUMO O Controle Biológico é um método que utiliza inimigos naturais (predadores, parasitóides ou microrganismos) na diminuição de infestação de pragas de uma cultura. A espécie Cotesia flavipes, apresentada neste trabalho, é uma vespa parasitóide que combate a broca-da-cana Diatraea saccharalis (Lepidoptera), uma praga que causa grandes perdas na produção de cana-de-açúcar. A vespa e a broca-da-cana são produzidas no Laboratório de Entomologia da Usina Nossa Senhora Aparecida Virgolino de Oliveira, localizada no município de Itapira, Estado de São Paulo, Brasil. Os ovos de D. saccharalis são produzidos através do acasalamento das mariposas sob condições controladas de temperatura e luminosidade. A postura é mantida em condições adequadas de umidade e tratada para evitar contaminação por microrganismos, e então transferida para recipientes, nos quais as lagartas eclodidas (após cerca de vinte dias) se alimentarão de uma dieta balanceada. Cerca de 5% das lagartas de D. saccharalis são mantidas para se transformarem em crisálidas e posteriormente em mariposas, de modo que se garanta a produção no laboratório. No restante é inoculado o parasitóide. A vespa oviposita na lagarta e esta após 14 dias já está morta com pupas da vespa formadas. Aproximadamente 5% das pupas que originam vespas servem de matrizes para inoculação das lagartas da broca em laboratório. Os 95% das pupas são liberados na plantação de cana-de-açúcar da usina para atuar como agente de controle biológico.

6 ABSTRACT Biological Control is a method of controlling pests (small insects, or microorganisms that harm or destroy crops) by using natural predators (parasitoids or microorganisms). Cotesia flavipes, presented in this study, is a parasitoid wasp that attacks the sugar cane (Diatraea saccharalis) which infest sugar cane plantations. This natural predator as well as sugar cane borer are kept and studied in an entomological laboratory at Usina Nossa Senhora Aparecida Virgolino de Oliveira, Brazil. A special diet has been developed to D. saccharalis which is used to feed its larvae after they have left the eggs. When the larvae grows, 5% of them will be set apart from the others so they turn into cocoons, and later into moths (these moths will couple, and will lay more eggs); and the other 95% will be inoculated by the wasp. The wasp lays eggs on the larvae which will be dead within fourteen days, and this way the wasp pupas are formed. Also, 5% of the pupas will become the matrices (left for larva inoculation), and 95% will be released to sugar cane plantation so that the wasps lay their eggs on the borer larvae found in the crops.

7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CONTROLE BIOLÓGICO: DEFINIÇÃO CONTROLE BIOLÓGICO NO PASSADO CONTROLE BIOLÓGICO NO PRESENTE CONTROLE BIOLÓGICO NO BRASIL CONTROLE BIOLÓGICO NO FUTURO PRODUÇÃO EM LABORATÓRIO DO AGENTE DE CONTROLE BIOLÓGICO C. flavipes CRIADO EM D. saccharalis CARACTERÍSTICAS GERAIS DA BROCA DA CANA-DE-AÇÚCAR D. saccharalis CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PARASITÓIDE C. flavipes LABORATÓRIO DE ENTOMOLOGIA DA USINA NOSSA SENHORA APARECIDA VIRGOLINO DE OLIVEIRA DESCRIÇÃO DAS TÉCNICAS DE PRODUÇÃO Higienização do Ambiente de Trabalho e dos Materiais Utilizados Preparação da Dieta da Broca-da-cana Acasalamento Tratamento da Postura Preparação da Postura Inoculação dos Ovos para Produção de Matrizes de Mariposas Preparação de Crisálidas Revisão de Crisálidas Inoculação dos Ovos para Produção de Lagartas...38

8 Inoculação da Vespa na Broca Revisão de C. flavipes Liberação das Vespas em Campo CONCLUSÃO...47 REFERÊNCIAS...49 APÊNDICE...53

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Ovos de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar...19 Figura 2. Lagarta de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar...20 Figura 3. Pupa de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar...20 Figura 4. Adultos de D. saccharalis (F.) em laboratório: a) fêmea, b) macho...21 Figura 5. As galerias feitas pelas lagartas de D. saccharalis (F.) dentro dos colmos da cana-de-açúcar (colmos broqueados)...22 Figura 6. Vespa C. flavipes (C.) parasitando a lagarta D. saccharalis (F.)...23 Figura 7. Tubos de PVC (câmaras) utilizados como gaiolas para o acasalamento de D. saccharalis (F.)...33 Figura 8. Ovos de D. saccharalis (F.) em papel sulfite (no laboratório)...34 Figura 9. Placas de Petri montadas com ovos da D. saccharalis (F.)...35 Figura 10. Frasco de vidro transparente (500ml) com tampa de metal...39 Figura 11. Frascos contendo ovos da D. saccharalis (F.) para posterior inoculação das lagartas...39 Figura 12. Sala das lagartas inoculadas. Estas ficam em bandejas com dieta...41 Figura 13. Funcionária retirando as massas localizadas no interior da dieta...42 Figura 14. Massas de C. flavipes (C.) em um copo plástico...43 Figura 15. Fluxograma de produção de C. flavipes (C.) em D. saccharalis (F.) criada sobre dieta artificial...44 Figura 16. Vespas que eclodiram das pupas em recipiente plástico...45 Figura 17. Esquema da liberação de C. flavipes na cana-de-açúcar...46

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1. Ingredientes utilizados na dieta de HENSLEY & HAMMOND (1968) apud MACEDO (2000), modificada, de criação e realimentação de lagartas Diatraea saccharalis (F.)

11 11 1 INTRODUÇÃO A produção de alimentos teve grande aumento devido ao uso de defensivos químicos para controlar insetos pragas. Isso, tempos atrás, foi uma revolução na agricultura. Porém, se esses defensivos forem usados sem critério e continuamente, causam sérios problemas ambientais, tais como a presença de resíduos em alimentos e desequilíbrio ecológico. Pensando nos problemas ambientais, entomologistas se preocuparam em utilizar outras formas de controle, avançando em pesquisas com inimigos naturais e assim conseguindo utilizá-los, sendo esse método chamado controle biológico de pragas (MACHADO, 1988). Assim, obteve-se também um custo menor ao agricultor em vista de menor ou não utilização de inseticidas e pesticidas. Os inimigos naturais são predadores, parasitóides e microrganismos. Todos esses inimigos podem ser utilizados e produzidos em laboratório levando em conta sua biologia. Mas em termos de custo, manipulação e taxonomia (por serem mais conhecidos) os parasitóides são os mais utilizados (PARRA, 2000). Um dos exemplos da utilização do controle biológico é na cultura da cana-deaçúcar, por esta ter grande importância em diversos países, principalmente no Brasil, que é um dos líderes mundiais na produção de açúcar e álcool de cana. No Estado de São Paulo, a principal praga que infesta a cana-de-açúcar é a broca (Diatraea saccharalis), cujos danos são responsáveis por grandes prejuízos na produção de açúcar e álcool (BOTELHO, 1993). No intuito de controlá-la, sem prejudicar o meio ambiente, inimigos naturais são produzidos em laboratório. Apesar dessa praga possuir vários inimigos naturais, a vespa Cotesia flavipes (Cameron) (Hymenoptera: Braconidae) é a mais utilizada. Em várias utilizações, esse parasitóide foi o mais eficiente na diminuição da população da D. saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Pyralidae), quando comparado com outros parasitóides (MACEDO, 2000). O objetivo principal deste trabalho é descrever a técnica aplicada à produção da vespa C. flavipes e do seu hospedeiro definitivo D. saccharalis em laboratório. Pretende-se ainda abordar o histórico, a situação atual e as perspectivas de utilização do controle biológico.

12 12 2 CONTROLE BIOLÓGICO: DEFINIÇÃO O controle biológico é utilizado na agricultura para substituir substâncias químicas (inseticidas e pesticidas) (ODUM,1988). Ele tem como finalidade manter as espécies de pragas em níveis aceitáveis através da introdução de um predador natural, parasitóide ou microrganismo que lhe cause doença ou morte, pois todas as espécies de plantas e animais possuem inimigos naturais que atacam seus vários estágios de vida (BRAGA et al., 2003; BUG Agentes Biológicos, 2004). Esse controle, segundo BELLOTTI (1992), pode ser visto sob dois aspectos: o controle biológico natural (ou clássico), que ocorre sem o auxílio do homem (ou seja, os inimigos naturais não são criados em laboratório e nem liberados ao campo) e o controle biológico aplicado que envolve a intervenção humana (a produção dos inimigos naturais em laboratório para posterior liberação à cultura). O controle biológico é um componente do Manejo Integrado de Pragas (MIP) que visa controlar as pragas de modo a minimizar as perdas econômicas por meio de sua redução populacional sem que seja preciso eliminá-las completamente, juntando outros métodos de controle físico, comportamental, de resistência de plantas a insetos, genético, minimizar o aparecimento de pragas resistentes, reduzir o surto de pragas secundárias, reduzir o risco para a saúde humana, reduzir poluição, maximizar o potencial de controle natural, preservar a população de inimigos naturais visando critérios econômicos, ecológicos e sociais (BRAGA et al., 2003; BUG Agentes Biológicos, 2004; SCOMPARIM, 2003). Esse método também visa respeitar e incentivar a ação benéfica dos inimigos naturais nativos da broca, que já controlam elevadas porcentagens das populações da broca, em ambientes não perturbados (TÉRAN & NOVARETTI, 1980). Os parasitóides são os mais utilizados no controle de pragas de insetos produzidos em laboratório, pela sua taxonomia, baixo custo, fácil manipulação e por se alimentarem da própria praga (em uma certa fase da vida), não sendo necessária a criação de uma dieta para eles (PARRA, 2000). Os parasitóides são organismos intermediários entre predadores e parasitas (ODUM, 1988). Eles possuem algumas características de parasitas porque têm um hospedeiro específico e alto potencial biótico (capacidade natural de crescimento da população), residindo no interior de um hospedeiro vivo e comendo seus tecidos, que por conta disso fazem também o

13 13 papel de predador, pois inevitavelmente matam seus hospedeiros (ODUM, 1988; RICKLEFS, 2003). Existem dois tipos de parasitóide: endoparasitóide que ataca dentro de organismo do hospedeiro e ectoparasitóide atacando externamente ao corpo do hospedeiro (INSTITUTO BIOLÓGICO, 2004). O termo parasitóide se aplica a espécies de vespas (Hymenoptera) e moscas (Diptera), que em sua fase larval se alimentam dos tecidos de hospedeiros vivos normalmente os ovos, larvas e pupas de outros insetos levando estes inevitavelmente à morte, mas somente quando a larva do parasitóide já tenha empupado (RICKLEFS, 2003). Segundo PARRA (1992), existem três tipos de criações de insetos em laboratório: em pequena escala, comercial e massal. O primeiro tipo é conduzido por uma única pessoa e tem por objetivo estudar os aspectos básicos do inseto, sendo de vital importância para que possam ser desencadeados os demais tipos de criações. As criações comerciais (segundo tipo) são mantidas por companhias que comercializam os insetos a empresas que necessitem desses insetos para controlar suas culturas. O terceiro tipo de criação, a massal, envolve operações semelhantes a uma fábrica para servir de suporte a um programa de controle biológico, ou seja, uma empresa cria os inimigos para utilizar em uso próprio (da empresa). 2.1 CONTROLE BIOLÓGICO NO PASSADO No século III, os chineses utilizavam formigas predadoras (como Oecophylla smaragdina) para controlar pragas de citros. No começo do século XVII (1602) há uma citação de Aldrovandi, da emergência do parasitóide Apanteles (=Cotesia) glomeratus Linnaeus (Hymenoptera: Braconidae) de lagartas de Pieris rapae Linnaeus (Lepidoptera: Pieridae). Porém, através de uma confusão de casulos como ovos feita pelo autor, esta sofre uma correção de Vallisnieri um tempo depois (PARRA, 2000). Vários casos de introdução de predadores seguiram-se nos séculos XVIII e XIX. Neste último, houve estudos com patógenos que culminaram com os primeiros estudos com vírus controlando insetos, no século XX. Entretanto, o controle

14 14 biológico clássico teve o seu início propriamente dito em 1889 onde, um ano antes, havia sido introduzida a joaninha australiana, Rodolia cardinalis (Coleoptera: Coccinellidae), para controlar o pulgão branco Icerya purchasi (Hemiptera: Margarodidae), que era uma praga dos pomares cítricos da Califórnia, EUA. Como durante um ano, a população da cochonilha citada estava controlada, iniciou-se o controle biológico clássico no mundo nesta data (PARRA, 2000). Da década de 1940 até metade dos anos 60, foi chamada a época dos orgânicos sintéticos (pesticidas) onde a indústria de formulados expandiu-se em vários países para equacionar os problemas envolvidos na preparação dos defensivos orgânicos sintéticos, então comercializados pela primeira vez. Nessa época, o Controle Biológico Clássico (sem intervenção do homem) deixou de ter a devida importância pela agressividade que os inseticidas causavam nos inimigos naturais, ou seja, os agricultores utilizavam além do Controle Biológico, os inseticidas para matar as pragas mais rapidamente (já que com o Controle Biológico a morte das pragas se dava a longo prazo) (PARRA, 2000). Como o uso de inseticidas estava preocupando os agricultores, pois causavam muitos danos ao seu próprio cultivo e a todo o meio ambiente, havia uma necessidade de se fazer algo para proteger a biodiversidade. Houve, então, o ressurgimento do controle biológico, porém com inovações dessa alternativa de controle, ou seja, a conservação e multiplicação de inimigos naturais, agora incorporados em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) (PARRA, 2000). 2.2 CONTROLE BIOLÓGICO NO PRESENTE Com o passar dos anos, a consciência de manutenção da qualidade ambiental tomou conta da cabeça das pessoas, houve o aparecimento de novos produtos para controlar pragas (reguladores de crescimento, aqueles que atuam em nível de mitocôndria, de canais de Sódio e Potássio) e os produtos químicos se tornaram cada vez mais seletivos fazendo com que o controle biológico clássico voltasse com alta intensidade e sendo mais um importante componente de programas de MIP. O MIP ou Manejo Ecológico de Pragas (MEP) consiste em conhecer melhor as pragas (biologia e comportamento), conhecer o nível de infestação que causa prejuízos econômicos, só utilizar o produto químico quando realmente for

15 15 necessário, fazer aquisição de pesticida somente mediante receituário agronômico (SOUSA, 2004) é muito empregado nos dias de hoje, visando uma agricultura sustentável (PARRA, 2000). Na agricultura sustentável o ciclo produtivo é fechado dentro da propriedade, havendo um equilíbrio energético (entre produção e consumo), conservando os recursos envolvidos e com mínimo, ou nenhum, ingresso de energia externa derivada de combustíveis fosseis (adubos químicos, agrotóxicos, combustível, etc) (SEIDEL, 2004). Atualmente é dada uma importância cada vez maior ao Controle Biológico, tanto Clássico quanto Aplicado, pois os inimigos naturais são os principais causadores da mortalidade no agroecossistema, possuindo uma função relevante na manutenção do equilíbrio de pragas. Os parasitóides apresentam métodos de amostragem e níveis de controle que facilitam na utilização de qualquer programa de Manejo de Pragas para poder controlá-los e manejá-los. Além disso, o controle biológico mantém a população de pragas em níveis toleráveis, quando comparado a outros métodos de controle, como os culturais, físicos, de resistência de plantas a insetos e métodos comportamentais (feromônios), que podem até ser utilizados com métodos químicos (especialmente reguladores de crescimento e produtos de última geração, pouco agressivos ao ambiente) (PARRA, 2000). Em MIP devem ser adotados os procedimentos básicos de Controle Biológico, que são: introdução, conservação e multiplicação. Na parte de conservação, devem ser utilizados produtos seletivos somente a alguns tipos de insetos (Controle Biológico Natural), principalmente quando se trata de culturas com grande número de pragas, onde poderia ser difícil a utilização de agentes biológicos, dada a sua especificidade. Em culturas com pequeno número de pragas, sejam exóticas, para as quais a introdução de inimigos naturais pode ser de grande valia, ou para pragas nativas, para as quais devem ser utilizados inimigos naturais locais, o Controle Biológico Aplicado (CBA), envolvendo produções massais de inimigos naturais e posterior liberação inundativa, assume grande importância (PARRA, 2000). É importante frisar que o MIP requer um planejamento anterior ao plantio das safras agrícolas, principalmente se forem utilizados métodos como rotação de culturas, plantio em faixas, variedades resistentes e outros. Tais métodos devem envolver também os grupos de agricultores de uma região, já que as pragas não respeitam divisas entre propriedades (BRAGA et al., 2003).

16 16 Por todos esses motivos, dá para se imaginar um manejo integrado da agricultura, que combina todos os processos de produção agrícola dentro do contexto de um único ecossistema ou agroecossistema (BRAGA et al., 2003). Segundo BRAGA et al. (2003), as razões apresentadas anteriormente justificam as duas grandes linhas em que se apóiam os esforços de controle dos efeitos dos inseticidas. A primeira delas, de longo prazo, mais radical e de viabilidade que depende de verificação, sugere alcançar soluções alternativas de combate às pragas agrícolas como, por exemplo, as de base biológica ou física, que se baseiam na criação e disseminação de obstáculos e restrições à sobrevivência do organismo por meio de predadores e de armadilhas. A segunda tem como fundamento o estabelecimento de uma estrutura legal e institucional que impeça a produção e comercialização dos defensivos químicos que possuem efeitos negativos maiores e o controle da intensidade e do modo de sua aplicação pelo agricultor. O controle biológico natural que consiste na conservação de inimigos naturais terá cada vez mais espaço, especialmente para culturas que possuam um enorme número de pragas, podendo ser utilizado juntamente com novos defensivos químicos cada vez menos agressivos ao ambiente (que afetem as pragas, sem afetar os inimigos naturais) (BRAGA et al., 2003). Por outro lado, pela suas características, o método que mais se utiliza em programas de Manejo de Pragas é o Controle Biológico Aplicado (CBA), especialmente pelo avanço das criações massais de insetos, empregando-se dietas artificiais, e atendendo à chamada multiplicação (que é o procedimento básico de Controle Biológico) (PARRA, 2000). 2.3 CONTROLE BIOLÓGICO NO BRASIL Em nosso país, a introdução de inimigos naturais aconteceu em 1921, com a importação de Prospaltella berlesi (Hymenoptera: Aphelinidae), originário dos EUA, para controlar a conchonilha-branca-do-pessegueiro, Pseudaulacaspis pentagona (Hemiptera: Diaspididae). Outros inimigos naturais foram importados com resultados animadores, como foi caso de Neodusmetia sangwani (Hymenoptera: Encyrtydae) para controle de Antonina graminis (Hemiptera: Pseudococcidae) em pastagens, na década de 60. Dez anos depois, introduções com grande sucesso se deram a

17 17 Cotesia flavipes (Cameron), de Trinidad-Tobago, para manejar a população de Diatraea saccharalis (Fabricius); e com parasitóides de pulgões do trigo realizada pela EMBRAPA, para controlar os principais afídeos da cultura. Na década de 90, obteve-se sucesso com a introdução da Trichogramma pretiosum (Hymenoptera: Trichogrammatidae, natural da Colômbia, para controle da traça Tuta absoluta em tomateiro industrial. Por causa desses e outros excelentes resultados gerados e pelo Sistema de Quarentena Costa Lima (Centro Nacional de Pesquisas em Monitoramento e Avaliação de Impacto Ambiental) que foi criado recentemente pela EMBRAPA- CNPMA, Jaguariúna, SP, facilitando as importações, grandes áreas têm sido tratadas com os inimigos naturais dando maior credibilidade aos programas de Controle Biológico no Brasil (PARRA, 2000). Sem dúvida, a pressão mundial existente relacionada a problemas ambientais e o potencial de utilização de agentes de Controle Biológico em países tropicais, são as características que aumentaram cada vez mais a utilização desta tática de controle (PARRA, 2000). No Brasil, ainda existem problemas relacionados à falta de estudos básicos (incluindo análises de impacto ambiental); descontinuidade de programas e/ou projetos mal planejados e, muitas vezes, isolados (sem características inter ou multidisciplinares); falta de credibilidade no Controle Biológico dificultando o aparecimento de firmas idôneas que comercializem inimigos naturais (prática comum em países desenvolvidos); inexistência de uma política nacional com definição de prioridades, principalmente voltada para estudos de Controle Biológico em culturas de subsistência; poucos investimentos na área e dificuldade de transferência da tecnologia gerada ao usuário. Este último talvez seja o mais importante deles, pois muitas vezes existe a tecnologia, mas esta não chega ao agricultor (PARRA, 2000). Apesar de todos esses problemas, o Brasil tem a vantagem de ser um país tropical. Não há invernos tão rigorosos, o que facilita a criação de inimigos naturais. O Brasil tem uma rica biodiversidade de ecossistemas que facilitam a busca de inimigos naturais capazes de solucionarem problemas críticos na agropecuária e saúde pública. Por outro lado, fatores de ordem ambiental, econômica e social, como o aumento da consciência da importância da preservação ambiental, o grande número de pessoas com intoxicações crônicas ou agudas causadas por inseticidas, o aumento da resistência dos insetos aos produtos químicos e os elevados custos de produção, tem estimulado o interesse das empresas a utilizarem o controle biológico

18 18 de insetos (PARRA, 1980a; DOSSI &CONTE, 2002; BESSERA & PARRA, 2004 apud DOSSI et al. 2004). Atualmente, o Brasil possui programas semelhantes aos melhores do mundo em qualidade e em áreas tratadas com insetos. Um ótimo exemplo da utilização desse programa é para o controle de D. saccharalis (praga da cana) através da liberação de C. flavipes em ha por ano (no Brasil, em geral). Esse programa obteve uma relação custo/benefício excelente. Na década de 80 os ataques da broca-da-cana, foram responsáveis, em São Paulo, por perdas de 100 milhões de dólares anuais. Atualmente, após a implantação do braconídeo citado, estas perdas caíram para 20 milhões/ano (PARRA, 2000). 2.4 CONTROLE BIOLÓGICO NO FUTURO Para que o Brasil possa ter condições em competir com países desenvolvidos é essencial que se corrijam os problemas acima citados e que haja uma ponderação entre a pesquisa básica e a aplicada para o desenvolvimento de novas tecnologias. Fatores indispensáveis para que o Brasil possa acompanhar, nas mesmas condições que os países desenvolvidos, as mudanças envolvendo o Controle Biológico (aplicações de biologia molecular, plantas transgênicas e produção de parasitóides in vitro ) são o treinamento de pesquisadores no Brasil ou exterior e o relacionamento entre o país e outras nações. Uma das tecnologias já existentes no Brasil é a produção de parasitóides in vitro (CÔNSOLI & PARRA, 1997; CÔNSOLI & PARRA, 1999 apud PARRA, 2000). Modificações continuarão a ocorrer no Controle Biológico, pois, no futuro, haverá uma exploração maior dos estudos de relações tróficas, serão aperfeiçoadas as linhagens de inimigos naturais (adaptáveis às drásticas variações de temperatura) juntamente com o aprimoramento de técnicas de criação (manejo da criação) com o controle de qualidade do parasitóide ou predador produzido, avanço nos produtos (tornando-os cada vez mais seletivos) e técnicas inovadoras de liberação e armazenamento, tornando este insumo biológico cada vez mais eficiente e acessível ao usuário. É importante ressaltar que o Controle Biológico não pode ser visto somente como uma atividade isolada dentro de um MIP, deve ser analisado sob um ponto de vista global para ampliar o seu espectro de utilização (PARRA, 2000).

19 19 3 PRODUÇÃO EM LABORATÓRIO DO AGENTE DE CONTROLE BIOLÓGICO C. flavipes CRIADO EM D. saccharalis 3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA BROCA DA CANA-DE- AÇÚCAR D. saccharalis D. saccharalis (Fabricius, 1794), (Lepidoptera, Pyralidae) é um inseto de metamorfose completa (DOSSI et al., 2004), e ocorrência nas Américas sendo popularmente conhecida como broca-da-cana por ser a principal praga da cana-deaçúcar, onde causa diversos prejuízos (BOTELHO, 1992). Suas posturas correspondem a massas de ovos imbricadas com coloração amarela no início do desenvolvimento, escurecendo perto da eclosão das lagartas (Figura 1) (BUG Agentes Biológicos, 2004). FIGURA 1. Ovos de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar. Fonte: BUG Agentes Biológicos, As lagartas eclodem após 4 a 9 dias, têm coloração amarelada, com manchas ou pontuações pretas pelo corpo e a cápsula cefálica de cor preta (Figura 2). Possuem as fases de primeiro a quinto instares. As fêmeas podem chegar a medir até 25 mm de comprimento, sendo o macho, um pouco menor. Alimentam-se do parênquima das folhas e depois da primeira ecdise entram pela parte mais mole do colmo, a gema, onde permanecerão por cerca de 35 a 40 dias (contando a fase larval com a fase de pupa) (Figura 3). Antes da pupação, as lagartas abrem um

20 20 orifício no colmo para posterior saída do adulto. A fase de pupação dura entre 9 e 14 dias (BUG Agentes Biológicos, 2004). FIGURA 2. Lagarta de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar. Fonte: BUG Agentes Biológicos, FIGURA 3. Pupa de D. saccharalis (F.) em cana-de-açúcar. Fonte: BUG Agentes Biológicos, As mariposas adultas possuem coloração amarelo palha (fêmeas) e amarelo mais escuro (machos) e suas asas anteriores contêm linhas diagonais em forma de V invertido podendo atingir também o mesmo tamanho que as lagartas (Figura 4) (NARDIN, 2004; BUG Agentes Biológicos, 2004). O adultos vivem até 7 dias (em média) e uma só fêmea chega a colocar 600 ovos ao longo de sua vida (BUG Agentes Biológicos, 2004).

21 21 (a) (b) FIGURA 4. Adultos de D. saccharalis (F.) em laboratório: a) fêmea, b) macho. Fonte: NARDIN, A fase larval é a que gera prejuízos à cultura da cana-de-açúcar. Sua ocorrência pode ser extremamente destrutiva, chegando a inviabilizar a atividade dependendo da intensidade de ataque (Figura 5) (MACEDO, 2004). Os danos que ela causa, podem ser divididos em danos diretos e indiretos. O dano direto corresponde à abertura de galerias que a lagarta faz, causando perda de peso da cana, diminuição da germinação pela morte das gemas, e se o caminhamento da broca for circular, tombamento da cana (BUG Agentes Biológicos, 2004). Se a cana for jovem, a broca pode causar a morte do ponteiro (seca das folhas e morte do broto) e conseqüentemente a morte da cana (NARDIN, 2002). Os danos indiretos, que são os mais importantes, antecedem o dano direto, pois havendo uma abertura na cana, ocorre facilitação da entrada de microrganismos (fungos e bactérias) prejudicando o processo de produção de açúcar e álcool. A produção de açúcar é comprometida, pois os fungos ocasionam a inversão da sacarose em outros açúcares que não cristalizam, e na produção de álcool, as bactérias competem com as leveduras que fazem a fermentação alcoólica, diminuindo o volume de álcool produzido. As perdas podem chegar a 35Kg de açúcar/ha, e a 30 litros de álcool/ha com apenas 1% de colmos broqueados (BUG Agentes Biológicos, 2004). Cada 1% de Intensidade de infestação. (I.I.) corresponde a 0,77% de queda na produção da cana. Estudos feitos por PRECETTI et al. (1988), mostraram que para cada 1% de I.I., os índices médios de perdas de açúcar foram de 0,370 kg/t cana e de álcool 0,165 l/ton cana. Para uma produção de t, perde-se t ou 112 ha (NARDIN, 2002).

22 22 FIGURA 5. As galerias feitas pelas lagartas de D. saccharalis (F.) dentro dos colmos da cana-de-açúcar (colmos broqueados). Fonte: BUG Agentes Biológicos, Os principais inimigos naturais que podem fazer com que a população de D. saccharalis reduza são os seguintes: Formigas (predadoras) que predam posturas e lagartas de primeiro ínstar; parasitóides Trichogramma galloi (Hymenoptera: Trichogrammatidae) e C. flavipes que parasitam postura e lagartas, respectivamente. Outros inimigos naturais que também podem ajudar na diminuição da praga são dois parasitóides de mesma ordem e família: Paratheresia claripalpis Wulf e Metagonistylum minense Towns (Diptera: Tachinidae) (BOTELHO, 1993). 3.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PARASITÓIDE C. flavipes C. flavipes (Cameron, 1891) (= Apanteles flavipes) se encontra dentro da ordem Hymenoptera e da família Braconidae. Ela é uma vespa parasitóide microhimenóptero gregário, haplodiplóide, onde as fêmeas do parasitóide originamse de ovos fertilizados, enquanto que os machos são produzidos por partenogênese arrenótica, ou seja, de ovos não fertilizados (VETORELLI et al., 1999).

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