O COTIDIANO DA SALA DE AULA: A INFLUÊNCIA DO DISCURSO DOCENTE NA APRENDIZAGEM E NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O COTIDIANO DA SALA DE AULA: A INFLUÊNCIA DO DISCURSO DOCENTE NA APRENDIZAGEM E NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS"

Transcrição

1 O COTIDIANO DA SALA DE AULA: A INFLUÊNCIA DO DISCURSO DOCENTE NA APRENDIZAGEM Thaís Coutinho de Souza Silva * Marilane Santos ** RESUMO Este artigo traz um estudo sobre as relações professor-aluno no cotidiano de sala de aula e a aprendizagem. Tendo como enfoque principal, a influência do discurso, ou seja, da fala docente, no processo de formação e constituição dos sujeitos. Discute também, o quanto os professores podem influenciar a aprendizagem e favorecer a construção da auto-estima e auto-conceito dos alunos, a partir da linguagem e do modo como se dirigem a eles, sendo assertivos ou agressivos nas críticas e elogios que realizam. O trabalho refere-se à importância e a ligação intrínseca que há, entre a comunicação que o professor estabelece em sala de aula com seus educandos, e a facilidade ou dificuldade que este diálogo proporciona para a ocorrência de um efetivo aprendizado. PALAVRAS-CHAVE: Discurso docente. Aprendizagem. Auto-estima. ABSTRACT This article presents a study on teacher-student relationship in the everyday classroom and learning. Having as its primary focus, the influence of speech, or speech teacher in the process of formation and constitution of subjects. It also discusses, how teachers can influence learning and facilitate the building of self-esteem and self-concept of students from the language and how they are addressed to them, being assertive or aggressive in critical acclaim and they do. The work refers to the importance and intrinsic connection that there is communication between the teacher sets the classroom with their students, and the ease or difficulty that this dialogue provides for the occurrence of an effective learning. KEYWORDS: Speech teacher. Learning. Self-esteem. INTRODUÇÃO O artigo em questão visa problematizar o discurso e a prática docente, reconhecendo como a sua atuação influencia o comportamento dos alunos, e ainda, quais os possíveis fatores que contribuem para os problemas de aprendizagem, de modo a compreender significativamente, como deve ser a participação do professor na criação e na organização de um aprendizado satisfatório dos alunos, e também, ter a idéia clara do quanto a auto-estima e a autoconfiança colaboram para o sucesso do aluno no cotidiano escolar. * Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Uberlândia/Pós-Graduanda do Curso de Especialização em Docência no Ensino Superior da Faculdade Católica de Uberlândia/ ** Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2001). Atualmente é Coordenadora de Pós-graduação 'Lato Sensu', membro da Comissão Permanente de Avaliação (CPA) da Faculdade Católica de Uberlândia e psicóloga da Prefeitura Municipal de Uberlândia/ Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 292

2 Teve-se a intenção de identificar a importância e a ligação intrínseca que há, entre a comunicação que o professor estabelece em sala de aula com seus educandos, e a facilidade ou dificuldade que esta comunicação proporciona para a ocorrência de um efetivo aprendizado. Paulo Freire (2004) destaca que o educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado também educa". A escolha do tema e a abordagem realizada neste artigo se justificam pela necessidade que há em debater as questões referentes ao cotidiano de sala de aula e as possíveis causas do fracasso na aprendizagem. Sendo que este trabalho poderá servir como fundamentação teórica de consulta para outros pesquisadores da ciência da educação, e poderá contribuir para que docentes reflitam sobre seu discurso e possam torná-lo mais produtivo para a constituição e subjetividade do aluno, neste processo de ensino-aprendizagem. Para a execução deste artigo adotou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica, que ocorreu por meio do levantamento da temática abordada em obras clássicas e contemporâneas, fazendo uma relação entre o discurso em sala de aula, a auto-estima e a aprendizagem. Pressupõe-se então, neste estudo, que o discurso docente, apresentado aos alunos por meio da linguagem, pode exercer influências significativas no processo de construção destes, sejam no aspecto de formação intelectual ou no aspecto emocional, que está diretamente ligado às crenças e conceitos que estes educandos criam sobre sua auto-imagem. INTERAÇÃO E LINGUGEM A partir da interação que ocorre entre os sujeitos no processo de ensinar e aprender, também há uma troca de fatores subjetivos que de forma direta ou indireta atuam nesta relação. Nesse sentido pode-se compreender que: Além dos fatores orgânicos, que condicionam do interior os mecanismos da ação, toda conduta supõe, com efeito, duas espécies de interações que a modificam de fora e são indissociáveis uma da outra: a interação entre o sujeito e os objetos e a interação entre o sujeito e os outros sujeitos (...) cada interação entre sujeitos individuais modificará os sujeitos uns em relação aos outros (PIAGET, 1973, p.34, 35). Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 293

3 O processo de interação que o professor institui em sala, pode gerar modificações no aluno, podendo colaborar para a construção de uma baixa ou elevada auto-estima e que, conseqüentemente, poderá interferir na vontade que o aluno tem de aprender, ou mesmo, de buscar construir o seu conhecimento. Desta forma, verifica-se o quanto a aprendizagem interativa possibilita o desenvolvimento. Tudo isso, ressalta o grande valor das trocas interpessoais na construção do conhecimento. Neste aspecto, é preciso também considerar que: [...] o homem não é simplesmente produto das circunstâncias, mas (agente que) transforma as circunstâncias e se transforma (se produz) nessa atividade. Hoje de maneira talvez mais pertinente, dizemos que o homem produz linguagem e se produz simultaneamente na/pela linguagem (SMOLKA, 1997, p. 38). Por essa razão, a linguagem é algo imprescindível no contexto da sala de aula e a forma como é produzida, torna-se preponderante para o sucesso ou fracasso do trabalho escolar. A linguagem permite a abstração, uma vez que ao dar nome aos objetos e as coisas, conseguimos abstrair suas propriedades fundamentais, o que denota que a linguagem é uma forma de comunicação, e ainda, um meio de formação do pensamento. A esse respeito, Faraco (2003) elucida que: A relação do nosso dizer com as coisas (em sentido amplo do termo) nunca é direta, mas se dá sempre obliquamente: nossas palavras não tocam as coisas, mas penetram a camada de discursos sociais que recobrem as coisas. (FARACO, 2003, p. 49) APRENDIZAGEM, AUTO-ESTIMA E DISCURSO A aprendizagem, ou a não ocorrência dela, é um assunto que nos tempos atuais incomoda muito a todos os indivíduos envolvidos com a educação, seja de maneira direta ou indireta. Essa inquietação é gerada naqueles que realmente se preocupam com a qualidade deste processo e buscam soluções para este problema. Isso ocorre porque, para se promover uma ação educacional de qualidade, faz-se necessário, um aprendizado efetivo por parte do aluno, dos conteúdos e disciplinas ensinados durante todo ano letivo, no entanto, percebe-se, que na maioria das vezes, este aprendizado não ocorre. Para explicar este fenômeno, FINI Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 294

4 (1996) discorre sobre o erro e a injustiça que se pode cometer ao se culpar o aluno, em quaisquer casos de insucesso escolar, e deixar de analisar cada situação de maneira mais crítica e abrangente (pg.66). Vários são os fatores que podem interferir no fracasso escolar, por essa razão, FINI (1996) afirma que é preciso considerar ainda a dimensão política e filosófica da educação, a situação da escola e as responsabilidades dos professores (pg.66). Entretanto, mesmo sendo o professor um dos partícipes principais do processo ensino-aprendizagem, nem sempre o enfoque é dado na postura que ele adota em sala de aula. Ao analisar o que realmente promove a ocorrência da aprendizagem, torna-se indispensável, primeiramente, conceituar o termo. Assim sendo, pode-se definir a aprendizagem como o ato de aprender, buscar informações, rever a própria experiência, descobrir significados, instruir-se e etc., logo, este processo pode ser entendido como o modo pelo qual os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Desde os povos da antiguidade oriental a aprendizagem vem sendo estudada. No Egito, na China e na Índia o intuito era repassar as tradições e os costumes. Já na Grécia e em Roma, tidas como antiguidade clássica, a aprendizagem seguiu duas vertentes, a pedagogia da personalidade e a pedagogia humanista, estas eram opostas entre si, mas, complementares, sendo que a primeira visava uma formação individual, e a segunda dava ênfase a uma aprendizagem universal. Durante a Idade Média, a aprendizagem e o ensino passaram a ser fixados pela religião e seus dogmas. Do século XVII até o início do século XX, a doutrina central sobre a aprendizagem era demonstrar cientificamente que determinados processos universais regiam os princípios da aprendizagem tentando explicar as causas e formas de seu funcionamento (Wikipédia, 2009). Mais tarde, alguns estudiosos trouxeram contribuições imprescindíveis para definir o processo de aprendizagem, dentre eles destaca-se Vygotsky (1991) que entende a aprendizagem como um fator que estimula o desenvolvimento das funções mentais, e tem início bem antes da criança ter contato com a escola, pois ocorre através de várias situações que lhe permite atribuir diferentes significados. Contudo, a aprendizagem que produz algo novo na criança, segundo o autor, é a aprendizagem escolar. Nota-se então, a importância que Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 295

5 o conhecimento veiculado na escola tem para o indivíduo em processo de desenvolvimento, o que denota maior relevância para a mediação que o professor desempenha em sala de aula. Isso porque, Vygotsky (1991) aponta que: [...] aprendizagem não é desenvolvimento; entretanto, o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. Assim, aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas (VYGOTSKY, 1991, p. 101). Para entender a relação entre desenvolvimento e aprendizagem, em Vygotsky, torna-se necessária a compreensão do conceito de zona de desenvolvimento proximal. Para Vygotsky (1991), o bom ensino é aquele que possibilita o desenvolvimento prospectivo do aluno e não aquele que se volta apenas para o desenvolvimento real. O bom professor é aquele que intervém de forma competente e consciente, a partir de métodos que tenham significação para o aluno e possibilitem uma mediação que, da mesma forma, conduza ao desenvolvimento proximal. Entretanto, a maioria das instituições escolares valoriza apenas o nível de desenvolvimento real dos alunos, o que limita suas aquisições. Pois, o nível de desenvolvimento mental de um aluno, não pode ser determinado apenas pelo que consegue produzir de forma independente, sendo preciso conhecer o que consegue realizar, embora seja com a ajuda de outras pessoas, este fenômeno Vygotsky chamou de zona de desenvolvimento proximal. Para Vygotsky (1991), zona de desenvolvimento proximal é: [...] a distância entre o nível de desenvolvimento real que se costuma determinar pela capacidade de solucionar independentemente um problema e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY, 1991, pg. 112) Os conceitos trazidos por Vygotsky mostram a importância de o professor conhecer o processo que a criança utiliza para chegar às respostas. É preciso conhecer esse processo, para assim ter condições de mediar, intervir, provocar e estimular o aluno e, com isso, obter meios Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 296

6 de apoiá-lo quando demonstrar dificuldades, o que torna possível trabalhar funções que ainda não estão totalmente concretizadas. No que se refere à aprendizagem, a teoria de Piaget afirma que ela ocorre de acordo com o estágio de desenvolvimento atingido pelo sujeito. Segundo Piaget e Greco (1974) no sentido mais amplo, a aprendizagem é um processo adaptativo se desenvolvendo no tempo, em função das respostas dadas pelo sujeito a um conjunto de estímulos anteriores e atuais (pg. 40). No entanto, ambas as teorias evidenciam que para ocorrer aprendizado, pressupõe-se a incidência de estímulos e mediações, o que reforça a importância de ter na escola um professor cujo principal objetivo, seja favorecer a construção do conhecimento. Daí a seriedade do artigo em questão, pois é preciso levantar idéias, criar suposições e buscar conclusões ou soluções válidas e que agreguem valores ao âmbito educacional. Porquanto, Rubinstein (1996) ressalta que o processo de aprendizagem é entendido como decorrente de uma construção, de um processo, o qual implica questionamentos, hipóteses, reformulações, enfim, implica um dinamismo (p. 127). Por isso, faz-se necessário, repensar a ação docente e a influência do seu discurso no cotidiano da sala de aula, através de um acompanhamento contínuo junto a sua prática, para que assim, seja possível repensá-la, revisá-la e dentro das possibilidades alterá-la. Isso porque, como nos fala Tacca (2006) se aprender é uma necessidade gerada na vida social, o seu parceiro o ensinar também deve estar previsto na organização das atividades sociais (pg.147). Tacca discute ainda, as formas utilizadas pelos professores para orientarem o processo ensino-aprendizagem, propondo uma estratégia pedagógica baseada nas relações sociais instituídas na sala de aula, no qual se articulam os processos de significação do aluno. Deste modo, deve-se levar em consideração que estas relações sociais, as quais a autora se refere, são estabelecidas pelo diálogo, ou seja, através da fala do professor e do aluno, e é justamente este um dos aspectos principais do cotidiano da sala de aula que o presente artigo coloca em discussão. Nesse sentido, González Rey (2006) mostra que a aprendizagem é um espaço de relações dialógicas e também processo de desenvolvimento, com foco central na dimensão subjetiva e singular do sujeito que aprende. Esta dimensão particular de cada indivíduo mostra que existem várias formas de aprender, e que, por essa razão, o professor deve estar atento às várias maneiras de ensinar o mesmo conteúdo. De tal modo, Alicia Fernandez (1991) enfatiza que: Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 297

7 Todo sujeito tem a sua modalidade de aprendizagem, ou seja, meios, condições e limites para conhecer. Modalidade de aprendizagem significa uma maneira pessoal para aproximar-se do conhecimento e construir o saber. Tal modalidade constrói-se desde o nascimento, é como uma matriz, um molde, um esquema de operar que vamos utilizando nas situações de aprendizagem. Essa modalidade é fruto do seu inconsciente simbólico constituído na sua inter-relação com o outro e de sua atividade estruturante de um universo estável: relação causa-efeito, espaço-temporal, objetividade. Assim, organizam-se as operações lógicas, classificadas e de relação que de um nível de elaboração simples passa a outro cada vez mais complexo. (FERNANDEZ, 1991, p. 107). Diante disso, percebe-se a aprendizagem humana como um processo integrado, que causa uma transformação na estrutura mental daquele que aprende, e assim, fica evidente a influência do discurso docente em sala de aula para favorecer ou prejudicar estas transformações. Mesmo porque, Fernandez (1991) aponta que para haver conhecimento, o processo de aprender é construído pelo aprendente, em inter-relação social, através da intervenção em quatro níveis: organismo, corpo, inteligência e desejo, não se podendo falar de aprendizagem excluindo alguns deles (p.52). Nesta perspectiva, se a aprendizagem está diretamente ligada ao organismo ela também está ligada, conseqüentemente, aos aspectos sentimentais. Isso pode ser constatado na afirmação de Guilhardi (2002) quando diz que os sentimentos não são entidades mentais e abstratas, mas sim manifestações corporais, concretas, do organismo. O autor assevera também que os sentimentos de auto-estima, de autoconfiança e de responsabilidade não são manifestações da mente do indivíduo, mas são estados corporais associados com eventos ambientais, sociais ou físicos que os desencadeiam. Desta forma, ao pensar que a autoestima é um sentimento e se manifesta no organismo, e que este mesmo organismo provoca intervenção na aprendizagem, logo, é possível considerar que a auto-estima também influencia o processo de aprendizagem. Com base nisso, tem-se a necessidade de compreender melhor o significado da autoestima e as condições que ela proporciona ao indivíduo. Para Guilhardi (2002) a auto-estima não é algo que nasce com a criança, mas trata-se de um sentimento que pode ser desenvolvido ao longo da vida humana. O autor acredita que a auto-estima é o produto de contingências de reforçamento positivo de origem social. O termo contingências de reforçamento pode ser entendido como a maneira pela qual uma pessoa interage com seu ambiente físico e social. Assim, o autor mostra que quando uma criança se comporta de maneira específica, e os pais, professores ou seus pares a conseqüenciam com alguma forma de atenção, carinho, afago Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 298

8 físico, sorriso, estão usando contingências de reforçamento positivo, estas manifestações são conseqüências positivas, pois estão gratificando o indivíduo. Por outro lado, toda vez que uma criança tem determinado comportamento e é repreendida, criticada e seus pares se afastam dela, não a tocam, nem conversam com ela, estão usando contingências coercitivas ou punindo o indivíduo, trata-se de um estímulo aversivo ou conseqüência negativa. A primeira condição aumenta a auto-estima, sendo que a segunda diminui. Guilhardi (2002) afirma que: O fundamental para o desenvolvimento da auto-estima é o reconhecimento que os pais expressam ao filho pelos seus comportamentos. Assim, é importante salientar o você na frase que explicita o elogio e não apenas o comportamento: Você me deixou feliz com seu boletim é muito melhor que As notas do seu boletim me deixaram feliz ; Que mangas deliciosas você apanhou na mangueira da vovó não é uma frase tão rica quanto Você conseguiu apanhar na mangueira da vovó umas mangas deliciosas. [...] Note que em todas as frases há um elogio, uma forma de reforçamento positivo social; no entanto, algumas frases destacam a pessoa que emitiu o comportamento. É esse tipo de comunicação que melhor desenvolve a autoestima, uma vez que dá destaque à pessoa e não ao comportamento. (GUILHARDI, 2002, p.72 ) O reconhecimento do outro para suas próprias ações, gera na criança a sensação de que é amada, e a partir disso, ela pode amar a si mesma e vai se diferenciando das outras pessoas e se tornando independente, aprende que é bom ser amada pelo outro. A pessoa com boa autoestima aprende a exercitar o auto-reconhecimento. Ela promove para si o que é bom, simplesmente porque se ama. Os pais e professores não deveriam, no entanto, esperar pela ocorrência dos comportamentos desejáveis, mas participar direta e ativamente do processo de modelagem e instalação de tais repertórios comportamentais. Auto-estima se desenvolve, exclusivamente, a partir de contingências sociais reforçadoras positivas. Punições, contingências coercitivas em geral ou contingências muito intensas não contribuem para desenvolver auto-estima. Isso porque, a auto-estima está associada à possibilidade da pessoa sentir-se livre, de sentir-se amada, de tomar iniciativas e de apresentar criatividade. Essa possibilidade é criada pelas contingências positivas e amenas fornecidas pelos seus pares. De tal modo, nota-se que a postura do professor com relação ao seu aluno, pode contribuir significativamente na construção de uma boa auto-estima. Logo, ao pensar que este sentimento geralmente não se associa com ansiedade ou medo, mas, com bem-estar e Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 299

9 satisfação, o professor deve estar atento à forma como lida com o comportamento adequado ou inadequado da criança. Principalmente, quando se considera a auto-estima um fator fundamental no processo de aprendizagem. Portanto, o professor deve ter satisfação ao executar o seu trabalho, de modo que para lidar bem com seus alunos, primeiramente, precisa estar bem com ele mesmo, deve gostar da sua profissão e tentar melhorar ao máximo o ambiente em que é mediador. Nesta perspectiva, o professor deve buscar meios que o ajudem na sua atuação em sala de aula e, para tanto, deve estar atento ao discurso e a linguagem que utiliza no decorrer da sua prática. Mesmo porque, segundo Vygotsky (1989) o ser humano é constituído pela linguagem, e através dela atribui significados, se reconhece, se relaciona e se encontra no mundo, comunicando e convivendo pela linguagem. Pela linguagem ocorre a interação e é possível apropriar-se dos sentidos que rodeiam os indivíduos. A interação faz parte de toda a constituição do sujeito, em todo momento ela está presente. Como afirma SMOLKA (1995), na concepção vygotskyana: [...] o homem não é simplesmente produto das circunstâncias, mas (agente que) transforma as circunstâncias e se transforma (produz) nesta atividade. De maneira talvez mais pertinente hoje, dizemos que o homem produz linguagem, e se produz simultaneamente na/pela linguagem. Neste trabalho social e simbólico de produção de signos e sentidos, a linguagem não é só meio de (inter/oper)ação, mas é também produto histórico, objetivado; é constitutiva/constituidora do homem enquanto sujeito (da e na linguagem) (p.14). A interação, desse modo, se faz através do diálogo. Não do diálogo conceituado pelo senso comum, mas, com uma definição de diálogo bakhtiniano, que o apresenta não como uma simples conversa, mas como constante conflito entre forças externas e internas, que interagem constantemente indo e vindo num movimento de intensa luta, quando há muitas vozes presentes num discurso, na palavra. Isso significa que a compreensão que o indivíduo faz do mundo não se dá de maneira tranqüila, mas é perpassada por tudo aquilo que o constituiu. O diálogo tem caráter inteiramente social, feito nas relações dialógicas. Se a interação é permitida por meio da linguagem, para Coll e Onrubia (1998), a linguagem ou melhor, a atividade discursiva representa um dos instrumentos mais Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 300

10 poderosos de ajuda para a construção conjunta (p.80) e essa atividade conjunta é, para eles, direcionada por uma intencionalidade educacional. Coll e Onrubia (1998) reafirmam a posição assumida por Vygotsky (1989), esclarecendo que a linguagem é essencialmente importante no processo de humanização, uma vez que ocupa um lugar privilegiado devido à sua dupla função representativa e comunicativa (pg.79). Sobre o discurso em sala de aula, Coll e Edwards (1998) trazem ainda grandes contribuições, o que reafirma o debate posto neste artigo, visto como concordam com a idéia básica de que a análise do discurso educacional, e da fala de professores e alunos, é essencial para continuar avançando em direção a uma melhor compreensão de porque e como os alunos aprendem ou não aprendem, e de como os professores contribuem para a promoção dessa aprendizagem. Bortoni-Ricardo e Fernandes de Sousa (2006) assumem a mesma linha de raciocínio em capítulo desenvolvido e publicado no livro organizado por Tacca (2006). As autoras trazem a experiência de uma pesquisa envolvendo as análises interativas de uma professora e seus alunos de primeira série do ensino fundamental, e nesta análise identificam que uma atmosfera positiva entre professores e alunos, gera importantes condições de aprendizagem. Para as análises, Bortoni-Ricardo e Fernandes de Sousa (2006) exploram o conceito de andaimes e de pistas de contextualização, sendo estes, segundo as autoras, aspectos presentes e importantes na assistência que presta um membro mais experiente da cultura a um aprendiz. Os conceitos de andaime e de pistas de contextualização são entendidos por Bortoni- Ricardo e Fernandes de Sousa (2006) da seguinte forma: [...] O conceito de andaime ou andaimagem (tradução de scaffolding do inglês) está baseado na tradição de estudos do discurso de sala de aula e vaise haurir [...] respectivamente no âmbito da Psicologia e da Sociolingüística, a saber, a teoria sociocultural de língua e aprendizagem avançada pelo psicólogo russo Lev S. Vygotsky. [...]As pistas de contextualização transmitem-se por traços prosódicos (altura, tom, intensidade e ritmo), cinésicos (decoração facial, direção do olhar sorrisos, franzir de cenho) e proxêmicos, recursos paralingüísticos que, juntamente com o componente segmental dos enunciados lingüísticos, são a principal matéria-prima de que se constituem os andaimes. (BORTONI-RICARDO; FERNANDES DE SOUSA, 2006) Para estas autoras, uma característica básica do processo de andaimes é o estabelecimento de uma atmosfera positiva entre professor e alunos. Ao conceito de andaime Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 301

11 pode se relacionar igualmente, a noção de zona de desenvolvimento proximal, já trabalhada neste texto, em que Vygotsky (1991), considerada como o espaço entre o que o aprendiz pode realizar sem qualquer assistência e o que consegue mediante assistência de um par mais experiente. As proposições e os conceitos vygotskyanos, segundo Mercer (1998) têm proporcionado também, significativas contribuições às pesquisas e se constituem no melhor ponto de partida para o estudo do discurso em sala de aula. Para Mercer (1998), a pesquisa no aspecto sociocultural, voltada para a articulação entre o discurso e os processos psicológicos subjacentes, tem auxiliado na compreensão de como os professores usam a fala para estruturar, apoiar e avaliar a aprendizagem dos alunos. E ainda, como os alunos participam do discurso e que dificuldades encontram ao fazê-lo, sem desconsiderar que tipos de aprendizagem são alcançados por meio deste discurso. CONSIDERAÇÕES FINAIS Teve-se como objetivo geral neste artigo, discutir sobre a influência do discurso em sala de aula, mais precisamente, o discurso docente, no processo de aprendizagem dos alunos e além disso analisar como este discurso interfere na auto-estima e na constituição dos sujeitos em formação. Estudar as questões que perpassam o âmbito da sala de aula, com enfoque na prática do professor e nas relações que estabelece com os alunos, no processo de ensinoaprendizagem, são pontos que estão intrinsecamente ligados com a educação e que podem colaborar para que o professor avalie sua prática de maneira reflexiva, buscando formas de melhorar as interações que estabelece em sala de aula. Sendo assim, destaca-se que o professor deve levar em conta que o aprendizado se faz num processo dinâmico e constante, pois engloba um ser inserido num grupo, cujos valores se diferenciam muitas vezes daqueles que a escola traz historicamente embutidos. Como nos afirma PATTO (1993) é preciso colaborar com grupos de educadores na superação da maneira irrefletida, estereotipada, preconceituosa, pragmática e sem perspectiva humanogenérica com que lidam com a tarefa de ensinar. Desta maneira, este artigo intentou contribuir para o aperfeiçoamento da prática docente em sala de aula e para uma significativa aprendizagem do educando. Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 302

12 AGRADECIMENTOS Agradecimentos à Prof.ª Ms. Marilane Santos pela orientação e disposição na revisão do artigo, e também à coordenadora do curso de Especialização em Docência no Ensino Superior Ana Lúcia Kamimura pela dedicação e atenção prestada durante todo o decorrer do curso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. 9ª edição. São Paulo: Hucitec, Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, BORTONI-RICARDO, S. M.; FERNANDES DE SOUSA, M. A. Andaimes e Pistas de Contextualização: um estudo do processo interacional em uma sala de alfabetização. In: TACCA, Maria Carmen V. R. (Org.) Aprendizagem e Trabalho Pedagógico. Campinas, SP: Alínea, BOSSA, N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, COLL, C.; EDWARDS, D. Ensino, aprendizagem e discurso em sala de aula: aproximações ao estudo do discurso educacional. Porto Alegre: Artes Médicas, COLL, C.; ONRUBIA, J. A construção de significados compartilhados em sala de aula: atividade conjunta e dispositivos semióticos no controle e no acompanhamento mútuo entre professor e alunos. In: COLL, C.; EDWARDS, D. Ensino, aprendizagem e discurso em sala de aula: aproximações ao estudo do discurso educacional. Porto Alegre: Artes Médicas, CUNHA, M. D. da. Constituição de professores no espaço-tempo da sala de aula Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. FARACO, C. A. Linguagem e diálogo, as idéias lingüísticas do círculo de Bakhtin. Ed. Criar, FERNANDÉZ, A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. (tradução de Maria Lúcia Spedo Hildorf Barbanti e Antonieta Barini; direção da coleção Fanny Abramovich). Porto Alegre: Artes Médicas, Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 303

13 FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido, São Paulo: Paz e Terra, 36ª edição À sombra desta mangueira, São Paulo: Olho D'Água, 4ª ed FINI, L. D. T. Rendimento escolar e psicopedagogia. In: SISTO, F. F. (Org.). Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, GARCIA, O. G. A aula como momento de formação de educandos e educadores. Revista de Educação AEC, nº. 104, 1997, pg GÓES, M. C. de. A Natureza Social do Desenvolvimento Psicológico. In: Caderno CEDES - Pensamento e Linguagem: estudos na perspectiva da psicologia soviética. 2ª ed., São Paulo: Papirus, 1991, p As relações intersubjetivas na construção de conhecimentos. In: GÓES, M. C. R. de; SMOLKA, A L. B.(orgs.). A Significação nos Espaços Educacionais: Interação social e subjetivação. Campinas: Papirus, p GUILHARDI, H. J. Auto-estima, autoconfiança e responsabilidade. In: BRANDÃO, M. Z. da S.; CONTE, F. C. de S.; MEZZAROBA, S. M. B. (Orgs). Comportamento Humano Tudo (ou quase tudo) que você precisa saber para viver melhor. Santo André, SP: ESETec Editores Associados, LANE, S. T. M. Linguagem, pensamento e representações sociais. In: CODO, W.; et al. Psicologia Social: o homem em movimento. 3ª ed. São Paulo: Brasiliense, p. 33. LAROCCA, P. A Psicologia na Formação Docente. Campinas: Alínea, MAZZOTTI, A. J. e GEWANDSZNAJDER, F. O Método nas Ciências Naturais e Sociais pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Editora Thomson, MIRANDA, M. I. Crianças com Problemas de Aprendizagem na Alfabetização: contribuições da teoria piagetiana. 2ª ed. Araraquara: JM Editora, MOLON, S. I. Subjetividade e Constituição do Sujeito em Vygotsky. São Paulo: EDUC, MOURA, M. L. S. de; FERREIRA, M. C.; PAINE, P. A. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, NÓVOA, A. (coord.). Profissão professor. Porto: Porto Editora, Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 304

14 PAÍN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 3ª edição, Porto Alegre, Artes Médicas, PATTO, M. H. S. Psicologia e Ideologia: Uma introdução crítica à psicologia escolar. São Paulo: Queiroz, A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A Queiroz, PIAGET, J. Estudos sociológicos, Rio de Janeiro: Forense PIAGET, J.; GRECO, P. Aprendizagem e conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, REY, F. L. G. Psicologia e educação: Desafios e projeções. In: RAYS, Oswaldo Alonso (org.). Trabalho pedagógico: realidades e perspectivas. Porto Alegre: Sulina, O Sujeito que Aprende: desafios do desenvolvimento do tema da aprendizagem na psicologia e na prática pedagógica. In: TACCA, M. C. V. R. (Org.) Aprendizagem e Trabalho Pedagógico. Campinas, SP: Alínea, RUBINSTEIN, E. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: SISTO, Firmino Fernandes (Org.). Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 22. ed. rev. e ampl. De acordo com a ABNT São Paulo: Cortez, SILVA, A. M; PINHEIRO, M. S.; F. FREITAS, N. E.. Guia para a Normalização de Trabalhos Técnico-Científicos: projetos de pesquisa, monografias, dissertações e teses. 3. ed. Uberlândia: EDUFU, 2003, 165 p. SMOLKA, A. L. B. A concepção de linguagem como instrumento: um questionamento sobre práticas discursivas e educação formal. In: Temas em Psicologia, n. 2, 1995a.. A prática discursiva na sala de aula: uma perspectiva teórica e um esboço de análise. In: Caderno Cedes Pensamento e linguagem. nº 24. 3ª edição, Internalização: Seu significado na dinâmica dialógica. Educação e sociedade, Campinas, vol. 13, n. 42, pp , TACCA, M. C. V. R. (Org.) Aprendizagem e Trabalho Pedagógico. Campinas, SP: Alínea, Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 305

15 TARDIF, M.; LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis: Vozes, 2005 VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. 2ª ed. Trad: Jeferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, A Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 2, p , 2009 catolicaonline.com.br/revistadacatolica 306

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Camila Turati Pessoa (Universidade Federal de Uberlândia) camilatpessoa@gmail.com Ruben de Oliveira

Leia mais

Problema de Aprendizagem: Possíveis Intervenções Psicopedagógicas

Problema de Aprendizagem: Possíveis Intervenções Psicopedagógicas Problema de Aprendizagem: Possíveis Intervenções Psicopedagógicas *Vanessa Ferreira Silva Breve histórico da psicopedagogia De acordo com Bossa (2000, p.37) a psicopedagogia surgiu na Europa, mais precisamente

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1

CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1 . PREFEITURA MUNICIPAL DO SALVADOR Secretaria Municipal de Educação e Cultura SMEC Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico CENAP CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1 Angela Freire 2

Leia mais

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL JOSÉ MATEUS DO NASCIMENTO zenmateus@gmail.com POLIANI SANTOS DA SILVA poliany_mme@hotmail.com MARIA AUXILIADORA DOS SANTOS MARINHO Campus IV(CCAE)

Leia mais

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização OS MECANISMOS DE ATUALIZAÇÃO DAS EXPLICAÇÕES BIOLÓGICAS PARA JUSTIFICAR AS DIFICULDADES NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO: ANÁLISE DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO LETRA E VIDA Cristiane Monteiro da Silva 1 ; Aline

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 Bruno Ciavolella Universidade Estadual de Maringá RESUMO: Fundamentado na concepção dialógica de linguagem proposta pelo

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS PROJETO A VEZ DO MESTRE A BUSCA DO INTERESSE NA SALA DE AULA LUCILEIA NAVARRO GARCIA Profª. FABIANE

Leia mais

LEV VIGOTSKY 1. VIDA E OBRA

LEV VIGOTSKY 1. VIDA E OBRA LEV VIGOTSKY 1. VIDA E OBRA Casou-se em 1924. Pesquisou profundamente sobre o comportamento e desenvolvimento humanos. Dizia que o conhecimento é decorrente da interação da história social e pessoal. Escreveu

Leia mais

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O BRINCAR, A BRINCADEIRA, O JOGO, A ATIVIDADE LÚDICA E A PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Josiane Lima Zanata (Seduc) josianezanata@hotmail.com Ivani Souza Mello (UFMT) ivanimello1@hotmail.com

Leia mais

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo Introdução Funções psicológicas superiores Pilares da teoria de Vigotsky Mediação Desenvolvimento e aprendizagem Processo de internalização Níveis de desenvolvimento Esquema da aprendizagem na teoria de

Leia mais

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992.

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992. METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Aline Fabiane Barbieri Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez,

Leia mais

PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Márcia Haydée Cavalcanti Schmid* Universidade Federal Fluminense UFF / RJ RESUMO O presente trabalho consiste no início de uma pesquisa sobre o entrecruzamento

Leia mais

APROPRIAÇÃO DAS TEORIAS DE VYGOTSKY POR PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE CURITIBA

APROPRIAÇÃO DAS TEORIAS DE VYGOTSKY POR PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE CURITIBA APROPRIAÇÃO DAS TEORIAS DE VYGOTSKY POR PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE CURITIBA Roberta Ferreira Cavalcanti Solange Regina Silva Almeida Rosangela Alves de Godoy Nilson Fernandes Dinis (Universidade

Leia mais

Validório, Valéria Cristiane 1

Validório, Valéria Cristiane 1 A INTERAÇÃO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM: uma perspectiva sociocultural Validório, Valéria Cristiane 1 RESUMO As relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior desenvolvem-se por meio de um processo

Leia mais

O signo enquanto representamen constitui a sua esfera mais primitiva e estaria relacionado à forma como algo está representado, sentido do signo como

O signo enquanto representamen constitui a sua esfera mais primitiva e estaria relacionado à forma como algo está representado, sentido do signo como AS NOVAS MÍDIAS COMO FERRAMENTA SEMIÓTICA NO PROCESSO DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA CRIANÇAS 1. INTRODUÇÃO Waleska da Graça Santos (UFS) O ensino de línguas, assim como em qualquer outra esfera do saber

Leia mais

A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC

A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica articulada com integração das TIC ALVES,S.S.S 1 A Inclusão escolar do aluno com deficiência intelectual e a mediação pedagógica

Leia mais

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p.

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Linguagem & Ensino, Vol. 8, Nº 2, 2005 (275-285) RESENHAS BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Resenhado por Márcia Cristina Greco OHUSCHI

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

AVALIAÇÃO: Uma prática constante no processo de ensino e aprendizagem. Palavras-chave: Avaliação. Ensino e aprendizagem. Docente. Prática pedagógica

AVALIAÇÃO: Uma prática constante no processo de ensino e aprendizagem. Palavras-chave: Avaliação. Ensino e aprendizagem. Docente. Prática pedagógica AVALIAÇÃO: Uma prática constante no processo de ensino e aprendizagem Resumo Maria Rita Leal da Silveira Barbosa * Angélica Pinho Rocha Martins ** É sabido que a prática de avaliação é uma intervenção

Leia mais

Introdução. Francini Sayonara Versiani Soares. Silva, Pós-graduanda em Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática francini.sayonara@ig.com.

Introdução. Francini Sayonara Versiani Soares. Silva, Pós-graduanda em Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática francini.sayonara@ig.com. A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: DESAFIOS EMERGENTES NA PRÁTICA E POSSIBILIDADES CONSTRUÍDAS NA PÓS-GRADUAÇÃO EM ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E LINGUAGEM MATEMÁTICA Francini Sayonara Versiani Soares.

Leia mais

O Significado da Avaliação

O Significado da Avaliação 49 O Significado da Avaliação 1 INTRODUÇÃO Angela Maria Dal Piva Avaliar faz parte do ato educativo. Avalia-se para diagnosticar avanços e entraves, para interferir, agir, problematizar, e redefinir os

Leia mais

LETRAS/LANGUANGES 216 A RELEVÂNCIA DO AMBIENTE SOCIOCULTURAL NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA

LETRAS/LANGUANGES 216 A RELEVÂNCIA DO AMBIENTE SOCIOCULTURAL NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA LETRAS/LANGUANGES 216 A RELEVÂNCIA DO AMBIENTE SOCIOCULTURAL NO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA NA PERSPECTIVA PSICOPEDAGÓGICA SILVA, V. M. F. 1, REIS, B. B. 2 1 Graduada em Pedagogia- Bacharel/Licenciatura

Leia mais

A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES.

A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES. A VISÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS COMO MEIO DE ENSINO DE ESPORTES. FERNANDES, Jaqueline S. da S. & FONSECA, Viviane S. O. 1, Márcia Regina Walter 2. 1- Acadêmico do

Leia mais

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI Maria Antonia Alves Lima Graduanda em Pedagogia /UFPI Bárbara Maria Macedo

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA

O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS- EJA RESUMO Alba Patrícia Passos de Sousa 1 O presente artigo traz como temática o ensino da língua inglesa na educação de jovens e adultos (EJA),

Leia mais

PSICOMOTRICIDADE E SUA RELAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA E A EMOÇÃO. AGUIAR, Oscar Xavier de

PSICOMOTRICIDADE E SUA RELAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA E A EMOÇÃO. AGUIAR, Oscar Xavier de PSICOMOTRICIDADE E SUA RELAÇÃO COM A INTELIGÊNCIA E A EMOÇÃO AGUIAR, Oscar Xavier de Docente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: oscarxa@bol.com.br

Leia mais

A MOTIVAÇÃO É A ESSÊNCIA PARA APRENDER MATEMÁTICA

A MOTIVAÇÃO É A ESSÊNCIA PARA APRENDER MATEMÁTICA A MOTIVAÇÃO É A ESSÊNCIA PARA APRENDER MATEMÁTICA Sandro Onofre Cavalcante sandro-professor@hotmal.com José Carlos Lourenço FIP Faculdade Integrada de Patos JCLS956@hotmail.com Adriano Alves da Silveira

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Formação de professor/pedagogo. Didática. Mediação. Práxis. Introdução

PALAVRAS-CHAVE Formação de professor/pedagogo. Didática. Mediação. Práxis. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS Aluno: Lucas Boscacci Pereira Lima da Silva Orientadora: Solange Jobim e Souza Introdução Câmera como Instrumento

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DA CRIANÇA RESUMO

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DA CRIANÇA RESUMO A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DA CRIANÇA *Sandra Rejane Silva Vargas **Luiz Fernandes Pavelacki RESUMO O presente trabalho tem como principal objetivo identificar qual a importância

Leia mais

ORGANIZACÃO DAS TURMAS NO SISTEMA MONTESSORIANO: uma experiência de agrupamento por idades diferenciadas na educação infantil.

ORGANIZACÃO DAS TURMAS NO SISTEMA MONTESSORIANO: uma experiência de agrupamento por idades diferenciadas na educação infantil. ORGANIZACÃO DAS TURMAS NO SISTEMA MONTESSORIANO: uma experiência de agrupamento por idades diferenciadas na educação infantil. Fabricia Pereira Teles Profª da rede pública e particular de ensino Introdução

Leia mais

O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente

O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente BARCELOS-COELHO, Lenir de Jesus 155* BUENO, Ivonete 156** RESUMO: No contexto atual são patentes as dificuldades relacionadas

Leia mais

Afetividade: Caminho pada a aprendizagem

Afetividade: Caminho pada a aprendizagem PEREIRA, Maria José de Araújo 1 GOLÇALVES, Renata 2 Afetividade: Caminho pada a aprendizagem 12 RESUMO Este artigo tem como objetivo investigar a importância da afetividade na aprendizagem, identificando

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NO ENSINO A DISTÂNCIA (EAD)

A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NO ENSINO A DISTÂNCIA (EAD) A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NO ENSINO A DISTÂNCIA (EAD) PADILHA, Emanuele Coimbra; SELVERO, Caroline Mitidieri Graduada em Letras-Espanhol pela Universidade Federal de Santa Maria UFSM. E-mail: emanuelecp@hotmail.com

Leia mais

O ENSINO DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

O ENSINO DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS O ENSINO DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ROMERO *, Danielle D avila danvila@ig.com.br Resumo O trabalho se propõe a discorrer sobre algumas concepções acerca da resolução de problemas em

Leia mais

O PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: CONTRIBUIÇOES E AÇÕES DO PIBID PARA FORMAÇÃO INICIAL DOS BOLSISTAS.

O PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: CONTRIBUIÇOES E AÇÕES DO PIBID PARA FORMAÇÃO INICIAL DOS BOLSISTAS. O PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: CONTRIBUIÇOES E AÇÕES DO PIBID PARA FORMAÇÃO INICIAL DOS BOLSISTAS. 1 Marcos Antonio de Sousa Rodrigues Bolsista/ PIBID/ UESPI 2 Sara Juliana Lima Ferreira Bolsista/

Leia mais

Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934.

Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934. Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934. Lev Vygotsky, viveu na mesma época que Piaget (ambos nasceram em 1896 entanto Vygotsky

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DE DESENHOS ANIMADOS NA CULTURA VISUAL EDUCAÇÃO INFANTIL

A UTILIZAÇÃO DE DESENHOS ANIMADOS NA CULTURA VISUAL EDUCAÇÃO INFANTIL 20 a 24 de outubro de 2008 A UTILIZAÇÃO DE DESENHOS ANIMADOS NA CULTURA VISUAL EDUCAÇÃO INFANTIL Caroline de Souza Gervazio 1 ; Luciana Figueiredo Lacanallo 2, Maria Ângela Garcia de Almeida 3 RESUMO:

Leia mais

O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM

O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM Helena Harumi Maruyama G Pedagogia INESUL LONDRINA PR Orientadora Ms. Maria Eliza Corrêa Pacheco D Pedagogia INESUL LONDRINA PR PAINEL e-mail:

Leia mais

UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC CAMPUS MAFRA/RIO NEGRINHO/PAPANDUVA NÚCLEO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE

UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC CAMPUS MAFRA/RIO NEGRINHO/PAPANDUVA NÚCLEO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC CAMPUS MAFRA/RIO NEGRINHO/PAPANDUVA NÚCLEO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE PROJETO AVALIAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA MAFRA 2009 Núcleo de Ciências da Saúde e Meio Ambiente

Leia mais

Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção

Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção Educação Física Escolar: análise do cotidiano pedagógico e possibilidades de intervenção Silvia Christina Madrid Finck E-mail: scmfinck@ uol.com.br Resumo: Este artigo refere-se ao projeto de pesquisa

Leia mais

Simone Fraga Freitas Antunes¹ César Augusto Jungblut² Resumo

Simone Fraga Freitas Antunes¹ César Augusto Jungblut² Resumo Simone Fraga Freitas Antunes¹ César Augusto Jungblut² Resumo Este artigo trata do tema dificuldade de ensinagem, colocando em foco o papel do professor enquanto o profissional responsável pela educação

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS

EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS EMENTÁRIO LETRAS EaD INGLÊS 1ª FASE LLE 931 Introdução aos Estudos da Linguagem Total h/a Introdução aos conceitos de língua e língua(gem); características da língua(gem) humana; a complexidade da língua(gem)

Leia mais

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE

PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA 4ª Semana do Servidor e 5ª Semana Acadêmica 2008 UFU 30 anos PRÁTICAS ALTERNATIVAS DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O PORTFÓLIO EM DESTAQUE Fernanda Duarte Araújo Silva

Leia mais

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010 Curso: Pedagogia Disciplina: Metodologia Científica Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º 1 - Ementa (sumário, resumo) Conceito e concepção de ciência

Leia mais

COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS. Texto na íntegra

COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS. Texto na íntegra COMPREENSÃO DA ESCRITA ENTRE CRIANÇAS PEQUENAS TOLEDO, Daniela Maria de (Mestranda) RODRIGUES, Maria Alice de Campos (Orientadora); UNESP FCLAr Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar CAPES Texto

Leia mais

Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais)

Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais) UFPR SETOR DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA EMENTAS DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Ementas aprovadas nos Departamentos (as disciplinas obrigatórias semestrais estão indicadas; as demais são anuais) 1º ANO

Leia mais

Educação Especial e Novas Tecnologias: O Aluno Construindo Sua Autonomia

Educação Especial e Novas Tecnologias: O Aluno Construindo Sua Autonomia I Introdução Educação Especial e Novas Tecnologias: O Aluno Construindo Sua Autonomia Teófilo Alves Galvão Filho teogf@ufba.br http://infoesp.vila.bol.com.br Com muita frequência a criança portadora de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS E JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS E JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DAS BRINCADEIRAS E JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL PINHO, Luis Marcelo Varoneli Graduando do curso de Pedagogia, da Faculdade de Ciências Humanas da Associação Cultural e Educacional de Garça,

Leia mais

Os registros, obtidos através das observações, foram divididos em grupos e analisados separadamente e em conjunto.

Os registros, obtidos através das observações, foram divididos em grupos e analisados separadamente e em conjunto. PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES A RESPEITO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE GEOGRAFIA EM LICENCIATURA PLENA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI ANNA CRISTINA CORRÊA SILVEIRA 1 e VICENTE DE PAULA LEÃO

Leia mais

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE GRADUAÇAO EM PEDAGOGIA LICENCIAMENTO EAD Município: Pirassununga Estado: São Paulo Turma: 440 Pólo: Fundação de Ensino de Pirassununga Tutor (a): Inez Nunes Paula

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PPROCESSO DE Resumo ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NICOLITTO, Mayara Cristina UEPG maycris_nic@hotmail.com CAMPOS, Graziela Vaneza de UEPG

Leia mais

RECURSOS E TECNOLOGIAS PARA O ENSINO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL

RECURSOS E TECNOLOGIAS PARA O ENSINO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL RECURSOS E TECNOLOGIAS PARA O ENSINO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL HILDA TEIXEIRA GOMES VILMA GOMES SAMPAIO ctbiha@rioeduca.net INSTITUTO MUNICIPAL HELENA ANTIPOFF 1 INTRODUÇÃO Pensando em uma escola

Leia mais

III CURSO DE EXTENSÃO DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA ALFABETIZAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGOGIA. COORDENADORA: Prof.ª Dr.ª MARIA IRENE MIRANDA

III CURSO DE EXTENSÃO DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA ALFABETIZAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGOGIA. COORDENADORA: Prof.ª Dr.ª MARIA IRENE MIRANDA SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE EDUCAÇÃO GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE A PSICOPEDAGOGIA ESCOLAR GEPPE Av. João Naves de Ávila, 2121 =

Leia mais

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR NA PRÁTICA PEDAGÓGICA O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR NA PRÁTICA PEDAGÓGICA Autora: GASPAR, Magna Lúcia Furlanetto gasparzinha@seed.pr.gov.br Orientadora: LEVANDOVSKI, Ana Rita anarita.faficop@yahoo.com.br A

Leia mais

AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA COLABORAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DA CRIANÇA RESUMO

AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA COLABORAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DA CRIANÇA RESUMO AFETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA COLABORAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DA CRIANÇA R. L. C. M./ Professora. CAIC 1 R. K. G. F./ Professor. UESPI 2 RESUMO O presente artigo trata-se de uma

Leia mais

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA CONCEPÇÕES MATEMÁTICA APRESENTADAS POR PROFESSORES DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA Jacqueline Oliveira de Melo Gomes Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul / FAMASUL-PE jacomgomes@yahoo.com.br

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico

Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico Padrões de Competências para o Cargo de Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é o profissional que, na Escola, possui o importante papel de desenvolver e articular ações pedagógicas que viabilizem

Leia mais

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA Núbia Vieira TEIXEIRA; Solange Martins Oliveira MAGALHÃES Mestrado - Programa de Pós - Graduação em Educação - FE/UFG vitenubia@yahoo.com.br;solufg@hotmail.com

Leia mais

PSICOPEDAGOGIA. DISCIPLINA: Desenvolvimento Cognitivo, Afetivo e Motor: Abordagens Sócio Interacionistas

PSICOPEDAGOGIA. DISCIPLINA: Desenvolvimento Cognitivo, Afetivo e Motor: Abordagens Sócio Interacionistas PSICOPEDAGOGIA DISCIPLINA: Fundamentos da Psicopedagogia EMENTA: Introdução e fundamentos da Psicopedagogia. O objeto de estudo. Visão histórica e atual. Concepções que sustentam a Psicopedagogia. O papel

Leia mais

Coordenador Pedagógico: o mediador da humanização como prática na educação infantil

Coordenador Pedagógico: o mediador da humanização como prática na educação infantil Coordenador Pedagógico: o mediador da humanização como prática na educação infantil RESUMO Fernanda Azevedo Fagundes 1 Júlia Estefani Alves 2 O presente artigo, busca discutir acerca da função do Coordenador

Leia mais

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silvana Laurenço Lima 1 Deise Nanci de Castro Mesquita 2 RESUMO: O objetivo desta comunicação é apresentar e discutir

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA 1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FISICA NAS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEILA REGINA VALOIS MOREIRA INTRODUÇÃO O tema a ser estudado tem como finalidade discutir a contribuição da Educação Física enquanto

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL Pâmella Gomes de Brito pamellagomezz@gmail.com Goiânia, Goiás

Leia mais

I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O Colégio Ceom, fundamenta seu trabalho educacional na área da Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio, a partir das teorias de Jean Piaget e Emília

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero.

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero. PNLD 2011: ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO DE INGLÊS Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística Mestranda: Maria Letícia Martins Campos FERREIRA mleticiaf@hotmail.com

Leia mais

PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS Resumo DO ENSINO FUNDAMENTAL MARTINS, Esilda Cruz UEPG maria.esilda@hotmail.com Eixo Temático: Práticas e Estágios nas Licenciaturas. Agência Financiadora:

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ELEMENTO FUNDAMENTAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM 1 Autora: Maria Thaís de Oliveira Batista Graduanda do Curso de Pedagogia Unidade Acadêmica de Educação/CFP/UFCG Email: taholiveira.thais@gmail.com

Leia mais

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Eveline Mattos Tápias-Oliveira Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda Maria do Carmo Souza de Almeida Maria de

Leia mais

Palavras chave: Letramento Literário; Educação infantil; Literatura infantil; Primeira Infância; Formação Docente.

Palavras chave: Letramento Literário; Educação infantil; Literatura infantil; Primeira Infância; Formação Docente. LETRAMENTO LITERÁRIO NA PRIMEIRA INFÂNCIA Mônica Correia Baptista (FAPEMIG/FaE/UFMG) monicacb@fae.ufmg.br Amanda de Abreu Noronha (FaE/UFMG) amandadeabreu13@gmail.com Priscila Maria Caligiorne Cruz FALE/(UFMG)

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

A AVALIAÇÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES

A AVALIAÇÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES A AVALIAÇÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Lelyane Silva e Luz Arlete Aparecida Bertoldo Miranda RESUMO Este artigo apresenta reflexões sobre uma pesquisa que tem como objetivo

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DO PSICOPEDAGOGO NO CONTEXTO ESCOLAR

A CONTRIBUIÇÃO DO PSICOPEDAGOGO NO CONTEXTO ESCOLAR 1 A CONTRIBUIÇÃO DO PSICOPEDAGOGO NO CONTEXTO ESCOLAR Matheus Soares 1 Clério Cezar Batista Sena 2 Resumo O objetivo do artigo consiste em ressaltar a importância do psicopedagogo na escola. A Psicopedagogia

Leia mais

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática

Por Prof. Manoel Ricardo. Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática Por Prof. Manoel Ricardo Os caminhos da Educação e a Modelagem Matemática A sociedade do século XXI é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

O LUDICO NA MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O LUDICO NA MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA O LUDICO NA MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA Thaís Koseki Salgueiro 1 ; Ms. Ozilia Geraldini Burgo 2 RESUMO: Este projeto tem como objetivo apresentar o trabalho de campo desenvolvido

Leia mais

A Pesquisa Crítica de Colaboração- aspectos teóricos-metodológicos da pesquisa

A Pesquisa Crítica de Colaboração- aspectos teóricos-metodológicos da pesquisa O BRINCAR NO PROCESSO DE REFLEXÃO CRÍTICA ENTRE PESQUISADORAS E COORDENADORAS DE CRECHES Resumo ABREU, Maritza Dessupoio de 1 - UFJF GOMES, Lilian Marta Dalamura 2 - UFJF SCHAPPER, Ilka 3 - UFJF Grupo

Leia mais

Resumo. 1 - Introdução

Resumo. 1 - Introdução Este artigo, disponível em http://www.nied.unicamp.br/oea/, refere-se ao curso de construção de páginas para a Internet desenvolvida para professores, realizado por pesquisadores da PUCSP em 2000, junto

Leia mais

Mídia, linguagem e educação

Mídia, linguagem e educação 21 3 22 Mídia, Linguagem e Conhecimento Segundo a UNESCO (1984) Das finalidades maiores da educação: Formar a criança capaz de refletir, criar e se expressar em todas as linguagens e usando todos os meios

Leia mais

UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA Aline Alcalá; Amanda Fernandes Dayrell; Danielle Martins Rezende; Gabriela Camacho; Renata Carmo-Oliveira O processo de inclusão de pessoas com necessidades

Leia mais

Palavras-chave: Didática; Estágio; Formação; Teoria; Prática.

Palavras-chave: Didática; Estágio; Formação; Teoria; Prática. ESTÁGIO E DIDÁTICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Maria do Socorro Sousa e Silva Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA Resumo O presente artigo objetiva registrar e refletir sobre a disciplina de Estágio

Leia mais

TCC2036. fevereiro de 2006. Pricila Kohls dos Santos. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS. pricilas.ead@pucrs.

TCC2036. fevereiro de 2006. Pricila Kohls dos Santos. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS. pricilas.ead@pucrs. 1 O PEDAGOGO EM MULTIMEIOS E INFORMÁTICA EDUCATIVA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EFICÁCIA DA UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO TCC2036 fevereiro de 2006 Pricila Kohls dos Santos

Leia mais

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL *Drisner, Thales thalesjacmt@hotmail.com *Ferreira, Leandra Diniz Lediniz10@hotmail.com 1 *Oliveira, Elizabete Gaspar elisabetegasparo@hotmail.com 2 RESUMO Este artigo, intitulado

Leia mais

SOBRE O OLHAR DO PSICOPEDAGOGO: A IMPORTANCIA DESSE PROFISSIONAL NO AMBITO ESCOLAR¹

SOBRE O OLHAR DO PSICOPEDAGOGO: A IMPORTANCIA DESSE PROFISSIONAL NO AMBITO ESCOLAR¹ SOBRE O OLHAR DO PSICOPEDAGOGO: A IMPORTANCIA DESSE PROFISSIONAL NO AMBITO ESCOLAR¹ Osana Scalzer² Fabiana Renata da Silva³ RESUMO: Este artigo tem como objetivo ressaltar a importância do psicopedagogo

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE

A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE A DIDÁTICA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ENTRE A INOVAÇÃO TÉCNICA E A EDIFICANTE Ilma Passos Alencastro Veiga 1 Edileuza Fernandes da Silva 2 Odiva Silva Xavier 3 Rosana César de Arruda Fernandes 4 RESUMO: O presente

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PSICOPEDAGOGIA - Clínica e Institucional

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PSICOPEDAGOGIA - Clínica e Institucional 1 PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PSICOPEDAGOGIA - Clínica e Institucional A Psicopedagogia e seus desdobramentos conceituais podem ser vistos, na atualidade, como um movimento de novas buscas e conhecimentos.

Leia mais

UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DO VALE DO SÃO LOURENÇO EDUVALE INSET- INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TEOLOGIA UM OLHAR PSICOPEDAGÓGICO SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM MARTINS, Marlene Nunes

Leia mais

A PRÁTICA DE ENSINO DO CURSO DE PEDAGOGIA: UM EIXO ARTICULADOR ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA

A PRÁTICA DE ENSINO DO CURSO DE PEDAGOGIA: UM EIXO ARTICULADOR ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA A PRÁTICA DE ENSINO DO CURSO DE PEDAGOGIA: UM EIXO ARTICULADOR ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA Ana Teresa Silva Sousa (Base de Pesquisa Formar / UFPI) GT 02: Formação de Professores 1 CONTEXTUALIZANDO A FORMAÇÃO

Leia mais

DISCURSOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL

DISCURSOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL DISCURSOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL Cíntia Resende Corrêa 1 - UNIUBE Resumo O objeto desta pesquisa são os discursos e as práticas pedagógicas

Leia mais

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula INTRODUÇÃO Josiane Faxina Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Câmpus Bauru e-mail: josi_unesp@hotmail.com

Leia mais

A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas

A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas A formação inicial e continuada de professores de crianças pequenas Linha de Pesquisa: LINHA DE PESQUISA E DE INTERVENÇÃO METODOLOGIAS DA APRENDIZAGEM E PRÁTICAS DE ENSINO (LIMAPE) Área de Concentração:

Leia mais