CRISE MUNDIAL NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS: OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA

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1 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA UNB FACULDADE DE AGRONOMIA E MEDICINA VETERINÁRIA FAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS PROPAGA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE AGRONEGÓCIO CRISE MUNDIAL NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS: OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA RODRIGO PEDROSA MAROUELLI BRASÍLIA DF AGOSTO/2009

2 RODRIGO PEDROSA MAROUELLI CRISE MUNDIAL NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS: OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA MONOGRAFIA SUBMETIDA AO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS (PROPAGA) DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À OBTENÇÃO DO GRAU DE ESPECIALISTA EM GESTÃO DE AGRONEGÓCIOS. BRASÍLIA DF AGOSTO/2009 ii

3 FICHA CATALOGRÁFICA: MAROUELLI, Rodrigo Pedrosa. Crise mundial nos preços dos alimentos: oportunidades e desafios para a agricultura brasileira. Rodrigo Pedrosa Marouelli. Brasília UnB. 40 p. Monografia Universidade de Brasília/Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Orientador: Prof., Jorge Madeira Nogueira D.Sc. 1. preços alimentos; 2. preços; 3. desafios; 4.agronegócio. iii

4 RODRIGO PEDROSA MAROUELLI CRISE MUNDIAL NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS: OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A AGRICULTURA BRASILEIRA Monografia aprovada como requisito final para obtenção do grau de Especialista em Gestão de Agronegócio da Universidade de Brasília - UnB. Data de aprovação: 17/08/2009 APROVADA POR: JORGE MADEIRA NOGUEIRA Dr. (UNB) (ORIENTADOR) JOSEMAR XAVIER DE MEDEIROS Dr. (UNB) (MEMBRO INTERNO) BRASÍLIA, 17 DE AGOSTO DE iv

5 AGRADECIMENTOS Ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura IICA, pela oportunidade de capacitação ao cursar o MBA em Agronegócios da UNB. Ao professor Jorge Madeira Nogueira, pela orientação, confiança e principalmente pelo incentivo durante todo o desenvolvimento do trabalho. v

6 RESUMO O aumento dos preços das commodities agrícolas nos últimos anos resultou em uma Crise de Segurança Alimentar numa época em que o mundo se beneficiava de alimentos a preços acessíveis. O aumento dos preços gerou revolta em alguns países e intervenções governamentais, como a proibição de exportação de determinados produtos e a redução de taxas de importação. Essas intervenções refletem a preocupação dos países mais pobres com o impacto no aumento de preços dos alimentos, pois são nesses países que a maior parte da renda das famílias é destinada à alimentação. Após a nova crise econômica mundial, houve a retração dos preços das commodities agrícolas e atualmente a maior preocupação é o lado da produção de alimentos, sendo preocupante o impacto que a queda de preços terá na oferta de alimentos. Este trabalho analisa as causas dos aumentos dos preços das commodities agrícolas relacionadas à oferta e demanda. Nesse sentido, pretende-se ainda enfatizar a oportunidade da agricultura brasileira avançar num maior ritmo de produção de alimentos e ganhar novos mercados no comércio mundial. Por fim são analisados os desafios do agronegócio brasileiro Palavras chave: preço alimentos, crise alimentar, oferta e demanda de commodities, agronegócios. vi

7 ABSTRACT The commodities price increase in the last years resulted in a Food Security Crisis in a time that the world benefited of accessible food prices. Price increase resulted in strikes and public interventions in some countries like banning exports of some products and decreasing import tariffs. These interventions reflect the concern of poor countries with the impact of food price increase, since in those countries a higher part of household s income is used to buy food. After the new world economic crisis, there have been the retraction of commodities prices and today the biggest concern is about food production supply. This work analysis the causes of commodities price rise related with supply and demand. It pretends to emphasize the opportunity to the Brazilian agriculture to raise food production and obtain new markets in the world trade. The Brazilian agribusiness challenges are analyzed at the end of this work. Key-words: food price, food safety, commodities supply and demand, agribusiness. vii

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 PIB Mundial Taxa de Crescimento Real (%) Figura 2 Índice de Preços dos Alimentos Figura 3 Fatores que Contribuíram para o Aumento das Commodities Agrícolas viii

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Cotações das Commodities Milho, Soja e Trigo (em dólares por tonelada métrica) Tabela 2 Evolução da produção, produtividade e área colhida de cereais no mundo Tabela 3 Estoque Mundial de Cereais (em milhões de toneladas) Tabela 4 Balança comercial do agronegócio brasileiro (US$ milhões) ix

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABRASEM ANPEI BNDES CEPEA/Esalq/USP CNA CNT CONAB EMBRAPA FAO FMI IBGE IICA MAPA MERCOSUL OCDE Associação Brasileira de Sementes e Mudas Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - USP Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Confederação Nacional do Transporte Companhia Nacional de Abastecimento Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação Fundo Monetário Internacional Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mercado Comum do Sul Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico x

11 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA OBJETIVOS CRISE GLOBAL DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS Conjuntura Macroeconômica O Aumento Global dos Preços dos Alimentos Crise Econômica e Redução Global dos Preços dos Alimentos IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS DA CRISE Aumento Mundial da Demanda Diminuição do Crescimento da Produção Agrícola Choques Climáticos Especulação Financeira Diminuição das Taxas de Juros Depreciação da Moeda Americana Aumento dos Preços do Petróleo Expansão dos Biocombustíveis Diminuição dos Estoques Mundiais DESAFIOS AO AUMENTO DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS OPORTUNIDADES PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Importância Econômico-Social do Agronegócio Brasileiro Disponibilidade de Terras no Brasil Capacidade de Produção e Ganhos de Produtividade no Brasil Desenvolvimento Tecnológico Atual DESAFIOS PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Capacidade de Inovação Tecnológica Deficiências de Infra-estrutura...31 xi

12 7.3. Baixa Agregação de Valor Tributações Elevadas Pouca Integração das Cadeias Produtivas A questão social no campo CONCLUSÕES REFERÊNCIAS...38 xii

13 1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA Desde 2003 os preços das commodities agrícolas aumentaram significativamente. Alguns produtos atingiram picos históricos em 2008, resultando na chamada Crise de Segurança Alimentar, pois até então o mundo se beneficiava de alimentos a preços acessíveis. A Crise ressuscitou antigas preocupações. Em especial, mesmo diante dos significativos avanços biológicos e tecnológicos, que permitiram importantes aumentos de produção de alimentos de melhor qualidade e de preços mais baixos, existe a preocupação em atender a crescente demanda mundial por alimentos. O significativo aumento dos preços agrícolas tem sido uma das principais preocupações para diversos países e organismos internacionais, devido ao impacto que os mesmos exercem na segurança alimentar das populações mais pobres. O aumento dos preços gerou revoltas e intervenções governamentais em alguns países, como a proibição de exportação de determinados produtos e a redução de taxas de importação. Essas intervenções refletem a preocupação dos países mais pobres com o impacto no aumento de preços dos alimentos, pois são nesses países que a maior parte da renda das famílias é destinada à alimentação. A situação dos preços agrícolas ficou ainda mais nebulosa, no segundo semestre de 2008 com uma nova crise econômica mundial que leva à contração do comércio agrícola com a redução do ritmo de crescimento mundial. A crise internacional alterou qualitativamente a preocupação com a Crise de Segurança Alimentar. Os preços das commodities agrícolas se retraíram e atualmente a maior preocupação é o lado da produção de alimentos, sendo preocupante o impacto que a queda de preços terá na oferta de alimentos. A presente monografia analisa as causas dos aumentos dos preços das commodities agrícolas relacionadas à oferta e demanda. Diversos motivos elevaram os preços até meados de 2008 e apesar da retração dos preços no início de 2009, permanece a preocupação de futuros aumentos e da necessidade de se assegurar uma maior ofertar de alimentos. Nesse sentido, enfatiza-se a oportunidade da agricultura brasileira avançar num maior ritmo de produção de alimentos e superar suas deficiências. 1

14 2. OBJETIVOS Ao identificar as causas dos aumentos dos preços das commodities agrícolas até o primeiro semestre de 2008, o trabalho analisa o impacto de cada uma dessas causas nos referidos aumentos dos preços. Posteriormente são apontados os desafios que podem surgir diante dos aumentos dos preços e conseqüentemente são identificadas as oportunidades e apontados os desafios para o agronegócio brasileiro. As commodities agrícolas analisadas no trabalho foram limitadas as de origem vegetal, não levando em consideração as de origem animal. Segundo Scolari (2005), as commodities mais importantes são os grãos (principalmente arroz, trigo, milho, centeio, sorgo, cevada, milheto e triticale) - que ocupam uma grande área de cultivo, responsáveis por 66% da alimentação mundial e largamente produzidas em vários países desde os tempos mais remotos. Objetivos Específicos: 1. Analisar o aumento global dos preços dos alimentos e suas principais causas; 2. Apontar os desafios que podem surgir diante de uma crise econômica internacional; e 3. Identificar oportunidades e apontador os desafios para o agronegócio brasileiro. O trabalho está estruturado em oito capítulos. No primeiro capítulo foram apresentadas a introdução e as justificativas para a escolha do tema da pesquisa, assim como o contexto do tema escolhido. Neste segundo capítulo, são discutidos os objetivos que se pretende alcançar com o trabalho e a forma de estruturação do mesmo. No terceiro capitulo será analisada a conjuntura macroeconômica, o aumento global dos preços dos alimentos e a sua posterior redução. O quarto capítulo tratará da identificação e análise das causas da crise dos preços dos alimentos. No quinto capítulo serão apresentados os desafios ao aumento dos preços. Posteriormente são identificadas e analisadas as oportunidades e apontados os desafios para o agronegócio brasileiro, capítulos seis e sete respectivamente. Por fim, o capítulo oito trás as conclusões da monografia. 2

15 3. CRISE GLOBAL DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS 3.1. Conjuntura Macroeconômica Desde o início do Plano Real a agricultura tem sido uma importante âncora na estabilização da economia brasileira. Enquanto a oferta de produtos agrícolas ajudou a controlar a inflação, as exportações de bens primários foram decisivas para o bom desempenho da balança comercial no primeiro momento compensando as perdas sofridas com a apreciação do real e posteriormente levando a significativos superávits comerciais. A primeira metade da década atual foi marcada por forte crescimento da economia mundial. Para o Banco Mundial (2008), se os últimos 25 anos fossem divididos em dois períodos e a taxa de crescimento nos países em desenvolvimento aumentou de 3,2% no primeiro período para 5% no segundo (Figura 1). Um pico mais forte só ocorreu no período de , quando a taxa de crescimento mundial alcançou 5,4%. O Banco Mundial (2008) aponta para "um forte desempenho global", em conseqüência de uma "expansão muito rápida nos países em desenvolvimento, que crescem a taxas duas vezes maiores do que nas economias avançadas". Apesar dessa aceleração não ter sido vista pela grande maioria dos países, não se pode afirmar que os países asiáticos (principalmente China e Índia) tenham sido os únicos responsáveis por esse crescimento, mas todo o conjunto dos países em desenvolvimento. De acordo com o Banco Mundial (2008), durante os últimos 25 anos, a integração global da economia, a diminuição brutal nos custos de transporte e comunicação, juntamente com as reduções das barreiras comerciais, associados à integração dos mercados emergentes aos mercados globais e avanços tecnológicos, prepararam o caminho para ganhos de produtividade. Helbling et al. (2008) levantaram algumas preocupações, principalmente em relação aos mercados financeiros e sobre a expansão mundial, que poderia ser retardada pela desaceleração da economia norte-americana, devido ao significativo declínio no mercado imobiliário americano. 3

16 Segundo o Banco Mundial (2008), os maiores fatores que reforçam a tendência de crescimento econômico mundial são a integração dos mercados globais, a abertura das economias chinesa e indiana, a expansão da oferta mundial de força de trabalho e o impacto das tecnologias de informação e comunicação. Outro fator responsável pelo elevado de crescimento foram os juros mais baixos. Os países mais desenvolvidos, que controlam os juros, têm mantido suas taxas baixas mesmo diante de um comportamento modesto de crescimento de seus PIBs (Produtos Interno Bruto). Taxas de juros mais baixas proporcionaram grande liquidez ao mercado mundial, elevando o volume de comércio entre os países nos últimos anos e beneficiando o agronegócio brasileiro. Figura 1 PIB Mundial Taxa de Crescimento Real (%) Fonte: Banco Mundial Disponível em: O aumento do comércio internacional (principalmente de commodities) foi responsável pelo Brasil ter recuperado suas contas externas, gerando superávits comerciais. Por outro lado, o crescimento mundial alcançado pressionou os preços da energia, das matérias primas e das commodities agrícolas, levando conseqüentemente a pressões inflacionárias inclusive nos países do primeiro mundo que começaram a aumentar suas taxas de juros para combatê-la. 4

17 3.2 O Aumento Global dos Preços dos Alimentos Segundo Matos et al. (2008), apesar dos preços reais dos alimentos terem aumentado significativamente, os mesmos não atingiram o ápice de meados da década de Os autores ao analisarem o Índice FAO de Preços dos Alimentos que engloba o preço de seis grupos de commodities no mercado internacional entre os anos de 2000 a 2008, apontaram que só em 2007 o índice cresceu 23% em relação ao ano anterior. Figura 2 Índice de Preços dos Alimentos Fonte: FAO - O forte crescimento econômico observado nos últimos anos colocou uma forte pressão nos preços e os significativos aumentos de preços das commodities agrícolas levaram alguns produtos a atingirem picos históricos. O aumento dos preços foi considerado por muitos como uma crise e essa crise, apesar de ter sido passageira, pode voltar com a mesma intensidade nos próximos anos. A elevação dos preços dos alimentos gerou preocupação de governos e organizações internacionais, que planejaram ações para minimizar os efeitos da subida dos preços. A eficácia dessas foi observada pelo início da crise econômica de A crise mundial derrubou durante 2008 as cotações das principais commodities agrícolas, como pode ser observado na Tabela 1. 5

18 Tabela 1- Cotações das Commodities Milho, Soja e Trigo - U$ por tonelada métrica Mês/Ano Milho Soja Trigo jan/07 165,10 250,39 196,07 abr/07 152,58 217,39 198,31 jul/07 147,13 277,84 238,41 out/07 164,09 380,09 335,15 dez/07 180,25 407,22 368,62 jan/08 206,53 466,73 369,59 abr/08 246,67 486,07 362,23 jul/08 266,94 553,79 328,18 out/08 182,96 345,77 237,38 dez/08 158,16 316,68 220,14 Fonte: Elaboração Própria com base em CEPEA ESALQ. Conforme pode ser verificado na Tabela 1, os preços das commodities aumentaram vertiginosamente durante o primeiro semestre de 2008, gerando a sensação no mundo e no Brasil que se estaria frente a uma nova crise alimentar mundial, semelhante a que aconteceu no mundo no início dos anos 80. Em meados de 2008 os preços da soja chegaram a U$ 553 a tonelada, sendo que em alguns dias do mês de julho atingiram o teto de U$ 700 a tonelada. Os preços do trigo superaram os U$ 300 a tonelada e os de milho chegaram também perto desse valor. Cabe destacar que os preços históricos destas commodities estão por volta dos U$ 200 a tonelada. No entanto, após esse clímax, os preços de todas as commodities despencaram ao ritmo da crise financeira internacional. Os preços estavam inflacionados pelo acionar dos mercados futuros sem entrega física, que são mercados altamente especulativos. Quando os ativos investidos nesses mercados refluíram para salvar posições em bancos e financeiras, houve uma deflação acentuada de preços. Começa então um ciclo declinante de preços que vai de agosto até dezembro de 2008, tanto nos mercados internacionais como no mercado interno. 6

19 3.3 Crise Econômica e Redução Global dos Preços dos Alimentos O estopim da crise financeira mundial, que teve origem nos Estados Unidos da América, foi a inadimplência do subprime - o mercado de hipotecas dos mutuários que refinanciaram suas dívidas. Com as condições de refinanciamento ficando mais difíceis e os índices de inadimplência se elevando, deu-se início a atual crise financeira mundial que impactou diretamente o setor agrícola e refletiu esse impacto às variáveis macroeconômicas. Segundo Guanziroli (2008), quando os bancos começaram a reconhecer as perdas com o subprime, instalou-se o pânico financeiro no mundo, levando à diminuição do crédito de maneira generalizada, gerando uma profunda crise de liquidez, que atingiu escala mundial. Diante da crise os governos dos principais países tomaram medidas no sentido de, pelo menos, mitigar este problema. Os governos dos principais países anunciaram cortes de juros, pacotes fiscais e injeções de recursos de aproximadamente US$ 2 trilhões para estabilizar o sistema financeiro. No Brasil, além da redução da taxa básica de juros, houve um aumento dos empréstimos às empresas pelo BNDES e reduções de cargas tributárias para ajudar setores da economia, como o automotivo e de eletrodomésticos. A crise trouxe imediatamente falta de liquidez em todas as economias do mundo, com empréstimos e financiamentos mais caros e reduzidos. Posteriormente se observou uma crise de confiança tanto por parte dos consumidores, empresas e governos levando à redução do consumo e investimentos que afetaram diretamente o nível de emprego e renda. A baixa elasticidade dos preços na queda implica que os consumidores ainda continuem sendo afetados pela fase da alta de preços que ocorreu até julho de 2008, afetando suas possibilidade de consumo e a própria segurança alimentar - principalmente nas camadas mais pobres da população. Por exemplo, a despeito das reviravoltas provocadas pela crise financeira global, sobretudo a partir de setembro de 2008, as importações chinesas de soja mantiveram-se firmes em 2008 e dão sinais de que permanecerão assim em 2009, apesar da desaceleração econômica e das incógnitas que cercam o volume de estoques do país, que voltou a aumentar nos últimos meses. 7

20 No final de 2008, os fundamentos de oferta e demanda voltaram a prevalecer nos principais mercados internacionais de commodities agrícolas, apesar do cenário de alta volatilidade. Não obstante as cotações de vários grãos terem caído mais de 50% desde o apogeu alcançado no meio do ano de 2008, os preços dos alimentos ao consumidor não caíram necessariamente na mesma velocidade. Quando há o aumento de preços dos alimentos, geralmente os reajustes de alta são repassados rapidamente, mas as quedas no preço das commodities demoram a ser transferidas ao produto final. Ao mesmo tempo em que alguns fatores apontam para uma recuperação dos preços em 2009, outros apontam para sua estagnação ou inclusive nova queda. O cenário é, portanto, de acentuada volatilidade, o que não é bom para os produtores que ficam sem sinais claros para planejar sua atividade. No caso brasileiro a queda de preços das commodities, no entanto, não afetou gravemente o setor agrícola por causa da desvalorização do real frente ao dólar, que desde o piso de R$ 1,56 em agosto de 2008, valorizou-se quase 50% até o fim de abril de Uma das conseqüências da crise é a forte redução da produção agrícola estimada no Brasil para 2009, que pode ser de 7% segundo as últimas estimativas do CONAB (2009). Os preços dos insumos estavam altos em 2008 em função da forte subida no preço do petróleo que afetou os preços dos adubos e dos combustíveis. Os produtores ao se deparar com os custos dos insumos em valores aviltados demais, decidiram por diminuir sua área plantada ou por mantê-la, mas com uso menor de adubos, o que prejudica os rendimentos e, portanto a produção esperada por hectare. Por outro lado, como já observado, há uma considerável retração nas economias centrais e, em função disto, já se prevê que o comércio não crescerá em 2009 e esta retração certamente afetará negativamente as exportações brasileiras. O impacto não será apenas nos setores ligados ao comércio internacional, pois ao considerar o efeito multiplicador da queda nas exportações, toda a economia sofrerá conseqüências significativas. 8

21 4. IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS DA CRISE As principais causas do aumento dos preços das commodities estão resumidas na Figura 3, onde classificamos cada uma delas como fatores de demanda (verde) e oferta (amarelo). Figura 3 Fatores que Contribuíram para o Aumento das Commodities Agrícolas Forte aumento da demanda relacionado ao aumento da população, crescimento econômico e aumento do consumo per capita Diminuição do crescimento da produção agrícola Choques Climáticos Especulação Financeira Diminuição das taxas de juros Desvalorização do dólar americano Aumento do preço do petróleo Expansão Biocombustíveis Menor Estoque Mundial Fonte: Elaboração própria, adaptado de Trostle, R. (2008). São apontadas nove causas para o aumento dos preços dos alimentos, apesar de alguns autores como Von Braun (2008) e Mitchell (2008) apontarem ainda outras causas de menor relevância. Em seguida é analisada a importância que cada uma das causas exerceu no aumento dos preços das commodities e a provável participação isolada de cada causa e combinada com outras Aumento Mundial da Demanda O aumento mundial da demanda por alimentos tem como causas principais o aumento da renda e o crescimento populacional, sendo que os países em desenvolvimento foram os principais responsáveis por esse aumento. 9

22 Estima-se que a população mundial deverá passar dos atuais 6,6 bilhões para 8,3 bilhões em 2030, sendo que o crescimento maior será na Ásia, com aumento de 1,1 bilhão de pessoas até A população brasileira deverá alcançar 235 milhões de habitantes em 2030 (mais 62 milhões em relação a 2000). O aumento de renda dos países em desenvolvimento resultou no aquecimento da procura por uma maior quantidade e diferentes tipos de alimentos. Segundo Matos et al (2008), os países em desenvolvimento aumentaram, nos últimos dez anos, o consumo de soja, arroz e trigo em 84,7%, 9,4% e 10,4%, respectivamente. Sem dúvida esse aumento de consumo está relacionado ao aumento da renda per capita, principalmente nos países asiáticos, onde uma parcela significativa da população passou a se alimentar com melhor qualidade. Uma das razões para esse crescimento está relacionada à inclusão de uma importante parcela da população ao mercado de trabalho, levando a um aumento crescente da demanda por alimentos. Vale mencionar que a elasticidade renda dos alimentos é mais alta que a de outros produtos para camadas inferiores de renda, ou seja: cada aumento da renda dos mais pobres se traduz numa demanda por alimentos, que aumenta proporcionalmente mais do que a renda média da sociedade. Apesar de diversos autores, como Abbott et al. (2008) e Baltzer et al. (2008), apontarem essa causa, Heady & Fan (2008) descartam essa hipótese ao argumentarem que China e Índia são auto-suficientes na produção da maioria dos grãos e que o aumento da demanda dos países acima se deu em período anterior e que algumas commodities sofreram diminuição do volume importado nos últimos anos. Do outro lado, os autores admitem que a crescente demanda da China e Índia por soja e seu óleo pressionou o preço dessa commodity no mercado internacional. Mitchell (2008) defende a idéia que o rápido crescimento da renda nos países desenvolvidos não tenha se refletido em um grande aumento global no consumo de grãos e que esse não tenha sido a principal causa dos aumentos dos preços dos grãos. O autor leva em consideração três fatores: 1) que o aumento da renda tenha contribuído para o aumento da demanda do óleo de soja devido ao aumento das importações de soja em grão pela China; 2) 10

23 China e Índia serem exportadores de grãos desde o ano 2000, apesar das exportações terem diminuído e o consumo aumentado nos últimos anos; e 3) o consumo mundial de trigo e arroz cresceram 0,8 e 1,0 por cento ao ano respectivamente, enquanto o consumo de milho aumentou 2,1 por cento (excluindo a demanda por bicombustíveis nos EUA) Diminuição do Crescimento da Produção Agrícola A diminuição no ritmo de crescimento da produção agrícola mundial é apontada por alguns autores como sendo um dos fatores que podem ter levado ao aumento dos preços. Apesar da maior demanda, existe um problema estrutural da agricultura mundial para incrementar a oferta de alimentos já que a revolução verde praticamente já esgotou os avanços em tecnologias e novas formas de produção são necessárias para que a dependência não seja exclusivamente de um novo salto na produção devido a aumentos de área cultivada. Ao analisarmos a produção mundial de cereais (arroz, trigo, milho, centeio, sorgo, cevada, milheto e triticale), área colhida, produtividade (toneladas por hectare) produção per capita (Tabela 2), verificamos que a produção mundial de cereais mais que dobrou entre os anos de 1965 e Segundo Scolari (2005), a população mundial era de 3,3 bilhões de habitantes em 1965 e em 2005 havia chegado a 6,4 bilhões um aumento de 93,5% em quarenta anos. No mesmo período a produção de cereais avançou de 1,019 bilhões de toneladas para 2,2 bilhões. O aumento na oferta deveu-se ao crescimento na produtividade, conseguida graças à revolução verde (uso intensivo de fertilizantes, irrigação, sementes melhoradas e produtos fitossanitários). 11

24 Tabela 2 - Evolução da produção¹, produtividade e área colhida de cereais no mundo Ano Produção Mundial (em mil toneladas) Produtividade¹ (t/ha.) Produção per capita¹ (MT) Área colhida¹ (Ha./capita) ,493 0,306 0, ,905 0,347 0, ,496 0,396 0, ,716 0,355 0, ,255 0,344 0,106 Fonte: Faostat (2005) e Scolari (2005) ¹ Arroz, aveia, centeio, milheto, milho, cevada, soja, sorgo, trigo, triticale. A produção mundial de cereais per capita apresentou crescimento de quase 30% no período 1965/1985, quando evoluiu de 0,306 para 0,396 toneladas métricas. Em 1995 recuou para 0,355 e em 2005 voltou a cair para 0,344 toneladas métricas per capita o que nos permite concluir que não houve alteração significativa na produção mundial per capita. Scolari (2005) afirma que nos últimos anos o crescimento da produtividade tem ocorrido a taxas decrescentes - no período 1965/1990 o crescimento foi de 81% e no período 1990/2005 foi de 20%. A conclusão do autor não parece tão evidente, pois o mesmo divide o crescimento da produtividade em dois períodos o primeiro num espaço de 25 anos e o segundo num espaço de 15 anos. De acordo com Scolari (2005), a área colhida total em 1965 foi de 683 milhões de hectares, elevando para 758 milhões em 1990, mas recuando para 681,7 milhões em O autor conclui que a disponibilidade de terra cultivada por habitante está diminuindo ao analisar a grande alteração percentual na área colhida per capita, que em 1965 foi de 0,205 hectares, em 1980 foi de 0,171 e em 2005 foi de 0,106 hectares. A relação área colhida por habitante leva à conclusão que houve significativos ganhos de produtividade nos últimos 40 anos. 12

25 4.3. Choques Climáticos Os choques climáticos são outra explicação para o aumento dos preços, pois afetaram principalmente a produção de trigo na Austrália e em menor intensidade nos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia nos anos 2005 e Apesar de a produção ter diminuído em diversos países, a mesma foi compensada pelo aumento em outros, como na Argentina. Para Mitchell (2008), a diminuição dos estoques de grãos leva a uma maior volatilidade do que se causada pelas discrepâncias entre a oferta e demanda. Segundo o autor, efeitos climáticos afetaram numa maior intensidade as culturas de trigo e milho, sendo que a produção mundial de trigo da safra 2005/2006 atingiu o menor nível desde os anos A Austrália sofreu uma severa seca, colhendo cerca de 60 por cento a menos de trigo e 51 por cento menos outros grãos durante a safra 2006/2007 quando comparado à safra anterior. Se somadas as produções da Austrália, Comunidade Européia e Estados Unidos, houve uma produção menor de grãos de 57 milhões de toneladas que o ano anterior. Heady & Fan (2008) afirmam que os choques climáticos oferecem outra explicação para os aumentos de preços, especialmente no caso do trigo. Os Estados Unidos também vivenciaram em 2006 uma colheita 14 por cento menor à do ano anterior, enquanto outros países como a Rússia e Ucrânia, por sua vez, tiveram declínio na produção mas numa menor intensidade. No entanto, os autores alertam ainda para a necessidade de uma melhor análise dos dados, sugerindo que essa explicação não parece tão convincente quanto parece. Segundo eles, o maior problema é que quedas na produção agrícola ocorrem com certa freqüência, principalmente no caso do trigo. A produção mundial de trigo recuou 5 por cento em 2006/2007, mas também diminuiu 11 por cento em 2000/2001 e 6 por cento em 1993/1994, e se analisada a produção norte americana isoladamente, também observamos variações frequentes. O ano de 2007 foi marcado pelo declínio na produção de trigo em diversos países, mas houve superproduções na Argentina, Kazaquistão, Rússia e nos Estados Unidos. De forma semelhante essa compensação ocorreu na produção mundial de grãos, com a queda de 1,3% na produção em 2006 e o aumento de 4,7% no ano seguinte. Por essas razões, Heady & Fan (2008) concluem que as variações de produção são recorrentes e as mudanças climáticas não podem ser apontadas como uma das causas do aumento dos preços agrícolas. 13

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