I Concurso de Artigos Científicos da ASBAN e do FOCCO/GO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "I Concurso de Artigos Científicos da ASBAN e do FOCCO/GO"

Transcrição

1 I Concurso de Artigos Científicos da ASBAN e do FOCCO/GO Tema: Meios e Oportunidades de Combate à Corrupção e à Improbidade Administrativa Título: A EDUCAÇÃO E O FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL COMO FATORES PREPONDERANTES DE COMBATE À CORRUPÇÃO: propostas de ampliação da atuação do FOCCO-GO KELLY BIZINOTTO

2 A EDUCAÇÃO E O FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL COMO FATORES PREPONDERANTES DE COMBATE À CORRUPÇÃO: propostas de ampliação da atuação do FOCCO-GO Resumo: A corrupção é um problema social que gera prejuízo na escala dos bilhões de reais ao Brasil. Suas causas são diversas, mas as consequências são determináveis e desastrosas, principalmente para a parcela menos favorecida da sociedade. Estudos sobre a temática indicam dois fatores preponderantes no combate a essa prática perniciosa: a educação e o fortalecimento institucional. Este já é minimamente verificado no Estado de Goiás com a existência do Fórum Permanente de Combate à Corrupção. A partir dos estudos sobre os fatores supramencionados, o presente artigo apresenta duas propostas para ampliar a atuação deste ente interinstitucional, quais sejam: a intervenção na educação infanto-juvenil e o trabalho de mobilização da sociedade goiana, a fim de que o combate à corrupção seja a bandeira da sociedade goiana na defesa da res publica. Palavras-chave: corrupção; educação; fortalecimento institucional; FOCCO-GO.

3 Sumário Introdução Corrupção no Brasil Fatores preponderantes de combate à corrupção Educação Fortalecimento institucional FOCCO-GO Propostas de ampliação da atuação do FOCCO-GO...11 Considerações finais...13 Referências Bibliográficas...14

4 4 Introdução Mais que um tipo penal, a corrupção é considerada não só um problema econômico, mas social. Um desvio moral que acarreta prejuízo ao Estado brasileiro na escala dos bilhões 1 de reais. A Transparency Internacional, entidade estrangeira que estuda o tema a nível mundial, realiza ranking entre os países sem corrupção (aos quais é atribuída nota zero) e os países onde há corrupção (onde a nota máxima equivale a dez), classifica o Brasil na x posição, atribuindo-lhe 3,7 pontos. Uma avaliação desconfortável que reflete um caminho ainda longo a ser percorrido. Nesse sentido, entidades públicas e privadas preocupadas ou ligadas à temática estabelecem relação a fim de encontrar mecanismos de prevenção e repressão de práticas corruptas. Exemplos são os Fóruns Permanentes de Combate à Corrupção que em Goiás reunem treze atores com a colaboração de outros sete. Doutrinariamente, renomados autores apontam dois fatores preponderantes no combate à corrupção: a educação e o fortalecimento institucional. Por um lado, consideram que a percepção mais aprimorada desse mal e de seus efeitos contribui para que as pessoas sejam mais intolerantes com tal prática e busquem meios de combatê-la. De outro lado, o Estado fortalecido com seus órgãos de controle, tanto interno como externo, integrado e atuando com rigor dificulta a ação dos corruptores. Partindo desse ponto de vista, o presente artigo visa expor a importância da educação e do fortalecimento institucional como fatores de combate à corrupção, apresentando a atuação do Fórum Permanente de Combate à Corrupção em Goiás (FOCCO-GO) e expondo propostas para ampliar a atuação deste junto à sociedade. 1. Corrupção no Brasil 1 De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), só por irregularidades, os cofres públicos deveriam receber de volta R$ 3,3 bilhões entre 2001 e 2008 (até final de junho). Esse cálculo é resultado dos 12 mil processos, aproximadamente, que foram abertos no órgão neste período para investigar irregularidades nos gastos do dinheiro público (UOL, 2008).

5 5 Tipificada pelo Código Penal Brasileiro em passiva 2 e ativa 3, a corrupção é entendida como um dos principais fatores de atraso socioeconômico de um país e de suas desigualdades por trazer malefícios diretos à sociedade, principalmente à sua parcela menos favorecida que sente de imediato o desfalque nos programas sociais, como os de saúde e de educação. Del Monte e Papagni (2001) citados por Boll (2010, p. 11), para facilitar o estudo da temática, dividem as causas da corrupção em três categorias: econômicas, políticas e culturais. As econômicas estão vinculadas principalmente à obtenção de vantagens financeiras ilegais por parte dos agentes envolvidos. As causas políticas estão diretamente associadas ao poder político dos agentes envolvidos e à sua influência para a alocação dos recursos públicos na região de sua base eleitoral com a finalidade de obtenção de apoio (votos). Já nas causas culturais, a corrupção está ligada a crenças, religião predominante, ideias, influência dos meios de comunicação e comportamento social ou, ainda, ao modo como uma sociedade tolera tanto ela como os agentes corruptos (DEL MONTE, PAPAGNI, 2001 apud BOLL, 2010, p. 11). Situações em que o país tem um desequilíbrio entre as relações políticas e as relações econômicas, uma causa se sobrepõe a outra, gerando hábitos que ao longo do tempo acabam sendo inseridos pela cultura. É o caso do Brasil que desde sua colonização carrega vícios cosidos na administração pública pelos funcionários portugueses, pelos apadrinhados políticos etc.. Inclusive, Darcy Ribeiro (1995, p. 256) observa que na formação da nação brasileira houve uma imbricação entre as esferas de poder estatal e privado, ainda que ocasionalmente uma tenha se sobreposto à outra, havendo a satisfação de interesses particulares por meio do aparelho estatal com o uso de práticas corruptas. A apatia social diante de acontecimentos dessa natureza deve-se ao caráter dadivoso do exercício da cidadania que, ao longo da história do Brasil, foi menos conquistada que oferecida pelo Estado. Os processos de Independência e de Proclamação da República são exemplos dessa ausência de protagonismo popular. 2 Art Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de vantagem. 3 Art Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. Art. 337-B Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a funcionário público estrangeiro, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional.

6 6 E numa sociedade assim construída, em que apenas coletivos isolados compreendem o seu papel enquanto atores de transformação social, é mais provável que o cidadão se indigne com a corrupção, mas não veja meios de combatê-la, pela falta de visão da existência de um processo de cidadania conquistada (VIEIRA, 2008, p. 51), do que se proponha a colaborar ativamente no seu combate. Nesse sentido, o Estado de Goiás não se difere do restante do país. O índice de incidência da corrupção governamental nos Estados coloca-o numa posição mediana, no período de 1998 a 2008 (BOLL, 2010, p. 39), porém não imune às práticas corruptas. Tanto que casos emblemáticos como o superfaturamento na construção do Aeroporto Internacional de Goiânia e o desvio de verbas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos são referências de tais práticas no Estado. Ações no sentido de reverter o quadro são propostas principalmente pelas instituições fiscalizadoras e mais recentemente pela população goianiense que, por meio de redes sociais, organizaram uma manifestação denominada Marcha contra a Corrupção que, no dia 12 de outubro de 2011, reuniu cerca de pessoas nas ruas de Goiânia. Segundo seus organizadores 4, apesar de ter contado com o apoio da Maçonaria Grande Loja do Estado de Goiás e Grande Oriente do Brasil, da PUC-GO, da OAB-GO, do Grupo Jovem Nas Ruas, do Grupo Jovem Anonymous Gyn e do Colégio Expovest, a Marcha é apartidária e reprime qualquer discussão de ideologias que provenham de partidos políticos. Embora seja um avanço no exercício da cidadania, tal manifestação ainda é algo pontual se comparado, por exemplo, o número da população de Goiânia (mais de um milhão de pessoas 5 ) com os participantes do movimento (cerca de pessoas), o que não reduz sua importância, mas incita a refletir sobre o papel do cidadão goianiense e goiano na defesa de seus direitos. Diante desse cenário, dois fatores preponderantes no combate à corrupção apresentam-se: a educação e o fortalecimento institucional. Eles devem ser considerados interdependentes, pois, conforme Ahrend (2002) citado por Araújo (2005), a educação desacompanhada de transparência e de controle da gestão pública pode ter efeitos contrários aos pretendidos. 4 Retirado da comunidade denominada Marcha Contra Corrupção do Facebook. 5 Dados do Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

7 7 2. Fatores preponderantes de combate à corrupção 2.1. Educação A educação, considerada em sua amplitude e não apenas limitada ao traço profissional-tecnicista, tem um papel essencial no desenvolvimento de qualquer nação principalmente no que tange os seus aspectos sociais. A escola tem que abrir o horizonte intelectual do estudante, colocando conteúdos que tornem a educação um instrumento não só para a vida, mas para a transformação da vida e da sociedade (FERNANDES, 1989, p. 149). A função educacional emancipatória 6 amplia o horizonte intelectual dos indivíduos que da condição de apatia exsurgem como verdadeiros atores sociais que deixam de ser apenas expectadores dos acontecimentos e passam a exercer um papel mais significativo diante dos fatos (Touraine, 1997). A partir do conhecimento sobre seu lugar no mundo e de suas potencialidades enquanto cidadãs, as pessoas podem repensar o seu papel diante do arcabouço de direitos e deveres que lhes são apresentados, superando o comodismo e a individualidade para atuar no controle social de forma solidária e responsável. A transformação da forma de pensar e de agir do cidadão diante da res publica, ou seja, a formação conscientizadora do cidadão propicia mudanças consideráveis no desenvolvimento da sociedade tanto em seus aspectos econômicos e culturais como (e principalmente) políticos. Os resultados desse novo pensamento são evidentes em contraposição ao desconhecimento e/ou à indiferença diante de problemas sociais e das práticas corruptas e demagógicas. A reflexão do indivíduo sobre seu papel enquanto cidadão transforma o problema do Poder Público também em seu próprio problema e assim o monitoramento social torna-se um dos instrumentos primordiais no combate à corrupção. 6 Na perspectiva de Paulo Freire, emancipação dá-se quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e com seu trabalho pode criar um mundo próprio: seu e suas circunstâncias (FREIRE, 1991).

8 8 Entende-se que o exercício da cidadania constitui prática diária e ultrapassa o ato de votar em cada eleição. Saber de que maneira se combate o desvio dos recursos públicos é meio de exercê-la. Verificar como ocorre o gasto dos recursos, acompanhar a prestação de contas das despesas públicas e denunciar aos órgãos competentes as suspeitas de irregularidades configuram formas de exercer a cidadania, com resultado imediato para a sociedade. (BRAGA, 2008, p. 09) No mesmo sentido, Pereira (2004) citado por Araújo (2005, p. 12) indica que o conjunto de ações necessárias para o combate à corrupção abarca a educação à cidadania e a transparência da gestão da coisa pública que se obtém por meio do fortalecimento das instituições, reduzindo as oportunidades de investidas dos rent-seekers 7. Com a transparência da gestão do erário, uma sociedade consciente e participativa é capaz de fiscalizar tais informações, reconhecer possíveis problemas, atuar para a apuração do ocorrido e exigir a punição de seus culpados. Portanto, infere-se que, aliada à educação, outro fator imprescindível de combate à corrupção é o fortalecimento institucional que propicia a transparência, a fiscalização e a devida penalização dos agentes corruptos Fortalecimento institucional A punição, além de seu caráter retributivo, tem ainda a característica de prevenir o ato sujeito à sanção quando ela é regida pelos princípios da eficiência e da isonomia. Assim, um risco baixo de punição e uma discriminação ao aplicá-la representam maiores níveis de corrupção, pois as barreiras para a prática de atos ilícitos pelos corruptores tornam-se ínfimas diante do montante dos frutos provenientes de tais ações, ou seja, em palavras populares o crime compensaria nesses casos. Ter transparência na gestão do erário de modo que a sociedade monitore as atividades dos agentes públicos e ter as instituições atuando com eficiência e cooperando entre si são ações que contribuem para dificultar consideravelmente a ação dos corruptores, pois a transparência proporciona uma 7 Também conhecido como caçadores-de-renda, tal conceito provém da Microeconomia e é utilizado para designar, de forma simplificada, os próprios agentes corruptos.

9 9 facilidade na obtenção de provas e as instituições têm sua capacidade de fiscalização e detecção de práticas corruptas potencializadas. Araújo (2005, p. 08) pondera que [...] a fraqueza institucional permite a atuação fora-da-lei dos rent-seekers, ao passo que instituições fortes coibiriam a ação destes agentes: no momento em que o custo da corrupção (risco de ser punido) fosse alto o suficiente, declinaria a ação dos caçadores-de-renda. Como instituições enfraquecidas implicam num risco de punição baixo, os agentes em questão se valem da corrupção para apropriar de parcelas maiores da renda nacional. [...] é notório que fraqueza institucional, corrupção e subdesenvolvimento caminham em sincronia. Sobretudo observa-se que o combate a deficiências institucionais é elemento-chave na luta contra a corrupção. Em direção contrária à fraqueza institucional, fóruns estaduais foram criados em alguns Estados brasileiros para aproximar as instituições entre si e estas da sociedade como instrumento no combate às práticas corruptas. É possível por tal meio trocar experiências e informações, projetar ações, refletir sobre a problemática e pensar novas soluções em conjunto. São exemplos de tal ação o Fórum Estadual de Combate à Corrupção no Amazonas 8 e os Fóruns Permanentes de Combate à Corrupção em Pernambuco 9, na Paraíba 10, em Alagoas 11 e em Goiás FOCCO-GO O Fórum Permanente de Combate à Corrupção em Goiás (FOCCO- GO) é uma entidade interinstitucional que tem por escopo maior estabelecer parcerias estratégicas a fim de aproximar, fortalecer e tornar mais eficiente a atuação, tanto preventiva como repressiva, de seus integrantes no combate à corrupção. Visa, também, apoiar a sociedade civil organizada que tenha a mesma finalidade de controle social. Criado em 18 de junho de 2009, o FOCCO-GO atualmente integra treze participantes: Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO), a Controladoria Regional da União no Estado de Goiás 8 Endereço eletrônico: 9 Endereço eletrônico: 10 Endereço eletrônico: 11 Endereço eletrônico: 12 Endereço eletrônico:

10 10 (CGU/GO), a Secretaria de Controle Externo em Goiás do Tribunal de Contas da União (TCU-SECEX/GO), o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás, a Advocacia Geral da União (AGU), a Procuradoria Federal em Goiás, a Polícia Federal (SR/DPF-GO), a Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRFB), o Banco do Brasil (BB); a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Procuradoria Regional da República (PRR); e possui como colaboradores as seguintes entidades: Universidade Federal de Goiás (UFG), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO), Amigos Associados de Ribeirão Bonito (AMARRIBO), Associação de Bancos (ASBAN), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Goiás (CREA/GO), Controladoria Geral do Município de Goiânia e Superintendência do Controle Interno do Estado de Goiás. Com reuniões inicialmente mensais e hodiernamente bimestrais, o Fórum organizou-se em duas subcomissões, de Transparência e de Pessoal, aquela responsável por fiscalizar o repasse e a aplicação dos recursos públicos e esta com a responsabilidade de prevenir e combater o nepotismo e a acumulação de cargos. Dentre as deliberações extraídas do Relatório 2009/2010, aquelas de maior relevância residem na implementação de projetos juntos às Universidades, ações na sociedade de divulgação do FOCCO-GO, realização de Seminário do Dia Internacional de Combate à Corrupção, criação de um grupo virtual de discussões entre Fóruns estaduais, fortalecimento do controle interno do Estado de Goiás e definição de frentes de atuação política, acadêmica e institucional. Embora ainda com atuação tímida, tendo em vista o amplo horizonte do projeto, o FOCCO-GO é um instrumento de potencial imensurável uma vez que une as principais entidades que trabalham diretamente com o problema no Estado. O trabalho em conjunto fortalece a atuação e enrijece o aparelho institucional, reduzindo as aberturas para a prática da corrupção. O Fórum, enquanto espécie de fortalecimento institucional, aliado à sociedade por meio de ações educativas e com o auxílio da mídia, possui oportunidades muito maiores e eficazes de alcançar sua finalidade, uma vez que reúne os dois fatores primordiais de combate à corrupção. Nesse sentido, propõemse duas linhas de atuação: intervenção na educação infanto-juvenil e mobilização da sociedade goiana.

11 11 4. Propostas de ampliação da atuação do FOCCO-GO Crianças e jovens são preciosos aprendizes e disseminadores do conhecimento apreendido. Assim, a intervenção na educação infanto-juvenil é uma medida perspicaz com resultados satisfatórios a médio e longo prazo. Um trabalho continuado para discussão e reflexão da problemática, com um viés participativo em que o público infanto-juvenil possa desenvolver habilidades enquanto protagonista de ações sociais, possibilita que os estudantes percebam os efeitos sociais danosos da corrupção e a importância da probidade na administração pública. Além disso, essa intervenção proporciona a formação da cidadania com a percepção do outro, de si mesmo e de seu papel na sociedade. O trabalho pode ser iniciado com eventos nas escolas públicas mesclando palestras e atividades lúdicas nas quais são despertados os sentimentos de cidadania e de responsabilidade para com a coisa pública. As atividades pedagógicas podem ser estendidas a aulas periódicas interativas (semanais, quinzenais ou mensais), nas quais os estudantes também possam produzir conhecimento, além de recebê-lo. Ao final do semestre ou ao final do ano, conforme o calendário escolar, concursos de desenhos e de redação sobre a temática são bem-vindos tendo em vista serem incentivadores do estudo e da reflexão sobre a temática. Acompanhado de um evento no qual há o anúncio dos (as) vencedores (as) e a entrega dos prêmios, com a participação das famílias, os concursos contribuem para que o trabalho de conscientização não esteja limitado às salas de aula, mas presente para além da comunidade escolar alcançando também pessoas indiretamente envolvidas. A segunda linha de atuação demanda um esforço e um trabalho extenso dos integrantes do Fórum, mas que provoca uma adesão mais abrangente e imediata à causa. Trata-se da Caravana FOCCO: Goiás no Combate à Corrupção. O formato de trabalho caravana consiste na reunião compacta de atividades itinerantes programadas por um período determinado, com as finalidades de por em destaque a temática, debatê-la de forma que a reflexão produza efeitos pedagógicos de conscientização e de protagonismo do público-alvo no enfrentamento dos problemas apresentados. Como exemplos bem sucedidos desse modelo de atuação dinâmica junto à sociedade têm-se a Caravana da Anistia, sendo realizada há mais de três

12 12 anos em âmbito nacional pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, com o objetivo de contribuir para o conhecimento, a reflexão e a discussão atinente ao período histórico de repressão do Estado (ditadura militar no Brasil) bem como garantir uma ampla participação da sociedade civil aos atos reparatórios oficiais (PIRES JÚNIOR, CARLET, FRANTZ et al, 2010); e a Caravana Direitos Humanos pelo Brasil, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com a finalidade de criar um canal de interação direta com a sociedade, articulando ações conjuntas com os governos estaduais e municipais na promoção e defesa dos Direitos Humanos (SDH, 2011). A proposta Caravana FOCCO: Goiás no Combate à Corrupção, similar aos moldes supramencionados, consiste no deslocamento de uma equipe formada por representantes e colaboradores do Fórum para as principais cidades das regiões goianas com o objetivo de realizar atividades programadas, em parceria com entidades locais, junto à sociedade. A programação, distribuída num período de três a cinco dias, integraria cursos sobre corrupção 13 para agentes públicos, integrantes da sociedade civil organizada (associações, organizações não governamentais, movimentos sociais) e para demais interessados da localidade; palestras e eventos lúdicos sobre a temática 14 ; postos de dúvidas e denúncias; por fim, uma audiência pública que pudesse gerar encaminhamentos e um relatório final com acesso público (publicação on line, por exemplo). Conforme o perfil da região, essas atividades podem ser adaptadas à realidade local para que o público-alvo se considere efetivo protagonista na luta contra a corrupção. Para um maior aproveitamento das propostas, as atividades podem ser mescladas, reunindo o público infanto-juvenil e o adulto num mesmo evento, reforçando ainda mais a discussão e relevância da temática. Um exemplo é inserir na programação da Caravana FOCCO: Goiás no Combate à Corrupção o evento de entrega de prêmios para os (as) ganhadores (as) dos concursos de desenhos e de redação. Assim, a participação da sociedade seria mais intensa uma vez que as atividades interessariam a toda a família. 13 O curso compõe a explanação de todos os elementos referentes à corrupção como conceito, suas causas e consequências; atuação dos órgãos fiscalizadores; meios de coibir suas práticas; formas de controle social e sua importância etc. 14 São exemplos de eventos lúdicos peças teatrais e exibição de filmes com posterior discussão envolvendo a temática.

13 13 Essas propostas aliadas à divulgação desses trabalhos por meio da mídia e das redes sociais ampliam o número de participantes e a repercussão dos seus produtos, podendo alcançar um público cada vez mais amplo e diversificado. Tais ações, mais que pedagógicas, têm por escopo incentivar e colaborar na formação cidadã do público infanto-juvenil goiano, provocar a mobilização social dos adultos e despertar o interesse pela discussão sobre a temática e pelo enfrentamento do problema, no intuito de prevenir e de reduzir cada vez mais os níveis de corrupção no Estado, com o auxílio da população. Considerações finais No combate à corrupção dois fatores são preponderantes: a educação e o fortalecimento institucional. Este contribui para dificultar consideravelmente a ação dos corruptores, visto que as instituições têm sua capacidade de fiscalização e detecção de práticas corruptas potencializadas e a transparência por elas proporcionada facilita o monitoramento do erário e a obtenção de provas quando detectada a ilicitude. A educação à cidadania, por sua vez, permite que uma sociedade consciente e participativa seja capaz de fiscalizar a gestão pública, reconhecer possíveis problemas, atuar para apuração do ocorrido e exigir a punição de seus culpados. Verifica-se que no Estado de Goiás a existência do Fórum Permanente de Combate à Corrupção é referência do fortalecimento institucional, com a participação de diferentes entidades e com atuação distribuída em determinados setores sociais. Com a ampliação desta atuação vinculada a aspectos educacionais, une-se os dois fatores preponderantes no combate à corrupção, o que proporciona a multiplicação do potencial do FOCCO-GO, uma vez que traz a sociedade, verdadeira interessada nesse trabalho, para encampar essa luta. Apostando na prevenção, as propostas apresentadas são meios de combate à corrupção que pretendem envolver a sociedade goiana não como mera informante, mas como protagonista no monitoramento da gestão pública. Dessa forma, o exercício da democracia para muitos deixa de ser apenas o direito ao voto e passa a ser também a defesa da res publica.

14 14 Referências Bibliográficas ARAÚJO, Odete Aparecida ALVES. Cidadania e Educação no Brasil: repensando o conceito. In Facesi em Revista. Ano 1, vol. 1, n. 1, Disponível em %20no%20Brasil.pdf. Acesso em: 27 out ARAÚJO, Gustavo Viola de. Transparência e Educação no Combate à Corrupção no Brasil. In I Concurso de Monografia e Redações da Controladoria Geral da União, Disponível em https://bvc.cgu.gov.br/bitstream/ /3316/1/transparencia_educacao_combat e_corrupcao.pdf. Acesso em: 15 out BOLL, José Luis Serafini. A Corrupção Governamental no Brasil: construção de indicadores e análise da incidência relativa nos estados brasileiros. In 5º Concurso de Monografias da Controladoria Geral da União, Disponível em https://bvc.cgu.gov.br/bitstream/ /3568/1/corrupcao_governamental_no_br asil.pdf. Acesso em: 23 out BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico Disponível em Acesso em 30 out BRASIL, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ceará será 1º estado a receber o projeto Caravana Direitos Humanos pelo Brasil, ago/2011. Disponível em Acesso em: 17 out , Decreto-Lei n 2.848/40. Código Penal Brasileiro. Disponível em Acesso em 30 out CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, DELFORGE, Thaisa Collet dos Santos. A governança pública no combate à corrupção. 6º Concurso de Monografias da CGU: Trabalhos premiados Brasília: Controladoria-Geral da União. ESAF, FILHO, José dos Santos Carvalho. Manual de Direito Administrativo. 23ª Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, FREIRE, Paulo. Educação e mudança. 17ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, FÓRUM PERMANENTE DE COMBATE À CORRUPÇÃO EM GOIÁS. Relatório 2009/2010. Disponível em Acesso em 01 out

15 15 PIRES JÚNIOR, Paulo Abrão, CARLET, Flávia, FRANTZ, Daniela et al. As Caravanas da Anistia: um mecanismo privilegiado da justiça de transição brasileira. In II Reunião do Grupo de Estudos sobre Internacionalização do Direito e Justiça de Transição, USP, São Paulo, abril/2010. Disponível em Acesso em: 17 out RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p TOURAINE, A. A Sociedade Post-Industrial. Moraes Editores, 1997 TRANSPARENCY INTERNACIONAL. Disponível em Acesso em: 29 out UOL NOTÍCIAS. Corrupção. Disponível em Acesso em 30 out VIEIRA, Fábio Mourão. Cultura Brasileira e Corrupção. In Revista da Controladoria Geral da União, ano III, n. 4, Brasília, jun/2008. Disponível em 6. Acesso em: 15 out

SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÔES

SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÔES MECANISMO DE ACOMPANHAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÔES A. PRIMEIRA RODADA DE ANÁLISE 1.1. (a) Levando em consideração

Leia mais

GESTÃO PÚBLICA E CONTROLE SOCIAL: Um diagnóstico sobre a administração municipal e a sociedade piauiense.

GESTÃO PÚBLICA E CONTROLE SOCIAL: Um diagnóstico sobre a administração municipal e a sociedade piauiense. GESTÃO PÚBLICA E CONTROLE SOCIAL: Um diagnóstico sobre a administração municipal e a sociedade piauiense. Jefferson Ricardo do Amaral Melo 1 RESUMO A participação popular e a ação coletiva na gestão e

Leia mais

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII)

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII) PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO Secretaria-Executiva Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Plano de Integridade Institucional (PII) 2012-2015 Apresentação Como

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6

1 Introdução... 2. 2 Definições... 3. 3 Compromisso e adesão... 5. 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 Manual Anticorrupção Versão 1 Abr/2015 SUMÁRIO 1 Introdução... 2 2 Definições... 3 3 Compromisso e adesão... 5 4 Indícios que podem caracterizar corrupção... 6 5 Violações e Sanções Aplicáveis... 6 6 Ações

Leia mais

Nº DESCRIÇÃO EIXO SC PP CPP QTD ORDEM

Nº DESCRIÇÃO EIXO SC PP CPP QTD ORDEM Nº DESCRIÇÃO EIXO SC PP CPP QTD ORDEM Criar rádios e TV's comunitárias voltadas à prestação de contas das ações, programas e 1 projetos existentes nos municípios e divulgação dos serviços públicos locais,

Leia mais

A Sombra do Imposto. Cartilha III - Corrupção

A Sombra do Imposto. Cartilha III - Corrupção Cartilha III - Corrupção A Sombra do Imposto Boa parte do que pagamos em tributos é desviada pela corrupção. Temos o dever de cobrar a correta aplicação dos recursos. A corrupção e a carga tributária O

Leia mais

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS 1. Garantir a participação juvenil na elaboração e acompanhamento das políticas públicas na área de cidadania, em nível municipal, estadual e nacional, promovendo

Leia mais

Calendário reuniões ENCCLA

Calendário reuniões ENCCLA Nº 11 Fevereiro/2015 Há dez anos, teve início o modelo do hoje reconhecido Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD). A percepção dos membros

Leia mais

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Palestra: O controle Interno no Brasil - situação atual e perspectivas futuras. Valdir Agapito Teixeira Secretário

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES. A. PRIMEIRA RODADA DE ANÁLISE: a) IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO NOS NÍVEIS ESTADUAL E MUNICIPAL

SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES. A. PRIMEIRA RODADA DE ANÁLISE: a) IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO NOS NÍVEIS ESTADUAL E MUNICIPAL MECANISMO DE ACOMPANHAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO SEÇÃO I: PROGRESSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DAS RECOMENDAÇÕES A. PRIMEIRA RODADA DE ANÁLISE: a) IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO

Leia mais

Guias e Manuais. Fiscalização. do ProgramaBolsa Família. Programa Bolsa Família

Guias e Manuais. Fiscalização. do ProgramaBolsa Família. Programa Bolsa Família Guias e Manuais 2010 Fiscalização do ProgramaBolsa Família Programa Bolsa Família Fiscalização do Programa Bolsa Família Brasília - df 2010 2010 Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Permitida

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Amcham Brasil Projeto Escola Legal 2008. Projeto Piloto

Amcham Brasil Projeto Escola Legal 2008. Projeto Piloto Amcham Brasil Projeto Escola Legal 2008 Projeto Piloto Apresentação Amcham Fundada em 1919, na capital paulista, a Câmara Americana de Comércio é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos,

Leia mais

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal.

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal. Educação Não-Formal Todos os cidadãos estão em permanente processo de reflexão e aprendizado. Este ocorre durante toda a vida, pois a aquisição de conhecimento não acontece somente nas escolas e universidades,

Leia mais

A temática Sistema Nacional de Educação foi dissertada pela Profa. Flávia Maria Barros Nogueira Diretora da SASE.

A temática Sistema Nacional de Educação foi dissertada pela Profa. Flávia Maria Barros Nogueira Diretora da SASE. CARTA DE RECIFE O Fórum Nacional de Conselhos Estaduais de Educação realizou em Recife, no período de 16 a 18 de setembro a Reunião Plenária da Região Nordeste, com a participação dos Conselhos Estaduais

Leia mais

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília

FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS. Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília FÓRUM MUNDIAL DE DIREITOS HUMANOS Data: 10 a 13 de Dezembro de 2013 Local: Brasília Nome do Evento: Fórum Mundial de Direitos Humanos Tema central: Diálogo e Respeito às Diferenças Objetivo: Promover um

Leia mais

20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual

20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual 20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual Paulista da CONSOCIAL Prioridades Texto Diretriz Eixo Pontos 1 2 Regulamentação e padronização de normas técnicas para a elaboração dos Planos de Governo apresentados

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

PROJETO DE CIDADANIA

PROJETO DE CIDADANIA PROJETO DE CIDADANIA PROJETO DE CIDADANIA A Anamatra A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho Anamatra congrega cerca de 3.500 magistrados do trabalho de todo o país em torno de interesses

Leia mais

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República

Participação Social como Método de Governo. Secretaria-Geral da Presidência da República Participação Social como Método de Governo Secretaria-Geral da Presidência da República ... é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho

Leia mais

Guia de Prevenção e Combate à Corrupção

Guia de Prevenção e Combate à Corrupção Guia de Prevenção e Combate à Corrupção Objetivo Estabelecer diretrizes e definir o que são práticas de corrupção, bem como reiterar qual é a conduta e a postura da Brasil Kirin frente a este tema, reafirmando

Leia mais

O papel dos cidadãos e dos meios de comunicação social na prevenção da corrupção

O papel dos cidadãos e dos meios de comunicação social na prevenção da corrupção Controladoria-Geral da União Presidência da República do Brasil Seminário A prevenção dos riscos de corrupção Lisboa março de 2010 O papel dos cidadãos e dos meios de comunicação social na prevenção da

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

O Dirigente Municipal de Educação e a articulação com o terceiro setor

O Dirigente Municipal de Educação e a articulação com o terceiro setor Missão Promover e realizar ações que contribuam para a melhoria da qualidade da educação pública e que fomentem o desenvolvimento social de comunidades de baixa renda. Visão Ser referência como fundação

Leia mais

Guia de Discussão. Como acabar com a. Corrupção? Projeto Democracia Deliberativa e o Papel das Universidades Públicas

Guia de Discussão. Como acabar com a. Corrupção? Projeto Democracia Deliberativa e o Papel das Universidades Públicas Guia de Discussão Como acabar com a Corrupção? Projeto Democracia Deliberativa e o Papel das Universidades Públicas :: Introdução :: Ela está aqui, em toda parte, nos jornais, TV, rádios e tem um efeito

Leia mais

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA

GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA GALBA TACIANA SARMENTO VIEIRA No Brasil, a questão do combate ao uso de drogas teve início na primeira metade do século XX, nos governos de Eptácio Pessôa e Getúlio Vargas; A primeira regulamentação sobre

Leia mais

Programa Olho Vivo no Dinheiro Público 5º Concurso de Desenho e Redação da Controladoria-Geral da União CGU para o ensino fundamental e médio

Programa Olho Vivo no Dinheiro Público 5º Concurso de Desenho e Redação da Controladoria-Geral da União CGU para o ensino fundamental e médio Programa Olho Vivo no Dinheiro Público 5º Concurso de Desenho e Redação da Controladoria-Geral da União CGU para o ensino fundamental e médio TEMA: A sociedade no acompanhamento da gestão pública: Todos

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação

Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação Responsabilidades e desafios do setor público quanto ao direito à educação Cleuza Rodrigues Repulho Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP Presidenta da Undime A Undime como organização

Leia mais

Diretoria Geral Ouvidoria RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA OUVIDORIA MÊS DE OUTUBRO DE 2015

Diretoria Geral Ouvidoria RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA OUVIDORIA MÊS DE OUTUBRO DE 2015 Diretoria Geral Ouvidoria RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA OUVIDORIA MÊS DE OUTUBRO DE 1 A Ouvidoria do DNPM, órgão de assistência direta e imediata ao Diretor-Geral, foi criada por meio do Decreto nº 7.9, de

Leia mais

Experiência: Comitês Coordenadores de Auditorias por Especialidades Médicas

Experiência: Comitês Coordenadores de Auditorias por Especialidades Médicas Experiência: Comitês Coordenadores de Auditorias por Especialidades Médicas Nome da instituição: Departamento Nacional de Auditoria do SUS DENASUS Nome do responsável: Maria Aparecida Orsini Carvalho Fernandes

Leia mais

Guias e Manuais. Exercendo o. Controle Social. do Programa Bolsa Família. Programa Bolsa Família

Guias e Manuais. Exercendo o. Controle Social. do Programa Bolsa Família. Programa Bolsa Família Guias e Manuais 2010 Exercendo o Controle Social do Programa Bolsa Família Programa Bolsa Família Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Exercendo o Controle Social do Programa Bolsa

Leia mais

DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014

DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 8.243, DE 23 DE MAIO DE 2014 Institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação

Leia mais

Segurança Comunitária

Segurança Comunitária Segurança Comunitária Ciclos de Palestras Secretaria da Segurança Pública e Justiça Gerência Executiva de Direitos Humanos Gerência Executiva dos CIOpS CICLO I PALESTRAS DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA

ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: BALANÇO DE UMA DÉCADA Área Temática: Direitos Humanos e Justiça Liza Holzmann (Coordenadora da Ação de Extensão) Liza Holzmann 1 Palavras Chave:

Leia mais

Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO)

Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO) Goiânia, 23 de março de 2010. Sucinta retrospectiva histórica do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos de Goiás (CEEDH-GO) Apesar da luta pela promoção e efetivação dos Direitos Humanos em nosso

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 1102/2011

PROJETO DE LEI Nº 1102/2011 PROJETO DE LEI Nº 1102/2011 EMENTA: ALTERA A LEI Nº 5981/2011, QUE DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA DAS ONG S, OSCIP S E DEMAIS ENTIDADES QUE RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS NO ESTADO DO RIO

Leia mais

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1 RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1 1. INTRODUÇÃO A discussão em torno do tema criminalidade e violência é um assunto recorrente e atual em nossa sociedade. Aliado também ao crescente tráfico e uso

Leia mais

CIDADANIA DIREITO DE TODOS

CIDADANIA DIREITO DE TODOS CIDADANIA DIREITO DE TODOS Luciana Montes Arruda Universidade Castelo Branco INTRODUÇÃO Com o objetivo de contribuir para a qualidade de vida no estado do Rio, o Sistema FIRJAN criou, em 2010, o SESI Cidadania.

Leia mais

Manual do Padrinho. Projeto Adote um Município. Aperte enter para avançar

Manual do Padrinho. Projeto Adote um Município. Aperte enter para avançar Manual do Padrinho Projeto Adote um Município Aperte enter para avançar Caro Padrinho, Esse manual tem como objetivo passar orientações sobre o seu importante papel no âmbito do Projeto Adote um Município.

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA-GERAL SECRETARIA NACIONAL DE ARTICULAÇÃO SOCIAL CONFERÊNCIAS NACIONAIS

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA-GERAL SECRETARIA NACIONAL DE ARTICULAÇÃO SOCIAL CONFERÊNCIAS NACIONAIS PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA-GERAL SECRETARIA NACIONAL DE ARTICULAÇÃO SOCIAL CONFERÊNCIAS NACIONAIS Participação Social no Governo Federal Conferências Nacionais 2009/2010 Conferências Nacionais

Leia mais

I Fórum Políticas Públicas do Idoso"

I Fórum Políticas Públicas do Idoso I Fórum Políticas Públicas do Idoso" O idoso no mundo Em 2050, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 30% da população mundial será de idosos; 2 bilhões dos habitantes do planeta terão mais de

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO.

DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO. DIRETRIZES PARA A PREVENÇÃO E O COMBATE À CORRUPÇÃO. Proposta 4.1.: Sendo transitado e julgado o servidor público em ato corrupto, o mesmo devolverá aos cofres público todo valor corrigido e ainda deverar

Leia mais

Pesquisa de Opinião sobre a Imagem do Ministério Público Federal Sumário Executivo.

Pesquisa de Opinião sobre a Imagem do Ministério Público Federal Sumário Executivo. Pesquisa de Opinião sobre a Imagem do Ministério Público Federal Sumário Executivo. Equipe técnica: Salete Da Dalt: Marco Aurélio Oliveira da Alcântara: Victor Hugo de Carvalho Gouvêa: Rogério Cappelli:

Leia mais

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental

TRANSVERSALIDADE. 1 Educação Ambiental TRANSVERSALIDADE Os temas transversais contribuem para formação humanística, compreensão das relações sociais, através de situações de aprendizagens que envolvem a experiência do/a estudante, temas da

Leia mais

Alexandre Pontes Aragão Promotor de Justiça na 3ª Promotoria Auxiliar da Comarca de Maracanaú

Alexandre Pontes Aragão Promotor de Justiça na 3ª Promotoria Auxiliar da Comarca de Maracanaú Alexandre Pontes Aragão Promotor de Justiça na 3ª Promotoria Auxiliar da Comarca de Maracanaú CURSO A COMUNIDADE PELA MORALIDADE N de aulas: 05 (cinco) Período do dia e duração aproximada de cada aula:

Leia mais

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL - PNEF A EDUCAÇÃO FISCAL COMO EXERCÍCIO DE CIDADANIA CONTEXTO Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das

Leia mais

Proposta de ações para elaboração do. Plano Estadual da Pessoa com Deficiência;

Proposta de ações para elaboração do. Plano Estadual da Pessoa com Deficiência; 1 Proposta de ações para elaboração do Plano Estadual da Pessoa com Deficiência Objetivo Geral: Contribuir para a implementação das diretrizes e metas na garantia de direitos às pessoas com deficiência

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº Dispõe sobre a criação do Conselho de Ética Pública e estabelece medidas de transparência e controle de atos de agentes políticos, dirigentes, empregados e servidores públicos.

Leia mais

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira

III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira III SEMINÁRIO POLÍTICAS SOCIAIS E CIDADANIA AUTOR DO TEXTO: Fernanda de Lazari Cardoso; Marisa Alves Lacerda; Luciana da Silva Oliveira Fortalecendo as escolas na rede de proteção à criança e ao adolescente

Leia mais

Corrupção: cada NÃO conta!

Corrupção: cada NÃO conta! A corrupção é um problema seu A corrupção é um problema mundial e ocorre em todos os níveis - dos pequenos delitos diários aos grandes desvios financeiros nos setores público e privado. O maior impacto

Leia mais

EDUCAÇÃO FISCAL PARA A CIDADANIA. Abril / 2014

EDUCAÇÃO FISCAL PARA A CIDADANIA. Abril / 2014 EDUCAÇÃO FISCAL PARA A CIDADANIA Abril / 2014 Reflexão Inicial Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. (Paulo Freire) Mundo em Crise 30 mil crianças morrem

Leia mais

Um país melhor é possível

Um país melhor é possível Um país melhor é possível Um país melhor é urgente... 53 milhões de pobres vivem com renda familiar mensal de um salário mínimo; Desses, 20 milhões são indigentes ou vivem com renda de até ½ salário; Os

Leia mais

RELATÓRIO DAS AÇÕES DA COORDENADORIA DE AUDITORIA INTERNA DA CGM EM 2013 1

RELATÓRIO DAS AÇÕES DA COORDENADORIA DE AUDITORIA INTERNA DA CGM EM 2013 1 RELATÓRIO DAS AÇÕES DA COORDENADORIA DE AUDITORIA INTERNA DA CGM EM 2013 1 1 Relatório disponibilizado pela Controladoria Geral do Município de São Paulo. 65 INTRODUÇÃO Apesar de funcionar desde o dia

Leia mais

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN

PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN PLANO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO SÓCIOEDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE ESPÍRITO SANTO/RN ESPÍRITO SANTO/RN, OUTUBRO DE 2014. FRANCISCO ARAÚJO DE SOUZA PREFEITO MUNICIPAL DE ESPÍRITO SANTO/RN ELIZANGELA FREIRE DE

Leia mais

Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte

Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte Abordagens da Participação Social na aplicação de Recursos Públicos: A experiência do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte Belo Horizonte: aspectos demográficos e econômicos Cidade planejada

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

PROGRAMAs de. estudantil

PROGRAMAs de. estudantil PROGRAMAs de empreendedorismo e protagonismo estudantil Ciclo de Palestras MAGNUM Vale do Silício App Store Contatos Calendário Fotos Safari Cumprindo sua missão de oferecer uma educação inovadora e de

Leia mais

PROGRAMA ESCOLA + Voluntária

PROGRAMA ESCOLA + Voluntária PROGRAMA ESCOLA + Voluntária 1. Apresentação O voluntariado é considerado como uma atividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando de

Leia mais

RELATÓRIO OUVIDORIA BIÊNIO 2013/2014

RELATÓRIO OUVIDORIA BIÊNIO 2013/2014 RELATÓRIO OUVIDORIA BIÊNIO 2013/2014 2 Governador do Estado do Rio Grande do Norte ROBINSON FARIA Secretária de Segurança Pública e da Defesa Social KALINA LEITE GONÇALVES Ouvidor Geral da SESED GEORGE

Leia mais

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência?

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Dados preliminares do sistema de informações de mortalidade do Ministério da Saúde de

Leia mais

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 1 Certas práticas, sejam cometidas por agentes públicos ou por particulares, afetam negativamente a gestão pública. Algumas são consideradas crimes pelo Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei n. 2.848, de

Leia mais

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR 1 Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR A Definição e organização do sistema: 1 O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Leia mais

Orientações Técnicas para a formação da Agenda Intersetorial

Orientações Técnicas para a formação da Agenda Intersetorial Orientações Técnicas para a formação da Agenda Intersetorial Brasília, 7 de Agosto de 2014 Encontro Intersetorial das Ações Estratégicas do PETI ETAPAS PARA FORMAÇÃO DA AGENDA INTERSETORIAL DO PETI Reuniões/

Leia mais

A Sombra do Imposto. Um Movimento Que Faz a Diferença. Fase 3 Combatendo a Corrupção

A Sombra do Imposto. Um Movimento Que Faz a Diferença. Fase 3 Combatendo a Corrupção A Sombra do Imposto Um Movimento Que Faz a Diferença Fase 3 Combatendo a Corrupção O que é a Sombra do Imposto? Movimento apartidário idealizado e articulado pela Federação das Indústrias do Paraná Fiep.

Leia mais

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA AMBIENTAL NOS MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO Aristides Pereira Lima Green 1 Frederico Cavadas Barcellos 2 Deborah Moreira Pinto 3 I. Introdução As regiões semi-áridas se

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55. Planejamento Estratégico PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 55 Planejamento Estratégico Criança e Adolescente 2010 PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO 56 INTRODUÇÃO Tema: Criança e Adolescente A questão da infância

Leia mais

PLANO DE TRABALHO O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?

PLANO DE TRABALHO O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO? 1 PLANO DE TRABALHO O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO? GESTÃO: 2012 COORDENADOR NACIONAL: DR. JAIRO CRUZ MOREIRA INTRODUÇAO As referências para elaboração deste Plano de Trabalho da Campanha O que você

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

CARTA DAS OUVIDORIAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CARTA DAS OUVIDORIAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CARTA DAS OUVIDORIAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Em 08 e 09 de julho de 2015, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizouse o II Fórum de Ouvidorias Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Participaram

Leia mais

o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública

o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública unifesp, 23.04.2009 tópicos conhecendo o mpf unifesp e administração pública atuação do mpf/sp na unifesp tutela de direitos coletivos defesa do patrimônio

Leia mais

3 -Objetivos Específicos

3 -Objetivos Específicos 2014 1 Conceito O Dia C Dia de Cooperar é uma iniciativa do Sistema OCEMG que com o apoio e a participação efetiva das cooperativas de Minas gerais, buscarão desenvolver em suas localidades, um elenco

Leia mais

Planejamento estratégico do Movimento Nossa São Paulo

Planejamento estratégico do Movimento Nossa São Paulo Planejamento estratégico do Movimento Nossa São Paulo Contribuições construídas pelo GT Juventude A avaliação das entidades e grupos que compõe o GT Juventude faz da atuação do Movimento em 2008 é extremamente

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

PLANO DE COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA DA JME/RS

PLANO DE COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA DA JME/RS PLANO DE COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA DA JME/RS PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA DA JME APRESENTAÇÃO Este projeto trata do Planejamento de Comunicação da Estratégia da Justiça Militar do Estado do

Leia mais

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?

Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã? Sustentabilidade O que isto significa? Tem implicações nas vidas das pessoas e organizações? Os cidadãos e os executivos estão comprometidos com isto? Surgem muitas organizações

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

II Edição 2014/2015 - REGULAMENTO -

II Edição 2014/2015 - REGULAMENTO - II Edição 2014/2015 - REGULAMENTO - Iniciativa de: Com o apoio de: 1. Apresentação O voluntariado é considerado como uma atividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO Número e Título do Projeto Função no Projeto: Resultado: Atividades: Antecedentes: (breve histórico justificando a contratação)

Leia mais

Rede de Defesa e Segurança

Rede de Defesa e Segurança Rede de Defesa e Segurança 1 PROGRAMA ALIANÇA PELA VIDA Objetivo: Estruturar ações integradas de prevenção, acolhimento e tratamento dos usuários e dependentes de álcool e outras drogas e seus familiares,

Leia mais

saúde na educação, um bom exemplo disto é o Programa Saúde na Escola - PSE.

saúde na educação, um bom exemplo disto é o Programa Saúde na Escola - PSE. PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA EXERCÍCIO DA INTERSETORIALIDADE E DA TRANSDISCIPLINARIDADE INTRODUÇÃO Autores: JULIANA RODRIGUES DE SOUZA ARAÚJO Aluna de Pós-Graduação em Geografia UFPE, Mestrado Email: juuenf@gmail.com

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Diretoria de Estatísticas Educacionais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Diretoria de Estatísticas Educacionais Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Diretoria de Estatísticas Educacionais RESULTADO DO CENSO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 2009 O Censo Escolar, realizado anualmente pelo

Leia mais

PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA

PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA PROJETO OUVIDORIA VAI À ESCOLA SALVADOR 2012 GOVERNADOR Jaques Wagner VICE-GOVERNADOR Otto Alencar SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO Osvaldo Barreto Filho SUB-SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO Aderbal de Castro Meira Filho

Leia mais

LEI N 588, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011.

LEI N 588, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011. Pág. 1 de 6 LEI N 588, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011. ALTERA A LEI N 302, DE 28/12/2001, QUE DISCIPLINA SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE CRUZEIRO DO SUL/AC E DÁ OUTRAS PROVIDENCIAS.

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação.

Em março de 1999, passaram a integrar o grupo, representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e do Ministério da Educação. PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL PNEF 1 Antecedentes Historicamente, a relação fisco e sociedade, foram pautadas pelo conflito entre a necessidade de financiamento das atividades estatais e o retorno

Leia mais

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 1 Missão 2 Exercer o controle externo da administração pública municipal, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, em benefício da sociedade. Visão Ser reconhecida

Leia mais

CONCURSO DE PRÁTICAS EXITOSAS IPTU: OLHO NO PRAZO DA PRESCRIÇÃO!

CONCURSO DE PRÁTICAS EXITOSAS IPTU: OLHO NO PRAZO DA PRESCRIÇÃO! CONCURSO DE PRÁTICAS EXITOSAS IPTU: OLHO NO PRAZO DA PRESCRIÇÃO! Agosto/2011 CONCURSO DE PRÁTICAS EXITOSAS IPTU: OLHO NO PRAZO DA PRESCRIÇÃO! Projeto Piloto: Município de Novo Hamburgo - RS ENIR MADRUGA

Leia mais

Ética e transparência no serviço público. Professor: Sérgio Roberto Guedes Reis Período: julho de 2013.

Ética e transparência no serviço público. Professor: Sérgio Roberto Guedes Reis Período: julho de 2013. Ética e transparência no serviço público Professor: Sérgio Roberto Guedes Reis Período: julho de 2013. Controladoria-Geral da União Sérgio Roberto Guedes Reis Sergio.reis@cgu.gov.br 61 2020-6561/6564 Roteiro

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO

DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO DIRETRIZES GERAIS PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE GOVERNO POR UM CEARÁ MELHOR PRA TODOS A COLIGAÇÃO POR UM CEARA MELHOR PRA TODOS, com o objetivo de atender à Legislação Eleitoral e de expressar os compromissos

Leia mais

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4

Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Guia do Educador CARO EDUCADOR ORIENTADOR Sumário 1. CARO EDUCADOR ORIENTADOR 3 2. PARCEIROS VOLUNTÁRIOS 3 3. TRIBOS NAS TRILHAS DA CIDADANIA 4 Objetivo GERAL 5 METODOLOGIA 5 A QUEM SE DESTINA? 6 O QUE

Leia mais

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência (Artigo publicado no livro Violência & Juventude, editora Hucitec, 2010) Este texto pretende apresentar

Leia mais

PLANO DE AÇÃO - 2014

PLANO DE AÇÃO - 2014 PREFEITURA MUNICIPAL DE QUIXADÁ SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO PLANO DE AÇÃO - 2014 MISSÃO Assessorar as Regionais Educacionais, fortalecendo o processo

Leia mais

4 4 Ter uma educação básica de qualidade faz toda a diferença para o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Para contribuir com essa

Leia mais