Mercados. informação regulamentar. República Democrática do Congo Condições Legais de Acesso ao Mercado

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1 Mercados informação regulamentar República Democrática do Congo Condições Legais de Acesso ao Mercado Julho 2010

2 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3. Quadro Legal 6 2

3 1. Regime Geral de Importação Na generalidade, a maioria dos produtos pode ser importada na República Democrática do Congo (adiante RDC) sem restrições, havendo apenas necessidade de apresentar, para efeitos estatísticos, uma declaração de importação (pelo importador) junto dos bancos autorizados para esse efeito. No entanto, a importação de certas mercadorias está proibida ou, no mínimo, sujeita a autorização governamental, como é o caso das drogas, produtos narcóticos, armas e explosivos. Todas as importações de valor FOB igual ou superior a francos CFA (US$2.500) encontramse sujeitas a inspecção pré-embarque, a qual é efectuada pela empresa contratada Bureau Veritas ( sendo que algumas mercadorias de valor FOB compreendido entre e francos CFA poderão estar, também, submetidas ao referido controlo, em função da análise dos riscos (como é o caso da carne e do peixe). Os animais e seus produtos, plantas e sementes exportados para a RDC deverão ser acompanhados de certificados sanitários e fitossanitários, havendo, porém, algumas categorias destes bens cuja importação é proibida. A importação de produtos farmacêuticos está dependente da obtenção de autorização do Departamento de Saúde Pública Não há, em geral, requisitos especiais em termos de rotulagem, apenas algumas exigências (ainda que nem sempre efectivadas) relativamente aos equipamentos, embalagens ou objectos utilizados na manufactura ou embalamento de alimentos. A língua francesa deverá, no entanto, ser usada. Os produtos farmacêuticos e cosméticos estão sujeitos, igualmente, a requisitos especiais em termos de rotulagem. A Pauta Aduaneira congolesa baseia-se no Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (SH), sendo os direitos de importação calculados (maioritariamente) numa base ad valorem sobre o valor CIF da mercadoria. Desde 2003 a estrutura tarifária foi reformulada, existindo, actualmente, quatro níveis tarifários (0%, 5%, 10% e 20%). A autoridade aduaneira da RDC é o L Office des Douanes et Accises (OFIDA) 3

4 Para além dos direitos alfandegários, as mercadorias importadas neste mercado estão igualmente sujeitas ao Impôt sur le Chiffre d'affaires (taxa geral de 13% e de 3% para os bens destinados ao investimento), e Droit de Consommation et d Accises (aplicáveis em oito diferentes escalões, que variam entre 5% e 40%, sobre produtos como: álcool e bebidas alcoólicas; águas engarrafadas; açucares; tabaco; óleos minerais; e perfumes com álcool. Actualmente está em estudo a possível implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado. Os certificados de origem não são, em geral obrigatórios, salvo se exigidos pelo importador, pela Carta de Crédito ou para efeitos de comprovação da origem com vista à efectivação de tratamento aduaneiro preferencial. 2. Regime de Investimento Estrangeiro A RDC conta, desde 2002, com um novo enquadramento legal em termos de investimento estrangeiro, sendo que o Código, então aprovado (pela Loi n.º 004 /2002, de 21/2), a par de outras leis, pretendeu conferir segurança aos investimentos estangeiros efectuados no país, equiparando-os aos nacionais e estabelecendo o prazo de 30 dias para a sua aprovação inicial. Da nova regulamentação salientam-se as seguintes iniciativas/princípios: Estabelecimento de uma One-stop Shop, de acolhimento aos investidores, pela Agence Nacionale pour la Promotion des Investissements (ANAPI) Exclusão de qualquer nacionalização ou expropriação dos investimentos; Liberdade de repatriamento do capital investido e dos lucros; Não redução das garantias ou vantagens atribuídas aos investidores; Garantia de sujeição das disputas ao foro da CIRDI (International Centre of Dispute Settlement); Participação da RDC, na qualidade de membro, na Multilateral Investment Guarantee Agency (MIGA) e na Organisation for the Harmonisation of Corporate Law in Africa (OHADA). O Código de 2002 privilegia o investimento nos sectores a seguir mencionados, conferindo-lhes incentivos de natureza aduaneira, fiscal e parafiscal: Construção e manutenção de estradas e auto-estradas, bem como o transporte fluvial e aéreo; Agricultura e agro-indústria; Projectos industriais de natureza não volatile; Valorização dos recursos naturais. Por sua vez, não são abrangidos pelo presente Código, regendo-se por legislação específica, os investimentos nos seguintes sectores: 4

5 Exploração mineira e de hidrocarbonetos; Actividade bancária e seguradora; Produção de armamento e explosives; Actividades militares e de segurança; Actividades comerciais. As formalidades a seguir para a criação de uma empresa, são as seguintes: Obtenção de licença de actividade; Autenticação dos estatutos da sociedade; Registo no Registre du Commerce; Obtenção do número de identificação nacional de pessoa colectiva; Obtenção do número de identificação fiscal; Obtenção do número de Importador/Exportador. Como já foi referido, o investidor pode ter na RDC acesso a vários esquemas de incentivos, aduaneiros e fiscais, tais como: Isenção total do direitos aduaneiros, com excepção da taxa administrativa de 5%, na importação de maquinaria, ferramentas novas e peças sobressalentes, desde que não excedendo 10% do valor CIF do mesmo tipo de bens utilizado em investimentos públicos; Isenção de imposto sobre os rendimentos; Isenção de imposto sobre a terra; Dedução dos investimentos em formação profissional; Isenção do pagamento da taxa de registo comercial; Atribuição dos incentivos, durante 3 a 5 anos, conforme a localização geográfica do investimento. A RDC não possui, actualmente, qualquer zona considerada como porto ou zona de comércio livre. Não foi celebrado entre Portugal e a República Democrática do Congo qualquer acordo destinado a promover e a reforçar o desenvolvimento das relações de investimento entre os dois países ou qualquer Convenção para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos. Não obstante as reformas económicas liberais que o Governo tem vindo a implementar, a República Democrática do Congo continua a apresentar um grau elevado de risco, sendo que a falta de transparência legal e judicial constituem uma das principais características que limitam a confiança dos agentes económicos que pretendem apostar neste mercado. 5

6 3. Quadro Legal Regime de Importação Arrêté Ministériel n.º 409/2006 (Réglementation de l Emballage), de 18 de Julho Estabelece regras relativas à embalagem dos produtos ( %20Reglementation%20des%20emballages.pdf). Décter-Loi n.º 004/2001 (Operátions en Monnaies Nationale et Étrangère), de 31 de Janeiro Relativa às transacções em moeda nacional ou estrangeira ( Loi n.º 73/009 (Portant sur le Commerce), de 5 de Janeiro (com alterações posteriores) Estabelece o quadro jurídico aplicável aos actos comerciais ( Regime de Investimento Estrangeiro Loi n.º 015/2002 (Code du Travail), de 16 de Outubro Aprova o Código do Trabalho ( Loi n. 004/2002 (Code des Investissements), de 21 de Fevereiro Aprova o Código dos Investimentos ( Nas páginas (LEXADIN / Legislation RDC Congo) e (Droit-Afrique) encontra-se disponível um conjunto diversificado de diplomas legais congoleses. Para mais informação legislativa sobre mercados externos, os interessados podem consultar o Site da aicep Portugal Global em: Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. Av. 5 de Outubro, 101, LISBOA Tel. Lisboa: Contact Centre: Capital Social 110 milhões de Euros Matrícula CRC Porto Nº 1 NIPC

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