Helicoverpa armigera. Ivan Cruz, entomologista

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1 Helicoverpa armigera Ivan Cruz, entomologista

2 Controle Biológico com ênfase a Trichogramma Postura no coleto Posturas nas folhas

3 Trichogramma Manejo Integrado de Pragas com ênfase a conservação da biodiversidade Postura no coleto

4 Trichogramma Vespas pequenas da família Trichogrammatidae (0,2 a 1,5 mm). Ocorrem em quase todos os habitats terrestres Parasitam ovos das mais importantes pragas agrícolas (culturas anuais, florestas e frutíferas) Inseticida biológico vivo que atinge apenas a praga alvo com nenhum risco para outros inimigos Postura no coleto naturais, para a saúde humana ou para o ambiente.

5 Sucesso com Trichogramma 1. Espécie utilizada 2. Qualidade e adequação do parasitoide 3. Densidade de liberação 4. Época de liberação 5. Método de liberação 6. Interações parasitoide praga cultivo 7. Condições ambientais. Postura no coleto

6 Trichogramma Estão entre os inimigos naturais mais utilizados no mundo São fáceis de criar em escala Grande probabilidade de sucesso: a fêmea usa indicativos químicos e visuais para localizar o ovo de um hospedeiro.

7 Biologia e Ciclo de Vida Dia 1 Dias 1 a 3 Dias 4 a 8 Dias 8-9 Vespa parasita o ovo em qualquer altura antes da fase de cabeça preta A larva de Trichogramma se alimenta internamente no ovo Ovo é preto. Trichogramma esta na fase de pupa Emergem as vespas adultas Fonte: Knutson, A. The Trichogramma manual

8 Ovo sadio

9 Ovo parasitado

10 Uso de Trichogramma em um programa de controle biológico A. Introdução de novas espécies B. Aumento populacional: liberações inundativas ou liberações inoculativas. C. Conservação: inclui o manejo de práticas culturais que protejam e favoreçam os inimigos naturais a aumentar o seu impacto sobre as pragas

11 Uso de Trichogramma em um programa de controle biológico C. Conservação Espécies de Trichogramma comumente parasitam ovos de Helicoverpa zea no milho e sorgo, e estas culturas podem servir como uma importante fonte de adultos do parasitoide que se dispersam em algodão O MILHO COMO PRODUTOR DE INSETOS BENEFICOS

12 Condicionantes da utilização de Trichogramma Ovos de Lepidoptera (Spodoptera e Helicoverpa) eclodem em 3 dias. Adultos de Tichogramma vivem cerca de 4 dias no campo e que a sua população natural é baixa Liberações devem ser feitas a cada 2-3 dias para manter adultos em busca continuamente. Esta exigência aumenta os custos do produto e aplicação. Este fato pode ser contornado com a utilização de Trichogramma com diferentes idades de emergencia

13 Condicionantes da utilização de Trichogramma Adultos de Trichogramma são direta e rapidamente mortos por inseticidas de largo espectro aplicados em algodão. Resíduos também podem permanecer tóxico para os adultos por muitos dias. Deriva também podem afetar os diminutos insetos por até um quilômetro na direção do vento. O uso de insecticidas de largo espectro para controlar outros insetos em plantas de algodão é sem dúvida uma limitação significativa para a utilização de Trichogramma.

14 Demanda atual de Trichogramma 1. Focos de pragas secundarias 2. Resistência a pesticidas químicos/plantas Bt 3. Regulamentação mais rigorosas sobre o uso de produtos químicos 4. Preocupação com a saúde humana 5. Qualidade ambiental Interesse renovado no manejo integrado de pragas, que enfatizam o controle biológico

15 Hipóteses 1. O Controle Biológico (CB) utilizando insetos (parasitoides e predadores) bem planejado e executado apresenta resultados semelhantes a outras estratégias de manejo de insetos pragas 2. O CB é uma tecnologia limpa, não prejudicando o ambiente 3. O CB pode ser o diferencial no manejo de insetos pragas de difícil acesso a pulverizações 4. A redução da população de lagartas pela ação de Trichogramma sobre os ovos de Lepidoptera diminui a pressão de seleção tanto para plantas geneticamente modificadas como para produtos químicos Postura no coleto

16 Objetivos Gerais 1. Integrar o CB com outras tecnologias visando controlar as principais pragas de milho de maneira sustentável 2. Contribuir para o controle de pragas que atacam as espigas de milho, considerando a dificuldade de obter boa eficiência com outros métodos devido ao impedimento físico propiciado pela cobertura foliar 3. Produzir na cultura de milho insetos benéficos para que possam contribuir significativamente para o sucesso do manejo integrado tanto no milho como em outros cultivos em um mesmo sistema agrícola. Postura no coleto

17 Ameaças 1. Spodoptera frugiperda : posturas iniciando em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

18 Ameaças 1. Spodoptera frugiperda (Lagarta-do-cartucho) : injúrias no cartucho Postura no coleto

19 Ameaças 1. Spodoptera frugiperda : injúrias na espiga e postura em outros locais 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

20 Ameaças 1. Spodoptera frugiperda : injúrias na espiga 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

21 Mariposa/armadilha/dia Ameaças 1. Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) : mariposa o ano todo 30,0 25,0 Sete Lagoas, 2012, quatro áreas 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 Postura no coleto Posturas nas folhas

22 Ameaças 1. Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) : mariposa o ano todo Postura no coleto Posturas nas folhas

23 Ameaças 2. Dichomeris famulata : presença recente na espiga de milho 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

24 Ameaças 3. Diatraea saccharalis: grande potencial para causar danos e perdas 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

25 Ameaças 3. Diatraea saccharalis: grande potencial para causar danos e perdas 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

26 Ameaças 3. Diatraea saccharalis: grande potencial para causar danos e perdas 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

27 Ameaças 4. Helicoverpa zea (lagarta-da-espiga): larva e dano 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

28 Ameaças 5. Helicoverpa armigera: grande potencial para causar danos e perdas 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

29 Ameaças 5. Helicoverpa armigera: grande potencial para causar danos e perdas 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas

30 Dificuldades com o controle convencional Postura no coleto Posturas nas folhas Pragas da espiga: folhas superiores impedem a deposição adequada de inseticidas no alvo

31 Dificuldades com o controle convencional 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Ovo: alvo difícil de ser atingido Pragas da espiga: folhas superiores impedem a deposição adequada de inseticidas no alvo Postura no coleto

32 Dificuldades com o controle convencional 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Insetos dentro da planta ou dentro da espiga

33 Oportunidades para o CB 1. A fase de ovo é crucial uma vez que alta taxa de mortalidade é verificada nesta fase. Eliminação do ovo elimina os danos 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Postura no coleto Posturas nas folhas Helicoverpa spp Diatraea saccharalis Spodoptera frugiperda

34 Oportunidades para o CB 2. Existência de feromônio sexual sintético: detecção da mariposa. 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Piso colante Armadilha Postura no coleto Embalagem com feromônio de Posturas Helicoverpa armigera nas folhas

35 Oportunidades para o CB 2. Existência de feromônio sexual para detecção da mariposa. 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Feromônio sexual de Spodoptera frugiperda

36 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Oportunidades 2. Existência de feromônio sexual para detecção da mariposa. Feromônio sexual de Spodoptera frugiperda

37 1. Lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda: ataque em plantas recém nascidas Oportunidades 2. Facilidade para o uso de fêmeas virgens para detecção da mariposa. Fêmeas virgens de Diatraea saccharalis

38 Oportunidades para o CB 3. Disponibilidade comercial de Trichogramma 4. Existência de populações naturais de Trichogramma Ovos sadios Ovos parasitados

39 Adultos de H. zea capturados em armadilha Adultos de H. zea capturados em armadilhas Data da captura

40 15/10/ /11/ /12/1993 4/2/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/ /10/ /1/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/1995 6/11/1995 7/12/ /01/ /03/ /5/ /6/ /07/ /08/ /09/ /10/ /11/ /01/ /3/ /05/ /06/ /07/ /08/1997 Ovos de Helicoverpa zea por espiga de milho , ,87 0,27 2,84 6,1 3,2 2,4 4,8 8,6 6,7 14,6 1,9 0,8 10 3,7 2,8 10,7 13,8 12,2 4,2 2,3 0,04 1,33 5,98 0,98 3,23 2,89 10,53 3,05 0,95 0,16 13,5 1,64 3,56 6,85 5,65 0,86 Época de plantio

41 Densidade populacional de H. zea Lagartas Ovos

42 Densidade populacional de H. zea 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Ovos/espiga Lagartas/espiga 4,9 4,7 4,0 1,0 0,6 0,4 0,1 Inverno Primavera Outono 1 Outono 2

43 Oportunidade 3. Parasitismo natural de Helicoverpa é relativamente alto 800 Ovos parasitados Total de ovos

44 % de parasitismo em ovos de H. zea Oportunidade 3. Parasitismo natural de Helicoverpa é relativamente alto

45 Ovos de H. zea parasitados por Trichogramma em campos de milho. CNPMS, Sete Lagoas, MG 800 Ovos parasitados Total de ovos

46 15/10/ /11/ /12/1993 4/2/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/ /10/ /1/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/1995 6/11/1995 7/12/ /01/ /03/ /5/ /6/ /07/ /08/ /09/ /10/ /11/ /01/ /3/ /05/ /06/ /07/ /08/1997 Parasitsmo (%) por Trichogramma 100 Índice de parasitismo de ovos de H. zea por Trichogramma 90 90, , , ,7 35,5 50,1 45, , ,3 41,6 59,2 36,5 46,8 29, ,7 35,9 47,7 55,9 41,8 31,1 32,2 32,3 38, ,7 35,5 50,1 45,7 38, ,2 17, ,1 0 Época de plantio

47 15/10/ /11/ /12/1993 4/2/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/ /10/ /1/ /3/ /4/ /5/ /6/ /7/ /8/ /9/1995 6/11/1995 7/12/ /01/ /03/ /5/ /6/ /07/ /08/ /09/ /10/ /11/ /01/ /3/ /05/ /06/ /07/ /08/1997 Média de Trichogramma por ovo de H. zea Número de ovos Trichogramma por ovo de H. zea. CNPMS 3,0 2,8 2,8 2,6 2,4 2,2 2,0 1,8 2,6 2,1 2,1 2,6 2,5 2,5 2,6 2,5 2,2 2,1 2,0 2,3 2,2 2,3 2,0 2,0 1,9 2,1 2,2 2,0 2,0 2,4 2,2 2,1 2,0 2,1 2,1 2,2 2,0 2,4 2,3 1,9 2,2 2,1 2,0 1,6 1,4 1,5 1,2 1,0

48 N = 3645 ovos parasitados Trichogramma por ovo de H zea

49 Oportunidade 4. Resposta positiva em relação a liberações a campo

50 Oportunidade 4. Resposta positiva em relação a liberações a campo

51 Oportunidade 4. Resposta positiva em relação a liberações a campo

52 Oportunidade 4. Resposta positiva em relação a liberações a campo

53 Oportunidade 5. Uso integrado de parasitoides de ovos com plantas Bt Milho Bt com mais de um modo de ação, específicos para lagarta Inseticidas seletivos

54 Oportunidade 5. Ação complementar de outros agentes de controle biológico Área foliar (cm 2 ) Parasitada Não-parasitada

55 Oportunidade 6. Ação complementar de outros agentes de controle biológico Telenomus remus 10 mm 0,8 mm Chelonus insularis Portfólio 0,5 mm Trichogramma Biofábricas

56 Oportunidade 5. Ação complementar de outros agentes de controle biológico Colpothrochia mexicana Campoletis flavicincta Dolichozelle Ophion flavidus Eiphosoma laphygmae Exasticolus fuscicornis

57 Pompéu Lavras 22,9 31,3 PARASITISMO NATURAL Itutinga Eloi Mendes 33,2 34,2 2010, MG Carrancas 39,6 Cana Verde 41,8 Campo Belo 42,5 Paraguaçu 54,6 Alterosa 57,1 Serrania 58,8 Machado 68, Parasitismo (%) em 2010

58 Predadores Generalistas Joaninhas

59 Crisopídeo, Ceraeochrysa caligata

60 Crisopídeo predador de ovos, lagartas, pulgoes

61 Doru luteipes, tesourinha predadora de ovos e lagartas neonatas de S. frugiperda e Helicoverpa spp.

62

63 Adultos / 100 espigas Flutuação populacional de D. luteipes em espigas de milho Y = X X 2, R 2 = J F M A M J J A S O N D Meses do Ano

64 Plantas com tesourinha (%) Flutuação populacional de D. luteipes em espigas de milho Y = X X 2, R 2 = J F M A M J J A S O N D Meses do Ano

65 Consumo total de Doru luteipes quando alimentada com ovos de H. zea ,8 7457,4 819,9 Ninfa Adulto Ninfa + Adulto

66 Manejo Integrado de Pragas com ênfase a conservação da biodiversidade Geocoris sp e Orius sp. predador es de ovos e lagartas neonatas de Lepidoptera, incluindo S. frugiperda e Helicoverpa spp.

67 Larva Adultos Sirfídeos Larva Pupa

68 Predadores generalistas Percevejo, Podisus sp.

69 Predadores generalistas Percevejo, Zelus sp.

70 Oportunidade 5. Novos agentes de controle biológico Flutuação populacional de parasitoides associados a pragas do milho (Zea mays L.) cultivado em diferentes sistemas de produção Rafael Braga da Silva Orientadora: Prof.(a) Dra. Angélica Maria Penteado Martins Dias Coorientador: Pesq. Dr. Ivan Cruz

71 Parasitoides de larvas de Helicoverpa Aleiodes sp. (Braconidae,; Copidosoma sp. (Encyrtidae).

72 Estratégia Monitoramento com armadilha de feromônio Liberação após a coleta de mariposas fêmeas/ hectares Três liberações espaçadas de 3 dias

73 Estratégia Ovo parasitado 10 dias

74 Estratégia para Spodoptera frugiperda Iniciar a liberação quando forem capturadas três mariposas Milho Bt e/ou área de refúgio: colocar a armadilha, no plantio

75 Povoamento com Trichogramma Dias: Liberações

76 Machos capturados/dia Estratégia Liberação /11 26/11 29/11 2/12 5/12 8/12 11/12 14/12 17/12 20/12 23/12 26/12 29/12 Data 0 0

77 Estratégia para Helicoverpa Iniciar a liberação quando forem capturadas Piso três colante mariposas Iniciar a liberação quando forem capturadas três mariposas Armadilha Embalagem com feromônio de Helicoverpa armigera Milho Bt e/ou área de refúgio: colocar a armadilha, no pendoamento

78 Povoamento com Trichogramma Dias: Liberações iniciando no pendoamento

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