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1 %HermesFileInfo:H-1: : SÃO PAULO 459 ANOS H1 SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 METRÔ 24 HORAS MENOS POSTES, MAIS ÁRVORES PROIBIR SOM ALTO EM VEÍCULOS MAIS POSTOS POLICIAIS NOS BAIRROS QUE O PAULISTANO TRABALHE E MORE NA MESMA REGIÃO ÁFOROS SINCRONIZADOS EM TODAS AS RUAS CRIAÇÃO DE "POUPATEMPOS" DE SAÚDE VAMOS USAR OS RIOS PARA TRANSPORTE DE CARGA CRIAR MAIS LINHAS DE METRÔ INTERNET WI-FI GRÁTIS MELHORAR A ASSISTÊNCIA, ACABAR COM O ASSISTENCIALISMO AMPLIAÇÃO DA ÁREA VERDE, COM MAIS PARQUES E MAIS ÁRVORES A GUARDA CIVIL METROPOLITANA PRECISA MANTER EM ORDEM NOSSOS JARDINS E PRAÇAS INSTITUIR O PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NOS POSTOS DE SAÚDE CONSTRUÇÃO OBRIGATÓRIA DE CISTERNAS DE COLETA DE ÁGUA DA CHUVA NOS PRÉDIOS PROIBIR A CONSTRUÇÃO DE NOVOS PRÉDIOS EM BAIRROS JÁ SATURADOS INCENTIVAR A COLABORAÇÃO DOS CIDADÃOS: PARA CADA IDEIA BOA, UM NOS IMPOSTOS MUNICIPAIS A FROTA DE ÔNIBUS PRECISA DE GPS MENOS BUROCRACIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS É PRECISO INVESTIR NA VALORIZAÇÃO DA CARREIRA DOS PROFESSORES QUERO UM POLICIAL EM CADA ESQUINA UMA CONTINUAÇÃO DA LEI CIDADE LIMPA: VAMOS ACABAR COM A POLUIÇÃO SONORA MODERNIZAÇÃO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA PRECISAMOS DE AULA DE CIDADANIA NAS ESCOLAS VAMOS TORNAR A CIDADE MAIS AGRADÁVEL A QUEM ANDA A PÉ, DE BIKE E DE TRANSPORTE COLETIVO PLEBISCITOS REGIONAIS PARA AJUDAR A PLANEJAR CADA REGIÃO MAIS CORREDORES DE ÔNIBUS MULTAS PESADAS PARA PORCALHÕES QUE JOGAM LIXO NO CHÃO É PRECISO MELHORAR OS POSTOS DE SAÚDE DE TODOS OS BAIRROS INCENTIVOS FISCAIS PARA EMPRESAS QUE ADERIREM AO HOME OFFICE: MENOS VEÍCULOS NAS RUAS MAIS FISCALIZAÇÃO PARA RETIRAR CARROS IRREGULARES DAS RUAS VEREADORES, SECRETÁRIOS E O PREFEITO DEVERIAM GANHAR UM SALÁRIO MENOR GOSTARIA DE VER A PRAÇA DA REPÚBLICA REFORMULADA TOLERÂNCIA ZERO AOS QUE DESRESPEITAM AS LEIS DE TRÂNSITO QUERO UMA SÃO PAULO EM QUE TODOS SEJAM TRATADOS COM RESPEITO PELA RECICLAGEM DE TODOS OS SERVIDORES PÚBLICOS, PARA QUE ATENDAM COM POLIDEZ E DISPONIBILIDADE UM MECANISMO PARA DEIXAR OS TÁXIS MAIS BARATOS INCENTIVOS PARA QUEM UTILIZAR TRANSPORTES NÃO POLUENTES É NECESSÁRIO INDICAR EM TODOS OS PONTOS DE ÔNIBUS OS HORÁRIOS DE PARADA NO IPTU PARA QUEM INSTALAR AQUECEDOR SOLAR CÂMERAS NAS RUAS PARA INIBIR A CRIMINALIDADE MULTA PESADA PARA QUEM JOGAR LIXO NAS RUAS VAMOS TRANSFORMAR ÁREAS DEGRADAS EM HORTAS URBANAS É URGENTE REDUZIR OS NÍVEIS DE POLUIÇÃO DO AR EMPREGAR MORADORES DE RUA COMO VIGIAS PÚBLICOS AS CRIANÇAS PRECISAM FICAR MAIS TEMPO NA ESCOLA PRECISAMOS REDUZIR O NÚMERO DE CARGOS COMISSIONADOS E DE VEREADORES GRAFITAR AS ESTAÇÕES DE METRÔ A PREFEITURA TEM DE AUMENTAR O NÚMERO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MAIS FAIXAS EXCLUSIVAS DE ÔNIBUS CALÇADAS BONITAS E PADRONIZADAS INCENTIVO AO FUTEBOL DE VÁRZEA TRANSFORMAR O MINHOCÃO EM UM PARQUE MAIS PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL NAS DECISÕES DO GOVERNO INSTALAÇÃO DE HORTAS COMUNITÁRIAS DIVULGAR UM MAPA COM OS LOCAIS MAIS INSEGUROS DA CIDADE VAMOS INSTALAR UM SISTEMA DE TORRES DE PURIFICAÇÃO DO AR A PREFEITURA DEVERIA SER OBRIGADA POR LEI A IMPLANTAR A COLETA SELETIVA DE 100% DO LIXO DA CIDADE PRECISAMOS DE CALÇADAS MAIS LARGAS QUERO UMA SÃO PAULO COM UM ENSINO PÚBLICO DE QUALIDADE, PARA TODOS MAIS POLICIAMENTO OSTENSIVO VAMOS PROPORCIONAR O RENASCIMENTO DO CENTRO QUE OS VEREADORES, SECRETÁRIOS E O PREFEITO SEJAM OBRIGADOS A USAR O SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE MAIS PAZ EM SÃO PAULO O PREFEITO PRECISA USAR TRANSPORTE PÚBLICO NO DIA A DIA, NÃO HELICÓPTERO QUERO CIDADÃOS MAIS COLETIVOS E MENOS INDIVIDUAIS MELHOR FISCALIZAÇÃO DO BARULHO MAIS BANCOS NAS PRAÇAS, PARA AS PESSOAS APRENDEREM A CONVIVER INCENTIVO A ARTISTAS DE RUA TRANSFORMAR O VÃO LIVRE DO MASP EM ÁREA DE MOBILE OFFICE MAIS INTERAÇÃO DO GOVERNO COM OS CIDADÃOS UMA ÁRVORE A CADA 10 METROS SUGIRO PROIBIR A VENDA DE BEBIDAS Sample ALCOÓLICAS NOS POSTOS DE GASOLINA REFORMAR OS PRÉDIOS BELÍSSIMOS DO CENTRO A PREFEITURA NÃO TEM DE ANISTIAR DÍVIDAS DE CLUBES MAIS ESTRADAS DE FERRO PELA CRIAÇÃO DO PARQUE AUGUSTA QUEREMOS PMS MAIS CAVALHEIROS AUMENTAR CONSIDERAVELMENTE O NÚMERO DE LIXEIRAS NAS RUAS CONTRA AS ENCHENTES, PRECISAMOS DE MAIS ÁREAS PERMEÁVEIS CRIAÇÃO DE PEQUENOS PARQUES EM REGIÕES ONDE HÁ POUCO VERDE PROIBIR A DEMOLIÇÃO DAS CASAS HISTÓRICAS DA REGIÃO CENTRAL FAZER RECAPEAMENTOS ADEQUADOS EM VEZ DE TAPAR BURACOS E CRIAR ONDULAÇÕES PRECISAMOS ATERRAR TODOS OS FIOS RESTRINGIR AO MÁXIMO A CONSTRUÇÃO DE NOVOS EDIFÍCIOS INCENTIVOS PARA AS EMPRESAS QUE DEIXAREM SEUS FUNCIONÁRIOS TRABALHAR REMOTAMENTE MELHORAR A COMUNICAÇÃO VIÁRIA ENTRE AS REGIÕES LESTE E OESTE É PRECISO LIMPAR NOSSOS RIOS MERECEMOS UM SISTEMA DE ZONA AZUL INTELIGENTE QUE O PODER PÚBLICO VALORIZE MAIS OS PROFESSORES MAIS CENTROS CULTURAIS NA PERIFERIA IMPOSTOS MENORES PRECISAMOS DE MAIS CICLOVIAS PERMANENTES QUE O METRÔ CHEGUE ATÉ OS AEROPORTOS PARQUES MUNICIPAIS ABERTOS 24H MAIS FLORES, UM MELHOR PAISAGISMO NOS CANTEIROS CENTRAIS DAS AVENIDAS GESTORES PÚBLICOS E SEUS FAMILIARES DEVEM SER OBRIGADOS A UTILIZAR ESCOLAS PÚBLICAS A PREFEITURA PRECISA OLHAR MAIS PARA A PERIFERIA QUEREMOS CPTM COM QUALIDADE, VELOCIDADE E FREQUÊNCIA DE METRÔ POR UMA POLÍTICA SOCIAL MAIS INCLUSIVA CHEGA DE CORRUPÇÃO IMPLANTAR UM PROJETO PARA PINTAR TODAS AS CASAS DAS FAVELAS É PRECISO HUMANIZAR SÃO PAULO QUERO UM AR MAIS RESPIRÁVEL AUMENTAR O NÚMERO DE FISCAIS PARA FAZER CUMPRIR AS LEIS JÁ EXISTENTES PRECISAMOS DE UMA ILUMINAÇÃO MELHOR NAS RUAS POLÍTICA DE INCENTIVO À CARONA NO DIA A DIA QUEREMOS ADMINISTRADORES MAIS TÉCNICOS E MENOS POLÍTICOS UM APLICATIVO PARA CELULAR QUE MOSTRE PROBLEMAS COMO BURACOS E TRÂNSITO MAIS CUIDADO COM O PATRIMÔNIO HISTÓRICO OS AGENTES DA CET PRECISAM MULTAR MENOS E ORIENTAR MAIS REPENSAR A SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO PARA MELHORAR O FLUXO QUERO UMA SÃO PAULO MAIS JUSTA LIMITAR A ALTURA DE TODOS OS EDIFÍCIOS AULAS DE MÚSICA AOS ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS INCENTIVO AO COMÉRCIO DE RUA TEMOS DE INVESTIR EM ENERGIA EÓLICA MAIS ÁRVORES FRUTÍFERAS, QUE ATRAEM PÁSSAROS TRANSPORTE PÚBLICO 24H NOS FINS DE ANA PRECISAMOS DE UMA REPAGINADA ESTÉTICA NO CENTRO DA CIDAE REDUZIR O NÚMERO DE VEREADORES PELA METADE METRÔ NA MARGINAL DO TIETÊ IMPLANTAR MEDIDAS DRÁSTICAS PARA REDUZIR A POLUIÇÃO DO AR ACABAR DE VEZ COM OS FLANELINHAS A PREFEITURA PRECISA GASTAR MENOS COM PUBLICIDADE EDUCAÇÃO PLENA PARA TODOS MONITORAMENTO CONSTANTE DA SAÚDE DAS ÁRVORES DE NOSSAS RUAS INFORMATIZAR MELHOR A GESTÃO PÚBLICA PARA QUE TUDO POSSA SER RESOLVIDO PELA INTERNET, FILAS CRIAR UM MUSEU DAS FAZENDAS DE CAFÉ EM UM CASARÃO NA AVENIDA PAULISTA CONSTRUIR UMA CICLOVIA NO CANTEIRO CENTRAL DA AVENIDA BRASIL É PRECISO MELHORAR OS TERMINAIS DE ÔNIBUS REDUZIR O NÚMERO DE CARGOS COMISSIONADOS DE CADA VEREADOR O VALOR DAS MULTAS DE TRÂNSITO DEVERIAM SER PROPORCIONAIS AO VALOR DOS VEÍCULOS INFRATORES É PRECISO FISCALIZAR MELHOR OS MOTOBOYS ESPAÇO PARA BICICLETAS NOS ÔNIBUS CONTRATAR GRAFITEIROS PARA PINTAR TODOS OS MUROS DE PRÉDIOS PÚBLICOS DEMOLIR O MINHOCÃO DESCENTRALIZAR O COMÉRCIO, CRIANDO VÁRIAS REGIÕES EMPRESARIAIS MAIS QUADRAS POLIESPORTIVAS PÚBLICAS O METRÔ PRECISA CHEGAR A TODAS AS REGIÕES DA CIDADE CRIAÇÃO DE MAIS RESTAURANTES POPULARES COM REFEIÇÕES CUSTANDO MENOS DO QUE 5 MAIS QUALIDADE NO ENSINO PÚBLICO PRECISAMOS DE UMA CIDADE MENOS REMENDADA, MELHOR PLANEJADA EDUCAÇÃO É A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS INCENTIVAR RESTAURANTES A FUNCIONAR 24H POR DIA MODERNIZAÇÃO DE TODA A REDE ELÉTRICA PRECISAMOS DE UM NOVO AEROPORTO AR-CONDICIONADO NOS ÔNIBUS METRÔ INTEGRADO COM SISTEMA DE ALUGUÉIS DE BICICLETAS MAIOR INTEGRAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS DE TRANSPORTE PÚBLICO PRECISAMOS DE UMA CIDADE PENSADA PARA AS PESSOAS, NÃO PARA OS CARROS DIMINUIR A TARIFA DOS TRANSPORTES PÚBLICOS PROJETOS SOCIAIS PENSADOS DE ACORDO COM A REALIDADE DE CADA BAIRRO FIM DA PROGRESSÃO CONTINUADA NAS ESCOLAS REURBANIZAÇÃO COMPLETA DA CIDADE, VALORIZANDO EM PRIMEIRO LUGAR O SER HUMANO IDEIASPARAMELHORARACIDADE Batch PDF Merger

2 %HermesFileInfo:H-2: : H2 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO UMA CIDADE, UMA PERGUNTA, MILHARES DE RESPOSTAS Além de darem suas ideias, os participantes da pesquisa Que SP Vc Quer? avaliaram sugestões de paulistanos anônimos e famosos Éinevitável: toda mudança traz expectativas. E 2013 está carregado delas. Além de novo prefeito, a cidade vai ganhar um pacote de metas para os próximos anos e vereadores precisarão discutir um Plano Diretor que atenda aos interesses dos paulistanos. Isso significa uma oportunidade não sóderever aspectos quevãomal, comotraçarnovasestratégiaspara o futuro. Mas não adianta esperar que as autoridades resolvam tudo. A cidade é dos paulistanos e é na hora das mudanças que o papel de cada cidadão se torna ainda mais importante. Por isso, o Estado preparou um presente diferente para marcar o aniversário de 459 anos da cidade. Nos últimos 34 dias, milhares de pessoas acessaram o site e responderam à pergunta: qual sua ideia para melhorar São Paulo? Parceria com o Ibope Conecta,apesquisateve apoiodeinstituições como a Rede Nossa São Paulo, aacademiapaulistadeletras e a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB- SP). E culminou em um banco de ideias que até a manhã de ontem já tinha propostas que poderão ser usadas por gestores públicos e sociedade civil. Todas elas estão disponíveis a partir de hoje no portal estadão. com.br. E juntas definem o perfil de cidade que o paulistano quer: uma São Paulo que se inspira em ideias locais e no que há de bom em outras partes do mundo para ser mais humana, mais bonita, menos caótica e menos desigual. As respostas compõem um ricomosaico da cidade ideal. Além de sugerirem propostas para aperfeiçoar diferentes áreas da metrópole, os participantes puderam avaliar sugestões de paulistanos anônimos e famosos. Diversidade. As mais bem avaliadas foram listadas em um ranking e divididas em 12 categorias Poluição, Verde e Sustentabilidade, Segurança, TransportePúblico, Trânsito, Convivência, Educação, Saúde, Administração, Cultura e Lazer, Urbanismo Tudo sobre o aniversário e depoimentos de personalidades e Paisagem Urbana. As dez primeiras de cada tema foram depois encaminhadas a um júri de dez pessoas que nasceram ou adotaram a cidade. As campeãs estão nas próximas páginas. Na web estadão.com.br Banco de ideias. Veja as sugestões dadas para as diferentes categorias estadão.com.br Participe. Mande sua foto de como é SP para você No Instagram, #SPEstadao Programação. Shows e eventos do dia de festa estadão.com.br PERFIL DOS PARTICIPANTES O projeto recebeu ideias de 95 dos 96 distritos da capital. Apenas Marsilac, no extremo sul, não teve nenhum representante Idade 24,58% 20 a 29 anos 4,25% Até 20 anos 5,14% Mais de 70 anos 9,16% 60 a 69 anos 14,86% 50 a 59 anos Anhanguera Raposo Tavares Campo Limpo Perus Rio Pequeno Jaraguá São Domingos Jaguará Jaguaré Sônia Pirituba Leopoldina Butantã Andrade Morumbi Cachoeirinha Freguesia do Ó Limão Casa Verde Lapa Alto de Pinheiros Brasilândia Barra Funda Santa Cecília Perdizes Itaim Bibi Santo Amaro Consolação Moema Campo Belo Mandaqui Tucuruvi Santana Guilherme Mariana Saúde Jabaquara Bom Retiro República Sé Pari Brás Cursino Tremembé Belém Bela Jardim Mooca Vista Cambuci Pinheiros Paulista Liberdade Ipiranga Sacomã Jaçanã Medeiros Maria Tatuapé Água Rasa Prudente São Lucas Carrão Formosa Cangaíba Penha Matilde Aricanduva Sapopemba Jardim Helena Ermelino Matarazzo São Miguel Jacuí Ponte Rasa Cidade Líder Nº DE PROPOSTAS POR BAIRRO Artur Alvim São Mateus Itaquera Parque do Carmo São Rafael José Bonifácio Iguatemi Curuçá Lajeado Guaianazes 1 a 20 ideias 21 a a a a ou + Itaim Paulista Cidade Tiradentes 25,14% 30 a 39 anos 16,87% 40 a 49 anos Capão Redondo Jardim São Luís Socorro Campo Grande Cidade Ademar Ranking Profissão Engenheiro Administrador Advogado Professor/Educador Analista de sistemas Jornalista Publicitário Técnico/Tecnólogo Empresário Economista Designer Profissional liberal Bancário Contador Médico Corretor Recepcionista/Secretária Vendedor OUTROS: 42% Sexo 31% Feminino 69% Masculino 10,1% 9,7% 4,1% 4,0% 3,9% 3,2% 3,2% 3,2% 2,8% 2,7% 1,6% 1,6% 1,5% 1,5% 1,5% 1,3% 1,2% 1,1% Jardim Ângela Parelheiros Marsilac Cidade Dutra Grajaú Pedreira Pinheiros Mariana Bela Vista Consolação Butantã Itaim Bibi Jardim Paulista Perdizes Saúde Santo Amaro Campo Belo Mooca Moema Santa Cecília Santana Morumbi Lapa Jabaquara Jaraguá Ipiranga Tatuapé Andrade República Raposo Tavares Itaquera Sé Rio Pequeno Prudente Cambuci Grajaú Tremembé Liberdade Cidade Dutra Alto de Pinheiros Jaguaré Medeiros Mandaqui Cachoeirinha Casa Verde Socorro Sônia Jaçanã Campo Limpo Pirituba Leopoldina Tucuruvi Erm. Matarazzo Freguesia do Ó Formosa Penha Artur Alvim Campo Grande Cidade Ademar Parelheiros Cid. Líder Maria Cursino Barra Funda Belém Jaguara Jardim Ângela Limão Cid. Tiradentes São Mateus Sacomã Capão Redondo Itaim Paulista Matilde Brás Bom Retiro São Miguel Ponte Rasa Cangaíba Carrão Parque do Carmo Aricanduva Guaianases Sapopemba Anhanguera São Lucas Jardim São Luís São Domingos Iguatemi Guilherme Brasilândia Água Rasa Pedreira José Bonifácio Jacuí Pari Lajeado Jardim Helena Perus São Rafael Curuçá Marsilac FONTE: IBOPE CONECTA INFOGRÁFICO/ESTADÃO DEPOIS DO PÚBLICO, UM JÚRI PRA LÁ DE VARIADO Os participantes da pesquisa QueSPVc Quer? feitapeloestado em parceria com o Ibope Conecta também definiram as propostas finalistas nas 12 diferentes categorias. A cada vez que avaliavam uma sugestão, eles faziam sua média aumentar ou diminuir. As dez ideias mais bem votadas em cada tema foram depois submetidas a uma seleção final, feita por dez jurados que, sem saber os nomes dos autores, listaram suas propostas preferidas. Ao lado, você pode conhecer um pouco sobre cada integrante do júri. BENEDITO LIMA DE TOLEDO JOSÉ RENATO NALINI JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO Arquiteto e urbanista, é professor de História da Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e autor de vários livros. ODED GRAJEW É coordenadorgeraldaredenossa São Paulo, que agrega mais de 600 organizações da sociedade civil que visam a acompanhar políticas públicas na capital. Desembargador e corregedor-geral da Justiça de São Paulo, é professor universitário, membro da AcademiaPaulistadeLetraseautor de livros de Direito. REGINA MEYER Com pós-doutorado pela UniversidadedeSãoPaulo (USP), Regina Meyeréprofessora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) desde Jornalista especializado em análise de pesquisas e reportagens com auxílio do computador.écolunista do Estado e blogueiro do portal estadão.com.br. ROBERTO LOEB Arquiteto e professor universitário, assina prédios conhecidos despejáteveprojetos expostos em Paris, Canadá e Estados Unidos, além de Masp e MAM-Rio. SÉRGIO VAZ Poeta e referência cultural na periferiapaulistana, éfundadorecoordenador do sarau da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), na zona sul da cidade. SERGIO EJZENBERG Engenheiro e mestreemtransportes, atuou 15 anos na Companhia de Engenharia de Tráfego e é especialista em Engenharia de Tráfego e acidentes de trânsito. MILTON HATOUM Um dos maiores escritores brasileiros, é também tradutor, professor e arquiteto. Seuslivrosvenderam mais de 200 mil exemplares e foram traduzidos em 10 países. LUCIANA GARBIN MestreemComunicação Social, é editoradoscadernos Cidades e Metrópole do Estado e coautora do blogedolivroálbumderetratos- Photographias Brazileiras.

3 %HermesFileInfo:H-3: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H3 Sample Batch PDF Merger

4 %HermesFileInfo:H-4: : H4 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO blogs.estadao.com.br/vox-publica / twitter.com/zerotoledo Humana e descentralizada Uma cidade que coloque as pessoas em primeiro lugar. Essa é a ideia por trás do conjunto de propostas doquespvcquer?, pesquisa doestado em parceria com o Ibope Conecta.Nada deconstruções malufianas e planos mirabolantes. O que os participantes desejam é humanizar São Paulo. Em vez dos carros, priorizar os moradores. Em vez da infraestrutura, os usuários. A humanização de São Paulo permeia as propostas em todas as áreas. Em Educação, a ideia mais popular, tanto entre o público quanto entre os jurados, évalorizarosprofessores.emurbanismo, é aproximar o morador do seu local de trabalho, criando núcleos de serviços e oferta de emprego nos bairros. Em Cultura e Sustentabilidade, levar centros de lazer e recreação e mais verde à população na periferia. Esse tipo de concepção da cidade contrasta muito com o que parecia ser a ambição do eleitor para São Paulo no auge do malufismo, por exemplo. Na primeira metade dos anos 90, o que capturou o imaginário paulistano foram obras de engenharia, reais ou fictícias: grandes túneis e avenidas, o Fura-Fila. Ummapeamentodosmaioresinvestimentos da Prefeitura de São Paulo naqueleperíodomostravaqueamaiorparte deles se concentrava num raio de dez quilômetrosemtornoda casado prefeito. Foi o auge e o começo do fim da centralização. A decadência da política faraônica ocorre porque ela não se mostrou uma solução para a cidade ao contrário, acentuou suas deficiências ao priorizar o transporte pessoal sobre o coletivo, por exemplo. No trânsito, como na vida em sociedade, não há saída individual e individualista viável no longo prazo. O sentido geral que emana do Que SP Vc Quer? é uma cidade mais intimista e menos megalômana. A descentralização pedida implica o encurtamento das distâncias entre o morador e seu trabalho, sua escola, seu médico e sua diversão.até a demanda porsegurança é menos tecnológica e mais comunitária, com policiais que façam parte da convivência dos moradores. Emborao grande atrativo deuma metrópolesejareuniremumsólugarmúltiplas culturas e influências, os moradores tendem a conviver em pedaços restritos do território. Suas ligações mais fortes são com os familiares. A proximidade geográfica produz também comportamentos similares. É o que acontece, por exemplo, nas eleições. Estudo recente do Estadão Dados e do Ibope demonstrou estatisticamente que vizinhos têm votos mais parecidos entre sido que paulistanos demesma renda e escolaridade mas que moram em regiões distintas. Isso produz uma cultura local cada vez mais independente do centro seja ele onde for. Na prática, a cidade desenvolvevárioscentros,quesearticulam entre si. A proposta vencedora em Transporte Público mostra que sãomaise maisfrequentes asdemandas por ligações entre bairros, sem a passagemobrigatóriapelaregiãocentral. As novas São Paulo que surgiram desde os anos 70 se conectam entre si e se emancipam da cidade histórica. Nesse clima de fragmentação, é simbólico que uma das ideias mais bem aceitas seja a despoluição do rio queorientouafundaçãoeodesenvolvimento da cidade. Não pela despoluiçãoemsi, maspelasuaconsequência: areintegraçãodotietêaocotidiano nos moradores, seja como via de transporte coletivo, seja como ponto de encontro e convivência. Um rio que une e não que separa. CARLINHOS MÜLLER No Estado desde 1989, já assinou trabalhos em livros e outros veículos de comunicação. É pioneiro no Brasil em trabalhos 3D. METRÔ: UM CAMPEÃO DE PEDIDOS Com apenas 74 km de rede, SP sofre com a mobilidade. E todos os dias o paulistano gasta, em média, 1h05 para chegar ao trabalho TRANSPORTE PÚBLICO 651 IDEIAS Não há hoje assunto tão caro ao paulistano quanto mobilidade. É sua principal reclamação, seu maior anseio. Um terço das ideias recebidas na pesquisa Que SPVcQuer?serefereaesseassunto, tanto em relação ao trânsito de carros e bicicletas quanto ao transporte público por ônibus, metrôoutrem. Essequadromostraoquantoomoradordametrópoleestáfarto dechegaremcasa esgotado, com o corpo dolorido O GANHADOR LEANDRO GOMES SILVA E SILVA ESTUDANTE 24 ANOS SANTANA ARQUIVO PESSOAL A IDEIA: Metrô. Precisamos ter um sistema de transporte semelhante ao de Londres e Berlim. Moro na Alemanha há um ano e vejo como isso faz diferença na vida das pessoas. A INSPIRAÇÃO: Me ocorreu vendo o transporte público de Berlim. É uma das maiores cidades europeias e nela deslocamentos ocorrem de maneira fluida, sem transtornos, o que me fez crer que há solução para problemas de São Paulo. do metrô lotado, de ficar em pé no ônibus sacolejante ou gastar horasnocarroolhandoosemáforo abrir e fechar, sem ninguém conseguir se mover. O paulistano hoje demora, em média, 1h05 diariamente para ir de casa ao trabalho. Isso significa que quase um mês inteiro é desperdiçado no trânsito no decorrer de um ano. Para reverter esse quadro, as propostas mais bem avaliadas trazem uma soluçãohádécadasrepetidaporespecialistas: expandir significativamente a malha do metrô. Apesarde antiga, essaideia demorou muito para sair do papel. Os primeiros projetos paulistanos para o metrô foram discutidos ainda no início do século 20, quandocidadescomobuenosaires, Londres e Nova York já operavam suas primeiras linhas. Mas, em São Paulo, a inauguração do primeiro trecho só ocorreu em 1974 e a expansão da rede a partir daí foi lenta: menos de 2 km de trilhos por ano. A rede paulistana tem 74 km de extensão, bem menos do que cidades menores, como Berlim (331 km) e Moscou (313 km), de capitais latino-americanas, como Cidade do México (226 km), eatédelocaisquefizerammetrô maistarde, comoseul(563 km)e Xangai (437 km). Não entendo por que tudo no Brasil tem de demorar tanto. A população precisa cobrar a execução dessas obras o quanto antes, diz LeandroGomesSilvaeSilva, estudante que mora na Alemanha e enviouaideia vencedorada categoria Transporte Público. Pelos planos oficiais, a meta é que, em 2040, São Paulo tenha 264 km de metrô quase quatro vezes a malha atual. Somando o crescimento da rede de trens, monotrilhosecorredoresdeônibus,otransporte coletivode média e alta capacidades deverá ter 1.336km naquele ano. Caso essas promessas realmente saiam do papel, o tempo de deslocamento aotrabalhodopaulistanonãodeverá passar de 30 minutos, menos da metade do de hoje. VOCÊ SABIA? EM 1888, ENGENHEIRO ALEMÃO TENTOU SUCESSO FAZER MONOTRILHO NO CENTRO A 1.ª viagem de Metrô na cidade foi em 1972 ainda como teste. Mas, 84 anosantes, o engenheiro alemão Alberto Kuhlmann tentou fazer uma via férrea que poderia ter sido o marco inicial do transporteurbano sobretrilhos. Em 24 de março de 1888, ele obteve da Assembleia Legislativa Provincial direito de explorar por 50 anos a estrutura elevada metálicaentreoslargosdorosárioe dopaiçandu unindo o centro ao outro lado do Anhangabaú, para onde a cidade crescia. Em 3 de junho do mesmo ano, eleapresentou o projetoaolado. É interessante que esse sistema lembra a Parceria Público- Privada da atual Linha 4-Amareladometrô, comparaohistoriador Guido Alvarenga. O transporte seria por carros puxados por pequenas locomotivas a vapor, explica Eudes Campos, no livroarquivohistóricodesãopaulo História Pública da Cidade. Kuhlmann, porém, não viu seu sonho realizado. Como não cumpriu o prazo do contrato, tevededesmontar o queestavafeito. E só em 1892, com o Viaduto do Chá, o paulistano conseguiria atravessar o Anhangabaú. Adoraria não depender do carro para me locomover. Se eu fosse prefeita, faria de São Paulo uma cidade para pedestres, ciclistas e usuários de transporte coletivo. MARINA PERSON, APRESENTADORA DE TV E ATRIZ DEMANDA 4,4 milhões de passageiros por dia passam pelo metrô paulistano em 1977 eram 542 mil. IDAS E VINDAS 67 mil km é o total percorrido diariamente pelos trens do metrô mais do que 1,5 volta na Terra.

5 %HermesFileInfo:H-5: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H5 MENOS LIXO E CONCRETO, MAIS VERDE PAULO VON POSER Arquiteto e artista plástico, usa instalações, cenários, vídeos, fotos, cerâmicas, painéis e aulas para sua arte pop e gráfica. Maioria dos bolsões naturais fica nos extremos sul e norte de SP, longe dos bairros povoados, e 30 dos 96 distritos não têm parques VERDE E SUSTENTABILIDADE 634 IDEIAS O GANHADOR PAULO LIEBERT/ESTADÃO IDÉRITO MIGUEL CALDEIRA ADMINISTRADOR PÚBLICO 59 ANOS VILA MARIA Não poderia ser diferente. Em uma cidade com tanto concreto, não faltaram sugestões no Que SP Vc Quer? para aumentar as áreas verdes da cidade. Oficialmente, a capital tem 12,7 m² de área verde pública por habitante,maisdoqueos 9m²recomendados pela Organização das Nações Unidas. Mas a maior parte fica nos extremos sul e norte do Município, longe das áreas mais povoadas. E bairros como Santa Cecília, Brás, Sé, Bela Vista e República não têm nem sequer 0,5 m². Para piorar, 30 dos 96 distritos não possuem parque. Para especialistas, é preciso fazer um novo mapa do verde paulistano. Isso inclui investir em parques lineares, realizar um levantamento de calçadas que podem receber novas árvores e replicar iniciativas bem sucedidasdasociedadecivil. Umexemploéoprojeto dehortas comunitárias criado por um grupo formado nas redes sociais. Em setembro, eles fizeram a primeira napraçadas Corujas, entreass Madalena e Beatriz. No mês seguinte, foi a vez de a Praça do Ciclista, em plena Avenida Paulista, ganhar uma hortinha. Em novembro, firmaram acordo com o Shopping Eldorado para usarcomoaduboo compostogeradoapartirdosresíduosdapraça de alimentação. A IDEIA: Ampliar a área verde da cidade com a criação de parques, mini-hortos, praças e plantio de árvores em todas as vias, bem como elaborar plano paisagístico para a revitalização de todas as praças existentes, em especial na área central. A INSPIRAÇÃO: Tomei a iniciativa de enviar a ideia por observar em minhas caminhadas diárias pelo centro velho a carência de vegetação nas principais vias públicas. Coleta seletiva. Dar destinação corretaao lixoeinvestirem coleta seletiva também foram temas muito lembrados na pesquisa. Hoje, São Paulo só recicla 1,2% do lixo que produz. O prefeito Fernando Haddad (PT) promete aumentar esse índice para 10% até o fim de sua gestão. APrefeiturainformouquepretende valorizar e melhorar os espaços verdes de cada subprefeitura. Além disso, há plano de criar parques e unidades de conservaçãopara protegerremanescentes de mata nativa. Sample O Banco do Brasil parabeniza a cidade de São Paulo pelos seus 459 anos. Porque só é bom para o Banco do Brasil quando é bom para todos os paulistanos. Batch PDF Merger Central de Atendimento BB ou SAC Ouvidoria BB Deficiente Auditivo ou de Fala

6 %HermesFileInfo:H-6: : H6 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO FABRÍCIO CARPINEJAR Uma sede através de São Paulo Se eu pudesse beberia a água das rosas, beberia suas mãos ajeitando a folhagem, beberia seu suspiro de abelhas, beberia sua queda por janelas antigas, beberia sua teimosia em guardar os objetos do pai, beberia sua vontade de misturar cor e cheiro, beberia seu equilíbrio com as palavras, beberia suas feridas nas unhas, beberia sua pinta no pescoço, beberia seu braço ruivo, beberia toda cidade no caule de sua casa, naquele momento em que as rosas se adiantam e começam a nos beber. Poeta e cronista, autor de Cinco Marias (2004, 6.ª edição) e Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus (2012, 2.ª edição), ambos publicados pela Bertrand Brasil EDUARDO KOBRA Expoente da neovanguarda, usa a paisagem urbana para resgatar a memória de SP. Fez a 1ª pintura 3D sobre pavimento do País. RIOS VIVOS E LIMPOS, UM SONHO PAULISTANO Internautas pedem deques, restaurantes e cafés ao longo do Tietê e do Pinheiros POLUIÇÃO 95 IDEIAS São Paulo tem quilômetros de rios, córregos e nascentes em seu território. O número impressiona: é quase quatro vezes a extensão da Rodovia Presidente Dutra, que liga a capital O GANHADOR CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO WERNER PAULO IUCKSCH PUBLICITÁRIO 33 ANOS PERDIZES paulista ao Rio, só de cursos d água dentro do Município. Grande parte deles, porém, está muito maltratada são rios poluídos, enterrados, fedidos, feios e esquecidos no dia a dia de quem vive na cidade. O paulistano quer mudar radicalmente esse quadro. Várias ideias recebidas pelo projeto Que SP Vc Quer? dizem A IDEIA: Despoluir de verdade os rios da cidade, criando áreas de lazer e convivência ao longo deles, bem como possibilitar o transporte fluvial. A INSPIRAÇÃO: Os rios da cidade são ícones de certo descaso que temos (governo e cidadãos) com a cidade. Conviver com rios nesse estado, há tantos anos, mostra que perdemos um pouco a noção do que é aceitável. Rios não são esgotos. respeito à despoluição dos rios que cortam a cidade. O principal é o Tietê, que nasce na Região Metropolitana, em Salesópolis, e recebe esgoto doméstico e industrial em larga escala ao longo deseucurso. Sua calhade cimento ao lado das pistas para carros ecaminhõesnamarginalnãoajuda em nada a embelezar sua passagem pela cidade. Muitas das propostas mais bem avaliadas pelos internautas preveem um Tietê despoluído e navegável, com deques, bares, restaurantes e cafés, a exemplo do que ocorre em cidades europeias. A sugestão mais bem votada do publicitário Werner Paulo Iucksch ainda prevê áreas de convivência e lazer ao longo de outros cursos d água da cidade, comoosriospinheirosetamanduateí. Além da melhoria ambiental e visual óbvias para a cidade, a despoluição dos rios poderia tirar um pouco mais de gente de dentro dos shoppings, colocálas em contato com a cidade e, mais importante, levar os cidadãos a acreditar que outros problemas também podem ser solucionados se enfrentados com seriedade, afirmou. A possibilidade dessa proposta sair do papel é real. Desde 1992,quandoaCompanhiadeSaneamento Básico do Estado de SãoPaulo(Sabesp) iniciouoprojeto Tietê, os índices de coleta e tratamento de esgoto na Grande São Paulo passaram de 70% e 24%, respectivamente, para 86% e 49%. O objetivo é universalizar esses serviços até 2020 no ano passado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que, até 2015, os rios não terão mais odor e será possível imaginar ter barcos turísticos como os bateaux-mouches deparis navegando por suas águas. Promessas. Em relação a um projeto paisagístico e urbanístico mais amplo, as dúvidas são maiores. Em2006, acalhadotietê recebeu mais árvores e verde ao longo da Marginal. Alckmin anunciou um plano para que, em um prazo de 15 anos, os entornos do Tietê e do Pinheiros sejam requalificados e ofereçammais espaçosde convivência, a um custo estimado de 30 bilhões. O prefeito Fernando Haddad (PT) também afirmou que quer recuperar a região do Tietê, que é um dos principais eixos de seu prometido Arco do Futuro. As duas propostas, porém, ainda não foram totalmente detalhadas pelos governantes. E O NOSSO PULMÃO? CIDADÃO QUER AR LIMPO Não é só a poluição das águas que incomoda o paulistano. Em 2011, o limite tolerável de ozônio um dos principais poluentes do ar da cidade foi ultrapassado em 96 dias, o maior número verificado desde Entre as ideias sugeridas para combater esse problema estão a construçãodeciclovias, oincentivoacarros elétricos e ao transporte públicoeo aumentodorigornainspeção veicular. LÁ TEM De depósito de esgoto a cartão-postal. Seul conseguiu em 20 anos transformar completamente o Rio Han, que corta a cidade e recebia esgoto doméstico e industrial em larga escala. Desde 2003, o rio é considerado limpo e peixes e pássaros voltaram. Há doze parques no seu entorno hoje em dia. NO ESTADO 49% dos domicílios paulistas têm seu esgoto tratado antes de ser jogado nos rios. INVESTIMENTOS 3 bi já foram gastos desde 1992 com o Projeto Tietê, que está entrando em sua 3ª fase. Eu implantaria estudos sérios para melhorar a qualidade do ar da cidade o mais rápido possível. Não é justo, tanto para os paulistanos quanto para pessoas que, como eu, adotaram esta cidade, sobreviver com essa qualidade péssima do ar. É claro que isso é possível de se fazer. Metas mais difíceis já foram alcançadas, como, por exemplo, a pacificação dos morros do Rio. MARINA LIMA, CANTORA PAULO GIANDALIA/ESTADÃO

7 %HermesFileInfo:H-7: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H7 MENOS BARULHO, POR FAVOR! Obras, buzinas, baladas: são muitos os vilões que perturbam o sossego dos paulistanos. Desafio é ampliar fiscalização da lei CONVIVÊNCIA 293 IDEIAS Não há preço que pague uma boa noite de sono. A afirmação é do autor da ideia ganhadora do Que SP Vc Quer? na categoria Convivência o analistade sistemas Hauryn de Carvalho Lima. Mas a maior parte dos paulistanos também não suporta carro comsomalto na madrugada, britadeirana frente decasa oubalada na vizinhança. Os limites de ruído são definidos pela Lei de Zoneamento: nas zonas residenciais, no máximo 50 decibéis entre 7h e 22h e 45, das 22h às 7h. Quem descumprilos está sujeito a multa de 30 milelacração do imóvel em caso de reincidência. Números mostram o quanto o sossego do paulistano vem sendo perturbado. Só no ano passado, oprograma de SilêncioUrbano (Psiu) da Prefeitura recebeu mais de 28 mil reclamações. Mas aplicou apenas 577 multas. O GANHADOR ERNESTO RODRIGUES/ESTADÃO HAURYN DE CARVALHO LIMA ANALISTA DE SISTEMAS 30 ANOS LIMÃO Desafio. Promessas de campanhade FernandoHaddad(PT), a ampliação da Operação Delegada bicooficial de policiaismilitares pagos pelo Município e o fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) podemajudaramelhoraressecenário. A ideia é que agentes ajudem a fazer cumprir a lei do silêncio ao Estado, a Prefeitura afirmou que pretende ser rigorosa na fiscalização do Psiu. A IDEIA: Continuar o Cidade Limpa e resolver o problema da poluição sonora: motos e carros com escapes abertos, volume de música desproporcional e festas nas ruas de madrugada. A INSPIRAÇÃO: Os problemas seriam menores se educação e bom senso fossem predominantes, mas, como infelizmente isso está um pouco distante, a forma mais eficaz é fiscalizar e criar leis para coibi-los. JAL Jornalista e cartunista, passou por vários veículos de comunicação e preside a Associação dos Cartunistas do Brasil. Flanelinhas e falta de banheiro público são preocupações Entre as dez ideias mais bem votadas pelos internautas no tema Convivência, aparecem ainda sugestões para que as escolas ofereçam aulas de cidadania e informem seus alunos sobre a necessidade de não jogar lixo na rua, para que os nordestinos que vivem em São Paulo sejam mais respeitados e para que sejam criados mais banheiros públicos na cidade. Banir de vez os flanelinhas das ruas foi outra demanda muito votada. Sample Batch PDF Merger

8 %HermesFileInfo:H-8: : H8 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO ANTONIO PENTEADO MENDONÇA O nascimento da cidade AdeSãoPaulonãofoifundada em 25 de janeiro de 1554 pelo padre José de Anchieta. 25 de janeiro é a data da missa de inauguração do segundo colégio dosjesuítas no Planaltode Piratininga. Na época, José de Anchieta era um irmão corcunda e de saúde abalada, que havia chegado recentementeàamérica,embuscadeumclima melhor. Estava em São Paulo desde agosto de 1553, integrando o grupo de 13 religiosos comandados pelo padreleonardonunesquehaviamsubido para o Planalto de Piratininga por ordem do Provincial da Ordem, padre Manuel da Nóbrega. Em 25 de janeiro de 1554, Anchieta ainda não havia sido ordenado padre, o que só ocorreu alguns anos depois. O nascimento de São Paulo é muito mais complexo. Foi resultado da interaçãodetrêsforçasdistintas osíndiosde Tibiriçá, os brancos de João Ramalho e os jesuítas de Manuel da Nóbrega numaárealimitada, oplanaltodepiratininga, num período de tempo ao redor de 30 anos, entre 1532 e Oprimeiromovimentodessasagafantástica se dá provavelmente antes de 1520,quandoJoãoRamalhoealgunsportuguesesse mudam paraatabadostupis de Tibiriçá, no Planalto de Piratininga. Com a aliança consolidada pela união de João Ramalho com Bartira filha de Tibiriçá e de seus companheiros com outras índias, os brancos e os tupis se associam para capturar índios guaranis, que eram levados presos para o Porto dos Escravos, atual São Vicente, onde eram vendidos para repor as tripulações dos navios, dizimadas durante a longa e penosa travessia do Oceano Atlântico. O segundo movimento ocorre em janeiro de 1532, quando Martim Afonso de Souza, depois de promover o Porto dos Escravos à de São Vicente, levado por João Ramalho, sobe a Serra de Paranapiacaba e, percebendo o imenso potencial da região do Planalto, tanto para a defesa de retaguarda de São Vicente contra um ataque espanhol, como para portadeentradaparaointeriordocontinente, funda a de Piratininga, com eleiçãoparaacâmaraeopelourinho,de acordo com a lei portuguesa. O terceiro movimento acontece pouco depois, quando os raros moradores de Piratininga abandonam a vila recémcriada e se mudam para Santo André da Borda do Campo, levando para a nova vila o Pelourinho original, instalado por Martim Afonso na de Piratininga. O quarto movimento se dá em agosto de 1553, quando, por ordem do provincial da Companhia de Jesus no Brasil, padre Manuel da Nóbrega, os 13 religiosos se instalam em Santo André da BordadoCampo, abrindoumpequenocolégio para catequizar moradores da região, nos termos do contrato com a coroa portuguesa. O quinto movimento acontece em 25 de janeiro de 1554, quando os jesuítas, commissasolene, inauguramseusegundo colégio, pouca coisa mais espaçoso que o primeiro, mas em área mais apropriada para a defesa e consequente desenvolvimento urbano. Esta data, à época, não teve significação maior, tanto que o padre Manuel da Nóbrega, mais interessado em explorar o caminho do Peabiru, na região de Itu, não assistiu à missa do padre Manuel de Paiva. Nasequência,emfunçãodobaixonúmero de brancos e do nomadismo dos índios, o Planalto fica quase vazio, criando um sério problema estratégico. Preocupados, Manuel da Nóbrega e João Ramalho decidem unir suas poucas forças e pedem que o governador-geral do Brasil, Mem de Sá, autorize a união das duas povoações, com a mudança dos moradores de SantoAndrédaBordadoCampopara o entorno do colégio dos jesuítas. Com a união das duas pequenas comunidades, o futuro da presença dos brancosnoplanaltodepiratiningaestavagarantido. Em1560ogovernadorgeraldo Brasil cria a de São Paulo de Piratininga, mantendo o Pelourinho original, instalado por Martim Afonso de Souza 28 anos antes. Nos300anosseguintes, avilasonolenta permanece pequena e pobre. Só depois da metade do século 19, com a expansãodocafé, SãoPaulo desperta, dando início a um dos mais fascinantes processos de urbanização do planeta. Mas isso é outra história. PRESIDENTE DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS E COLUNISTA DO ESTADO E DA RÁDIO ESTADÃO CULTURA DO CENTRO À PERIFERIA Paulistanos cansaram de ver atrações concentradas apenas nas regiões nobres da cidade e pedem opções também nas áreas carentes CULTURA E LAZER 270 IDEIAS O ideal seria se ninguém precisasse se deslocar muito para encontrar boas opções de recreação, cultura e arte. A sugestão é doeconomistaeatuárioluiz Augusto Ferreira Carneiro, professor da Universidade de São Paulo. Mas reflete uma preocupação demuitospaulistanos: napesquisa Que SP Vc Quer?, alguns apontaram, por exemplo, que o grande defeito da Virada Cultural maratona que ocorre uma vez poranodesde2005 éjustamente ter a maior parte das atrações na região central. Localizadossobretudonaperiferia, os 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) procuram suprir a demanda mas, pelo que a pesquisa indica, não cumpremopapelsuficientemente. Com funcionamento semelhante, as seis unidades das Fábricas de Cultura, projeto do governo do Estado, também se esforçam para levar cultura à periferia. Mas boa parte da mobilização cultural em regiões mais distantes do centro ainda ocorre graças a ativistas voluntários e iniciativas não governamentais. FAUSTO BERGOCCE Cartunista desde 1974 e autor de 7 livros, faz charges para sites, blogs e publicações e fez o painel de 200 anos do Jardim da Luz. Estrutura. Hoje, o Município tem cinco centros culturais localizados no centro, no Paraíso, em Cidade Tiradentes, na Nova Cachoeirinha e na Penha e 106 bibliotecas públicas. Além das 55 que funcionam apenas como biblioteca, há os acervos dos centrosculturaisedosceus. Entre os projetos que se preocupam em servir à periferia, um dos mais criativos é o ônibus-biblioteca. São 12 veículos cheios de livros que atendem 72 pontos da cidade, em geral em bairros mais distantes do centro. A preocupação em levar mais cultura à periferia aparece como prioritária no plano de governo divulgado por Fernando Haddad (PT) durante a campanha eleitoral. O texto fala em instalação, recuperação e remodelação de equipamentos culturais, implementando uma política de descentralização que não prescindada tarefade conferirvisibilidade às produções até agora marginalizadas. Haddad também prometeu criarmais doiscentros culturais, um na zona leste e outro na zona sul, equipadoscombiblioteca, cinema, teatro multiuso, salas de exposição, livraria e espaço para oficinas de artesanato. Ainda com o objetivo de descentralizar a cultura, o plano é quetodasas 31subprefeiturastenham núcleos culturais. O documentoaindaressaltaanecessida- de de assegurar a existência de equipamentos culturais em todos os 96 distritos do Município. Lazer e patrimônio. A pesquisa Que SP Vc Quer? também mostrou que o paulistano se preocupa com a falta de opções de lazer e entretenimento proporcionadas pelo poder público. Houve quem sugerisse, por exemplo, sessões de cinema grátis em espaços públicos da periferia. A preservação do patrimônio histórico foi outro tema muito lembrado por participantes da pesquisa. O patrimônio público precisa ser mais bem cuidado, compolíticaspúblicasqueincentivem seu uso muitos estão abandonados euma melhor divulgação à população de sua história,disseumamoradoradamarianaqueseidentificouapenas como Roseli. Uma vida com hábitos mais saudáveis também parece ser o desejo de muitos. Foram vários os pedidos para que parques e praçasmunicipaistenhamincentivos à prática de exercícios físicos, com apoio de especialistas. Sugiro o aproveitamento de espaços públicos para implantar academiasao ar livre, com acompanhamento de professores de EducaçãoFísica, disseluizcarlos de Araújo, morador do Limão, na zona norte. O GANHADOR DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO LUIZ AUGUSTO FERREIRA CARNEIRO, ECONOMISTA E ATUÁRIO 41 ANOS VILA MADALENA A IDEIA: Mais opções de cultura e lazer em todos os bairros, não só no centro. A INSPIRAÇÃO: Já tive oportunidade de morar em outras cidades grandes do Brasil e exterior. Isso me permite sugerir a São Paulo o que funciona em outros lugares. Londres é um ótimo exemplo de cidade em que opções mínimas de cultura e lazer estão acessíveis em todos os bairros, sem necessidade de grandes deslocamentos. VOCÊ SABIA? PROJETO PREVIA ESCULTURA GIGANTE DE SÃO PAULO E MUSEU BANDEIRANTE NO JARAGUÁ A periferia poderia ter um dos maioresmuseus da capital, dedicado aos bandeirantes. A ideia surgiu em Foi quando o interventor federal Ademar Pereira de Barros desapropriou a Fazenda Jaraguá, onde estavam os dois pontos mais altos do Município os Picos do Jaraguá (1.135 metros) e do Papagaio(1.127 m). Paraplanejaroparque, foicriada uma comissão de notáveis. Comoohistoriador Afonsod EscragnolleTaunay.O anteprojeto foi apresentado em aquarelas de José Wasth Rodrigues. Além de pátio em estilo setecentista, o parque teria estátuas de12bandeirantes, lagos eescultura de 90 m de São Paulo o REPRODUÇÃO apóstolo no alto do pico. Seria o Cristo Redentor paulistano. Masnadasaiudopapel. Acreditamos que ele não tenha prosperado porque depois da comemoração do 4.º Centenário tanto o estilo arquitetônico neocolonial quanto a temática bandeirista foram se tornando assuntos superados para o grosso da população paulistana, diz EudesCampos, nolivroarquivohistórico de São Paulo História Pública da Cidade. Se fosse prefeito, eu criaria 100 pequenos centros de cultura que seriam instalados em zonas de vulnerabilidade do centro à periferia. E São Paulo nunca mais seria a mesma. IVAM CABRAL, ATOR PARTICIPAÇÃO MUITAS E BOAS IDEIAS O participante que mais enviou ideiasaoquesp VcQuer? foicarlos Pardal, identificado como Professor Carlinhos Pardal. No total, ele mandou 83 sugestões para a cidade, de prevenção de enchentes a instalação de câmeras onde há descarte de entulho. O segundo lugar ficou com o desembargador José Renato Nalini. Além deintegrar o júrido projeto, ele enviou 76 propostas, muitas relacionadas à cultura.

9 %HermesFileInfo:H-9: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H9 POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE Acabar com a fila de creches e valorizar o professor do ensino público foram temas recorrentes entre as sugestões feitas por paulistanos EDUCAÇÃO 212 IDEIAS A GANHADORA JB NETO/ESTADÃO DANIELA GOMES DOS SANTOS ESTUDANTE 20 ANOS GRAJAÚ Na opinião dos 5% dos participantes do projeto Que SP Vc Quer?quepriorizaramaEducação em suas propostas, o professor da rede municipal de ensino deve ser mais valorizado para formar melhor os cidadãos desde o ensino básico. A ideia mais bem avaliada nessa categoria foi a de Daniela Lima, estudante de 20 anos do Grajaú justamente um dos bairros da zona sul com maior déficit de vagas para creches e pré-escola da capital. O ensino básico, aliás, representa um dos maiores desafios na área da Educação. A fila das crechesaindaéde106milcrianças quase o dobro do que era em Entre as 197 propostas sobre Educação, 17% (35 ideias) pediam melhorias no ensino infantil. Não há desenvolvimento sem educação de base. É preciso dar condições aos professores da rede pública e cativar os alunos desde a primeira educação, defendeu Fernando Antonioli, da Medeiros, zona norte. Alémdafaltadevagasnaeducação infantil, o nível do aluno da rede municipal não é animador.na última avaliação do Ministério da Educação, divulgada no fim do ano passado, a capital paulista teve desempenho inferior à média do Brasil, dascapitaisedasredesmunicipais da Região Metropolitana no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Vários participantes enviaram ideias para valorizar a for- A IDEIA: Quero uma São Paulo que priorize a educação, por meio da valorização dos professores, do oferecimento de material didático de qualidade e de projetos de incentivo à leitura e à pesquisa, mesmo no ensino básico. Só assim nossa cidade formará cidadãos. A INSPIRAÇÃO: Durante todo o ensino fundamental e médio, fui estudante da rede pública e vivenciei os problemas da educação na cidade. FARRELL Ex-pintor de cenários e funileiro, vive há 3 décadas no País. Ilustrador do Estado, sonha em produzir um desenho animado. maçãodosprofessores. Defen- do cursos e estágios específicos para novos diretores de escola, coordenadores pedagógicos, supervisores e professores. Com certeza, haverá mais qualidade no ensino, propôs Rubens de Melo, morador do Jardim Ângela, na zona sul, um dos três bairros com pior oferta de vagas na educação infantil. Os professores deveriam passar por prova de qualificaçãoa cada cinco anos para avaliar conhecimentos e didática. Assim, poderíamos avaliar aqualidade de ensino, defendeu Dacio Machado Junior, do Morumbi, na zona sul. Construir creches e melhorar a formação do professor são temas do plano de governo do novo prefeito. Segundo a Prefeitura, serão criadas 150 mil vagas em creches e 100 mil vagas de ensino em tempo integral, além de 20 novos Centros Educacionais Unificados (CEUs). Outrapromessaé implantar 31 polos de ensino à distâncianas subprefeituras, para melhorar a formação do professor. Ecologia na escola A proposta de Eric Waidergorn, morador de Pinheiros, na zona oeste, tem até slogan: Minha primeira árvore. Os alunos de todas as escolas públicas, na 1ª série do ensino fundamental, plantam uma árvore no curso da Marginal e colocam seu nome. Isso criará um vínculo de civilidade para nosso futuro, sugeriu. Sample Batch PDF Merger

10 %HermesFileInfo:H-10: : H10 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO POLÍCIA PARA QUEM PRECISA Para combater aumento dos índices de criminalidade e sensação de insegurança, paulistanos pedem mais policiamento e iluminação SEGURANÇA 175 IDEIAS A sensação de insegurança, infelizmente, faz parte da vida do paulistano. No último ano, a cidadeviveuumaumentoconsiderável nos índices de criminalidade. Onúmerodecasosdehomicídio, por exemplo, cresceu 114,6%emoutubro e50%emnovembro, em comparação aos mesmos meses de Crimes patrimoniais, como roubo e furto, subiram 7% desde A receita apontada por muitos participantes da pesquisa Que SP Vc Quer? é simples, direta e eficaz: mais postos policiais. Para os paulistanos, maior policiamento inibe a ação da bandidagem. Uma alternativa para suprir a falta de profissionais seria aprimorar a Operação Delegada emquemilitares fazembicosoficiais pagospelaprefeitura. Críticos da administração pública reclamamquetantoospoliciaisenvolvidos nessa operação quanto os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) focam suas ações apenas no combate ao comércio irregular em vez de atuarem também contra a criminalidade e outros problemas. Atualmente, a Polícia Civil mantém na capital 93 distritos policiais, além deunidadesespecializadas, como Delegacias do Idoso e de Defesa da Mulher e Departamentosde Homicídiose de Proteção à Pessoa (DHPP) e de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Já a Polícia Militarestápresentenavidapaulistana por meio de oito sedes de comando, 31 batalhões, 115 companhias e 56 bases comunitárias. Segurança Pública é atribuição do governo do Estado que não respondeu à reportagem sobreplanosdeaumentarocontingente na cidade ou melhorar a distribuição dos policiais. A Prefeitura, entretanto, também pode ajudar. Ao longo da campanha eleitoral, Fernando Haddad (PT) afirmou que pretende ampliar a Operação Delegada, fazer com que a GCM atue de modo eficiente nas escolas e parques públicos e criar um mapa de bairros e ruas onde há maior ocorrência de crimes. Ao Estado, a Prefeitura informou que pensa em instalar um sistema de câmeras nas subprefeituras, interligadas ao monitoramento já feito pela Polícia Militar. Com trabalho e inteligência temade váriassugestões enviadas ao Que SP Vc Quer?, quem sabe São Paulo não deixa de ter tantos problemas na área? RICARDO SOARES Artista plástico, caricaturista e ilustrador, colaborou com a Gazeta Mercantil e outros veículos. Atualmente, também dá cursos. A GANHADORA DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO A IDEIA: Para termos mais segurança, é necessário construir mais postos policiais em cada bairro. Além disso, mais iluminação nas ruas e praças. RAQUEL CASTRO CONSULTORA LOGÍSTICA 34 ANOS LIBERDADE A INSPIRAÇÃO: Minha ideia ocorreu porque falta policiamento nos bairros, falta uma polícia efetiva que tenha pulso firme, que não faça vista grossa aos problemas. Falta policiamento principalmente nos pontos com mais furtos e roubos. Tem de coibir quem pratica. GALERIA O portal estadão.com.br convidou leitores e internautas a mostrarem a São Paulo que não está nos cartões-postais. O pedido foi claro: fujam de arranha-céus e monumentos e cliquem cenas dacidadequefazempartedeseu cotidiano, usando como ferramentas, além da câmera, a criatividade e a memória afetiva. O meio foi a rede social Instagram. Em apenas dois dias, mais de 3 mil fotos chegaram à redação. Elasmostramumacidadenãosó deprédioseproblemasdecrescimento desordenado, mas de afeto, acolhimento e amor. Ângulos do Mosteiro de São Bento. Dani Derani Parque da Independência. LUCS

11 O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H11 TOLERÂNCIA ZERO: POLÍTICA DE NY É PRE LEMBRADA Ações anticriminalidade adotadas nos anos 1990 por cidade americana foram sugeridas por participantes da pesquisa Nove participantes da pesquisa Que SP Vc Quer? mencionaram Nova York para frisar como gostariam que os problemas de criminalidade paulistanos fossem resolvidos. A cidade americana transformou-se no início dos anos 1990, principalmente durante a gestão do prefeito Rudolph Giuliani elogiada por muitos, contestada por alguns. Eleinstaurouapolítica conhecidacomo tolerânciazero contra crimes e contravenções. Os resultadosnãodemoraramaaparecer. Durante seu governo, as taxas de criminalidade de Nova York caíram pela metade. A polícia local passou a usar a tecnologia a seu favor. Um sistema batizado de Compsat foi criado para detectar os principaislocais de criminalidade,permitindo policiá-los melhor. Após estudo indicar que 53% dos homicídios registrados em Nova York tinham relação com drogas, a polícia da cidade fortaleceuo combateaotráfico, reforçando o patrulhamento em regiões conhecidas pela venda de entorpecentes.aoperaçãofoitoda dividida em bairros e, não raras vezes, policiais à paisana se fizeram passar por consumidores para entender melhor como funcionava o tráfico. Resultado: em 25 anos, o número de homicídios ocorridos em Nova York caiu de (em 1987) para 414 (em 2012), o menor número registrado em cinco décadas, desde quando começaram a ser coletados dados sobre criminalidade na cidade. Um PM por esquina Alguns participantes da pesquisa foram mais radicais: pedem um policial em cada esquina de São Paulo ainda que, para isso, seja necessário aumentar o contingente da Polícia Militar. FREDERICO BARBOSA Queixa-se o poeta de sua cidade no seu aniversário e recebe ajuda dos seus poetas mortos Sample Somos todos vítimas da última chacina. Somos todos cúmplices do próximo disparo. Anchieta, do alto do pátio: Ah terrível bombardada Da morte espantosa! Como vem guerreira E temerosa! Uns, acordam para a notícia: a noite em dados urgentes. Números frios, outrora vida, agora, nus, indiferentes. Maneco grita do largo: Cavaleiro das armas escuras, Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? E a noite segue calma para quem se esconde, segue jorrando sangue para quem não há onde. Mário prevê noite e dia: dentro de muros sem pulos Mais uma volta na fechadura blinda a vida contra revoltas ou idas. Oswald anuncia a soidão: Anoitece sobre os jardins Jardim da Luz Jardim da Praça da República Jardins das platibandas Noite Noite de hotel Chove chuva choverando Nada é mais noite (e chuva) do que noias sob o teto do absurdo viaduto triste projeto infecto. Nada é mais chuva (e noite) do que choro de viúva sobre o corpo rígido podridão indiferente. Haroldo entrevê nas ruas: enquanto de lugares absolutos debaixo dos viadutos transeuntes exsurtos das cor de urina vesperais latrinas das sentinas dissolutas caminham Hoje nada não nem se comemora, nem poesia, nem memória. Hoje a cidade (seus mortos) chora. Décio cria a palavra chave: cadaverdade Poeta, é autor de Rarefato (Iluminuras, 1990), Louco no Oco Sem Beiras Anatomia da Depressão (Ateliê Editorial, 2001) e A Consciência do Zero (Lamparina, 2004), entre outros Amor no metrô. Renato Duo Limpando a cidade. Lilian Shimoda Shopping Olímpia. Auge Paulista. Dimas Oliveira Batch PDF Merger

12 %HermesFileInfo:H-12: : H12 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO CHEGA DE TANTA DEMORA E BUROCRACIA MARCOS MÜLLER Infografista e ilustrador do Estado, também faz ilustrações e charges para revistas e agências de publicidade. Para paulistanos, centralização de serviços e internet podem reduzir perda de tempo ADMINISTRAÇÃO 229 IDEIAS O paulistano não aguenta mais tanta burocracia. A julgar pelas ideias enviadas e mais bem avaliadas na categoria Administração, a vontade é de simplificar, seja criando maneiras de resolver problemas sem sair de casa, sejacom serviços rápidos e específicos para facilitar a vida dos cidadãos. A instituiçãomaiscitadafoiopoupatempo, que, na opinião de participantes, deveria também atender outras especialidades. Poupatempo é uma ideia genial e que tem agradado a muitos. Deveria ser ampliada a outros campos, com a criação de Poupatempos da Saúde, por exemplo. Haveriacomplexos parecidoscomohospitaldas Clínicas e especialidades diversas nas quatro regiões da cidade, sugeriu Michel Oliveira Cerqueira, morador de Cidade Líder, na zona leste, e autor da ideia mais bem avaliada pelo público e pelo júri do Estado procurado, ele não atendeu aos pedidos de entrevista. O conceito do Poupatempo que concentra serviços públicos em um mesmo local e cujas cinco unidades na capital atenderam 144 milhões de pessoas em 2012 deveriaserestendidoaoutras áreas, como a criminal, na opinião dos participantes. As delegacias tomam um tempo enorme e precioso da vida do cidadão. Deveriam ser criados Poupatempos criminais, que funcionariam 24 horas e agilizariam o atendimento aos PMs e ao público em geral, completou Cerqueira. Adigitalizaçãodeatendimen- Combate à corrupção: outro campeão de votos A redução de cargos públicos e o combate à corrupção foram outros temas lembrados no Que SP Vc Quer?. Vamos reduzir os cargos em comissão na Prefeitura e nas subprefeituras e implantar a Lei da Ficha Limpa para todos os funcionários comissionados e cargos de confiança, sugeriu Rafael Salles, da Saúde, zona sul. Isso tornará mais fácil o combate à corrupção, além de significar economia em salários e benefícios para os cofres públicos, completou um participante que se identificou como Cidadão. A divulgação de dados públicos também mobilizou participantes. É necessária maior transparência dos gastos, disse Nelson, sem dar sobrenome. Outro participante sugeriu que vereadores, secretários, subsecretários e cargos de confiança sejam obrigados a usar o sistema público de forma anônima e com nome fictício pelo menos duas vezes por ano. Há alguns dias, o prefeito Fernando Haddad (PT) criou a Controladoria-Geral do Município. O órgão anticorrupção juntará Ouvidoria e Corregedoria e será responsável pela transparência da gestão. tospúblicostambémesteveen- tre as propostas mais bem avaliadaspelosparticipantes. Modernizar o sistema de atendimento da administração para que o máximo possível possa ser feito remotamente por internet e telefone, para reduzir custosea necessidadedetrafegar pela cidade, sugeriu Germano Leibnitz, da Mariana, na zona sul. Ajulgar pelo plano de governo defernandohaddad(pt), apromessa é descentralizar serviços. Está prevista, por exemplo, a criação de centrais de atendimento dentro de cada subprefeitura, onde ações de zeladoria (poda de árvores, melhorias viárias e limpeza de córregos, entre outros) poderão ser registradas e acompanhadas online. Haddadtambémprometesimplificar um dos setores mais burocráticos da Prefeitura: o de análise e aprovação de obras, como empreendimentos e reformas. Hoje distribuídos por váriasáreas(controleurbano,habitação, Verde e Meio Ambiente, Subprefeituras), os processos deverão ser centralizados em umaúnicanovasecretaria. Oprazo para aprovações muitas vezes de mais de três anos está entre as principais reclamações da construção civil e, segundo o setor, trava novos investimentos na cidade. TECNOLOGIA PODE AJUDAR A MELHORAR SISTEMA DE SAÚDE SAÚDE 108 IDEIAS Prontuário eletrônico pode ajudar a organizar a rede municipal, cuja fila de espera chegou a 660 mil pacientes em 2012 Instituir prontuário eletrônico em todos os hospitais e postos de saúde da rede municipal. A proposta mais bem avaliada na categoria Saúde tem todos os ingredientes para sair do papel: foi sugerida por um especialista o médico José Knoplich, diretor por10anosdaassociaçãopaulista de Medicina, é tecnicamente possível, já que o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp)eoutrosoitohospitaisestaduais utilizam o sistema e, principalmente, está prevista com todas as letras no plano de governo do prefeito Fernando Haddad (PT). Atualmente, seria muito fácil aplicar a ideia. O serviço de Saúde da Inglaterra usa essa tecnologia, conta Kno- O GANHADOR JOSÉ KNOPLICH MÉDICO 77 ANOS PACAEMBU JOSE PATRICIO/ESTADÃO A IDEIA: Instituir prontuário eletrônico dos pacientes de postos de saúde da Prefeitura. No cartão do SUS, seriam colocados doenças, exames atualizados e medicação do paciente. A INSPIRAÇÃO: Fui secretário executivo do PAS (Plano de Atendimento à Saúde) na gestão Paulo Maluf e apresentei esse plano para agilizar o atendimento. Na ocasião, não foi possível implementá-lo por falta de tecnologia e de recursos. plich,de77anos,doutoremsaú- de Pública pela USP. OInstitutodoCâncerépioneiro no País em registrar digitalmente 100% dos seus procedimentos médicos. Na avaliação da instituição, o prontuário eletrônico permite padronizar a prescrição médica, que fica disponível ao mesmo tempo para a enfermagem e a farmácia. Isso evita, por exemplo, desperdício de medicamentos. Os custos para implementar o sistema também são consideradosbaixos no Instituto docâncer, custou 1,5 milhão ao longode 3anos erepresentam economiaacurtoprazo. Hoje, ogastocomo sistemaestá restrito somente a suporte e licenças cerca de 50 mil por mês. Para um hospital do porte do Icesp, é um valor extremamente baixo. Basta lembrar que um frasco de quimioterapia pode custar 5 mil e o prontuário eletrônico rastreia seu uso, evitando desperdícioeperdas,dizodiretor detecnologia do instituto, Kaio Bin. A ILUSTRADORA VIVIAN MOTA Trabalha com ilustração, Moda e Design há 11 anos e já passou por várias empresas. Em 2010, fundou o estúdio Rabiscorama. O uso de prontuário eletrônicotambémpoderiaajudaraorganizar um sistema saturado como o da rede municipal, cuja fila de espera chegou a 660 mil pacientes no fim do ano passado. No nosso caso, até 94% das cirurgias canceladas com até 24h de antecedência são substituídas pelo próximopaciente. No ano passado,foram mais de1.300 cirurgias recuperadas.issorepresentacerca de horas de sala cirúrgica, o que nos trouxe economia de 3 milhões, sem contar o beneficio de poder atender mais pacientes, completa Bin. O sucesso no uso do equipamentonoinstituto docâncerlevouaáreadetecnologiadohospital a exportar o conhecimento a outrasunidadesde saúde. Utilizam ferramentas desenvolvidas a partir de nossas necessidade, como a farmácia ambulatorial, por exemplo. De acordo coma Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o prontuário eletrônico está em estudos. Agilidade. Postos de saúde 24 horas e mais agilidade no atendimento são outras demandas. Fazer com que os grandes hospitais públicos atendam pacientes em no máximo meia hora e já saiam com medicação e consulta marcada, sugeriu Luiz Claudio, de Guaianases, zona leste. Finalmente construir o Hospital de Parelheiros!, sugeriu José Donizetti, do Grajaú, zona sul, lembrando promessa de 2009.

13 %HermesFileInfo:H-13: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H13 Quer fugir pra outro lugar? CARNAVAL DE OFERTAS CVC #vamosfugir Roteiros incríveis para você viajar em janeiro, fevereiro, março e no feriado de carnaval. Aproveite. A partir de: 51, mensais TUDO EM ATÉ Brasil Mundo Apoio da equipe CVC Passagem aérea ida e volta Hotéis e Resorts selecionados Café da manhã Central de relacionamento Maior Rede de lojas do Brasil Apoio da equipe CVC Passagem aérea ida e volta Hotéis selecionados Café da manhã Central de relacionamento Maior Rede de lojas do Brasil PORTO SEGURO 8 dias / 7 noites De: 898 / Por: 698 COSTA BRASILIS 8 dias / 7 noites 124, 83 OS MELHORES HOTÉIS E RESORTS Cabrália BA. À vista 1.498, Passagem + Resort + café + transporte. Preço para saída 2/março. 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Condições de pagamento Costa Cruzeiros: até 12 vezes sem juros somente no cartão de crédito. Condições de pagamento para demais companhias marítimas: consulte. Consulte regras e condições específicas de cada navio e companhia marítima com nossos vendedores ou agentes de viagens. Descontos informados já estão aplicados nos preços anunciados. Ofertas válidas para compras até um dia após a publicação deste anúncio. Taxas de embarque cobradas pelos aeroportos e portos, além das taxas marítimas, não estão incluídas nos preços e deverão ser pagas por todos os passageiros. Pacotes Internacionais: câmbio base 22/1/2013: US$ 1,00 = 2,14 e 1,00 = 2,86; Cruzeiros: 10/1/2012: US$ 1,00 = 2,05 para Costa, 7/1/2012: US$ 1,00 = 2,08 para MSC. Passagens aéreas anunciadas nos pacotes são em classe econômica. Desconto Promoção MSC 2º passageiro grátis está sujeita a alteração e/ou encerramento sem aviso prévio e é limitada a 30 cabines por saída. Promoções não cumulativas. 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14 %HermesFileInfo:H-14: : H14 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO DESEJO: MORAR PERTO DO TRABALHO Criar empregos em bairros-dormitório e incentivos municipais para empresas que se instalarem na periferia foram algumas sugestões URBANISMO 397 IDEIAS LEONARDO MATHIAS Definitivamente, São Paulo não éuma cidadeplanejada. Seu centro histórico é feito de ruas tortas e estreitas, construídas pelos próprios moradores. No fim do século19, algunsloteamentosregulares foram projetados antes de sua ocupação, como a região da Avenida Paulista e os bairros de Higienópolis e Campos Elísios. Mas o inchaço populacional da Região Metropolitana entre as décadas de 1950 e 1980 jogou por terra qualquer planejamento urbano feito nas décadas anteriores. Essecrescimentodescontrolado causou um grande problema: muita gente morando nas bordas da cidade enquanto a maioriados empregosestáconcentrada nas regiões central e sudoeste da capital. Enquanto há regiões com mais de 30 empregos por morador, como as áreas das Avenidas Paulista, Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luís Carlos Berrini, bairros no extremo das zonas sul, leste e norte nem sequer têm 0,7 emprego por habitante. Isso significa que milhões de pessoas todos os dias têm de percorrer quilômetros até chegar ao local de trabalho. Com pessoas de todas as regiões da cidade se dirigindo diariamente a um mesmo local, ocorrências de trânsito congestionado são inevitáveis, afirma o bancário Marcelo Carabetto Araujo. Ele foi o autor da ideia campeã na categoria Urbanismo. A Prefeitura deveria incentivar as empresas a se descentralizar, criando postos de trabalho nos bairros-dormitório. Esse incentivoestarianamelhorianainfraestrutura, no investimento emeducaçãoenosincentivosfiscais às empresas que se mostrarem interessadas. Artista e ilustrador, participou de mostras e publicações do Brasil e exterior. Atualmente, dedica-se ao setor editorial. O GANHADOR TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO MARCELO CARABETTO ARAUJO BANCÁRIO 28 ANOS JABAQUARA A IDEIA: São Paulo precisa aproximar o morador de seu local de trabalho ou estudo. Precisamos de vários pequenos núcleos com escolas, hospitais, creches, empregos e moradias que sejam de fácil acesso, de bicicleta ou a pé. A INSPIRAÇÃO: A ideia surgiu ao ver pessoas com quem trabalho morando em bairros muito afastados ou até outras cidades, pois só lá conseguem moradia a preços acessíveis. Planos antigos. Projetos do tipo já foram tentados antes, sem muito sucesso. Em 2004, por exemplo, a Prefeitura lançou um programa de incentivo para que empresas se instalassem na zona leste região que, sozinha, concentraquase4milhõesdehabitantes. Até 2011, porém, apenas nove empresas se interessarampeloprograma, oque significou cerca de 3 milhões em incentivos. Algumas propostas para o futuro parecem mais promissoras. Estudos para duas novas operaçõesurbanas estãosendoconduzidos atualmente uma delas visa a incentivar indústrias e empresasna regiãodaavenidajacu- Pêssego, na zona leste. Além disso, está prevista para este ano a discussão do novo Plano Diretor, que abordará maneiras de distribuir empregos pela cidade. O prefeito Fernando Haddad (PT) já afirmou que pretende incentivar um novo distrito de negócios na região de Pirituba, zona norte, e ao longo do chamado Arco do Futuro que prevê mais empregos nos eixos da Marginal dotietê eda AvenidaCupecê, na zona sul. Na oeste, a aposta é o Parque Tecnológico do Jaguaré, que já está em obras e deverá estar pronto em novembro. Além disso, a Prefeitura informou, por meio de nota, que Haddad vai adotar a proposta de incentivos fiscais para empresas que se instalarem na periferia, mas sem dar detalhes. POR POUCO, NOSSO CENTRO NÃO FICOU COMO O DE PARIS Urbanista francês chegou a ser contratado pela prefeitura paulistana em 1911, mas 1ª Guerra fez cidade mudar os planos REPRODUÇÃO Relatório. Francês Bouvard explica projeto para São Paulo Nãofosse a 1.ªGuerraMundial, o centro de São Paulo poderia ser parecido ao de Paris. Ou, ao menos, aodebuenosaires. Issoporque o arquiteto e urbanista francês Joseph-Antoine Bouvard chegou a ser contratado por 5 millibrasesterlinas pararepensar a organização da cidade pelo prefeito Raimundo Duprat. Seu currículo era inquestionável. Entre 1897 e 1911, Bouvard foi diretor honorário dos serviços de arquitetura, passeios, viação e doplano da cidadedeparis. Eledetinha sólidareputação internacional, firmada em mais de 40anos deatividade comoarquitetoeurbanista, contaopesquisador e arquiteto Eudes Campos, no livro Arquivo Histórico de SãoPaulo HistóriaPública dacidade. Em1907, ele foicontratadopela prefeitura de Buenos Aires para remodelar a capital argentina. Nesse vaivém entre Europa e América do Sul, costumava passarporsão Paulo,contao historiador Guido Alvarenga, do Arquivo Histórico Municipal. Em uma dessas passagens, em 1911, acabou contratado por Duprat. Ele ficou 40 dias na capital e fez umrelatóriodos pontosprioritários a serem melhorados. Preocupado com a ocupação dos claros deixados pela ocupação natural dos terrenos, Bouvard propôs um traçado mais orgânico das ruas centrais. Os vales, portanto, deixariam de ser vazios. Seu projeto melhoraria também o Anhangabaú e a Várzea do Carmo, com modernização das ruas centrais. Execução. Entre 1911 e 1914, a prefeitura deu início a tais obras. AentãoRuadeSãoJoãosetransformou em avenida, a Rua Líbero Badaró foi alargada e outras viascentraisganharam melhoramentos. Também foi aprovada a criação no início do Viaduto do Chá da Praça do Patriarca, que sóseriaconcluída nos anos1920. Mas aí veio a guerra..., conta o historiador Guido Alvarenga. Por razões financeiras, o plano Bouvard acabou interrompido. E, sem virar Paris nem Buenos Aires, SãoPaulocresceu e se tornougiganteaseu modo: completa, mas caótica. PLANO PREVIA GRANDE PARQUE NA PAULISTA Projeto concebido pelo conselheiro Antonio Prado, primeiro prefeito de São Paulo, esbarrou no mercado imobiliário Primeiro prefeito da cidade desdequeocargofoicriadoemdefinitivo, em 1899, o conselheiro Antonio Prado governou a capital por 12 anos e planejou várias melhorias, como a iluminação elétrica e o Teatro Municipal. Um de seus principais projetos, porém, jamais chegou a sair do papel: a construção de um enorme parque de 1,3 km² na região da Avenida Paulista. Quem conta é a especialista em Arte e Arquitetura Maria CeciliaNaclérioHomem, quefoiesposa de um dos sobrinhos-neto do ex-prefeito, o historiador Caio Prado Júnior. Segundo ela, a ideia era preservar a vegetação da encosta do espigão da Avenida Paulista voltada para o lado de Pinheiros, onde hoje ficam os Jardins América e Paulista. A região tinha uma reserva de Mata Atlântica conhecida como Mata do Caaguaçu. Apenas uma pequenapartedela 3,7% continuou preservada no Parque Tenente Siqueira Campos (Trianon), na frente do Masp. Quase todo o resto foi loteado ainda na virada do século 19 para o 20. O conselheiro tinha esse plano, de transformar tudo aquilo em um grande parque. Mas a especulação imobiliária, que já era acentuada, não permitiu que ele conseguisse prosseguir, afirma Maria Cecília. Por causa das resistências, o projeto não chegou aserapreciadona CâmaraMunicipal. Hoje você vai para Buenos Aires ou Santiago e vê parques imensos no meio da cidade. SãoPaulo perdeu suachancehistórica. RENOVAÇÃO DO CENTRO FIM DOS PRÉDIOS VAZIOS Não adianta apenas levar mais emprego para as áreas mais populosas. Segundo especialistas, também é necessário trazer maisgenteparapertodosempregos, principalmente na parte degradada da região central. Outra ideia bem avaliada na categoria Urbanismo pede a desapropriação de prédios abandonados do centro para que sejam transformados em moradia popular, levando mais gente à região. Penso na produção de moradias acessíveis à população de baixa renda, aumento na oferta de espaços públicos com boa qualidade e melhoria urbanística dos centros dos bairros. KAZUO NAKANO, URBANISTA JUAN GUERRA/ESTADÃO LÁ TEM... Ex-Minhocão. NovaYorktransformou uma via elevada que passa dentro da cidade em um parque de 1,6 km, conhecido como High Line. A área verde foi inaugurada em 2008 e serviu para revitalizar os prédios do entorno. Se eu fosse prefeito por um dia e soubesse da possibilidade de um projeto meu emplacar, independentemente da brevidade do meu mandato, realocaria os cidadãos para morarem próximos de seus locais de trabalho. À distância de uma caminhada a pé ou de bicicleta. Os casos omissos seriam resolvidos por trabalho a distância via internet. MAURICIO DE SOUSA, QUADRINISTA MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES

15 %HermesFileInfo:H-15: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H15 CONTRA TRÂNSITO, CRIATIVIDADE Paulistanos sugerem à Prefeitura dar incentivos a empresas que mudarem horário para ajudar funcionário a fugir de congestionamento TRÂNSITO 955 IDEIAS FERNANDO FALASCHI Artista plástico, já fez exposições em São Paulo, Argentina e Uruguai. É membro da Academia Brasileira de Arte e História. O GANHADOR JF DIORIO/ESTADÃO LUIZ CLAUDIO RIBEIRINHO CONSULTOR 36 ANOS FREGUESIA DO Ó A IDEIA: Incentivar as empresas a flexibilizar seus horários de funcionamento (começando e terminando uma hora mais cedo ou mais tarde, por exemplo) para diminuir o trânsito. A INSPIRAÇÃO: Chego a levar até duas horas para ir ao trabalho. São Paulo precisa aproveitar melhor o tempo desperdiçado no trânsito! Em muitas empresas, os trabalhos não precisam acontecer necessariamente no horário comercial. Congestionamento é um dos problemas mais clássicos de São Paulo. Tão clássico que tem até data de início: 11 de setembro de Nessedia, duranteainauguração do Teatro Municipal, cerca de 300 carros se enfileiraram na região do Anhangabaú sem conseguir se mover por causa do excesso de veículos e da falta de espaço.deláparacá,oproblema só piorou: os 300 viraram 5,3 milhões, que todos os dias entopem ruas, avenidas e estradas que cortam a cidade. O problema é tão grande que, aolongodas últimasdécadas,resolvê-lo passou a ser uma das prioridadesdosprefeitosque comandaram a cidade. Casas foram demolidas, bairros acabaram cortados ao meio e muito verdedesapareceu em meio a esse esforço. Deram lugar a avenidas, vias expressas, viadutos, túneis. Mais decem anos depoisdo primeiro engarrafamento, todo esse empenho parece ter sido em vão, já que essa questão foi a mais citada por quem participou do projeto Que SP Vc Quer?. Para atacar o problema, a ideia maisbemavaliadatraz umasolução mais simples e que requer bem menos investimento. A Prefeituradeveriaoferecerbenefícios fiscais ou tributários a empresas que adotassem horários alternativos para entrada e saída de seus funcionários, o que contribuiria para desafogar o trânsito e o transporte público, afirma o consultor de tecnologia da informaçãoluizclaudioribeirinho, autor da proposta. O objetivo é que veículos que trafegam na hora do rush de manhã e à tarde passem a circular em outros horários, para aliviar os períodos de pico. Já há companhias que adotam políticas internas de horário flexívelsemqualquerincentivomunicipal. É o caso da Serasa Experian, empresa de consultoria que tem sede no Planalto Paulista, na zona sul, e escritórios na regiãodaavenidapaulista. Nosso programa de horário flexível está em vigor há mais de 5 anos. Começamos com apenas uma hora de tolerância, mas hoje o funcionário já pode chegar e sair dentro de um intervalo de três horas, afirma Élcio Trajano, superintendente de desenvolvimento humano da empresa. O objetivo, segundo ele, é reduzir o estresse dos trabalhadores e contribuir com o alívio do Crescimento da rede de ciclovias é tema recorrente Uma das sugestões mais recorrentes na categoria Trânsito foi o aumento de vias exclusivas para bicicletas. Mais de 50 ideias abordaram esse tema. Se forem levadas em consideração apenas as ciclovias e ciclofaixas que funcionam diariamente, a capital tem 47,6 km de vias exclusivas para bicicletas ante mais de 400 km nas cidades de Londres e Amsterdã, por exemplo. As ciclofaixas de lazer foram inauguradas em 2009 e se tornaram vitrine da segunda gestão de Gilberto Kassab (PSD). Mas, por funcionarem apenas nos domingos e feriados, não são consideradas infraestrutura cicloviária. Entre as principais promessas de Fernando Haddad (PT) para melhorar a mobilidade está a construção de 400 km de rede cicloviária. Se sair do papel, o plano poderá levar São Paulo a alcançar as capitais europeias. trânsito na capital. Também adotamos o home office, ou seja, incentivosparapessoasdedeterminadas áreas trabalharem em casa, se isso for possível. Queremos ainda começar a adotar o short friday liberar os funcionários ainda mais cedo na sextafeira, por volta das 13h. É o pior dia de trânsito em São Paulo. Segundo a assessoria de Fernando Haddad (PT), o plano do prefeito para reduzir o trânsito é levar mais empresas à periferia. Sample Batch PDF Merger

16 %HermesFileInfo:H-16: : H16 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO HUMBERTO WERNECK Um tapinha na fachada Quando São Paulo fez 450 anos, em 2004, vieram me pedir,amimeaoutros449 moradoresda cidade, uma frase para estampar nas estações do metrô. Não precisei pensar muito: Danada de feia mas cozinha como poucas! Nove anos depois, vejo razões para pôraindamaisênfasenasegundaafirmativa, e me dispenso de repetir que em raras cidades deste mundo se comebem como aqui.quanto à primeira parte da frase, bem... sou obrigado a admitir que infelizmente também ela continua valendo. Permita essa reclamação, pra lá de óbvia, da parte de quem apesar de tudo nãotem motivos para abandonaracidade que o acolheu faz mais de 40 anos. Não queira mal ao forasteiro que tanta coisa boa, em especial dois filhos e uma neta, vieram paulistanizar irreversivelmente. SãoPaulo jáme pareceu assim, minuciosamente feia, naquele 16 de maio de 1970em que desci na medonha rodoviária velha, ali na Luz, sob um teto cafona de bolhas coloridas. Não que eu viesse de algum lugar maravilhoso. Não mesmo: abelohorizonte de entãocaprichava em desmentir o adjetivo que traz no nome. Depoistomoujeito, ouquase. Devoreconhecer que minhacidademelhorou depois que saí de lá... Sem que eu tenha feito grande coisa para isso, São Paulo também melhorou, mais por mérito dos cidadãos do que pelos administradores que tem tido. Ainda está de pé, é verdade, o Minhocão, ou o viaduto da Praça 14 Bis, duas monstruosidades entre várias. Mas pelo menos já se fala em desfazer o que o Maluf fez num tempo em que, debaixo das botas, ninguém ousava abrir o bico para questionar o que se fazia. Deveria existir alguma coisa como, sei lá, um Conselho da Beleza Urbana, para prevenir aberrações e tentar remediar as que aí estão. Trabalho é o que nãolhefaltaria.ejánempensonafeiura lancinante da miséria, mas na feiura endinheirada dos prédios que a mediocridade e a cobiça não cessam de espetar na paisagem. Muitos deles, aliás, com denominações pretensiosas do tipo maison ou château postas, dá pra perceber, por nouveaux riches cujo francês, mesmo com tanta viagem, parece não ir muito além debonjour, petit-pois e maionese. Para cada Artacho Jurado, RinoLevi, novaartigas, Lina BoBardi, Paulo Mendes da Rocha, Márcio Kogan ou Isay Weinfeld, tome fartura de horrores arquitetônicos. Quanto a isso, é claro que pouco se poderia fazer. Nem que uma nova ditadura nos impusesse um Maluf do bem, poismesmoem boacausa nãosejustifica uma censura estética. Alguma coisa, porém, sempre se poderia tentar, ainda que no vasto rol das miudezas, sob a forma de iniciativas que, somadas, viriam atenuar a estridente feiura de São Paulo. Boas ideias não faltariam. Minha amiga Wanda acha que umas fontes, não necessariamente luminosas, trariam à cidadeumfrescor tambémvisual. Ocronista Ivan Angelo sugeriu que nas calçadas se plantassem árvores frutíferas, provedoras de sombra e gostosura. Um pouco como Belém, cujas ruas há mais de um século de encheram de mangueiras. Motivo já não haveria, pelo menos, para chorar as pitangas. De minha parte, ficaria bemfeliz se se desse força à ideia de enterrar a fiaçãoaérea. Nãosonhoem oscarfreirizar tudo quanto é rua e avenida, masseriaumabênçãosenos livrássemos do máximo de fios e cabos. Com eles, sumiriam postes, e aposto que nem os cães reclamariam. Só peço que deixem onde está um postezinho de ferro esquecido aqui nas vizinhanças, pequeno, esguio, elegante, tendo no topo a torneira do gás com que muito antigamente se iluminava aquele trecho da Cardoso de Almeida. Com os postes, sumiriam os deprimentes novelos de cordas e barbantesnelesenroladospelospenduradores de faixas. E já não haveria como pendurartambémessesabsurdos pares de tênis que por aí balangam sobre nossas cabeças. Nada tão sensacional quanto pôr abaixo o Minhocão. Mas já seria um tapinha na fachada dessa dona que, até por cozinhar como poucas, bem podia ser mais graciosa. POR QUE TANTOS FIOS NAS RUAS? Lei de 2005 prevê que 250 km de fiação aérea sejam enterrados anualmente na cidade no ano passado, porém, foram apenas 3,2 km PAISAGEM URBANA 438 IDEIAS A ILUSTRADORA CATARINA GUSHIKEN A paisagem ideal do horizonte paulistano deve ser livre de fios queatrapalhem avista, oque deixariasãopaulo maisbelaesegura. A ideia de limpar a cidade da indesejável fiação a mais bem votada em Paisagem Urbana apareceu em 51 sugestões e ganhou até slogan, que bem poderia ser adotado pela Prefeitura: Troque um poste por uma árvore, sugeriu FernandoSalgado, de Moema, zona sul. Imagine a mudança se plantássemos umaárvorenolugardecadaposte. Elas não podem crescer porque atrapalham os fios. Com rede elétrica no subsolo, seriam evitados acidentes, queda de energia e mutilação de árvores com podas que as desequilibram, como argumentou o participante que se identificou apenas como Daniel M. As principais cidades do mundo já fizeram isso há muito tempo. Aboaintençãoesbarranodescumprimentodeumaleimunicipal de 2005, que propõe enterramento de 250 quilômetros de fios por ano. A lei obriga concessionárias como AES Eletropaulo e empresas de telefonia e de TVs a cabo a fazerem o serviço, mas brigas com a Prefeitura impedem o cumprimento da regra. Oproblema é que aeletropaulo (dona de 98% da fiação aérea) afirma só poderá realizar a tarefa após a Prefeitura criar o ProgramadeEnterramentoda RedeAérea (Pera), até hoje não realizado. A Prefeitura afirmou que lançará um plano para calçadas, que tratará do enterramento da fiação, mas não forneceu prazo para programas abrangentes. O custo é outro impeditivo. Enterrar a fiação custaria 240 bilhões ou 8 milhões/ km. Em 2012, foram enterrados apenas3,2km, o mesmototalprevisto para este ano. O GANHADOR ARQUIVO PESSOAL GABRIEL DE TOLEDO ESTUDANTE 18 ANOS JD. MARAJOARA A IDEIA: Um dos fatores que contribuem para a poluição visual são os postes com fios à mostra. Passou da hora de a cidade ter um programa para enterramento, o que daria mais espaço a árvores e calçadas. A INSPIRAÇÃO: Sempre que vejo os postes, penso em como ficaria melhor se fossem enterrados, a exemplo de cidades do exterior, como Nova York, e mesmo do Brasil, como Porto Alegre. Calçadas sujas e quebradas irritam centenas de pessoas Das 438 propostas enviadas ao Que SP Vc Quer? para melhorar a paisagem da cidade, 53% (233 ideias) sugerem mais cuidado com as calçadas. Tolerância zero para lixo no chão e calçada quebrada! As calçadas devem ser ordenadas, padronizadas, floridas e impermeáveis, sugeriu um participante. Obrigar os proprietários a cumprir o código de postura, ou seja, calçadas planas e nada de rampas no passeio publico, propôs Sérgio Pinchiaro, do Campo Belo, zona sul. Houve também críticas a obras malfeitas. Nunca implantar nenhum projeto se não estiver claro qual sua durabilidade e quem dará a manutenção. O melhor exemplo são as calçadas das Ruas Augusta e Teodoro Sampaio. Não têm nem cinco anos e estão cheias de falhas e buracos. Imaginem o custo!, criticou outro participante, que se identificou apenas como Paulo. Sugestões e críticas chegam Paulistana, tem pós-graduação em Direção de Arte e se dedica totalmente à ilustração em seu estúdio desde em momento de mudança na aplicação da Lei das Calçadas, em vigor desde janeiro de 2012 na capital. No início do mês, o prefeito Fernando Haddad afirmou ao Estado que, em vez de multarem os cidadãos assim que detectarem o problema, os fiscais passarão a notificá-los e dar um prazo para que resolvam o problema. O preço da multa vai continuar o mesmo 300 por metro linear de calçada em más condições mas, para não punir quem desconhece a lei e age com boa fé, passará a haver esse prazo antes da aplicação da sanção. LÁ TEM... ABAIXO AS PICHAÇÕES Em Nova York, pichador não tem moleza. A multa para quem é pego escrevendo nos muros da cidade chega a US$ 4 mil e o infrator ainda pode ter de amargarumanonacadeia.spraysnão podem ser vendidos para menores de 18 anos. E a guerra contra as pichações não para por aí: em 2003, a prefeitura organizou uma campanha e limpou 1,5 milhãodemetrosquadradosdemuros em pontos da cidade. Se fosse prefeito, faria do planejamento do novo Plano Diretor um marco da participação popular, por meio de um intenso processo de diálogo entre sociedade e governo. SÉRGIO REZE, DO MOVIMENTO DEFENDA SP COBRINDO O CÉU 41 mil km é a quantidade total de fios aéreos na área de concessão da AES Eletropaulo DEBAIXO DA TERRA 3 mil km é o total de fios elétricos já enterrados nos subterrâneos da cidade Tomaria medidas para impedir a selva de pedra na qual a cidade se transformou. Priorizaria a manutenção e a criação de áreas verdes e exigiria critérios rígidos para a construção de prédios. Precisamos respeitar a natureza, o meio ambiente e focar na humanização da cidade. EVA WILMA, ATRIZ DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

17 %HermesFileInfo:H-17: : O ESTADO DE S. PAULO SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 Especial H17 Sample Batch PDF Merger

18 %HermesFileInfo:H-18: : H18 Especial SEXTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2013 O ESTADO DE S. PAULO DAVID KIM Futuro. Avenida do Estado em 5 décadas, na imaginação do FGMF A CIDADE IDEAL, DAQUI A 50 ANOS Em cada época, há um sonho diferente para o futuro da metrópole; o atual é ter em 2063 uma São Paulo mais interligada e humana A São Paulo do futuro já foi sonhada, imaginada e desenhada inúmerasvezesaolongodahistória. Essa cidadeutópica étãomutante quanto a real, ou talvez mais. No decorrer das décadas, a capital paulista foi idealizada como uma cidade europeia, com prédios art déco e passeios arborizados,etambémcomoumametrópole americana, cortada por vias expressas sem fim. Seu centrojáfoi imaginadovivo, glamouroso, mastambém vazio, pulverizado. São utopias que, na verdade, dizem mais sobre sua própria época do que sobre o futuro. Por isso mesmo, descobrir qual é a SãoPaulo que sonhamos hoje é essencial para entender as motivações por trás das mudanças que vão ocorrer na cidade a partirdeagora. Asideiasapresentadas ao longo deste caderno especial dão uma pista sobre esses sonhos: uma São Paulo mais humana, mais conectada e menos opressora do que a atual. Se conseguirmos alcançar esses desejos, como será então a cidade daqui a, digamos, 50 anos? Para tentarilustraressefuturo ideal, o Estado convidou o escritório de arquitetura FGMF, consideradoum dos30maispromissores do mundo pela revista britânica Wallpaper. Escolhemos um pequeno trecho da cidade para sintetizar o que entendemos que será a cidade do futuro: um pedaço do Rio Tamanduateí, próximoao Pátio dopari,no centro, afirma um dos sócios do escritório, Lourenço Gimenes. Mudanças. Ele acredita que São Paulo não passará por transformações drásticas até lá. Serão mudanças pontuais, pois não há nenhuma intervenção mágica que vai mudar uma cidade desse tamanho, diz. Entre as principais modificações, deverá estar a revitalização das áreas degradadas do centro, que poderá aliviar oproblemahabitacionaldasperiferias e criar zonas qualificadas de convivência. Uma dessas áreas deverá ser a região do Pari, queéricaeminfraestruturaurbana, fica próxima de grande oferta deemprego, mastemtaxadeocupação baixa, explica Gimenes. Essa área também exemplifica umaoutra característicaqueavida em São Paulo terá no futuro, segundo o arquiteto: a mudança nasua cadeia produtiva.de acordo com ele, haverá uma difusão noshoráriosdetrabalhoenohome office, de maneira que haverá maisgentesedivertindo einteragindo em espaços públicos durante os dias de semana. Hoje, a cidade funciona muito em relação ao horário de trabalho. Uma massa depessoas usa a cidade de uma forma durante o horário de trabalho, o que causa congestionamentos, e outra massa usa a cidade no horário de folga, o que causafila e equipamentos de cultura lotados, afirma. Por isso, Gimenes acredita que haverá um impulso para o desenvolvimento de bairros de uso misto, que englobam tanto moradia, trabalho e lazer tudo isso dentro de uma paisagem convidativa para a convivência coletiva. As pessoas querem uma cidade mais humana, mais agradável. Isso é um processo sem volta. Para ele, haverá uma exigência forte da população sobreosgovernantes paraquepolíticas como essas sejam adotadas nos próximos anos. Beleza. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, secretário municipal de planejamento nas gestões Mario Covas ( ) e Marta Suplicy ( ) concorda com a afirmação. A população está dando mais valor ao lado estético da cidade, porque inclusive conhece mais do mundo,viaja, faz comparações. E tem muitascidadesquesãomaisagradáveis do que São Paulo pelo mundo, afirma o urbanista. Ele também imagina São Paulo diferente no futuro, com suas principais questões ambientais resolvidas e um foco maior no transporte coletivo do que no individual. Hoje, não se tem mais ilusão de que é possível fazer tudocomoautomóvel.obomsensoémelhorarotransportecoletivo, com metrô, corredores de ônibuseaté aretomadadosbondes, como cidades americanas e europeias estão fazendo. Em relação ao verde, Wilheim imaginaumasãopaulo pontilhada depequenos parques oschamados pocket parks, que existem em cidades como Nova York. São pequenasáreas verdes, às vezes do tamanho de apenas um lote, mas que servem de espaço de convivência para uma determinada vizinhança, projeta. Ele acredita também que haverá mais controle do poder público em relação ao mercado imobiliário. Teremos de encarar esse conflito, resume. Passado. Sociólogo, professor emérito da Universidade de São Paulo(USP)e colunistadoestado, José de Souza Martins lembraqueasãopauloidealàsvezes parece mais um déjà vu de sonhospassadosquenãoseconcretizaram. O plano do prefeito FernandoHaddad(PT) dedeslocar o crescimento da cidade para asmargensdorio Tietêé,na verdade, o plano de Prestes Maia (prefeito de 1938 a 1945). O rio serianavegável,umavenezapaulista, combarcossuburbanosservindoosbairrosnafunçãodeônibus. A Ponte das Bandeiras é o que resta desse plano ainda atual, mas que nunca chegou a ser concluído. 12,2 milhões de habitantes deverá ser a população de São Paulo em 2050, segundo projeção feita pela Fundação Seade, do governo estadual. Hoje, esse número é de 11,4 milhões de pessoas. OS PLANOS PARA O FUTURO EM... IMAGENS: REPRODUÇÃO Estética e higiene eram prioridades No início da República, a São Paulo ideal era uma cidade europeia. Ruas arborizadas, acompanhadas de prédios imponentes com estilo importado, deveriam ser separadas por grandes praças e parques públicos. Outro componente importante era a higiene córregos deveriam ser canalizados e pântanos, enterrados para impedir a transmissão de doenças. A imagem acima, publicada na Revista Politécnica em 1911, mostra um projeto para a região do Anhangabaú. A cidade moderna de Prestes Maia O crescimento acelerado de São Paulo, induzido pela industrialização, ampliou a demanda por soluções de mobilidade. O engenheiro Francisco Prestes Maia que foi prefeito entre 1938 e 1945 elaborou um plano de avenidas que previa anéis circulares ao redor do centro, cortado radialmente por largas avenidas. A preocupação com a beleza da paisagem ainda era forte: a imagem acima, que faz parte do plano, mostra uma via-parque agradável ao longo do Rio Tietê. Uma rede imensa de vias expressas O plano diretor do ex-prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, de 1971, representa a São Paulo ideal da sua época: uma metrópole cortada por vias expressas em todas as direções. Na época, a locomoção dentro da cidade era centrada no transporte por carros. A ideia era que o paulistano fosse servido por uma rede de vias nas quais se pudesse dirigir a 120 km/h, sem semáforos. De todas as vias previstas, apenas a Avenida Sumaré, na zona oeste, saiu do papel. Editora-chefe: Cida Damasco. Editora: Luciana Garbin. Editores-assistentes: Rodrigo Burgarelli, Edison Veiga e Vitor Hugo Brandalise. Repórteres: Rodrigo Burgarelli, Edison Veiga, Vitor Hugo Brandalise, Davi Lira e José Maria Mayrink. Revisores: Denize Guedes e Edison Veiga. Diretor de arte: Fabio Sales. Diagramadores: Jairo Rodrigues e Viviane Jorge. Infografistas: Eduardo Asta, Edmilson Silva e Regina Silva. Editor de fotografia: Eduardo Nicolau. Editora-assistente de fotografia: Mônica Zarattini.

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