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1 Mercados informação regulamentar São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Abril 2010

2 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 3 3. Quadro Legal 6 2

3 1. Regime Geral de Importação De um modo geral não existem restrições à entrada de mercadorias em São Tomé e Príncipe, onde qualquer pessoa ou entidade pode ser importador, excepto no que concerne aos combustíveis e lubrificantes, cuja importação é monopólio de empresas públicas. As operações estão sujeitas a licenciamento prévio, unicamente com fins estatísticos, e as licenças, de emissão imediata, são concedidas pela Direcção-Geral de Comércio Externo. Estes documentos especificam a quantidade e os valores CIF e FOB dos produtos objecto de importação, assim como fixam os termos de pagamento. No envio da mercadoria poderão ser solicitados outros documentos pelo importador ou outros organismos oficiais, tais como certificados de origem, veterinários ou fitossanitários, pelo que todos os aspectos associados à operação deverão ser conferidos com o importador local para que não surjam problemas na entrada da mercadoria no país. Se for necessário alguma certificação sobre a origem dos produtos, a mesma deverá ser solicitada a uma câmara de comércio e reconhecida notarialmente pelo Consulado de São Tomé no País de proveniência. Em 2000 São Tomé e Príncipe implementou um novo regime tarifário com três níveis: 5% aplicado a produtos de primeira necessidade, 20% a produtos de luxo e 10% a outros bens. De referir que este país aplica os direitos aduaneiros numa base ad valorem e a classificação das mercadorias baseia-se no Sistema Harmonizado de Designação e Codificação das Mercadorias (SH). Para determinadas mercadorias há ainda lugar à aplicação de Taxas Específicas sobre o Consumo, que podem variar dependendo dos bens ex.: veículos motorizados, de 0% a 55%; bebidas alcoólicas, 25% (vinho), 55% (bebidas espirituosas), e cerveja (41%); tabaco, 55%. A média das taxas situa-se nos 12%. 2. Regime de Investimento Estrangeiro O Governo tem adoptado, nos últimos anos, várias medidas legislativas no sentido de criar um ambiente mais propício ao investimento estrangeiro e a promover e dinamizar o sector privado. Neste contexto, estão em curso reformas importantes a nível fiscal (redução da tributação sobre as empresas) das relações laborais (reforço da protecção do trabalhador) e do sistema judiciário (maior transparência e segurança dos negócios). Como principais objectivos a concretizar destacam-se o reforço e o desenvolvimento das infra-estruturas, a modernização das telecomunicações, o desenvolvimento do turismo e a estabilização do fornecimento de energia. 3

4 Para estimular o investimento privado no país, nomeadamente o estrangeiro, foi publicado, em 27 de Agosto de 2008, o novo Código de Investimentos (Lei n.º 7/2008) que define o regime jurídico em que se processam os investimentos elegíveis ao benefício de incentivos e garantias em São Tomé e Príncipe e estabelece os seguintes princípios: Igualdade dos promotores perante a lei; Liberdade de empreendimento; Livre concorrência; Proibição da prática de concorrência desleal; Tratamento justo e equitativo dos investidores; Não discriminação dos promotores em função da nacionalidade ou residência. De acordo com o novo quadro legal é considerado investimento directo estrangeiro qualquer das formas de contribuição do capital externo susceptível de avaliação pecuniária, que constitui recurso próprio ou sob conta e risco do investidor estrangeiro, provenientes do exterior e destinado à incorporação no investimento para a realização de um projecto de actividade económica através de uma empresa registada em São Tomé e Príncipe e a operar a partir do território nacional. Para efeitos do Código, são elegíveis os projectos de investimento susceptíveis de contribuir para o desenvolvimento do país (instalação, reabilitação e expansão de actividades económicas) cujo valor seja superior a 250 mil Euros. Todas as áreas de actividade económica que, pela sua natureza ou por determinação expressa da lei, não sejam reservadas à exploração exclusiva pelo Estado (ex.: produção de armas e munições, bem como quaisquer outras actividades produtivas ligadas ao sector militar e paramilitar e a emissão de moeda exclusiva do Banco Central) constituem áreas abertas ao investidor privado (nacional ou estrangeiro). O Estado assegura as seguintes garantias aos investidores: Direito à propriedade privada; Pagamento de uma indemnização prévia, justa, adequada e efectiva, quando proceda a expropriação de propriedade privada (em caso de utilidade pública e sempre com estrito respeito pela lei); Igualdade de tratamento, independentemente da nacionalidade, em todas as fases do processo de investimento; Direito de transferência da totalidade do capital e dos seus rendimentos, depois de deduzidas as reservas legais e estatuárias e liquidados os impostos devidos; 4

5 Direito de exportação dos produtos de liquidação dos investimentos realizados. No que respeita aos incentivos, o Código não cria apoios específicos de natureza fiscal, pelo que os projectos beneficiarão dos incentivos já existentes na legislação fiscal. Ao abrigo do Código os investimentos podem, no entanto, beneficiar de outro tipo de apoios: facilidades administrativas na concessão de terrenos para construção; e cedência de exploração de prédios rústicos ou urbanos que sejam propriedade do Estado e se mostrem adequados à realização dos projectos. Relativamente ao processo de candidatura os projectos deverão ser elaborados em 5 exemplares e apresentados ao Ministério responsável pelo Planeamento para aprovação. Para beneficiar dos incentivos, os promotores deverão submeter ao Guiché Único um dossier de candidatura, contendo os seguintes elementos: Formulário de Modelo (preenchido pelo investidor); Plano de investimento e estudo de viabilidade económica do projecto; Estudo de impacto ambiental do respectivo projecto de investimento (apenas para aqueles que sejam susceptíveis de produzir riscos ambientais). Após a recepção do dossier completo de candidatura com o projecto de investimento, a entidade administrativa competente procederá à sua instrução e, no prazo máximo de 45 dias a contar da data da recepção, transmitirá ao investidor, por escrito, a decisão. No caso de ausência de resposta considera-se que o projecto foi tacitamente autorizado. A implementação dos projectos deverá iniciar-se no prazo máximo de 90 dias a contar da notificação ao investidor da decisão sobre a autorização do projecto. De referir, também, que de forma a promover e a reforçar o desenvolvimento das relações de investimento entre os dois países, foi assinado entre Portugal e São Tomé e Príncipe o Acordo sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos. Este acordo aguarda ainda a troca dos instrumentos de ratificação para a respectiva entrada em vigor. Finalmente, mencionar que se encontra disponível a Linha de Crédito Concessional para São Tomé e Príncipe (no valor de 50 milhões de Euros) que visa aprofundar a cooperação bilateral através do reforço das parcerias empresariais no desenvolvimento de projectos de interesse comum. Os interessados podem aceder a mais informação no documento Apoios Financeiros à Internacionalização Guia Prático, consultável no Site da aicep Portugal Global em: ments/linhas%20crédito/linhacreditoconcessionalsaotomeprincipe50milhoeseur.pdf 5

6 3. Quadro Legal Regime de Importação Decreto-Lei n.º 12/2009 Altera a Pauta Aduaneira dos Direitos de Importação e Exportação. Decreto n.º 5/2002, de 26 de Julho Regulamenta o funcionamento dos serviços de inspecção sanitária. Decreto-Lei n.º 1/2000, de 28 de Janeiro (revisto pelo Decreto-Lei n.º 31/2005, de 21 de Dezembro) Aprova novas taxas e sobretaxas de importação e exportação. Regime de Investimento Estrangeiro Decreto-Lei n.º 12/2009 Altera a Pauta Aduaneira dos Direitos de Importação e Exportação. Decreto n.º 5/2002, de 26 de Julho Regulamenta o funcionamento dos serviços de inspecção sanitária. Decreto-Lei n.º 1/2000, de 28 de Janeiro (revisto pelo Decreto-Lei n.º 31/2005, de 21 de Dezembro) Aprova novas taxas e sobretaxas de importação e exportação. Lei n.º 15/2008, de 14 de Novembro Aprova o quadro legal de combate ao branqueamento de capitais. Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto Aprova o novo Código de Investimentos e revoga a anterior Lei n.º 13/92, de 7 de Outubro. Lei n.º 5/2008, de 12 de Agosto Aprova o novo regime jurídico dos cidadãos estrangeiros, entre outros aspectos. Decreto-Lei n.º 19/2008, de 16 de Junho Cria o Instituto de Inovação e Conhecimento (INIC) e aprova os respectivos estatutos. Lei n.º 14/2007, de 4 de Dezembro Estabelece medidas relativas à segurança, higiene e saúde no trabalho. Lei n.º 9/2006, de 2 de Novembro Define a arbitragem voluntária. 6

7 Lei n.º 3/2004, de 2 de Julho Define as regras aplicáveis ao estabelecimento, à gestão, à exploração de redes de telecomunicações nacionais e ao fornecimento de serviços de telecomunicações. Decreto n.º 7/2004, de 30 de Junho Regula o exercício da actividade comercial e o seu licenciamento. Decreto n.º 6/2004, de 30 de Junho Regulamenta a lei da propriedade industrial. Lei n.º 4/2001, de 31 de Dezembro Aprova o regime jurídico da propriedade industrial. Lei n.º 4/2000, de 23 de Agosto Aprova o quadro legal da actividade petrolífera. Decreto-Lei n.º 11/1989, de 20 de Janeiro Relativo à criação de zonas francas. Carta de Lei, de 28 de Junho de 1808 Aprova o Código Comercial. O JuriSTEP é um website de carácter informativo-jurídico sobre como investir e realizar negócios em São Tomé e Príncipe Acordo Relevante Decreto n.º 36/97, de 18 de Julho Aprova o Acordo Sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos, entre Portugal e São Tomé e Príncipe. Para mais informação legislativa sobre mercados externos, consulte o Site da aicep Portugal Global em: Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. Av. 5 de Outubro, 101, LISBOA Tel. Lisboa: Contact Centre: Capital Social 110 milhões de Euros Matrícula CRC Porto Nº 1 NIPC

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